O JOGO DA RODADA – No duelo de líderes, melhor para o Minas

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Após a parada do recesso de fim de ano, a Superliga Feminina retoma a competição. Em jogo válido pela 10ª rodada, os líderes Praia Clube e Minas, entraram em quadra, em Uberlândia. Em uma disputa decidida apenas no tie-break, melhor para o Minas. Fora de casa, vitória por 3×2, com parciais de 26/24, 17/25, 25/22, 23/25, 15/13. A ponteira Gabi do Minas foi a maior pontuadora do confronto com 22 pontos. A central Carol Gattaz foi eleita pelos telespectadores a melhor do jogo. Ela recebeu o troféu Viva Vôlei.

Com o resultado, o Praia manteve a liderança mesmo com a derrota. O atual campeão da Superliga é o líder com 24 pontos, com 8 vitórias, em 9 jogos. Com a vitória no clássico mineiro, o Minas é o único invicto da Superliga. O time aparece em 2º lugar na classificação, com 22 pontos e um jogo a menos que o líder Praia.

Em seu próximo jogo, o Minas enfrenta o Fluminense, no Rio, no Ginásio da Hebraica, em jogo atrasado da 5ª rodada, na terça-feira, 8 de janeiro, a partir das 19h30, com transmissão do SPORTV 2. Já o Praia viaja a Bauru, onde joga contra o time da casa, também na terça-feira, às 19h30, no Ginásio Panela de Pressão.

PRAIA CLUBE Lloyd (4), Fawcett (19), Garay (20), Rosamaria (11), Fran (0), Carol (14), Suelen (L). Entraram: Gabi Silva (6), Ananda (0), Michelle (2), Paula Borgo (1). Técnico: Paulo Coco

MINAS TÊNIS CLUBE Macris (4), Bruna (15), Gabi (22), Lana (9), Carol Gattaz (16), Mayany (5), Leia (L). Entraram: Bruninha (1), Malu (1), Natália (0), Mara (7), Georgia (0). Técnico: Stefano Lavarini

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A central Carol Gattaz no ataque, eleita a melhor do jogo/Divulgação Praia Clube

O CALENDÁRIO 2019

O ano mal começou e a temporada do vôlei já esquentou. Na passagem de 2018 para 2019, o levantador da seleção brasileira, campeão olímpico da Rio 2016, Bruninho, fez um post em sua conta no Instagram, questionando o calendário apertado da FIVB e o excesso de competições durante o ano. Entre as reclamações e argumentos contra a situação atual, está o desgaste físico dos atletas e o comprometimento do espetáculo apresentado ao público.

Realmente, nos últimos tempos, com o crescimento das ligas profissionais em vários países, o vôlei de clubes retomou um certo protagonismo do passado que, havia sido deixado de lado. Como financiadores do espetáculo, os clubes, assim como tempos atrás no futebol da Europa, passaram a exercer e exigir cada vez mais das federações nacionais. Novas competições foram criadas, outras foram retomadas e o calendário ficou inchado.

Para atender aos seus patrocinadores e dos clubes, a FIVB acabou esquecendo-se da qualidade do jogo. O que se vê agora, com o protesto público de Bruninho, é apenas o indício do estopim de um conflito, que tende a aumentar nos próximos anos. Para vender direitos de televisão de torneios esportivos e atender ao mercado, cada vez maior e mais sedento, a FIVB não tomou providências nessa seara.

Diante desse quadro, não resta outra atitude aos protagonistas do espetáculo, no caso os atletas, em cobrar medidas da FIVB, seja publicamente, como fez Bruninho, seja nos bastidores. Para este ciclo, o caso já é perdido. Porém, nada impede que a situação seja revista após a Olimpíada de Tóquio, em 2020.

2019
No ano de 2019, a temporada de seleções inicia-se com a disputa da Liga das Nações, entre os meses de maio e julho, nas categorias feminina e masculina. O Brasil é sede de três etapas da competição, na fase regular. No feminino, no mês de maio. No masculino, em duas etapas, no mês de junho. A fases finais ocorrem em julho.

Em agosto, será a vez dos Pré-Olímpicos entrarem em quadra. Paralelamente, entre a Liga das Nações e os Pré-Olímpicos, o Brasil terá pela frente os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, entre julho e agosto.

