A seleção feminina de vôlei encerrou a 1ª fase do Campeonato Mundial, com duas vitórias, em sequência, por 3×0, contra o Quênia e o Cazaquistão. Com os resultados, as brasileiras terminaram em 2º lugar do grupo D, com 12 pontos, 4 vitórias, em 5 jogos. Na próxima fase, o Brasil enfrenta os quatros primeiros colocados do grupo A. Pela ordem dos confrontos: Alemanha, México, Holanda e Japão.
Para chegar a 3ª fase, as brasileiras precisam ficar entre as três primeiras colocadas do cruzamento do grupo A com o grupo D. Como os resultados da 1ª fase são carregados para 2ª fase, no momento, o Brasil está no 4º posto, atrás de Sérvia e Holanda, respectivamente, empatado com o Japão, no número de vitórias, terceiro colocado no número de pontos (13×12).
TREINO DE LUXO
Contra o Quênia e o Cazaquistão, o técnico José Roberto Guimarães utilizou os jogos para rodar o time e dar ritmo de jogo a ponteira Natália, recém-recuperada de contusão. O Brasil não teve dificuldades, porém deve ser ressaltada a fraqueza dos adversários.
É bom avaliar até mesmo o retorno de Natália. Diante de duas seleções tecnicamente inferiores, o rendimento da jogadora foi muito bom. No entanto, sem enfrentar grandes seleções, em jogos decisivos, é difícil apontar o nível de recuperação da jogadora.
A seleção brasileira feminina de vôlei perdeu seu terceiro jogo no Campeonato Mundial, em partida válida pelo grupo D. Diante da Sérvia, as brasileiras estiveram praticamente sempre atrás no placar. Com uma atuação individual espetacular da oposta Boskovic, a Sérvia venceu o Brasil por 3×0, com parciais de 25/21, 25/18, 25/19. A oposta Tandara foi a maior pontuadora do Brasil. Ela anotou 9 pontos. Na próxima rodada, as brasileiras enfrentam o Quênia, hoje, com transmissão do SPORTV, a partir das 7h20 da manhã. Já a Sérvia joga com o Cazaquistão.
ESTATÍSTICAS
Contra a Sérvia, o bloqueio do Brasil foi inoperante. Mesmo sendo óbvia, a levantadora da Sérvia, Maja Ognjenovic, deu um baile na marcação brasileira. Destaque do Brasil, nos dois primeiros jogos do Campeonato Mundial, o sistema defensivo ficou devendo.
A grande atuação da oposta sérvia, Boskovic deve ser enfatizada. Ela marcou 24 pontos no jogo, sendo 21 de ataque, 1 de bloqueio e 2 de saque. Seu aproveitamento de ataque foi de quase 70%. Um número assustador, dado que, do outro lado da quadra, estavam jogadoras brasileiras especialistas no bloqueio.
No entanto, não foi apenas a oposta da Sérvia a responsável pelo resultado. Mesmo cedendo 23 pontos em erros, a Sérvia foi superior ao Brasil durante todo o jogo. A eficiência da defesa foi fundamental para colocar as atacantes em condições de confirmar os pontos. A distribuição da levantadora beirou a perfeição. Para se ter uma ideia, foram 56 pontos de ataque da Sérvia contra apenas 30 do Brasil. Em resumo, o time inteiro foi bem.
BRASIL Dani Lins (0), Tandara (9), Bia (7), Adenízia (2), Garay (7), Gabi (8), Suelen (0). Entraram: Roberta (0), Rosamaria (1), Natália (0), Thaísa (1). Técnico: José Roberto Guimarães
OUTROS RESULTADOS
Grupo A Alemanha 3×0 Argentina 25/21, 34/32, 25/18
Grupo A Holanda 3×0 Camarões 25/16, 26/24, 25/18
Grupo A México 0x3 Japão 15/25, 15/25, 15/25
Grupo B Itália 3×0 Cuba 25/11, 25/18, 25/20
Grupo B Bulgária 0x3 Turquia 17/25, 23/25, 12/25
Grupo B China 3×0 Canadá 25/21, 25/21, 25/13
Grupo C Rússia 3×0 Azerbaijão 25/21, 25/21, 25/22
Grupo C Trinidad Tobago 1×3 Tailândia 17/25, 17/25, 25/23, 11/25
Grupo C EUA 3×1 Coréia do Sul 19/25, 25/21, 25/21, 25/18
Grupo D Rep. Dominicana 3×0 Cazaquistão 25/22, 25/15, 25/19
Grupo D Porto Rico 3×0 Quênia 25/20, 25/22, 25/15
A oposta Boskovic em execução de ataque/Divulgação FIVB
No último domingo, a seleção polonesa de vôlei sagrou-se campeã do Campeonato Mundial Masculino, disputado em Turim, na Itália. Na decisão, a Polônia venceu o Brasil por 3×0, com parciais de 28/26, 25/20, 25/23 e tornou-se tricampeã mundial (1974, 2014, 2018). O oposto polonês Kurek foi a maior pontuador da final, com 24 pontos. Ele também foi eleito MVP, melhor jogador do campeonato.
