O RETORNO DE FABIANA E SHEILLA

A Confederação Brasileira de Vôlei anunciou na sexta-feira, 28 de junho, a convocação das bicampeãs olímpicas Fabiana e Sheilla, e da líbero Suellen. Segundo nota divulgada à imprensa, o retorno das jogadoras visa fortalecer o elenco para as próximas competições do ano, entre elas o Pré-Olímpico e a Copa do Mundo. Inicialmente, a oposta Sheilla foi convidada a participar dos treinos da seleção brasileira, enquanto Fabiana e Suellen, devem integrar o time nas disputas que seguem em 2019.

Nas redes, a informação da convocação das três jogadoras não foi bem recebida. Internautas e torcedores questionaram a condição física das atletas e o processo de renovação da seleção feminina dirigida pelo técnico José Roberto Guimarães. De certa forma, no caso de Sheilla, as críticas de alguns torcedores possuem fundamento. A oposta récem-contratada pelo Minas está parada há três anos e recentemente esteve grávida. Já Fabiana e Suellen competiram a última Superliga e as dúvidas sobre o nível de jogo delas chegam a ser desrespeitosas.

No entanto, não dá para deixar passar em branco esse arranjo de última hora. Em pleno ano pré-olímpico, José Roberto sofreu com 8 pedidos de dispensa. Não está claro se tudo isso faz parte de uma estratégia ou trata-se de falta de planejamento. Em 2019, todas as seleções utilizaram a Liga das Nações para promover testes e dar rodagem a jovens jogadoras. Nos Jogos de Tóquio, em 2020, o Brasil deve contar com o retorno de mais atletas experientes. Ou seja, o processo de renovação da seleção feminina pode estar ameaçado pelo retardamento.

Logo, as críticas dos torcedores são válidas. Toda a dedicação e esforço de jovens jogadoras serão insuficientes caso a prioridade, em 2020, seja contar com quem pediu dispensa. A justificativa de que a renovação foi insatisfatória, e por isso, o retorno das campeãs olímpicas seria a solução, prejudica o futuro da modalidade no Brasil. José Roberto não está conduzindo bem o processo. Diante disso, a dúvida que paira é a indefinição sobre os doze nomes da lista final para as Olimpíadas de 2020.

CICLO REPETIDO 

Na preparação para os Jogos de Atenas, guardadas as devidas proporções, o Brasil também sofreu com um ciclo conturbado. Sob o comando de Marco Aurélio Motta, estrelas do vôlei nacional deserdaram da seleção brasileira e retornaram faltando um ano para as Olimpíadas, sob a direção do atual técnico, José Roberto Guimarães. Jovens jogadoras, mais tarde bicampeãs olímpicas, ficaram para escanteio. O desfecho foi infeliz. A desorganização durante o ciclo custou o pódio ao Brasil. José Roberto sabe disso mais do que ninguém. Dessa vez, espera-se que a história, no mínimo, seja diferente.

BRASIL GARANTE CLASSIFICAÇÃO ANTECIPADA

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Jogando em Cuiabá, no Mato Grosso, no último fim de semana, o Brasil garantiu vaga antecipada para a fase final da Liga das Nações Masculina. Contra Bulgária, Alemanha e Rússia, os brasileiros venceram os três jogos. Com os resultados, o Brasil reassumiu a liderança da competição, somando 30 pontos, 11 vitórias e apenas uma derrota, em 12 jogos. Nesse próximo final de semana, a seleção brasileira encerra sua participação na fase regular  da VNL, em Brasília, no ginásio Nilson Nelson. Já classificado, o Brasil cumpre tabela contra França, Canadá e Itália, respectivamente, como anfitrião.