Nos meses seguintes, acontece a Copa do Mundo, a principal competição do ano, nos ciclos passados, esvaziada pela modificação no critério de classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A versão feminina ocorre em setembro. A versão masculina em outubro.

CLUBES
Como dito acima, o calendário de clubes no Brasil e no mundo, cada vez mais ocupa espaço. Logo em janeiro, com a disputa concomitante da Superliga, começa a Copa do Brasil 2019. Em fevereiro, ocorre o Sul-Americano, em Belo Horizonte, no Ginásio do Minas Tênis Clube, nos dois naipes. Em março, inicia-se os playoffs da 25ª edição da Superliga. Com as finais previstas para o começo de maio.

Como se não bastasse, os clubes brasileiros, na categoria masculina, criaram uma nova competição embrionária: a Libertadores do Vôlei. Com previsão de adentrar o calendário da Superliga nos próximos anos.

Durante a temporada de seleções, em 2019, ocorrem os campeonatos estaduais, no 2º semestre. Depois do fim da Copa do Mundo de seleções, em outubro, uma nova edição da Superliga é aberta, com a disputa da Supercopa, e a temporada regular da competição 2019/2020.

O 1º TURNO DA SUPERLIGA MASCULINA

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Fim de 2018 e a 25ª edição da Superliga entrou em recesso para as festas de final de ano. Na categoria masculina, antes da parada, foi finalizado o 1º turno da temporada 2018/2019 da competição. Pela primeira vez, em algumas temporadas, o Sada/Cruzeiro não terminou o turno na liderança. O Sesc/Rj ficou em 1º lugar da tabela, com 27 pontos. O time de Giovane Gávio perdeu apenas duas vezes no 1º turno, em 11 jogos.

Um dos favoritos ao título, o Cruzeiro terminou o turno em 2º lugar, com 26 pontos. Também com duas derrotas, o atual campeão da Superliga teve a chance de encerrar o ano em 1º lugar, mas perdeu para o Sesi/SP, na última rodada, no tie-break. O time ainda não encontrou o entrosamento adequado entre o jovem levantador Cachopa e os novos reforços internacionais.

A equipe também esteve ocupada com o Mundial de clubes, disputado em dezembro, na Polônia. A derrota na estreia da Superliga para o Campinas por 3×0 e a perda do título da Supercopa para o Sesi/SP, ainda em outubro, evidenciaram a falta de ritmo da equipe. Agora, com o foco voltado para a Superliga, o time de Marcelo Mendez deve crescer na competição.

O Sesi/SP manteve invencibilidade na Superliga até a 8ª rodada. Contra os competidores diretos pelo título, o time conseguiu apenas uma vitória. Justamente, contra o principal deles: o Cruzeiro. O começo da temporada foi positivo com a conquista da Supercopa. No estágio atual da Superliga, o Sesi/SP ainda pode evoluir e sonhar com o título. A equipe finalizou o 1º turno, em 3º lugar, com 24 pontos e 2 derrotas, em 11 jogos.

Um dos maiores investimentos da temporada, o Taubaté enfrenta problemas internos de relacionamento. Com grandes contratações e opções viáveis no banco de reservas para todas as posições, o técnico Castellani é questionado pela torcida. Sem definição clara do septeto titular, o desempenho da equipe, até o momento, é frustrante. Com 3 derrotas, em 11 jogos, Taubaté é o 4º colocado na classificação, com 23 pontos.

Quando parecia encaixar, no fim do ano, o time perdeu para o surpreendente Vôlei Itapetininga, por 3×1. Também não foi bem digerida, a derrota para o Cruzeiro, dentro de casa, por 3×0. Nada impede que a equipe se recupere no 2º turno. Com grandes nomes, o time tem tudo para chegar forte aos playoffs.

Entre as surpresas da competição, neste 1º turno, estão as equipes do Maringá e do Itapetininga. Com alguns reforços de nome, os dois times terminaram o turno na frente do tradicional Minas e do Corinthians. Como fato negativo, nas últimas semanas, vale o registro, do bloqueio de contas do Maringá, em virtude de investigação de seu dirigente, o ex-levantador Ricardinho, e da CBV.

A maior decepção da competição até aqui é o Corinthians. Com uma tabela complicada, o time iniciou a Superliga com seis derrotas, em seis jogos. Ameaçado pelo rebaixamento, no fim do turno, a equipe esboçou uma reação e conquistou 4 vitórias. Duas delas inesperadas, pelo placar, 3×0, contra Maringá e Campinas. Ainda há esperanças na Superliga para o Corinthians.