A seleção do Campeonato Mundial Masculino, escolhida pela FIVB, foi composta ainda pelo levantador Christenson (EUA), o oposto Anderson (EUA), os centrais Lucão (Brasil) e Nowakoswski (Polônia), os ponteiros Douglas Souza (Brasil) e Kubiak (Polônia) e o líbero Bartosz (Polônia).
GRANDE FINAL
No jogo do título, o desempenho do bloqueio polonês foi decisivo. Foram 10 pontos contra 4 do Brasil. Mesmo com o número elevado de erros de saque, a Polônia também foi superior nesse fundamento, com 4 pontos diretos contra 2 do Brasil. Além disso, a principal diferença na grande final, entre poloneses e brasileiros, foi o número de contra-ataques confirmados em pontos, propiciados pelo sistema defensivo das duas seleções.
Com um bloqueio inexistente, o Brasil quase não criou chances de contra-atacar. Dada a agressividade da Polônia no serviço, os brasileiros saíram de quadra com mais pontos de ataque do que a Polônia, em virtude da eficiência da virada de bola. Vale destacar ainda, o desempenho do oposto polonês Kurek. Ele carregou a Polônia no ataque, com quase 70% de eficiência no fundamento.
BRASIL
O Brasil fez uma partida abaixo do esperado na grande final. A fraqueza no bloqueio comprometeu o sistema defensivo. Algo já esperado, dado o restrospecto na competição. Apenas contra as favoritas seleções russa e francesa, o desempenho no fundamento teve um nível excelente.
No entanto, o Brasil foi além das expectativas e o vice-campeonato é bem-vindo. Claro que é frustrante chegar na decisão e perder. Ainda mais, pela segunda vez consecutiva, para o mesmo adversário de 4 anos atrás. Porém, diante dos problemas de contusão e dos desfalques do Brasil, o resultado final pode ser considerado satisfatório.
A CAMPANHA DO TÍTULO
1ª FASE
Cuba 1×3 Polônia 18/25, 19/25, 25/21, 14/25
Porto Rico 0x3 Polônia 14/25, 12/25, 15/25
Polônia 3×1 Finlândia 25/20, 26/28, 25/16, 25/15
Irã 0x3 Polônia 21/25, 20/25, 22/25
Bulgária 1×3 Polônia 14/25, 25/23, 22/25, 23/25
2ª FASE
Polônia 2×3 Argentina 25/16, 19/25, 23/25, 25/23, 14/16
Polônia 1×3 França 15/25, 18/25, 25/23, 18/25
Polônia 3×0 Sérvia 25/17, 25/16, 25/14
FINAL SIX
Polônia 3×0 Sérvia 28/26, 28/26, 25/22
Itália 3×2 Polônia 14/25, 25/21, 18/25, 25/17, 15/11
SEMI-FINAL
Polônia 3×2 EUA 25/22, 20/25, 23/25, 25/20, 15/11
FINAL
Brasil 0x3 Polônia 26/28, 20/25, 23/25
O oposto Kurek e o central Nowakowski em comemoração do título/Divulgação FIVB
A seleção feminina de vôlei venceu seu segundo compromisso no Campeonato Mundial de Vôlei. Jogando contra a República Dominicana, em jogo válido pela segunda rodada do grupo D, as brasileiras derrotaram as dominicanas por 3×0, com parciais de 25/15, 25/20, 25/22.
O destaque da seleção brasileira na partida foi a eficiência no bloqueio. Ao todo, foram 14 pontos no fundamento, uma média de quase 5 pontos por set. A ponteira Gabi foi a maior pontuadora do jogo, com 15 pontos, sendo 14 de ataque e 1 de saque. Pela República Dominicana, a oposta Gonzalez anotou 10 pontos.
