A PRIMEIRA MEDALHA OLÍMPICA DO VÔLEI FEMININO

Antes de torna-se bicampeã olímpica, a seleção brasileira feminina de vôlei brigou heroicamente por um lugar no pódio da modalidade. Com Bernardinho como treinador, foram anos de muito suor, com três títulos do Grand Prix (1994, 1996, 1998), um vice-campeonato mundial (1994), além do ouro no Pan de Winnipeg (1999) e, finalmente, dois bronzes olímpicos, em Atlanta 1996 e Sydney 2000. Obviamente, a primeira vez a gente nunca esquece.

A história da primeira medalha olímpica do vôlei feminino começa na década de 1980, com a elogiada participação nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, sob o comando do saudoso técnico Ênio Figueiredo, com as percursoras da modalidade no país: Vera Mossa, Jaqueline, Isabel Salgado. O salto na performance brasileira veio com o título mundial juvenil de 1987. Dirigidas por Marco Aurélio Motta, várias atletas foram reveladas como Ana Moser e Fernanda Venturini. A base do futuro estava montada.

Após um melancólico 6º lugar nos Jogos de Seul em 1988, as brasileiras estavam prontas para subir ao pódio pela 1ª vez nas Olimpíadas, 4 anos mais tarde, em Barcelona. Depois de superar o Peru no Pré-Olímpico de São Paulo, em 1991, garantido participação nos Jogos, o Brasil chegou nas semifinais do torneio olímpico como azarão, sendo derrotado pela Equipe Unificada. Na disputa do bronze, novo revés, dessa vez para os Estados Unidos. O sonho da medalha olímpica bateu na trave.

Atlanta 1996

Durante o ciclo de preparação para Atlanta, com a chegada de Bernardinho ao comando da seleção feminina, o Brasil finalmente começou a vencer e incomodar os principais adversários da modalidade como Cuba e Rússia. Com a base principal do time madura, o primeiro feito do Brasil foi o vice-campeonato mundial em 1994, conquistado dentro do país.

Dois anos mais tarde, foi a vez da conquista da primeira medalha olímpica em Atlanta. Na 1ª fase da competição, o Brasil assombrou o mundo, com 5 vitórias, em 5 jogos. Entre elas, triunfos históricos, para os anais olímpicos, contra Cuba e Rússia, por 3×0. As brasileiras estiveram perto de igualar a marca italiana de avançar na 1ª fase, sem perder uma parcial sequer. Porém, acabaram encerrando a fase preliminar, vencendo a Alemanha, por 3×1.

Na fase eliminatória seguinte, mais uma vitória incontestável, dessa vez contra a Coreia do Sul, por 3×0, com parciais de 15/4, 15/2, 15/10. Por um acidente de percurso, nas semifinais do vôlei feminino em Atlanta, o Brasil cruzou com Cuba. O aguardado confronto era esperado para a grande final da competição, mas uma derrota das cubanas para a Rússia na 1ª fase, por 3×1, selou o destino das duas seleções.

Em um duelo épico, tenso, marcado por provocações e nervosismo, decidido apenas no tie-break, a seleção brasileira feminina sucumbiu ao poder ofensivo cubano. Encerrada a partida, um fato lastimável para a história dos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 aconteceu. Cubanas e brasileiras quase saíram no tapa após o jogo, ainda dentro de quadra. Nos vestiários, mais confusão, debelada apenas na delegacia, após boletim de ocorrência.

Emocionalmente abaladas, as brasileiras foram para o confronto com a Rússia pelo inédito bronze. Com a força do banco de reservas, o Brasil conseguiu superar o trauma da derrota para Cuba, com uma nova vitória sobre as russas no torneio olímpico, dessa vez, por 3×2. A ponteira Filó fechou o ponto final da partida, vencida no tie-break, por 15/13. Cuba ficou com o ouro. China com a prata. No link abaixo, você confere os pontos decisivos da partida em que o vôlei feminino brasileiro conquistou sua primeira medalha olímpica.