Com campanhas regulares, Minas e Vôlei Renata/Campinas cumprem o seu papel na competição. Apesar de terminar atrás de Maringá e Itapetininga, na 8ª posição, o Minas deve apresentar no 2º turno, voleibol para melhorar a sua classificação. Já o Campinas, 5º colocado, tem potencial para incomodar ainda mais os favoritos ao título. Com vitórias sobre Cruzeiro e Taubaté no turno, o time oscilou contra equipes menores e poderia ter encerrado a classificação próximo dos líderes.

AS ESTATÍSTICAS DA SUPERLIGA MASCULINA

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Encerrado o 1º turno da Superliga Masculina e os destaques individuais nas estatísticas da competição, em sua grande maioria, são compostos por atletas com passagens pela seleção brasileira. O maior pontuador do torneio é ninguém mais ninguém menos que, um dos melhores jogadores do mundo na sua posição, o oposto Wallace do Sesc/Rio. Ele marcou até aqui, 186 pontos, 4,86 de média por set.

No ataque, o central Flávio do Minas lidera no aproveitamento. O jogador, com passagens pela seleção de novos, possui 66% de eficiência. De 139 bolas, colocou 92 no chão. Em segundo lugar, aparece o central Luizinho do Vôlei Ribeirão, com 64%. Na sequência, dois nomes do Cruzeiro. O central Isac, na 3ª colocação, com 62%, e o americano Sander, em 4º, com 60% de aproveitamento.

Já no bloqueio, em números diretos de pontos no fundamento, em 1º lugar está o central Petrus do Vôlei Ribeirão, com 33 pontos. Na 2ª colocação, o central Flávio do Minas, com 29 pontos. Em 3º, Wennder do Itapetininga, com 28 pontos. Fecham a lista de bloqueadores: Gustavão do Sesi/SP, com 27 pontos e o francês Le Roux do Cruzeiro, com 26 pontos, em 4º e 5º lugares, respectivamente.

No serviço, por aproveitamento e em número de pontos, a liderança pertence ao central Éder do Sesi/SP. Ainda por aproveitamento, Lucarelli do Taubaté é o 2º colocado, com 0,46 de média. Em 3º lugar, o central Le Roux do Cruzeiro, com 0,45. Na 4ª posição, Lucão do Taubaté, com 0,39. Encerra a lista, dos cinco melhores sacadores, o ponta Gabriel do Vôlei Ribeirão.

Entre os melhores passadores, estão três jogadores dos mais experientes da competição. Em 1º lugar, o líbero do Maringá, campeão mundial em 2010, Mário Júnior, com 73% de aproveitamento. Na 2ª colocação, Renato do Sesi/SP, com 71%. Na sequência, na 3ª posição, o ponta Lipe, também do Sesi/SP, com 70%.

Infelizmente, a metodologia utilizada pelo sistema de estatísticas da CBV, não contempla dois fundamentos importantes que não pontuam. Tanto na defesa, quanto no levantamento, não há disponibilidade de dados. Dado que o levantamento engloba várias questões como precisão, eficiência e trabalho sem o passe na mão, a análise da CBV é incompleta.

PRÊMIO BRASIL OLÍMPICO 2018

Aconteceu, agora à noite, no Rio de Janeiro, o Prêmio Brasil Olímpico 2018. Em sua 20ª edição, a premiação consagrou os melhores atletas do ano, no Brasil, em cada modalidade. No caso específico do vôlei de quadra, o ponta Douglas Souza do EMS Funvic Taubaté foi escolhido o melhor atleta do esporte em 2018. Infelizmente, ele não conseguiu comparecer a premiação.

Também representaram o vôlei de quadra, na premiação, o técnico da seleção brasileira masculina Renan Dal Zotto e o levantador Bruninho. Renan foi eleito o melhor técnico de esportes coletivos em 2018. Pelo feito, recebeu do COB, pela primeira vez na história da premiação, o troféu Bebeto de Freitas. O nome do troféu é uma homenagem do comitê brasileiro a trajetória vencedora do ex-treinador de vôlei, falecido esse ano.

