O PERDE E GANHA NA SUPERLIGA FEMININA 22/23

Terminada a sexta rodada da Superliga Feminina 22/23, apenas o Praia Clube ainda mantém invencibilidade na competição. A equipe do Triângulo Mineiro venceu os sete jogos disputados até agora. O mesmo não se pode afirmar do rival Minas. O time de Belo Horizonte já foi derrotado duas vezes no torneio, em seis jogos, uma delas inclusive para o Praia, por 3×2. Apesar da invencibilidade do time de Uberlândia, dá para afirmar com clareza, que está é a edição de Superliga Feminina com mais altos e baixos das equipes, em seu começo. O blog apontou os motivos que explicam a irregularidade das equipes na competição.

CALENDÁRIO

O Mundial feminino de vôlei terminou próximo ao início da Superliga Feminina 22/23. Muitas equipes não tiveram o tempo necessário para treinar e entrosar, principalmente quem não disputou o Campeonato Paulista, que ocorreu concomitantemente ao Mundial feminino. A conquista da Supercopa pelo Sesi/Bauru contra o Minas, é o maior exemplo de que a temporada começou antes para os times paulistas, do que para as equipes dos outros estados.

RITMO DE JOGO X ENTROSAMENTO

Obviamente, era de se esperar um domínio dos times paulistas no início da Superliga Feminina, mas não é isso que está acontecendo. Apesar da vantagem no ritmo de jogo, as equipes paulistas não conseguiram superar o Praia. O motivo? O time de Uberlândia foi o único que manteve a base da temporada anterior, mantendo o entrosamento. Diferentemente do rival Minas, que trocou de levantadora e está sofrendo para ajustar a sua linha de passe.

TABELA

Outro fator que pode explicar o perde e ganha na competição, é confecção da tabela. O blog não tem informações se ela foi montada de acordo com algoritmos, como já é comum em outras modalidades, mas os principais confrontos do torneio foram marcados para o início da disputa. Para se ter uma ideia, a Superliga Feminina teve como jogo de abertura, o principal clássico nacional, Sesc/Flamengo x Osasco. Resultado: o time de Bernardinho perdeu os três primeiros jogos da Superliga Feminina 22/23 para Osasco, Praia e Barueri. O rubro negro já se recuperou com 3 vitórias consecutivas, mas chegou a flertar com o rebaixamento!

NÍVEL TÉCNICO

Não é segredo para ninguém, que nesta temporada, os times do naipe feminino da Superliga diminuíram os investimentos, com exceção de Osasco. Além disso, como dito acima, apenas o Praia manteve a base da temporada anterior, enquanto os concorrentes diretos optaram por substituir suas peças com investimento modesto. Logo, há um nivelamento técnico por baixo na competição. Um exemplo claro disso, é a posição ocupada pela equipe do técnico José Roberto Guimarães, Barueri. O time paulista ainda não conseguiu ocupar a zona de classificação para os playoffs, com uma vitória em sete jogos. Após algumas temporadas como referência, com investimento em jovens jogadoras, que hoje estão na seleção brasileira, o time paulista corre o risco de ser eliminado na 1ª fase da Superliga.

O Praia Clube ainda não perdeu na atual temporada da Superliga, mas precisou do tie-break para vencer o Brasília na estreia/Eliezer Esportes/Divulgação

O JOGO DA RODADA – Praia reassume liderança da Superliga Feminina 22/23

O Praia Clube reassumiu a liderança da Superliga Feminina 2022/2023. Jogando em Bauru, contra o Sesi, pela terceira rodada da competição, o Praia saiu de quadra com um triunfo por 3×1, com parciais de 17/25, 25/22, 25/18, 25/23. Foi a quarta vitória do time de Uberlândia no torneio. Com o resultado, o Praia manteve 100% de aproveitamento na Superliga Feminina 2022/2023. Já o Sesi/Bauru, segue sem vencer na Superliga Feminina, em seu novo ginásio.

