OS CORTES ÀS VÉSPERAS DAS OLIMPÍADAS

Já virou drama. A cada ciclo olímpico a história costuma se repetir. Seja em função de lesão, pelo tamanho da delegação ou por questão técnica, os cortes nas seleções às vésperas dos Jogos Olímpicos são sempre uma dor de cabeça para os treinadores. Muitas vezes polêmicos, invariavelmente eles acabam mexendo com o humor da torcida.

Nas últimas Olimpíadas, no caso específico da seleção brasileira, os cortes entre as mulheres têm dado mais o que falar do que entre os homens. Por exemplo, na Rio 2016, o técnico José Roberto Guimarães preteriu a líbero Camila Brait pela segunda vez consecutiva em um ciclo olímpico. Em seu lugar, foi convocada a líbero Leia. Em Londres 2012, Brait era reserva da bicampeã olímpica Fabi. Ainda na Rio 2016, a oposta Tandara foi outro corte controverso. A seleção ficou sem uma opção viável no banco para o lugar de Sheilla, que estava na reserva de seu clube na Europa.

Entre os homens, Bernardinho cortou o ponteiro Murilo da Rio 2016. MVP no Mundial 2010 e nos Jogos de Londres 2012, Murilo teve uma lesão na panturrilha esquerda que o tirou das Olimpíadas. Além disso, ao longo dos anos, o bicampeão mundial sofria com dores crônicas no ombro. Atualmente, ele joga na posição de líbero. Ainda na Rio 2016, com problemas de contusão do central Maurício Souza, segundo consta, Bernardinho procurou o central Sidão para o seu lugar, mas ouviu um não como resposta.

Algumas tomadas de decisões dos treinadores no momento dos cortes podem ser decisivas. O caso brasileiro em Londres 2012 pode ser utilizado como exemplo. A seleção brasileira masculina sofreu com problemas físicos na final de Londres contra a Rússia, porém antes da disputa, Bernardinho foi pressionado a fazer uma escolha de Sofia. A dúvida pairava sobre a convocação da grande estrela do voleibol brasileiro Giba ou do então jovem ponteiro promissor Lucarelli. Bernardinho optou por Giba. Se a decisão fosse outra, será que o resultado final seria diferente?

Já no feminino, em Londres 2012, o corte realizado por José Roberto Guimarães causou uma comoção entre a torcida e o próprio time. Nesse caso, não há parâmetro para questionar se o treinador acertou ou não. O Brasil foi bicampeão olímpico. Além do previsível corte da líbero Camila Brait, já em Londres, José Roberto Guimarães anunciou em pleno saguão do aeroporto de Guarulhos, após a disputa do Grand Prix, para toda a equipe, o corte da levantadora Fabíola e da central Juciely. Ainda naquele ciclo, o técnico da seleção brasileira já havia causado com outro corte, o da ponteira Mari, por questões “técnicas”.

Ciclos repetidos

A polêmica em torno do corte de grandes nomes da história do esporte em detrimento de jovens atletas é recorrente. Em Sydney 2000, após uma sofrida classificação olímpica, o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Radamés Lattari foi praticamente obrigado a acatar recomendação da confederação brasileira em convocar alguns dos campeões olímpicos em Barcelona 1992, ao invés de outros jogadores.

No feminino, em Atenas 2004, o problema foi outro. Em um período conturbado de nossa seleção, com briga de jogadoras com técnico, além de troca do comando no meio do caminho, José Roberto Guimarães possuía a sua disposição quatro opostas de bom nível técnico. Duas delas, com possibilidade de jogar na posição de ponteira. No momento de corte, ele optou por levar três dessas jogadoras. A oposta canhota Leila, ídolo da torcida, ficou de fora, segundo consta, pela baixa estatura. Além dela, jovens atletas que defenderam o Brasil no ciclo, também foram preteridas.

Já em 2008, a polêmica se deu pela ausência de dois dos maiores levantadores da história do voleibol brasileiro. No caso masculino, a controvérsia começou antes, no Pan de 2007. O levantador Ricardinho deixou a seleção por problemas internos, dias antes do começo da competição. A pressão por seu retorno persistiu até Londres, quando o mesmo se acertou com a comissão técnica, sendo convocado como reserva de Bruninho, no lugar do preterido da vez, o levantador Marlom.

