30 ANOS DO OURO EM BARCELONA

Os campeões olímpicos de voleibol dos Jogos de Barcelona 1992/CBV/Arquivos

Há exatamente 30 anos, mais precisamente no dia 09/08/1992, o Brasil conquistava a sua primeira medalha de ouro olímpico nos esportes coletivos. Sob o comando de José Roberto Guimarães, uma seleção jovem e renovada levou o país ao Olimpo. Desacreditados antes da competição, os “golden boys” surpreenderam o mundo, em uma edição histórica dos Jogos Olímpicos, em Barcelona. Para você ter uma ideia do feito daquele time e a dimensão do fato, o blog detalha em tópicos, a história da conquista do ouro em Barcelona no voleibol masculino.

PRIMEIRO OURO OLÍMPICO

Antes de vencer os Jogos em Barcelona, o Brasil já tinha subido ao pódio no voleibol masculino. Na Olimpíada de Los Angeles em 1984, uma talentosa geração acabou perdendo o ouro na decisão para os Estados Unidos, ficando com a medalha de prata. Nos Jogos seguintes, em Seul 1988, o Brasil acabou perdendo a medalha de bronze para a rival Argentina. Com o fim daquela geração, uma nova seleção de jovens foi preparada para explodir em Atlanta 1996. Mas, os resultados vieram antes do esperado. Após um novo 4º lugar no Campeonato Mundial, dentro de casa, em 1990, José Roberto Guimarães, ainda jovem, assumiu o comando da seleção brasileira masculina.

Antes da competição em Barcelona começar, o Brasil foi muito mal na Liga Mundial 1992. No entanto, o técnico José Roberto Guimarães tinha certeza de que algo muito bom aconteceria com aquela seleção. Em um jogo contra Cuba, ainda na Liga Mundial 1992, um fato curioso na partida deu a certeza de que o destino reservava ao Brasil uma grande supresa. O levantador cubano mexeu na rede, pela parte de baixo, para invalidar uma bola de xeque brasileira. O ato gerou um tumulto que desencadeou uma confusão à beira da quadra. José Roberto Guimarães prometeu levar o ouro em Barcelona após o conflito.

CONTEXTO HISTÓRICO

O Brasil de 1992 passava por uma grave crise política e econômica. O país era dominado pela hiperinflação e o presidente à época enfrentava protestos nas ruas. Os caras pintadas tomaram o Brasil de verde e amarelo pedindo o impeachment do presidente Fernando Collor de Melo. Em Barcelona, o operador do esquema de corrupção do presidente, foi visto no meio da torcida brasileira durante um jogo de vôlei do Brasil. Paulo César Farias havia fugido da justiça, sendo localizado em plena Olimpíada de Barcelona pelas câmeras de televisão.

FAVORITOS

Nem de longe, o Brasil era favorito ao ouro. Itália, Cuba, Estados Unidos, Holanda e a Comunidade dos Estados Independentes, ex-URSS, eram os candidatos ao título olímpico. O Brasil caiu no grupo da morte. Após uma 1ª fase impecável, com 5 vitórias em 5 jogos, os brasileiros ganharam um presente da Itália. Campeões mundiais em 1990, no Rio de Janeiro, os italianos acabaram eliminados nas quartas-de-finais, por uma Holanda desacreditada, depois de uma 1ª fase ruim. O Brasil passou pelo Japão e teve um teste de fogo contra os Estados Unidos, eternos algozes, nas semifinais. Passado o sufoco na primeira parcial, o Brasil bateu os norte-americanos, por 3×1. Na decisão do ouro, o Brasil teria pela frente um novo embate com os holandeses.

TORCIDA BRASILEIRA

Antes de falar da decisão histórica para o voleibol brasileiro, não poderia esquecer de mencionar a torcida brasileira. Um show à parte! Como há muito não se vê nos ginásios de voleibol, a torcida brasileira, de fato, era o sétimo jogador. Um grito de guerra dessa torcida tomou o Brasil do Oiapoque ao Chuí. Os brasileiros entoavam o grito “ Aí, Aí, Aí, Aí, Aí, Aí, em cima, em baixo, puxa e vai”. A energia era tamanha, que não passou despercebida pelo diretor de cinema de Hollywood, Spike Lee. Ele ficou tão encantado com os brasileiros, que torceu junto para o Brasil na final contra os holandeses.

