O RANKING ATUALIZADO DA FIVB

Encerrada a Liga das Nações 2021, já é possível analisar o panorama do novo ranking da FIVB. Desde 2020, o ranking da federação mudou. Agora, cada resultado das partidas de torneios internacionais contam para o novo ranking, de acordo com o peso das competições. É bom ressaltar também, a importância do ranking na modalidade. É por ele que as chaves das Olimpíadas e do Mundial são divididas. E mais, é por ele que serão definidos os Pré-Olímpicos para os Jogos de Paris, em 2024.

No masculino, com a conquista da VNL 2021, o Brasil conseguiu manter a sua liderança no ranking, com 431 pontos. Detalhe: a seleção masculina é líder desde 2003, ou seja, são 18 anos à frente do ranking. Houveram algumas alterações, em relação à atualização anterior, ao novo formato do ranking. A Polônia subiu para a vice-liderança, com 390 pontos. A Rússia também subiu do 5º lugar para o 3º lugar. Os Estados Unidos caíram do 2º lugar para o 5º lugar.

A seleção brasileira, número 1 do ranking, há 18 anos/Divulgação FIVB

Os destaques positivos foram Eslovênia e França. Com uma ótima campanha na VNL 2021, a Eslovênia subiu para o 6º lugar. Uma das maiores escaladas com a nova metodologia. Já a França, também subiu. Com 331 pontos, está em 4º lugar no ranqueamento. Uma escalada de cinco posições, em relação ao antigo ranking. O destaque negativo ficou por conta da Itália. Disputando a VNL 2021, com um time alternativo, os italianos caíram seis posições, do 3º lugar para o 9º lugar.

No feminino, também ocorreram mudanças, mas não nas três primeiras posições. Primeiramente, os Estados Unidos consolidaram a liderança, após o tricampeonato da VNL, com 416 pontos. Mesmo disputando metade da VNL, com um time alternativo, a China manteve a vice-liderança, com 376 pontos. A diferença para o Brasil, 3º colocado, diminuiu para apenas 5 pontos. Completa o G4 do novo ranking, a Turquia, com 322 pontos.

Evidentemente, essas posições do novo ranking, podem não reproduzir o atual jogo de forças do vôlei feminino. Isso porque, Itália e Sérvia não competiram a VNL, com força máxima. Exatamente por isto, a Sérvia, atual campeã mundial, caiu para a 13ª posição do ranking. Uma grande distorção! A Itália, ao menos, conseguiu uma maior estabilidade no ranqueamento, mantendo-se entre as dez primeiras colocadas, em 9º lugar.

Fonte: FIVB

DEPOIS DE TÓQUIO, BERNARDINHO SERÁ TÉCNICO DA FRANÇA

Na tarde de hoje, no Brasil, veio a público o acerto do técnico Bernardinho com a Federação Francesa de Voleibol. O ex-técnico da seleção brasileira será técnico da França no próximo ciclo olímpico, no naipe masculino. Segundo a revista francesa L’Equipe, o objetivo é a conquista da medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris, em 2024. O primeiro compromisso de Bernardinho com a seleção francesa será o Campeonato Europeu 2021, no mês de Setembro. Durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, entre Julho e Agosto, deste ano, a França será comandada por Laurent Tillie.

Durante o dia, fontes da imprensa, especularam o fim da parceria de Bernardinho com o Flamengo. Ele negou. Segundo o próprio técnico, a parceria do Sesc/RJ com o rubro-negro continua. Bernardinho já projeta a próxima temporada da Superliga Feminina. Ele irá conciliar os projetos. Também de acordo com a imprensa, o ex-assistente técnico de Bernardinho na seleção brasileira e atual treinador do Bauru, Rubinho, fará parte da comissão técnica da França, juntamente, com o franco-brasileiro, Maurício Paes, técnico do Tourcoing.

Nos últimos anos, a França observou um crescimento no cenário internacional. Por duas vezes, em 2015 e 2017, os franceses conquistaram a Liga Mundial no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro e de Curitiba, respectivamente. Na primeira edição da Liga das Nações, em 2018, foi vice-campeã, dentro de casa, perdendo a final para a Rússia. Além disso, foi campeã europeia, pela 1ª vez na sua história, em 2015. Em Mundiais, os franceses foram medalha de bronze na Argentina, em 2002, e 4º lugar, em 2014, na Polônia.

Realmente, nos últimos anos, a França alcançou bons resultados na modalidade, no entanto, o esporte ainda não é popular no país. Recentemente, não soube lidar com o favoritismo ao ouro olímpico, nos Jogos do Rio, em 2016. Dito isso, fica claro o grande desafio para o multicampeão Bernardinho, dado que a França, em 4 participações olímpicas, nunca avançou da 1ª fase, sendo a melhor colocação o 8º lugar, em Seul, 1988.

O técnico Bernardinho, bicampeão olímpico e tricampeão mundial com a seleção brasileira masculina de vôlei