A SEMANA DO BRASIL NA LIGA DAS NAÇÕES FEMININA

Após a conquista de três vitórias convincentes, na semana passada, na Turquia, pela Liga das Nações, contra Argentina, República Dominicana e Turquia, a seleção brasileira feminina enfrentou ontem, a Coréia do Sul, em Apeldoorn, na Holanda. O Brasil saiu de quadra, com mais um resultado positivo, por 3×1, com parciais de 25/11, 25/14, 31/33, 25/20. Foi a sexta vitória brasileira consecutiva na competição. Tandara foi a maior pontuadora da partida, com 33 pontos. Seu aproveitamento de ataque foi de quase 50%. A principal jogadora da Coréia do Sul, uma das melhores do mundo, a ponteira Kim, foi poupada e sequer foi relacionada para o jogo. Brasileiras e coreanas, seguem na Holanda, para jogos contra polonesas e holandesas, pela terceira semana da Liga das Nações. Amanhã, o Brasil mede forças com a Polônia e a Coréia do Sul joga contra a Holanda. Na quinta, é a vez do Brasil enfrentar a Holanda, já a Coréia entra em quadra contra a Polônia. O Brasil está em 3º lugar na tabela de classificação, com 18 pontos, atrás de Estados Unidos e Sérvia.

DESTAQUES INDIVIDUAIS

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DIVULGAÇÃO FIVB

Nas estatísticas da competição, disponibilizadas pela FIVB, no site da Liga das Nações, o Brasil destaca-se principalmente nos fundamentos que pontuam. A oposta Tandara é a referência absoluta das brasileiras. Ela aparece em 3º lugar geral, como maior pontuadora do torneio, com 124 pontos. Sua eficiência no ataque também é respeitável, dado o número de bolas que recebe, 43%, 8º lugar. Outra jogadora brasileira, de destaque nesse fundamento, é Amanda. A ponteira, considerada baixa para os padrões internacionais, aparece em 14º lugar, com eficiência aproximada de 40%. No quesito bloqueio, a seleção brasileira lidera as estatísticas, com os dois primeiros lugares, ocupados pelas centrais Bia e Adenízia, respectivamente. Juntas, elas foram responsáveis por quase 50 pontos de bloqueio do Brasil. Para encerrar a análise dos dados, Tandara é novamente destaque individual, no fundamento saque, com 10 pontos e o 3º lugar. Quem também está bem ranqueada é a levantadora Roberta, com 9 pontos e o 9º lugar geral.

OUTROS RESULTADOS
Japão 3×2 Itália
China 3×0 Argentina
Alemanha 0x3 Estados Unidos
Tailândia 0x3 República Dominicana
Sérvia 3×0 Rússia
Bélgica 0x3 Turquia
Holanda 3×0 Polônia

LIGA DAS NAÇÕES FEMININA NA TV
Hoje 30/05
11h30 Brasil x Polônia SPORTV 2
14h30 Holanda x Coréia do Sul SPORTV 3
Quinta 31/05
14h30 Holanda x Brasil SPORTV 2

 

 

 

BRASIL SE RECUPERA NA LIGA DAS NAÇÕES

O Brasil se recuperou da derrota para os italianos e venceu a Alemanha por 3×0, com parciais de 26/24, 25/23, 26/24. O oposto brasileiro Wallace anotou 16 pontos. O ponteiro Fromm da Alemanha foi o maior pontuador do jogo com 17 pontos. No aspecto coletivo, o destaque da partida foi o saque alemão, responsável direto por 7 pontos. Com o resultado, a seleção brasileira obteve a segunda vitória na competição e ocupa a 5ª posição na classificação geral, com 7 pontos. Os cinco melhores passam para a fase final. Na próxima semana, o Brasil recebe em Goiânia, pela segunda semana da Liga das Nações, as seleções da Coréia do Sul, do Japão e dos Estados Unidos.

RESUMO
Para tirar o passe da mão do levantador, a Alemanha adotou uma tática suicida de saque. No início, sem sucesso. Com o alto aproveitamento de ataque do oposto Wallace, o Brasil administrava a partida e demonstrava desinteresse. Aos poucos, o saque alemão surtiu efeito e provocou um estrago na linha de recepção brasileira. Atrás do placar, o Brasil reequilibrou a disputa com o trabalho de bloqueio. A Alemanha não desistiu e o fundo de quadra foi fundamental para os brasileiros manterem o controle do jogo.