No caso feminino, quem ficou de fora foi a levantadora Fernanda Venturini. Fora da seleção durante todo aquele ciclo, a jogadora foi alvo de corte do técnico José Roberto Guimarães. A justificativa dada pelo treinador foi justamente a ausência de convocação da atleta no período anterior aos Jogos de Pequim 2008.

Nem sempre os cortes na seleção são fruto de questões técnicas ou tamanho da delegação. Em Atlanta 1996, o então técnico da seleção masculina, José Roberto Guimarães, foi obrigado a cortar o ponteiro Carlão, às vésperas dos Jogos, devido a uma contusão na panturrilha direita. Em seu lugar, foi convidado o ponteiro Kid.

Deu-se um imbróglio. A Federação Internacional considerou encerrado o prazo para a inscrição de novos jogadores. O Brasil iniciou a disputa dos Jogos com 11 atletas até que seu recurso fosse aceito pelo Comitê Olímpico. Carlão ainda manteve esperanças de disputar os Jogos até o último momento, mesmo contundido. Resultado: o Brasil teve dificuldades de avançar na 1ª fase, sendo eliminado pela Iugoslávia, nas quartas-de-final, por 3×2.

Por fim, desde os primórdios do nosso vôlei, os cortes na modalidade as vésperas das Olimpíadas sempre chamam a atenção da mídia e dos torcedores. Exemplos não faltam, seja por qual motivo for. Ultimamente, com as redes sociais e o engajamento da torcida, a convocação da seleção brasileira, seja feminina ou masculina, tornou-se um grande “evento”, com garantia de público e muita pipoca.

EM LIVE DA ASICS, ZÉ ROBERTO ABORDA PREPARAÇÃO PARA TÓQUIO

 

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Começamos a contagem regressiva

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Há menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, participou na sexta-feira, 24 de Julho, de live realizada pelo patrocinador de material esportivo do voleibol brasileiro, ASICS. O tema do bate-papo foi a preparação para as Olimpíadas, em meio a pandemia do coronavírus.

Segundo o treinador do Brasil, o impacto do adiamento dos Jogos Olímpicos foi doloroso. Todo o planejamento iniciado no começo do ciclo teve que ser adiado. Tudo foi prorrogado. De acordo com José Roberto, o principal problema enfrentado é o planejamento pessoal das jogadoras. Algumas gostariam de ser mãe em 2021.

A expectativa do tricampeão olímpico é contar com a melhor seleção nacional possível. Ele reconhece que o momento atual não é dos melhores para o Brasil na modalidade no naipe feminino. Porém, José Roberto acredita plenamente nas condições do Brasil brigar por medalhas nos Jogos de Tóquio.

Questionado sobre a motivação para treinar durante a pandemia, o técnico da seleção brasileira feminina revelou que pretendia realizar uma convocação, no último dia 13 de Julho, mas em virtude do avanço da pandemia no Brasil, achou melhor não recomeçar os treinamentos. Ele disse ter feito recomendações para suas atletas, mas que não pode interferir na preparação dos clubes.

Sobre a preparação física e técnica, José Roberto foi categórico ao afirmar que estando parado, em qualquer situação, o atleta sempre perde. Ele contou estar trabalhando individualmente com a ponteira Natália. Segundo José Roberto, ela já está retomando a parte com a bola, após um trabalho de três semanas, mas sem o trabalho com o grupo, de acordo com ele, sempre perde.

Para José Roberto Guimarães, mesmo com a perda, a retomada dos coletivos depois será rápida. Aos poucos, com velocidade, por estarem habituadas a jogar juntas há muito tempo. Ele não deixa de afirmar que mesmo assim, se perde, quando fica muito tempo parado, sem treinar juntos. No entanto, o treinador frisa que todas as seleções que vão disputar as Olimpíadas enfrentam o mesmo problema.

Indagado pelos seguidores, sobre os grupos dos Jogos Olímpicos, na categoria feminina, José Roberto Guimarães deixou claro que a outra chave, não a do Brasil, é mais forte. Ele também disse que gostaria de ter caído no outro grupo. Porém, o técnico da nossa seleção disse que a chave do Brasil não é tão fraca. Ele apontou a força de República Dominicana, Japão e Coréia do Sul. Também disse que a Sérvia é candidata ao ouro olímpico.

