O MUNDIAL DE CLUBES 2019

Começa hoje, nessa madrugada, o Campeonato Mundial de Clubes 2019. A versão feminina da competição será disputada em Shaoxing, na China, entre oito times. Já a masculina, acontece no Brasil, em Betim, Minas Gerais, com apenas 4 equipes. O formato de disputa são diferentes.

No naipe feminino, os oito participantes estão divididos em dois grupos de 4. Os dois melhores de cada chave avançam para as semifinais. Os vencedores desses confrontos fazem a grande final. No naipe masculino, os quatro participantes jogam entre si na 1ª fase. Depois ocorrem as semifinais entre o 1ºx4º e o 2ºx3º. Os vencedores desses duelos disputam a final.

Participam do Mundial de clubes 2019 feminino as equipes do Novara (ITA), Conegliano (ITA), Eczacibasi (TUR), Vakifbank (TUR), Itambé/Minas (BRA), Praia Clube (BRA), Guangdong Evergrande (CHN), Tianjin (CHN). No masculino disputam o Mundial de clubes 2019 os seguintes times: Sada/Cruzeiro (BRA), Civitanova (ITA), Zenit Kazan (RUS), Al Rayan (QAT).

A julgar pelos clubes participantes do Mundial 2019, as chances de título das equipes brasileiras são pequenas. Na disputa feminina, Praia Clube e Minas terão muitas dificuldades já na 1ª fase. Um lugar no pódio, caso avancem para as semifinais, será motivo de festa.

Na disputa masculina, o Sada/Cruzeiro possui mais possibilidades de sagrar-se campeão do que as equipes femininas. Porém, não se engane. Para repetir o feito de 2013, 2015 e 2016, quando sediou o Mundial e conquistou o título dentro de casa, o Cruzeiro precisará apresentar um nível de jogo superior ao demonstrado até agora na temporada.

Entre os adversários, a expectativa na categoria feminina quanto ao nível técnico é de uma competição equilibrada. Sem sobras de dúvidas, o Mundial feminino de clubes 2019 será o maior da história. Já na categoria masculina, as equipes estrangeiras estarão bem representadas, mas sem a mesma grandiosidade do evento feminino.

O DESEMPENHO PROMISSOR DE ROSAMARIA NA ITÁLIA

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Rosamaria no ataque/Divulgação Fipav

Ao fim da última temporada no Brasil, quando defendeu o Praia Clube, a ponteira Rosamaria resolveu dar uma guinada. A atleta pediu dispensa da seleção brasileira e fechou contrato para competir na Liga Italiana pelo Perugia no ano seguinte. Além disso, Rosamaria tomou as rédeas de sua carreira. Contra uma recomendação do técnico José Roberto Guimarães para jogar na ponta, ela voltou para a sua posição de origem na saída de rede. Aos 25 anos, a atleta revelada pelo projeto de Nova Trento, em Santa Catarina, demonstra estar empenhada em recuperar o seu prestígio.

A julgar pela sua performance na Liga Italiana, a escolha foi mais do que acertada. Apesar de seu time ocupar a lanterna do campeonato, individualmente, Rosamaria é um dos maiores destaques da competição. Para se ter uma ideia do seu desempenho, Rosamaria está a frente na pontuação total de uma das maiores jogadoras da atualidade, a oposta italiana Paola Egonu. Ao todo, em oito partidas, Rosamaria anotou 168 pontos contra 143 de Egonu.

A média de pontos por jogos de Rosamaria é altíssima, de 31 pontos. Com esses números, ela fica atrás somente de Camilla Mingardi que possui média de 33 pontos por jogo. No âmbito geral, após nove rodadas, Rosamaria é a 2ª maior pontuadora da Liga Italiana com 168 pontos, atrás justamente de Mingardi, com 206 pontos. Na eficiência de ataque, ela também está bem colocada em relação as outras jogadoras de sua posição, com 41% de aproveitamento. Um bom número. A liderança é de Egonu com 55% de eficiência.

Após o fracasso na transição de posição, com esse desempenho, tranquilamente, Rosamaria poderia voltar a ser convocada para a seleção. O problema na atual conjuntura é a concorrência. No momento, disputam posição com ela Tandara, Lorenne, Sheilla e Bruna Honório. O pedido de dispensa da seleção em 2019 pode pesar e ser decisivo. Com essa performance no Italiano, mesmo que fique de fora das próximas convocações do Brasil, Rosamaria está construindo uma carreira internacional, valorizando seu passe. É quase certo que ao fim da temporada, ela receba melhores propostas dos clubes italianos.

