SERGINHO ANUNCIA APOSENTADORIA

Divulgação COI

No último domingo, 17 de Maio, no programa Esporte Espetacular da TV Globo, o bicampeão olímpico (Atenas 2004, Rio 2016), bicampeão mundial (2002, 2006), heptacampeão da Liga Mundial, único atleta eleito MVP na história, em sua posição, Serginho, anunciou a aposentadoria das quadras. A grande despedida planejada pelo jogador foi suspensa devido a pandemia do corona vírus.

Durante a reportagem, o ex-líbero da seleção brasileira contou sobre as suas idas e vindas antes de decidir parar de jogar. Segundo Serginho, após a escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas, em 2009, ele resolveu atuar com a camisa do Brasil até 2016. Na época, o MVP dos Jogos Olímpicos da Rio 2016, superou uma grave contusão, que o fez ficar de fora do Campeonato Mundial de 2010.

Depois de realizar o sonho de competir com a camisa do Corinthians no vôlei, o agora ex-jogador encerrou a carreira defendendo o Vôlei Ribeirão. A derradeira última partida de Serginho na modalidade, ocorreu no dia 7 de março, pela última rodada da Superliga Masculina 2019/2020, contra o Minas, em Belo Horizonte. O resultado, não poderia ser diferente. Vitória, por 3×2.

Impedido de realizar uma grande festa para dizer adeus ao esporte que o consagrou, Serginho recebeu de presente da reportagem do Esporte Espetacular, um vídeo produzido pelo programa, com declarações dos ex-companheiros de seleção brasileira. Entre muitos agradecimentos, o técnico Bernardinho o elegeu como melhor líbero da história do voleibol.

O NOVO RANKING DA FIVB

Desde do último sábado, 1º de Fevereiro, a FIVB colocou em prática o seu novo ranking de seleções. Pelo novo sistema, todo jogo disputado em nível internacional conta pontos para o ranking. Um algoritmo, testado pela entidade há quase um ano calcula a probabilidade de resultados dos confrontos, considerando a força de cada seleção e o retrospecto, dando pontuação maior para os resultados inesperados, em um sistema parecido com o ranking da FIFA.

Um fator diferencial é o peso de cada competição. Em uma escala que vai dos Jogos Olímpicos aos Campeonatos Continentais, em um total de quase dez torneios, os resultados ocorridos nos confrontos contribuem mais ou menos para o ranking, de acordo com a importância da competição. Além disso, em caso de resultados inesperados, haverá maior pontuação para o vencedor. Portanto, cada set vencido ou perdido conta na cotação do ranking.

Mesmo com o novo sistema, na categoria masculina, o Brasil manteve a liderança de 17 anos no ranking. Porém, algumas seleções foram favorecidas na atualização como Argentina e Japão. Sem subir ao pódio de qualquer torneio importante, os argentinos estão em 5º lugar no ranking, a frente da França, uma das candidatas ao ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio. No caso japonês, a boa campanha na última Copa do Mundo impulsionou sua posição: 9º lugar.

Já na categoria feminina, a seleção mais favorecida pelo novo sistema foi justamente o Brasil. Apesar de subir apenas uma posição em relação ao ranking anterior, as brasileiras estão na frente da Sérvia, atual campeã mundial e bicampeã europeia, além da Itália, atual vice-campeã mundial. Outra incongruência do novo ranking, no naipe feminino, é a posição da Turquia. Mesmo terminando o Europeu 2019, em 2º lugar, a seleção turca não poderia estar na frente da Sérvia.

Fato é que, o novo sistema adotado pela FIVB em seu ranking de seleções corre o risco de perder a credibilidade. Assim como no futebol, ele pode perder a relevância. Não está claro quais são os critérios adotados pelo algoritmo para determinar qual seleção é mais forte do que outra. Por esse motivo, o ranking pode apenas servir para manter o status quo da modalidade. No entanto, é bom ressaltar a importância do ranking no voleibol, pois a partir dele é definida a divisão dos grupos nas grandes competições.