Fonte: Olympedia

EM LIVE DA ASICS, ZÉ ROBERTO ABORDA PREPARAÇÃO PARA TÓQUIO

 

View this post on Instagram

Começamos a contagem regressiva

A post shared by ASICS Brasil (@asicsbrasil) on

Há menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, participou na sexta-feira, 24 de Julho, de live realizada pelo patrocinador de material esportivo do voleibol brasileiro, ASICS. O tema do bate-papo foi a preparação para as Olimpíadas, em meio a pandemia do coronavírus.

Segundo o treinador do Brasil, o impacto do adiamento dos Jogos Olímpicos foi doloroso. Todo o planejamento iniciado no começo do ciclo teve que ser adiado. Tudo foi prorrogado. De acordo com José Roberto, o principal problema enfrentado é o planejamento pessoal das jogadoras. Algumas gostariam de ser mãe em 2021.

A expectativa do tricampeão olímpico é contar com a melhor seleção nacional possível. Ele reconhece que o momento atual não é dos melhores para o Brasil na modalidade no naipe feminino. Porém, José Roberto acredita plenamente nas condições do Brasil brigar por medalhas nos Jogos de Tóquio.

Questionado sobre a motivação para treinar durante a pandemia, o técnico da seleção brasileira feminina revelou que pretendia realizar uma convocação, no último dia 13 de Julho, mas em virtude do avanço da pandemia no Brasil, achou melhor não recomeçar os treinamentos. Ele disse ter feito recomendações para suas atletas, mas que não pode interferir na preparação dos clubes.

Sobre a preparação física e técnica, José Roberto foi categórico ao afirmar que estando parado, em qualquer situação, o atleta sempre perde. Ele contou estar trabalhando individualmente com a ponteira Natália. Segundo José Roberto, ela já está retomando a parte com a bola, após um trabalho de três semanas, mas sem o trabalho com o grupo, de acordo com ele, sempre perde.

Para José Roberto Guimarães, mesmo com a perda, a retomada dos coletivos depois será rápida. Aos poucos, com velocidade, por estarem habituadas a jogar juntas há muito tempo. Ele não deixa de afirmar que mesmo assim, se perde, quando fica muito tempo parado, sem treinar juntos. No entanto, o treinador frisa que todas as seleções que vão disputar as Olimpíadas enfrentam o mesmo problema.

Indagado pelos seguidores, sobre os grupos dos Jogos Olímpicos, na categoria feminina, José Roberto Guimarães deixou claro que a outra chave, não a do Brasil, é mais forte. Ele também disse que gostaria de ter caído no outro grupo. Porém, o técnico da nossa seleção disse que a chave do Brasil não é tão fraca. Ele apontou a força de República Dominicana, Japão e Coréia do Sul. Também disse que a Sérvia é candidata ao ouro olímpico.

Além de querer grandes desafios para a seleção feminina nos Jogos, José Roberto demonstrou preocupação com o cruzamento na fase eliminatória da competição. Para ele, no outro grupo estão seleções difíceis de serem derrotadas. Ele encerra afirmando que vai ser uma Olimpíada complicada. Por isso, espera que os adversários da chave deem trabalho ao Brasil, por causa do cruzamento na fase eliminatória dos Jogos.

CBV CONFIRMA PARTICIPANTES DA SUPERLIGA 2020/2021

Na última sexta-feira, 24 de Julho, a Confederação Brasileira de Voleibol confirmou os 24 participantes da temporada 2020/2021 da Superliga. Serão 12 times em cada naipe. Após cumprirem os trâmites para disputar a competição, segundo a própria CBV, da desistência de algumas equipes, além da fusão do Sesc/RJ com o Flamengo, participam da Superliga Feminina os seguintes times: Praia Clube, Minas Tênis Clube, Osasco, Sesc/Flamengo, Sesi/Bauru, Fluminense, São Paulo/Barueri, Pinheiros, Curitiba Vôlei, Brasília, São Caetano e São José dos Pinhais.

