OS CONFRONTOS DA COPA DO BRASIL FEMININA 2023

Com o encerramento do turno da Superliga Feminina 2022/2023, foram definidos os confrontos da Copa do Brasil feminina de vôlei 2023. Os oito primeiros colocados do turno da Superliga enfrentam-se em jogo único, pelas quartas de final da competição. O líder da fase regular da Superliga, Praia Clube, pega a equipe de José Roberto Guimarães, Barueri. O segundo colocado, Minas, joga contra o Pinheiros, sétimo colocado. O Osasco, terceiro colocado, enfrenta, o Sesc/Flamengo de Bernardinho, sexto colocado. Fechando os confrontos das quartas da Copa do Brasil feminina 2023, o Sesi/Bauru, 4º colocado, terá pela frente o Fluminense, 5º colocado. As finais da Copa do Brasil feminina 2023 acontecem no início de março, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina.

A POLÊMICA DO DESAFIO NA SUPERLIGA

Prometida pela CBV, para a temporada vigente da Superliga, a tecnologia do desafio continua causando polêmica entre os fãs do voleibol no Brasil. Durante temporadas, a CBV justificou a falta do desafio na sua principal competição, por questões financeiras. Isso ainda é um problema para implantação total do desafio na Superliga, mas ao que parece a situação se complicou nesses últimos tempos.

Em temporada passadas, a CBV permitiu o privilégio do desafio para quem pudesse pagar. Logo, as equipes mineiras, com patrocínio forte, tinham acesso à tecnologia, em detrimento de outros times da competição. Agora, na temporada 2022/2023, a situação mudou. A CBV estabeleceu por critérios de isonomia esportiva, que o desafio seria disponibilizado em jogos escolhidos por ela durante a 1ª fase e nos playoffs.

Deu-se a polêmica! O problema do desafio no Brasil continuou sendo financeiro. Antes da atual temporada iniciar, a CBV propôs ao clubes dividir os custos da operação do desafio com as equipes. Evidentemente, os clubes não quiseram arcar com os custos. Aparentemente, um dos motivos é que a aquisição da tecnologia pela CBV foi realizada através de leis de incentivo ao esporte.

Nas redes sociais, os fãs pressionam por uma solução. Eles e a mídia especializada alegam acertadamente, uma desvalorização do produto “Superliga” sem a tecnologia do desafio. Mesmo após a aquisição da tecnologia, nada justifica a inércia da CBV durante anos.

Se o problema era financeiro, por que a CBV não cogitou parcerias com institutos brasileiros de tecnologia, como por exemplo, o ITA, de São José dos Campos, para diminuir a dependência externa? Se os clubes não conseguirem arcar com os custos de manutenção, como o problema será solucionado? Por fim, está claro que para a CBV, vale a máxima: o vôlei do Brasil é um sucesso, o vôlei no Brasil é um atraso.

Reprodução Twitter

OS CONFRONTOS DA COPA DO BRASIL MASCULINA 2023

Com o encerramento do turno da Superliga Masculina 2022/2023, foram definidos os confrontos da Copa do Brasil masculina de vôlei 2023. Os oito primeiros colocados do turno da Superliga enfrentam-se em jogo único, pelas quartas de final da competição. O primeiro colocado, Sada/Cruzeiro, pega uma das surpresas da atual temporada da Superliga, o Araguari. O segundo colocado, Vôlei Renata/Campinas, joga contra o Farma Conde/São José dos Campos, sétimo colocado. O Minas, terceiro colocado, terá pela frente o Vôlei Guarulhos, 6º colocado. Fechando os confrontos das quartas da Copa do Brasil masculina 2023, o Sesi/SP disputa uma vaga nas semifinais do torneio contra o Suzano. As finais da Copa do Brasil masculina 2023 acontecem no começo de março, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina.

Fonte: CBV

O 1º TURNO DA SUPERLIGA MASCULINA 22/23

Com a vitória do Suzano sobre o Vôlei Renata/Campinas, em jogo atrasado da 9ª rodada, foi encerrado o 1º turno da Superliga Masculina 22/23. O atual campeão, Sada/Cruzeiro, lidera a competição com 2 derrotas em 12 jogos. Apontado como favorito absoluto antes do torneio começar, o Cruzeiro tropeçou por duas vezes, no 1º turno. Derrotas para Minas e Blumenau. Tal fato pode ser explicado pela contusão do levantador Uriarte, que não disputou essas duas partidas. Em seu lugar, o esforçado Rodrigo não deu conta do recado. Não fosse isso, provavelmente, o Cruzeiro passaria o 1º turno da Superliga incólume.