A semana brasileira na VNL masculina

BRASIL 3X1 BULGÁRIA 25/20, 21/25, 25/19, 25/14

Tradicionalmente, uma seleção forte fisicamente, contra o Brasil, a Bulgária não fugiu das suas características. Saque e bloqueio búlgaro colocaram os brasileiros em enormes dificuldades. O ponteiro cubano naturalizado brasileiro Leal foi caçado na recepção. Foram precisas várias alterações, realizados pelo técnico brasileiro Renan Dal Zotto, para ajustar o time. Na segunda parcial, a Bulgária chegou a somar 7 pontos no bloqueio no mesmo set. Após as substituições para estabilizar a linha de passe, o jogo do Brasil fluiu, em virtude do excesso de erros da Bulgária. No total foram 34 pontos cedidos em erros. Recuperado dentro da própria partida, Leal saiu de quadra como maior pontuador brasileiro, com 14 pontos.

BRASIL 3X2 ALEMANHA 20/25, 25/18, 21/25, 25/17, 15/13

Contra o Brasil, a Alemanha dirigida pelo ex-jogador Andrea Giani adotou uma estratégia suicida no serviço. Tal estratégia provocou um festival de erros dos alemães no saque. Na primeira parcial, a vantagem adquirida no placar pela Alemanha foi sustentada pela virada de bola. Bem marcado, o oposto brasileiro Wallace saiu de quadra, ainda no 1° set, zerado. Em seu lugar, entrou o jovem Alan. A seleção brasileira recuperou seu poder ofensivo e massacrou os alemães na segunda parcial. No 3° set, finalmente, o serviço alemão entrou e o Brasil voltou a perder. Na parcial seguinte, foi a vez do saque brasileiro fazer estrago, com 5 pontos diretos no fundamento. No fim, vitória brasileira na margem mínima, 15/13, em uma partida com muitos erros. Foram 72 no total.

BRASIL 3X0 RÚSSIA 25/17, 25/21, 28/26

Os russos vieram para o Brasil com um time alternativo. O que na teoria seria o jogo mais difícil do final de semana para o Brasil, na prática, foi o mais tranquilo. A Rússia ofereceu resistência apenas na terceira parcial, em razão do relaxamento brasileiro. A reação russa se deu pelo serviço. Eles terminaram o jogo com mais pontos no fundamento que o Brasil. Ao todo foram 7 pontos diretos no saque contra 2 do Brasil. O oposto brasileiro Wallace se recuperou da péssima partida contra a Alemanha. Ele foi o maior pontuador do duelo com 14 pontos. O bloqueio brasileiro saiu de quadra com mais pontos que o adversário, pela primeira vez, desde os confrontos na primeira semana da VNL na Polônia. Foram 6 pontos no fundamento contra 4 da Rússia.

OS FINALISTAS DA VNL FEMININA

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Foram definidas as seis seleções classificadas para a fase final da Liga das Nações Feminina. Além da China, país sede, garantiram vaga para as finais, os seguintes países, pela ordem: Estados Unidos, Brasil, Itália, Turquia e Polônia.

Verdade seja dita, um dos destaques da 1ª fase da VNL feminina foi a China. Já classificada para as finais, as chinesas realizaram a melhor campanha da Liga das Nações, até o momento, mesmo utilizando um time alternativo, em vários jogos.

É válido apontar também que todas as seleções usaram a competição para testes. Algumas exceções, como o jovem time polonês, presente nas finais, são um caso a parte. O próprio Brasil não apresentou força máxima, resguardando-se para o Pré-Olímpico, como a maioria.

Aliás, pelo nível de jogo, em dado momento, a classificação das brasileiras para a fase final era incerta. O Brasil fez um excelente jogo na 1ª fase, na vitória contra os Estados Unidos, mas foi beneficiado ao enfrentar adversários fortes, como a China, desfalcados.

Já os Estados Unidos foi a seleção com maior variação no plantel. Ao contrário de seus oponentes, seu elenco manteve o alto nível de jogo, mesmo com um grande número de jovens jogadoras, diga-se de passagem, jovens promissoras.

Itália e Turquia, classificadas para as finais da VNL com folga, também possuem boas opções no elenco. No entanto, ao contrário das americanas, em menor quantidade. Porém, está claro que, o trabalho de seus treinadores e o alto investimento em suas ligas nacionais explicam esse sucesso.

