O Brasil foi derrotado pela China na estreia da Liga das Nações feminina 2023. Jogando em Nagoya, no Japão, o Brasil perdeu para chinesas, no tie-break, com parciais de 25/23, 22/25, 25/20, 20/25, 15/12. Foi a segunda vez na história da competição que as brasileiras foram derrotadas na estreia. Em 2018, na abertura do torneio em Barueri, o Brasil foi superado pela Alemanha, por 3×1. No jogo de hoje, a China sacou melhor do que o Brasil. Foram 4 pontos chineses diretos no fundamento. Além disso, o Brasil cedeu mais pontos em erros no fundamento do que a China. A ponteira chinesa Ying Ying Li foi a maior pontuadora do confronto, com 26 pontos. Pelo Brasil, Kisy marcou 21 pontos. Na próxima rodada do torneio, o Brasil enfrenta a Holanda, nesta quinta-feira, 1º de junho, às 6h, com transmissão do SPORTV 2. Já a China folga na rodada.
O serviço chinês foi o destaque do jogo/Divulgação/Volleyball World/FIVB
Começa na próxima terça-feira, 30 de maio, a Liga das Nações 2023. Em sua quinta edição, a competição terá os Estados Unidos como sede das finais no feminino e a Polônia no masculino. Entre as mulheres, o Brasil estreia contra a China, na quarta-feira, 31 de maio, às 6h. Já entre os homens, o Brasil estreia contra a Alemanha, no dia 7 junho, às 21h. Os dois jogos serão transmitidos pelo SPORTV 2. Ao todo, serão 12 jogos para cada seleção, em três semanas de torneio, ao redor do globo, nos dois naipes. Os sete melhores colocados avançam para as finais. Estados Unidos e Polônia já estão classificados para fase final por serem anfitriões. Confira abaixo, alguns detalhes da VNL 23.
FAVORITISMO
Após surpreenderem a todos na Olimpíada, Mundial e VNL 22, mas frustrarem os torcedores com três vices-campeonatos, as brasileiras mudaram de status. Agora aparecem entre as seleções favoritas ao título da Liga das Nações 2023. Parece que finalmente elas vão sair da fila! Mas os concorrentes são de alto calibre. Jogando em casa, os Estados Unidos não podem ser descartados. As atuais campeãs da competição, também estão fortes. Lideradas por Paola Egonu, a italianas buscam o bicampeonato. Fechando o rol de favoritos ao título da VNL 23, na opinião do blog, está a Turquia. Reforçada pela chegada do técnico campeão mundial com a Sérvia, Daniele Santarelli, a Turquia quer o seu primeiro título internacional, após anos de investimento na modalidade. Devido a ausência de suas principais jogadoras, a Sérvia corre por fora. Com ela também estão: China, Japão e Polônia.
CALENDÁRIO
Apesar do favoritismo de algumas seleções, o calendário apertado pode ser o grande vilão do torneio. Com pouco tempo de treinamento, surpresas devem acontecer no meio do percurso. Para complicar, a corrida olímpica por uma vaga nos Jogos de Paris 2024, pelo ranking, deve esquentar a disputa com seleções do segundo escalão. Nesse caso, os países sedes das finais da VNL 23, entram com alguma vantagem. No feminino, os Estados Unidos terão a oportunidade de rodar o elenco e ajustar peças, após a campanha decepcionante no Mundial 2022. Uma vantagem dessas nas mãos das norte-americanas é um grande trunfo. Isso porque, na história da Liga das Nações, desde 2018, dá para contar nos dedos o número de derrotas dos Estados Unidos. No masculino, a Polônia também poderá usufruir da mesma vantagem, dependerá apenas da estratégia de sua comissão técnica.
MASCULINO
Apesar da medalha de bronze no Mundial 2022, o Brasil corre por fora na disputa da Liga das Nações masculina 23. Ao seu lado, também por fora, aparecem os Estados Unidos. Atual campeã mundial, a Itália é uma das favoritas ao título da VNL 23. Também estão no páreo, junto com os italianos, a França, atual campeã olímpica e da Liga das Nações, e a Polônia, sede das finais do torneio neste ano. Algumas surpresas devem acontecer. O blog aposta na Sérvia e Eslovênia.