FINAL OLÍMPICA

Como dito acima, o Brasil enfrentou os holandeses na decisão do ouro e na 1ª fase. Após eliminar os italianos e os cubanos, o técnico da Holanda deu entrevista à imprensa, dizendo que não perderia duas vezes para o Brasil. Na 1ª fase, os brasileiros venceram a Holanda por 3×0. Na final olímpica, o mesmo resultado se repetiu. Em um domingo de agosto ensolarado, o Brasil conquistou o ouro em Barcelona, após um ponto de saque, do jovem oposto Marcelo Negrão. Veja o ponto de ouro no link abaixo.

SISTEMA TÁTICO

Para quem acredita que a conquista do ouro em Barcelona foi um golpe de sorte, é bom prestar atenção nas próximas linhas. Com 4 atacantes de potência, José Roberto Guimarães escalou Carlão como “falso central”. Jogador universal, Carlão, praticamente jogava em todas as posições, só faltava levantar. Para ludibriar o bloqueio adversário, ao chegar na rede, mesmo como central, Carlão atacava na ponta e saída de rede.

O sistema montado por José Roberto Guimarães embaralhava as opções de ataque do levantador Maurício, dificultando a marcação das outras seleções. Normalmente pouco utilizado, esse tipo de sistema tático adotado pelo Brasil em Barcelona, não encontra paralelos no voleibol atual e nem naquele momento da modalidade, no naipe masculino.

Os campeões olímpicos no momento do hino nacional/Arquivo/Folha Press

FENÔMENO SEM PRECEDENTES

Que o voleibol já era uma realidade no Brasil, no começo da década de 1990, ninguém questiona. Porém, após a vitória em Barcelona, a modalidade virou uma verdadeira febre no país. Mesmo após lotar o Maracanã, em 1983, nunca havia sido visto no Brasil, um fenômeno de tamanha proporção, algo sem precedentes na história da modalidade. Os campeões olímpicos foram recebidos como heróis, em carro de corpo de bombeiros na cidade de São Paulo. Nossa nação vivia outro estágio histórico. Na era pré-plano Real, a conquista do ouro em Barcelona serviu para descortinar o que viria depois. No link abaixo, você pode acessar a final olímpica entre Brasil e Holanda dos Jogos de 1992.

ISAC PEDE DISPENSA DA SELEÇÃO MASCULINA

Na última sexta-feira, 5 de Agosto, o central Isac pediu dispensa da seleção brasileira masculina de vôlei. Segundo a assessoria da CBV, um problema antigo na coluna do jogador, tirou Isac do Campeonato Mundial 2022. A decisão em pedir dispensa foi feita em comum acordo com a comissão técnica do Brasil, de acordo com a CBV. Em seu lugar, o técnico Renan Dal Zotto convocou o jovem central Léo do Sesi/SP.

Em entrevista para a CBV, Isac falou sobre o pedido de dispensa. “É um momento difícil, mas foi uma decisão racional, tomada em conjunto com a comissão técnica. Já trato esse problema na coluna há algum tempo, e agora senti mais dificuldade para dar meu 100%. Claro que eu gostaria de disputar o Mundial, defender a seleção brasileira nesta competição tão importante. Mas é hora de pensar na minha saúde. Quero focar no tratamento e me recuperar para voltar com tudo”.

O central Isac disputará a Liga Italiana, na temporada 2022/2023/Divulgação CBV

Fonte: CBV

ZÉ ROBERTO GUIMARÃES CONVOCA PARA O MUNDIAL 2022

Durante essa semana, mais precisamente, na segunda-feira, 1º de Agosto, o técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, anunciou a convocação para o Mundial 2022. Uma das novidades da lista é o retorno da central Carol Gattaz, vice-campeã olímpica nos Jogos de Tóquio, no ano passado. A volta de Carol Gattaz à seleção é uma aposta do técnico José Roberto Guimarães na experiência. Apesar de promover um processo de renovação, o tricampeão olímpico percebeu que para disputar o Mundial 2022 seria necessário um reforço na posição de central.