TROFÉU VIVA VÔLEI

Em grande jornada, a oposta Tainara recebeu o troféu Viva Vôlei de melhor em quadra. Com 21 pontos, ela foi a maior pontuadora do confronto com o Sesi/Bauru, de acordo com as estatísticas da CBV. Pelo time adversário, a ponteira Thaisinha marcou 20 pontos, sendo 17 de ataque e 3 no serviço.

Tainara foi um dos destaques do Praia contra o Sesi/Bauru/Divulgação CBV/Patrycya Albuquerque

O JOGO

Enquanto tinha o controle do jogo no bloqueio, o Sesi/Bauru dominava o Praia. Com o desfalque da dominicana Brayelin Martínez, o time do Triângulo Mineiro tinha dificuldades no ataque. Para complicar, a holandesa Anne do Praia saiu do jogo após passar mal. Em seu lugar, a ponteira Vanessa Janke entrou muito bem. Com ela, o volume de jogo do Praia cresceu. Para completar, finalmente o bloqueio do Praia apareceu. Para se ter uma ideia, ao final do confronto, o Praia terminou o jogo, com 15 pontos diretos no fundamento contra 11 do Sesi/Bauru. Resultado: o Praia virou a partida, para 3×1.

PRÓXIMA RODADA

Na próxima rodada da competição, o Praia joga contra o Pinheiros, na quarta-feira, 16 de novembro, em casa, na cidade de Uberlândia, às 19h. Já o Sesi/Bauru viaja até Barueri, para enfrentar o time do tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, também na quarta-feira, 16 de novembro, às 21h30. Os dois jogos terão transmissão do SPORTV 2.

A 1ª RODADA DA SUPERLIGA FEMININA 2022/2023

Teve início a temporada 2022/2023 da Superliga Feminina. A rodada inaugural da competição aconteceu entre a última sexta-feira, 28 de Outubro, e a terça-feira, 1º de Novembro. Logo na abertura da temporada, o maior clássico do voleibol nacional ocorreu no Rio de Janeiro, entre Sesc/Flamengo e Osasco. Além desse jogo, outras cinco partidas complementaram a 1ª rodada da Superliga Feminina 2022/2023. Confira abaixo, o panorama da rodada inaugural da competição.

1ª RODADA

Na sexta-feira, 28 de Outubro, no ginásio do Hebraica, no Rio de Janeiro, o Fluminense estreou com vitória de virada na Superliga Feminina 2022/2023. Após perder a primeira parcial para o Barueri, time de José Roberto Guimarães, o Fluminense virou o jogo para 3×1, com parciais de 23/25, 25/19, 25/21, 25/16. Mesmo com o revés, Maiara Basso do Barueri foi a maior pontuadora do confronto, com 25 pontos. A ponteira Gabi Cândido do Fluminense ficou com o troféu Viva Vôlei de melhor jogadora da partida.

Na mesma sexta-feira, 28 de Outubro, também no Rio de Janeiro, mas no ginásio da Tijuca, o Sesc/Flamengo recebeu o Osasco, na abertura da temporada da Superliga Feminina 2022/2023. Depois de abrir 2×0 no placar, o rubro-negro permitiu a virada de Osasco. O placar final do confronto ficou em 3×2, a favor do Osasco, com parciais de 20/25, 21/25, 25/22, 25/18, 15/8. A oposta Tifanny saiu de quadra como a maior pontuadora da partida, com 27 pontos, sendo 25 somente no ataque. Ela ainda foi eleita a melhor jogadora em quadra.

A oposta Tifanny do Osasco liderou a virada de sua equipe sobre o Flamengo/Divulgação Flamengo/Paula Reis

Já na segunda-feira, 31 de Outubro, pós-eleições, uma terceira virada aconteceu na rodada, dessa vez, com o Praia Clube. Jogando em Brasília, contra o time da casa, o Praia venceu a partida somente no tie-break, com parciais de 17/25, 26/28, 25/22, 25/19, 15/10. Mesmo com a derrota, a oposta Arianne do Brasília foi a maior pontuadora do duelo com o Praia, com 21 pontos. A ponteira holandesa Anne do Praia foi eleita a melhor jogadora em quadra.

