A CONVOCAÇÃO DE JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES

Com o anúncio da convocação de Gabi, na última quinta-feira, 6 de Maio, aparentemente, José Roberto Guimarães encerrou a lista de jogadoras chamadas para a disputa da Liga das Nações 2021 e das Olimpíadas de Tóquio. A má notícia, amplamente divulgada ao final da Superliga 2020/2021, foi o pedido de dispensa da central Thaísa do Minas. Em entrevista ao Bola da Vez, da ESPN, ela alegou dores no joelho para comunicar o pedido ao técnico José Roberto.

Ao que parece, os problemas para Zé Roberto ainda não terminaram. Nesta sexta-feira, 7 de Maio, foi publicado pelo Blog do Voloch do jornal O Tempo e também pelo Webvolei, que a ponteira Natália fraturou o dedo mindinho da mão esquerda. A jogadora confirmou a informação em suas redes sociais.

Segundo o Blog do Voloch, Natália ficará de fora da Liga das Nações 2021, disputada na “bolha” de Rimini, na Itália. Ela passará por uma pequena cirurgia. A informação não foi confirmada pela assessoria da CBV. A recuperação de Natália está prevista para cinco semanas. Segundo a CBV, Natália desfalcará o Brasil por duas semanas.

Não é novidade para José Roberto, a dificuldade em colocar em quadra o seu time ideal. Durante todo o último ciclo olímpico (2017 em diante), a seleção brasileira feminina de vôlei encontrou problemas para dar entrosamento e ritmo de jogo para as suas principais peças. Dá para contar nos dedos, as vezes em que José Roberto Guimarães conseguiu escalar o time “titular” do Brasil. Às vésperas das Olimpíadas, isso pode complicar ainda mais a situação.

Além disso, a definição dos doze nomes da lista final dos Jogos Olímpicos, deve acontecer após o período de testes da Liga das Nações 2021. Sem poder contar com todas as atletas, na VNL 2021, o técnico José Roberto Guimarães poderá ter problemas na definição da lista dos Jogos. Há disputa por posição no meio, nas vagas reservas de levantamento e da saída de rede.

Além da ponteira Gabi, já haviam sido convocadas para defender o Brasil na temporada 2021, as seguintes atletas: as levantadoras Roberta, Dani Lins, Macris, as centrais Carol, Carol Gattaz, Adenízia, Bia, Mayany, as opostas Tandara, Lorenne, Sheilla, as líberos Camila Brait e Nyeme, a ponta/oposta Rosamaria, e as ponteiras Fernanda Garay, Natália e Ana Cristina. De acordo com fontes da mídia, a temporada da seleção brasileira feminina começa com uma série de amistosos contra Argentina, no CDV, em Saquarema, no próximo dia 16.

A ORIGEM DA INTERFERÊNCIA DA TECNOLOGIA NO VÔLEI

O uso de tecnologia como auxílio para resolver marcações controversas no tênis existe há quase duas décadas. No vôlei, o recurso foi introduzido há menos de dez anos. O blog não encontrou a data correta do registro da utilização da tecnologia de forma oficial. Porém, em 2009, na final da Liga Mundial entre Brasil e Sérvia, a tecnologia reverteu uma decisão da arbitragem na quarta parcial da decisão do título.

Para compreender o contexto do jogo, e a polêmica em torno do uso da tecnologia, é necessário contar um pouco sobre as expectativas da partida. Há 12 anos atrás, Brasil e Sérvia decidiam o título da Liga Mundial, pela terceira vez na história. Nas outras vezes, em que isso ocorreu, o Brasil saiu vencedor em 2003, em Madri, na Espanha, e em 2005, em Belgrado, dentro da Sérvia. Em 2009, a final na cidade de Belgrado, se repetiu, pela 2ª vez na capital da Sérvia.

Os sérvios estavam com os brasileiros entalados na garganta. Nas duas vezes em que perderam as finais para o Brasil, as derrotas ocorreram de forma icônica. Em 2003, o título foi decidido em um tie-break dramático. A parcial normalmente de tiro curto, no total de 15 pontos, foi encerrada apenas, com o placar marcando 31/29, a favor do Brasil. Já em 2005, em plena casa dos sérvios, o Brasil dominou o jogo final, de maneira indiscutível, com uma incrível e histórica performance no bloqueio.