Já o rival Minas, apesar de vencer o clássico contra o Cruzeiro, sofreu uma sequência negativa de 4 derrotas consecutivas para Suzano, Blumenau, São José e Vôlei Renata, respectivamente. Além disso, a participação apática da equipe no Mundial de clubes foi muito questionada, assim como também a do Cruzeiro. O trabalho do técnico Nery Tambeiro do Minas foi colocado em xeque. No começo do ano, na abertura do returno, o Minas se recuperou da sequência negativa de resultados, com uma vitória por 3×0 sobre o Brasília. Deu tempo de terminar o 1º turno no G4. Porém, o alerta está ligado! Conseguirá o Minas disputar a final da competição pelo segundo ano consecutivo?

O técnico do Minas, Nery Tambeiro, teve o trabalho questionado pela má campanha no Mundial de clubes/Divulgação FIVB/Volleyball World

CAFÉ COM LEITE

Como apontado pelo blog, antes do começo da Superliga Masculina 22/23, há uma tendência na competição de classificação no G8 com apenas equipes mineiras e paulistas. No 1º turno, o prognóstico se confirmou. Entre os oito classificados para Copa do Brasil 2023 estão somente equipes desses dois estados. Único representante do Sul, o Apan/Blumenau, ficou de fora da Copa do Brasil 2023. Apesar disso, o Blumenau conseguiu a proeza de vencer os dois principais favoritos do torneio: Minas e Cruzeiro. Com o retorno de contusão do oposto da seleção brasileira, Alan, o Blumenau deve conseguir diminuir o prejuízo do 1º turno, conquistando vaga para os playoffs.

SURPRESAS

Além das vitórias de Blumenau sobre as equipes mineiras no 1º turno da Superliga Masculina 22/23, outra supresa do torneio é a campanha do Suzano. Tradicional equipe do voleibol nacional na década de 1990, o Suzano voltou à elite da modalidade no Brasil em alta. Em seu novo ginásio, sob o comando do experiente técnico, Marcos Miranda, com um elenco desconhecido, o Suzano encerrou o 1º turno em 5º lugar. Dentro de casa, é difícil bater a equipe paulista. Das sete vitórias do time na competição, 6 foram dentro de casa, entre elas, vitórias sobre o Sesi/SP e Minas. Será que Suzano tem cacife para chegar mais longe?

PUNIÇÃO

Outro fato importante do 1º turno, foi a punição dada ao São José dos Campos, pela escalação irregular de jogadores estrangeiros na 1ª rodada do torneio. O São José bem que tentou recorrer da punição, mas o STJD acabou por punir o time com perda de 5 pontos na tabela. Com isso, o São José dos Campos saiu do G4 da competição, encerrando o 1º turno, em 7º lugar, com 18 pontos, 8 vitórias e 3 derrotas. Na Copa do Brasil 2023, por ironia do destino, terá pela frente o adversário do jogo pelo qual foi punido, o Vôlei Renata/Campinas.

O São José dos Campos foi punido pelo STJD no turno da Superliga Masculina 22/23/Divulgação/PMSJC

O 1º TURNO DA SUPERLIGA FEMININA 22/23

Faltando o jogo entre Sesi/Bauru e Minas, para encerrar o 1º turno da Superliga Feminina 22/23, já é possível estabelecer um resumo sobre o que foi a primeira parte da competição. Apesar de ter ido mal no Mundial de clubes, pelo segundo ano consecutivo, o Praia sobrou no turno do torneio. Venceu todos os jogos. Com exceção da estreia contra o Brasília e do clássico com o Minas, quando precisou do tie-break para vencer, o Praia não encontrou resistência para triunfar. Resta saber, como será o final da história. Na temporada passada, o Praia também dominou a fase regular da Superliga e acabou perdendo o título nas finais.

Enquanto isso, o rival Minas faz uma campanha irregular na competição. Para se ter uma ideia, o Minas já foi superado três vezes no torneio. As derrotas do atual campeão da Superliga Feminina aconteceram para o Praia, Osasco, Pinheiros, e ainda resta o jogo com o Bauru. O Minas encontra dificuldades para entrosar sua levantadora com as centrais, além de problemas na linha de passe. Para piorar, uma crise foi instalada no time, após a central Carol Gattaz ser barrada da equipe titular, pelo técnico Nicola Negro.

A central Carol Gattaz do Minas está no banco, por opção do técnico Nicola Negro/Divulgação/FIVB/Volleyball World

SURPRESAS

Como dito pelo blog, antes do começo da Superliga Feminina 22/23, Fluminense e Pinheiros deram trabalho aos favoritos no turno da competição. O Pinheiros conseguiu bater o Minas em BH e o Sesi/Bauru em casa. Apesar disso, é o time do Fluminense que apresenta um trabalho mais consistente. Depois da boa temporada passada, o Fluminense se reforçou com a chegada da levantadora Juma e da ponteira argentina Elina Rodriguez. O resultado pode ser visto em quadra. A pergunta que fica é: qual das duas equipes chegará mais longe, Fluminense ou Pinheiros? Façam suas apostas!

