CRUZEIRO E SÃO JOSÉ NA DECISÃO DA COPA DO BRASIL 2023

Cruzeiro e São José dos Campos disputam a decisão da Copa do Brasil masculina de vôlei 2023, neste domingo, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. O time celeste busca o heptacampeonato da competição. Já o São José dos Campos está em sua primeira final de Copa do Brasil. Na atual temporada da Superliga, o Cruzeiro venceu o São do José dos Campos por duas vezes, por 3×0. Além disso, o Cruzeiro nunca perdeu uma final do torneio.

CRUZEIRO 3×2 SUZANO

Para chegar na sétima final de Copa do Brasil, o Cruzeiro sofreu para bater o Suzano. Saque e bloqueio da equipe do interior paulista pressionaram a virada de bola cruzeirense. Para piorar, o Cruzeiro cedeu pontos em erros acima da média. O técnico do Cruzeiro, Filipe Ferraz, trocou de levantadores com a partida em andamento. O Suzano esteve muito perto de desbancar o líder da Superliga, mas no tie-break, prevaleceu a força do Cruzeiro.

O ponteiro cubano do Cruzeiro, López, foi cassado no serviço, mas saiu de quadra como maior pontuador da semifinal, com 25 pontos/Divulgação CBV/Maurício Val/FVImagens

MINAS 1×3 SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Já no outro confronto de semifinal do torneio, o São José dos Campos contou com a superioridade de seus atacantes de extremidades, para derrotar o Minas. O São José do Campos começou o jogo melhor, mas o Minas empatou a partida na segunda parcial. No 3º set, o tradicional time de Belo Horizonte esteve na frente do placar, mas permitiu a virada do São José dos Campos. O ponteiro Douglas, campeão olímpico na Rio 2016, foi o fator de desequilíbrio do time do interior paulista. Após essa virada, o Minas não conseguiu mais se recuperar na partida, com o São José dos Campos fechando o duelo, em 3×1.

A equipe do Farma Conde/São José dos Campos busca o inédito título da Copa do Brasil/Divulgação/Suzano Vôlei

AS FINAIS DA COPA DO BRASIL 2023

Começa, amanhã, em Jaraguá do Sul, as finais da Copa do Brasil de vôlei 2023. Primeiramente será conhecido o campeão do torneio no naipe masculino. Quatro equipes disputam esse título: Cruzeiro, Minas, São José dos Campos e Suzano. O Minas, atual campeão da competição, enfrenta o São José dos Campos, no confronto de semifinal teoricamente mais equilibrado. Já o Cruzeiro, maior campeão do torneio, joga contra o azarão, Suzano.

Em se tratando de Copa do Brasil, tudo pode acontecer. As duas equipes mineiras podem repetir a final de 2019, mas São José dos Campos e Suzano não devem ser descartados. O primeiro, já eliminou o Cruzeiro, em uma quartas de final de Superliga, durante a pandemia. Já o Suzano, é um time tradicional do voleibol brasileiro, que faz uma boa campanha na atual temporada da Superliga, principalmente, dentro de casa. Resta saber, qual será o desempenho do time jogando sem o apoio da torcida.

O Minas está em busca do segundo título de Copa do Brasil/Sávio Pereira/Inovafoto/Divulgação CBV

FEMININO

Na sequência da disputa masculina, acontece na segunda, dia 6 de março, os confrontos de semifinais da versão feminina do torneio. O Praia Clube terá pela frente o Fluminense. No outro confronto, Minas e Flamengo, jogam por uma vaga na decisão de 2023. Assim como no masculino, as duas equipes mineiras podem repetir uma final do torneio, pela terceira vez. Em 2019 e 2021, o Minas bateu o rival Praia na final.

O Praia vive melhor momento na temporada do que o Minas, sendo o maior favorito ao título. Porém, as duas equipes cariocas podem surpreender. O Flamengo de Bernardinho aparece com mais chances que o Fluminense. No entanto, o tricolor das Laranjeiras tem histórico na modalidade, podendo conquistar novamente um título nacional, após 42 anos. Um Fla-Flu nas finais, não deve ser desconsiderado.

FOFÃO ASSUME SELEÇÃO BRASILEIRA SUB-17

A campeã olímpica em Pequim 2008, Fofão, será técnica da seleção brasileira feminina de vôlei sub-17. É a primeira vez na história da modalidade no Brasil, que uma mulher assume o comando técnico de uma seleção. Anteriormente, Fofão havia sido coordenadora das seleções de base do Brasil. Com certificação técnica da CBV, Fofão terá pela frente o Sul-Americano feminino da categoria neste ano, que vale vaga no Campeonato Mundial 2023.

