OS CUBANOS NATURALIZADOS

O intercâmbio entre atletas nas ligas nacionais de voleibol pelo mundo incentivou a mudança de nacionalidade de muitos deles. Pelas regras da FIVB, segundo consta, desde os anos de 1990, para um atleta jogar por um país que não seja o seu de origem, ele deve ficar dois anos sem defender a sua nação de nascimento. Após isso, o jogador precisa passar por um processo de naturalização que envolve o reconhecimento do país ao qual ele quer defender, respeitando todos os trâmites legais.

São vários os exemplos de atletas que defenderam mais de uma bandeira, em várias modalidades. Especificamente no voleibol, um dos países com mais perdas de atletas por naturalização nos últimos anos, é Cuba. Seja por seu regime político, por um afrouxamento das regras para mudar a nacionalidade ou por oportunismo esportivo, o país caribenho é um dos maiores focos de naturalização. Algo que pode mudar, depois de novas medidas tomadas pela ilha da América Central, há pouco tempo.

Um dos pioneiros nesse processo de naturalização, no voleibol, é a Itália. Com dificuldades de renovação, a Azurra não teve a menor cerimônia em naturalizar cubanos para defender o seu país, nos dois naipes. Seguindo os passos italianos, também com problemas na safra de ponteiros, o Brasil cedeu aos apelos de sua torcida, naturalizando um atleta estrangeiro pela 1ª vez em sua história, nesse ciclo. Para não ficar atrás, a Polônia tomou a mesma atitude, ao aceitar como polonês, um dos maiores jogadores da atualidade.

Visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, os três países, Brasil, Itália e Polônia, são fortes candidatos ao pódio, na categoria masculina, também por contar em seu elenco, com cubanos naturalizados. Um deles, no caso italiano, o ponteiro Juantorena, já foi medalha de prata na Rio 2016.
No caso brasileiro, o ponteiro Leal, com passagem vitoriosa no Brasil, pelo Cruzeiro, com muitos títulos e premiações, atualmente na Europa, é o reforço cubano verde-amarelo.
Aos poloneses, restou nada mais, nada menos, que o melhor jogador do mundo, o também ponteiro Léon.

O ADIAMENTO DOS JOGOS OLÍMPICOS DE TÓQUIO

Na manhã de terça-feira, 24 de Março, hora de Brasília, o Comitê Olímpico Internacional anunciou em conjunto com o Comitê Organizador Local das Olimpíadas, o adiamento dos Jogos de Tóquio, previstos para esse ano, fato inédito na história. A decisão saiu após pressão internacional de Comitês Olímpicos de várias nações pelo adiamento. Houve ameaças de boicote ao evento. O motivo alegado foi o agravamento da pandemia do covid-19. Segundo o COI, os Jogos Olímpicos de Tóquio serão realizados até o verão de 2021 no hemisfério norte.

Não é a primeira vez que a capital japonesa é sede dos Jogos Olímpicos. Em 1964, Tóquio recebeu o evento. A escolha da cidade como sede das Olimpíadas, pela segunda vez, ocorreu em setembro de 2013. Também não é a primeira vez que os Jogos Olímpicos não acontecem na data prevista. Durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial, do século passado, o evento foi cancelado por três vezes. Curiosamente, em uma dessas edições, o Japão seria o anfitrião, em 1940.

A PRÉVIA OLÍMPICA

Foram definidos os 12 países participantes da modalidade voleibol nos Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano, nos dois naipes. No começo de Janeiro de 2020, 5 vagas olímpicas estiveram em disputa ao redor do globo em Pré-Olímpicos Continentais. Na categoria feminina conquistaram a classificação para às Olimpíadas as seleções da Turquia, Coréia do Sul, República Dominicana, Argentina e Quênia. No masculino: França, Canadá, Irã, Venezuela e Tunísia.

Com isso, elas se juntaram aos outros 7 países já garantidos na competição, nas duas categorias. São eles, no feminino: Japão, China, Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Rússia, Itália. No masculino: Japão, Brasil, Estados Unidos, Polônia, Itália, Rússia, Argentina. Dada a forma como é dividida a disposição dos grupos nos Jogos Olímpicos, de acordo com ranking da FIVB, já é possível traçar um quadro prévio de como será o torneio de voleibol para nossas seleções.

A começar pelos homens, o Brasil como líder do ranking, caiu no grupo da morte. Ao seu lado, na mesma chave, a B, estão pela ordem de classificação: Estados Unidos, Rússia, Argentina, França e Tunísia. Ficaram no grupo A seguindo o ranking: Japão, Polônia, Itália, Canadá, Irã e Venezuela. A julgar por esse desenho, a seleção brasileira masculina não terá vida fácil na 1ª fase. Apesar disso, olhando para o retrospecto do torneio masculino de voleibol das Olimpíadas, cair em uma chave difícil auxilia no ganho de ritmo e facilita o cruzamento da fase seguinte.

Já entre as mulheres ocorreu o inverso. Nossa seleção, 4ª colocada no ranking internacional, caiu no grupo de menor competitividade dos Jogos. No entanto, as brasileiras poderão ter um parâmetro de suas chances, no confronto contra a atual campeã mundial, Sérvia, na 1ª fase. O Brasil está na chave A ao lado de Japão, Sérvia, Coréia do Sul, República Dominicana e Quênia. No grupo da morte, o B, ficaram: China, Estados Unidos, Rússia, Itália, Turquia e Argentina. Diante desse quadro, já se espera um cruzamento de vida ou morte para o Brasil na fase seguinte.