Além disso, o Brasil já havia conquistado a Liga Mundial por sete vezes. O país iniciava um processo de renovação, após a aposentadoria de algumas peças importantes da geração inesquecível anterior. No entanto, para os brasileiros, aquela final tinha um caráter especial. No caso de uma oitava conquista da Liga Mundial, o Brasil empataria com a Itália no número de títulos da competição.

No dia da final de 2009, o clima no ginásio era de guerra. Realmente, os sérvios não queriam perder a chance de vencer a Liga Mundial pela 1ª vez, pela terceira vez para o Brasil. Segundo relatos dos jogadores brasileiros na época, a quadra do jogo virou um campo de batalha. Quando o placar apontava 2×1 para o Brasil, com 21×21 no placar, no 4º set, o juiz holandês Loderus, não viu o toque da bola no corpo do oposto Miljkovic, após uma ação de ataque. Deu-se a polêmica.

Com uso da tecnologia de vídeo, a mesa do jogo apontou que a marcação do árbitro estava equivocada. O ponto foi dado ao Brasil. Foi o bastante para acender o barril de pólvora no ginásio. Mesmo com a marcação, o Brasil perdeu a quarta parcial, por 25/23. O jogo foi para o tie-break. O Brasil venceu o jogo com 15/12 na quinta parcial, após um ataque certeiro de Giba. Sendo esse, o primeiro registro de utilização da tecnologia para definir marcações da arbitragem, em partidas de seleções do voleibol internacional.

Um líbero foi eleito MVP, pela 1ª vez. No caso, Serginho do Brasil. A Sérvia foi conquistar o seu primeiro título de Liga Mundial em 2016, às vésperas da Rio 2016, contra o Brasil, porém não conseguiu classificação para os Jogos. No link abaixo, você acessa os momentos decisivos da final da Liga Mundial 2009, entre brasileiros e sérvios.

A DESPEDIDA DE MARCELO MENDEZ

O técnico Marcelo Mendez/Divulgação Agência i7

O argentino Marcelo Mendez anunciou o fim de sua parceria com o Sada/Cruzeiro, após a eliminação precoce do time na Superliga Masculina 2020/2021. Em mais de dez anos na direção da equipe, ele conquistou 39 títulos. Uma marca impressionante e inigualável. Dificilmente, nos próximos anos, teremos no vôlei nacional, o domínio e a quebra dessa marca da parceria entre Marcelo Mendez e o Cruzeiro.

Além das vitórias e títulos, a passagem de Marcelo Mendez contribuiu para o desenvolvimento da seleção brasileira masculina. Sob a tutela do argentino, o mago “William” consagrou-se vestindo a camisa do Cruzeiro. O oposto Wallace, de promessa da modalidade, tornou-se referência em sua posição, com a camisa do Cruzeiro e do Brasil.

Evidentemente, o sucesso de Marcelo Mendez no voleibol brasileiro e a saída de Bernardinho do comando da seleção brasileira, levaram a especulações em torno da substituição. Marcelo Mendez foi cogitado para a função. No entanto, foi preterido no processo pela CBV, que decidiu por um nome mais conservador: do vice-campeão olímpico, como jogador, em Los Angeles 1984, Renan Dal Zotto.

Nem por isso, podemos afirmar que Marcelo Mendez, não deixou um legado para a seleção brasileira masculina. Sob seu comando, o ponteiro cubano Leal, ainda jovem, aprimorou o seu voleibol, defendendo o Cruzeiro. Foram anos de trabalho. O resultado foi tão satisfatório, que o cubano acabou por naturalizar-se brasileiro, em um cenário de escassez de talentos para a posição no Brasil.

Certo é que não dá pra dizer quem sai perdendo com essa história. Cruzeiro ou Brasil? Agora treinador da seleção masculina da Argentina, rumo à Europa, no vôlei de clubes, Marcelo Mendez imprimiu seu estilo no Cruzeiro. Será um duro adversário para o Brasil daqui em diante, no comando da Argentina. Falando nisso, hoje o Cruzeiro anunciou o nome do ponteiro Filipe como seu substituto técnico. Uma aposta arrojada. Resta aos fãs cruzeirenses, dividirem-se entre torcer para o seu time, o Brasil e a Argentina.