O ADEUS DE PICCININI

Divulgação FIPAV

As quadras de vôlei não terão mais o frescor da beleza da italiana Francesca Piccinini. No mês passado, infelizmente, uma das musas do vôlei anunciou a sua despedida da modalidade. Ela já não defendia mais a seleção de seu país havia três anos. Agora escolheu definitivamente se aposentar. Uma pena para os amantes da graciosidade da atleta.

Como não esquecer a sua passagem pelo Brasil! Ainda jovem, no início de carreira, Piccinini jogou pelo time de Bernardinho, encantando a torcida brasileira, na temporada 1998/1999 da Superliga. Nosso país sempre foi um amigo íntimo da jogadora. Foi pelas mãos de um brasileiro, no caso o técnico Marco Aurélio Motta, que ela foi revelada ao mundo.

Porém, a culpa pelo sucesso da carreira da bella ragazza italiana não foi somente de um brasileiro. Um acidente de percurso, levou a jogadora a prática profissional da modalidade. Segundo consta em algumas entrevistas, Piccinini se apaixonou pelo esporte, após a leitura de uma mangá japonês, em que os personagens jogavam vôlei.

Os críticos desdenhavam do desempenho da atleta em quadra. Para muitos, sua presença na seleção da Itália era midiática. Sua performance quase sempre foi questionada. Tudo inveja! O problema era sua beleza. Certa vez, na Vila Olímpica, em Sydney 2000, ela e suas companheiras de seleção chamaram tanta atenção, que foram assediadas no refeitório.

Com seu talento e patriotismo, a Itália foi campeã mundial, bicampeã europeia, da Copa do Mundo, da Copa dos Campeões. Faltou a medalha olímpica. Problema dos deuses… Pelos clubes, na Europa, Piccinini foi por várias vezes campeã, seja na Liga Italiana ou na Champions League. Por duas vezes, no principal torneio da Europa, calou os críticos, sendo eleita MVP, em 2010 e 2016.

Seus planos para o futuro são um segredo. No último Campeonato Europeu ela foi comentarista da RAI, TV pública italiana. Em entrevistas recentes, disse que não gostaria de ser treinadora, mas trabalhar nas categorias de base.

Seja o que fizer a partir de agora, Piccinini entrou para o rol das atletas inesquecíveis da história da modalidade. E que fique claro, sobrava qualidade e categoria em seu voleibol. Como diria o compositor, cantor e poeta brasileiro Vinícius de Moraes: “Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental”.

Divulgação COI

BRASIL É TRICAMPEÃO DA COPA DO MUNDO

A seleção brasileira masculina de vôlei conquistou a Copa do Mundo 2019, com uma rodada de antecedência. Foi o terceiro título brasileiro na história da competição. Anteriormente, o Brasil foi campeão do torneio em 2003 e 2007. Em 2019, na partida em que ganhou a medalha de ouro, válida pela décima rodada, em Hiroshima, no Japão, os brasileiros bateram os anfitriões por 3×1, com parciais de 25/17, 24/26, 25/14, 27/25. O ponteiro cubano naturalizado brasileiro Leal foi o destaque individual do confronto. Ele marcou 24 pontos.

PREMIAÇÃO INDIVIDUAL

Individualmente, dois jogadores brasileiros devem disputar o prêmio de MVP. O oposto Alan e o ponteiro Leal tiveram ótimas performances ao longo da competição e são os favoritos para a escolha de melhor jogador da Copa do Mundo 2019. O líbero Thales, o central Lucão e o levantador Bruninho concorrem com boas chances, para a seleção do campeonato. O anúncio oficial da FIVB sobre os laureados, será realizado após a última rodada do torneio, na terça-feira, 15 de Outubro.

O ponteiro Leal, um dos favoritos a MVP da Copa/ Divulgação FIVB

A CAMPANHA DO TÍTULO

A campanha do título do Brasil na Copa do Mundo 2019 foi irrepreensível. Das dez vitórias na competição, 6 foram pelo placar de 3×0, contra Canadá, Austrália, Rússia, Argentina, Estados Unidos e Tunísia. Em toda Copa, foram apenas 5 sets perdidos. Apenas a Polônia endureceu o jogo com os brasileiros, em um confronto decidido somente no tie-break. Ainda resta uma partida para o Brasil na Copa, a ser realizada na madrugada de terça-feira, 15 de Outubro, contra a Itália, a partir das 3h.