Porém, tudo isso não é definitivo. Existe margem para o tapetão. A punição para a delegação russa pela WADA por doping deve alterar a disputa. Dependendo da posição da FIVB, que ainda não se manifestou a respeito, a Rússia pode ser eliminada dos Jogos de Tóquio. Uma das soluções colocadas à mesa é a possibilidade dos atletas russos considerados limpos competirem sob bandeira neutra. O Comitê Olímpico Russo já recorreu da sentença da WADA. O silêncio da FIVB sobre a questão é perturbador. Resta aguardar o desfecho do caso.

CHILE CLASSIFICA VENEZUELA PARA AS OLIMPÍADAS

A seleção venezuelana masculina de vôlei conseguiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano, no qualificatório sul-americano, disputado no Chile. A classificação veio após a vitória dos chilenos sobre os colombianos. A combinação foi possível porque Chile, Venezuela e Colômbia jogaram no sistema round robin, perdendo um jogo cada. O Peru também participou do Pré-Olímpico Sul-americano, sendo derrotado em todas as partidas.

Os venezuelanos colocaram a vaga olímpica em risco depois de perderem para a Colômbia no tie-break, no último sábado. A seleção colombiana teve nas mãos a grande chance de um feito histórico, porém foi superada pelos chilenos, na noite de domingo, por 3×1. Como havia sofrido um revés na estreia para a Venezuela, por 3×1, a vitória do Chile contra a Colômbia não foi suficiente para classificar os anfitriões.

Com esses resultados, a Venezuela participa dos Jogos Olímpicos pela segunda vez. Anteriormente, os venezuelanos disputaram os Jogos de Pequim em 2008, sendo eliminados na 1ª fase. Além deles disputam o torneio masculino de voleibol de Tóquio 2020, as seguintes seleções: Japão, Brasil, Polônia, Estados Unidos, Rússia, Itália, Argentina, Tunísia, França, Irã e Canadá que garantiu a vaga também no último domingo.

A seleção da Venezuela classificada para Tóquio/Divulgação FIVB

TURQUIA CONQUISTA VAGA OLÍMPICA DA EUROPA

A seleção turca feminina de vôlei conquistou a vaga olímpica europeia. Em jogo válido pela final do Pré-Olímpico Europeu, na Holanda, a Turquia venceu a Alemanha, sem dificuldades, devolvendo a derrota na 1ª fase da competição. O placar final do confronto ficou em 3×0, com parciais de 25/17, 25/19, 25/22. Após um começo difícil, as turcas quase foram eliminadas em outras fases, a Turquia deu a volta por cima, alcançando o seu objetivo de classificação para as Olimpíadas. Esta será a segunda participação olímpica da seleção turca no torneio feminino de voleibol. Anteriormente, a Turquia disputou os Jogos de Londres em 2012, sendo eliminada na 1ª fase.

A seleção turca celebra classificação olímpica/Divulgação FIVB

NO CONTINENTE ASIÁTICO, IRÃ E CORÉIA DO SUL ESTÃO CLASSIFICADOS PARA OS JOGOS DE TÓQUIO 2020

Foram definidas as seleções classificadas do continente asiático para as Olimpíadas de Tóquio 2020, no torneio de voleibol dos dois naipes. No feminino, a Coréia do Sul confirmou o favoritismo derrotando a Tailândia, dentro do domínio adversário, pelo placar máximo, com parciais de 25/22, 25/20, 25/20. A melhor colocação coreana na história dos Jogos Olímpicos foi um 4º lugar nas edições de Munique 1972 e Londres 2012.

A seleção coreana comemora classificação/Divulgação FIVB

Já no masculino, jogando na China, o Irã conquistou a vaga olímpica asiática depois de bater os donos da casa, na decisão. O placar final do confronto ficou em 3×0, com parciais de 25/14, 25/22, 25/14. Está será a segunda participação iraniana nas Olimpíadas na modalidade do voleibol na categoria masculina. Anteriormente, o Irã disputou os Jogos do Rio em 2016, sendo eliminado nas quartas-de-final pela Itália.

Os iranianos em festa pela conquista/Divulgação FIVB

ALEMANHA DECIDE PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU FEMININO CONTRA A TURQUIA

Alemanha e Turquia decidem amanhã na Holanda o Pré-Olímpico Europeu feminino. A disputa entre os dois países repete o confronto da 1ª fase, pelo grupo B do qualificatório, quando as alemãs bateram as turcas por 3×1, na abertura da competição. Esta foi a única derrota da Turquia no torneio. Já a Alemanha venceu todos os seus 4 jogos.

Para chegar na finalíssima do Pré-Olímpico, alemãs e turcas venceram Holanda e Polônia, respectivamente, pelas semifinais. Liderada pela oposta Lippmann, a Alemanha calou a torcida holandesa, com uma vitória por 3×0, com parciais de 27/25, 25/23, 25/22. Já a Turquia sofreu para derrotar a Polônia, em um jogo dramático, decidido no tie-break, com parciais 19/25, 25/18, 23/25, 33/31, 15/11.

A disputa pela vaga europeia nas Olimpíadas acontece amanhã, 12 de Janeiro, logo após almoço, hora de Brasília, às 13h30, sem previsão de transmissão da TV para o Brasil.