SADA/CRUZEIRO É HEXACAMPEÃO SUL-AMERICANO

No sábado de Carnaval, o Sada/Cruzeiro derrotou o UPCN da Argentina, na decisão do Sul-americano masculino de vôlei 2019, disputado na Arena Minas, em Belo Horizonte, e sagrou-se hexacampeão da competição. Anteriormente, a equipe cruzeirense havia sido campeã em 2012, 2014, 2016, 2017 e 2018.

Na grande final, o time comandado pelo técnico argentino Marcelo Mendez, conquistou uma vitória por 3×1, com parciais de 25/19, 25/18, 21/25, 25/16. Pela medalha de bronze, o Minas perdeu para o Obras San Juan da Argentina por 3×1, com parciais de 25/20, 22/25, 26/24, 25/17.

Este foi o terceiro título cruzeirense na temporada. Antes, o time foi campeão estadual e da Copa do Brasil. Com a vitória no Sul-Americano, o Cruzeiro garantiu a classificação para o Mundial de Clubes.

SELEÇÃO DO SUL-AMERICANO
O ponta americano Sander do Cruzeiro foi eleito MVP do campeonato, melhor jogador da competição. A seleção do sul-americano foi composta pelo levantador Cavanna (UPCN), os centrais Flávio (Minas) e Isac (Cruzeiro), os ponteiros Rodriguinho (Cruzeiro) e Magarejo (Obras San Juan), o oposto Herrera (Obras San Juan) e o líbero Matias (UPCN).

A CAMPANHA DO TÍTULO
1ª Fase
26/02 Sada/Cruzeiro 3×2 UPCN
23/25, 18/25, 25/22, 25/22, 15/11
27/02 Sada/Cruzeiro 3×0 Regatas Lima
25/13, 25/14, 25/14
Semifinal
01/03 Sada/Cruzeiro 3×2 Obras de San Juan
24/26, 22/25, 27/25, 25/23, 15/13
Final
02/03 Sada/Cruzeiro 3×1 UPCN
25/19, 25/18, 21/25, 25/16

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A comemoração do título/Orlando Bento

A INVASÃO ESTRANGEIRA NA SUPERLIGA FEMININA

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Há duas rodadas para o fim da fase classificatória, a 25ª edição da Superliga Feminina apresenta como uma das suas características, a forte presença de jogadoras estrangeiras. E elas não vieram apenas para fazer figuração! Entre os destaques individuais da competição, no topo das estatísticas, estão alguns dos principais reforços internacionais dos clubes para a temporada 2018/2019.

Encabeça a lista de maiores pontuadoras do torneio, a oposta polonesa Skowronska, do Hinode/Barueri, com 399 pontos. Para se ter uma ideia de seu desempenho, a 2ª colocada em número de pontos, aparece com quase 100 pontos a menos. Na média por set, a vantagem permanece com a jogadora polonesa com 5,62 pontos por set, contra 4,58 da oposta americana Hooker, do Osasco/Audax, que possui uma quantidade de jogos inferior à polonesa.

Outra oposta americana da Superliga, Nicole Fawcett do Praia Clube, é a 3ª maior pontuadora da Superliga e 4ª colocada na média de pontos por set, com 4,26. Fawcett também aparece em 4º lugar em pontos diretos de saque. Ao todo, até este momento da competição, são 25 pontos no serviço.

Além das americanas do Praia Clube e do Osasco, e também da polonesa do Barueri, outra estrangeira também oposta aparece entre as primeiras colocadas na pontuação. A italiana Valentina Diouf, reforço do Sesi/Bauru, anotou até agora, 263 pontos. Tal performance, até a 9º rodada do returno, posiciona a jogadora de 2,02m de altura, em 5º lugar geral.

Com um número recorde de estrangeiras na história da Superliga, 16 no total, outros nomes disputam o torneio em alto nível. É o caso da velha conhecida do vôlei brasileiro, a cubana Herrera do Pinheiros, também uma das maiores pontuadoras da competição.