A nota negativa fica por conta do pedido de dispensa da jovem ponteira Ana Cristina. Logo depois da divulgação da lista de convocadas, o empresário da atleta fez o pedido de dispensa para a CBV e o técnico José Roberto Guimarães, alegando problemas pessoais. Segundo fontes da imprensa, a comissão técnica do Brasil foi pega de supresa. O fato é que Ana Cristina pode ter fechado as portas na seleção brasileira, há dois anos dos Jogos de Paris. Foi dito nas redes sociais que seu empresário pretende priorizar a carreira dela nos clubes.

O Mundial 2022 está previsto para acontecer entre os 23 de Setembro e 15 de Outubro, na Holanda e Polônia. O Brasil está no grupo D ao lado de China, Japão, Colômbia, Argentina e República Checa. A estreia brasileira no torneio ocorre contra as checas, no sábado, 24 de Setembro, às 15h30 da tarde, hora de Brasília. Confira abaixo, a lista completa de convocadas por José Roberto Guimarães.

Levantadoras: Macris e Roberta

Opostas: Kisy, Lorenne, Lorrayna

Pontas/Opostas: Rosamaria e Tainara

Ponteiras: Gabi, Pri Daroit

Centrais: Carol, Carol Gattaz, Júlia Kudiess e Lorena

Líberos: Natinha e Nyeme

A central Carol Gattaz reforça o Brasil no Mundial 2022. Ela é a jogadora brasileira mais velha na história, a subir no pódio olímpico/Divulgação FIVB

RENAN DAL ZOTTO CONVOCA PARA O MUNDIAL 2022

Na semana passada, na terça-feira, 26 de Julho, o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, anunciou a convocação para o Mundial 2022. Uma das novidades da lista foi o retorno do oposto Wallace, que havia se aposentado da seleção. A volta do campeão olímpico na Rio 2016 somente aconteceu após contusão de três jogadores da posição.

A lista completa para o Mundial conta com 15 nomes. Entre eles, a outra novidade é o oposto Felipe Roque, que também retorna à seleção brasileira, após contusão. No total, somente 14 atletas disputarão o Mundial 2022. Portanto, o técnico Renal Dal Zotto realizará um corte até o embarque para a competição.

O Mundial 2022 está previsto para ocorrer entre os dias 26 de Agosto e 11 de Setembro, na Polônia e Eslovênia. O Brasil está no grupo B ao lado de Cuba, Japão e Catar. A estreia brasileira acontece na abertura do torneio, contra Cuba, no dia 26 de Agosto, às 6h da manhã, hora de Brasília. Confira abaixo, a lista completa de convocados por Renan Dal Zotto.

Levantadores: Bruninho e Cachopa

Opostos: Wallace, Felipe Roque e Darlan

Ponteiros: Leal, Lucarelli, Adriano e Rodriguinho

Centrais: Flávio, Isac, Lucão e Aracaju

Líberos: Maique e Thales

O oposto Wallace, durante os Jogos de Tóquio, no ano passado/Gaspar Nóbrega/COB

O RANKING ATUALIZADO DA FIVB

Com o encerramento da Liga das Nações e da Copa Challenger, o blog apresenta um panorama da situação atual do ranking internacional da FIVB. Desde 2020, o ranking mudou. Agora, cada resultado de partidas de torneios da FIVB contam para o novo ranking, de acordo com o peso das competições e das seleções. É bom ressaltar a importância do ranking na modalidade. É por ele que os grupos do Mundial e das Olimpíadas são divididos.

Masculino

Com o fracasso na Liga das Nações 2022 e uma derrota inesperada para a China, na fase regular da competição, o Brasil perdeu a liderança do ranking internacional. Mesmo com a conquista inédita do torneio, a França não assumiu a ponta do ranking. Quem lidera atualmente, é a seleção da Polônia, atual bicampeã mundial. Veja abaixo, os dez primeiros do ranking internacional no vôlei masculino.