Em declaração à imprensa, Fofão falou sobre o desafio de dirigir a seleção brasileira feminina sub-17. “Tive identificação imediata com o desafio apresentado pela CBV. Estou no momento certo da minha carreira para aceitar esse cargo. Essa categoria é a porta de entrada para o universo das seleções brasileiras, e posso ajudar no desenvolvimento e na formação das novas gerações. É importante termos cada vez mais mulheres nas comissões técnicas”.

A ex-levantadora da seleção brasileira, Fofão, em destaque/Divulgação/CBV

AS ESTATÍSTICAS DO RETURNO DA SUPERLIGA FEMININA 22/23

Após 6 rodadas do returno da Superliga Feminina 22/23, com base dos dados da CBV, o blog atualiza as estatísticas da competição. Neste momento da disputa, a oposta do Barueri, Maiara Basso, lidera na pontuação, com 340 pontos. Na vice-liderança aparece a oposta do Pinheiros, Edinara, com 319 pontos. Em 3º lugar, a ponta/oposta do Osasco, Tifanny, com 284 pontos. Em 4º lugar, a ponteira Thaisinha do Bauru, com 262 pontos. Fechando o top 5 da pontuação, a oposta do São Caetano, Camila Mesquita, com 259 pontos. Confira abaixo o desempenho das atletas na Superliga Feminina 22/23, em outros fundamentos.

MÉDIA DE PONTOS POR SET

1º – Maiara Basso do Barueri com 5,4 de média por set

2º – Edinara do Pinheiros com 5,15 de média por set

3º – Brayelin do Praia com 5,03 de média por set

4º – Tifanny do Osasco com 4,9 de média por set

5º – Perry do Flamengo com 4,86 de média por set

BLOQUEIO

1º – Lara do Fluminense com 59 pontos de bloqueio

2º – Adenízia do Osasco com 58 pontos de bloqueio

3º – Carol do Praia com 56 pontos de bloqueio

4º – Jussara do Maringá com 56 pontos de bloqueio

5º – Gabriella do Brasília com 52 pontos de bloqueio

A central Lara, do Fluminense, é líder nas estatísticas de bloqueio/Divulgação/Fluminense

SERVIÇO

1º – Thaisinha do Sesi/Bauru com 21 pontos no serviço

2º – Perry do Flamengo com 20 pontos no serviço

3º – Ana Medina do Brasília com 20 pontos no serviço

4º – Elina do Fluminense com 19 pontos no serviço

5º – Carol do Praia com 19 pontos no serviço

RECEPÇÃO

1º – Natinha do Osasco com 76% de eficiência

2º – Gabriela do Abel/Moda com 75% de eficiência

3º – Michelle do Flamengo com 72% de eficiência

4º – Laís do Flamengo com 72% de eficiência

5º – Paulina do Barueri com 70% de eficiência

A líbero do Osasco, Natinha, está na liderança nas estatísticas de recepção/Divulgação/Osasco/Carol Oliveira

Fonte: CBV

AS ESTATÍSTICAS DO RETURNO DA SUPERLIGA MASCULINA 22/23

Após 7 rodadas do returno da Superliga Masculina 22/23, com base nos dados da CBV, o blog atualiza as estatísticas da competição. Neste momento do torneio, o oposto Franco do Vôlei Guarulhos mantém liderança na pontuação, com folga. Ao todo, ele já marcou 411 pontos. Na vice-liderança aparece o oposto Felipe Roque do Vôlei Renata, com 351 pontos. Em 3º lugar, outro oposto, dessa vez, Darlan do Sesi/SP, com 335 pontos. Em 4º lugar, Daniel Oliveira do Suzano, com 302 pontos. Fechando o top 5 na pontuação, o campeão olímpico, Douglas Souza do São José dos Campos, com 284 pontos. Confira abaixo o desempenho dos atletas da Superliga Masculina 22/23, nos outros fundamentos.