Já no meio de rede, as únicas atletas de fora do país, são da Argentina. Uma delas é a central Mimi Sosa. Mesmo com baixa estatura para a posição, ela é um dos destaques de sua equipe, o Brasília. A outra é central do Curitiba, Lazcano, de 1,90m. Outras três jogadoras estrangeiras, com boas performances, são as ponteiras de Osasco, Bauru e Rio. A peruana Leyva, a cubana Palácio e a dominicana Peña, respectivamente.

Dois nomes de relevância no cenário internacional, presentes na Superliga, ainda não realizam uma competição dentro das expectativas. No caso, a americana Lloyd do Praia Clube e a russa Tatiana Kosheleva do Sesc/Rio.

Uma das duas levantadoras estrangeiras da competição, Lloyd demorou para ajustar seu jogo com as atacantes de sua equipe. Já Kosheleva, mesmo com eficiência no ataque, sofre com uma deficiência crônica no passe. Com as contusões de seu time, sua evolução nas mãos de Bernardinho ficou prejudicada. Nada impede um desempenho superior das duas jogadoras na fase decisiva da Superliga.

Fato é que, nunca um número tão grande de estrangeiras estiveram com destaque na Superliga. Não é difícil de imaginar o papel decisivo de cada uma delas na fase final. Resta saber, qual delas será a maior protagonista nas finais. É bom lembrar que, o líder da competição é o Minas. E pela primeira vez em anos, o time não conta com um reforço estrangeiro dentro de quadra. Será bom observar qual investimento terá o melhor retorno. A prata da casa ou os reforços internacionais?

ITAMBÉ/MINAS É TETRACAMPEÃO SUL-AMERICANO

O Itambé/Minas derrotou o Praia Clube na rodada final do Sul-Americano feminino de vôlei 2019, disputado na Arena Minas, em Belo Horizonte, e sagrou-se tetracampeão da competição. Anteriormente, a equipe minas-tenista foi campeã em 1999, 2000 e 2018. No jogo do título, o time comandado pelo técnico italiano Stefano Lavarini, conquistou uma vitória por 3×0, com parciais de 25/21, 25/16, 26/24. A central Carol Gattaz foi a maior pontuadora da decisão com 18 pontos. Com o resultado, o Minas garantiu a classificação para o Mundial de Clubes.

SELEÇÃO DO SUL-AMERICANO
A central Carol Gattaz do Minas foi eleita MVP, melhor jogadora da competição. A seleção do campeonato sul-americano 2019 foi composta pela levantadora Macris (Minas), as centrais Bianca (San Lorenzo) e Fabiana (Praia Clube), as ponteiras Garay (Praia Clube) e Gabi (Minas), a oposta Bruna Honório (Minas) e a líbero Léia (Minas).

ITAMBÉ/MINAS Macris, Bruna Honório, Mara, Carol Gattaz, Natália, Gabi, Léia. Entraram: Lana, Georgia, Mayany e Bruninha. Técnico: Stefano Lavarini

DENTIL/PRAIA CLUBE Lloyd, Fawcett, Fabiana, Carol, Garay, Michele, Suellen. Entraram: Rosamaria, Ananda, Paula Borgo e Laís. Técnico: Paulo Coco

A CAMPANHA DO TÍTULO
19/02 Minas 3×0 Club Olympic
25/11, 25/13, 25/12
20/02 Minas 3×0 Boca Juniors
25/9, 25/14, 25/15
22/02 Minas 3×0 San Lorenzo
25/22, 25/12, 25/19
23/02 Minas 3×0 Praia Clube
25/21, 25/16, 26/24

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A equipe do Minas comemora o 3º título da temporada/Orlando Bento/Divulgação MTC

O SUL-AMERICANO DE CLUBES 2019

Começa hoje, na Arena Minas, em Belo Horizonte, o Sul-Americano de clubes 2019. Sede da competição, nos dois naipes, o Minas Tênis Clube está representado nas duas categorias do torneio. Atuais campeões da Superliga, Praia Clube e Cruzeiro, são os outros dois times brasileiros participantes, no feminino e masculino, respectivamente.

O formato de disputa do campeonato difere nas duas versões. Na versão feminina, cinco equipes lutam pelo título sul-americano 2019, em turno único, todos contra todos. A equipe com maior número de vitórias será campeã.

