O RETORNO DE FABIANA E SHEILLA

A Confederação Brasileira de Vôlei anunciou na sexta-feira, 28 de junho, a convocação das bicampeãs olímpicas Fabiana e Sheilla, e da líbero Suellen. Segundo nota divulgada à imprensa, o retorno das jogadoras visa fortalecer o elenco para as próximas competições do ano, entre elas o Pré-Olímpico e a Copa do Mundo. Inicialmente, a oposta Sheilla foi convidada a participar dos treinos da seleção brasileira, enquanto Fabiana e Suellen, devem integrar o time nas disputas que seguem em 2019.

Nas redes, a informação da convocação das três jogadoras não foi bem recebida. Internautas e torcedores questionaram a condição física das atletas e o processo de renovação da seleção feminina dirigida pelo técnico José Roberto Guimarães. De certa forma, no caso de Sheilla, as críticas de alguns torcedores possuem fundamento. A oposta récem-contratada pelo Minas está parada há três anos e recentemente esteve grávida. Já Fabiana e Suellen competiram a última Superliga e as dúvidas sobre o nível de jogo delas chegam a ser desrespeitosas.

No entanto, não dá para deixar passar em branco esse arranjo de última hora. Em pleno ano pré-olímpico, José Roberto sofreu com 8 pedidos de dispensa. Não está claro se tudo isso faz parte de uma estratégia ou trata-se de falta de planejamento. Em 2019, todas as seleções utilizaram a Liga das Nações para promover testes e dar rodagem a jovens jogadoras. Nos Jogos de Tóquio, em 2020, o Brasil deve contar com o retorno de mais atletas experientes. Ou seja, o processo de renovação da seleção feminina pode estar ameaçado pelo retardamento.

Logo, as críticas dos torcedores são válidas. Toda a dedicação e esforço de jovens jogadoras serão insuficientes caso a prioridade, em 2020, seja contar com quem pediu dispensa. A justificativa de que a renovação foi insatisfatória, e por isso, o retorno das campeãs olímpicas seria a solução, prejudica o futuro da modalidade no Brasil. José Roberto não está conduzindo bem o processo. Diante disso, a dúvida que paira é a indefinição sobre os doze nomes da lista final para as Olimpíadas de 2020.

CICLO REPETIDO 

Na preparação para os Jogos de Atenas, guardadas as devidas proporções, o Brasil também sofreu com um ciclo conturbado. Sob o comando de Marco Aurélio Motta, estrelas do vôlei nacional deserdaram da seleção brasileira e retornaram faltando um ano para as Olimpíadas, sob a direção do atual técnico, José Roberto Guimarães. Jovens jogadoras, mais tarde bicampeãs olímpicas, ficaram para escanteio. O desfecho foi infeliz. A desorganização durante o ciclo custou o pódio ao Brasil. José Roberto sabe disso mais do que ninguém. Dessa vez, espera-se que a história, no mínimo, seja diferente.

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