O técnico do Fluminense, Guilherme Schmitz, teve o trabalho reconhecido, ganhando o cargo de técnico da seleção brasileira feminina sub-19/Divulgação FFC

IRREGULARIDADE

Como afirmado acima, apenas o Praia conseguiu manter uma regularidade no turno da Superliga Feminina 22/23. Apesar das surpresas, Fluminense e Pinheiros incluídos, o resto foi um eterno perde e ganha no torneio. O Flamengo de Bernardinho terminou o turno com 5 derrotas. O poderoso elenco de Osasco teve dificuldades para bater o São Caetano. Já o Barueri do tricampeão olímpico José Roberto Guimarães quase ficou de fora do G8 e da Copa do Brasil, com 7 derrotas. Tudo isso, demonstra a queda do nível técnico da Superliga Feminina, em comparação com temporadas anteriores. Vamos aguardar uma evolução das equipes no returno, torcendo para um voleibol de alto nível.

EM JULGAMENTO DE RECURSO, SÃO JOSÉ PERDE NOVAMENTE PONTOS NA SUPERLIGA

Antes da virada do ano, o São José dos Campos/Farma Conde perdeu o recurso no STJD, referente à escalação irregular de jogadores estrangeiros. O fato aconteceu na estreia da Superliga Masculina 2022/2023, na partida contra o Vôlei Renata, em Campinas. Com essa decisão, o São José dos Campos perdeu 5 pontos na tabela de classificação da competição. Ao todo, no 1º turno do torneio, o São José Campos venceu 8 dos seus 11 jogos. Mesmo com a boa campanha, depois de perder 5 pontos, o São José dos Campos soma 18 pontos, ocupando o 6º lugar.

O São José dos Campos tentou recorrer de sentença do STJD, mas perdeu novamente 5 pontos na tabela da Superliga/Divulgação

CALENDÁRIO 2023

O ano de 2023 começou e o blog antecipa quais serão as principais disputas do calendário. Logo no começo do ano, em paralelo à Superliga, acontece a Copa do Brasil. A competição coloca frente a frente, os oitos melhores times do turno da Superliga, em partidas únicas, com quartas de final, semifinal e final. A grande decisão do torneio ocorre em sede única escolhida pela CBV. Para 2023, a sede das finais será Jaraguá do Sul.

Depois do Carnaval, acontecem os Playoffs da Superliga nos dois naipes. Em melhor de três jogos, as quartas de final e as semifinais serão decididas com vantagem de quadra, para quem obtiver a melhor campanha na fase regular. A novidade da temporada é o retorno da disputa do título em jogo único. Além disso, a escolha do local das finais pertence à CBV, sendo a princípio, em campo neutro.

O Minas é o atual campeão da Superliga Feminina/Divulgação CBV/Inovafoto

Paralelamente à Superliga, o Sul-Americano de clubes 2023 acontece entre os principais times do continente. O atual campeão da Superliga, Sada/Cruzeiro, já está garantindo na competição masculina, assim como o Minas, atual campeão da Superliga Feminina. Os campeões da Copa do Brasil 2023 nos dois naipes também garantirão vagas no torneio. Falta conhecer a sede, a ser decidida pela CSV, em breve.

Encerrada a temporada de clubes, todas atenções se voltam para VNL 2023. Principal competição anual da FIVB, a Liga das Nações, terá as finais nos Estados Unidos, na versão feminina, e na Polônia, na versão masculina. O Brasil busca um título inédito, entre as mulheres. A previsão de datas das finais é para 12 a 16 de julho, no feminino, e 19 a 23 de julho, no masculino.

A França venceu a VNL 22, no naipe masculino/Divulgação FIVB

SEGUNDO SEMESTRE

O segundo semestre do calendário 2023 promete! Além das finais da VNL, serão disputadas 6 vagas para os Jogos de Paris 2024 no Pré-Olímpico, nos dois naipes. Com uma sede anunciada pela FIVB até agora, no caso o Japão, o Pré-Olímpico 2023 contará com as 24 seleções melhores ranqueadas divididas em três grupos, com oito cada, nas duas categorias. Os dois melhores de cada grupo conquistam classificação direta para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Ainda no segundo semestre, os campeonatos continentais movimentam a modalidade. Entre os principais deles, o Campeonato Europeu 2023, acontece com 4 sedes distintas e finais em Bolonha na Itália, entre os homens, e Bruxelas na Bélgica, entre as mulheres. No caso específico da América do Sul, o Sul-Americano de seleções, com participação do Brasil, ainda não possui data e local, mas deve acontecer no segundo semestre, logo após a VNL.