Já o campeão olímpico, com o vôlei masculino, na Rio 2016, Bruninho, concorria ao prêmio na categoria “Atleta da Galera”, com outros dez concorrentes. Entre eles, a dupla de vôlei de praia feminino Ághata e Duda, a pivô do handebol feminino Duda Amorim, o surfista Gabriel Medina e a jogadora de futebol feminino Marta. O vencedor, Henrique Avancini, ciclista de mountain bike, foi escolhido por votação exclusiva dos internautas na página do COB.

O JOGO DA RODADA – No clássico, Sesc/Rio não toma conhecimento de Osasco

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Em jogo válido pela 8ª rodada da Superliga Feminina 2018/2019, o Sesc/Rio derrotou a equipe do Osasco, no maior clássico da liga brasileira. O time de Bernardinho não tomou conhecimento das adversárias e conquistou uma vitória por 3×0, com parciais de 25/19, 25/23, 25/12. A ponteira russa Kosheleva, a central Juciely e a oposta Monique foram as maiores pontuadores do jogo, com 14 pontos cada. Monique ainda foi escolhida a melhor jogadora do confronto pelos telespectadores do SPORTV.

Na próxima rodada da Superliga, o Sesc/Rio emcerra a sua participação na competição, em 2018, contra o Minas, na sexta-feira dia 21 de dezembro, em Belo Horizonte, às 21h30, com transmissão do SPORTV 2. Já o Osasco, também enfrenta o Minas, no ginásio José Liberatti, em jogo atrasado da 7ª rodada, na terça-feira, 18 de dezembro, a partir das 19h30, com transmissão do globoesporte.com.

RESUMO
Sesc/Rio e Osasco iniciaram a partida com uma estratégia clara no serviço. O Rio sacava na principal atacante adversária, a peruana Angela Leyva, para neutralizá-la no ataque. Já o Osasco, explorava o sistema tático da equipe carioca, em virtude da deficiência da ponteira russa Kosheleva no passe. Com mais agressividade no fundamento, o Sesc executou melhor sua estratégia e não deixou Osasco jogar no 1º set. O time carioca chegou a ter 11 pontos de vantagem. O técnico Luizomar de Moura, do Osasco, trocou quase toda sua equipe, mas não obteve resultado. Ao final: 25/19 para o Sesc/Rio.

Na segunda parcial, os problemas de Osasco aumentaram. Depois de equilibrar o passe, o time apresentou dificuldades na virada de bola e cedeu muitos pontos em erros. Novamente, o Rio abriu larga diferença. Aos poucos, Osasco recolocou sua estratégia inicial em prática. Com um saque forçado, explorando as debilidades táticas adversárias, Osasco deixou o Rio em apuros. O jogo ficou parelho, como se esperava no início. No momento decisivo, o volume de jogo carioca fez a diferença no bloqueio e na defesa. 25/23 para o Sesc/Rio.

O 3º set foi dominado amplamente pelo Sesc/Rio. Taticamente perfeita, a equipe de Bernardinho tirou a levantadora Claudinha do Osasco da partida. Fazendo funcionar a relação bloqueio-defesa, com ainda mais eficiência, o Rio não deu chances ao ataque de Osasco. Com sucesso, o Rio conseguiu anular completamente a ponteira peruana Leyva e também tirá-la do jogo. Abatido, Osasco não teve forças para se recuperar. O time esteve abaixo de seu rendimento normal. No fim, 25/12 para o Sesc/Rio, 3×0 no jogo.

SESC/RIO Roberta (4), Monique (14), Mayhara (3), Juciely (14), Kosheleva (14), Peña (11), Gabirú (L). Entraram: Vitória (0), Carol Leite (0), Kasiely (0). Técnico: Bernardinho

OSASCO Claudinha (1), Hooker (6), Walewska (10), Nati Martins (13), Mari Paraíba (3), Leyva (7), Brait (L). Entraram: Carol Albuquerque (1), Lorenne (1), Paula Pequeno (3), Vivi Braun (1). Técnico: Luizomar de Moura

OUTROS RESULTADOS
Praia Clube 3×0 Barueri 25/22, 25/20, 25/22
Curitiba 3×0 Fluminense 25/21, 25/14, 34/32
Vôlei Camboriú 0x3 Minas 11/25, 12/25, 20/25
São Caetano 2×3 Sesi/Bauru 24/26, 25/15, 25/19, 14/25, 8/15

A INOXIDÁVEL ARLENE XAVIER

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A líbero Arlene Xavier, do Sesi/Bauru, foi homenageada durante essa semana pela CBV, antes de partida válida pela 7ª rodada da Superliga Feminina entre Bauru e Brasília. A experiente jogadora recebeu uma placa da CBV. A homenagem fez parte das comemorações dos 25 anos da competição. Aos 48 anos, Arlene participou de todas as edições da Superliga. Versátil, ao longo da carreira, jogou em quase todas as posições, com exceção do levantamento.