Na próxima rodada do grupo D, o Brasil faz um confronto decisivo contra a Sérvia. O jogo é logo mais, a partir das 7h20 da manhã, com transmissão do SPORTV.
RESUMO
O Brasil começou o jogo cometendo erros infantis. As dominicanas chegaram a abrir 4 pontos de vantagem. Aos poucos, as brasileiras entraram no jogo explorando a deficiência das dominicanas na recepção. O sistema defensivo do Brasil era preponderante. As brasileiras confirmavam os contra-ataques e a República Dominicana estava completamente desorientada com o volume de jogo brasileiro. Sem dificuldade, o Brasil venceu o 1º set, 25/15.
Na segunda parcial, a linha de recepção dominicana ficou mais estável. No entanto, com pouca inteligência, faltava paciência no ataque. O Brasil não deixava as dominicanas jogarem. O técnico da República Dominicana, Marcos Kwiek trocou metade do time. Não teve jeito, as brasileiras eram superiores, apesar da melhora substancial da República Dominicana, 25/20.
No 3º set, o técnico da República Dominicana inverteu a rede, pela terceira vez no jogo, com uma terceira opção. A estratégia deu certo e o ataque dominicano ganhou consistência, com uma maior variação da levantadora Marte. As dominicanas chegaram a abrir 3 pontos de frente.
O bloqueio do Brasil perdeu rendimento. O técnico brasileiro José Roberto Guimarães colocou a central Adenízia no jogo. Deu certo. Adenízia fez 3 pontos de bloqueio e recolocou o Brasil no páreo. A República Dominicana não confirmou a virada de bola e o Brasil teve o match point, 25/22.
BRASIL Dani Lins (0), Tandara (14), Bia (5), Carol (3), Gabi (15), Garay (11), Suelen (0). Entraram: Roberta (0), Rosamaria (5), Natália (0), Adenízia (3). Técnico: José Roberto Guimarães.
OUTROS RESULTADOS
Grupo A Camarões 0x3 Alemanha 14/25, 10/25, 16/25
Grupo A Argentina 0x3 México 20/25, 23/25, 23/25
Grupo A Japão 2×3 Holanda 25/27, 25/16, 26/28, 25/19, 13/15
Grupo B Canadá 0x3 Itália 15/25, 15/25, 18/25
Grupo B Cuba 0x3 Bulgária 10/25, 20/25, 14/25
Grupo B Turquia 0x3 China 18/25, 23/25, 23/25
Grupo C EUA 3×0 Trinidad Tobago 25/11, 25/11, 25/11
Grupo C Azerbaijão 3×1 Coréia do Sul 25/18, 25/18, 23/25, 25/18
Grupo C Tailândia 2×3 Rússia 25/21, 25/17, 13/25, 21/25, 9/15
Grupo D Cazaquistão 0x3 Porto Rico 21/25, 15/25, 22/25
Grupo D Quênia 0x3 Sérvia 16/25, 9/25, 8/25
O bloqueio brasileiro, responsável por 14 pontos no jogo/Divulgação FIVB
A seleção brasileira masculina de vôlei fez uma excelente partida diante da Sérvia, na semi-final do Campeonato Mundial Masculino, e garantiu classificação para a grande final da competição, pela 5ª vez consecutiva. Contra os sérvios, o Brasil se impôs desde o começo do jogo e venceu por 3×0, com parciais de 25/22, 25/21, 25/22. O oposto sérvio Atanasijevic foi o maior pontuador do confronto, com 16 pontos. Pelo Brasil, Douglas Souza foi o maior anotador, com 11 pontos.
Na grande final, os brasileiros irão enfrentar os poloneses, que eliminaram os favoritos americanos, com uma vitória no tie-break, com parciais de 25/22, 20/25, 23/25, 25/20, 15/11. O duelo pelo título do Mundial 2018 será uma reedição da final de 2014. Naquela oportunidade, a Polônia bateu o Brasil, dentro de casa, e foi bicampeã mundial. Esta será a terceira vez que poloneses e brasileiros decidem o título do Campeonato Mundial. A primeira foi em 2006, no Japão, com vitória brasileira. Caso vença a competição, o Brasil será tetracampeão mundial.