Seja qual for o critério adotado pelo algoritmo, no caso específico da Turquia parece ser o peso das competições, a atual campeã mundial não pode estar atrás de uma seleção que encerrou o mesmo Mundial, em décimo lugar. A não ser que os critérios utilizados sejam outros. Ao que parece, no mundo ideal de muitos, se fosse possível, Cuba seria líder do ranking eternamente.

SADA/CRUZEIRO É PENTACAMPEÃO DA COPA DO BRASIL

O Sada/Cruzeiro derrotou o Sesi/SP na grande final da Copa do Brasil 2020, disputada em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Com o resultado, a equipe mineira sagrou-se pentacampeã da competição. Foi o terceiro título consecutivo do torneio. Anteriormente, a equipe comandada pelo técnico argentino Marcelo Mendez venceu as edições de 2014, 2016, 2018, 2019.

Na decisão de 2020, o time cruzeirense conquistou o título, com uma vitória por 3×0, com parciais de 25/23, 25/22, 25/12, sobre o Sesi/SP. O oposto Alan do Sesi foi o maior pontuador da final com 18 pontos. Pelo lado campeão, o central Isac e o oposto Luan anotaram 13 pontos cada. Ao final do jogo, o campeoníssimo Marcelo Mendez comemorou a conquista em conversa com a assessoria da CBV.

“Trabalhamos para jogar cada dia melhor e trabalhamos para sermos campeões também. Nem sempre é possível, mas este é sempre o nosso objetivo. Fico feliz pelo jogo que fizemos na semifinal e por tudo que mostramos hoje nesta decisão. Hoje, nas duas primeiras parciais conseguimos fechar e atuar melhor nas bolas decisivas, acho que foram duas ações de bloqueio importantes. Já no terceiro set fizemos muita diferença no ataque e no saque também. Mostramos um bom voleibol e temos que seguir trabalhando assim na Superliga”.

SADA/CRUZEIRO Cachopa, Luan, Isac, Otávio, Perrin, Conte, Lukinha (L). Entraram: Rodriguinho, Filipe, Evandro. Técnico: Marcelo Mendez

SESI/SP William, Alan, Barreto, Éder, Fábio, Lucas Lóh, Murilo (L). Entraram: Pureza (L), Daniel, Matheus, Birigui. Técnico: Rubinho

A CAMPANHA DO TÍTULO

Quartas-de-final

15/01 Cruzeiro 3×0 Itapetininga 25/20, 25/20, 25/23

Semifinal

24/01 Cruzeiro 3×1 Sesc/RJ 25/17, 21/25, 25/23, 25/13

Final

25/01 Cruzeiro 3×0 Sesi/SP 25/23, 25/22, 25/12

A comemoração celeste/Filipe de Andrade/Inovafoto/CBV

PELA NORCECA, CANADÁ E REP. DOMINICANA ESTÃO CLASSIFICADOS PARA OS JOGOS OLÍMPICOS

Foram definidas as seleções classificadas da região da Norceca para as Olimpíadas de Tóquio 2020, no torneio de voleibol dos dois naipes. No masculino, o Canadá confirmou o favoritismo, jogando em casa, com 3 vitórias em 3 jogos do qualificatório. No duelo decisivo contra Cuba, pela segunda rodada, os canadenses venceram a partida por 3×2, após reverterem uma desvantagem de 2×0 no placar. A classificação olímpica foi assegurada com um novo triunfo, dessa vez por 3×0, contra Porto Rico, no último domingo. A melhor colocação do Canadá na história das Olimpíadas foi um 4º lugar em Los Angeles 1984.

O selecionado canadense em festa/Divulgação FIVB

Já no feminino, também como anfitriã, em Santo Domingo, a República Dominicana conquistou a vaga olímpica depois de derrotar Porto Rico, por 3×0. Ainda pelo qualificatório, as dominicanas venceram México e Canadá, respectivamente, por 3×2 e 3×1. Com a classificação, esta será a terceira participação da República Dominicana nos Jogos Olímpicos na categoria feminina do voleibol. Anteriormente, as dominicanas disputaram as Olimpíadas de Atenas 2004 e Londres 2012.

