AS ESTATÍSTICAS DA SUPERLIGA FEMININA

Após sete rodadas da Superliga Feminina 2021/2022, de acordo com dados estatísticos da CBV, é possível apontar alguns destaques individuais da competição. Nesse momento da disputa, a oposta norte-americana Nia Reed do Sesi/Bauru lidera na pontuação, com 150 pontos. Na vice-liderança, com apenas dois pontos a menos, a oposta Tifanny do Osasco, com 148 pontos. Fechando o top 3 na pontuação, a oposta dominicana Martínez do Praia Clube, com 134 pontos.

Já na média de pontos por set, o top 3 não está diferente do que na pontuação total. A liderança também pertence a norte-americana Reed do Sesi/Bauru, com média de 5,77 pontos. Na 2ª posição, também está a oposta Tifanny do Osasco, com 5,69 pontos de média. Na 3ª posição, também está colocada a oposta dominicana Martínez, com 4,96 pontos de média.

A oposta norte-americana Reed é um dos destaques individuais da Superliga Feminina/Divulgação SESI/Bauru

No aproveitamento de ataque, os destaques nos números ficam por conta das centrais. Em 1º lugar, a central Lorena do Barueri, com 63% de eficiência. No 2º lugar, a central Carol do Praia, com 59% de eficiência. Em 3º lugar, a central Milka do Flamengo, com 58% de eficiência. É bom ressaltar que algumas jogadoras possuem menos jogos do que outras, por isso algumas distorções nos números de aproveitamento.

No bloqueio, a central Lays do Fluminense lidera na pontuação do fundamento. Ao todo, ele já marcou 35 pontos diretos de bloqueio. Na vice-liderança, a central Thaísa do Minas, com 31 pontos diretos no bloqueio. Fechando o ranking de bloqueadoras, a central Carol do Praia, com 29 pontos de bloqueio na competição, até o momento.

A central Lays do Fluminense/Divulgação Fluminense

Já na recepção, Ana Caroline do Brasília, com poucos jogos, lidera na eficiência, com 83%. Na 2ª posição, a líbero vice-campeã olímpica Camila Brait do Osasco, com 82% de eficiência. Na 3ª posição, a ponteira Maira do Flamengo, com 79% de eficiência na recepção.

Encerrando a leitura dos números da CBV, uma análise do serviço. Nos números totais, a ponteira Carla do Osasco lidera com 14 pontos diretos no saque. Em 2º lugar, a oposta Arianne do Brasília, com 12 pontos diretos no serviço. Fechando o rol das três melhores sacadoras, a levantadora Claudinha do Praia com 11 pontos diretos no serviço.

A equipe de Osasco divide com o Praia, a base da seleção da Superliga, até o momento/Divulgação FPV

TIME DOS SONHOS

O time dos sonhos da Superliga Feminina 2021/2022, até o momento, segundo a CBV, é formado pela levantadora Claudinha do Praia, a oposta Martínez do Praia, as centrais Thaísa do Minas e Lays do Fluminense, a ponteira Carla e a ponta/oposta Tifanny do Osasco, é a líbero Camila Brait do Osasco.

Fonte: CBV

AS ESTATÍSTICAS DA SUPERLIGA MASCULINA

Após seis rodadas da Superliga Masculina 2021/2022, com base nos dados da CBV, já é possível realizar um panorama do desempenho individual dos atletas. Nesse momento da competição, o oposto Franco do Vôlei Guarulhos lidera na pontuação. Em 6 jogos, ele já marcou 114 pontos. Na 2ª posição, aparece o oposto Darlan do Sesi/SP, com 106 pontos. Fechando o pódio, o oposto Vissoto do Minas, com 102 pontos.

Franco também lidera na média de pontos por set, com 6,71 de média. Na vice-liderança deste quesito, está o oposto Gabriel Santos do Funvic/Natal com 5,89 de média de pontos por set. Em 3º lugar, fechando as estatísticas de pontuação na média de pontos, está o oposto Evandro Guerra do Campinas, com 4,67 de média de pontos por set.