NÚMEROS
Contra a Sérvia, o central Lucão teve uma de suas melhores atuações nesse Mundial. Com 100% de aproveitamento no ataque, ele foi o destaque individual do Brasil na partida. No serviço, Lucão marcou 1 ponto de saque e no 3º set quando o Brasil estava 4 pontos atrás da Sérvia, teve uma sequência de saques que recolocou a seleção brasileira no jogo. Até mesmo no bloqueio, fundamento em que sempre foi cobrado, Lucão contribuiu com 3 pontos diretos e vários rebotes que propiciaram contra-ataques aos brasileiros. Com esses números, Lucão é um forte candidato para a seleção do Mundial 2018.
RESUMO
O Brasil começou a partida com uma postura agressiva. Na passagem de Bruno pelo saque, foram dois pontos diretos que deram margem à seleção brasileira. O sistema defensivo do Brasil propiciava vários pontos confirmados em contra-ataques. A virada de bola era eficiente. Os sérvios tentavam equilibrar, mas erravam demais no serviço e tinham dificuldades na recepção. O Brasil encalhou uma passagem de rede e deu chances aos sérvios. Na sequência, retomou a consistência de seu jogo e fechou a parcial em 25/22.
A segunda parcial seguiu a tônica do 1º set. O Brasil impunha seu jogo e a Sérvia corria atrás. Novamente, o Brasil deixou os sérvios encostarem. Numa boa sequência de saque, o bloqueio brasileiro apareceu e o Brasil voltou a dianteira. Os sérvios foram para o tudo ou nada no serviço. Em um erro de saque do central Prodascanin, o Brasil fez 2×0, 25/21.
O 3º set iniciou com a Sérvia na frente. O Brasil parecia relaxado em quadra. Renan parou o jogo e aos poucos, os brasileiros voltaram para o jogo. A Sérvia mostrava estar disposta a dificultar a vida do Brasil. Com três pontos atrás, Renan inverteu a rede. Mais um vez, em boa sequência de saques, o Brasil voltou a frente no placar, para não deixar mais. Resultado: 3×0 para o Brasil e classificação para a grande final.
BRASIL Bruninho (3), Wallace (9), Lucão (10), Maurício Souza (9), Douglas Souza (11), Lipe (8), Thales (0). Entraram: William (1), Evandro (5), Lucas Lóh (0), Maique (0). Técnico: Renan Dal Zotto
Pelo Campeonato Mundial Feminino, a seleção brasileira estreou com vitória sobre Porto Rico. Em jogo válido pelo grupo D, o Brasil venceu as porto-riquenhas por 3×0, com parciais de 27/25, 25/12, 25/7. A ponteira Fernanda Garay foi a maior pontuadora do jogo, com 13 acertos. O destaque individual de Porto Rico foi a central Reyes, com 7 pontos. Na próxima rodada do grupo D, as brasileiras enfrentam a República Dominicana, na madrugada de sábado para domingo, a partir de 1h40, com transmissão do SPORTV 2. Já a seleção porto-riquenha joga contra o Casaquistão.
NÚMEROS
No duelo com Porto Rico, o sistema defensivo do Brasil foi o maior destaque do confronto. Ao todo, as brasileiras marcaram 11 pontos de bloqueio contra 5 de Porto Rico. No aproveitamento do serviço, o Brasil foi bem com 4 pontos diretos. Vale destacar ainda, a passagem da central Carol pelo saque na terceira parcial. Ela iniciou o 3º set no serviço, e saiu apenas depois do Brasil aplicar incríveis 15×0 contra as adversárias. No aproveitamento de ataque, a central Bia foi o destaque, com mais de 80% de eficiência.
RESUMO
Brasil e Porto Rico iniciaram o jogo com um duelo entre as levantadoras. Com o passe na mão, a levantadora porto-riquenha Valentin dava um show de ousadia, com várias bolas pelo meio de rede, dificultando o trabalho do sistema defensivo brasileiro. Pelo outro lado da rede, Dani Lins era mais eficiente na distribuição. A diferença estava na precisão dos levantamentos. Ao final da primeira parcial, Porto Rico conseguia equilibrar o jogo e surpreender. O set foi decidido no detalhe, para o Brasil. Nas parciais seguintes, o volume de jogo brasileiro sobressaiu-se e não deu chances a Porto Rico. A seleção brasileira era um ferrolho que induzia Porto Rico ao erro. O Brasil chegou a fazer 15×0 no 3º set. No fim, sem sobressaltos, vitória brasileira por 3×0.