Na terça-feira, 1º de Novembro, três jogos completaram a 1ª rodada da Superliga Feminina 2022/2023. Em Belo Horizonte, na Arena Uni-BH, o Minas, atual campeão da competição, derrotou o Brusque, por 3×0, com parciais de 25/18, 25/17, 25/20. A central Thaísa foi a maior pontuadora do jogo, com 12 pontos. Em São Paulo, no ginásio Villaboin, o Pinheiros bateu o São Caetano, também por 3×0, com parciais de 25/21, 25/10, 25/20. A oposta Edinara do Pinheiros foi a maior pontuadora da partida, com 16 pontos.

A ponteira Luiza Vicente do Minas ganhou o troféu Viva Vôlei da partida com o Brusque/Orlando Bento/MTC

Já em Bauru, em seu novo ginásio, o Sesi/Bauru foi supreendido pelo Unilife Maringá. O time de Dani Lins até esboçou uma reação, mas acabou derrotado pela equipe paranaense, por 3×2, com parciais de 25/23, 25/16, 15/25, 17/25, 15/11. A ponteira Valdez do Maringá foi eleita a melhor jogadora da partida.

FONTE: CBV

OS CAMPEÕES ESTADUAIS DE 2022

Durante a disputa do Campeonato Mundial 2022, nas duas categorias, o calendário nacional do voleibol teve andamento com os campeonatos estaduais. No naipe masculino, os dois torneios principais, o Mineiro e o Paulista, foram encerrados primeiramente, no último mês de Outubro. Nas gerais, o Cruzeiro manteve a incrível hegemonia, com a conquista do 13º título estadual consecutivo, ao bater o Minas na final, por 3×0. Já em São Paulo, o Vôlei Renata/Campinas venceu o principal campeonato estadual do país, pela terceira vez, com duas vitórias por 3×1 sobre o Sesi/SP.

O Vôlei Renata/Campinas manteve a hegemonia no estado de São Paulo/Divulgação Vôlei Renata

FEMININO

No naipe feminino, os três principais campeonatos estaduais conheceram os seus campeões ao final do Mundial feminino 2022. Primeiramente, em São Paulo, o Sesi/Bauru voltou a vencer o campeonato, após 4 anos. Na grande final, o Sesi/Bauru bateu a surpresa do torneio, o Pinheiros, que voltou a uma final de Paulista, depois de 6 anos. No Rio de Janeiro, o Sesc/Flamengo superou o Fluminense, na decisão do título, mais uma vez. Foi o décimo oitavo título estadual do time de Bernardinho. Por fim, em Minas Gerais, o Gerdau/Minas derrotou o Praia Clube, por 3×1, conquistando o título estadual novamente, após perder em 2021 para o time de Uberlândia.

O Minas voltou a conquistar o título do Mineiro, após 2 anos/Divulgação Eliezer/Praia Clube

SUPERLIGA FEMININA 2022/2023

Começa nesta sexta-feira, 28 de Outubro, a Superliga Feminina 2022/2023. O maior clássico do voleibol nacional abre a competição, no Rio de Janeiro, com transmissão do SPORTV 2. Osasco e Sesc/Flamengo se enfrentam a partir das 21h, no ginásio da Tijuca. Outros cinco jogos, ao longo dos próximos dias, complementam a 1ª rodada da Superliga Feminina 2022/2023. São eles: Pinheiros x São Caetano, Minas x Abel Moda, Sesi/Bauru x Unilife Maringá, Brasília Vôlei x Praia Clube, Fluminense x Barueri.