O oposto Franco do Vôlei Guarulhos, um dos destaque individuais da Superliga Masculina/Divulgação

No fundamento ataque, o central Lucão do Campinas lidera com 61% de eficiência. Em 2º lugar, o central Thales Falcão do Farma Conde/São José dos Campos com 59% de aproveitamento no ataque. Em 3º lugar, o cubano López do Cruzeiro, com 58% de eficiência. Em 144 ações de ataque, ele colocou 84 bolas no chão.

O central Lucão do Campinas lidera as estatísticas da Superliga no ataque e no serviço/Divulgação

No bloqueio, o central Ialisson do Apan/Blumenau lidera na pontuação do fundamento. Ao todo, ele já pontuou 27 vezes no bloqueio. Em 2º lugar, o central Matheus Bispo do Fiat/Minas aparece com 19 pontos de bloqueio. Fechando o rol dos três primeiros colocados, o campeão olímpico Éder do Sesi/SP, também com 19 pontos diretos no fundamento.

Já na recepção, o ponteiro Honorato do Minas lidera nas estatísticas da Superliga, com 75% de eficiência. Na vice-liderança, o líbero do Uberlândia/Gabarito, Diego Santos, com 74% de aproveitamento na recepção. Em 3º lugar no fundamento, mais um líbero aparece ranqueado. No caso, Thiago Brendle do Apan/Blumenau, com 71% de eficiência.

O ponteiro Honorato do Minas está em 1º lugar no aproveitamento de recepção/Divulgação CBV

Encerrando a leitura dos números da CBV, uma análise do fundamento serviço. Nos números totais, o central Lucão do Campinas lidera com 13 pontos diretos no saque. Na vice-liderança, o central Bruno Rubbo do Brasília Vôlei com 10 pontos diretos no fundamento. Fechando o rol dos três primeiros colocados no serviço, o oposto Darlan do Sesi/SP também com 10 pontos no serviço.

TIME DOS SONHOS

O time dos sonhos da Superliga Masculina 2021/2022, até agora, segundo a CBV, é formado pelo levantador Resley do Cruzeiro, o oposto Franco do Vôlei Guarulhos, os ponteiros López do Cruzeiro e Leozinho do Minas, os centrais Ialisson do Apan/Blumenau e Matheus Bispo do Minas, e o líbero Lucas Silva do Goiás Vôlei.

Fonte: CBV

O JOGO DA RODADA – Sesi/SP quebra série de vitórias do Cruzeiro

O ponteiro Lucas Loh tenta superar o bloqueio do Sesi/Divulgação/Agência i7

O Sesi/SP quebrou uma série de 14 vitórias consecutivas do Sada/Cruzeiro na temporada. Jogando no domínio adversário, em Contagem, no ginásio do Riacho, pela Superliga Masculina, o Sesi/SP conquistou a sexta vitória consecutiva na competição. Com o resultado, manteve a invencibilidade, assumindo a 2ª posição na tabela, com 17 pontos.

DUELO DE INVICTOS

No jogo válido pela 6ª rodada do turno da Superliga Masculina, o Sesi/SP superou o Cruzeiro, com grande atuação no bloqueio. Foram 16 pontos diretos no fundamento do Sesi/SP, contra apenas 7 do Cruzeiro. O placar final do jogo ficou em 3×1, a favor do Sesi/SP, com parciais de 26/24, 28/30, 25/20, 25/14.

TROFÉU VIVA VÔLEI

Para completar a partida quase perfeita, o oposto Darlan do Sesi teve grande performance individual. Ele marcou 27 pontos, sendo eleito o melhor jogador em quadra, em votação popular pela internet. Ele foi premiado com o troféu Viva Vôlei.

PRÓXIMA RODADA

Na próxima rodada da competição, o Sesi/SP enfrenta o Fiat/Minas, em São Paulo, no sábado, 27 de Novembro, às 21h, em confronto direto pela liderança, com transmissão do SPORTV 2. Já o Cruzeiro, recebe o Goiás, em casa, no ginásio do Riacho, também no sábado, 27 de Novembro, mais cedo, às 18h45, com transmissão do SPORTV 2.