O JOGO
A partida começou com erros de saque de ambos os lados. O Brasil aproveitava o  ataque de Wallace, enquanto a Alemanha errava muitos saques. Os brasileiros administravam a vantagem de três pontos no placar. Desconcentrado, o Brasil permitiu a virada, numa sequência de boas passagens pelo saque da seleção alemã. O técnico Renan pediu tempo e os brasileiros voltaram da parada ligados. Bem postados no fundo de quadra, fecharam o 1º set, em um contra-ataque fulminante, 26/24.

A Alemanha retornou para o 2º set com uma estratégia suicida de saque. Com sucesso, o time abriu 6 pontos de frente, logo no começo. O técnico brasileiro foi obrigado a retirar Maurício Borges do jogo. O Brasil correu atrás. Com boa leitura de bloqueio, os brasileiros reequilibraram o set. A disputa seguiu acirrada até o 22º ponto, quando o levantador alemão cometeu dois toques. O Brasil aproveitou, inverteu a rede e fechou o set, em 25/23.

O 3º set seguiu com o equilíbrio das primeiras parciais e foi disputado ponto a ponto. De um lado, a Alemanha apostava no seu saque e na boa distribuição de seu levantador, do outro, o Brasil não deixava as bolas caírem com facilidade, seja no bloqueio ou na defesa. No momento crucial, o técnico Renan repetiu a estratégia do set anterior e inverteu a rede. Deu certo, o Brasil conquistou o match point após um rally e fechou o jogo, após um contra-ataque de Evandro, 26/24.

BRASIL
William, Wallace, Éder, Isac, Lipe, Maurício Borges, Murilo. Entraram: Bruno, Evandro, Douglas Souza, Maurício Souza.

ALEMANHA
Zimmerman, Hirsch, Fromm, Reichert, Bohme, Gunthor, Zenger. Entraram: Malesha, Schott, Sossenheimer.

OUTROS RESULTADOS
Sérvia 0x3 Itália
França 3×0 Austrália
Irã 1×3 Japão
Polônia 3×1 Canadá
Rússia 3×0 Coréia do Sul
China 0x3 Estados Unidos
Bulgária 3×1 Argentina

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DIVULGAÇÃO FIVB

 

 

 

 

BRASIL PERDE PARA ITÁLIA

Em seu segundo jogo, na Liga das Nações, o Brasil saiu derrotado pela Itália. A partida foi decidida no tie-break, com parciais de 18/25, 25/19, 25/21, 24/26, 15/8. O oposto italiano Zaytsev teve atuação destacada e marcou 32 pontos. O ponta Maurício Borges foi o maior pontuador do Brasil com 14 pontos. Com o resultado, a Itália soma duas vitórias, em dois jogos, e 5 pontos na tabela de classificação. Já o Brasil, mesmo com a derrota, levou um ponto, por ter perdido no 5º set, tendo 4 pontos no total. As duas seleções seguem na Sérvia, para os últimos jogos dessa semana, no domingo. A Itália enfrenta a Sérvia e o Brasil joga contra a Alemanha. Os jogos serão transmitidos pelo canal a cabo SPORTV, a partir das 11h.

RESUMO
O jogo entre Brasil e Itália poderia ser dividido em três fases. Na primeira, o domínio brasileiro foi total, com a vitória por 25/18, no 1º set. A segunda fase, marcada pela virada da Itália na partida, com 25/19 e 25/21, teve uma performance tática italiana no saque quase perfeita. Além de uma brilhante distribuição do levantador italiano Gianelli. A derradeira fase final, iniciada com as substituições do técnico brasileiro Renan Dal Zotto, recolocou o Brasil na disputa, com maior eficiência no bloqueio. No entanto, a Itália retomou a consistência de seu jogo e fechou o 5º set, em 15/8.

O JOGO
O Brasil optou em dar rodagem ao banco e poupar jogadores. A Itália veio com força máxima. O jogo começou com um bloqueio triplo da Itália sobre o Brasil. Os brasileiros colocavam a recepção italiana em dificuldade e confirmavam os contra-ataques. A Itália cometia muitos erros. O oposto Evandro era o atacante mais eficiente do Brasil. Os brasileiros abriram três pontos de margem e administraram a diferença. No fim do set, Leozinho entrou para sacar e fechou a parcial, com um ace, 25/18 para o Brasil.