RETROSPECTIVA 2019

Em 2019, seja na temporada de clubes ou na temporada internacional, o voleibol teve um ano movimentado. Muitas competições foram disputadas, do Mundial de Clubes ao Pré-Olímpico, passando pela Copa do Mundo, em meio a um calendário apertado. E como é propício, é chegado o momento de rever o que aconteceu de importante nas competições durante o ano.

COPA DO BRASIL

Em janeiro de 2019, o Minas deu início à sua coleção de títulos na temporada no naipe feminino. Pela Copa do Brasil, nas finais disputadas em Gramado, o time comandado pelo italiano Lavarini bateu o Praia na decisão do torneio, por 3×1, conquistando o título pela 1ª vez. Já no masculino, o Cruzeiro venceu a Copa do Brasil, nas finais disputadas em Lages, sendo tetracampeão da competição. Na grande final, o time celeste derrotou a supresa Minas pelo placar de 3×0.

SUL-AMERICANO DE CLUBES

Com sede em Belo Horizonte, disputado na Arena Minas, nas duas categorias, o Sul-Americano foi mais uma competição dominada pelos mineiros, em 2019. No feminino, no formato todos contra todos, o Minas conquistou o bicampeonato consecutivo de maneira impecável. Sem perder sequer uma parcial, o clube da Rua da Bahia sagrou-se campeão depois de bater o rival Praia por 3×0, na última rodada.

No masculino, também disputado na Arena Minas, o Sul-Americano foi emocionante. Depois de estar perdendo por 2×0 para o time argentino Obras de San Juan, o Cruzeiro virou o jogo no tie-break, garantido vaga na decisão do título. Na final, contra a UPCN, também da Argentina, o time comandado pelo argentino Marcelo Mendez foi campeão com um triunfo por 3×1. Foi o sexto título celeste na história da competição.

LIBERTADORES DO VÔLEI

Em 2019, clubes brasileiros e argentinos se engajaram na criação da Libertadores do Vôlei, sob o aval da Confederação Sul-Americana da modalidade. Na primeira edição, com finais na cidade de Taubaté, o Personal Bolívar da Argentina sagrou-se campeão após vencer o Sesc/RJ, na decisão do título, por 3×0.

SUPERLIGA 2018/2019

Em edição comemorativa de 25 anos, a Superliga teve na última temporada como campeões, o Itambé/Minas, no feminino, e o EMS/Funvic/Taubaté, no masculino. Nos playoffs finais, Minas e Taubaté, derrotaram respectivamente, Praia Clube e Sesi/SP. Foi o segundo título do Minas na história da competição feminina. Já o Taubaté conquistou a Superliga Masculina pela 1ª vez.

TORNEIO DE MONTREUX

Em maio, no início da temporada de seleções no naipe feminino, uma renovada seleção polonesa conquistou o Torneio de Montreuax, na Suíça. Na decisão do título, contra o Japão, as polonesas sagraram-se campeãs da competição, pela 1ª vez na história, com uma vitória por 3×1, com parciais de 25/15, 22/25, 25/17, 26/24.

LIGA DAS NAÇÕES

A segunda edição da Liga das Nações terminou com os mesmos campeões da primeira, em 2018. No naipe feminino, o Brasil melhorou seu desempenho chegando na final. Porém, contra as americanas, depois de abrir 2×0, as brasileiras permitiram a virada dos Estados Unidos. Com o resultado, o time comandado pelo técnico Karch Kirally foi bicampeão da competição.

Já no naipe masculino, após uma 1ª fase invicta, o Brasil acabou decepcionando nas finais, repetindo o mesmo desempenho de 2018, encerrando a competição fora do pódio, em 4º lugar. O título ficou com a Rússia. Pelo segundo ano consecutivo, os russos foram campeões batendo os anfitriões da fase final. Em 2019, a vítima foram os americanos. Em 2018, os franceses.