OUTROS RESULTADOS – 6ª rodada do turno

Apan/Blumenau 3×0 Montes Claros/América

Uberlândia/Gabarito 0x3 Funvic/Natal

Vôlei Guarulhos 0x3 Vôlei Renata/Campinas

Fiat/Minas 3×1 Brasília Vôlei

Farma Conde/São José 3×1 Goiás

O JOGO DA RODADA – Praia mantém invencibilidade na Superliga Feminina

O Praia Clube manteve a invencibilidade na Superliga Feminina 2021/2022. Jogando contra o Minas, em Belo Horizonte, o Praia venceu o sexto jogo consecutivo na competição. Também foi a quarta vitória do time de Uberlândia sobre o Minas na temporada. Anteriormente, o Praia bateu o Minas no Campeonato Mineiro, na Supercopa e no Sul-Americano.

Na partida válida pela 5ª rodada do turno da Superliga Feminina, o Praia abriu 2×0 com extrema facilidade. O Minas reagiu após mudanças promovidas pelo técnico Nicola Negro. Porém, no fim, prevaleceu o restrospecto dos confrontos na temporada. O placar final ficou em 3×2, para o Praia, com parciais de 25/16, 25/11, 20/25, 23/25, 15/8.

A oposta dominicana Martínez do Praia foi a maior pontuadora do jogo, com 24 pontos. Pelo Minas, a ponteira turca Ozsoy marcou 20 pontos. A levantadora Claudinha do Praia foi eleita melhor jogadora em quadra, por votação popular pela internet, com quase 20% dos votos.

Na próxima rodada da competição, o Praia enfrenta o Unilife Maringá, em Uberlândia, na próxima terça-feira, 23 de Novembro, às 19h, com transmissão do SPORTV 2. Já o Minas viaja para Curitiba, onde joga contra o time da casa, também na próxima terça-feira, mais cedo, às 16h30, com transmissão do SPORTV 2.

A oposta Kissy entrou bem na partida, ajudando na recuperação do Minas/Divulgação CBV/Inovafoto

O COMEÇO TITUBEANTE DO SESC/FLAMENGO

Acostumado a vitórias e títulos, o Sesc/Flamengo começou a Superliga Feminina 2021/2022 com instabilidade. Em cinco jogos, o rubro-negro venceu apenas 2 partidas. Com uma tabela complicada, o Flamengo enfrentou 3 dos maiores favoritos ao título da temporada, com direito a duas derrotas de virada, contra Bauru e Minas. Porém, isso não justifica a má campanha até o momento.

Contra o Minas, ficou claro a dificuldade do time na virada de bola. A equipe mineira fez quase uma parcial inteira de pontos no bloqueio, graças ao desempenho de Thaísa. Muitos apontam o fundo de quadra como o problema do Flamengo, mas não é só isso. A equipe tem uma média de altura baixa comparada aos rivais.

Além disso, a levantadora Juma, que fez uma boa temporada na última edição da Superliga Feminina, não está bem. Para complicar o trabalho de Bernardinho, o Flamengo tem poucas opções no banco para quase todas as posições. Um exemplo disto, foi a contusão da oposta Monique, principal reforço do time para a temporada.

Sem ela, a esforçada oposta Sabrina jogou como titular nos cincos primeiros jogos do Flamengo. Instável, o seu desempenho representa bem a campanha do time até o momento na Superliga Feminina. Não dá para uma equipe do tamanho do Flamengo, ter um elenco tão limitado para a disputa da competição.

Uma coisa é certa, para a parceria de Bernardinho com o Flamengo vingar no voleibol será necessário investimento e reforços. Como a comissão técnica é competente, não dá para descartar uma recuperação na competição. Ainda mais para quem está acostumado a promover milagres.

A oposta Sabrina do Flamengo durante treinamento/Divulgação Flamengo/Marcelo Cortes

A LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE

Criada em 2006, a Lei de Incentivo ao Esporte foi formulada nos moldes do incentivo nas artes no Brasil, através da Lei Rouanet. Funciona como renúncia fiscal de impostos. No entanto, após 15 anos de promulgação, atualmente, é possível notar algumas distorções no seu funcionamento, principalmente, na modalidade de interesse do blog: o voleibol.