Já no masculino, seis equipes divididas em dois grupos, com três equipes cada, jogam a 1ª fase. Os dois primeiros de cada grupo avançam para as semifinais. Os vencedores desses confrontos decidem o título na grande final.

A julgar pelas equipes participantes do Sul-Americano feminino, dificilmente, Praia Clube ou Minas, não serão os campeões em 2019. Apenas uma hecatombe poderá impedir o título de um dos times mineiros na competição.

Para o Praia, será a prova de fogo do ano. O atual campeão da Superliga ainda não conseguiu vencer o Minas na temporada. Foram 3 derrotas, em 3 jogos, no Campeonato Mineiro, no turno da Superliga e na final da Copa do Brasil.

Já o Minas, atual campeão sul-americano, terá a chance de ratificar o título do ano passado. Isso porque, para receber o torneio na edição de 2018, em seu ginásio, o clube da Rua da Bahia contou com uma forte política de bastidores. Com o apoio de sua fanática torcida, o Minas bateu o favorito Sesc/Rio de Bernardinho.

No naipe masculino, o nível de competição deverá ser maior que o feminino. Mesmo sendo favorito absoluto, o Cruzeiro não deve encontrar vida fácil. Além de enfrentar o Minas, em seus domínios, o atual tricampeão sul-americano, vencedor de 5 títulos do torneio, terá pela frente o UPCN, campeão da última temporada da liga argentina, campeão sul-americano em 2015, contra o Cruzeiro, dentro de casa.

O retrospecto do time celeste na récem-criada Libertadores do Vôlei confirma esse indicativo. Em duelo diante de times argentinos inferiores ao UPCN, o Cruzeiro saiu derrotado por duas vezes, em 4 jogos. Além dos vizinhos rivais, o Minas será uma das ameaças ao favoritismo cruzeirense. Franco-atirador, o Minas não poderia ser descartado da disputa do título.

Libertadores do Vôlei
Encerrada na semana passada, a Libertadores do Vôlei, no naipe masculino, está sendo apontada como provável substituta do Campeonato Sul-americano. Com o inchaço do calendário, as federações estudam a possibilidade de mudança. Recentemente, o blog Saída de Rede, do UOL, também apontou modificações na disputa do Mundial de Clubes.

De acordo com eles, a FIVB estuda realizar o torneio, em um jogo único, entre o campeão europeu e o campeão sul-americano. Tais alterações seriam providenciais. Ultimamente, os critérios técnicos utilizados para escolher as sedes das competições e os convites realizados aos clubes, para a disputa dos campeonatos, são extremamente nebulosos. Falta clareza e há favorecimentos.

O JOGO DA RODADA – No returno, Barueri bate Sesc/Rio novamente

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No duelo de técnicos campeões olímpicos, pela temporada 2018/2019 da Superliga Feminina, em jogo válido pela 7ª rodada do returno, melhor para José Roberto Guimarães. O time dirigido pelo tricampeão olímpico derrotou o Sesc/Rio, comandado por Bernardinho, bicampeão olímpico, pela segunda vez consecutiva na competição. O placar final da partida foi 3×1, com parciais de 25/23, 18/25, 25/17, 29/27, favorável ao Hinode/Barueri. A oposta polonesa Skowronska foi a maior pontuadora do confronto. Ela anotou 30 pontos.

Com o resultado, o Barueri se aproximou na tabela de classificação da 3ª posição, com 35 pontos, 12 vitórias e 6 derrotas, contra 37 pontos, 13 vitórias e 5 derrotas, do Sesc/Rio. Na próxima rodada, o Barueri folga, em virtude da participação do Praia Clube no Sulamericano. Já o Sesc/Rio disputa o clássico contra Osasco, em Osasco, na sexta-feira, 22 de fevereiro, a partir de 21h30, com transmissão do SPORTV 2.

RESUMO
Sesc e Barueri iniciaram o jogo em alto nível. Com muito volume de jogo de ambos os lados, faltava às duas equipes confirmar os pontos em contra-ataque. Aos poucos, a estratégia de saque das duas equipes deu a tônica da partida. Com a posse de bola no serviço, a agressividade no fundamento era o diferencial do jogo, para os dois times. Explorando a instabilidade da linha de passe adversária, o jogo era igual no placar, 1×1, com leve vantagem para o time de Bernardinho.