Para a temporada 2022/2023, a Superliga voltará a ter finais na TV aberta. Dessa forma, o título da competição será disputado em jogo único. As outras fases eliminatórias do torneio serão decididas em melhor de três jogos. Além do retorno da final em jogo único, a Superliga promete o uso da tecnologia do Challenge nesta edição de 2022/2023. Além disso, prevê punição aos clubes em casos de homofobia, racismo, entre outros. Confira abaixo um panorama da competição para a temporada 2022/2023.

FAVORITISMO

Apesar do favoritismo, Praia Clube e Minas devem oscilar no começo da competição, devido ao calendário. As duas equipes se apresentaram em cima da hora, graças ao recente fim da temporada de seleções. Será a chance dos adversários. Mais uma vez, Osasco deve ser o principal desafiante dos clubes mineiros. O time de Luizomar de Moura foi a equipe que mais se reforçou para a temporada. No entanto, na disputa do Campeonato Paulista 2022, o Osasco decepcionou, ficando de fora das finais. A surpresa da competição estadual ficou por conta do Pinheiros, que chegou na decisão do título de 2022.

SURPRESAS

Falando em surpresas, quem pode chegar mais adiante na Superliga Feminina 2022/2023 é justamente o Pinheiros, ao lado do Fluminense. Essas duas equipes devem atrapalhar a vida dos favoritos. Infelizmente, com a queda de investimento, o Barueri de José Roberto Guimarães deve lutar apenas para chegar nos playoffs. Já Sesi/Bauru e Sesc/Flamengo devem brigar pelo G4.

REBAIXAMENTO

De volta à Superliga Feminina, o São Caetano luta para não cair novamente. A equipe de São Paulo até tem chances de chegar nos playoffs ao lado de Brasília Vôlei e Maringá, mas o foco deve ser permanecer na divisão de elite da Superliga. Para tanto, o São Caetano deve superar os mesmos adversários da luta pelo mata-mata.

O Minas é o atual campeão da Superliga Feminina/Divulgação CBV/Wander Roberto/Inovafoto

*Errata O blog publicou que o jogo Sesc/Flamengo e Osasco abriria a temporada 2022/2023 da Superliga Feminina. De fato, o clássico do voleibol nacional foi o jogo de estreia da temporada, mas outra partida também aconteceu ontem entre Fluminense e Barueri.

NA ABERTURA DA TEMPORADA, SESI/BAURU CONQUISTA SUPERCOPA

O Sesi/Bauru começa a temporada em alta/Divulgação CBV/Inovafoto/Cristiano Zanardi

O Sesi/Bauru conquistou a Supercopa feminina de vôlei 2022. Foi o primeiro título do time do interior paulista na história da competição, o segundo na temporada. Neste ano, recentemente, o Sesi/Bauru foi campeão paulista. Já pela Supercopa de 2022, disputada no novo ginásio do Sesi, a equipe liderada por Dani Lins bateu o Minas na decisão, por 3×1, com parciais de 26/24, 19/25, 25/23, 25/22. Mesmo com a derrota, a oposta Kisy do Minas foi a maior pontuadora da final do torneio, com 20 pontos. Pelo lado da equipe campeã, a oposta Ivna marcou 19 pontos. Ao final do jogo, a levantadora Dani Lins foi eleita a “Craque de Ouro Unicesumar”. Com o resultado, o Minas continua sem vencer a Supercopa feminina. Em 4 finais do torneio, o Minas perdeu todas.

Ao final do confronto, a levantadora Dani Lins falou sobre a conquista do título, em entrevista para a imprensa. “Agora estou sentindo uma mistura de emoções. Gratidão pela homenagem, pelas pessoas que compareceram hoje para nos apoiar. E já esperávamos um jogo equilibrado pela qualidade do adversário. Hoje é dia de comemorar, mas amanhã já temos que mudar o foco pensando na Superliga”.

Além de ganhar o título, Dani Lins também foi homenageada com as ex-companheiras de seleção pelo ouro em Londres/Divulgação CBV/Inovafoto/Cristiano Zanardi