PAN DE LIMA

Representada por uma seleção de novos, o Brasil foi muito mal no Pan de Lima. Apesar do sucesso da delegação brasileira, com a melhor campanha em mais de 50 anos, o vôlei decepcionou. No feminino, sequer subiu ao pódio, ficando em 4º lugar. Isso sem falar, nas derrotas humilhantes para Argentina e Colômbia. No masculino, apesar do bronze, o resultado ficou aquém das expectativas. No geral, o ouro ficou com Argentina no masculino, e República Dominicana no feminino.

PRÉ-OLÍMPICO

No começo de Agosto, seis vagas, em cada categoria, foram disputadas para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O Brasil conquistou a classificação nos dois naipes. Apesar disso, nossas seleções sofreram. No feminino, jogando em casa, as brasileiras passaram sufoco para derrotar o Azerbaijão e a República Dominicana apenas no tie-break.

No masculino, na Bulgária, os brasileiros estiveram muito perto de perder a primeira chance para a conquista da vaga olímpica. Os búlgaros chegaram a abrir 2×0 no placar, mas o Brasil se superou, com uma grande atuação de Leal, vencendo o jogo de virada por 3×2, garantido a classificação olímpica.

CAMPEONATO SUL-AMERICANO

Depois do susto no Pan, a equipe feminina do Brasil se recuperou no Campeonato Sul-americano jogando com o time completo. Com uma campanha irretocável, as brasileiras sagraram-se campeãs pela 21ª vez, com uma vitória sobre a Colômbia por 3×0. No masculino, os brasileiros mantiveram a hegemonia sul-americana com mais um título continental. Na decisão, contra os argentinos, o Brasil sagrou-se campeão depois de estar perdendo por 2×0, com parciais de 24/26, 22/25, 31/29, 25/20, 15/13.

COPA DO MUNDO

Em Setembro, aconteceu a disputa da Copa do Mundo. Esvaziada pelo Pré-Olímpico, pela 1ªvez, a competição não distribuiu classificação para as Olimpíadas. No feminino, com uma atuação de alto nível, a China foi campeã da competição pela 5ª vez. O Brasil encerrou a disputa na 4ª posição, com uma campanha irregular, com derrotas para Coréia do Sul e Holanda. No masculino, o Brasil foi tricampeão invicto da Copa, com atuação destacada do oposto Alan. Polônia em 2º lugar e Estados Unidos em 3º lugar, completaram o pódio.

Divulgação FIVB

CAMPEONATOS ESTADUAIS

Terminado o calendário de seleções, as atenções no Brasil se voltaram para os campeonatos estaduais. No masculino, Taubaté, Sesc/RJ e Cruzeiro foram campeões em seus estados. No feminino, levantaram o troféu, nos seus estados, São Paulo/Barueri, Sesc/RJ e Praia Clube.

SUPERCOPA 2019

Na abertura da temporada nacional de clubes 2019/2020, os campeões do ano passado entraram em quadra para dar início ao certame, em Uberlândia. No feminino, o Praia, vice das principais competições, enfrentou o Minas, campeão de tudo, conquistando o bicampeonato da Supercopa, em jogo único, por 3×0. No masculino, o Taubaté, campeão da Superliga, disputou com o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil, o título da Supercopa. De virada, por 3×1, com parciais de 21/25, 25/21, 25/16, 25/18, o Taubaté foi campeão da competição de maneira inédita.