A Itália voltou para o jogo mais concentrada. O saque era mais consistente e mesmo cometendo mais erros que o Brasil, os italianos garantiam os pontos com maior volume de jogo. O levantador Gianelli tinha o passe na mão e o bloqueio brasileiro não achava os atacantes da Itália. Os italianos abriram 8 pontos de vantagem. O oposto Zaytsev confirmava os ataques na virada de bola e nos contra-ataques. O Brasil ainda tentou reagir, mas não foi páreo, 25/19.

O Brasil iniciou o 3º set com uma frente de 3 pontos, mas não conseguiu sustentar a diferença. Mais uma vez, o saque italiano entrou, impedindo que o levantador Bruninho tivesse as melhores opções de ataque. Apesar disso, a parcial foi equilibrada e a diferença no placar para a Itália, estava no bloqueio. O técnico Renan tentou inverter a rede, quando os italianos se descolaram no marcador, mas não teve jeito. Em uma diagonal cravada, da linha de três, Zaytsev fechou o 3º set, 25/21.

O técnico Renan colocou em quadra, no 4º set, o time que venceu a Sérvia. O Brasil voltou aplicado taticamente no bloqueio e equilibrou as ações, parando em algumas oportunidades, a bola de desafogo italiana, com Zaytsev. O set seguiu ponto a ponto, até antes da segunda parada técnica, quando a Itália vencia por 16/13. O Brasil mudou a estratégia de saque e empatou o jogo. A disputa foi acirrada até o fim. O Brasil levou a melhor e levou o jogo para o tie-break, 26/24.

No 5º set, os italianos retomaram a consistência no saque e dificultaram o passe brasileiro. Zaytsev voltou a ser eficiente e a Itália abriu larga margem no placar. O levantador Gianelli fechou o jogo, em uma segunda bola, 15/8.

BRASIL
Bruninho, Evandro, Maurício Borges, Douglas Souza, Lucão, Isac e Thales. Entraram: Leozinho, William, Wallace, Lipe, Maurício Souza.

ITÁLIA
Gianelli, Zaytsev, Juantorena, Randazzo, Anzani, Cester, Colaci. Entraram: Nelli, Parodi, Antonov, Mazzone e Baranowicz.

OUTROS RESULTADOS
Bulgária 1×3 Estados Unidos
China 3×0 Argentina
Austrália 0x3 Irã
França 3×1 Japão
Canadá 3×0 Coréia do Sul
Polônia 3×0 Rússia
Sérvia 3×1 Alemanha

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DIVULGAÇÃO FIVB

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BRASIL ESTREIA COM VITÓRIA NA LIGA DAS NAÇÕES

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DIVULGAÇÃO FIVB

O Brasil iniciou sua participação na Liga das Nações masculina, com uma vitória incontestável sobre a Sérvia, por 3×0, dentro do domínio adversário, com parciais de 25×22, 25×22 e 26×24. O oposto Wallace foi o maior pontuador da partida com 17 pontos. Entre os fundamentos que construíram a vitória brasileira, o bloqueio contribuiu com 10 pontos. Pelo lado sérvio, Atanasijevic anotou 15 pontos. O próximo jogo da seleção brasileira é na manhã de hoje, contra Itália, a partir das 11h, com transmissão do canal a cabo SPORTV.

RESUMO
A Sérvia começou o jogo com um ritmo de saque pesado, assim como o Brasil. Com o andamento da partida, a variação do saque brasileiro colocou a recepção sérvia em xeque. O volume de jogo brasileiro propiciado por essa estratégia, facilitou o trabalho do bloqueio e induziu o ataque sérvio ao erro. Sem paciência, a Sérvia acumulou pontos cedidos em erros. Foram 28 no total.

O JOGO
Brasil e Sérvia iniciaram o jogo com força máxima. Do time brasileiro campeão olímpico em 2016, não estiveram em quadra o ponteiro Lucarelli e o líbero Serginho. Em seu lugar, entraram Lipe e Murilo, respectivamente. Já a Sérvia entrou no jogo com a sua formação ideal. A partida começou com o saque pesado de ambas as seleções. Após a primeira parada técnica, a Sérvia vencia por 8×6. Depois de um ataque de segunda bola, o Brasil empatou o placar. Brasileiros e sérvios trocaram bolas. O ponteiro Ivovic comprometeu a recepção sérvia, em dois saques flutuantes e o Brasil passou à frente. A seleção brasileira administrou a vantagem de dois pontos, até a segunda parada técnica, 16/14. O Brasil voltou ainda mais concentrado e abriu 3 pontos no placar. O volume de jogo brasileiro dava as cartas. Wallace fez um ace e o técnico sérvio parou o jogo, 20×16. Na sequência, o Brasil requisitou um pedido de desafio, confirmou o ponto e aumentou a diferença para 5 pontos, 22×17. Um ataque pela saída de rede, de Atanasijevic, atingiu 114 km/h. A Sérvia diminuiu a vantagem brasileira no placar, após um ponto de saque. O Brasil confirmou a virada de bola em ataques consecutivos dos centrais Mauricio Souza e Lucão. A Sérvia salvou um set point. Wallace fechou o set, em um ataque pela entrada de rede, 25×22 para o Brasil.