Já no masculino, participam da competição os seguintes times: Sada/Cruzeiro, EMS/Funvic/Taubaté, Vôlei Renata/Campinas, Sesi/SP, Minas Tênis Clube, Vôlei Guarulhos, Apan/Blumenau, Vôlei Um Itapetininga, Montes Claros/América Vôlei, Uberlândia/Gabarito, Caramuru Vôlei e Pacaembú Ribeirão. A previsão para o início da temporada, nas duas categorias, é para o final do mês de Outubro, segundo fontes da imprensa.

FIVB ATUALIZA DATAS DOS JOGOS DE TÓQUIO

A Federação Internacional de Vôlei divulgou novas datas para as Olimpíadas de Tóquio 2020. Em virtude da pandemia do corona vírus, os Jogos Olímpicos foram adiados para o ano que vem, entre os dias 23 de Julho e 8 de Agosto de 2021. O Brasil estreia na competição masculina contra a Tunísia, na sexta-feira, 23 de Julho, às 23h. Na sequência de jogos do grupo B, os brasileiros enfrentam pela ordem: Argentina, Rússia, Estados Unidos e França.

Já no feminino, o Brasil estreia contra a Coreia do Sul, às 9h45 do domingo, dia 25 de Julho. Na sequência de partidas do grupo A, as brasileiras enfrentam pela ordem: República Dominicana, Japão, Sérvia e Quênia. A disputa por medalhas está prevista para os dias 7 e 8 de Agosto, no naipe masculino e no naipe feminino, respectivamente. Mais informações no link abaixo.

https://www.volleyball.world/en/volleyball/olympics/2020/women/schedule

SESC/RJ ANUNCIA PARCERIA COM O FLAMENGO

De acordo com o globoesporte.com, o Sesc/RJ de Bernardinho e o Flamengo anunciam uma parceira para a disputa da temporada 2020/2021 da Superliga Feminina, na próxima sexta-feira, 17 de Julho. Na ocasião, os dois clubes promoverão o acordo, em duas transmissões simultâneas nos seus canais oficiais, com a presença de Bernardinho e dos respectivos presidentes do Sesc/RJ e do Flamengo.

Ainda segundo o globoesporte.com, as tratativas entre os dois times começaram na temporada passada, porém a fusão foi confirmada apenas nessa semana. Enquanto aguardam o calendário de competições, Flamengo e Sesc ainda não decidiram sobre o mando de quadra de suas partidas.

Recentemente, o Sesc/RJ encerrou seu projeto no naipe masculino. Com perda de investimento também no naipe feminino, a parceira com o Flamengo é vista como uma solução para manter o nível de competitividade da equipe, em meio a pandemia do corona vírus.

OURO EM BARCELONA, EX-LEVANTADOR TALMO DEBATE CONHECIMENTO CIENTÍFICO NO VÔLEI

No final de maio, o canal no YouTube sobre voleibol, À beira da quadra, recebeu para uma live, o ex-levantador da seleção brasileira, ouro em Barcelona 1992, Talmo, e o ex-treinador, professor da UFMG e coordenador do GEDAM da mesma universidade, Dr. Herbert Ugrinowitsch. Eles debateram sobre o conhecimento científico na modalidade.

Durante o longo papo, o professor da UFMG enfatizou a importância do uso da ciência no esporte de alto rendimento. Para ele, é inconcebível falar de qualquer intervenção profissional no treinamento de voleibol, sem a utilização do conhecimento científico como suporte. Ele citou como exemplo, os primeiros treinos de vôlei no Brasil, no século passado, baseados na intuição, experiência e repetição exaustiva.