O BALANÇO DA SUPERLIGA 2020/2021

Com a conquista do título da Superliga Masculina pelo Taubaté, foi encerrada a temporada 2020/2021 da competição. Uma das mais difíceis dos últimos tempos, dadas as circunstâncias da pandemia do coronavírus. Não foi fácil para ninguém! Além das arquibancadas vazias, devido ao problema sanitário, as finais do torneio foram realizadas na “bolha” de Saquarema. Para completar o quadro, ainda não faltaram percalços financeiros, de diferentes ordens, de acordo com a realidade de cada equipe.

A regra da disputa foi o bate-cabeça entre os dirigentes dos clubes e a CBV durante a competição. Cada um querendo demonstrar seu poder de influência e barganha, tudo isso, em meio a uma reeleição polêmica do atual mandatário da instituição máxima do vôlei no Brasil. Obviamente, sem resolução para a controvérsia, a questão foi parar nos tribunais. Ao que parece, cada um entende o novo artigo da Lei Pelé, sobre sucessão nas confederações, de acordo com seus interesses.

Para se ter uma ideia da confusão, lembram da quadra amarela? Então, foi assim que começou a temporada. Para agradar aos patrocinadores, a CBV surpreendeu o distinto público com a novidade. Claro, a gritaria nas redes foi geral. As reclamações não foram apenas por questões estéticas, para quem não lembra, houve risco potencial a saúde dos atletas. No entanto, fazendo o exercício de advogado do diabo, por que os torcedores acham bonito e agradável a quadra cor de rosa da Liga Italiana feminina de Vôlei, e reagem de forma agressiva com a mesma ideia em sua terra natal?

Deixando a política de lado, falando daquilo que interessa, essa temporada foi a da consagração da central Thaísa do Minas. Campeã da Superliga, MVP da competição, craque da galera, central da seleção da competição. Ufa! Pena mesmo, foi o anúncio feito por ela, logo após a final, em que comunicou a aposentadoria da seleção. Fará muita falta! Falando em despedida, não poderia deixar de citar, a saída do técnico argentino Marcelo Mendez do Cruzeiro. Mesmo após uma eliminação inesperada, para o Itapetininga, seu legado no voleibol brasileiro é insuperável. Mas, isso é assunto para outro post.

Sobre as surpresas da temporada, na versão masculina, o renascimento do Minas e o reconhecimento do trabalho realizado pelo Vôlei Um, em Itapetininga, foram os destaques do torneio. Entre as decepções, nada superou o começo turbulento da parceria de Bernardinho com o Flamengo, na versão feminina da Superliga. Além de problemas burocráticos extra-quadra, o time enfrentou lesões, baixas por COVID, e o afastamento da ponteira Drussyla por depressão. Nos playoffs, o rubro-negro até ensaiou uma reação, mas já era tarde. Faltou consistência. Quem sabe na próxima temporada?

JF VÔLEI É CAMPEÃO INVICTO DA SUPERLIGA B

A equipe do JF Vôlei, campeã da Superliga B/Douglas Magno/Divulgação JF Vôlei

O Juiz de Fora Vôlei conquistou a Superliga B masculina 2021. Ontem, 19 de Abril, jogando em Contagem, Minas Gerais, no ginásio do Riacho, o JF Vôlei bateu o Upis/Brasília na grande final da competição. Foi a 12ª vitória em 12 jogos. O placar final do confronto ficou em 3×2, com parciais de 25/14, 25/21, 18/25, 23/25, 15/13, a favor da equipe mineira.

Com o resultado, o JF Vôlei foi campeão da Superliga B invicto. O central Brunão do Juiz de Fora foi eleito o melhor em quadra, recebendo o troféu Viva Vôlei. É bom destacar que tanto o JF Vôlei, quanto o Upis/Brasília, já estão garantidos na divisão de elite da Superliga Masculina 2021/2022.