A Sérvia abriu o placar do segundo set com dois pontos. O Brasil logo se recuperou com um ace, no saque flutuante de Lucão. O saque brasileiro era mais eficiente que o sérvio. O Brasil conquistou uma margem mínima no placar, em um contra-ataque de Maurício Borges, 7×5. O brasileiros manteram a diferença de dois pontos, até a primeira parada técnica. A Sérvia voltou mais concentrada e empatou a partida. Um ace de Ivovic atingiu 123 km/h e colocou os sérvios na frente, 11×9. O Brasil pediu tempo. Os sérvios marcaram o primeiro ponto de bloqueio no jogo e aumentaram a vantagem, 12×9. O Brasil desencalhou a rede com Maurício Borges na saída. A Sérvia manteve a diferença. O bloqueio brasileiro parou o contra-ataque sérvio. Os brasileiros empataram o jogo, após um erro de ataque da Sérvia, 14×14. Brasil e Sérvia trocaram bolas até o 19º ponto. Extremamente marcado, Kovacevic foi bloqueado e substituído por Mijailovic. Em mais um erro de ataque sérvio, o Brasil abriu 22×19 no placar. A Sérvia parou o jogo. Na retorno, o Brasil marcou um ponto, com um bloqueio triplo, 23×19. Um ace de Atanasijevic atingiu 124 km/h e recolocou a Sérvia no set. Os sérvios solicitaram um pedido de desafio e perderam, 24/21, set point para o Brasil. O central Prodascanin salvou um set point. O sérvio Mijailovic errou o saque e o Brasil fechou o 2º set, em 25/22.

A Sérvia começou mais concentrada no 3º set. O Brasil não deu chances e após um rally de 25 segundos, abriu 6×4 no placar. Após a primeira parada técnica, a vantagem era de 3 pontos. A Sérvia equilibrou o jogo no saque e empatou o placar. O Brasil pediu tempo. A Sérvia aumentou a agressividade no serviço e descolou no marcador, 14/12. Os sérvios não confirmaram a virada de bola e o Brasil diminui a diferença para um ponto. O oposto Atanasijevic foi bloqueado e os brasileiros empataram. Em um novo rally, Maurício Borges explorou o bloqueio sérvio e o Brasil foi a segunda parada técnica na frente, 16×15. Um bloqueio brasileiro colocou frente no placar, 19×17. A Sérvia pediu tempo. O técnico Renan inverteu a rede. A mudança não surtiu efeito e o jogo ficou empatado, 20×20. A Sérvia passou a frente e o Brasil parou o jogo. Renan desfez a inversão. Um ponto de saque de Lipe recolocou o Brasil na frente, 22×21. Foi a vez da Sérvia parar a partida. Okolic entrou para sacar e errou, 23×23. Brasil e Sérvia confirmaram a virada de bola, 24×24. A Sérvia cometeu quatro toques e o Brasil teve o match point. Bruninho finalizou o jogo, em um  ponto de saque, 26/24, 3×0 para o Brasil.

BRASIL
Bruninho, Wallace, Maurício Borges, Lipe, Lucão, Maurício Souza e Murilo. Entraram: Isac, William e Evandro.

SÉRVIA
Jovovic, Atanasijevic,Ivovic, Kovacevic, Lisinac, Prodascanin, Rosic. Entraram: Luburic, Mijailovic, Katic e Okolic.