BRASIL Dani Lins (1), Tandara (11), Bia (9), Carol (5), Garay (13), Gabi (7), Suelen (0). Entraram: Roberta (1), Rosamaria (3), Natália (0), Drussyla (1), Thaísa (1). Técnico: José Roberto Guimarães
PORTO RICO Valentin (1), Ocasio (5), Reyes (7), Jusino (5), Enright (7), Santana (1), Venegas (0). Entraram: Raymariely (0), Joy (0), Ortiz (0), Otero (1), Santos (5), Leon (0). Técnico: José Mieles
OUTROS RESULTADOS
Grupo A México 1×3 Camarões 25/17, 23/25, 16/25, 21/25
Grupo A Alemanha 1×3 Holanda 25/22, 21/25, 22/25, 30/32
Grupo A Argentina 0x3 Japão 15/25, 13/25, 12/25
Grupo B Bulgária 0x3 Itália 15/25, 19/25, 22/25
Grupo B Turquia 3×0 Canadá 25/18, 25/13, 25/15
Grupo B China 3×0 Cuba 25/12, 25/23, 25/14
Grupo C Rússia 3×0 Trinidad Tobago 25/21, 25/11, 25/12
Grupo C Azerbaijão 0x3 EUA 27/29, 21/25, 21/25
Grupo C Coréia do Sul 2×3 Tailândia 25/18, 22/25, 19/25, 25/13, 11/15
Grupo D Rep. Dominicana 0x3 Sérvia 17/25, 20/25, 22/25
Grupo D Cazaquistão 0x3 Quênia 23/25, 22/25, 21/25
A ponteira Fernanda Garay, maior pontuadora do jogo/Divulgação FIVB
Pelo Campeonato Mundial Masculino de Vôlei, Brasil e Estados Unidos cumpriram tabela, ontem, em jogo válido pela 3ª fase. Já classificados para as semi-finais, as duas seleções entraram em quadra com seus times reservas. O Brasil foi superior e tirou a invencibilidade dos americanos na competição, com uma convincente vitória por 3×0, com parciais de 25/20, 25/18, 25/19.
Com o resultado, os brasileiros ficaram em 1º lugar do grupo I, com 5 pontos. Os Estados Unidos em 2º lugar, com 3 pontos. Nas semifinais, o Brasil irá enfrentar a Sérvia, segunda colocada do grupo J. O jogo acontece nesse sábado, ao meio-dia, com transmissão do SPORTV 2.
GRUPO J
No outro jogo de ontem, pelo Grupo J, a Polônia precisava vencer apenas um set, contra a Itália, para avançar às semi-finais e ficar em 1º lugar do grupo. Aos italianos, restava o milagre de vencer por 3×0, com as melhores parciais possíveis, para sonhar com uma vaga nos critérios de desempate.
Em quadra, os poloneses foram eficientes e fecharam o 1º set, em 25/14, sepultando as chances italianas. Ao final da partida, o resultado foi diferente. A Itália venceu o jogo por 3×2, mas estava eliminada. Classificada em 1º, a Polônia enfrenta os Estados Unidos nas semi-finais. O jogo também será transmitido pelo SPORTV 2, a partir de 16h15 de hoje.
MUNDIAL MASCULINO NA TV
Hoje 29/09 12:00 Brasil X Sérvia SPORTV 2
Hoje 29/09 16:15 Polônia X EUA SPORTV 2
Domingo 30/09 12:00 Disputa do 3º lugar SPORTV 2
Domingo 30/09 16:15 Final SPORTV 2
O Campeonato Mundial Feminino de Vôlei inicia as competições neste sábado, 29 de setembro. Disputado no Japão, sede das Olimpíadas de 2020, o torneio acontece de quatro em quatro anos e é o principal campeonato de 2018 do calendário anual da FIVB. O Brasil está no grupo D ao lado de Sérvia, República Dominicana, Porto Rico, Cazaquistão e Quênia. A estreia é contra Porto Rico. Veja a seguir, uma análise de cada grupo do Mundial Feminino 2018.