Round robin – todos contra todos

01/10 Brasil 3×0 Canadá 25/14, 25/22, 25/14

02/10 Austrália 0x3 Brasil 15/25, 20/25, 17/25

04/10 Brasil 3×1 Egito 25/19, 21/25, 25/19, 25/22

05/10 Brasil 3×0 Rússia 25/16, 25/22, 25/22

06/10 Irã 1×3 Brasil 27/25, 21/25, 25/27, 22/25

09/10 Argentina 0x3 Brasil 19/25, 19/25, 24/26

10/10 EUA 0x3 Brasil 23/25, 22/25, 17/25

11/10 Tunísia 0x3 Brasil 17/25, 14/25, 13/25

13/10 Polônia 2×3 Brasil 25/19, 23/25, 19/25, 25/16, 11/15

14/10 Japão 1×3 Brasil 17/25, 26/24, 14/25, 25/27

15/10 Itália x Brasil

A seleção brasileira comemora título/Divulgação FIVB

RESUMO DA COPA – dia 20

Pela Copa do Mundo de vôlei masculino 2019, em jogos válidos da nona rodada da competição, seis partidas foram realizadas no domingo, 13 de Outubro, em Hiroshima, no Japão. Em duelo direto pelo título, o Brasil bateu a Polônia. Com o resultado, a seleção brasileira manteve a invencibilidade, ficando a uma vitória da medalha de ouro. Estados Unidos e Japão seguem na disputa pelo bronze empatados com os poloneses, no número de vitórias.

Rodada 9

Na abertura da rodada, em Hiroshima, a Argentina venceu a Rússia. Foi a terceiro triunfo argentino na competição. O placar final do jogo ficou em 3×1, com parciais de 25/23, 25/23, 21/25, 25/16, a favor da Argentina. Ramos e Voronkov lideraram a pontuação do jogo com 16 pontos cada.

Na sequência de jogos, na quadra principal, italianos e canadenses fizeram um duelo decidido apenas no tie-break. No fim, melhor para o Canadá, de virada, com parciais de 19/25, 25/17, 15/25, 25/23, 18/16. Mesmo com o revés, o oposto Nelli da Itália foi o destaque individual do confronto com 23 pontos.

Após a vitória dos argentinos sobre os russos, os Estados Unidos enfrentaram a Austrália. Com tranquilidade, os americanos derrotaram os australianos, pelo placar máximo, com parciais de 25/14, 25/13, 25/16. O oposto Anderson anotou 13 pontos, sendo 9 de ataque, 3 de bloqueio e 1 no serviço.

O time americano comemora ponto/Divulgação FIVB

Em seguida, na mesma quadra, ocorreu o clássico africano entre Tunísia e Egito. Com um triunfo por 3×1, 25/23, 14/25, 25/17, 25/18, os tunisianos conquistaram a primeira vitória na Copa do Mundo 2019. Mais uma vez, em uma partida da competição, o tunisiano Nagga foi o maior pontuador, com 25 pontos.

Fechando o dia, na arena principal de Hiroshima, o Japão seguiu com sua boa campanha. Contra o Irã, os japoneses venceram pela sétima vez na Copa. Dessa vez, por 3×1, com parciais de 25/16, 26/28, 25/13, 25/21. O oposto Nishida saiu de quadra com 23 acertos, sendo o destaque na pontuação do jogo.

EM DUELO EQUILIBRADO, BRASIL VENCE O IRÃ

A seleção brasileira masculina de vôlei derrotou o Irã, em jogo válido pela quinta rodada da Copa do Mundo 2019, disputada no Japão. Em jogo parelho, os brasileiros venceram os iranianos pelo placar de 3×1, de virada, com parciais de 25/27, 25/21, 27/25, 25/22. Mesmo com o revés, o jovem oposto Yali do Irã foi o maior pontuador do confronto. Ele anotou 25 pontos. Pelo Brasil, Leal e Alan marcaram 16 pontos cada.

Com o resultado, a seleção brasileira manteve a liderança invicta na competição, com 15 pontos, 5 vitórias em 5 jogos. Na próxima rodada, os brasileiros enfrentam os argentinos, na madrugada de quarta-feira, 9 de Outubro, a partir das 2h, com transmissão do SPORTV 2, na cidade de Hiroshima.