1 🇵🇱 Polônia – 385 pontos

2 🇫🇷 França – 373 pontos

3 🇧🇷 Brasil – 360 pontos

4 🇷🇺 Russia – 352 pontos

5 🇺🇸 EUA – 340 pontos

6 🇮🇹 Itália – 332 pontos

7 🇦🇷 Argentina – 280 pontos

8 🇮🇷 Irã – 278 pontos

9 🇯🇵 Japão – 273 pontos

10 🇸🇮 Eslovênia – 259 pontos

A Polônia ficou em 3º lugar na VNL 22, mas assumiu a liderança do ranking internacional/Volleyball World/Divulgação FIVB

Feminino

Já no naipe feminino, ao contrário do Brasil no masculino, mesmo com a eliminação nas quartas-de-final da VNL, os Estados Unidos conseguiram manter a liderança no ranking. Quem mais subiu, foi justamente a campeã da temporada, a Itália. Quem mais caiu, entre os dez primeiros, foi a seleção da Turquia. O Brasil também subiu, para o 2º lugar, a 20 pontos dos Estados Unidos. Veja abaixo, os dez primeiros do ranking do vôlei feminino.

1 🇺🇸 EUA – 392 pontos

2 🇧🇷 Brasil – 372 pontos

3 🇮🇹 Itália – 367 pontos

4 🇨🇳 China – 338 pontos

5 🇷🇸 Sérvia – 325 pontos

6 🇹🇷 Turquia – 310 pontos

7 🇯🇵 Japão – 287 pontos

8 🇷🇺 Rússia – 278 pontos

9 🇩🇴 Rep. Dominicana – 267 pontos

10 🇳🇱 Holanda – 250 pontos

A seleção brasileira feminina perdeu a final da VNL 22, mas subiu uma posição no ranking internacional/Volleyball World/Divulgação FIVB

Fonte: FIVB

CUBA E CROÁCIA VENCEM CHALLENGER CUP

Cuba e Croácia conquistaram a Copa Challenger 2022 nos naipes masculino e feminino, respectivamente. A competição garante ao vencedor um lugar na Liga das Nações 2023. Entre os homens, jogando na Coreia do Sul, Cuba bateu a Turquia na decisão do título. Reforçados pelo que tinham de melhor, os cubanos venceram a final, por 3×1, com parciais 25/17, 23/25, 25/20, 25/20. Já entre as mulheres, com o apoio da torcida, a Croácia superou a Bélgica na finalíssima. Com grande atuação da oposta Fabris, a Croácia venceu a decisão, por 3×1, com parciais de 25/20, 21/25, 25/22, 25/21. Com os resultados, será a primeira vez na historia da Liga das Nações, que Cuba e Croácia jogarão a competição.

A seleção da Croácia, após a conquista da Copa Challenger/Volleyball World/Divulgação FIVB

O BALANÇO DA LIGA DAS NAÇÕES 2022

Com a conquista francesa, no naipe masculino, chegou ao fim no último domingo, a Liga das Nações de vôlei 2022. Anteriormente, a Itália já havia vencido a competição, entre as mulheres. Diga-se de passagem, foram duas conquistas inéditas. Tanto a vitória da França, quanto da Itália. Ao Brasil, restou o vice-campeonato na versão feminina do torneio. Nossa seleção chegou perto mais uma vez, batendo na trave pela terceira vez consecutiva. No entanto, em comparação com a seleção masculina, o saldo foi positivo.

RENOVAÇÃO

Apesar da derrota na final para a Itália, o técnico José Roberto Guimarães conseguiu encaminhar o trabalho de renovação da seleção feminina. O tricampeão olímpico começa a colher os resultados do seu trabalho no clube. Sem apoio financeiro, José Roberto conseguiu construir no seu clube, uma base sólida que vai servir ao Brasil, pelo menos, nas duas próximas Olimpíadas. Além disso, o Brasil hoje possui um bom elenco, com opções, ao contrário da seleção masculina.

Falando neles, as lesões de algumas peças importantes, e alguns resultados inesperados, impediram um trabalho de renovação mais consistente do técnico Renan Dal Zotto. Ao ver o Brasil com risco de eliminação das finais da Liga das Nações 2022, Renan não teve outra escolha a não ser contar com os jogadores experientes.