OUTROS RESULTADOS
Itália 3×1 Alemanha
Argentina 2×3 Estados Unidos
Polônia 3×0 Coréia do Sul
Austrália 1×3 Japão
Rússia 3×0 Canadá
China 2×3 Bulgária
França 3×1 Irã

 

OS ADVERSÁRIOS DO BRASIL NA LIGA DAS NAÇÕES

A seleção brasileira masculina de vôlei estreia hoje na Liga das Nações, contra a equipe da Sérvia, dona da casa, em Krajlevo, a partir das 15h, com transmissão do canal a cabo SPORTV. O técnico Renan Dal Zotto não conta com a presença do ponteiro Lucarelli. Ele se recupera de lesão e não foi convocado para a competição. Seu retorno está previsto para o Campeonato Mundial, no segundo semestre. Para o seu lugar, o Brasil possui como opção os seguintes jogadores: Douglas Souza, Lucas Lóh, Lipe, Rodriguinho e Leozinho. Não é certo qual deles irá compor o time titular. Apesar da boa fase, a titularidade de Mauricio Borges também é questionada. A expectativa é para qual o time será escalado pelo Brasil, no primeiro jogo. Há disputas por vagas, em todas as posições.

Conheça um pouco dos adversários do Brasil na primeira semana da Liga das Nações.

SÉRVIA
Comandada pelo ex-jogador, Nikola Grbic, campeão olímpico, em Sydney, a Sérvia possui como principal meta, nesse ciclo, voltar a disputar os Jogos Olímpicos. Campeões da Liga Mundial em 2016, os sérvios ficaram de fora da Rio 2016. Os principais destaques da seleção são o oposto Atanasijevic e o central Lisinac. Eleito MVP da Liga Mundial em 2016, o ponteiro Ivovic é figura conhecida da torcida brasileira, após passagem pelo Taubaté, na última Superliga.

ITÁLIA
Após uma temporada conturbada em 2017, a Itália voltou a ter à disposição do técnico Blengini, o oposto Zaytsev e o ponteiro Juantorema. Depois de um imbróglio com a federação italiana, no ano passado, Zaytsev está pronto para o retorno. O fiasco na Liga Mundial em 2017, com direito a rebaixamento e apenas duas vitórias em todo o torneio, anteciparam os planos de volta do cubano naturalizado italiano Juantorena, à seleção italiana.

ALEMANHA
Vice-campeã européia em 2017, a Alemanha do técnico italiano Giani surpreendeu o mundo. Os alemães estiveram muito próximos de bater a Rússia. O jogo foi decidido apenas no tie-break. No entanto, um dos melhores jogadores da Alemanha, o oposto húngaro naturalizado alemão Grozer, não foi inscrito para a Liga das Nações. Ele está entre idas e vindas da seleção.

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Divulgação FIVB

OS AMISTOSOS DA SELEÇÃO BRASILEIRA MASCULINA CONTRA A CHINA

A seleção brasileira masculina fez um série de amistosos de dois jogos, na semana passada, contra a China, em Taubaté, interior de São Paulo. Os jogos serviram como preparação para a estreia na Liga das Nações, nesta sexta-feira, diante da Sérvia. No primeiro jogo, na terça-feira, dia 15 de maio, o Brasil bateu os chineses por 3×1, com parciais de 25/18, 21/25, 25/20, 25/21. Já no segundo jogo, quinta-feira, 17 de maio, a vitória foi em sets diretos, com parciais de 25/14, 25/14 e 25/15.

Mesmo como preparação, a série de jogos contra a China não é parâmetro para o Brasil. No primeiro jogo, a seleção brasileira atuou em um nível aceitável apenas no 1º set. É claro que, o técnico Renan Dal Zotto não utilizou a força máxima e mesclou jogadores, dando chances para os jovens. Também é bom ressaltar, a notória falta de ritmo e entrosamento do Brasil. No entanto, não há justificativa para o excesso de erros na partida.

Comandada pelo experiente técnico argentino, Raul Lozano, vice-campeão mundial com a Polônia, em 2006, e com passagens por outras seleções, a China soube aproveitar os momentos de desconcentração do Brasil para equilibrar o jogo. O oposto Jiang, de 2,05m foi um dos destaques.

Já na segunda apresentação, o panorama foi diferente. Impondo um ritmo alucinante de saque, que propiciou vários contra-ataques, o Brasil não deu chances a China. Vale destacar ainda que, o técnico brasileiro foi impedido de testar o ponteiro Rodriguinho, do Sada/Cruzeiro, porque ele torceu o tornozelo no aquecimento. Em seu lugar, entrou o experiente Lipe. Também é digno de nota, a atuação impecável do central Isac, nos dois jogos. Ainda assim, os amistosos não servem como comparação ao nível de jogo que o Brasil pode sustentar.