Nem mesmo a análise do jogo, friamente, apenas pelos números estatísticos, deixaram de ser abordadas em seus comentários. Segundo Herbert, os números não dão suporte para a melhoria da técnica do atleta. A correção e a evolução nos fundamentos acontecem a partir da forma dada pelos treinadores ao treinamento.

De acordo com ele, antigamente, os treinos de alto rendimento no voleibol eram realizados por partes. Ou seja, um polimento da técnica. Atualmente, com o auxílio da ciência, através de pesquisas e artigos, é possível aumentar a aprendizagem com treinamentos objetivos para cada atleta. Ele cita o exemplo do estabelecimento de metas na correção dos movimentos, como ganhos na evolução dos treinos, com a ajuda dos dados estatísticos.

Para ilustrar o que diz, Herbert aborda a final dos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984, no naipe masculino, entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto os brasileiros treinavam 9 horas por dia à exaustão, os norte-americanos realizavam treinos de 4 horas por dia, no máximo. Após a perda da final olímpica, de forma categórica, por 3×0, para os Estados Unidos, Herbert enxerga no resultado a diferença entre o uso da ciência no voleibol e o formato distinto dos treinamentos das duas seleções naquela época.

Segundo ele, nem todos os treinadores são adeptos da pesquisa para evolução do aprendizado nos treinos. Ele conta que mesmo com o crescimento da utilização da ciência no voleibol, no Brasil, há resistências porque muitos treinadores não gostam de alterar a organização dos seus treinos. Como exemplo, ele cita o fato do Bernardinho não ser da área da Educação Física, mas permitir o trabalho de pesquisa, desde que haja retorno técnico para ele na montagem de sua equipe.

TALMO

O campeão olímpico em Barcelona 92 Talmo, também treinador da modalidade na categoria feminina, diz ser imprescindível unir teoria e prática. Ele foi aluno de Herbert, teve diversas experiências como jogador, como por exemplo, com Brunoro e José Roberto Guimarães. Para ele, não se deve basear o treinamento exclusivamente na cópia de experiências de outros técnicos.

Segundo Talmo, é preciso buscar a necessidade do atleta e o seu bom desempenho. É preciso buscar a ferramenta ideal para melhorar a performance do jogador. Ele conta ter sido muito criticado por isso, por ser considerado uma quebra de paradigma em relação aos outros tipos de treino. Um dos exemplos dessa abordagem de treino, dada por ele, é o histórico da coordenação motora do atleta, como forma de aprendizagem.

BERNARDINHO E BRUNINHO, JUNTOS, EM LIVE SOLIDÁRIA DO SESC/RJ

Na quinta-feira, 21 de Maio, Bernardinho e Bruninho, juntos, realizaram live solidária para o patrocinador do time feminino do ex-treinador da seleção masculina brasileira de vôlei. O tema principal do encontro entre pai e filho, campeões olímpicos na Rio 2016, foi sobre os valores do esporte, desde a formação até a carreira profissional, seja como atleta ou não.

Entre os pontos destacados por Bernardinho acerca da importância do esporte na sociedade foram citados o desenvolvimento da disciplina e o respeito à hierarquia e às normas. Já Bruninho endossou os aspectos levantados pelo pai, além da importância do trabalho em equipe para criar solidariedade e generosidade com os companheiros de time.

Segundo ambos, essas características são ferramentas importantes para serem utilizadas em qualquer atividade profissional. Compreender que o grupo é mais importante que o individualismo. Entre os exemplos abordados, para essa questão, está a divisão de prêmios na seleção brasileira masculina de vôlei, durante o período em que era dirigida por Bernardinho.

Outro ponto em que pai e filho apontaram como fundamental na vida em sociedade e no esporte é a liderança. De acordo com eles, a grande característica do líder é ser o exemplo para todos. Ter sensibilidade e humildade em se colocar no lugar do outro. Inspirar e motivar as pessoas ao seu redor. Fazer e não falar. Mostrar o caminho. Não estar acima de ninguém. Desafiar o outro a ser melhor e cuidar das pessoas.