PROJETOS X CLUBE SOCIAL

Até o período anterior ao da Lei de Incentivo ao Esporte, os projetos de patrocínio de equipes de voleibol dominavam o cenário. Tais projetos englobavam toda a estrutura da equipe, incluindo o investimento na base e no social. Com a chegada da Lei, ficou mais atraente para as empresas realizarem patrocínios pontuais, via dedução fiscal, nos clubes sociais, como no caso do Minas Tênis e Praia Clube.

CONSEQUÊNCIAS

As consequências para a modalidade, no caso da Superliga, foi uma inversão de forças competitivas. Na prática, a Lei alterou o panorama da competição por decreto. Ao invés de torcemos para equipes patrocinadas por multinacionais, como no exemplo da Nestlé e Unilever, passamos a torcer para clubes de futebol.

É óbvio que o objetivo inicial da Lei era o fomento do esporte, mas para as empresas ficou mais fácil, barato e interessante se associar ao clubes esportivos. Fora isso, ainda há relação da Lei com o Estado. No caso, prefeituras e estados, gerando mais distorções. Além disso, a Lei restringiu o acesso aos seus recursos.

DISTORÇÕES

Um exemplo claro de algumas distorções da Lei de Incentivo ao Esporte foi o Campeonato Sul-Americano feminino 2018. Naquele ano, o Minas foi sede da competição, sendo campeão dentro de casa, contra o Sesc de Bernardinho. O time carioca era o atual campeão nacional, tendo a vaga na competição garantida como campeão da Superliga da temporada anterior.

Mas onde está a distorção? O Minas sediou o evento através da Lei de Incentivo ao Esporte. Ou seja, recursos públicos foram utilizados, por meio de dedução fiscal, para o Minas garantir classificação em uma competição na qual ele não poderia participar. Tal fato se repetiu nos últimos anos, em outros casos, mais recentemente, no Sul-Americano 2021, no caso do Brasília Vôlei, sede da competição, no mês passado.

FUTEBOL

Um exemplo de como a Lei dificultou a montagem de projetos no formato anterior, é a proliferação de clubes de futebol na Superliga. Um dos casos mais evidentes, é a parceria de Bernardinho com o Flamengo. De acordo com informações ventiladas na imprensa, a pandemia e a facilidade de acesso aos recursos da Lei de Incentivo, foram fundamentais para selar o acordo.

FUTURO

Assim como houveram questionamos sobre a Lei Rouanet, nas últimas eleições no Brasil, está claro que a Lei de Incentivo ao Esporte também necessita de aprimoramentos. Caso contrário, continuaremos a acompanhar distorções esportivas e favorecimentos no esporte olímpico, dentro e fora das quadras.

O JOGO DA RODADA – Praia Clube conquista quarta vitória consecutiva

A equipe do Praia Clube ainda não perdeu na Superliga Feminina 2021/2022/Divulgação/CSV

O Praia Clube venceu mais uma na Superliga Feminina 2021/2022. A vítima da vez foi o Osasco, atual campeão paulista. Jogando no domínio adversário, no ginásio José Liberatti, o Praia não teve dificuldades para conquistar a quarta vitória consecutiva na competição. O placar final do confronto ficou em 3×0, com parciais de 25/19, 25/21, 25/22, a favor do time de Uberlândia. Com o resultado, o Praia assumiu a liderança isolada da Superliga Feminina, com 12 pontos.

Na próxima rodada da competição, o Praia enfrenta o Brasília Vôlei, em Uberlândia, na sexta-feira, 12 de Novembro, às 16h, com transmissão do SPORTV 2. Já o Osasco, viaja até Curitiba, para jogar contra o time da casa, na sexta-feira, 12 de Novembro, às 19h, com transmissão do Canal Vôlei Brasil.

NÚMEROS

Apesar do revés, a oposta Tifanny do Osasco foi a maior pontuadora da partida, com 19 pontos. Pelo Praia, Martínez anotou 18 pontos. A ponteira Kasiely do Praia foi eleita a melhor jogadora em quadra, por votação popular na internet. Ao final do jogo, ela recebeu o troféu Viva Vôlei.

