Acabou! Chega ao fim, a jornada do blog. Me despeço desse espaço que me acolheu há seis anos. Durante essa jornada, o blog viu o surgimento da Liga das Nações, competição criada pela FIVB em 2018, logo no início da cobertura. Também passamos por uma pandemia! Como esquecer a campanha da seleção brasileira masculina na Bolha de Rimini? Foi único título do Brasil na história da competição, em 2021.
Outra cobertura que deu orgulho para o blog foram os Jogos Olímpicos. Vocês não imaginam o prazer que foi acompanhar nossos atletas de voleibol em Tóquio e Paris. Como também não dá para esquecer, a tristeza que foi assistir os Jogos Olímpicos de Tóquio daqui do Brasil, com arenas vazias, em virtude da pandemia. Entretanto, Tóquio deu para o Brasil a medalha de prata no voleibol feminino. Um feito e tanto para uma seleção que estava desacreditada antes das Olimpíadas. Para não dizer que não houve surpresas, também foi em Tóquio que os Estados Unidos conquistaram sua primeira medalha de ouro no voleibol feminino.
Três anos depois, Paris não ficou atrás! Uma belíssima competição, com retomada de público, além de uma surpreendente abertura olímpica no rio Sena! Foi em Paris que finalmente a Itália desencantou no voleibol feminino, ficando com o ouro na modalidade. Dessa vez, nossa seleção foi medalha de bronze. Também foi em Paris que a delegação russa foi completamente excluída dos Jogos Olímpicos devido à guerra na Ucrânia.
Como jornalista, a ideia do blog surgiu após os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Como torcedor in loco da competição, fui contagiado pelo clima olímpico, após a conquista do ouro pela seleção brasileira no voleibol masculino. Vocês não podem imaginar o que é a experiência dos Jogos Olímpicos in loco! Todo mundo deveria ter uma chance de passar por essa experiência!
Além disso, a cobertura do blog gerou algumas boas oportunidades profissionais. E como todos sabem, há coisas na vida que não podemos deixar passar! Novos desafios pela frente estão por vir. Graças em partes ao blog. Um até logo para quem acompanhou a jornada de seis anos do blog. Valeu a pena!
Se 2024 não foi um bom ano para seleção brasileira masculina de voleibol, 2004 foi um ano de glória! O Brasil conquistou a medalha de ouro em Atenas, templo dos Jogos Olímpicos. Mais do que a merecida vitória, os brasileiros encantaram o mundo, com um novo jeito de jogar a modalidade. Com criatividade, essa seleção masculina do Brasil foi a que mais expressou em quadra a cultura do seu povo. Os brasileiros deram aula, sendo devidamente recompensados com o lugar mais alto do pódio. Confira abaixo, como foi a história da conquista do segundo ouro olímpico do Brasil no voleibol masculino.
A seleção brasileira masculina de vôlei, campeã olímpica nos Jogos de Atenas 2004/Divulgação/Time Brasil
INÍCIO
A jornada da conquista do ouro olímpico pelo voleibol masculino em Atenas, começa logo após o fim dos Jogos de Sydney 2000. Em uma decisão arrojada, o então presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, Ary Graça, fez uma troca no comando técnico da seleção masculina com a feminina. Depois de um excelente trabalho com as mulheres, Bernardinho foi promovido, sendo alçado ao posto de treinador do que viria a ser, a melhor seleção brasileira de todos os tempos.
CICLO OLÍMPICO
O trabalho de Bernardinho com os homens, deu resultado logo de cara, com a conquista da Liga Mundial 2001 na Polônia. Entretanto, os planos de Bernardinho eram mais ambiciosos. Ninguém conseguiria imaginar naquele momento, a quantidade de títulos que a seleção brasileira masculina viria ganhar, nem o tamanho da hegemonia que iria se impor aos adversários. Porém, a conquista do inédito título do Mundial em 2002 na Argentina, mostrou que aquela seleção brasileira masculina de Bernardinho não estava para brincadeira.
MELHOR ELENCO DA HISTÓRIA
Para colocar em prática o seu plano de jogo pelas mãos de Ricardinho, o técnico Bernardinho contou com um dos melhores elencos da história. Mesclando juventude e experiência, com nomes como Maurício e Giovane, campeões olímpicos em Barcelona, Bernardinho e companhia mudaram o jeito de jogar voleibol. Desafiando os padrões da modalidade, com jogadores mais baixos em comparação com o nível internacional, Bernardinho trouxe a experiência do vôlei feminino para o naipe masculino, batendo de frente com a lógica da modalidade.