A semana brasileira na VNL feminina

BRASIL 3×0 ITÁLIA 25/21, 25/20, 25/23
A Itália entrou em quadra contra o Brasil já classificada. O técnico italiano escalou um time reserva. O Brasil também já estava garantido nas finais, com a vitória da Polônia sobre o Japão. Dadas as circunstâncias, a partida começou em um clima amistoso. A jovem ponteira italiana Pietrini foi caçada pelas brasileiras no saque. O bloqueio brasileiro foi decisivo para o triunfo. As centrais brasileiras foram os destaques individuais do jogo. Errando pouco, o Brasil foi superior quase todo o jogo. A Itália ainda tentou uma inversão de rede, com algumas titulares, mas não deu certo. Vitória brasileira, 3×0.

BÉLGICA 0x3 BRASIL 23/25, 15/25, 18/25
Contra o Brasil, a Bélgica jogava as suas últimas fichas para a classificação. O saque de ambas seleções era agressivo. A primeira parcial foi extremamente equilibrada. A definição dos contra-ataques fazia a diferença no jogo. Mais uma vez, o bloqueio brasileiro foi o fator preponderante para a vitória. Apesar das dificuldades do começo, o Brasil impôs seu ritmo de jogo. No entanto, a linha de passe brasileira apresentou instabilidade. A inversão de rede funcionou quando solicitada. O Brasil eliminou a Bélgica de forma incontestável.

TURQUIA 3×2 BRASIL 25/23, 24/26, 25/20, 23/25, 16/14
O técnico Giovanni Guidetti da Turquia surpreendeu ao utilizar opostas na função de ponteira durante o jogo contra o Brasil. Nos momentos decisivos das duas primeiras parciais, ele inverteu a rede e com isso, sua ponteira improvisada tornou-se oposta. Em um jogo com grande números de erros, foram 54 no total, a Turquia poderia ter aplicado 3×0 no Brasil. O jogo foi decidido no bloqueio. Melhor no sistema defensivo, as turcas conseguiram neutralizar o ataque brasileiro. Apesar disso, o Brasil foi mais eficiente na virada de bola. No entanto, o saque turco era superior. Tanto é que, o match point da partida foi um ponto direto do serviço turco.

EM PORTUGAL, BRASIL PERDE INVENCIBILIDADE

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A seleção brasileira masculina de vôlei perdeu a invencibilidade na Liga das Nações. Jogando em Portugal, na cidade de Gondomar, o Brasil foi derrotado pelo time alternativo da Sérvia no tie-break. Ainda na mesma semana, os brasileiros venceram China e Portugal pelo placar máximo. Com os resultados, o Brasil também perdeu a liderança na competição. Com 22 pontos, 8 vitórias e uma derrota, a seleção brasileira é vice-líder. Na dianteira da classificação, com um final de semana perfeito, com triunfos sobre Canadá, Polônia e Rússia, o Irã assumiu a ponta da tabela com 24 pontos. Nessa semana, o Brasil será anfitrião da Ligas das Nações recebendo para confrontos em Cuiabá, Bulgária, Alemanha e Rússia.

A semana brasileira na VNL masculina

BRASIL 2×3 SÉRVIA 25/17, 22/25, 25/17, 20/25, 12/15

Na estreia de Bruninho na Liga das Nações 2019, brasileiros e sérvios fizeram uma partida de muito erros. Foram 73 no total. Em todas as parciais, o desequilíbrio nos números de erros foram decisivos para os dois lados. O Brasil apresentou novamente dificuldades com o saque flutuante. O bloqueio foi o fundamento preponderante para a vitória da Sérvia. O técnico Nikola Grbic utilizou três opostos na partida, em diferentes momentos. No tie-break, a linha de recepção brasileira praticamente entregou três pontos seguidos em bolas de xeque para o adversário. No fim, 15/12, para a Sérvia.

BRASIL 3×0 CHINA 25/15, 25/18, 25/22

O Brasil não tomou conhecimento da China. Com uma escalação diferente da derrota para a Sérvia, em uma atuação de gala coletiva, os brasileiros derrotaram os chineses em ritmo de treino. Mesmo errando mais que o oponente, o Brasil bateu a China rapidamente em pouco mais de uma hora. A linha de passe ganhou consistência com a presença de Douglas Souza no lugar de Leal. Apesar da baixa resistência, a China foi melhor no bloqueio, com um time alto e forte. Foram 7 pontos contra 3 do Brasil. Com o adversário nas cordas, os brasileiros chegaram a relaxar, porém fizeram o suficiente para fechar o jogo em 3×0.

