A seleção brasileira masculina estreou no Pan de Lima com vitória sobre o México. Composto por um time alternativo, o Brasil bateu os mexicanos por 3×1, com parciais de 25/23, 25/19, 22/25, 25/22, em jogo válido pelo grupo B. O oposto brasileiro Abouba foi o maior pontuador do jogo. Ele marcou 20 pontos. Na próxima rodada do Pan, o Brasil enfrenta o Chile, na noite de hoje, 1º de Agosto, a partir das 22h30, com transmissão do SPORTV 2 e da Record TV. Caso conquistem um novo triunfo, os brasileiros encaminham a classificação para as semifinais da competição.
OUTROS RESULTADOS
Grupo A Peru 1×3 Porto Rico 14/25, 20/25, 25/21, 11/25
Grupo A Cuba 0x3 Argentina 26/28, 22/25, 22/25
Grupo B EUA 1×3 Chile 17/25, 17/25, 25/17, 22/25
O DIA NO PAN
01/08 Grupo A 14:30 Peru x Argentina
01/08 Grupo A 16:30 Cuba x Porto Rico
01/08 Grupo B 20:30 EUA x México
01/08 Grupo B 22:30 Brasil x Chile
O voleibol feminino mundial prepara-se para o momento mais importante do calendário em 2019. Começa, nesta quinta-feira, no primeiro dia de Agosto, o Pré-Olímpico Mundial no naipe feminino. Em jogo, 6 vagas para as Olimpíadas de Tóquio, em 2020. As 24 melhores seleções ranqueadas, exceto o Japão, foram divididas em 6 grupos, com 4 países cada. O campeão de cada grupo garante a vaga olímpica. Neste formato, o processo qualificatório para os Jogos Olímpicos é inédito, em virtude dos japoneses sediarem a próxima Olimpíada. Com isso, a tradicional Copa do Mundo, disputada também no Japão, um ano antes dos Jogos, não irá distribuir vagas olímpicas nesse ciclo.
A seleção brasileira feminina de vôlei está no grupo D do Pré-Olímpico, como cabeça de chave, ao lado de República Dominicana, Azerbaijão e Camarões. Após muita indefinição de custos, o Brasil exerceu seu direito para sediar o evento, como cabeça de chave, respaldado financeiramente pela Confederação Sul-americana de Vôlei. Depois de muitas especulações, a cidade de Uberlândia foi escolhida para receber o Pré-Olímpico. As brasileiras estreiam contra Camarões, amanhã, a partir das 14h15, com transmissão da TV Globo e do SPORTV 2. Abaixo, você confere às chances de cada seleção no Pré-Olímpico.
GRUPO A SÉRVIA PORTO RICO TAILÂNDIA POLÔNIA
A seleção da Sérvia, atual campeã mundial e vice-olímpica, é a principal favorita do grupo para a conquista da vaga para os Jogos. O técnico Zoran Térzic surpreendeu ao não convocar para a competição, Milena Rasic, sua principal central. Seja qual for o motivo da ausência, é bom a Sérvia ficar atenta ao desempenho da jovem seleção polonesa. Alta e forte, a nova geração da Polônia deve dar trabalho para a Sérvia. Além das polonesas, Tailândia e Porto Rico também devem apresentar alguma resistência. Porém, dificilmente devem abalar o favoritismo sérvio.
GRUPO B CHINA TURQUIA ALEMANHA REP. CHECA
Em seus domínios, a China terá pela frente um dos grupos mais complicados do Pré-Olímpico. Contra Turquia, Alemanha e República Checa, as chinesas precisam se precaver para não serem surpreendidas. Os três adversários pela vaga olímpica estão evoluindo em estágios diferentes. No primeiro, a Turquia aparece como a principal ameaça. Já figurando entre as melhores seleções do mundo, jogando de igual para igual com a China, a Turquia pode conquistar a classificação dentro do território chinês. No segundo estágio, as alemãs progrediram com bons resultados na Liga das Nações e buscam voltar aos Jogos depois de 16 anos. No terceiro, a República Checa, tradicional no vôlei, apresenta uma nova geração, para os próximos ciclos. Todo cuidado é pouco para a China.