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Divulgação FIVB

 

OS DESTAQUES DA PRIMEIRA SEMANA DA LIGA DAS NAÇÕES FEMININA

Terminada a primeira semana de competições da Liga das Nações Feminina. Holanda e Turquia lideram a tabela de classificação, com três vitórias, em três jogos. A holandesas levam vantagem na pontuação, com 9 pontos, por terem conquistado suas três vitórias, sem necessidade de tie-break. Já a Turquia, necessitou do set desempate para bater os Estados Unidos, por isso, perdeu pontos. Vale destacar ainda que, tanto Holanda, quanto Turquia, conseguiram derrotar russas e americanas, respectivamente, como visitantes, dentro de seus domínios.

No entanto, é bom ressaltar, que as comissões técnicas, devido ao calendário apertado, o fim da temporada de clubes e o planejamento para o Campeonato Mundial de 2018, utilizaram nesse começo da Liga das Nações, times “alternativos” ou pouparam jogadoras por motivos diversos. Porém, isso não apaga o brilho de Holanda e Turquia. Assim como as demais seleções, holandesas e turcas atuaram com times mistos ou tiveram desfalques.

PLANEJAMENTO

Quem não deve ter gostado disso é a FIVB. Ao lançar a sua nova competição anual, era esperado por todos, que as seleções apresentassem o que de melhor possuem. Com o intuito de atrair público, a FIVB lançou a Liga das Nações e ficou presa ao calendário. Talvez, fosse necessário uma intervenção mais dura. Anos atrás, regras mais rígidas obrigavam as seleções a repetir 80% dos inscritos das seleções dos torneios anteriores. Isso tornava proibitivo o uso das competições para testes.

Além disso, infelizmente, a mudança na forma de premiação individual dos torneios da FIVB tornou a análise estatística restrita às seleções. Antes, era possível acessar os dados comparativos no próprio site das competições. Com a nova política de prêmios, a FIVB, em sua página na internet, disponibiliza apenas dados frios dos jogos, mas não agrupados em conjunto, em formato de ranking. Por exemplo, é difícil encontrar disponíveis estatísticas sobre fundamentos que não pontuam. Para piorar, agora, as “match reports” são exclusivas. Isso sem contar, os erros bizarros. Dessa forma, é impossível ter uma visão ampla do andamento das disputas.

PRÓXIMOS JOGOS

Na segunda semana, a Liga das Nações concentra os seus jogos no continente asiático. No Japão, a líder Holanda enfrenta os Estados Unidos, Bélgica e as donas da casa. Na Coréia do Sul enfrentam-se Itália, Rússia, Alemanha e coreanas. Na China, as campeãs olímpicas recebem em seu território Polônia, Sérvia e Tailândia. Todos essas seleções jogam entre si, em suas respectivas sedes.

O Brasil joga com a Turquia, a partir das 11h, em Ankara, cidade turca. A Turquia está invicta no torneio. Na sequência, a seleção brasileira feminina enfrenta a Argentina, na quarta-feira, dia 23, a partir das 8h da manhã e encerra sua participação na segunda semana da Liga das Nações, contra a República Dominicana, na quinta, dia 24, também ás 8h, hora de Brasília.

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O ALCANCE EM AUDIÊNCIA DOS JOGOS DO BRASIL

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A seleção brasileira feminina de vôlei iniciou na semana passada a sua participação na Liga das Nações. Os jogos foram disputados no Brasil, em Barueri, São Paulo, nos dias 15, 16 e 17 de maio contra Alemanha, Japão e Sérvia, respectivamente. Todos eles com transmissão da TV aberta pela TV Globo e também no cabo, com o canal SPORTV. Os horários das partidas foram ingratos, 3 da tarde, mas apesar disso, a recepção foi altamente positiva. Segundo dados do KANTAR IBOPE MEDIA, na Grande SP*, os jogos do Brasil atingiram cerca de 10,5 pontos de média por partida. O jogo de maior audiência foi contra o Japão. Marcou média de 11,4 pontos. O de menor alcance, era o mais interessante do ponto de vista da competição. Brasil versus Sérvia teve 10,4 pontos de média.

