AS CONSEQUÊNCIAS DO FIM DO RANKING

Durante a pandemia, o sistema de ranqueamento de atletas foi encerrado de vez na Superliga de vôlei brasileira. Primeiramente no naipe masculino, o ranqueamento de atletas teve o seu fim na temporada 2018/2019. Posteriormente, foi a vez do naipe feminino em 2020. O sistema atribuía pontuação aos jogadores para impedir a formação de super times. Uma mesma equipe não poderia contratar mais de dois atletas de pontuação máxima. O objetivo do sistema era equilibrar a disputa. Três anos após o fim definitivo do ranqueamento, o blog aponta algumas das consequências do seu encerramento.

ANTECEDENTES

Quando a Superliga surgiu na temporada 1994/1995, substituindo a Liga Nacional, uma das novidades apresentadas pela CBV, foi a instituição do sistema de ranqueamento dos atletas. A meta da CBV era impedir a formação de super times, além de emparelhar a disputa, visando atrair mais público para a competição. Um caso emblemático da época era a equipe do Leite Moça. Com grande poder de investimento, o Leite Moça chegou a contar com praticamente todo o elenco da seleção brasileira feminina, desequilibrando a disputa.

VIGÊNCIA DO RANKING

Enquanto o ranking perdurou na Superliga, principalmente nas primeiras temporadas, foi quando ele de fato funcionou. Ao mesmo tempo em que a disputa ficou mais equilibrada, o ranking obrigou as equipes com maior poder de investimento, a importar jogadores estrangeiros para formação do plantel. Com o passar dos anos, o ranking de atletas perdeu sua funcionalidade.

PRESSÃO DE JOGADORES

O ranking de atletas se tornou tão problemático, que vários jogadores com alta pontuação no sistema, ficaram sem mercado no Brasil. Além disso, com a hegemonia técnica da Unilever e do Cruzeiro, a pressão para o fim dos sistema aumentou de forma exponencial. Até os torcedores foram envolvidos no imbróglio, quando o ranking da CBV obrigou o Sada/Cruzeiro a desmontar seu time. Um dos exemplos da época, foram as saídas do levantador William e do oposto Wallace.

FIM DO RANKING

Como dito acima, o ranking de atletas teve o seu fim durante a pandemia de COVID-19. Mas a extinção do sistema, não ocorreu assim com facilidade. Ao contrário do naipe masculino, entre as mulheres, a votação pelo fim do ranking foi cercada de polêmicas, com direito a tapetão. Para se ter uma ideia, a reunião que decretou o fim do sistema precisou de recontagem de votos e com placar apertado.

CONSEQUÊNCIAS

Com o fim do ranqueamento de atletas, o principal atingido pela mudança foi o time dirigido pelo técnico Bernardinho, no naipe feminino. Quando da vigência do sistema na Superliga Feminina, o time de Bernardinho sabia manejar o mercado a seu favor, misturando jovens promessas, estrangeiras e as sobras de pontuação máxima do ranking de atletas. O ápice dessa estratégia ocorreu na temporada 2012/2013, quando com um time B do Brasil, Bernardinho superou a seleção brasileira feminina, bicampeã olímpica, que na época jogava junto no Sollys Nestlé em Osasco.

Além disso, o fim do ranqueamento, possibilitou uma invasão estrangeira jamais vista no Brasil, no naipe feminino. Os clubes aumentaram o número de atletas estrangeiras permitidas na competição, em cada equipe. De duas atletas para três. Nem mesmo a desvalorização da moeda nacional, conseguiu barrar esse processo. Para completar, Praia e Minas consolidaram o protagonismo na competição. A última vez que uma equipe quebrou a polarização mineira foi na temporada 2017/2018.

Entre os homens, o fim do sistema de ranqueamento, à primeira vista, não provocou um grande desequilíbrio, como apontado durante a vigência do ranking. Nas primeiras temporadas após o seu fim, foi quando justamente o Cruzeiro perdeu a sua hegemonia. No entanto, é impossível negar que nenhum clube de voleibol masculino no Brasil, consegue competir com a Sada, em termos de investimento financeiro. Dentro de quadra, a história é outra. Desde o fim da vigência do ranking, o Cruzeiro foi campeão da Superliga Masculina em duas das quatro temporadas disputadas. Um aproveitamento de 50% contra cinco títulos consecutivos nos anos anteriores com a vigência do ranking.

A equipe do Sada/Cruzeiro é atual campeã da Superliga Masculina/Divulgação CBV/Maurício Val/FMImagens

FABIANA PEDE DISPENSA DO OSASCO

Durante esta semana, uma notícia surpreendeu o mundo do vôlei no Brasil. A central Fabiana pediu dispensa do Osasco. A revelação foi dada pelo jornalista Gustavo Aguiar na rede social X, antigo Twitter. Em meio às especulações, a bicampeã olímpica em Pequim 2008 e Londres 2012, deu uma declaração sobre o seu pedido de dispensa, em sua rede social no Instagram.