ESCONDENDO O JOGO
Um dado curioso sobre o elenco brasileiro naquele momento, é que Bernardinho escondeu a formação titular para os Jogos de Atenas o quanto pode. Com várias opções para todas posições, ele se deu ao luxo de ganhar vários campeonatos daquele ciclo olímpico, com jogadores que estavam no banco em Atenas. Na verdade, esse era um dos diferenciais daquele time. Haviam doze titulares. A estratégia era tão peculiar que serve de referência até hoje para o voleibol de alto nível. Não se ganha nada na modalidade com apenas um grande jogador, é preciso ter jogo coletivo.
CONTUSÕES E CORTES
Mas nem tudo foram flores na caminhada do ouro do voleibol masculino em Atenas. Entre os percalços, a suspensão de Giba por doping de maconha e a contusão de Nalbert às vésperas dos Jogos Olímpicos. O capitão conseguiu uma recuperação milagrosa! Para completar, Bernardinho soube administrar muito bem o corte do central Henrique. Campeão mundial em 2002 na Argentina, ele ficou de fora das Olimpíadas de Atenas, sendo lembrando na comemoração da conquista do ouro no pódio olímpico.
INOVAÇÃO, CRIATIVIDADE E ESTILO
Com um elenco desse e Bernardinho no banco como técnico, o Brasil deitou e rolou em Atenas. Fez o que quis. Para começo de conversa, foi nesta Olimpíada que Bernardinho atingiu o ápice do seu estilo de jogo. Com Ricardinho na mão, Bernardinho conseguiu implantar plenamente seu sistema tático, com a cabeça pensante do levantador. Seus levantamentos tinham uma velocidade absurda. A bola praticamente não tinha parábola. Para se ter uma ideia, o que assistimos hoje no voleibol internacional no quesito levantamento, possui como referência o trabalho de Bernardinho pelas mãos de Ricardinho. Além disso, aquela seleção brasileira tinha um volume de jogo incomum para o voleibol masculino. Pareciam japoneses no fundo de quadra. O líbero Serginho varria o fundo de quadra como nenhum outro jogador de voleibol da história. Para completar, a marca daquele time, copiada por todas outras seleções depois, era o ataque pela bola pipe. Essa jogada consagrou o ponteiro Giba como melhor jogador de Atenas. A hegemonia criada por essa jogada foi tão grande, que Giba dominou as premiações individuais por três anos ininterruptos. Isso sem contar, o seu desempenho nos outros fundamentos. Giba neles!
O ponteiro Giba, eleito MVP dos Jogos Olímpicos de Atenas/AFP
CAMPANHA OLÍMPICA
O Brasil só não foi campeão olímpico invicto porque não quis! Os brasileiros se deram ao luxo de escolher adversários, perdendo na 1ª fase para os Estados Unidos, por 3×1. O Brasil poupou alguns jogadores nesta partida. Quem não gostou nada desta história foi o técnico dos Estados Unidos, Doug Beal. Ele chegou a dizer na época, ainda durante os Jogos de Atenas, que o Brasil estava se vingando por uma situação parecida que aconteceu entre as duas seleções, nos Jogos de Los Angeles em 1984. A polêmica foi tão grande, que o COI introduziu o sorteio nas Olimpíadas seguintes, para definir os confrontos de quartas de final entre os segundos e terceiros colocados da 1ª fase. No link abaixo, você acessa os momentos decisivos da semifinal entre Brasil e Estados Unidos.
Outro fato curioso da campanha olímpica do Brasil em Atenas, foi que além dos Estados Unidos, os brasileiros enfrentaram a Itália por duas vezes, na 1ª fase e na grande decisão do ouro. Entretanto, neste caso, o Brasil ganhou os dois jogos. Mas para quem pensa que o duelo da 1ª fase foi mais fácil, deve se atentar para o recorde nunca igualado dessa partida em Jogos Olímpicos. Com a partida decidida no tie-break, as duas seleções fizeram um teste para cardíaco no 5º set do confronto. O Brasil venceu o jogo por 3×2, com o placar marcando 33/31 no tie-break! Um recorde imbatível até os dias de hoje! Neste link abaixo, você acessa o jogo.
Não menos difícil, a decisão do ouro foi controlada pelo Brasil do começo ao fim. Apesar de perder uma parcial, os brasileiros mostraram para o mundo, quem dava às cartas naquele momento no voleibol masculino. Vitória por 3×1. Ouro para o Brasil, prata para Itália, bronze para Rússia. No link abaixo, você acessa a final olímpica completa de 2004 entre Brasil e Itália.