Após a conquista, o técnico Marcos Nascimento do JF Vôlei agradeceu ao empenho dos seus atletas em conversa com a assessoria da CBV. “Este é um grupo especial, com muita resiliência, que cresceu nos momentos difíceis. Estou muito feliz com a conquista, Juiz de Fora merecia este título”.

Fonte: CBV

JF VÔLEI E UPIS/BRASÍLIA DECIDEM SUPERLIGA B

Nesta segunda-feira, 19 de Abril, Juiz de Fora Vôlei e Upis/Brasília decidem a Superliga B masculina 2021. A final acontecerá em jogo único, em Contagem, Minas Gerais, no ginásio do Riacho, às 18h, com transmissão do SPORTV 2. O JF Vôlei chega invicto na decisão. Venceu todos os seus 11 jogos na competição. O Upis/Brasília foi vice-líder na fase regular, atrás apenas do JF Vôlei.

Tanto JF Vôlei, quanto o Upis/Brasília, já estão garantidos na 1ª divisão da Superliga Masculina 2021/2022. O JF Volei retorna à elite do voleibol brasileiro após 3 temporadas. Já a cidade de Brasília terá equipes nos dois naipes da Superliga. O Brasília Vôlei disputa a 1ª divisão da versão feminina desde a temporada 2020/2021.

TAUBATÉ É BICAMPEÃO DA SUPERLIGA MASCULINA

A equipe de Taubaté, campeã da Superliga Masculina 2020/2021/Divulgação CBV/Inovafoto/Wander Roberto

O EMS/Funvic/Taubaté conquistou seu segundo título de Superliga Masculina. Pela atual temporada da competição, jogando na “bolha” de Saquarema, no CDV, o Taubaté derrotou o Minas, pela segunda vez na série melhor de três, válida pelas finais. Com o resultado, o Taubaté sagrou-se campeão da Superliga Masculina 2020/2021. Foi o terceiro título do Taubaté na temporada. Em 2020, a equipe do Vale do Paraíba venceu o Supervolei e a Supercopa.

No jogo do título, ontem, 16 de Abril, o Taubaté bateu o Minas, por 3×0, com parciais de 25/20, 25/22, 25/17. O serviço de Taubaté foi a chave para a vitória. Foram 10 pontos diretos no fundamento. O ponteiro Douglas Souza do Taubaté foi o maior pontuador do confronto, com 15 pontos. Pelo Minas, o ponteiro Honorato anotou 10 pontos. O levantador Bruninho do Taubaté foi eleito o melhor jogador da final, em votação popular pela internet, com quase 40% dos votos.

Ao final do duelo, Bruninho conversou com a assessoria da CBV, sobre a performance acima da média de Taubaté, em relação ao primeiro jogo da final contra o Minas. “Não mudou absolutamente nada. A gente treinou ontem à tarde, malhou, tudo como a gente tem feito o ano inteiro. É um time que trabalha o tempo inteiro e que colhe os frutos. As pessoas podem pensar “mas os caras têm os medalhões”, mas o nosso negócio é o trabalho. A gente se dedica muito, se sacrificou muito, e, por isso, mereceu esse título”.

O levantador Bruninho/Divulgação CBV/Inovafoto/Wander Roberto

SELEÇÃO DA SUPERLIGA MASCULINA

O ponteiro Maurício Borges do Taubaté foi escolhido MVP da Superliga Masculina 2020/2021, melhor jogador do campeonato. Ele também foi eleito para seleção do torneio. O levantador Rapha do Taubaté foi eleito o craque da galera. A seleção da Superliga Masculina 2020/2021 foi composta pelo levantador William do Minas, o oposto Escobar do Minas, os ponteiros Adriano do Itapetininga e Maurício Borges do Taubaté, os centrais Lucão e Maurício Souza do Taubaté, e o líbero Maique do Minas. O técnico argentino Javier Weber do Taubaté foi escolhido o melhor treinador da competição.