Sobre o treinamento e a capacitação, Bruninho e Bernardinho indicam esses pontos como fundamentais para vencer. Ser dedicado e ter vontade de evoluir sempre. Realizar com paixão, com cada vez mais vontade de querer algo mais. Instigar. Encontrar formas para evoluir. Além disso, Bernardinho aponta que esse é o elemento controlável da capacitação, sendo o treinamento o desenvolvimento da sua capacidade individual.

A lição das derrotas

Bernardinho e Bruninho também falaram sobre como o esporte ajuda a lidar com frustrações. Para ambos, aprendem-se muitas lições com as derrotas. Um fator preponderante para Bernardinho é o conceito físico de resiliência. Ou seja, retomar a sua forma e voltar ainda melhor. Um exemplo de derrota citado foi a perda da final olímpica para a Rússia, em Londres 2012.

Segundo Bernardinho, quando questiona-se, faz-se melhor, busca caminhos, assume-se responsabilidades. Esses caminhos provocam mudanças na intensidade, na forma, em um novo conhecimento, desenvolvimento. Esses questionamentos provocam mudanças, e mudanças provocam crescimento.

Mais uma vez, o exemplo de Londres foi citado. Bernardinho diz ter pensado naquilo durante anos. Vira e mexe ainda pensa na dor que sentiu. Foi uma dura derrota de virada para os russos. Foram 4 anos de questionamento. Nos 4 anos, foram várias vezes vices. Uma sequência de vices. Mas, não perdeu a crença. De acordo com ele, o merecimento alimenta a fé. O mais importante é mostrar aos jovens que a vida não é justa. É voltar e tentar novamente.

Logo depois desse papo sobre as frustrações das derrotas, foram abertas perguntas dos internautas para Bruninho. Foi o momento dele falar especificamente sobre a perda do ouro olímpico para a Rússia, em Londres. Ele afirmou que essa foi a derrota que mais ensinou. Fez entender o que ele precisava melhorar como a parte do controle emocional. Bruninho disse ter procurado o auxílio de um coach para evoluir mentalmente e reinventar-se. Ele encerrou a live anunciando ter como meta, disputar pelo menos mais dois Jogos Olímpicos, quem sabe, três.

SERGINHO ANUNCIA APOSENTADORIA

Divulgação COI

No último domingo, 17 de Maio, no programa Esporte Espetacular da TV Globo, o bicampeão olímpico (Atenas 2004, Rio 2016), bicampeão mundial (2002, 2006), heptacampeão da Liga Mundial, único atleta eleito MVP na história, em sua posição, Serginho, anunciou a aposentadoria das quadras. A grande despedida planejada pelo jogador foi suspensa devido a pandemia do corona vírus.

Durante a reportagem, o ex-líbero da seleção brasileira contou sobre as suas idas e vindas antes de decidir parar de jogar. Segundo Serginho, após a escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas, em 2009, ele resolveu atuar com a camisa do Brasil até 2016. Na época, o MVP dos Jogos Olímpicos da Rio 2016, superou uma grave contusão, que o fez ficar de fora do Campeonato Mundial de 2010.

Depois de realizar o sonho de competir com a camisa do Corinthians no vôlei, o agora ex-jogador encerrou a carreira defendendo o Vôlei Ribeirão. A derradeira última partida de Serginho na modalidade, ocorreu no dia 7 de março, pela última rodada da Superliga Masculina 2019/2020, contra o Minas, em Belo Horizonte. O resultado, não poderia ser diferente. Vitória, por 3×2.

Impedido de realizar uma grande festa para dizer adeus ao esporte que o consagrou, Serginho recebeu de presente da reportagem do Esporte Espetacular, um vídeo produzido pelo programa, com declarações dos ex-companheiros de seleção brasileira. Entre muitos agradecimentos, o técnico Bernardinho o elegeu como melhor líbero da história do voleibol.