MUNDIAL DE CLUBES

Em dezembro, na China, foi disputado o mais equilibrado Mundial de Clubes feminino da história. Para o Brasil, o resultado final ficou a desejar. Com atuações abaixo das expectativas, Minas e Praia jogaram apenas pelo 5º lugar, depois de uma péssima 1ª fase. O título ficou com o Conegliano da Itália, após uma final eletrizante contra o Eczacibasi da Turquia. Na versão masculina, o Cruzeiro jogando em casa, na cidade de Betim, no ginásio Divino Braga, não conseguiu superar o favoritismo do Civitanova da Itália de Bruninho e Leal, perdendo a decisão, por 3×1, com parciais de 25/23, 19/25, 31/29, 25/21.

PRÊMIO BRASIL OLÍMPICO 2019

Aconteceu, hoje, no Rio de Janeiro, o Prêmio Brasil Olímpico 2019. Em sua 21ª edição, a premiação consagrou os melhores atletas do ano no Brasil, em cada modalidade. No caso específico do vôlei de quadra, o levantador Bruninho do Civitanova da Itália foi escolhido o melhor atleta do esporte em 2019. Infelizmente, ele não compareceu a premiação, devido aos seus compromissos pessoais, com o seu clube na Europa.

Além de vencer como o melhor atleta do ano no voleibol brasileiro em 2019, Bruninho concorreu em outra categoria. Pelo segundo ano consecutivo, o campeão olímpico na Rio 2016, foi indicado ao prêmio “Atleta da Galera”, com outros dez atletas de outras modalidades. O tenista de mesa Hugo Calderano levou o prêmio, em votação exclusiva realizada pelo COB na internet.

Também representou o vôlei de quadra, no Prêmio Brasil Olímpico 2019, o técnico da seleção brasileira masculina Renan Dal Zotto. Ele foi eleito o melhor técnico de esportes coletivos, pelo segundo ano consecutivo. Em 2018, Renan também ganhou o prêmio. Pelo feito, recebeu do COB, o troféu Bebeto de Freitas. O nome do troféu é uma homenagem do Comitê Brasileiro ao ex-treinador de vôlei, falecido em 2018.

O MUNDIAL DE CLUBES 2019

Começa hoje, nessa madrugada, o Campeonato Mundial de Clubes 2019. A versão feminina da competição será disputada em Shaoxing, na China, entre oito times. Já a masculina, acontece no Brasil, em Betim, Minas Gerais, com apenas 4 equipes. O formato de disputa são diferentes.

No naipe feminino, os oito participantes estão divididos em dois grupos de 4. Os dois melhores de cada chave avançam para as semifinais. Os vencedores desses confrontos fazem a grande final. No naipe masculino, os quatro participantes jogam entre si na 1ª fase. Depois ocorrem as semifinais entre o 1ºx4º e o 2ºx3º. Os vencedores desses duelos disputam a final.

Participam do Mundial de clubes 2019 feminino as equipes do Novara (ITA), Conegliano (ITA), Eczacibasi (TUR), Vakifbank (TUR), Itambé/Minas (BRA), Praia Clube (BRA), Guangdong Evergrande (CHN), Tianjin (CHN). No masculino disputam o Mundial de clubes 2019 os seguintes times: Sada/Cruzeiro (BRA), Civitanova (ITA), Zenit Kazan (RUS), Al Rayan (QAT).

A julgar pelos clubes participantes do Mundial 2019, as chances de título das equipes brasileiras são pequenas. Na disputa feminina, Praia Clube e Minas terão muitas dificuldades já na 1ª fase. Um lugar no pódio, caso avancem para as semifinais, será motivo de festa.

Na disputa masculina, o Sada/Cruzeiro possui mais possibilidades de sagrar-se campeão do que as equipes femininas. Porém, não se engane. Para repetir o feito de 2013, 2015 e 2016, quando sediou o Mundial e conquistou o título dentro de casa, o Cruzeiro precisará apresentar um nível de jogo superior ao demonstrado até agora na temporada.

Entre os adversários, a expectativa na categoria feminina quanto ao nível técnico é de uma competição equilibrada. Sem sobras de dúvidas, o Mundial feminino de clubes 2019 será o maior da história. Já na categoria masculina, as equipes estrangeiras estarão bem representadas, mas sem a mesma grandiosidade do evento feminino.