“Olá a todos, vim aqui compartilhar com vocês que escolhi não fazer mais parte do clube Osasco. Sentimentos e sentimentos misturados estão me esmagando. Para minhas amigas, todo o meu apoio e meu amor. Aos meu fãs, muito obrigado pelo carinho de sempre. Minha trajetória foi moldada a partir de transformar cicatrizes em força, decepções em motivações e contratempos em oportunidades. Aprender a superar as adversidades tem sido a minha grande força. Esse capítulo da minha história traz muito aprendizado sobre humanidade, ética e respeito. Estou bem, sigo determinada em continuar honrando minha carreira. O tempo é o senhor da razão. Nos falamos em breve. Obrigada e fiquem com Deus”.

A central Fabiana/Divulgação/COB

Em nota oficial, o Osasco confirmou o pedido de Fabiana. O clube agradeceu o período em que a central jogou pelo time da região metropolitana de São Paulo. De acordo com a nota, o motivo da dispensa foi pessoal. As especulações sobre o caso seguem nas redes sociais.

O JOGO DA RODADA – No duelo de campeões estaduais, melhor para o Cruzeiro

O Sada/Cruzeiro venceu o duelo de campeões estaduais, pela Superliga Masculina 23/24. Foi a terceira vitória consecutiva do Cruzeiro na competição, em 3 jogos. Diante do campeão paulista de 2023, o Vôlei Guarulhos, no domínio adversário, o Cruzeiro ganhou o confronto, por 3×0, com parciais de 25/18, 25/18, 25/21. O Cruzeiro imprimiu o ritmo da partida através do serviço, marca registrada da equipe. Desfalcado de seu principal atacante, o oposto Franco, o Vôlei Guarulhos sofreu na partida, com uma fraqueza ofensiva. Melhor jogador do confronto, ele ficou com o troféu Viva Vôlei, o ponteiro Rodriguinho do Cruzeiro foi o maior pontuador do jogo, com 15 pontos. Com o resultado, o Vôlei Guarulhos segue sem vencer na competição. São três derrotas em 3 jogos até o momento. Na próxima rodada da Superliga Masculina 23/24, o Cruzeiro recebe o América, no ginásio do Riacho, em Contagem. Já o Vôlei Guarulhos só volta a entrar em quadra, no dia 2 de dezembro, contra o Apan/Blumenau, em Santa Catarina.

O oposto cruzeirense Wallace, em ação de ataque/Divulgação/Vôlei Guarulhos/Maurício Horita

A TABELA DO MUNDIAL DE CLUBES 2023

A ponteira brasileira Gabi joga pelo time turco Vakifbank, um dos participantes do Mundial de clubes feminino 2023/Divulgação/Volleyball World/FIVB

No começo do mês de novembro, a Federação Internacional de Vôlei divulgou a tabela do Mundial de clubes 2023, nos dois naipes. O Brasil terá quatro representantes na competição, todos de Minas Gerais. O torneio será disputado no mês de dezembro, antes das festas de fim de ano. Entre os homens, Minas e Cruzeiro são os representantes brasileiros no torneio. Entre as mulheres, Minas e Praia. A versão masculina acontece na Índia, entre os dias 6 e 10 de dezembro. A versão feminina ocorre na China, entre os dias 13 e 17 de dezembro. Além das equipes brasileiras, mais 4 equipes da Ásia e da Europa, em cada naipe, disputam o Mundial de clubes 2023. O formato da competição prevê 3 equipes em cada grupo, com os dois primeiros de cada chave avançando para semifinais. A final acontece em jogo único entre os vencedores dessas semifinais. Nos links abaixo, você acessa a tabela completa do Mundial de clubes 2023, nos dois naipes, inclusive dos adversários das equipes brasileiras.

https://en.volleyballworld.com/volleyball/competitions/club-world-championship-men-2023/schedule/#fromDate=2023-12-05

https://en.volleyballworld.com/volleyball/competitions/club-world-championship-women-2023/schedule/#fromDate=2023-12-12

A 1ª RODADA DA SUPERLIGA MASCULINA 23/24

Teve início a temporada 2023/2024 da Superliga Masculina. A primeira rodada da competição aconteceu ao longo dos últimos dias. Na abertura do torneio, em jogo antecipado, na sexta-feira, 10 de novembro, o Minas derrotou o Joinville, por 3×0. Além desse jogo, mais cinco partidas marcaram o começo da Superliga Masculina 2023/2024. Confira abaixo, o panorama da rodada inaugural da competição.