Bebeto de Freitas foi um grande conhecedor do voleibol no Brasil/Divulgação/Arquivo/Gazeta Press
Falecido há 5 anos, vítima de infarto, Bebeto de Freitas escreveu seu nome na história do voleibol. Ele foi um dos responsáveis pelo sucesso da modalidade no Brasil, na primeira metade da década de 1980, no naipe masculino. Sob seu comando técnico, o vôlei masculino alçou voos mais altos sendo vice-campeão olímpico em Los Angeles 1984 e vice-campeão mundial em 1982. Conhecida como geração de prata, essa seleção do Brasil na modalidade marcou época. Dessa geração surgiram nomes importantes como Bernardinho e Renan Dal Zotto. Mas apesar do histórico vitorioso com a seleção brasileira, foi por outro país que Bebeto de Freitas tornou-se campeão mundial há 25 anos.
NOVO TÉCNICO
Quando os Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996 foram encerrados, a CBV estava em busca de um novo nome para comandar a seleção brasileira masculina. O fim do ciclo de José Roberto Guimarães era notório, após o fracasso olímpico nos Jogos de 1996. Vários nomes foram cogitados pela CBV, sendo um deles, o de Bebeto de Freitas. No entanto, em busca de uma renovação total, a CBV preteriu Bebeto de Freitas, escolhendo Radamés Lattari. A decisão da CBV na época foi considerada polêmica. Muitos na imprensa preferiam o técnico do Suzano, campeã nacional no período, Ricardo Navajas. Segundo consta, a escolha da CBV deixou Bebeto de Freitas chateado.
EXPATRIAÇÃO ITALIANA
Ele seguiu no voleibol nacional, dirigindo a equipe do Olympikus, em Campinas, com Maurício e Tande. Com ela, conquistou o título da Superliga Masculina. Nada disso foi suficiente para comover a CBV. Dois anos depois, em 1998, veio o troco. A Olympikus mudou de sede, saindo do interior paulista, indo para o Rio de Janeiro. Bebeto de Freitas deixou a equipe. Foi quando a Federação Italiana de Vôlei convidou Bebeto para substituir Júlio Velasco no comando da seleção italiana masculina. Ele claro, topou.
MUNDIAL 1998
A preparação da Itália na temporada, em 1998, foi exclusiva para o Mundial 1998. Após um fracasso na Liga Mundial, torneio que a Itália dominava, os italianos vieram com o sangue nos olhos para conquistar o tricampeonato mundial. Pappi, Giani, Meoni e companhia eram os favoritos para o título. Mas durante a competição, a jovem geração do Brasil despontou para a conquista. Os brasileiros chegaram nas semifinais invictos, dando show de bola. Já a Itália de Bebeto de Freitas acabou sendo derrotada pela Iugoslávia na 2ª fase, por 3×1. O revés acabou provocando o encontro precoce entre brasileiros e italianos nas semifinais.
SEMIFINAL INDIGESTA
Brasil e Itália fizeram o melhor jogo do Campeonato Mundial de 1998. Muito disputada, a partida foi decidida apenas no tie-break. Para se ter uma ideia, Giba, ainda jovem, jogou o confronto com o pé torcido, a partir da quarta parcial. Bebeto de Freitas, o técnico brasileiro da Itália, comandava tudo no banco com muita tensão. Era visível o desconforto da situação. Naquela época, o voleibol ainda era disputado no sistema de vantagem. No fim, deu Itália, por 3×2, com parciais de 15/10, 13/15, 15/11, 10/15, 15/11. Até hoje, os brasileiros que viriam a ganhar tudo depois, lamentam o revés nessa semifinal. No link abaixo, você acessa esse jogo do Mundial 1998, entre Brasil e Itália.
TÍTUTO MUNDIAL
Superado o Brasil, a Itália teria pela frente na decisão do título, a Iugoslávia. A derrota na 2ª fase estava engasgada. Para Bebeto de Freitas era chance de uma conquista inédita. Os italianos queriam o tricampeonato mundial. E ele veio. Sem tomar conhecimento do adversário, a Itália bateu os iugoslavos, por sonoros 3×0 na decisão. Bebeto de Freitas entrava para a história do Mundial. Como reconhecimento do seu trabalho, ele foi escolhido como melhor técnico da competição. Foi o único prêmio individual da Itália ao final da competição, o que atesta o tamanho do seu trabalho coletivo no terceiro título mundial italiano.