PORTUGAL 0x3 BRASIL 19/25, 21/25, 18/25

Portugal apostou tudo no serviço contra o Brasil. Começando bem no fundamento, com saques flutuantes, os portugueses conquistaram uma dianteira no placar da primeira parcial. No entanto, não conseguiram sustentar a virada de bola, com muitos erros em sequência. O Brasil não fez força para vencer a partida. Atuando de maneira burocrática, os brasileiros foram beneficiados pelo excesso de erros dos portugueses. No total, Portugal cedeu 29 pontos em erros. O bloqueio do Brasil ficou devendo mais uma vez e não pontuou no jogo. O ponteiro Leal foi o maior pontuador do confronto com 15 pontos.

UBERLÂNDIA SERÁ SEDE DO PRÉ-OLÍMPICO

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A cidade de Uberlândia será sede do Pré-Olímpico feminino de vôlei. O anúncio foi feito na semana passada pelo prefeito da cidade, Odelmo Leão. A informação foi confirmada pela Confederação Sul-americana de Vôlei, CSV, responsável pela organização do evento. A competição será disputada no comecinho de Agosto, de quinta a sábado, entre os dias 1º e 3, na Arena Sabiazinho.

Segundo fontes da imprensa, o ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, era o favorito para sediar o qualificatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. No entanto, de acordo com Marco Túllio Gomes, vice-presidente da CSV, a mudança de governo do estado de Minas Gerais e algumas “situações” de leis de incentivo inviabilizaram o processo de escolha.

Com as dificuldades para realizar o Pré-Olímpico em Belo Horizonte, Uberlândia encaminhou sua candidatura e a CSV conseguiu convencer a Federação Internacional a mudar a cidade da competição. A escolha surpreendeu e foi concluída em sigilo nos bastidores.

O Brasil está no grupo D do Pré-Olímpico Feminino como cabeça de chave, ao lado de República Dominicana, Azerbaijão e Camarões. Caberia a CBV, a prioridade para organizar o evento, mas os altos custos deixaram toda a responsabilidade para a Confederação Sul-americana, em comum acordo com a Federação Internacional. O lançamento oficial do qualificatório olímpico está previsto ainda para o mês de junho.

A RODADA DECISIVA DA LIGA DAS NAÇÕES

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Começa amanhã a última semana da fase classificatória da Liga das Nações Feminina. Em 3° lugar, com 28 pontos, 9 vitórias e 3 derrotas, em 12 jogos, o Brasil precisa de apenas uma vitória para garantir presença nas finais, na China. Pela frente, as brasileiras enfrentam italianas, belgas e turcas, na cidade de Ankara, na Turquia, respectivamente.

Teoricamente, o Brasil terá jogos difíceis contra as seleções da Itália e da Turquia, líderes da competição, e deve vencer a Bélgica. Em caso de tropeço, com 3 derrotas nos 3 jogos, mesmo assim, dificilmente o Brasil ficará de fora das finais.

Na briga pelas finais, as atenções da Liga das Nações se voltam para a cidade de Boryeong, na Coreia do Sul. Eliminada, a seleção coreana será o fiel da balança da disputa entre Japão, Polônia e República Dominicana pela classificação. As quatro seleções duelam no mesmo grupo na rodada decisiva da VNL.

Com 21 pontos, 7 vitórias e 5 derrotas, as japonesas ocupam o 6° lugar na tabela e estão na dianteira pela vaga. Com a mesma pontuação, hoje, a Polônia estaria fora nos critérios de desempate. Correndo por fora, as dominicanas possuem chances pela possibilidade do confronto direto. Realizando uma boa campanha, com 15 pontos, 6 vitórias e 6 derrotas, em 12 jogos, se vencer os três jogos pode conquistar a classificação.