“Foi uma satisfação e uma emoção imensa ter recebido essa homenagem que eu nem imaginava que ocorreria. Fico ainda mais feliz por ter sido em Bauru, perto da nossa torcida. Confesso que na hora a perna estremeceu”, disse Arlene, que foi homenageada pelo Superintende de competições de quadra da CBV, Renato D’Ávila.

Atleta mais velha em atividade no Brasil, pelos clubes, Arlene conquistou a Superliga três vezes com as camisas do Flamengo e do Osasco, respectivamente, nas temporadas 2000/2001, 2002/2003, 2004/2005. Foi eleita melhor defesa da competição por 4 vezes, jogando na posição de líbero. Como central, foi o melhor bloqueio da Superliga, na temporada 1996/1997, pelo Pinheiros.

Pela seleção brasileira, disputou os Jogos Olímpicos de Atenas em 2004. Foi campeã do Grand Prix 2004 e 2006. Vice-campeã da Copa do Mundo de 2003 e campeã da Copa Pan-Americana 2007. Nessas competições defendendo o Brasil, recebeu premiações individuais como melhor líbero nos anos de 2003, 2006 e 2007.

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A experiente Arlene recebendo a homenagem/Marcelo Ferrazoli/Sesi Vôlei Bauru

AS ESTATÍSTICAS DA SUPERLIGA FEMININA

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Após 7 rodadas da Superliga Feminina 2018/2019, ao que parece, o investimento em jogadoras estrangeiras feito pelos clubes correspondeu às expectativas, em alguns casos. Vejamos: entre os destaques individuais da competição, no quesito pontuação, 3 das cinco melhores colocadas são estrangeiras.

A polonesa Skowronska é maior pontuadora da Superliga, até aqui, com 132 pontos. A segunda maior pontuadora também é estrangeira. A cubana Herrera aparece na vice-liderança com 113 pontos. Para encerrar a lista de destaques internacionais, a outra estrangeira bem colocada no quesito pontuação é a italiana Diouf com 104 pontos, 4º lugar geral.

Na eficiência de ataque, por enquanto, apenas brasileiras aparecem entre as cinco primeiras. Por terem jogado menos partidas, em virtude do Mundial de clubes, a ponteira Lana e a central Carol Gattaz, ambas do Minas, lideram a lista em 1º e 2º lugar, respectivamente, com menos dados que as concorrentes. Em seguida, na 3ª e 4ª colocação, estão as centrais Andressa Picussa do Bauru e Juciely do Sesc/Rio. Encerra a lista em 5º, outra central, Lara Nobre do Fluminense.

No bloqueio, a liderança é da central Mayhara do Sesc/Rio, com 22 pontos diretos no fundamento. Em 2º lugar, com 18 pontos, a central Lara Nobre do Fluminense. Na 3ª colocação, Juciely do Sesc/Rio. Em 4º, Walewska do Osasco. Fecha a lista, Adriani Vilvert do Camboriú, com 17 pontos de bloqueio.

No fundamento saque, em 1º, está a ponteira Neneca do Brasilia com 0,71 de aproveitamento e cinco pontos diretos no serviço. Na 2ª colocação, a oposta americana do Praia, Nicole Fawcett. Em 3º lugar, a ponteira Natália do Minas. Fecham a lista, no 4º e 5º lugares, Paula do Camboriú e Francynne do Praia, respectivamente.

No fundo de quadra, o destaque fica por conta do Minas. Aparecem em 2º e 3º lugares, duas atletas do clube, com mais de 70% de aproveitamento na recepção. São elas: a ponteira Gabi e a líbero Leia. A ponta Mari Casemiro, do Pinheiros, lidera com 75%. Também estão bem colocadas no fundamento as líberos do Bauru e do Osasco. No 4º lugar, Tássia, com 72%. Em 5º, Camila Brait, com 71%.