O DESEMPENHO PROMISSOR DE ROSAMARIA NA ITÁLIA

Montibeller-Rosamaria-attacco-696x1044
Rosamaria no ataque/Divulgação Fipav

Ao fim da última temporada no Brasil, quando defendeu o Praia Clube, a ponteira Rosamaria resolveu dar uma guinada. A atleta pediu dispensa da seleção brasileira e fechou contrato para competir na Liga Italiana pelo Perugia no ano seguinte. Além disso, Rosamaria tomou as rédeas de sua carreira. Contra uma recomendação do técnico José Roberto Guimarães para jogar na ponta, ela voltou para a sua posição de origem na saída de rede. Aos 25 anos, a atleta revelada pelo projeto de Nova Trento, em Santa Catarina, demonstra estar empenhada em recuperar o seu prestígio.

A julgar pela sua performance na Liga Italiana, a escolha foi mais do que acertada. Apesar de seu time ocupar a lanterna do campeonato, individualmente, Rosamaria é um dos maiores destaques da competição. Para se ter uma ideia do seu desempenho, Rosamaria está a frente na pontuação total de uma das maiores jogadoras da atualidade, a oposta italiana Paola Egonu. Ao todo, em oito partidas, Rosamaria anotou 168 pontos contra 143 de Egonu.

A média de pontos por jogos de Rosamaria é altíssima, de 31 pontos. Com esses números, ela fica atrás somente de Camilla Mingardi que possui média de 33 pontos por jogo. No âmbito geral, após nove rodadas, Rosamaria é a 2ª maior pontuadora da Liga Italiana com 168 pontos, atrás justamente de Mingardi, com 206 pontos. Na eficiência de ataque, ela também está bem colocada em relação as outras jogadoras de sua posição, com 41% de aproveitamento. Um bom número. A liderança é de Egonu com 55% de eficiência.

Após o fracasso na transição de posição, com esse desempenho, tranquilamente, Rosamaria poderia voltar a ser convocada para a seleção. O problema na atual conjuntura é a concorrência. No momento, disputam posição com ela Tandara, Lorenne, Sheilla e Bruna Honório. O pedido de dispensa da seleção em 2019 pode pesar e ser decisivo. Com essa performance no Italiano, mesmo que fique de fora das próximas convocações do Brasil, Rosamaria está construindo uma carreira internacional, valorizando seu passe. É quase certo que ao fim da temporada, ela receba melhores propostas dos clubes italianos.

O ADEUS DE PICCININI

Divulgação FIPAV

As quadras de vôlei não terão mais o frescor da beleza da italiana Francesca Piccinini. No mês passado, infelizmente, uma das musas do vôlei anunciou a sua despedida da modalidade. Ela já não defendia mais a seleção de seu país havia três anos. Agora escolheu definitivamente se aposentar. Uma pena para os amantes da graciosidade da atleta.

Como não esquecer a sua passagem pelo Brasil! Ainda jovem, no início de carreira, Piccinini jogou pelo time de Bernardinho, encantando a torcida brasileira, na temporada 1998/1999 da Superliga. Nosso país sempre foi um amigo íntimo da jogadora. Foi pelas mãos de um brasileiro, no caso o técnico Marco Aurélio Motta, que ela foi revelada ao mundo.

Porém, a culpa pelo sucesso da carreira da bella ragazza italiana não foi somente de um brasileiro. Um acidente de percurso, levou a jogadora a prática profissional da modalidade. Segundo consta em algumas entrevistas, Piccinini se apaixonou pelo esporte, após a leitura de uma mangá japonês, em que os personagens jogavam vôlei.

Os críticos desdenhavam do desempenho da atleta em quadra. Para muitos, sua presença na seleção da Itália era midiática. Sua performance quase sempre foi questionada. Tudo inveja! O problema era sua beleza. Certa vez, na Vila Olímpica, em Sydney 2000, ela e suas companheiras de seleção chamaram tanta atenção, que foram assediadas no refeitório.