A semana brasileira na VNL feminina

JAPÃO 1X3 BRASIL 17/25, 19/25, 25/20, 22/25

O Brasil iniciou a partida cedendo muitos pontos em erros no serviço. O bom volume de jogo das duas seleções fazia a diferença do confronto estar nos contra-ataques. As brasileiras deixavam o jogo fácil ao converter em pontos, as possibilidades criadas pelo sistema defensivo. A oposto Paula Borgo até o 2° set tinha um alto aproveitamento de ataque. Ela terminou o jogo como maior pontuadora, com 26 pontos, empatada com a ponteira Sarina Koga do Japão. No 3° set, o Japão melhorou na recepção. Com bolas de velocidade e eficiência no saque, conseguiu vencer a parcial. No 4° set, a superioridade física brasileira prevaleceu, 3×1, para o Brasil.

BRASIL 3X0 TAILÂNDIA 25/19, 25/17, 25/21

Contra a Tailândia, o bloqueio brasileiro foi decisivo, com 12 pontos diretos. Sem dar chances ao adversário, as brasileiras erraram pouco e defenderam mais. No entanto, o Brasil apresentou instabilidade no passe. Além de ter dificuldades na virada de bola contra um bloqueio mais baixo. Ao todo, foram apenas 39 pontos de ataque, pouco mais de 50% do total. A ponteira Gabi mais uma vez foi o destaque individual do Brasil. Ela foi a maior pontuadora do jogo, com 12 pontos.

BRASIL 3X0 SÉRVIA 25/23, 25/21, 25/15

A Sérvia entrou em quadra para o jogo com o Brasil com um time C. As brasileiras foram neutralizadas pelo bloqueio sérvio. Em um jogo surpreendentemente equilibrado, até a segunda parcial, a inexperiência do time escalado pela Sérvia fez a diferença. No momento decisivo, erros na virada de bola, na recepção, típicas de uma seleção jovem, foram cruciais para a vitória do Brasil nas primeiras parciais. Após fazer 2×0 no placar, o técnico José Roberto Guimarães mexeu em todas as posições e o jogo brasileiro deslanchou. No fim, deu a lógica, 3×0.

FIVB DIVULGA TABELA DA COPA DO MUNDO 2019

A Federação Internacional de Vôlei divulgou na terça-feira, 11 de junho, a  tabela da Copa do Mundo. Em 2019, excepcionalmente, a competição não será classificatória para os Jogos Olímpicos, em virtude da cidade de Tóquio ser a sede do evento e o Japão sede da Copa do Mundo. No naipe feminino, o Brasil estreia contra a Sérvia, no dia 14 de setembro, em Hamamatsu. O formato do torneio ocorre no sistema round robin, todos contra todos. A seleção com maior número de vitorias será campeã. Além do Brasil e do Japão, participam da Copa do Mundo 2019, a campeã mundial e as duas melhores seleções ranqueadas de cada continente: Sérvia, Rússia, Holanda, Estados Unidos, República Dominicana, China, Coreia do Sul, Argentina, Camarões, Quênia. A disputa feminina acontece entre os 14 e 29 de setembro.

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Já no naipe masculino, o Brasil estreia contra o Canadá, no dia 1° de outubro, em Nagano. O formato da competição é o mesmo da disputa feminina. A seleção com maior número de vitórias será campeã. Participam da Copa do Mundo masculina, além de Brasil e Japão, o campeão mundial e dois melhores ranqueados de cada continente: Polônia, Rússia, Itália, Estados Unidos, Canadá, Irã, Austrália, Argentina, Egito e Tunísia. A competição ocorre na primeira quinzena de outubro.

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A SEGUNDA SEMANA DA VNL MASCULINA

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A seleção brasileira masculina terminou a segunda semana da Liga das Nações na liderança da competição. Invicta, com 6 vitórias, em 6 jogos, o Brasil é a primeira seleção a vencer todos os jogos das duas primeiras semanas na história do torneio. Irã e França até então líderes caíram na rodada. Os franceses perderam seu primeiro jogo para os búlgaros. Já os iranianos, foram derrotados justamente pelos brasileiros, em um jogo emocionante, decidido apenas no tie-break. Completam o rol dos cinco primeiros colocados, Rússia e Itália, respectivamente.