OSASCO Fabíola (0), Tifanny (19), Fabiana (9), Adams (3), Carla (6), Michelle (5), Brait (L). Entraram: Kenya (3), Keyla (0). Técnico: Luizomar de Moura

PRAIA CLUBE Claudinha (2), Martínez (18), Carol (8), Jineiry (7), Anna Buijs(8), Kasiely (11), Suelen (L). Entraram: Vanessa Janke (0). Técnico: Paulo Coco

OUTROS RESULTADOS – 3ª rodada do turno

Sesi/Bauru 3×0 Curitiba Vôlei 25/14, 25/22, 28/26

Pinheiros 3×1 Barueri 23/25, 26/24, 25/17, 25/22

Brasília 0x3 Sesc/Flamengo 18/25, 22/25, 21/25

Fluminense 2×3 Itambé/Minas 12/25, 25/22, 25/18, 24/26, 10/15

Valinhos 0x3 Maringá 11/25, 16/25, 15/25

O JOGO DA RODADA – Vôlei Renata sofre terceira derrota consecutiva

O oposto Evandro do Campinas foi o maior pontuador do jogo, com 27 pontos/Divulgação/Pedro Teixeira

O Vôlei Renata/Campinas ainda não venceu na Superliga Masculina 2021/2022. Jogando em casa, no ginásio do Taquaral, o atual bicampeão paulista foi superado pelo Fiat/Minas. Foi a terceira derrota consecutiva na competição, em três jogos. O placar final do confronto ficou em 3×1, com parciais de 26/24, 18/25, 35/33, 25/23, a favor da equipe mineira. O ponteiro Leozinho do Minas foi eleito o melhor em quadra, recebendo o troféu Viva Vôlei.

Na próxima rodada da competição, o Vôlei Renata viaja para o Triângulo Mineiro, onde enfrenta o Uberlândia/Gabarito, no sábado, 13 de Novembro, às 21h, com transmissão do Canal Vôlei Brasil. Já o Fiat/Minas, cumpre compromisso atrasado da 1ª rodada, contra o Vôlei Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, na quarta-feira, 10 de Novembro, às 20h, com transmissão do Canal Vôlei Brasil.

VÔLEI RENATA/CAMPINAS Cristiano, Evandro, Lucão, Judson, Adriano, Canuto, Ale (L). Entraram: Gonzalez. Técnico: Marcos Pacheco

FIAT/MINAS William, Vissoto, Matheus Pinta, Juninho, Honorato, Leozinho, Maique (L). Entraram: Sanchez, Everaldo, Matheus Silva, Marcus Coelho. Técnico: Nery Tambeiro

OUTROS RESULTADOS – 3ª rodada do turno

Goiás 0x3 Brasília Vôlei

Vôlei Guarulhos 3×0 Apan/Blumenau

Cruzeiro 3×2 América/Montes Claros

Farma Conde 3×0 Uberlândia/Gabarito

Funvic/Natal 1×3 Sesi/SP

SORTEADOS OS GRUPOS DO MUNDIAL DE CLUBES FEMININO 2021

O Conegliano da Itália é o atual campeão mundial/Divulgação FIVB

Na última quinta-feira, 5 de Novembro, foram anunciados a tabela e os grupos do Mundial de Clubes feminino 2021. A competição será disputada entre os dias 15 e 19 de Dezembro, em Ancara, na Turquia. O Brasil terá dois representantes no torneio: o Dentil/Praia Clube de Uberlândia e o Itambé/Minas. Além das duas equipes brasileiras, participam do Mundial de Clubes feminino 2021 os seguintes times: Conegliano (ITA), Fenerbahce (TUR), Vakifbank (TUR), Altay (CAZ).

As seis equipes foram divididas em dois grupos com 3 times cada. O Praia Clube ficou no grupo A, ao lado do anfitrião da competição, o Fenerbahce e do Conegliano, atual campeão mundial. Já o Minas caiu no grupo B, ao lado Vakifbank e do Altay do Cazaquistão, atual campeão asiático. A estreia do Praia está prevista para o dia 16 de Dezembro, contra o Fenerbahce. Já o Minas, estreia no dia 15, contra o Altay. Confira a tabela completa da competição abaixo.