O ponteiro Maurício Borges, MVP da Superliga 2020/2021/Divulgação CBV/Inovafoto/Wander Roberto

FIAT/MINAS William, Escobar, Honorato, Lazo, Gustavão, Matheus Pinta, Maique (L). Entraram: Gustavo Orlando, Jonatas, Arthur, Paulo, Juninho. Técnico: Ney Tambeiro

EMS/FUNVIC/TAUBATÉ Bruninho, Felipe Roque, Maurício Borges, Douglas Souza, Lucão, Maurício Souza, Thales (L). Entraram: Gabriel, João Rafael, João Franck, Rapha. Técnico: Weber

A CAMPANHA DO TÍTULO

Fase regular

22 jogos, 20 vitórias e 2 derrotas, 58 pontos, 2º lugar geral

Playoffs

14/03 Taubaté 3×0 América

18/03 América 3×2 Taubaté

21/03 Taubaté 3×0 América

Semifinal

07/04 Taubaté 3×1 Vôlei Renata

10/04 Vôlei Renata 0x3 Taubaté

Final

14/04 Taubaté 3×2 Minas

16/04 Minas 0x3 Taubaté

PLAYOFFS – Pelas finais da Superliga, Taubaté sai na frente

O Taubaté largou na frente nas finais da Superliga Masculina 2020/2021. Pelo 1º jogo das finais, disputada no CDV, na “bolha” de Saquarema, a equipe do Vale do Paraíba derrotou o Fiat/Minas. Com o resultado, o Taubaté ficou a uma vitória do título da temporada. Caso conquiste um novo triunfo contra o Minas, no jogo 2 da série melhor de três, o Taubaté será bicampeão da Superliga Masculina. Anteriormente, o Taubaté foi campeão da competição na temporada 2018/2019.

O primeiro jogo das finais da Superliga Masculina 2020/2021 foi decidido apenas no tie-break. O Taubaté dominou a primeira e a quarta parcial e o Minas venceu o segundo e o terceiro set. Com grande atuação individual do oposto Felipe Roque, ele anotou 23 pontos, o Taubaté selou a vitória no 5º set. O placar final do confronto ficou em 3×2, com parciais de 25/18, 22/25, 23/25, 25/16, 15/11, a favor de Taubaté.

O ponteiro Douglas Souza foi eleito o melhor em quadra, em votação popular pela internet, sendo premiado com o troféu Viva Vôlei. Ao final do duelo, em sinal de reconhecimento por sua atuação, ele cedeu o troféu ao colega de equipe Felipe Roque. Em conversa com a assessoria da CBV, o homenageado Roque agradeceu.

“Ao longo do jogo achei que não estava ajudando a equipe como gostaria, mas recebi esse troféu com muito carinho e fiquei muito feliz por esse presente. Agora é descansar primeiro, depois treinar e tentar ajudar o time da melhor maneira possível no próximo jogo. Estou sempre querendo ajudar a equipe. Nem sempre consigo como eu gostaria, mas hoje foi bom”.

Felipe Roque recebendo o troféu Viva Vôlei de Douglas Souza/Divulgação CBV/Inovafoto/Wander Roberto

O próximo jogo das finais entre EMS/Funvic/Taubaté e Fiat/Minas acontece nesta sexta-feira, 16 de Abril, no Centro de Desenvolvimento do Vôlei (CDV), em Saquarema, no estado do Rio de Janeiro, às 19h, com transmissão do SPORTV 2. O Minas precisa vencer para prorrogar a decisão do título para o terceiro jogo da série, caso contrário, o Taubaté será o campeão da temporada.

AS FINAIS DA SUPERLIGA MASCULINA

Começam hoje as finais da Superliga Masculina 2020/2021. Minas e Taubaté decidem o título da temporada. A disputa acontecerá em série melhor de três jogos. Após 12 anos, o Minas marca presença na decisão. A última vez que o Minas foi campeão foi na temporada 2006/2007. O Taubaté alcança a sua terceira final de Superliga. Se vencer, o Taubaté será bicampeão da competição. Se der Minas, a equipe mineira será pentacampeã. Confira abaixo alguns detalhes das finais da Superliga Masculina 2020/2021.