Além de querer grandes desafios para a seleção feminina nos Jogos, José Roberto demonstrou preocupação com o cruzamento na fase eliminatória da competição. Para ele, no outro grupo estão seleções difíceis de serem derrotadas. Ele encerra afirmando que vai ser uma Olimpíada complicada. Por isso, espera que os adversários da chave deem trabalho ao Brasil, por causa do cruzamento na fase eliminatória dos Jogos.

FIVB ATUALIZA DATAS DOS JOGOS DE TÓQUIO

A Federação Internacional de Vôlei divulgou novas datas para as Olimpíadas de Tóquio 2020. Em virtude da pandemia do corona vírus, os Jogos Olímpicos foram adiados para o ano que vem, entre os dias 23 de Julho e 8 de Agosto de 2021. O Brasil estreia na competição masculina contra a Tunísia, na sexta-feira, 23 de Julho, às 23h. Na sequência de jogos do grupo B, os brasileiros enfrentam pela ordem: Argentina, Rússia, Estados Unidos e França.

Já no feminino, o Brasil estreia contra a Coreia do Sul, às 9h45 do domingo, dia 25 de Julho. Na sequência de partidas do grupo A, as brasileiras enfrentam pela ordem: República Dominicana, Japão, Sérvia e Quênia. A disputa por medalhas está prevista para os dias 7 e 8 de Agosto, no naipe masculino e no naipe feminino, respectivamente. Mais informações no link abaixo.

https://www.volleyball.world/en/volleyball/olympics/2020/women/schedule

OS CUBANOS NATURALIZADOS

O intercâmbio entre atletas nas ligas nacionais de voleibol pelo mundo incentivou a mudança de nacionalidade de muitos deles. Pelas regras da FIVB, segundo consta, desde os anos de 1990, para um atleta jogar por um país que não seja o seu de origem, ele deve ficar dois anos sem defender a sua nação de nascimento. Após isso, o jogador precisa passar por um processo de naturalização que envolve o reconhecimento do país ao qual ele quer defender, respeitando todos os trâmites legais.

São vários os exemplos de atletas que defenderam mais de uma bandeira, em várias modalidades. Especificamente no voleibol, um dos países com mais perdas de atletas por naturalização nos últimos anos, é Cuba. Seja por seu regime político, por um afrouxamento das regras para mudar a nacionalidade ou por oportunismo esportivo, o país caribenho é um dos maiores focos de naturalização. Algo que pode mudar, depois de novas medidas tomadas pela ilha da América Central, há pouco tempo.

Um dos pioneiros nesse processo de naturalização, no voleibol, é a Itália. Com dificuldades de renovação, a Azurra não teve a menor cerimônia em naturalizar cubanos para defender o seu país, nos dois naipes. Seguindo os passos italianos, também com problemas na safra de ponteiros, o Brasil cedeu aos apelos de sua torcida, naturalizando um atleta estrangeiro pela 1ª vez em sua história, nesse ciclo. Para não ficar atrás, a Polônia tomou a mesma atitude, ao aceitar como polonês, um dos maiores jogadores da atualidade.

Visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, os três países, Brasil, Itália e Polônia, são fortes candidatos ao pódio, na categoria masculina, também por contar em seu elenco, com cubanos naturalizados. Um deles, no caso italiano, o ponteiro Juantorena, já foi medalha de prata na Rio 2016.
No caso brasileiro, o ponteiro Leal, com passagem vitoriosa no Brasil, pelo Cruzeiro, com muitos títulos e premiações, atualmente na Europa, é o reforço cubano verde-amarelo.
Aos poloneses, restou nada mais, nada menos, que o melhor jogador do mundo, o também ponteiro Léon.