Infelizmente, a metodologia utilizada pelo sistema de estatísticas da CBV não contempla dois fundamentos importantes que não pontuam. Tanto na defesa, quanto no levantamento, não há disponibilidade de dados. Dado que o levantamento engloba várias questões como precisão, eficiência e trabalho sem o passe na mão, a análise estatística da CBV fica incompleta.

VAKIFBANK É TRICAMPEÃO MUNDIAL

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O time turco Vakifbank derrotou o Minas, nesse domingo, na grande final do Mundial de clubes feminino 2018, disputado em Shaoxing, na China, e sagrou-se tricampeão da competição. Na decisão, o time de Istambul venceu o Minas por 3×0, com parciais de 25/23, 25/21, 25/19. A ponteira chinesa Zhu do Vafikbank foi a maior pontuadora da final com 21 pontos. Ela ainda foi eleita MVP, melhor jogadora do Mundial.

Na disputa do 3º lugar, o outro time turco, o Eczacibasi bateu o Praia Clube de Uberlândia também por 3×0, com parciais de 25/16, 25/18, 25/19. A oposta turca Yilmaz foi o destaque individual do duelo com 17 pontos. Pelo lado brasileiro, as centrais Carol e Fabiana anotaram 8 pontos cada.

SELEÇÃO DO MUNDIAL

Terminado o campeonato, a FIVB anunciou a escolha da seleção do Mundial juntamente com a MVP, já citada acima. O time eleito foi formado por:

Levantadora: Macris do Minas
Oposta: Boskovic do Eczacibasi
Centrais: Rasic do VakifBank e Mayany do Minas
Ponteiras: Gabi do Minas e Zhu do VakifBank
Líbero: Gizem Orge do VakifBank

GRANDE FINAL

No jogo do título, o Minas não conseguiu manter o nível de recepção para o trabalho da levantadora Macris, eleita a melhor do Mundial. Além disso, o saque minas-tenista ficou abaixo do serviço do time turco. Sem eficiência no saque, a equipe mineira deu chance ao forte ataque do VakifBank. O time turco deu um show na virada de bola. Ao todo, foram 55 pontos no ataque contra 41 do Minas. A líbero turca fez a diferença no fundo de quadra. Mesmo marcando mais pontos no bloqueio, o Minas não conseguiu parar a ponteira chinesa Zhu. Ela saiu de quadra com quase 60% de aproveitamento ofensivo.

A CAMPANHA DO TÍTULO

1ª FASE Grupo A
04/12 Zhejiang 0x3 VakifBank 20/25, 13/25, 13/25
05/12 VakifBank 3×0 Volero Le Cannet 25/21, 25/15, 25/17
07/12 VakifBank 3×0 Minas Tênis Clube 25/23, 30/28, 25/18
Semifinal
08/12 VakifBank 3×1 Praia Clube 25/21, 25/21, 22/25, 25/18
Final
09/12 Minas Tênis Clube 0x3 VakifBank 23/25, 21/25, 19/25

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A capitã turca Melis levanta a taça do Mundial/Divulgação FIVB

PRAIA CLUBE NÃO RESISTE AO VAKIFBANK

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O Praia Clube não resistiu ao VakifBank da Turquia e perdeu a chance de disputar a final do Mundial de clubes feminino de vôlei com o Minas. No jogo decisivo, válido pela semifinal da competição, a equipe mineira não conseguiu parar o ataque do time turco. Mesmo terminando a partida com mais pontos de bloqueio e errando menos, o Praia demorou para realizar a leitura do jogo e perdeu por 3×1, com parciais de 25/21, 25/21, 22/25, 25/18. Para se ter uma ideia, foram 73 pontos de ataque do VakifBank contra apenas 44 do time de Uberlândia. Mérito da defesa turca. Com o resultado, logo mais, o Praia enfrenta o Eczacibasi também da Turquia pela medalha de bronze, às 7h da manhã, com transmissão do SPORTV 2 e do canal da FIVB na internet.

VAKIFBANK Osbay (1), Slöetjes (18), Rasic (15), Gunes (11), Zhu (20), Robinson (13), Orge (0). Entraram: Aykac (0), Gulubay (0), Karakurt (10). Técnico: Giovanni Guidetti

PRAIA CLUBE Lloyd (1), Fawcett (12), Fabiana (6), Carol (9), Garay (18), Michelle (2) Suelen (0). Entraram: Ananda (0), Ellen (1), Rosamaria (12). Técnico: Paulo Coco

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A ponteira chinesa Zhu no ataque/Divulgação FIVB