Para encerrar a temporada de seleções em alto estilo, ocorre em Santiago no Chile, o Pan-Americano 2023, entre os dias 21 de outubro e 4 novembro. O Brasil conquistou classificação no voleibol em 2021 e já está garantido nos dois naipes. Além do Brasil, outras 6 seleções do continente também estão classificadas, em cada naipe. Resta uma vaga para o voleibol no Pan 2023, em cada categoria, que serão decididas no fim do primeiro semestre.

Concomitantemente à temporada de seleções, no Brasil começam os Campeonatos Estaduais. O principal deles, o Paulista, deve ter início entre agosto e setembro, nos dois naipes. Além dele, outros estaduais devem agitar o calendário de clubes, na pré-temporada da Superliga, como: Mineiro, nos dois naipes, Carioca, entre as mulheres.

Com o fim dos Estaduais, a Superliga tem o seu reinício na temporada 2023/2024, com a disputa da Supercopa. Em seguida, doze equipes nas duas categorias, homens e mulheres, disputam o principal campeonato nacional do voleibol, a partir de novembro.

O Sesi/Bauru ganhou a última Supercopa feminina/Divulgação CBV/Inovafoto

Fechando o ano de 2023, em dezembro, às vésperas do Natal, a FIVB organiza o Mundial de clubes. Os campeões continentais da Europa, Ásia e América do Sul são uma das equipes garantidas na competição. Nas últimas edições houveram ainda convites, além da participação limitada de 6 times em cada naipe. A escolha das sedes também devem ser informadas ao longo do ano. Em 2022, Betim foi a cidade escolhida, no masculino, e Antalya na Turquia, no feminino.

ANA MOSER SERÁ MINISTRA DO GOVERNO LULA

Medalhista de bronze em Atlanta 1996 e vice-campeã mundial em 1994, Ana Moser será ministra do Esporte do governo Lula. A ex-jogadora da seleção brasileira feminina de vôlei foi confirmada como ministra, em cerimônia realizada por Lula, ontem, 29 de dezembro, em Brasília. No último anos, o esporte havia perdido o status de ministério, sendo uma secretária subordinada ao Ministério da Cidadania, com orçamento menor.

Desde 2001, Ana Moser comanda o Instituto Esporte e Educação, que já atendeu mais de 6 milhões de crianças e jovens, e capacitou mais de 55 mil professores e educadores do Brasil. Além disso, faz parte da organização “Atletas pelo Brasil”, iniciativa formada por atletas e ex-atletas que busca melhorar as condições esportivas do país. Com a escolha de Ana Moser para o Ministério do Esporte, será a primeira vez na história que a pasta será dirigida por uma mulher.

Ana Moser fez parte da primeira seleção feminina do Brasil, medalhista olímpica no voleibol/O Globo/AFP

SÃO JOSÉ RECUPERA PONTOS NA SUPERLIGA MASCULINA

Antes do recesso natalino, a CBV publicou em seu site, uma nota oficial confirmando a devolução dos pontos ao Farma Conde/São José dos Campos. O time do interior paulista recorreu de punição dada pelo STJD, por suposta escalação irregular de jogadores estrangeiros, na partida de estreia da Superliga Masculina 22/23 contra o Vôlei Renata/Campinas. Com a decisão, o Farma Conde/São José dos Campos voltou ao G4 da competição. Até agora, em 11 jogos no torneio, o São José venceu 8 partidas e perdeu 3 jogos, somando 23 pontos na tabela de classificação.

O São José dos Campos havia sido punido com perda de 5 pontos pelo STJD/Divulgação PMSJC

EUA E POLÔNIA RECEBERÃO AS FINAIS DA VNL 2023

No começo deste mês de dezembro, a FIVB anunciou que Estados Unidos e Polônia receberão as finais da Liga das Nações 2023. No naipe feminino, entre os dias 12 e 16 de julho, 8 seleções brigarão pelo título da VNL em Arlington, no Texas, Estados Unidos. Já no naipe masculino, entre os dias 19 e 23 de julho, também 8 seleções disputarão o título da VNL, em Gdansk, na Polônia. Ainda sobre a VNL 2023, o Brasil receberá uma etapa na fase de classificação da competição, em Brasília, no naipe feminino, entre os dias 13 e 18 de junho. Enquanto, no naipe masculino, o Brasil jogará a fase classificatória no Canadá, França e Filipinas.

Em 2022, a França venceu a Liga das Nações, na Itália, no naipe masculino/Divulgação FIVB