GRUPO C EUA ARGENTINA BULGÁRIA CAZAQUISTÃO
Em casa, os Estados Unidos não devem ter dificuldades para assegurar a vaga olímpica. Diante de Argentina, Bulgária e Cazaquistão, o técnico americano Karch Kirally se deu ao luxo de poupar algumas atletas, dada a tamanha superioridade americana. O principal empecilho para os Estados Unidos, nesse grupo, pode ser o relaxamento e a falta de concentração. Com foco, dificilmente, os Estados Unidos irá perder a classificação. Seu principal adversário, provavelmente, será a seleção da Bulgária. No entanto, as ameaças para as americanas na chave são pequenas e as chances dos oponentes são remotas.
GRUPO D BRASIL REP. DOMINICANA AZERBAIJÃO CAMARÕES
Após a medalha de prata na Liga das Nações, o Brasil ganhou confiança para o restante da temporada. Com o retorno de Tandara, certamente, as brasileiras irão diminuir a dependência do bom desempenho técnico da ponteira Gabi. O Brasil deve prestar atenção em seus oponentes, além da República Dominicana, teoricamente adversário mais forte do grupo. Contra o Azerbaijão, o bloqueio será decisivo para neutralizar a atacante Polina Rahimova, récem-contratada pelo Bauru. Já quando o assunto são as dominicanas, o Brasil precisa manter eficiência da virada de bola o tempo inteiro. A principal força dominicana é a potência de ataque. Para não correr riscos, saque e bloqueio serão decisivos. Bem cotado, nesse grupo, o Brasil tem grandes chances de conquistar a vaga olímpica.
GRUPO E RÚSSIA COREIA DO SUL CANADÁ MÉXICO
Tecnicamente, talvez esse seja o grupo mais fraco do Pré-Olímpico. Jogando em casa, a Rússia deve garantir presença nos Jogos de Tóquio, em 2020, pela fraqueza dos oponentes. Mesmo com reforços, a Rússia busca voltar ao patamar do passado. Hoje, o time não está entre as seleções mais fortes do mundo e há 15 anos não sobe ao pódio das Olimpíadas. Teoricamente, as coreanas podem fazer frente a Rússia. No entanto, sob o comando do italiano Lavarini, campeão da Superliga, a Coreia passa por uma reformulação. O objetivo é chegar a Tóquio em boas condições de jogo. A chance da Coreia deve ser na disputa continental pela vaga olímpica, contra a Tailândia. Também será interessante observar nesse grupo, a evolução do Canadá, atual campeão da Challenge Cup. Com um pouco de canja, as canadenses podem ameaçar seus adversários continentais, na repescagem, em janeiro. Já as mexicanas, também em franca evolução, desde o Mundial, podem sonhar com um bom desempenho.
GRUPO F HOLANDA ITÁLIA BÉLGICA QUÊNIA
Cabeça de chave do grupo, não se sabe porque a Holanda abriu mão de sediar o Pré-Olímpico. Caso o motivo seja financeiro, é algo estranho se considerarmos que, a Holanda será sede do Mundial feminino de 2022. Por se tratar de um país rico, teoricamente, a questão financeira não seria um problema para os holandeses. Dito isso, o grupo F do Pré-Olímpico é um dos mais imprevisíveis. Tirando o Quênia, Holanda, Itália e Bélgica possuem condições de conquistar a classificação. O fato de jogar em casa, com apoio da torcida, pode ser decisivo para a Itália, atual vice-campeã mundial. Tecnicamente, as italianas estão um pouco acima de belgas e holandesas. Porém, os últimos resultados internacionais, provaram que Holanda e Bélgica não se entregam facilmente. Sem depender exclusivamente de apenas uma jogadora, a Holanda é a principal ameaça para as italianas. A Bélgica, com chances, corre por fora.
Teve início a disputa por medalhas nos Jogos Pan-Americanos 2019, em Lima, no Peru. A competição no voleibol começa no dia 31 de julho, no naipe masculino. O Brasil estreia contra o México, em jogo válido pelo grupo B. Além dos mexicanos, os brasileiros terão como adversários na 1ª fase, os Estados Unidos e o Chile. Na outra chave estão Cuba, Argentina, Porto Rico e Peru. Os dois primeiros de cada grupo avançam para as semifinais. Os vencedores desses duelos fazem a grande final e os perdedores jogam pelo bronze.