MÉDIA DE PONTOS POR SET

1º – Franco do Vôlei Guarulhos com 6,52 de média por set

2º – Felipe Roque do Vôlei Renata com 5,01 de média por set

3º – Alan do Apan/Blumenau com 4,92 de média por set

4º – Darlan do Sesi/SP com 4,65 de média por set

5º – Douglas Souza do São José com 4,3 de média por set

O oposto Alan, do Blumenau, de volta às quadras, após contusão, já aparece entre os três primeiros pontuadores na média por set/Divulgação/Raphael Moser/Apan/Blumenau

BLOQUEIO

1º – Judson do Suzano com 53 pontos de bloqueio

2º – Michel do São José com 46 pontos de bloqueio

3º – Wennder do Blumenau com 45 pontos de bloqueio

4º – Pietro do Araguari com 44 pontos de bloqueio

5º – Matheus Alejandro do Guarulhos com 43 pontos de bloqueio

SERVIÇO

1º – López do Cruzeiro com 39 pontos no serviço

2º – Felipe Roque do Vôlei Renata com 29 pontos no serviço

3º – Honorato do Minas com 24 pontos no serviço

4º – Darlan do Sesi/SP com 23 pontos no serviço

5º – Lazo do Vôlei Renata com 23 pontos no serviço

O oposto do Campinas, Felipe Roque, é o destaque no serviço, apenas entre os jogadores brasileiros/Divulgação/Montes Claros América/Thales Mendes

RECEPÇÃO

1º – Maique do Minas com 72% de eficiência

2º – Ale do Vôlei Renata com 68% de eficiência

3º – Pureza do Sesi/SP com 68% de eficiência

4º – Filipinho do Guarulhos com 67% de eficiência

5º – Lucas Loh do Guarulhos com 66% de eficiência

O líbero Maique do Minas, lidera as estatísticas de recepção da Superliga/Divulgação/Araguari/Bruno Cunha

TIME DOS SONHOS

O time dos sonhos da Superliga Masculina 22/23, até o momento, seria formado pelo levantador Uriarte do Cruzeiro, o oposto Franco do Guarulhos, os ponteiros Adriano do Vôlei Renata e Douglas Souza do São José dos Campos, os centrais Lucão do Cruzeiro e Michel do São José dos Campos, e o líbero Lucas Silva do Araguari.

Fonte: CBV

O JOGO DA RODADA – Cruzeiro impõe quarta derrota consecutiva ao Campinas na Superliga 22/23

O Sada/Cruzeiro superou o Vôlei Renata/Campinas, pela sétima rodada do returno da Superliga Masculina 22/23. Jogando no domínio adversário, em Campinas, o Cruzeiro derrotou o Vôlei Renata, de virada, por 3×1, com parciais de 21/25, 25/19, 25/17, 25/18. Foi a quarta derrota consecutiva do Vôlei Renata/Campinas na Superliga Masculina 22/23. O levantador argentino do Cruzeiro, Uriarte, foi eleito o melhor jogador em quadra da partida. Ao final do confronto, Uriarte recebeu o troféu Viva Vôlei como premiação.

O JOGO

Dominando as ações no ataque, o Campinas venceu a primeira parcial do confronto com o Cruzeiro. Na segunda parcial, em uma passagem do ponteiro López no serviço, o Cruzeiro assumiu o controle do jogo. A partir desse momento da partida, o levantador Uriarte do Cruzeiro passou a dar um show de bola na distribuição. O Vôlei Renata ficou rendido pela agressividade do serviço cruzeirense. Ao todo, o Cruzeiro marcou 10 pontos diretos no fundamento. Para completar, o Cruzeiro parou o ataque do Campinas no bloqueio, com 10 pontos contra apenas 3 do Campinas. Somente o central Lucão marcou 6 pontos no fundamento.

O oposto do Cruzeiro, Oppenkoski, substituto de Wallace, foi o maior pontuador do confronto com o Campinas, com 18 pontos/Divulgação/Agênciai7

CLASSIFICAÇÃO

Com a vitória, o Cruzeiro conquistou a décima sexta vitória na temporada da Superliga Masculina 22/23, em 19 jogos. O time celeste lidera a competição, com 49 pontos. A vantagem cruzeirense sobre o segundo colocado chegou a 15 pontos, porém o Minas, vice-líder, tem dois jogos a menos e ainda entrará em quadra na rodada, amanhã, contra o Suzano.

PRÓXIMO CONFRONTO

Após o feriado de Carnaval, o Cruzeiro enfrenta o Brasília Vôlei, na capital federal, no sábado, 25 de fevereiro, às 21h30, com transmissão do SPORTV 2. Já o Campinas, viaja até o interior de Minas, para jogar contra o Araguari, no domingo, 26 de fevereiro, às 21h, também com transmissão do SPORTV 2.