Após o duelo com o Irã, o central Lucão, um dos destaques do Brasil na partida, conversou com a assessoria da CBV sobre a vitória. “Tem uma palavra que usamos desde 2015 que é resiliência. Esse campeonato é muito cansativo. Viemos de partidas pesadas, como a da Rússia ontem, e o Irã jogou muito bem, com baixo nível de erro. Nós não conseguimos sacar tão bem hoje, talvez por estarmos mais cansados e eles conseguiram ter uma virada de bola muito forte. Agora temos dois dias para recuperar as energias porque sabemos que em Hiroshima vai ser pesado também”.

RESUMO

Brasileiros e iranianos fizeram um duelo extremamente parelho e disputado ponto a ponto. Com exceção da segunda parcial, todo o confronto foi marcado pelo equilíbrio em quase todos os fundamentos. Mesmo assim, os brasileiros quase permitiram a reação do Irã no set, encerrado em 25/21.

O Brasil sacou melhor que os iranianos, durante a partida, mesmo com rendimento abaixo dos jogos anteriores. Além disso, com Leal pouco inspirado e Alan bem marcado, o levantador Bruninho usou do velho entrosamento com Lucão para desafogar a rede.

Em um jogo tenso e nervoso, ficou claro a inexperiência da seleção escalada pelo Irã. Eles sentiram a pressão de decidir nos momentos cruciais da partida. Nesses lances, os iranianos cometeram erros típicos de times juvenis. A maior experiência dos brasileiros pesou e fez a diferença.

IRÃ Karimi (3), Yali (25), Esfandiar (13), Fayazi (10), Shafiei (13), Gholami (7), Hazrat (L). Entraram: Moazzen (0). Técnico: Igor Kolakovic

BRASIL Bruninho (3), Alan (16), Leal (16), Lucarelli (12), Lucão (14), Maurício Souza (4), Thales (L). Entraram: Cachopa (0), Filipe Roque (1), Maurício Borges (0), Douglas Souza (0), Flávio (5). Técnico: Renan Dal Zotto

Lucão no ataque/Divulgação FIVB

RESUMO DA COPA – dia 15

Aconteceu ontem, 4 de Outubro, no Japão, a quarta rodada da Copa do Mundo masculina de vôlei 2019. O Brasil manteve a liderança invicta. Os Estados Unidos estão na 2ª posição, em recuperação na competição, depois de perder na estreia para a Argentina. A Polônia vem em seguida, na 3ª posição, também com uma derrota, justamente, para os americanos.

Rodada 4

Na abertura da rodada, em Nagano, o confronto entre Egito e Canadá abriu o dia de jogos na Copa. Egípcios e canadenses fizeram uma partida disputada, decidida apenas no tie-break. Depois de fazer 2×0 no placar, com um duplo 27/25, a seleção canadense permitiu o empate do Egito. No set desempate, o Canadá venceu o jogo com 15/9, conquistando a primeira vitória na competição. O ponteiro canadense Hoag foi o maior pontuador do duelo com 20 acertos.

O canadense Hoag/Divulgação FIVB

Já em Fukuoka, a Polônia se recuperou do revés para os americanos, com uma vitória sobre a Argentina, de virada. O cubano naturalizado polonês Leon liderou sua equipe no triunfo por 3×1, com parciais de 27/29, 25/17, 25/18, 26/24. Ele marcou 20 pontos, sendo 17 de ataque, 1 de bloqueio e 2 no serviço.

Na sequência de jogos, ainda em Fukuoka, a Itália conquistou o segundo resultado positivo na Copa. Contra a Tunísia, os italianos venceram pelo placar máximo, com parciais de 25/19, 25/21, 25/18. Mais uma vez, o oposto da Itália, Gabriele Nelli foi o destaque individual de sua seleção. Ele anotou 21 pontos, em apenas 3 sets, sendo 19 no ataque.

O oposto Nelli no ataque/Divulgação FIVB

Em Nagano, após o triunfo brasileiro sobre a Rússia, Irã e Austrália entraram em quadra, repetindo a última final do Campeonato Asiático. Como na final do continental, o Irã venceu a Austrália. Dessa vez, por 3×1, com parciais de 25/22, 18/25, 25/18, 27/25. Mesmo com a derrota, o australiano Williams saiu do jogo como destaque na pontuação. Ele marcou 19 pontos.

A seleção iraniana comemora ponto/Divulgação FIVB

Encerrando o dia, o anfitrião Japão enfrentou os Estados Unidos, atuais campeões da Copa do Mundo. Sem dificuldades, os americanos bateram os japoneses, por 3×0, com parciais de 25/19, 25/19, 25/21. O central Holt dos Estados Unidos anotou a maior pontuação do jogo, com 12 no total, sendo 5 apenas no bloqueio.