O técnico da seleção brasileira feminina, José Roberto Guimarães/Divulgação/FIVB
Encerrada a temporada de clubes no naipe feminino, no começo do mês de maio, a CBV divulgou lista de 30 jogadoras inscritas para Liga das Nações 2023. Durante essa semana, o técnico José Roberto Guimarães definiu as 14 atletas que viajam para a primeira semana da competição na Ásia. Além dessas jogadoras, com o calendário apertado, outras atletas vão se unir ao elenco nos próximos dias. Algumas já estão em Saquarema para os treinos. Uma novidade dessa relação de atletas é o retorno da central bicampeã olímpica, Thaísa. A própria confirmou sua volta em live nas redes sociais, na semana passada. A lista inicial também contava com a jovem central do Minas, Júlia Kudiess, mas ela foi cortada devido a lesão. A seguir, a lista completa de jogadoras convocadas para a VNL 2023.
O técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Renan Dal Zotto/Divulgação/Inovafoto/Wander Roberto/CBV
Encerrada a temporada da Superliga Masculina 22/23, no começo do mês de maio, a CBV divulgou a lista dos 30 jogadores inscritos para Liga das Nações 2023. Na última segunda-feira, o técnico Renan Dal Zotto confirmou 19 nomes para o início dos treinos em Saquarema. O ponteiro Leal pediu um tempo para descanso, ao técnico Renan Dal Zotto, após temporada de clubes exaustiva na Europa. Além dele, pela segundo ano consecutivo, o central Matheus Bispo do Minas ficou de fora dos treinos, devido a lesão. Além dos 19 convocados, mais 2 atletas foram chamados como convidados. A seguir, a lista completa dos jogadores convocados para a VNL 2023.
Levantadores
Bruninho
Cachopa
Matheus Brasília
Opostos
Abouba
Alan
Darlan
Felipe Roque
Ponteiros
Adriano
Birigüi
Honorato
Lucarelli
Vaccari
Centrais
Flávio
Judson
Lucão
Otávio
Líberos
Alê
Thales
Maique
Convidados
Chizoba (oposto)
Daniel Muniz (ponteiro)
*Atualização No dia de hoje, 19 de maio, o técnico Renan Dal Zotto fez o anúncio de mais dois convocados para os treinos em Saquarema. O central Thierry e o ponteiro Arthur Bento foram chamados para os treinos. De acordo com o Webvôlei, eles já estavam em Saquarema para os treinos com a seleção sub-21.
O Comitê Olímpico Brasileiro entrou em acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei, encerrando suspensão do órgão devido ao caso Wallace. O acordo aconteceu após reunião entre as partes interessadas, na última segunda-feira, 15 de maio. Ficou decidido que o campeão olímpico na Rio 2016, Wallace, deveria cumprir pena adicional de 90 dias ao invés de 5 anos, por incitar a morte do Presidente da República nas redes sociais, em janeiro. Além disso, a Confederação Brasileira de Vôlei pagará multa relativa ao não cumprimento de veredito anterior da Comissão de Ética do Comitê Olímpico Brasileiro, dado ao jogador. Os dirigentes da CBV suspensos pela decisão anterior do Comissão de Ética do Comitê Olímpico Brasileiro foram reempossados, assim como os repasses dos patrocinadores foram restabelecidos. Apesar do acordo entre as partes, o Comitê Olímpico Brasileiro não reconhece o título do Cruzeiro na Superliga Masculina 2022/2023, devido à escalação irregular de Wallace na final.