Durante esta semana, a FIVB anunciou como será o sorteio dos grupos do Mundial 2025. Tanto no masculino, quanto no feminino, o ranking serviu como base de definição dos cabeças de chave da competição. Entre os homens, além da anfitriã Filipinas, serão cabeças de chave do Mundial 2025, as seguintes seleções, pela ordem do ranking da FIVB: Polônia, França, Estados Unidos, Eslovênia, Itália, Japão e Brasil. As demais 24 seleções foram divididas em três potes. Um sorteio no próximo dia 14 de setembro definirá a composição dos grupos. O mesmo método deve ser utilizado entre as mulheres para o Mundial feminino 2025. Entretanto, ainda sem previsão para ocorrência do sorteio. Lembrando que recentemente a FIVB confirmou a Tailândia como sede da competição no naipe feminino. Confira abaixo, como ficou o ranking da FIVB após os Jogos Olímpicos de Paris, nos dois naipes.
Mesmo sendo bicampeã olímpica, a França não conseguiu ultrapassar a Polônia no ranking da FIVB, ao final dos Jogos de Paris/Divulgação/Volleyball World
O Brasil terminou sua participação no Mundial masculino sub-17, disputado em Sófia na Bulgária, em 8º lugar. Após derrotas para Irã e Egito, os brasileiros não conseguiram alcançar uma colocação melhor na competição. Primeiramente no jogo com os iranianos, o Brasil foi derrotado por 3×0. Já na disputa direta pelo 7º lugar, os brasileiros foram superados pelo Egito, por 3×1, com parciais de 19/25, 25/19, 34/32, 25/23. Foi a terceira derrota consecutiva do Brasil no torneio. Na 1ª fase, o Brasil avançou para os playoffs invicto, com 3 vitórias em 3 jogos. O pódio da competição foi formado Itália, Argentina e Taiwan, respectivamente. Na disputa do bronze, Taiwan bateu a Espanha, por 3×2. No jogo do título, a Itália conseguiu uma grande virada sobre a Argentina, sendo a primeira campeã mundial sub-17, após uma vitória por 3×2.
A seleção brasileira masculina sub-17 em quadra contra o Egito/Divulgação/Volleyball World
O Brasil foi eliminado do Mundial masculino sub-17 de voleibol. O algoz foi o mesmo da seleção brasileira feminina sub-17, no mesmo estágio da competição, a seleção de Taiwan. Em partida decidida apenas no tie-break, os brasileiros foram derrotados pelos taiwaneses, por 3×2, com parciais de 24/26, 25/21, 25/23, 22/25, 15/13. O Brasil não conseguiu parar o oposto taiwanês Huang, maior pontuador da competição até o momento, com 141 pontos. Somente contra o Brasil, Huang marcou 31 pontos. Porém, o Brasil não ficou por baixo. O oposto Theo foi o maior pontuador do confronto, com 32 pontos, mas tal desempenho não foi suficiente para garantir classificação do Brasil nas semifinais do torneio. O alto número de erros comprometeu o resultado final. Os brasileiros cederam 30 pontos em erros para Taiwan, contra 20 da seleção asiática. Com o resultado, o Brasil busca agora o 5º lugar no Mundial masculino sub-17. Para tanto, precisa ganhar do Irã, nesta sexta-feira, 30 de agosto, às 5h da manhã, em partida que garante presença na disputa do 5º lugar, em caso de vitória. O streaming da FIVB transmite o jogo. Já a seleção de Taiwan encara a Itália valendo vaga na decisão da competição.
Os brasileiros perderam a invencibilidade no Mundial masculino sub-17/Divulgação/Volleyball World
O Brasil avançou de fase no Mundial masculino de vôlei sub-17. Jogando contra a Líbia, pelas oitavas de final da competição, os brasileiros conquistaram a quarta vitória no torneio pelo placar de 3×0, com parciais de 25/20, 25/10, 25/19. O Brasil está invicto no Mundial masculino sub-17. A Líbia chegou a equilibrar o jogo com os brasileiros na primeira parcial, mas após a vitória do Brasil no 1º set, não conseguiu mais se encontrar no confronto. Quatro jogadores brasileiros se destacaram individualmente, com dois dígitos de pontuação, em apenas três parciais. Lucas, Theo, Bruno e Victor. Na próxima fase da competição, o Brasil terá pela frente Taiwan, algoz da seleção brasileira feminina sub-17 no Mundial da categoria, no mesmo estágio do torneio. O confronto acontece nesta quinta-feira, 29 de agosto, às 14h. O streaming da FIVB transmite o jogo que vale classificação para semifinais do Mundial.