Grupo A

15/12 12h30 Conegliano x Fenerbahce

16/12 12h30 Dentil/Praia Clube x Fenerbahce

17/12 9h Dentil/Praia Clube x Conegliano

Grupo B

15/12 9h Itambé/Minas x Altay

16/12 9h Vakifbank x Altay

17/12 12h30 Itambé/Minas x Vakifbank

Semifinais

18/12 9h 1º do A x 2º do B

18/12 12h30 1º do B x 2º do A

Disputa do bronze

19/12 9h

Final

19/12 12h30

*Até o momento, os jogos estão previstos para serem transmitidos pelo canal da FIVB no YouTube.

O FIM DO DOMÍNIO DA NESTLÉ NA SUPERLIGA FEMININA

Durante as três primeiras temporadas da Superliga Feminina, a competição tinha um dono: a Nestlé. Sob o nome fantasia de Leite Moça e mais tarde Leites Nestlé, a equipe sediada em Sorocaba, interior de São Paulo, foi bicampeã nacional, sendo uma delas invicta, na temporada 95/96.

Nem mesmo o ranking de atletas foi capaz de quebrar essa hegemonia. Várias atletas de seleção passaram pelo time como: Fernanda Venturini, Ana Moser, Ana Paula, entre outras. Porém, após a terceira conquista de título em abril de 1997, as coisas começaram a mudar.

MUDANÇA DE SEDE

Primeiramente, a Nestlé trocou a sede do projeto em 1996. Saiu de Sorocaba para Jundiaí, ambas no interior de São Paulo. Além disso, para a temporada 1997/1998, a Nestlé perdeu a sua grande estrela e líder: a levantadora Fernanda Venturini. Até então, ter a levantadora no comando do time era meio caminho andando para a conquista do título. Seduzida pelo novo projeto do marido Bernardinho, a medalhista de bronze em Atlanta disse adeus para a Nestlé.

A levantadora Fernanda Venturini trocou o Nestlé pelo Rexona na temporada 1997/1998

UM NOVO RIVAL

Dito isso, finalmente, a Superliga Feminina havia encontrado um rival à altura da Nestlé: o Rexona de Bernardinho. Tudo começou durante os Jogos de Atlanta em 1996. Após a grande campanha brasileira na Olimpíada, com a conquista da primeira medalha olímpica do vôlei feminino, Bernardinho conseguiu um grande patrocinador: a multinacional anglo-holandesa Unilever. Sediada em Curitiba, a equipe denominada Rexona era um investimento de longo prazo.

Para a temporada 1997/1998, sob a liderança de Fernanda Venturini e Bernardinho, várias jovens atletas encabeçavam o projeto como Érika Coimbra, Raquel Pelucci, Valeskinha. Além disso, a equipe contava com os reforços das holandesas Erna Brinkmann e Cintha Boersman. Como dito acima, a princípio, o objetivo não era a conquista do título logo de cara. Porém, ele veio!

A equipe do Rexona no Jardim Botânico de Curitiba

TEMPORADA 1997/1998

Em uma temporada experimental, onde as regras do jogo estavam em transição para o que conhecemos hoje, o Rexona encerrou a fase regular na liderança da competição, com duas derrotas, em 22 jogos. As duas derrotas foram justamente para a Nestlé. Nas fases eliminatórias, o Rexona superou o Estrela do Oeste de Divinópolis e o MRV/Minas de Pirv. Já o Nestlé passou por BCN/Osasco e Mappin/Pinheiros.

O técnico Bernardinho durante jogo da Superliga Feminina 1997/1998

FINAIS

No primeiro jogo das finais, parecia que o Leites Nestlé conseguiria manter a hegemonia na competição. Com grande performance de Virna, venceu a partida por um acachapante 3×0. No entanto, a série melhor de cinco jogos sofreria uma virada em Curitiba nos jogos 2 e 3. Bernardinho modificou sua equipe utilizando as jovens reservas Raquel e Valeskinha.

Com duas vitórias por 3×2, o Rexona chegaria ao jogo 4 em condições de conquista do seu primeiro título de Superliga Feminina. Dito e feito. Em mais um triunfo por 3×2, dessa vez em Jundiaí, o Rexona conquistou o seu primeiro título. No link abaixo você confere a íntegra do jogo 4 das finais da Superliga Feminina 1997/1998.