Para complicar, a pouco tempo dos Jogos de Paris 2024, o Brasil não tem outra alternativa que não seja contar com o que tem. Uma mudança mais radical neste momento na seleção, diminuiria as chances de medalha do Brasil, além de expor jovens promessas. Para o próximo ciclo, a situação é irreversível. O Brasil terá que mudar, mesmo que para isso não seja competitivo.

A seleção feminina brasileira foi vice-campeã da VNL, pela terceira vez consecutiva/Volleyball World/Divulgação FIVB

MUNDIAL

Uma prova dessa situação complicada, é a recente convocação do Brasil para o Mundial masculino 2022. Para suprir a ausência de três opostos contundidos, Renan recorreu ao campeão olímpico Wallace, que havia se aposentado da seleção. Seja como for, não deixa de ser uma esperança para o Brasil no Mundial que começa no dia 26 de Agosto. Uma coisa é certa, apaguem tudo que ocorreu na Liga das Nações 2022. No Mundial, as coisas tendem a ser diferentes.

Isso porque, devido ao calendário exaustivo, muitas seleções utilizaram a competição para rodar elenco, fazer testes, poupando suas principais peças. Como dito acima, o Brasil de Renan também tentou seguir por esse caminho, mas foi atropelado pelas circunstâncias. No feminino, o processo deu certo, porém, é bom ficar atento.

Com a desculpa de rodar elenco, muitas seleções esconderam o seu jogo, ou melhor, suas formações principais. Pode-se questionar se isso é possível em 2022, com o mundo do vôlei globalizado. Então eu pergunto ao caro leitor: você acredita que José Roberto Guimarães disputará o Mundial feminino com a jovem central Júlia Kudiess de titular? Ou ainda, que ele não utilizará Tainara, Rosamaria e Ana Cristina? E isso é uma questão que cabe para todas as seleções. Façam suas apostas!

O oposto Wallace do Cruzeiro foi convocado para o Mundial pelo técnico Renan Dal Zotto/Divulgação/Agência i7/Sada/Cruzeiro

FATOR DE DESEQUILÍBRIO

Ainda sobre a Liga das Nações, acerca de questões técnicas, o grande fator de desequilíbrio da vitória francesa foi o serviço. Aliás, em quase todos os jogos da competição masculina, o serviço foi a chave da vitória. Talvez isso possa explicar a evolução do Japão e o fracasso do Brasil no torneio. Não tem como jogar voleibol em alto nível, no naipe masculino, sem agredir no serviço. Mesmo que pra isso tenham mais erros.

Assim como no tênis, o serviço passou a ser mensurado, nas estatísticas, desde os Jogos Olímpicos de Tóquio, como erro forçado. Isso explica, por exemplo, como a França venceu alguns jogos errando mais. Os franceses colheram o resultado de uma estratégia suicida no serviço. Assim como Polônia, Japão, Itália e Estados Unidos, em outras partidas. Daqui em diante, no voleibol masculino, não tem como ser diferente disso. Ou as seleções entram “matando” no serviço, ou não tem jogo, dado a potência dos ataques.

O japonês Nishida figurou entre os três melhores sacadores da VNL 22/Volleyball World/Divulgação FIVB

FRANÇA É CAMPEÃ DA LIGA DAS NAÇÕES 2022

A França conquistou a Liga das Nações masculina de vôlei 2022. Foi o primeiro título francês na história da competição. Anteriormente, a França havia sido vice-campeã da VNL, em 2018. Neste ano, na grande decisão, em Bolonha, na Itália, os atuais campeões olímpicos bateram os Estados Unidos, no tie-break, com parciais de 25/16, 25/19, 15/25, 21/25, 15/10. O ponteiro francês Ngapeth foi o maior pontuador da final, com 22 pontos. Ele ainda foi eleito MVP – melhor jogador da competição, repetindo o feito de 2015 e 2017, nas conquistas francesas da Liga Mundial.