Com a transmissão da Liga das Nações, a TV Globo manteve a audiência média do horário, em que exibe a “Sessão da Tarde”, mas atingiu outro tipo de público, mais diversificado e impulsionou a sua programação. Há semanas com índices abaixo da média, o “Vale a Pena Ver de Novo” conquistou mais audiência do que dois meses atrás. Somado os índices do SPORTV, ainda não divulgados, o ibope dos jogos da seleção feminina foi ainda maior.

Ao contrário do que muitos alardeiam, o voleibol é um produto atraente para a televisão. Mesmo não estando em época de Jogos Olímpicos, é capaz de alcançar um público mais diverso do que o habituado a assistir a programação linear das TVs. A julgar por esses números, pelo menos nessa primeira semana, os objetivos da FIVB em ampliar o interesse pelas suas competições, foram atingidos com êxito no Brasil.

*Cada ponto no KANTAR IBOPE representa 71,9 mil domicílios na Grande SP.

 

O FIM DO PROGRAMA RODA DE VÔLEI

Imagem de programas para o Guia de Programacao

O canal de TV por assinatura Bandsports encerrou na última quarta-feira, 16 de maio, a produção do programa “Roda de Vôlei”. O programa ficou quase dez anos no ar e era o único na televisão brasileira dedicado exclusivamente ao vôlei. A produção vinha sofrendo alterações desde a virada do ano, com a saída da apresentadora Kalinka Shutel, que trocou a emissora para ser repórter da TV Globo, e também na mudança no dia de sua exibição.

O canal de esportes do Grupo Bandeirantes já havia deixado de transmitir o Campeonato Italiano e a Champions League, na versão feminina. Anos atrás, o alvo foi o Campeonato Europeu de seleções das duas categorias. Todos eles passaram a ser transmitidos pela ESPN ocasionalmente. Resta saber, se ainda haverá espaço na programação do Bandsports para a Superliga Masculina Italiana.

A julgar pela reação nas redes sociais, entre os fãs de vôlei, a decisão parece precipitada, mesmo que seja para corte de custos. O vôlei, segundo esporte na preferência nacional, carece de cobertura na mídia. Ao menos no início da implementação da TV por assinatura no Brasil, os esportes olímpicos eram tratados com mais respeito pelos canais esportivos, que dedicavam programas exclusivos aos mesmos.

BRASIL SUPERA SÉRVIA

 

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Divulgação FIVB

O Brasil encerrou sua participação na primeira semana de Liga das Nações, com vitória sobre a Sérvia, por 3×1, com parciais de 23/25, 25/22, 25/14, 25/21. A seleção brasileira quebrou a invencibilidade das sérvias, que ainda não haviam perdido sequer um set na competição. As brasileiras ocupam a 6ª colocação na classificação geral e estariam hoje na fase final, graças a posição da China, que recebe as finais. Os cinco primeiros passam de fase. Na próxima semana, o Brasil embarca para a Europa onde enfrenta na Turquia, na cidade de Ankara, nos dias 22, 23 e 24 de maio, às turcas, a Argentina e a República Dominicana, respectivamente.

RESUMO
Apostando em uma estratégia de saque agressivo, as seleções de Brasil e Sérvia encontraram dificuldades para rodar a rede com suas principais atacantes. Duas das melhores jogadoras da Sérvia saíram durante o jogo para dar lugar as reservas. Tandara enfrentou uma forte marcação de bloqueio. A oposta teve baixo aproveitamento. Sua eficiência ficou em menos de 30%. Jogando com inteligência, Roberta desafogou a rede com a central Bia e Amanda ficou livre para se destacar explorando o bloqueio da Sérvia. O Brasil ainda teve uma performance superior a Sérvia nesse fundamento. Foram 21 pontos contra 18.

O JOGO
José Roberto Guimarães manteve a formação que saiu vitoriosa no jogo contra o Japão. A Sérvia substituiu a central Veljkovic por Popovic. A partida começou com um ace de Roberta, dando a tônica do jogo. A oposta Tandara estava extremamente marcada, desde o início. A principal atacante Sérvia, Boskovic, só foi acionada, pouco antes da primeira parada técnica. Um ataque dela atingiu 96 km/h. Um ace de Stevanovic colocou a Sérvia na frente do placar 11×8. O Brasil pediu tempo. As brasileiras voltaram mais concentradas e passaram a frente do marcador. Foi a vez do técnico sérvio parar o jogo. A partida voltou a ficar parelha. Tandara apareceu para o jogo, com um ataque de 106 km/h. Depois de um pedido de desafio, a Sérvia abriu uma margem mínima de diferença, 21×19. O Brasil inverteu 5×1. Monique desencalhou a rede e voltou ao banco de reservas. A Sérvia mantinha a frente, mas usando inteligência, Tandara e Amanda exploraram o bloqueio sérvio e empataram para o Brasil, 22×22. O time brasileiro não conseguiu manter a eficiência no ataque. Tandara atacou uma bola para fora e outra foi amortecida, propiciando o ponto de contra-ataque sérvio, que finalizou o set, 25×23.