Modificações realizadas por José Roberto Guimarães mudaram o panorama da partida. A confiança mudou de lado. O Sesc conseguiu se recuperar no jogo com eficiência no bloqueio. Dois erros cruciais da arbitragem prejudicaram o andamento do confronto, para os dois lados. No momento decisivo, disputas intensas de rally definiram o duelo. Ao final, vitória do Barueri.

SESC/RIO Roberta (8), Monique (7), Juciely (14), Bia (13), Kosheleva (21), Peña (6), Gabirú (0). Entraram: Drussyla (5), Kasiely (0), Vitória (0), Carol Leite (0). Técnico: Bernardinho

HINODE/BARUERI Dani Lins (2), Skowronska (30), Thaísa (10), Milka (4), Amanda (8), Maira (8), Natinha (0). Entraram: Jackie (0), Tainara (1), Juma (0), Vivian (4), Elina (9). Técnico: José Roberto Guimarães

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O time do Sesc/Rio derrotado em casa pelo Barueri/Divulgação CBV

ALL STAR GAME

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A Superliga de voleibol comemora na temporada 2018/2019 seu 25º aniversário. Repleta de homenagens, a maior liga nacional do esporte no país, recebeu como presente, uma presença recorde de atletas estrangeiros. Apenas no naipe feminino, são 16 jogadoras oriundas de outros países. A versão masculina do torneio também não fica atrás. Entre os nomes internacionais da competição, estão destaques do vôlei mundial como: o ponta americano Sander e o central francês Le Roux.

Dito isso, na semana de realização do All Star Game da NBA, uma das maiores ligas esportivas profissionais do mundo, é de lamentar-se a ausência de tal evento na Superliga. Em uma edição comemorativa, era de esperar-se algo de caráter especial. Talvez o calendário inchado explique a situação. No entanto, não é fácil compreender a inabilidade da CBV para organizar o evento no Brasil, em uma temporada tão especial, quando todos os elementos apresentam-se em conjunção para a sua realização.

Até mesmo antes, em temporadas anteriores, não havia motivos para tamanho descaso. A principal competição do voleibol no Brasil já teve o seu All Star Game, há mais de vinte anos, em seu início. Pode-se argumentar a capacidade de alcance do evento, ou ainda, o seu formato. Porém, existem inúmeras maneiras de explorar a sua realização, com estratégias de marketing eficientes e variações, em virtude da ausência de estrangeiros. Nada justifica a incapacidade da Superliga de vôlei em promover o seu All Star Game no Brasil.

BOLÍVAR É O 1° CAMPEÃO DA LIBERTADORES DO VÔLEI

O Personal Bolívar da Argentina é o primeiro campeão da Libertadores de vôlei masculino. O clube argentino derrotou na decisão da competição o Sesc/Rio do Brasil. O placar da finalíssima disputada em Taubaté, São Paulo, ficou em 3×0, com parciais de 25/23, 25/18, 29/27, para o time argentino. Pela medalha de bronze, o Sesi/SP bateu os anfitriões do Funvic/Taubaté, de virada, por 3×2, com parciais de 26/28, 19/25, 25/18, 25/22, 15/10, e subiu ao pódio da primeira edição do torneio.

A Libertadores do Vôlei é uma iniciativa dos clubes brasileiros e argentinos. A intenção é que ela substitua, nos próximos anos, o Campeonato Sulamericano de clubes. Participaram da primeira edição do torneio, os quatro melhores colocados das ligas nacionais da Argentina e do Brasil, da temporada passada. Divididos em dois grupos, com dois times de cada país, os dois melhores avançaram para o final four. Disputado em sede única, em Taubaté, com formato de cruzamento olímpico, três times brasileiros estiveram nas finais da primeira edição.