O PRIMEIRO TÍTULO MUNDIAL DO BRASIL

Há 18 anos, em Buenos Aires, na Argentina, o Brasil conquistava o seu primeiro título mundial de voleibol no naipe masculino. Sob o comando técnico de Bernardinho, a seleção brasileira devolveu para os russos, a derrota na final do Mundial de 1982 para a EX-URSS, também na Argentina, iniciando um ciclo de hegemonia na competição. Desde então, o Brasil esteve presente em todas as finais do Mundial, sagrando-se campeão por três vezes de forma consecutiva.

A campanha brasileira do Mundial 2002 ficou marcada pela força do elenco. Com mudanças cirúrgicas de Bernardinho, durante as partidas, o Brasil derrubou os principais favoritos na fase eliminatória do torneio, em sequência: Itália, Iugoslávia e Rússia. As inversões de rede, com Ricardinho e Anderson, no lugar de Maurício e André Nascimento, foram a chave para as vitórias. Até então desacreditado, o levantador Ricardinho firmou-se como titular absoluto da seleção após o título.

Não dá para deixar de comentar também a injustiça quanto a eleição do MVP do Mundial 2002. Muito regular e decisivo, o ponteiro Nalbert deveria ser o indicado ao prêmio pelo seu desempenho, na opinião do blog. Mas, o escolhido pela FIVB foi o oposto Marcos Milinkovic da Argentina, seleção da casa. Não que ele não tivesse tido uma grande performance na competição. No entanto, eleger um atleta como o melhor jogador do torneio, sendo que ele esteve fora das finais, beira o anacrônimo.

A seleção brasileira campeã mundial de 2002/Divulgação FIVB

Sobre aquele Mundial de 2002, o Brasil sofreu um susto na 1ª fase, em Córdoba. Pela 2ª rodada, os brasileiros foram derrotados pelos Estados Unidos, uma das maiores pedras no sapato da seleção brasileira, por 3×2, com parciais de 25/22, 20/25, 25/27, 33/31, 15/12. O Brasil não conseguiu parar o oposto americano Brook Billings. Ele anotou 27 pontos. Ainda durante aquele Mundial, assim como em todas as últimas cinco edições, o país vivia um processo eleitoral. No 1º turno das eleições de 2002, os brasileiros derrotaram a Holanda por 3×0, no dia 6/10/2002, pela 2ª fase do campeonato.

Porém, inesquecível mesmo foi o match point da grande final contra a Rússia. Em mais uma das mexidas no time realizada por Bernardinho no Mundial, Giovane entrou em quadra na posição de oposto, no tie-break decisivo. Após uma virada de bola, com 14×13 no placar, a favor do Brasil, ele foi para o serviço, acertando um saque certeiro, em cima da linha, na posição 5. Os russos ficaram atônitos e os brasileiros transformaram o Luna Park, em Buenos Aires, em palco de festa.

FIVB CANCELA LIGA DAS NAÇÕES 2020

A Federação Internacional de Vôlei anunciou na última sexta-feira, 8 de maio, o cancelamento da Liga das Nações 2020, em virtude da pandemia do coronavírus. Em março, antes do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a FIVB estudava a possibilidade de encaixar sua principal competição anual, entre os meses de setembro e outubro desse ano. No entanto, dadas as condições atuais do avanço do Covid-19 no mundo, não houve outra opção, a não ser o cancelamento.

O Conselho da VNL já discute a próxima temporada da competição. Os torneios de acesso também foram cancelados. Canadá, no feminino, e Eslovênia, no masculino, mantiveram a classificação para a Liga das Nações 2021. As sedes das finais de 2020 permaneceram as mesmas. Em 2021, Itália entre os homens, e China entre as mulheres, receberão o Final Six da competição.