Os brasileiros não perderam uma parcial sequer, até o momento, no Mundial masculino sub-17/Divulgação/Volleyball World
O Brasil encerrou sua participação na 1ª fase do Mundial masculino sub-17 invicto. Com três vitórias em três jogos, os brasileiros terminaram a fase de grupos em 1º lugar da chave D. Nas oitavas de final da competição o Brasil terá pela frente a seleção da Líbia. A partida acontece nesta terça-feira, 27 de agosto, às 8h da manhã. O streaming da FIVB transmite. Os brasileiros ganharam todos os jogos na 1ª fase pelo placar de 3×0. Um deles contra o Uzbequistão foi por W.O. As outras duas vitórias aconteceram contra Chile e Bélgica. Entre os destaques da campanha brasileira até agora, está o oposto Theo Schrank, com alto aproveitamento de ataque. O Mundial masculino sub-17 de voleibol masculino está sendo disputado em Sófia na Bulgária. Dezesseis seleções disputam o título da categoria, que acontece pela primeira vez no certame internacional.
A seleção brasileira masculina sub-17/Divulgação/Volleyball World
O Brasil encerrou sua participação no Mundial feminino sub-17, disputado em Lima no Peru. Após vencer México e Peru, as brasileiras terminaram a competição em 5º lugar. Primeiramente no jogo com as mexicanas, o Brasil saiu de quadra com uma vitória no tie-break, com parciais de 20/25, 25/12, 24/26, 25/17, 15/9. Já na disputa direta pelo 5º lugar, as brasileiras bateram o Peru, no domínio adversário, por 3×1, com parciais de 25/13, 25/20, 24/26, 25/7. Foi a segunda vitória brasileira sobre o Peru no torneio. Na 1ª fase, o Brasil derrotou a seleção peruana, por 3×0. O pódio da competição foi formado por China, Japão, Itália, respectivamente. Na disputa do bronze, a Itália bateu Taiwan, algoz do Brasil nas quartas, por 3×1. No jogo do título, a China não tomou o conhecimento do Japão, com uma vitória por 3×0. Com o resultado, a China conquistou o Mundial feminino sub-17 de forma invicta, perdendo apenas uma parcial em 7 jogos.
A seleção brasileira feminina sub-17/Divulgação/Volleyball World
O Brasil foi eliminado do Mundial feminino sub-17, disputado em Lima no Peru. Jogando pelas quartas de final da competição, as brasileiras foram desclassificadas por Taiwan, de virada por 3×1, com parciais de 23/25, 25/19, 25/20, 25/19. O Brasil sofreu com o serviço taiwanês. Ao todo, foram 15 pontos diretos no fundamento marcados por Taiwan contra 5 do Brasil. As brasileiras até conseguiram equilibrar ações no jogo, enquanto erravam menos, nas duas primeiras parciais, mas a inexperiência pesou. O Brasil não soube aproveitar os pontos de graça dados por Taiwan. Ao final do jogo, as brasileiras terminaram com 23 pontos cedidos em erros para Taiwan contra 26 da seleção asiática. O estrago só não foi maior porque o bloqueio brasileiro compareceu com 14 pontos contra 5 de Taiwan. Com o revés, o Brasil disputará o 5º lugar no Mundial feminino sub-17. Já Taiwan pega a China pelas semifinais da competição. Os confrontos acontecem nesta sexta-feira, 23 de agosto. O streaming da FIVB transmite os jogos, ainda sem horário confirmado.
A seleção brasileira feminina joga pelo 5º lugar do Mundial feminino sub-17 contra o México/Divulgação/Volleyball World
O Brasil avançou de fase no Mundial feminino sub-17, disputado em Lima no Peru. Pelas oitavas de final da competição, o Brasil eliminou o Egito. As comandadas de Fofão tomaram um susto na terceira parcial do jogo com as egípcias, mas conquistaram classificação para fase seguinte do Mundial, com um triunfo por 3×1. Mais uma vez no torneio, o bloqueio foi o destaque brasileiro no confronto, com 13 pontos diretos no fundamento. A ponteira brasileira Laura Maccarone foi a maior pontuadora da partida, com 13 pontos. Com a vitória, o Brasil manteve invencibilidade no torneio. Nas quartas de final, as brasileiras terão pela frente a seleção de Taiwan. O confronto com as asiáticas acontece nesta quinta-feira, 22 de agosto, ainda sem horário confirmado. O streaming da FIVB transmite o jogo.
O bloqueio brasileiro em ação contra o Egito/Divulgação/Volleyball World