No feminino, a seleção brasileira abre a caminhada pelo ouro, a partir do dia 7 de agosto, contra Porto Rico, em partida válida pelo grupo B. O Brasil ainda enfrenta na 1ª fase do Pan de Lima, os Estados Unidos e a Argentina. No outro grupo da competição estão o Peru, República Dominicana, Colômbia e Canadá. Como no masculino, os dois primeiros de cada chave conquistam a classificação para as semifinais. Os vencedores desses confrontos disputam o ouro e os perdedores jogam pelo bronze.
FAVORITISMO
Assim como em outras competições do vôlei em 2019, o Pan de Lima será esvaziado pelo aperto no calendário. Logo, as principais seleções, em sua grande maioria, não estarão com a força máxima, em virtude da coincidência de datas com o Pré-Olímpico, prioridade do ano. No caso brasileiro, teremos em quadra times alternativos. Na categoria masculina, mesmo desfalcado o Brasil é o principal favorito, seguido de perto pela Argentina, atual campeã pan-americana.
Já no feminino, a disputa promete ser muito equilibrada. Os Estados Unidos, atuais campeões, largam na frente por possuir em seu plantel o maior número de opções em alto nível. Prova disso, foi o intenso revezamento de jogadoras na Liga das Nações 2019. O Brasil terá como principal reforço a levantadora Macris. O caminho não será fácil, porém a seleção brasileira tem grandes chances de voltar de Lima com uma medalha no peito.
A rigor, em condições normais, Estados Unidos, Brasil e República Dominicana seriam os principais favoritos ao pódio. No entanto, dadas as circunstâncias, não se pode descartar a força do Peru, dentro de casa. Além disso, colombianas e canadenses estão em plena evolução técnica. O que transforma a chave A do Pan, no grupo da morte. Também fazem frente, com chances remotas de medalha, Porto Rico e Argentina, participantes da Rio 2016.
A TABELA DO BRASIL NO PAN DE LIMA Masculino
31/07 Grupo B 22:30 Brasil x México
01/08 Grupo B 22:30 Brasil x Chile
02/08 Grupo B 22:30 EUA x Brasil Feminino
07/08 Grupo B 15:00 Brasil x Porto Rico
08/08 Grupo B 15:00 Brasil x Argentina
09/08 Grupo B 15:00 EUA x Brasil
José Francisco Filho, o Pelé do Vôlei, é um dos ícones da modalidade no Brasil. Atuando pelo Minas, nos anos de 1980, conquistou os principais títulos defendendo o clube, como a Liga Nacional e o Sul-Americano. Entrou para a história do esporte no país, ao quebrar a hegemonia dos times do eixo Rio-São Paulo, sendo o melhor atacante da Liga Nacional por 7 vezes. Com a camisa da seleção brasileira, foi tetracampeão sul-americano, bronze na Copa do Mundo, em 1981, e nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987. Ele ainda foi eleito a Revelação da Copa do Mundo de 1985. Pelé também seguiu carreira internacional pelos clubes. Ele disputou o Campeonato Italiano, principal liga da época, ao lado do campeão olímpico Carlão e do atual técnico da seleção brasileira masculina, Renan Dal Zotto. Atualmente, Pelé se dedica a política e mantém uma escolinha de vôlei em Belo Horizonte. Ele cumpriu mandato como vereador no período entre 2012/2016 e recentemente foi nomeado Secretário de Esportes de Minas Gerais do governo Zema.
Como foi sua trajetória até a carreira profissional de atleta do vôlei?
Eu vim de uma família muito simples, perdi meu pai aos cinco anos de idade e ele deixou dez filhos. Minha mãe não teve como criar os filhos. Então, eu fui para a Febem. Fiquei na Febem dos cinco aos doze. Saindo da Febem, comecei a trabalhar como trocador de ônibus. Aos dezesseis anos, tive minha oportunidade no esporte. Aonde tinha muita dificuldade de transporte. Comecei no Guaíra, Olympico, Minas Tênis Clube, onde eu fui tricampeão brasileiro e bicampeão sul-americano.
E sua passagem pelo Atlético Mineiro? Você jogou com o José Roberto Guimarães?
No Atlético, eu joguei de 1980 a 1983. Era eu, Zé Roberto, Hélder, Badalhoca. Era um time que chegava sempre nas finais, entre os melhores, dos campeonatos brasileiros.
Entre títulos e medalhas, qual foi o momento mais marcante que você viveu como jogador?