O JOGO DA RODADA – Praia vence o Minas pela segunda vez na Superliga 22/23

O Praia venceu o Minas, pela quinta rodada do returno da Superliga Feminina 22/23. Em sets diretos, o Praia bateu o rival, dentro de casa, com parciais de 25/20, 25/21, 25/15. Foi a segunda vitória do Praia sobre o Minas na Superliga Feminina 22/23. A ponteira holandesa do Praia, Anne Buijs, foi eleita a melhor jogadora em quadra pelos internautas e pela comentarista do SPORTV, Fabi. Ao final do jogo, ela recebeu o troféu Viva Vôlei das mãos da campeã olímpica em Pequim 2008, a ex-central da seleção brasileira, Waleswska.

NÚMEROS

Em jogo muito irregular, o Minas cedeu quase 30 pontos ao Praia, somente em erros. O time de Uberlândia também errou, mas em menor número do que o Minas. Além disso, o Praia sacou melhor do que o Minas, com 5 pontos diretos no serviço. O Minas até foi superior que o Praia no bloqueio, em alguns momentos da partida, mas não o suficiente. Ao todo, foram 6 pontos de bloqueio do Minas contra 7 do Praia. A oposta do Praia, Tainara, foi a maior pontuadora do clássico mineiro, com 14 pontos. Pelo Minas, Kisy marcou 11 pontos.

LIDERANÇA

Com o resultado, o Praia manteve a dianteira na Superliga Feminina 22/23. O time de Uberlândia perdeu apenas um jogo, até o momento, em 16 partidas. Já o Minas sofreu a quinta derrota na competição, podendo ser ultrapassado pelo Fluminense, caso o time carioca vença o Sesi/Bauru, amanhã, no Rio de Janeiro, por 3×0 ou 3×1.

O Praia Clube lidera a fase regular da Superliga Feminina 22/23, com 43 pontos/Divulgação/Eliezer Esportes

PRÓXIMA RODADA

Na próxima rodada da Superliga Feminina 22/23, o Minas enfrenta o Barueri, na quinta-feira, 23 de fevereiro, em Belo Horizonte, às 21h30, com transmissão do SPORTV 2. Já o líder Praia, viaja até São Caetano, no estado de São Paulo, para jogar contra o time da casa, às 21h, na sexta-feira, 24 de fevereiro.

PONTOS OU VITÓRIAS?

Adotado pela FIVB em 2011, o sistema de 3 pontos por vitória, já era um critério utilizado pela Liga Italiana de voleibol desde o século passado. A princípio, durante os 4 primeiros anos de sua utilização no certame internacional de seleções, o critério para o ranqueamento em torneios de regularidade privilegiava a soma de pontos. Porém, em 2015, a FIVB resolveu valorizar as vitórias. Assim, na Copa do Mundo feminina 2015, a Sérvia ficou com a segunda vaga olímpica mesmo tendo somando menos pontos do que os Estados Unidos, 3º colocado.

Apesar disso, a mudança realizada pela FIVB em seus critérios de ranqueamento, não foi adotada por algumas ligas. Um exemplo é a Superliga Brasileira de voleibol. Segundo os critérios adotados pela CBV, prevalece o número de pontos, independentemente das vitórias. A discussão em torno dos critérios acontece pelo fato de a soma dos pontos privilegiarem a regularidade, em um torneio longo, como a Superliga, com dois turnos, playoffs e quase 30 jogos por temporada. No entanto, não deixa de ser injusto.

Na atual temporada da Superliga Feminina, temos um exemplo claro disso. Como todos sabem, a competição está muito equilibrada, com um grande perde e ganha entre equipes. Pois bem, no atual estágio do torneio, o Brasília Vôlei venceu mais vezes que o Barueri de José Roberto Guimarães, mas mesmo assim, está atrás pelo critério de pontos. Tal fato não é circunstancial. Para definir os oito primeiros colocados da Copa do Brasil, o número de pontos foi decisivo, já que Brasília e Barueri empataram no número de vitórias.

Dependendo do andamento da Superliga, os critérios de desempate podem definir os classificados para os playoffs e os confrontos da próxima fase. Para que não haja injustiça, seria bom a CBV adotar nas próximas temporadas da Superliga, o critério da FIVB. Ou seja, prevalecer o número de vitórias. Na atual situação da Superliga 2022/2023, o tema já é caso perdido. Não adiantará o choro de quem for prejudicado pelos critérios de ranqueamento da competição. E você leitor, acha justo qual critério? Pontos ou vitórias?

O Brasília Vôlei venceu mais vezes que o Barueri, até o momento, na atual Superliga Feminina, mas está atrás na tabela de classificação, pelo número de pontos/Divulgação Brasília Vôlei