GRUPO A JAPÃO HOLANDA ALEMANHA ARGENTINA CAMARÕES MÉXICO
O Japão é palco para o Campeonato Mundial, mais uma vez. Dentro de casa, a seleção japonesa costuma se fortalecer. Basta lembrar, a surpreendente medalha de bronze no Mundial 2010. O fator casa é a aposta do Japão para parelhar uma disputa com a Holanda, seleção mais forte do grupo, pela liderança da chave. No mesmo grupo, a seleção alemã será páreo duro. Renovada, a Alemanha pode dificultar a vida de japonesas e holandesas. Como os resultados são acumulativos, na disputa pela 3ª vaga no Final Six, os confrontos do grupo A devem ser decisivos. Isso porque, no caminho para a 2ª fase, Japão e Holanda terão pela frente, Brasil e Sérvia.
GRUPO B CHINA ITÁLIA TURQUIA BULGÁRIA CUBA CANADÁ
Atual campeã olímpica e vice-campeã mundial, a seleção chinesa é a grande favorita do grupo B. No entanto, as chinesas não terão vida fácil. Itália e Turquia já provaram ter alto nível técnico para bater de frente com seleção de Lang Ping. Por uma questão de sorte, ou melhor, azar da Bulgária, este grupo poderia ser ainda mais complicado. Com desfalques importantes, a 4ª força do grupo deverá jogar apenas para passar de fase. Sua briga será contra o Canadá. O cruzamento com o outro grupo na 2ª fase, será ainda mais difícil. São 3 vagas para no mínimo 5 postulantes. Quem sair derrotado na chave B, por mais de uma vez, poderá dizer adeus às chances de título.
GRUPO C EUA RÚSSIA CORÉIA DO SUL AZERBAIJÃO TAILÂNDIA TRINIDAD TOBAGO
O grupo C pode ser considerado o grupo da morte. Apesar da superioridade técnica dos Estados Unidos, atual campeão mundial e da Liga das Nações, não dá para descartar a força da Rússia e os destaques individuais de Coréia do Sul e Azerbaijão, capazes de decidirem jogos sozinhas. Nem mesmo a definição de quem vai a 2ª fase é certa. A Tailândia pode muito bem atrapalhar os planos de qualquer uma dessas seleções. No seu currículo, há vitórias até mesmo em cima da Rússia. Dessa forma, a disputa intensa do grupo, terá consequências na 2ª fase, quando este grupo irá cruzar com China, Itália e Turquia. Promessa de grandes jogos.
GRUPO D BRASIL SÉRVIA REP.DOMINICANA PORTO RICO CAZAQUISTÃO QUÊNIA
O duelo pela liderança do grupo D deve se restringir a Brasil e Sérvia. Claro que, dominicanas e porto-riquenhas podem complicar a situação. Porém, não deve ser nada diferente disso. Para brasileiras e sérvias é importante manter o alto nível de competição. Em caso de classificação para o Final Six, as adversárias estarão com um ritmo de jogo maior, dado o equilíbrio de seus grupos. Também é importante não tropeçar, para não ser surpreendido pelas perigosas seleções de Holanda, Japão e Alemanha na 2ª fase.
O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, definiu nessa sexta-feira, em Hamamatsu, no Japão, as 14 jogadoras que irão defender o Brasil no Mundial. José Roberto havia optado em levar para a competição 15 atletas. O propósito era fazer o último corte na data limite imposta pela FIVB. O treinador utilizou-se dessa estratégia nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Coincidentemente, devido a lesões, a ponteira Natália era dúvida nos dois momentos, em 2012, e agora no Mundial 2018.
Como da outra vez, Natália foi confirmada para a disputa da competição. A indefinição deu-se pelo fato de Natália não estar plenamente recuperada de contusão, às vésperas do campeonato, segundo fontes da imprensa. Em seu lugar,a opção de José Roberto era a ponteira Amanda ou ainda a diminuição de opções no banco, em outras posições. Ele já havia cortado a oposta Monique e a ponta/oposta Fernanda Thomé.
A lista das 14 convocadas pelo Brasil para a disputa do Mundial é composta por: as levantadoras Dani Lins e Roberta, as centrais Bia, Adenízia, Thaísa e Carol, a oposta Tandara, as ponteiras Fernanda Garay, Gabi, Drussyla, Natália e Rosamaria e as líberos Suelen e Gabiru.
Definido o time, o Brasil estreia no Mundial 2018, contra Porto Rico, na madrugada de sexta para sábado, dia 29 de setembro, a partir de 1h40, com transmissão do SPORTV 2. Além de Porto Rico, as brasileiras enfrentam na 1ª fase, as seleções da República Dominicana, Sérvia, Casaquistão e Quênia.