O ADIAMENTO DOS JOGOS OLÍMPICOS DE TÓQUIO

Na manhã de terça-feira, 24 de Março, hora de Brasília, o Comitê Olímpico Internacional anunciou em conjunto com o Comitê Organizador Local das Olimpíadas, o adiamento dos Jogos de Tóquio, previstos para esse ano, fato inédito na história. A decisão saiu após pressão internacional de Comitês Olímpicos de várias nações pelo adiamento. Houve ameaças de boicote ao evento. O motivo alegado foi o agravamento da pandemia do covid-19. Segundo o COI, os Jogos Olímpicos de Tóquio serão realizados até o verão de 2021 no hemisfério norte.

Não é a primeira vez que a capital japonesa é sede dos Jogos Olímpicos. Em 1964, Tóquio recebeu o evento. A escolha da cidade como sede das Olimpíadas, pela segunda vez, ocorreu em setembro de 2013. Também não é a primeira vez que os Jogos Olímpicos não acontecem na data prevista. Durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial, do século passado, o evento foi cancelado por três vezes. Curiosamente, em uma dessas edições, o Japão seria o anfitrião, em 1940.

A PRÉVIA OLÍMPICA

Foram definidos os 12 países participantes da modalidade voleibol nos Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano, nos dois naipes. No começo de Janeiro de 2020, 5 vagas olímpicas estiveram em disputa ao redor do globo em Pré-Olímpicos Continentais. Na categoria feminina conquistaram a classificação para às Olimpíadas as seleções da Turquia, Coréia do Sul, República Dominicana, Argentina e Quênia. No masculino: França, Canadá, Irã, Venezuela e Tunísia.

Com isso, elas se juntaram aos outros 7 países já garantidos na competição, nas duas categorias. São eles, no feminino: Japão, China, Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Rússia, Itália. No masculino: Japão, Brasil, Estados Unidos, Polônia, Itália, Rússia, Argentina. Dada a forma como é dividida a disposição dos grupos nos Jogos Olímpicos, de acordo com ranking da FIVB, já é possível traçar um quadro prévio de como será o torneio de voleibol para nossas seleções.

A começar pelos homens, o Brasil como líder do ranking, caiu no grupo da morte. Ao seu lado, na mesma chave, a B, estão pela ordem de classificação: Estados Unidos, Rússia, Argentina, França e Tunísia. Ficaram no grupo A seguindo o ranking: Japão, Polônia, Itália, Canadá, Irã e Venezuela. A julgar por esse desenho, a seleção brasileira masculina não terá vida fácil na 1ª fase. Apesar disso, olhando para o retrospecto do torneio masculino de voleibol das Olimpíadas, cair em uma chave difícil auxilia no ganho de ritmo e facilita o cruzamento da fase seguinte.

Já entre as mulheres ocorreu o inverso. Nossa seleção, 4ª colocada no ranking internacional, caiu no grupo de menor competitividade dos Jogos. No entanto, as brasileiras poderão ter um parâmetro de suas chances, no confronto contra a atual campeã mundial, Sérvia, na 1ª fase. O Brasil está na chave A ao lado de Japão, Sérvia, Coréia do Sul, República Dominicana e Quênia. No grupo da morte, o B, ficaram: China, Estados Unidos, Rússia, Itália, Turquia e Argentina. Diante desse quadro, já se espera um cruzamento de vida ou morte para o Brasil na fase seguinte.

Porém, tudo isso não é definitivo. Existe margem para o tapetão. A punição para a delegação russa pela WADA por doping deve alterar a disputa. Dependendo da posição da FIVB, que ainda não se manifestou a respeito, a Rússia pode ser eliminada dos Jogos de Tóquio. Uma das soluções colocadas à mesa é a possibilidade dos atletas russos considerados limpos competirem sob bandeira neutra. O Comitê Olímpico Russo já recorreu da sentença da WADA. O silêncio da FIVB sobre a questão é perturbador. Resta aguardar o desfecho do caso.

CHILE CLASSIFICA VENEZUELA PARA AS OLIMPÍADAS

A seleção venezuelana masculina de vôlei conseguiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano, no qualificatório sul-americano, disputado no Chile. A classificação veio após a vitória dos chilenos sobre os colombianos. A combinação foi possível porque Chile, Venezuela e Colômbia jogaram no sistema round robin, perdendo um jogo cada. O Peru também participou do Pré-Olímpico Sul-americano, sendo derrotado em todas as partidas.