Um dos títulos mais difíceis, mais marcantes, foi em 1984, no Maracanãzinho, com 12 mil pessoas, onde perdíamos por 2×0, conseguimos virar para 3×2, em um dos jogos mais longos da história, com 4h15min de duração. Naquela época, tinha vantagem, então o jogo demorava muito.
E contra quem foi?
Contra o Bradesco. E o Bradesco era a seleção brasileira. Bernard, Renan, Montanaro e cia.
Em qual posição você preferia jogar? Ponta ou oposto? Em qual você acredita que rendia mais?
Oposto. E na posição de oposto, hoje em dia, eu vejo que rendia mais porque, eu ficava livre para atacar do fundo. Era a minha melhor bola de ataque, pela segunda linha.
Pelo meio fundo?
Isso, a famosa pipe.
Como foi sua experiência no vôlei italiano de clubes?
Foi muito boa! Eu pude levar minha família, minha esposa, Yolanda… Tecnicamente também foi muito bom. Era um dos campeonatos mais fortes do mundo, então, foi uma experiência excelente!
Como era a sua relação com o técnico coreano Sohn? Qual a influência dele no tricampeonato brasileiro do Minas (1984, 1985, 1986)?
O Sohn tecnicamente não acrescentou muito para gente, mas psicologicamente, ele foi um gigante. Sem ele, realmente, nós não conseguiríamos conquistar esses títulos. Então, foi um técnico muito importante para esse tricampeonato e o bicampeonato sul-americano.
Em que medida a metodologia e a filosofia do trabalho do Sohn revolucionou a preparação física no Minas? Ele promoveu a ginástica artística, algo diferente para época…
A revolução é o seguinte: nós estávamos acostumados a treinar duas horas por dia, então, com a chegada dele, nós treinávamos quatro horas por dia. E fazia também… Ele inventou a ginástica olímpica e realmente ela foi muito boa porque, dava muita flexibilidade e força. Então, ele foi um dos fundadores dessa invenção da ginástica olímpica. E nossa equipe adaptou muito bem.
E você chegou a saltar 1m do chão?
Sim. Minha envergadura é de 2,50, eu alcançava 3,50m de altura. Então, além de saltar muito, eu tinha muita velocidade no ataque.
Como foi o período preparatório para os Jogos Olímpicos de Seul em 1988?
Os Jogos de Seul, eu era praticamente titular, Bebeto de Freitas que era o treinador, então, uns quinze, vinte dias antes, eu tive uma torção no tornozelo e não pude participar. Essa foi uma das coisas que eu não consegui: ir em uma Olimpíada.
Mas também não conseguimos a medalha? Perdeu o bronze para Argentina?
Isso, ficou em 4º lugar.
E como foi a transferência conturbada do Minas?
Depois do tricampeonato, a Sadia me fez uma proposta muito boa. E eu com a minha esposa, achávamos que valeria a pena ir para a Sadia. Os dirigentes do Minas não acreditavam que eu iria sair. Cheguei para eles, disse que tinha uma proposta da Sadia. Se vocês não cobrirem eu disse que iria sair. Eles não acreditaram. Eles ficaram sabendo no outro dia que eu tinha acertado com a Sadia. Foram surpreendidos. Porque eu já tinha ouvido o Minas e eles não acreditaram que eu tinha aquela proposta. A proposta da Sadia era de 50% a mais. O Minas não conseguiu cobrir a proposta.
Atualmente, qual atleta você apontaria como o melhor jogador do mundo no vôlei masculino?
Na minha opinião, o maior jogador do mundo é o León, cubano naturalizado polonês. Ele realmente é um fenômeno. Com 14, 15 anos ele já era titular da seleção cubana. Ele é um jogador completo de 2,02m de altura, passa bem, ataca bem, bloqueia, então, é um fenômeno!
Fale um pouco sobre a Escola de Vôlei Pelé.
Eu depois que voltei da Itália eu abri a Escola de Vôlei Pelé. Já fazem 25, 26 anos. Nós ajudamos na formação cidadã das pessoas, aqueles que se destacam, a gente automaticamente encaminha para os clubes de competições. Hoje tem o Lucarelli, tem o Otávio, tem o Maurício Borges, todos eu fui técnico deles no Minas Tênis Clube, nas categorias de base. Então esse trabalho que eu venho fazendo é muito importante, primeiro, na socialização. Aqueles que se destacam nós encaminhamos para as equipes de competição.