Com seu talento e patriotismo, a Itália foi campeã mundial, bicampeã europeia, da Copa do Mundo, da Copa dos Campeões. Faltou a medalha olímpica. Problema dos deuses… Pelos clubes, na Europa, Piccinini foi por várias vezes campeã, seja na Liga Italiana ou na Champions League. Por duas vezes, no principal torneio da Europa, calou os críticos, sendo eleita MVP, em 2010 e 2016.

Seus planos para o futuro são um segredo. No último Campeonato Europeu ela foi comentarista da RAI, TV pública italiana. Em entrevistas recentes, disse que não gostaria de ser treinadora, mas trabalhar nas categorias de base.

Seja o que fizer a partir de agora, Piccinini entrou para o rol das atletas inesquecíveis da história da modalidade. E que fique claro, sobrava qualidade e categoria em seu voleibol. Como diria o compositor, cantor e poeta brasileiro Vinícius de Moraes: “Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental”.

Divulgação COI

BRASIL É TRICAMPEÃO DA COPA DO MUNDO

A seleção brasileira masculina de vôlei conquistou a Copa do Mundo 2019, com uma rodada de antecedência. Foi o terceiro título brasileiro na história da competição. Anteriormente, o Brasil foi campeão do torneio em 2003 e 2007. Em 2019, na partida em que ganhou a medalha de ouro, válida pela décima rodada, em Hiroshima, no Japão, os brasileiros bateram os anfitriões por 3×1, com parciais de 25/17, 24/26, 25/14, 27/25. O ponteiro cubano naturalizado brasileiro Leal foi o destaque individual do confronto. Ele marcou 24 pontos.

PREMIAÇÃO INDIVIDUAL

Individualmente, dois jogadores brasileiros devem disputar o prêmio de MVP. O oposto Alan e o ponteiro Leal tiveram ótimas performances ao longo da competição e são os favoritos para a escolha de melhor jogador da Copa do Mundo 2019. O líbero Thales, o central Lucão e o levantador Bruninho concorrem com boas chances, para a seleção do campeonato. O anúncio oficial da FIVB sobre os laureados, será realizado após a última rodada do torneio, na terça-feira, 15 de Outubro.

O ponteiro Leal, um dos favoritos a MVP da Copa/ Divulgação FIVB

A CAMPANHA DO TÍTULO

A campanha do título do Brasil na Copa do Mundo 2019 foi irrepreensível. Das dez vitórias na competição, 6 foram pelo placar de 3×0, contra Canadá, Austrália, Rússia, Argentina, Estados Unidos e Tunísia. Em toda Copa, foram apenas 5 sets perdidos. Apenas a Polônia endureceu o jogo com os brasileiros, em um confronto decidido somente no tie-break. Ainda resta uma partida para o Brasil na Copa, a ser realizada na madrugada de terça-feira, 15 de Outubro, contra a Itália, a partir das 3h.

Round robin – todos contra todos

01/10 Brasil 3×0 Canadá 25/14, 25/22, 25/14

02/10 Austrália 0x3 Brasil 15/25, 20/25, 17/25

04/10 Brasil 3×1 Egito 25/19, 21/25, 25/19, 25/22

05/10 Brasil 3×0 Rússia 25/16, 25/22, 25/22

06/10 Irã 1×3 Brasil 27/25, 21/25, 25/27, 22/25

09/10 Argentina 0x3 Brasil 19/25, 19/25, 24/26

10/10 EUA 0x3 Brasil 23/25, 22/25, 17/25

11/10 Tunísia 0x3 Brasil 17/25, 14/25, 13/25

13/10 Polônia 2×3 Brasil 25/19, 23/25, 19/25, 25/16, 11/15

14/10 Japão 1×3 Brasil 17/25, 26/24, 14/25, 25/27

15/10 Itália x Brasil

A seleção brasileira comemora título/Divulgação FIVB