Os venezuelanos colocaram a vaga olímpica em risco depois de perderem para a Colômbia no tie-break, no último sábado. A seleção colombiana teve nas mãos a grande chance de um feito histórico, porém foi superada pelos chilenos, na noite de domingo, por 3×1. Como havia sofrido um revés na estreia para a Venezuela, por 3×1, a vitória do Chile contra a Colômbia não foi suficiente para classificar os anfitriões.

Com esses resultados, a Venezuela participa dos Jogos Olímpicos pela segunda vez. Anteriormente, os venezuelanos disputaram os Jogos de Pequim em 2008, sendo eliminados na 1ª fase. Além deles disputam o torneio masculino de voleibol de Tóquio 2020, as seguintes seleções: Japão, Brasil, Polônia, Estados Unidos, Rússia, Itália, Argentina, Tunísia, França, Irã e Canadá que garantiu a vaga também no último domingo.

A seleção da Venezuela classificada para Tóquio/Divulgação FIVB

TURQUIA CONQUISTA VAGA OLÍMPICA DA EUROPA

A seleção turca feminina de vôlei conquistou a vaga olímpica europeia. Em jogo válido pela final do Pré-Olímpico Europeu, na Holanda, a Turquia venceu a Alemanha, sem dificuldades, devolvendo a derrota na 1ª fase da competição. O placar final do confronto ficou em 3×0, com parciais de 25/17, 25/19, 25/22. Após um começo difícil, as turcas quase foram eliminadas em outras fases, a Turquia deu a volta por cima, alcançando o seu objetivo de classificação para as Olimpíadas. Esta será a segunda participação olímpica da seleção turca no torneio feminino de voleibol. Anteriormente, a Turquia disputou os Jogos de Londres em 2012, sendo eliminada na 1ª fase.

A seleção turca celebra classificação olímpica/Divulgação FIVB

NO CONTINENTE ASIÁTICO, IRÃ E CORÉIA DO SUL ESTÃO CLASSIFICADOS PARA OS JOGOS DE TÓQUIO 2020

Foram definidas as seleções classificadas do continente asiático para as Olimpíadas de Tóquio 2020, no torneio de voleibol dos dois naipes. No feminino, a Coréia do Sul confirmou o favoritismo derrotando a Tailândia, dentro do domínio adversário, pelo placar máximo, com parciais de 25/22, 25/20, 25/20. A melhor colocação coreana na história dos Jogos Olímpicos foi um 4º lugar nas edições de Munique 1972 e Londres 2012.

A seleção coreana comemora classificação/Divulgação FIVB

Já no masculino, jogando na China, o Irã conquistou a vaga olímpica asiática depois de bater os donos da casa, na decisão. O placar final do confronto ficou em 3×0, com parciais de 25/14, 25/22, 25/14. Está será a segunda participação iraniana nas Olimpíadas na modalidade do voleibol na categoria masculina. Anteriormente, o Irã disputou os Jogos do Rio em 2016, sendo eliminado nas quartas-de-final pela Itália.

Os iranianos em festa pela conquista/Divulgação FIVB

ALEMANHA DECIDE PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU FEMININO CONTRA A TURQUIA

Alemanha e Turquia decidem amanhã na Holanda o Pré-Olímpico Europeu feminino. A disputa entre os dois países repete o confronto da 1ª fase, pelo grupo B do qualificatório, quando as alemãs bateram as turcas por 3×1, na abertura da competição. Esta foi a única derrota da Turquia no torneio. Já a Alemanha venceu todos os seus 4 jogos.

Para chegar na finalíssima do Pré-Olímpico, alemãs e turcas venceram Holanda e Polônia, respectivamente, pelas semifinais. Liderada pela oposta Lippmann, a Alemanha calou a torcida holandesa, com uma vitória por 3×0, com parciais de 27/25, 25/23, 25/22. Já a Turquia sofreu para derrotar a Polônia, em um jogo dramático, decidido no tie-break, com parciais 19/25, 25/18, 23/25, 33/31, 15/11.

A disputa pela vaga europeia nas Olimpíadas acontece amanhã, 12 de Janeiro, logo após almoço, hora de Brasília, às 13h30, sem previsão de transmissão da TV para o Brasil.