A seleção francesa no lugar mais alto do pódio/Volleyball World/Divulgação FIVB

PÓS – JOGO

Ao final do confronto, o levantador francês Brizard, eleito o melhor jogador do mundo em 2021, comentou sobre a conquista de sua seleção em entrevista para o Volleyball World. “Gostamos muito de estar juntos em quadra. Acho que você pode ver isso! Estamos super perto fora da quadra e isso é a chave. Quando começamos a jogar com essa energia e essa química, é difícil nos parar”.

PÓDIO DA VNL MASCULINA 2022

Como noticiado mais cedo pelo blog, completou o pódio do torneio, na 3ª posição, a seleção da Polônia, após derrotar a Itália, por 3×0, na disputa do bronze.

Os poloneses com a medalha de bronze no peito/Volleyball World/Divulgação FIVB

SELEÇÃO DA VNL MASCULINA 2022

Como dito acima, o ponteiro francês Ngapeth foi eleito MVP da Liga das Nações 2022. Já a seleção do torneio, foi composta pelo levantador Christenson dos Estados Unidos, o oposto Patry da França, os ponteiros Ngapeth da França e Clevenot também da França, os centrais Smith dos Estados Unidos e Bieniek da Polônia, e o líbero Grebennikov da França.

A seleção da VNL masculina 2022. O ponteiro Ngapeth da França, número 9, recebeu o prêmio de MVP/Volleyball World/Divulgação FIVB

A CAMPANHA DO TÍTULO

Fase regular

4º lugar 9 vitórias e 3 derrotas

Quartas-de-final

21/7 França 3×0 Japão

Semifinais

23/7 Itália 0x3 França

Final

24/7 França 3×2 EUA

Os franceses comemorando o título, após a cerimônia de premiação/Volleyball World/Divulgação FIVB

POLÔNIA FICA COM O BRONZE DA VNL 22

A Polônia conquistou a medalha de bronze da Liga da Nações masculina de vôlei 2022. Jogando contra a Itália, em Bolonha, pela disputa do 3º lugar, os poloneses bateram os donos da casa. O placar final do confronto ficou em 3×0, a favor da Polônia, com parciais de 25/16, 25/23, 25/20. Em jogo de muitos erros, foram 48 no total, em apenas 3 sets, a Polônia marcou 10 pontos diretos no serviço contra 1 da Itália. Mesmo com o revés, o ponteiro Lavia da Itália foi maior pontuador da partida, com 15 pontos. Pela Polônia, o oposto Kurek marcou 13 pontos. Com o resultado, é a terceira vez na história que a Polônia sobe no pódio da VNL. Anteriormente, a Polônia foi bronze em 2019 e prata em 2021.

O oposto Kurek da Polônia marcou 3 pontos no serviço, na disputa do bronze com a Itália/Volleyball World/Divulgação FIVB

FRANÇA É FINALISTA DA LIGA DAS NAÇÕES 2022

A França é finalista da Liga das Nações masculina de vôlei 2022. Jogando contra Itália, no domínio adversário, pelas semifinais da competição, a França bateu os donos da casa. O placar final do confronto ficou em 3×0, a favor dos franceses, com parciais de 25/22, 25/20, 25/15. A renovada seleção italiana sentiu a pressão de jogar diante de sua torcida. Já os franceses, mesmo cometendo mais erros, dominaram a partida do começo ao fim. O fator de desequilíbrio da partida foi o serviço. A França marcou 11 pontos de saque contra apenas 2 da Itália. O oposto francês Patry foi o maior pontuador da semifinal, com 16 pontos. Pela Itália, o ponteiro Michieletto marcou 10 pontos.

O oposto francês Patry em ação de ataque na entrada de rede/Volleyball World/Divulgação FIVB

DECISÃO DO TÍTULO

Com o resultado, a França disputa a sua segunda final de VNL na história do torneio. Em 2018, os franceses foram derrotados na decisão pela Rússia, dentro de casa. O adversário da França na final será os Estados Unidos. A decisão do título da VNL 2022 acontece neste domingo, 24 de Julho, às 16h, com transmissão do SPORTV 2. Mais cedo, às 13h, Italia e Polônia disputam o bronze, também com transmissão do SPORTV 2.