OS LÍBEROS HOMÔNIMOS

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No aniversário de 124 de anos do surgimento do voleibol, a temporada 2018/2019 da Superliga Masculina marca o encontro entre dois times com camisas tradicionais de futebol, em jogo válido pela quinta rodada do returno. Cruzeiro e Corinthians, entram quadra logo mais, em Contagem, Minas Gerais, no ginásio do Riacho, com transmissão do SPORTV 2, às 18h30, em situações opostas. O time cruzeirense assumiu a ponta da tabela e luta para continuar na liderança da competição. Já o Corinthians, com uma campanha irregular, busca escapar do rebaixamento e ainda sonha com uma improvável classificação para os playoffs.

Entre os destaques das duas equipes estão os líberos titulares de cada time. Curiosamente homônimos, os dois jogadores conhecidos pelo nome de Serginho possuem uma trajetória vitoriosa no esporte. Enquanto o Serginho corintiano ganhou tudo com a camisa da seleção brasileira, o Serginho cruzeirense venceu tudo em sua carreira nos clubes.

Contemporâneos, os dois atletas estão na faixa dos 40 anos de idade, eles foram concorrentes diretos na disputa por posição na seleção brasileira. Na luta pela vaga de líbero do Brasil, a opção de Bernardinho, em 2001, foi por Escadinha, o Serginho corintiano. Tecnicamente superior ao Serginho cruzeirense, ele foi a escolha do técnico Bernardinho, mesmo quando seu concorrente direto, iniciou a coleção de títulos nacionais da Superliga com a camisa do Telemig Celular/Minas e recebeu premiações diversas em competições no Brasil.

A personalidade forte do Serginho cruzeirense foi apontada por muitos como um empecilho para o seu crescimento na seleção brasileira. Sem papas na língua, ele é conhecido no meio do voleibol por suas opiniões fortes. Ao longo de sua carreira, o Serginho cruzeirense nunca deixou de explanar o que pensa e marcar posição sobre os assuntos do voleibol. Considerado polemista, ele provou dentro de quadra ter moral para tanto.

Já Escadinha, o Serginho corintiano, conquistou seu lugar no hall de estrelas do voleibol nacional, com atuações espetaculares com a camisa do Brasil. Foi bicampeão mundial, bicampeão olímpico, bicampeão da Copa do Mundo, septacampeão da Liga Mundial e campeão do Pan-Americano. Conseguiu a proeza de ser eleito o primeiro líbero MVP de uma competição internacional, na Liga Mundial 2009. Repetiu o feito, de forma gloriosa, nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, quando foi escolhido novamente MVP.

O duelo entre os dois líberos é sempre um show a parte. Por várias vezes, os dois jogadores já se enfrentaram em solo brasileiro, com vantagem para o Serginho cruzeirense. Chega a ser um sacrilégio, a falta de grandes títulos nacionais do Serginho corintiano. Como também é um pecado, a ausência do Serginho cruzeirense nas inúmeras conquistas do voleibol brasileiro, em competições internacionais, com o Brasil.

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