OS LÍBEROS HOMÔNIMOS

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No aniversário de 124 de anos do surgimento do voleibol, a temporada 2018/2019 da Superliga Masculina marca o encontro entre dois times com camisas tradicionais de futebol, em jogo válido pela quinta rodada do returno. Cruzeiro e Corinthians, entram quadra logo mais, em Contagem, Minas Gerais, no ginásio do Riacho, com transmissão do SPORTV 2, às 18h30, em situações opostas. O time cruzeirense assumiu a ponta da tabela e luta para continuar na liderança da competição. Já o Corinthians, com uma campanha irregular, busca escapar do rebaixamento e ainda sonha com uma improvável classificação para os playoffs.

Entre os destaques das duas equipes estão os líberos titulares de cada time. Curiosamente homônimos, os dois jogadores conhecidos pelo nome de Serginho possuem uma trajetória vitoriosa no esporte. Enquanto o Serginho corintiano ganhou tudo com a camisa da seleção brasileira, o Serginho cruzeirense venceu tudo em sua carreira nos clubes.

Contemporâneos, os dois atletas estão na faixa dos 40 anos de idade, eles foram concorrentes diretos na disputa por posição na seleção brasileira. Na luta pela vaga de líbero do Brasil, a opção de Bernardinho, em 2001, foi por Escadinha, o Serginho corintiano. Tecnicamente superior ao Serginho cruzeirense, ele foi a escolha do técnico Bernardinho, mesmo quando seu concorrente direto, iniciou a coleção de títulos nacionais da Superliga com a camisa do Telemig Celular/Minas e recebeu premiações diversas em competições no Brasil.

A personalidade forte do Serginho cruzeirense foi apontada por muitos como um empecilho para o seu crescimento na seleção brasileira. Sem papas na língua, ele é conhecido no meio do voleibol por suas opiniões fortes. Ao longo de sua carreira, o Serginho cruzeirense nunca deixou de explanar o que pensa e marcar posição sobre os assuntos do voleibol. Considerado polemista, ele provou dentro de quadra ter moral para tanto.

Já Escadinha, o Serginho corintiano, conquistou seu lugar no hall de estrelas do voleibol nacional, com atuações espetaculares com a camisa do Brasil. Foi bicampeão mundial, bicampeão olímpico, bicampeão da Copa do Mundo, septacampeão da Liga Mundial e campeão do Pan-Americano. Conseguiu a proeza de ser eleito o primeiro líbero MVP de uma competição internacional, na Liga Mundial 2009. Repetiu o feito, de forma gloriosa, nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, quando foi escolhido novamente MVP.

O duelo entre os dois líberos é sempre um show a parte. Por várias vezes, os dois jogadores já se enfrentaram em solo brasileiro, com vantagem para o Serginho cruzeirense. Chega a ser um sacrilégio, a falta de grandes títulos nacionais do Serginho corintiano. Como também é um pecado, a ausência do Serginho cruzeirense nas inúmeras conquistas do voleibol brasileiro, em competições internacionais, com o Brasil.

FIVB ANUNCIA SEDES DO PRÉ-OLÍMPICO MUNDIAL

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A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou na semana passada onze das 12 sedes do processo qualificatório para os Jogos de Tóquio, em 2020. Os eventos acontecem no mês de agosto. No feminino, entre os dias 2 e 4. No masculino, nos dias 9, 10 e 11. O Brasil foi escolhido como uma das sedes, no naipe feminino, segundo fontes da imprensa, graças a desistência de todos os países do seu grupo, além dele mesmo, no caso, República Dominicana, Camarões e Azerbaijão.

Com isso, a responsabilidade de organizar o grupo D do Pré-Olímpico ficou com a Confederação Sul-Americana (CSV). No pacote, o ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, deve receber o evento do pré-olímpico. É bom ressaltar que a CBV não tem qualquer responsabilidade pela organização.

Já no naipe masculino, o Brasil não exerceu seu direito em receber o pré-olímpico, assim como no feminino, em virtude da falta de recursos para bancar o evento. Dessa forma, a Bulgária será a sede do grupo do Brasil, no torneio qualificatório para os Jogos de Tóquio. Além dos búlgaros, os brasileiros irão enfrentar na chave A, os egípcios e os porto-riquenhos.