Além do duelo entre brasileiros e iranianos, o aguardado encontro entre poloneses e franceses foi um dos destaques do fim de semana. O confronto vencido pela França por 3×1 foi tão esperado devido à disputa do Pré-Olímpico. As duas seleções irão se enfrentar por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em Agosto, na Polônia. A expectativa também é alta porque são duas fortes candidatas a medalha nas Olimpíadas, em 2020.

Já os russos, atuais campeões da Liga das Nações, depois de perderem na estreia, foram os únicos na semana, a não ceder nenhum set. Jogando em casa, em Ufa, a Rússia bateu portugueses, americanos e italianos, sem grandes dificuldades, por 3×0. Recuperados do revés na abertura da competição, os russos estão dispostos a vender caro a defesa do título de 2018.

A semana brasileira na VNL masculina

BRASIL 3X2 IRÃ 23/25, 25/16, 21/25, 33/31, 15/10

A chave do jogo entre brasileiros e iranianos foi o serviço. Cedendo pontos em erros de saque, o Brasil saiu derrotado na primeira parcial, após sofrer pontos diretos do Irã no serviço. A dificuldade na virada de bola e no bloqueio, tirou da partida o central Isac e o ponteiro Douglas Souza. Com as entradas de Leal e Maurício Souza, os brasileiros sobraram na segunda parcial. Os iranianos não se deram por vencido. Aumentaram a pressão no saque, alternando o viagem e o flutuante, ao contrário dos brasileiros. O Brasil sofreu na linha de recepção. Com passe na mão, o levantador iraniano Marouf deitou e rolou. O assistente técnico Marcelo Fronckowiak inverteu a rede e colocou o central Flávio no jogo. O Brasil reagiu e ganhou novamente consistência na virada de bola. Surpreendidos, os iranianos não conseguiram mais se recuperar e os brasileiros fecharam a partida no tie-break.

JAPÃO 0X3 BRASIL 22/25, 19/25, 21/25

Os japoneses começaram o jogo imprimindo muita velocidade no ataque. O serviço agressivo japonês era inesperado pelos brasileiros. O Japão propiciava inúmeros contra-ataques e não confirmava os pontos. Era fatal! A diferença do jogo na primeira parcial estava justamente nos pontos convertidos pelo Brasil nos contra-ataques. No 2° set, o Japão perdeu eficiência na virada de bola. O técnico japonês mudou quase toda sua equipe. O Brasil abriu uma boa margem de pontos e administrou o placar na virada de bola, até fechar a parcial. Na terceira parcial, o Japão não se entregou e persistiu. Os brasileiros encontraram certa dificuldade no jogo. A partida ficou igual novamente. No momento decisivo, bloqueio e saque do Brasil fizeram a diferença, 3×0.

ARGENTINA 2X3 BRASIL 20/25, 25/21, 28/26, 23/25, 12/15

No duelo entre Renan Dal Zotto e Marcelo Mendez, melhor para o Brasil. Em um jogo de muitos erros, 73 no total, o serviço foi decisivo para o triunfo brasileiro. Mesmo com mais pontos no ataque e bloqueio, a Argentina saiu derrotada. O oposto argentino Pereyra foi o maior pontuador da partida com 26 pontos e aproximadamente 60% de eficiência. A troca dos dois centrais realizada pelo Brasil mudou o jogo. Flávio e Isac, em apenas dois sets, sendo um o tie-break, juntos, marcaram mais pontos que Lucão e Maurício Souza. No total foram 13 pontos contra 7. O oposto brasileiro Wallace esteve com eficiência abaixo de seu potencial. Já a dupla de ponteiros Leal e Lucarelli contribuiu no ataque com mais de 50% de aproveitamento.

