O RANKING ATUALIZADO DA FIVB

Com o encerramento da Liga das Nações e da Copa Challenger, o blog apresenta um panorama da situação atual do ranking internacional da FIVB. Desde 2020, o ranking mudou. Agora, cada resultado de partidas de torneios da FIVB contam para o novo ranking, de acordo com o peso das competições e das seleções. É bom ressaltar a importância do ranking na modalidade. É por ele que os grupos do Mundial e das Olimpíadas são divididos.

Masculino

Com o fracasso na Liga das Nações 2022 e uma derrota inesperada para a China, na fase regular da competição, o Brasil perdeu a liderança do ranking internacional. Mesmo com a conquista inédita do torneio, a França não assumiu a ponta do ranking. Quem lidera atualmente, é a seleção da Polônia, atual bicampeã mundial. Veja abaixo, os dez primeiros do ranking internacional no vôlei masculino.

1 🇵🇱 Polônia – 385 pontos

2 🇫🇷 França – 373 pontos

3 🇧🇷 Brasil – 360 pontos

4 🇷🇺 Russia – 352 pontos

5 🇺🇸 EUA – 340 pontos

6 🇮🇹 Itália – 332 pontos

7 🇦🇷 Argentina – 280 pontos

8 🇮🇷 Irã – 278 pontos

9 🇯🇵 Japão – 273 pontos

10 🇸🇮 Eslovênia – 259 pontos

A Polônia ficou em 3º lugar na VNL 22, mas assumiu a liderança do ranking internacional/Volleyball World/Divulgação FIVB

Feminino

Já no naipe feminino, ao contrário do Brasil no masculino, mesmo com a eliminação nas quartas-de-final da VNL, os Estados Unidos conseguiram manter a liderança no ranking. Quem mais subiu, foi justamente a campeã da temporada, a Itália. Quem mais caiu, entre os dez primeiros, foi a seleção da Turquia. O Brasil também subiu, para o 2º lugar, a 20 pontos dos Estados Unidos. Veja abaixo, os dez primeiros do ranking do vôlei feminino.

1 🇺🇸 EUA – 392 pontos

2 🇧🇷 Brasil – 372 pontos

3 🇮🇹 Itália – 367 pontos

4 🇨🇳 China – 338 pontos

5 🇷🇸 Sérvia – 325 pontos

6 🇹🇷 Turquia – 310 pontos

7 🇯🇵 Japão – 287 pontos

8 🇷🇺 Rússia – 278 pontos

9 🇩🇴 Rep. Dominicana – 267 pontos

10 🇳🇱 Holanda – 250 pontos

A seleção brasileira feminina perdeu a final da VNL 22, mas subiu uma posição no ranking internacional/Volleyball World/Divulgação FIVB

Fonte: FIVB

FIVB ANUNCIA MUDANÇA NA CLASSIFICAÇÃO OLÍMPICA

No começo do mês de Abril, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou mudanças no processo de classificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Ao contrário do último ciclo, a disputa por seis vagas diretas na Olimpíada acontecerá com 24 seleções divididas em 3 grupos, com 8 seleções cada.

Em 2019, o Pré-Olímpico para os Jogos de Tóquio ocorreu com as mesmas 24 seleções melhores ranqueadas, porém divididas em 6 grupos, com 4 seleções cada. Outra mudança prevista é que ao invés de uma apenas uma vaga olímpica por grupo, agora, serão duas vagas olímpicas.

No último trimestre de 2022, a FIVB deve anunciar as sedes dos Pré-Olímpicos. Os torneios acontecem em 2023. No naipe feminino, entre os dias 16 e 23 de Setembro. Já no naipe masculino, entre os dias 30 de Setembro e 8 de Outubro.

Vagas continentais

Além dessas mudanças, a FIVB também anunciou outras modificações no processo qualificatório. Os torneios de Pré-Olímpicos continentais foram abolidos. Dessa forma, as cinco vagas restantes dos Jogos de Paris serão definidas pelo ranking da FIVB, após a Liga das Nações 2024. O primeiro critério será utilizar o ranking para os continentes não representados pelos classificados no Pré-Olímpico 2023. Um exemplo provável, seria um país do continente africano. Resolvido isso, as outras vagas ficarão com os países melhores ranqueados, independentemente do continente.

Formato olímpico

Além disso, a FIVB alterou o formato de disputa dos Jogos Olímpicos de Paris. Seguindo o exemplo do basquete em Tóquio, visando a recuperação física dos atletas, a FIVB anunciou que ao invés de 8 partidas para conquista do ouro olímpico, agora serão necessárias 6 partidas. Para isso, na 1ª fase, as doze seleções serão divididas em 3 grupos com 4 seleções cada, ao invés de dois grupos, com 6 seleções cada.