E como foi sua experiência como técnico?
Foi excelente. Eu fui assistente técnico da equipe feminina do Minas, masculina durante quatro anos, e durante doze anos, das categorias de base juvenil e infanto-juvenil do Minas. Então uma experiência muito grande, além de ser também, técnico das seleções mineiras de 2007 a 2011.
Você pode dizer quem passou por você nesse período?
Lucarelli, Otávio, Flávio, todos eles passaram na peneirada comigo. Trabalhei com eles durante seis, sete anos. Eles chegaram no adulto do Minas, alguns ficaram por um tempo e depois saíram. Então, esses três jogadores, todos começaram comigo.
Na política, você já foi vereador por Belo Horizonte. Quais os projetos aprovados na Câmara, no seu mandato, você indica como os mais importantes?
Eu tenho seis projetos, durante quatro anos, aprovados. Um dos principais é a entrada franca em todo evento, estádio de futebol, evento esportivo, qualquer menor de doze anos tem a entrada franca acompanhado do pai ou de um responsável. Esse foi o maior projeto. Durante os quatro anos, foram seis projetos. É muito difícil aprovar qualquer proposta na Câmara. E nós não podemos fazer projetos que gerem despesa para a Prefeitura. Então, nós temos que estudar e ver alternativas para os projetos terem ganhos para a população.
Recentemente, você foi nomeado Secretário de Esportes de Minas Gerais do governo Zema. Quais são os seus planos?
O plano é levar a oportunidade através do esporte para aquelas pessoas mais carentes. Então, uma das missões minhas na Secretaria é levar o acesso ao esporte ao Vale do Jequitinhonha, ao Vale do Mucuri, aonde essas pessoas simples não tem a oportunidade. Eu sei, sou prova viva, que é a oportunidade, que falta para aquelas pessoas mais carentes. Não quer dizer que elas vão ser um Pelé do Vôlei, um Neymar, um Oscar do basquete, mas pelo menos, serão cidadãs.
Terminou com o mesmo desfecho da 1ª edição, a Liga das Nações 2019. No masculino, o bicampeonato russo. No feminino, o bicampeonato americano. Já o Brasil, repetiu a posição final de 2018 no naipe masculino, ou seja, o 4º lugar. Na categoria feminina, subiu ao pódio da competição, pela 1ª vez, com um vice-campeonato.
Acima de qualquer resultado, é bom analisar as perspectivas de cada campanha brasileira. No caso masculino, a fase regular da Liga das Nações serviu para testar Leal e Lucarelli juntos na mesma formação. Apesar do alcance de bons resultados, o Brasil terminou a 1ª fase na liderança, com apenas uma derrota, ficou clara a dificuldade brasileira com o serviço flutuante.
Além disso, em toda a competição o bloqueio do Brasil foi inoperante. Ao que tudo indica, o problema no fundamento não tem relação com a eficiência do saque. Nas finais, isso ficou evidente. Em várias passagens, os brasileiros tiveram boas sequências no serviço, ao ponto que, várias bolas de xeque foram desperdiçadas de maneira inaceitável.
Tal dificuldade pode ser explicada pela instabilidade emocional na recepção. Ao optar por escalar dois ponteiros de força, o Brasil descaracterizou seu jogo. Sem o passe na mão, os levantadores brasileiros, tanto Bruninho, quanto Cachopa, tiveram que lidar com novas situações de jogo, impensáveis para a tradição do Brasil.
O fato é positivo. Às vésperas do Pré-Olímpico, utilizar a VNL como teste, para um antigo desejo brasileiro, provou que muitas vezes na prática, as coisas não são exatamente como gostaríamos. Resta saber, como o técnico Renan Dal Zotto irá encontrar as soluções corretas para esse problema. Opções, não faltam.
FEMININO
Já no caso feminino, o resultado final foi considerado por muitos surpreendente, dadas as condições. O Brasil sofreu com muitas dispensas, além de problemas físicos. No entanto, o vice-campeonato brasileiro não é parâmetro. Todas as seleções utilizaram times alternativos, até mesmo nas finais. Portanto, não dá para mascarar os problemas.