EM SOLO AMERICANO, BRASIL MANTÉM CAMPANHA REGULAR

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A seleção brasileira feminina conquistou duas vitórias, em 3 jogos, pela terceira semana da Liga das Nações Feminina. Jogando em Lincoln, nos Estados Unidos, o Brasil venceu a Coreia do Sul e as americanas, donas da casa. A única derrota ocorreu contra a Alemanha. Foi o terceiro revés consecutivo das brasileiras diante das alemãs. Com os resultados, o Brasil manteve a regularidade da campanha das duas primeiras semanas, somando 6 vitórias e 3 derrotas, em 9 jogos, 19 pontos. Porém, caiu uma posição na tabela. Se fosse encerrada hoje a fase regular, o Brasil estaria nas finais, na China.

A semana brasileira na VNL feminina

BRASIL 2X3 ALEMANHA 25/21, 29/31, 25/21, 20/25, 13/15

As brasileiras realizaram um 1° set taticamente perfeito. Com boa leitura de jogo, o Brasil dificultou o trabalho da levantadora alemã Hanke e anulou a oposta Lippmann. Na segunda parcial, a Alemanha equilibrou as ações com um serviço agressivo. A virada de bola alemã subiu de produção. Aos poucos, Hanke recolocou todas as suas atacantes no jogo. Na margem mínima, 31/29, a vitória germânica no 2° set aumentou a confiança do time na partida, ao contrário do Brasil. Irregulares, as brasileiras não conseguiram sustentar as vantagens de pontos no placar, por várias vezes no confronto. No momento decisivo, a oposta Lippmann fez a diferença. O último ponto do jogo traduziu a falta de consistência brasileira. Amanda cedeu ponto em um erro de saque.

COREIA DO SUL 0X3 BRASIL 17/25, 16/25, 11/25

O Brasil não deu chances as coreanas. A seleção dirigida pelo técnico campeão da Superliga Feminina, com o Minas, Lavarini, teve muitas dificuldades em todos os fundamentos. O ataque coreano foi inofensivo. Nem mesmo a ponteira Kim, uma das melhores do mundo, esteve bem. Neutralizada pelas brasileiras, saiu do jogo no fim do 1° set. Mesmo com pouca resistência, o Brasil realizou sua melhor partida na Liga das Nações, até aquele momento. O sistema defensivo foi o grande responsável pelo triunfo contra a Coreia. Errando pouco, sem desperdiçar contra-ataques, as brasileiras fizeram o jogo ficar fácil. A ponteira Gabi foi a maior pontuadora da partida, com 14 pontos.

EUA 1X3 BRASIL 19/25, 17/25, 25/22, 20/25

Contra as americanas, em seus domínios, as brasileiras tiveram a sua melhor performance na competição. Com um show de Gabi, o jogo do Brasil finalmente fluiu. Macris realizou uma excelente distribuição e também esteve em seu melhor dia. O bom rendimento no bloqueio foi decisivo para a vitória tranquila nas duas primeiras parciais. O técnico dos Estados Unidos, Kirally, campeão olímpico na praia e na quadra, tentou mudar o jogo com várias substituições, mas não teve jeito. Superior em todos os fundamentos, com poucos erros, o Brasil mostrou que está vivo na luta pelo título da Liga das Nações.

A CONVOCAÇÃO PARA O PAN DE LIMA

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A Confederação Brasileira de Vôlei divulgou nessa semana, a lista de atletas convocados para a seleção brasileira masculina B. Foram chamados 15 atletas. Os convocados participarão dos treinamentos para os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. A disputa da modalidade na competição acontece entre os dias 31 de julho e 4 de agosto. O Brasil será comandado pelo auxiliar técnico da seleção principal, Marcelo Fronckowiak.

Foram convocados para a seleção brasileira B masculina: os levantadores Thiaguinho e Carísio, os centrais Cledenílson, Matheus Pinta e Otávio, os ponteiros Lucas Lóh, Kadu, Vaccari, Honorato e Rodriguinho, os opostos Abouba, Felipe Roque e Rafael Araújo e os líberos Pureza e Rogerinho.

A apresentação dos jogadores ocorre na próxima segunda-feira, 10 de junho, em Saquarema, no Centro de Desenvolvimento de Voleibol. Marcelo Fronckowiak deverá realizar cortes na equipe até o Pan. Apenas 12 atletas embarcam para a competição.