Nas redes, torcedores brasileiros questionaram os critérios da federação para definir as sedes. Por exemplo, a Polônia, sede da chave A, no feminino, entrou no pré-olímpico mundial porque Cuba desistiu da competição. Ocupando a 26ª posição do ranking internacional, as polonesas ganharam o direito de receber o torneio qualificatório para as Olimpíadas, por uma questão financeira e mercadológica.

É bom deixar claro que isso ocorreu porque, segundo os critérios da FIVB, Sérvia, Porto Rico e Tailândia recusaram pagar os valores pedidos para organização do pré-olímpico. Outras decisões, em outros grupos, também foram alvo de especulações. A Holanda não será sede de seu grupo, no feminino, mesmo sendo cabeça de chave. O grupo terá sede na Itália.

No masculino, os americanos também não receberão o evento do pré-olímpico, mesmo sendo 2º lugar no ranking. Já a China, será anfitriã da chave F do pré-olímpico masculino, sem ter a preferência no grupo também composto por: Canadá, Argentina e Finlândia. No anúncio realizado pela FIVB, também ficou pendente a escolha do grupo C, na categoria feminina.

Não está claro quais foram os critérios adotados pela federação para decidir as sedes dos eventos. Foi amplamente divulgado na mídia sobre as contrapartidas financeiras para organizar o pré-olímpico, algo em torno de 2 milhões de reais, tendo como prioridade os cabeças de chave. No entanto, ao que parece, a política de bastidores foi um dos fatores preponderantes para explicar determinadas escolhas.

Abaixo, as sedes de cada grupo do Pré-Olímpico Mundial, nos dois naipes.

Feminino
Grupo A com Sérvia, Porto Rico, Tailândia e Polônia, na Polônia
Grupo B com China, Turquia, Alemanha e Rep.Checa, na China
Grupo C com EUA, Argentina, Bulgária e Cazaquistão, a ser definido
Grupo D com Brasil, Rep.Dominicana, Camarões e Azerbaijão, no Brasil
Grupo E com Rússia, Coreia, Canadá e México, na Rússia
Grupo F com Holanda, Itália, Bélgica e Quênia, na Itália

Masculino
Grupo A com Brasil, Egito, Bulgária e Porto Rico, na Bulgária
Grupo B com EUA, Bélgica, Holanda e Coreia, na Holanda
Grupo C com Itália, Sérvia, Austrália e Camarões, na Itália
Grupo D com Polônia, França, Eslovênia e Tunísia, na Polônia
Grupo E com Rússia, Irã, Cuba e México, na Rússia
Grupo F com Canadá, Argentina, Finlândia e China, na China

MINAS É CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL 2019

O Minas derrotou o Praia Clube na inédita final mineira da Copa do Brasil feminina 2019, disputada em Gramado, Rio Grande do Sul, e sagrou-se campeão da competição. Na decisão, o time comandado pelo técnico italiano Stefano Lavarini, conquistou o título do torneio, com uma vitória por 3×1, de virada, com parciais de 16/25, 25/22, 25/21, 25/18. A ponteira Natália foi a maior pontuadora da grande final. Ela marcou 20 pontos. Este foi o primeiro título do Minas na história da Copa do Brasil. Recentemente, em 2019, na categoria masculina, o clube de Belo Horizonte foi vice-campeão do torneio.

PRAIA CLUBE Lloyd, Fawcett, Fabiana, Carol, Garay, Rosamaria, Suellen. Entraram: Michele, Ananda e Paula Borgo. Técnico: Paulo Coco

MINAS TÊNIS CLUBE Macris, Bruna Honório, Carol Gattaz, Mara, Gabi, Natália, Leia. Entraram: Lana, Bruninha, Geórgia. Técnico: Stefano Lavarini

A CAMPANHA DO TÍTULO
Quartas-de-final
22/01 Minas 3×1 Fluminense
25/22, 25/17, 22/25, 25/16
Semifinal
01/02 Minas 3×1 Osasco
25/21, 17/25, 25/22, 25/16
Final
02/02 Praia Clube 1×3 Minas
25/16, 22/25, 21/25, 18/25

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A ponteira Gabi no ataque, um dos destaques do jogo, com 19 pontos/Divulgação CBV