Fiat/Minas x EMS/Funvic/Taubaté

Historicamente, na Superliga, o Minas sempre encontrou dificuldades em enfrentar o Taubaté. Porém, nesta temporada, durante a fase regular, o Minas bateu o Taubaté, em Belo Horizonte, por 3×0. Na ocasião, o rival da grande final acabava de expor publicamente uma “crise” financeira. Ao que parece, quando o assunto é a decisão do título, a história muda de figura. Para surpreender Taubaté, o Minas precisa da genialidade do levantador William. Por mais paradoxal que possa ser, William trabalha a distribuição de sua equipe de forma criativa, no entanto, depende da performance individual do oposto cubano Escobar. Sem ele em uma boa jornada, diminuem as chances de título do Minas.

O levantador William do Minas/Divulgação CBV/Inovafoto/Wander Roberto

Com um elenco com cinco campeões olímpicos, após a queda do Cruzeiro para o Itapetininga, o Taubaté é o grande favorito ao título da temporada. Além disso, com eficiência na distribuição, Bruninho e o seu entrosamento de anos com o central Lucão, são uma grande arma de Taubaté para conquistar a Superliga. Caso isso não funcione, o técnico Weber possui no banco um reserva à altura de Bruninho: o levantador Rapha, colecionador de títulos no vôlei europeu. A paralisação da competição entre as quartas-de-final e as semifinais favoreceu Taubaté. O time entrou nos eixos. Porém, Taubaté não pode errar. Caso seja irregular na final contra o Minas, como no jogo da fase regular contra o mesmo adversário, em Belo Horizonte, poderá perder o título.

A dupla Bruninho e Lucão do Taubaté/Divulgação Taubaté

FINAIS

14/04 19:00 Taubaté x Minas

16/04 19:00 Minas x Taubaté

Se necessário

18/04 19:00 Taubaté x Minas

*Todos os jogos serão transmitidos pelo SPORTV 2

DEPOIS DE TÓQUIO, BERNARDINHO SERÁ TÉCNICO DA FRANÇA

Na tarde de hoje, no Brasil, veio a público o acerto do técnico Bernardinho com a Federação Francesa de Voleibol. O ex-técnico da seleção brasileira será técnico da França no próximo ciclo olímpico, no naipe masculino. Segundo a revista francesa L’Equipe, o objetivo é a conquista da medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris, em 2024. O primeiro compromisso de Bernardinho com a seleção francesa será o Campeonato Europeu 2021, no mês de Setembro. Durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, entre Julho e Agosto, deste ano, a França será comandada por Laurent Tillie.

Durante o dia, fontes da imprensa, especularam o fim da parceria de Bernardinho com o Flamengo. Ele negou. Segundo o próprio técnico, a parceria do Sesc/RJ com o rubro-negro continua. Bernardinho já projeta a próxima temporada da Superliga Feminina. Ele irá conciliar os projetos. Também de acordo com a imprensa, o ex-assistente técnico de Bernardinho na seleção brasileira e atual treinador do Bauru, Rubinho, fará parte da comissão técnica da França, juntamente, com o franco-brasileiro, Maurício Paes, técnico do Tourcoing.

Nos últimos anos, a França observou um crescimento no cenário internacional. Por duas vezes, em 2015 e 2017, os franceses conquistaram a Liga Mundial no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro e de Curitiba, respectivamente. Na primeira edição da Liga das Nações, em 2018, foi vice-campeã, dentro de casa, perdendo a final para a Rússia. Além disso, foi campeã europeia, pela 1ª vez na sua história, em 2015. Em Mundiais, os franceses foram medalha de bronze na Argentina, em 2002, e 4º lugar, em 2014, na Polônia.

Realmente, nos últimos anos, a França alcançou bons resultados na modalidade, no entanto, o esporte ainda não é popular no país. Recentemente, não soube lidar com o favoritismo ao ouro olímpico, nos Jogos do Rio, em 2016. Dito isso, fica claro o grande desafio para o multicampeão Bernardinho, dado que a França, em 4 participações olímpicas, nunca avançou da 1ª fase, sendo a melhor colocação o 8º lugar, em Seul, 1988.

O técnico Bernardinho, bicampeão olímpico e tricampeão mundial com a seleção brasileira masculina de vôlei