O oposto Wallace/Divulgação/Agenciai7/Sada/Cruzeiro
O Praia conquistou o bicampeonato sul-americano dentro de casa/Divulgação/Eliezer Esportes
O Praia Clube conquistou o Sul-americano de clubes feminino de vôlei 2023. Foi o segundo título do time de Uberlândia na história da competição. Anteriormente, o Praia havia vencido o Sul-Americano, em 2021. Neste ano, jogando em casa, com apoio da torcida, o Praia bateu o Minas na final, por 3×2, com parciais de 25/16, 17/25, 27/25, 12/25, 15/11. Mesmo com o revés, a oposta Kisy do Minas foi a maior pontuadora da final, com 25 pontos. A levantadora Claudinha do Praia foi eleita melhor jogadora da final. Completou o pódio da competição, na 3ª posição, o Sesi/Bauru, após vencer o Regatas Lima do Peru, por 3×0, na disputa do bronze.
SELEÇÃO DO SUL-AMERICANO 2023
A ponta/oposta dominicana Brayelin Martínez do Praia foi eleita MVP da competição. A seleção da competição foi composta pela levantadora Dani Lins do Sesi/Bauru, a oposta Kisy do Minas, as ponteiras dominicanas Brayelin Martínez do Praia e Pena do Minas, as centrais Jineiry Martínez do Praia e Thaísa do Minas, e a líbero Miriam Patina do Regatas Lima.
A seleção do Sul-Americano 2023/Divulgação/Eliezer Esportes
A CAMPANHA DO TÍTULO
1ª fase – Grupo A
10/05 Praia 3×0 Boston College
11/05 Praia 3×1 Regatas Lima
Semifinais
13/05 Praia 3×0 Sesi/Bauru
Final
14/05 Praia 3×2 Minas
O Praia bateu o Minas, pela segunda vez na temporada, em um final de campeonato/Divulgação/Eliezer Esportes
O Sesi/Bauru ficou com o bronze do Sul-Americano de clubes feminino de vôlei 2023. Jogando contra o Regatas Lima do Peru, pela disputa do bronze, em Uberlândia, o Sesi/Bauru venceu a equipe peruana pelo placar de 3×0. A oposta Edinara do Sesi/Bauru foi o grande destaque individual do jogo. Ela foi eleita a melhor jogadora em quadra. Com a vitória do Sesi/Bauru, o Brasil dominou o pódio da competição pelo terceiro ano consecutivo. Nas últimas três edições do Sul-Americano de clubes feminino de vôlei, as equipes brasileiras foram ouro, prata e bronze, por três vezes.
O Sesi/Bauru foi bronze no Sul-Americano pela segunda vez consecutiva/Divulgação/Eliezer Esportes
O Praia eliminou o Sesi/Bauru do Sul-Americano de clubes feminino de vôlei 2023. Jogando em casa, na cidade de Uberlândia, pelas semifinais da competição, o Praia derrotou o Sesi/Bauru, por 3×0, com parciais de 25/16, 25/15, 25/19. O volume de jogo apresentado pelo Praia fez a diferença na partida. Saque e bloqueio foram fundamentais para a vitória. A central dominicana Jineiry Martínez do Praia foi a maior pontuadora da semifinal, com 15 pontos. Pelo Bauru, Edinara marcou 12 pontos. Com o resultado, o Praia garantiu classificação para o Mundial de clubes, além de disputar a final do Sul-Americano 2023 contra o Minas. A grande decisão do torneio acontece neste domingo, 14 de maio, às 20h, com transmissão do SPORTV 2.
O Praia joga em casa, com o apoio da torcida, na final contra o Minas/Divulgação/Eliezer Esportes
O Minas é o primeiro finalista do Sul-Americano de clubes feminino de vôlei 2023, disputado em Uberlândia. Jogando contra o Regatas Lima do Peru, pelas semifinais da competição, o Minas não teve dificuldades para derrotar a equipe peruana, por 3×0, com parciais de 25/19, 25/17, 25/18. O Minas apresentou alguns momentos de relaxamento e desconcentração na partida, algo que não poderá se repetir na final de amanhã. A oposta Kisy do Minas foi a maior pontuadora do confronto, com 16 pontos. A central Júlia Kudiess, também do Minas, foi eleita a melhor jogadora em quadra. Com o resultado, o Minas garantiu classificação para o Mundial de clubes, no fim do ano. O time de Belo Horizonte agora aguarda o vencedor do jogo entre Praia e Sesi/Bauru, para conhecer o seu adversário na decisão do título.
O Minas está em busca do pentacampeonato sul-americano/Divulgação/Eliezer Esportes