A seleção feminina praticamente jogou sem oposta. A ponteira Gabi ficou muito sobrecarregada. O Brasil ficou muito dependente de seu desempenho. Nas finais, com a escalação de Natália na formação titular, em toda a duração dos jogos, a situação mudou. Infelizmente, Natália sentiu uma contusão na decisão e saiu do jogo antes do fim.
Para completar o cenário, o técnico José Roberto Guimarães anunciou na semana das finais da Liga das Nações, o retorno das campeãs olímpicas Sheilla e Fabiana. A convocação das duas jogadoras provocou celeuma nas redes entre os torcedores. Muitos cobraram renovação na seleção brasileira.
O certo é que, nos Jogos de Tóquio, em 2020, com o retorno de várias jogadoras, inclusive das que pediram dispensa nesta temporada, o futuro da seleção feminina está indefinido. Pelo menos, no Pré-Olímpico, no próximo mês de Agosto, o Brasil contará com a volta da sua principal atacante, a oposta Tandara. A perspectiva com o retorno dela é positiva.
A Rússia conquistou o bicampeonato da Liga das Nações Masculina. O título foi o segundo consecutivo na competição. Em 2018, os russos foram campeões do torneio na França contra os franceses. Na grande final de 2019, disputada em Chicago, novamente, a Rússia bateu os donos casa, dessa vez os norte-americanos, pelo placar de 3×1, com parciais 25/23, 20/25, 25/21, 25/20. O ponta Sander dos Estados Unidos foi o destaque individual da decisão. Ele anotou 20 pontos. Mesmo com o vice-campeonato, o oposto americano Matt Anderson foi eleito MVP da VNL 2019. Completou o pódio da Liga das Nações, na 3ª colocação, a seleção da Polônia, após derrotar o Brasil na disputa do bronze.
Ao fim do jogo do título, o ponteiro russo Volkov comentou com a assessoria da FIVB sobre a conquista russa na VNL 2019. “Isso é fantástico porque estamos muito orgulhosos. Estávamos com ausência de muitos grandes jogadores, assim não tínhamos expectativa de vencer. Nós estamos muito felizes. Com um novo técnico, nós temos um novo time, com um jogo muito forte”.
EUA Christenson (2), Anderson (19), Sander (20), Russell (1), Smith (5), Holt (8), Erik Shoji (L). Entraram: Muagututia (6), Ma’a (0), Jendryk (2), Patch (1). Técnico: John Speraw
SELEÇÃO DO CAMPEONATO
A seleção da Liga das Nações Masculina 2019 foi composta pelo levantador americano Christenson, os ponteiros russos Volkov e Kliuka e o ponteiro polonês Bednorz, os centrais Holt e Iakovlev dos Estados Unidos e da Rússia, respectivamente, o oposto americano Matt Anderson e o líbero também americano Erik Shoji.
A CAMPANHA DO TÍTULO Fase regular
15 jogos, 12 vitórias e 3 derrotas, 34 pontos, 3º lugar geral Fase Final
11/07 Rússia 3×0 França
25/16, 25/23, 25/17
12/07 EUA 3×0 Rússia
25/21, 25/17, 25/20 Semifinal
13/07 Polônia 1×3 Rússia
19/25, 26/24, 22/25, 21/25 Final
14/07 Rússia 3×1 EUA
25/23, 20/25, 25/21, 25/20
O Brasil perdeu a disputa pelo bronze da Liga das Nações masculina 2019. Jogando contra a Polônia B, novamente o Brasil saiu derrotado para o jovem time polonês na fase final. Sem forças para reagir ao revés para os Estados Unidos, na semifinal do dia anterior, os brasileiros foram superados pela Polônia por 3×0, com parciais de 25/17, 25/23, 25/21. O ponteiro polonês Bednorz foi o maior pontuador do confronto com 21 pontos. Pelo Brasil, o oposto Alan marcou 8 pontos. A seleção brasileira ainda não subiu ao pódio na VNL masculina. Com o 4º lugar, o Brasil repetiu a campanha do ano passado na competição quando terminou na mesma posição.
A seleção americana masculina de vôlei irá decidir o título da Liga das Nações pela 1ª vez na história. Jogando em casa, na cidade de Chicago, os americanos superaram o Brasil, líder da fase regular, em partida válida pelas semifinais da competição. Na decisão, os Estados Unidos terão pela frente a seleção russa, atual campeã da VNL.