O Brasil começou o 2º set com Drussyla no lugar de Gabi. O Brasil se aproveitou da desconcentração Sérvia para abrir 5×2 no placar. A Sérvia retomou o jogo fugindo do bloqueio brasileiro com duas largadas, uma de Boskovic, outra de Mihajlovic. Tandara não conseguia passar uma bola lisa do bloqueio e Amanda era eficiente explorando a mão de fora das sérvias. Uma sequência de erros de saques das duas seleções demonstrava como as estratégias dos times estavam alinhadas. O Brasil iria para a segunda parada técnica com vantagem de dois pontos, 16×14. No retorno, as brasileiras abriram vantagem, com um ponto de bloqueio, 18×15. A Sérvia pediu tempo. Na sequência, conseguiu empatar. Amanda voltou a se destacar com um ponto de bloqueio em Boskovic e outro de ataque, 21×18. O Brasil administrou a vantagem até o fim do set e fechou a parcial em erro de saque sérvio, 25/22.

O técnico sérvio fez uma aposta arriscada e sacou Mihajlovic do jogo para colocar em seu lugar a jovem Milenkovic. A substituição parecia dar resultado. A Sérvia começava o set com 3×1 no placar. O Brasil foi buscar e Tandara fez o seu segundo ace na partida. A Sérvia devolveu na mesma moeda, 5×3. Numa sequência de dois erros de ataque o Brasil passou à frente. Foi o suficiente para saída de Blagojevic para entrada de Busa. Sem a referência de Mihajlovic no ataque, a levantadora sérvia enchia Boskovic de bolas. O Brasil tinha o controle do jogo nas mãos. O técnico sérvio inverteu a rede. O time parecia desistir do jogo. O Brasil abriu 5 pontos de diferença. A Sérvia estava perdida em quadra. O Brasil tinha 10 pontos na frente do placar, 22×12. A Sérvia tinha dificuldade na virada de bola e estava totalmente fora do set. Em um ataque para fora, o Brasil fechou em 25/14.

O Brasil manteve o ritmo de jogo do set anterior. Drussyla se destacava no fundo de quadra e as atacantes brasileiras confirmavam os contra-ataques. A oposta Bjelica substituta de Boskovic, colocava a Sérvia no páreo novamente. Uma defesa excepcional de Drussyla ganhava a torcida em Barueri. O Brasil sacramentou este ponto, no contra-ataque de Amanda, 10×6. O bloqueio sérvio finalmente encontrava o tempo de bola do ataque de Amanda. José Roberto parou o jogo. Em seguida, a reação sérvia foi obstruída por um erro de saque. Tandara levou o Brasil ao 14º ponto, em seu terceiro ponto de saque na partida. O bloqueio brasileiro intimidava o ataque sérvio. A performance brasileira na defesa propiciava vários contra-ataques, 22×17. A Sérvia pediu tempo e voltou melhor. Brasil parou em jogo. Amanda confirmou o ponto na virada de bola, 23×20. Monique entrou para sacar. A Sérvia salvou um match point. Amanda fechou o jogo, em um ataque pela entrada de rede, 25×21.

BRASIL
Roberta, Tandara, Gabi, Amanda, Bia, Adenízia e Suelen. Entraram: Macris, Monique, Drussyla, Rosamaria.

SÉRVIA
Antoniejvic, Boskovic, Mihajlovic, Blagojevic, Stevanovic, Mina Popovic, Silvija Popovic. Entraram: Mirkovic, Bjelica, Busa, Milenkovic.

OUTROS RESULTADOS

Em Barueri, Brasil
Japão 3×1 Alemanha

Em Ningbo, China
Bélgica 3×2 República Dominicana
China 0x3 Coréia do Sul

Em Ekaterinburg, Rússia
Tailândia 3×0 Argentina
Rússia 0x3 Holanda

Em Lincoln, Estados Unidos
Turquia 3×0 Polônia
Estados Unidos 3×0 Itália