A França é a atual campeã olímpica/Yuri Cortez/AFP

O RANKING ATUALIZADO DA FIVB

Encerrada a Liga das Nações 2021, já é possível analisar o panorama do novo ranking da FIVB. Desde 2020, o ranking da federação mudou. Agora, cada resultado das partidas de torneios internacionais contam para o novo ranking, de acordo com o peso das competições. É bom ressaltar também, a importância do ranking na modalidade. É por ele que as chaves das Olimpíadas e do Mundial são divididas. E mais, é por ele que serão definidos os Pré-Olímpicos para os Jogos de Paris, em 2024.

No masculino, com a conquista da VNL 2021, o Brasil conseguiu manter a sua liderança no ranking, com 431 pontos. Detalhe: a seleção masculina é líder desde 2003, ou seja, são 18 anos à frente do ranking. Houveram algumas alterações, em relação à atualização anterior, ao novo formato do ranking. A Polônia subiu para a vice-liderança, com 390 pontos. A Rússia também subiu do 5º lugar para o 3º lugar. Os Estados Unidos caíram do 2º lugar para o 5º lugar.

A seleção brasileira, número 1 do ranking, há 18 anos/Divulgação FIVB

Os destaques positivos foram Eslovênia e França. Com uma ótima campanha na VNL 2021, a Eslovênia subiu para o 6º lugar. Uma das maiores escaladas com a nova metodologia. Já a França, também subiu. Com 331 pontos, está em 4º lugar no ranqueamento. Uma escalada de cinco posições, em relação ao antigo ranking. O destaque negativo ficou por conta da Itália. Disputando a VNL 2021, com um time alternativo, os italianos caíram seis posições, do 3º lugar para o 9º lugar.

No feminino, também ocorreram mudanças, mas não nas três primeiras posições. Primeiramente, os Estados Unidos consolidaram a liderança, após o tricampeonato da VNL, com 416 pontos. Mesmo disputando metade da VNL, com um time alternativo, a China manteve a vice-liderança, com 376 pontos. A diferença para o Brasil, 3º colocado, diminuiu para apenas 5 pontos. Completa o G4 do novo ranking, a Turquia, com 322 pontos.

Evidentemente, essas posições do novo ranking, podem não reproduzir o atual jogo de forças do vôlei feminino. Isso porque, Itália e Sérvia não competiram a VNL, com força máxima. Exatamente por isto, a Sérvia, atual campeã mundial, caiu para a 13ª posição do ranking. Uma grande distorção! A Itália, ao menos, conseguiu uma maior estabilidade no ranqueamento, mantendo-se entre as dez primeiras colocadas, em 9º lugar.

Fonte: FIVB

DEPOIS DE TÓQUIO, BERNARDINHO SERÁ TÉCNICO DA FRANÇA

Na tarde de hoje, no Brasil, veio a público o acerto do técnico Bernardinho com a Federação Francesa de Voleibol. O ex-técnico da seleção brasileira será técnico da França no próximo ciclo olímpico, no naipe masculino. Segundo a revista francesa L’Equipe, o objetivo é a conquista da medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris, em 2024. O primeiro compromisso de Bernardinho com a seleção francesa será o Campeonato Europeu 2021, no mês de Setembro. Durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, entre Julho e Agosto, deste ano, a França será comandada por Laurent Tillie.

Durante o dia, fontes da imprensa, especularam o fim da parceria de Bernardinho com o Flamengo. Ele negou. Segundo o próprio técnico, a parceria do Sesc/RJ com o rubro-negro continua. Bernardinho já projeta a próxima temporada da Superliga Feminina. Ele irá conciliar os projetos. Também de acordo com a imprensa, o ex-assistente técnico de Bernardinho na seleção brasileira e atual treinador do Bauru, Rubinho, fará parte da comissão técnica da França, juntamente, com o franco-brasileiro, Maurício Paes, técnico do Tourcoing.

Nos últimos anos, a França observou um crescimento no cenário internacional. Por duas vezes, em 2015 e 2017, os franceses conquistaram a Liga Mundial no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro e de Curitiba, respectivamente. Na primeira edição da Liga das Nações, em 2018, foi vice-campeã, dentro de casa, perdendo a final para a Rússia. Além disso, foi campeã europeia, pela 1ª vez na sua história, em 2015. Em Mundiais, os franceses foram medalha de bronze na Argentina, em 2002, e 4º lugar, em 2014, na Polônia.

Realmente, nos últimos anos, a França alcançou bons resultados na modalidade, no entanto, o esporte ainda não é popular no país. Recentemente, não soube lidar com o favoritismo ao ouro olímpico, nos Jogos do Rio, em 2016. Dito isso, fica claro o grande desafio para o multicampeão Bernardinho, dado que a França, em 4 participações olímpicas, nunca avançou da 1ª fase, sendo a melhor colocação o 8º lugar, em Seul, 1988.

O técnico Bernardinho, bicampeão olímpico e tricampeão mundial com a seleção brasileira masculina de vôlei