No duelo em que conquistou a vaga nas finais, a seleção americana derrotou os brasileiros por 3×2, com parciais de 25/21, 17/25, 21/25, 25/20, 15/9. O americano Matt Anderson foi o maior pontuador do confronto com 22 pontos. Pelo Brasil, Wallace anotou 17 pontos. Com a derrota, o Brasil disputa o 3º lugar contra a Polônia, hoje, às 17h. A decisão do título acontece às 20h.
EUA Christenson (3), Anderson (22), Holt (9), Smith (6), Sander (17), Russel (5), Erik Shoji (L). Entraram: Muagututia (2), Jaeschke (0), Jendryk (6), Kawika Shoji (0). Técnico: John Speraw
A seleção russa masculina é finalista da Liga das Nações 2019. Esta é a segunda vez que a Rússia chega à final da competição. No ano passado, os russos foram campeões da primeira edição do torneio batendo a França na decisão. No jogo em que selou a passagem para as finais, a Rússia eliminou a Polônia pelo placar de 3×1, com parciais de 25/19, 24/26, 25/22, 25/21. O oposto russo Poletaev foi o grande destaque do jogo. Ele marcou 24 pontos, sendo 21 de ataque, 2 de bloqueio, 1 de saque. Pelo lado polonês, mais uma vez, o ponteiro Bednorz foi o maior pontuador. Ele anotou 15 pontos. Com a vitória, a Rússia vai em busca do bicampeonato da VNL na grande final. O adversário sairá do confronto entre Estados Unidos contra o Brasil, logo mais. A decisão do título acontece no domingo, 14 de julho, a partir das 20h.
O oposto russo Poletaev, maior pontuador do jogo/Divulgação FIVB
Foram definidos os confrontos das semifinais da Liga das Nações Masculina 2019. Jogando em casa, em Chicago, os Estados Unidos derrotaram a Rússia por 3×0, em partida válida pelo grupo A das finais. Com o resultado, os americanos terminaram essa fase em 1º lugar do grupo. Os russos ficaram em 2º. Na outra chave, após um duelo emocionante, decidido apenas no tie-break, o Brasil venceu o Irã e avançou para as semifinais em 2º do grupo B. A Polônia já estava classificada em 1º, depois de bater brasileiros e iranianos, por 3×2 e 3×1, respectivamente. Dessa forma, os confrontos da próxima fase ficaram da seguinte forma: Estados Unidos x Brasil, Polônia x Rússia.
No jogo em que garantiu classificação para as semifinais, o Brasil sofreu para superar o Irã. Após abrir 2×0 no placar, os brasileiros permitiram a reação iraniana. No fim, vitória brasileira por 3×2, com parciais de 25/20, 25/23, 24/26, 20/25, 15/10. O ponteiro iraniano Ebadipour foi o maior pontuador do jogo. Ele marcou 22 pontos. Pelo Brasil, Lucarelli foi o destaque individual. Ele anotou 16 pontos, sendo 10 de ataque e 6 de saque.
Já no duelo pela liderança do grupo A, os Estados Unidos venceram a Rússia pelo placar máximo, com parciais de 25/21, 25/17, 25/20. Os dois times pouparam alguns de seus principais jogadores. O ponteiro americano Thomas Jaeschke foi o maior pontuador do jogo com 12 pontos. Na Rússia, Voronkov terminou a partida com 10 pontos.
Ao final da partida, o técnico americano John Speraw comentou sobre a expectativa do confronto com o Brasil. “Nós cruzamos com o Brasil muitas vezes em vários tipos de jogos. Nós sabemos que eles jogam muito bem. Eu acho que eles fizeram um bom trabalho nessa VNL. Obviamente a adição de algumas peças novas e o retorno de Lucarelli na quadra foi bom. Assim, eu sei que teremos uma grande batalha. Eles foram testados esta noite, assim eles irão estar bem afiados e prontos para qualquer tipo de jogo de voleibol. Nós teremos que estar incrivelmente preparados”.
LIGA DAS NAÇÕES NA TV
Hoje 13/07 19:00 Semifinal 1 Polônia x Rússia SPORTV 2
Hoje 13/07 22:00 Semifinal 2 Estados Unidos x Brasil SPORTV 2
Amanhã 14/07 17:00 Disputa do bronze SPORTV 3
Amanhã 14/07 20:00 Final SPORTV 2