O Minas ganhou o jogo de abertura da Superliga Masculina 23/24, em sua arena/Hedgard Moraes/MTC

1ª RODADA

No sábado, 11 de novembro, Suzano e Vôlei Guarulhos entraram em quadra, na reedição da última final do Campeonato Paulista. Jogando em casa, o Suzano deu o troco no Vôlei Guarulhos, depois de perder o título estadual. Em mais um confronto equilibrado, entre as duas equipes, o Suzano venceu o Vôlei Guarulhos, por 3×2, com parciais de 25/21, 22/25, 23/25, 25/18, 15/13. Sabino do Suzano foi o maior pontuador do jogo, com 25 pontos. Ele ainda recebeu o troféu Viva Vôlei de melhor jogador em quadra. Pelo Guarulhos, Franco marcou 17 pontos.

O bloqueio do Suzano em ação contra o central Babu do Guarulhos/Divulgação/Suzano Vôlei

No domingo, 12 de novembro, foi a vez de Vôlei Renata e Sesi/Bauru disputarem um dos primeiros clássicos da Superliga Masculina, no ginásio do Taquaral, em Campinas. Em grande exibição do levantador argentino Demian Gonzales, o Vôlei Renata não deu chances ao Sesi/Bauru. Em grande estreia, venceu o Sesi/Bauru por 3×0, com parciais de 25/20, 25/23, 25/19. O também argentino Bruno Lima foi o maior pontuador da estreia campinense, com 16 pontos. Pelo Sesi/Bauru, o oposto Darlan marcou 14 pontos.

Na segunda-feira, 13 de novembro, mais dois jogos completaram a 1ª rodada da Superliga Masculina 2023/2024. Na preliminar, o Minas enfrentou o Araguari, no domínio adversário. Um fato curioso ocorreu antes do juiz apitar o começo da partida. O Minas atrasou o início do jogo, após o motorista do ônibus da equipe errar o caminho do ginásio. Em quadra, o Minas não pareceu em nenhum momento afetado pelo atraso. Ganhou as duas primeiras parciais contra o Araguari, com facilidade. No 3º set, o Araguari melhorou e o Minas teve que correr atrás. Conseguir, fechou o confronto em 3×0, com parciais 25/21, 25/22, 25/22. Com o resultado, o Minas alcançou a segunda vitória na competição, em dois jogos.

Ainda na segunda-feira, 13 de novembro, no jogo de fundo, o São José dos Campos fez a sua primeira partida, após a conquista da Supercopa. O adversário era o América Montes Claros. Ao contrário do esperado, o São José teve muitas dificuldades para vencer em casa, a equipe mineira. Aparentemente de ressaca, o São José liquidou o jogo com o América, apenas no tie-break. O placar final do confronto ficou em 3×2, a favor do São José, com parciais de 25/23, 23/25, 25/19, 20/25, 15/12. O oposto Leozão do América foi o grande responsável pelas dificuldades do São José, com incríveis 31 pontos. Pelo São José, Douglas Souza anotou 20 pontos.

RODADA ANTECIPADA

No feriado da Republica, 15 de novembro, o atual campeão da Superliga Masculina, Sada/Cruzeiro, estreou na competição, contra o Sesi/Bauru, em jogo antecipado da sexta rodada. Em partida de recuperação, após a derrota para o São José na final da Supercopa, o Cruzeiro bateu o time de Darlan, em sets diretos, com parciais de 25/19, 25/22, 25/20. O cubano López foi o maior pontuador da estreia cruzeirense, com 12 pontos. Pelo Sesi/Bauru, Maicon Leita marcou 10 pontos.

O Sada/Cruzeiro se recuperou do revés na Supercopa/OTempo/FlávioTavares

A 1ª RODADA DA SUPERLIGA FEMININA 23/24

Começou a temporada 2023/2024 da Superliga Feminina! A rodada inaugural da competição aconteceu durante toda a semana que passou. Na abertura do torneio, em jogo antecipado, no sábado, 4 de novembro, o Bluvôlei derrotou o São Caetano, por 3×1. Além desse jogo, mais cinco partidas marcaram o início da Superliga Feminina 2023/2024. Confira abaixo, o panorama da 1ª rodada da competição.

1ª RODADA

Na terça-feira, 7 de novembro, na Arena Dentil, o Praia enfrentrou o São Caetano, em sua estreia na Superliga Feminina. Atual campeão do torneio, o Praia surpreendeu na escalação. Visando dar rodagem ao time, o técnico do Praia, Paulo Coco, escalou sua equipe considerada reserva. Nem assim, o São Caetano ameaçou o Praia, sofrendo a segunda derrota na competição. O placar final do confronto ficou em 3×0, a favor do Praia, com parciais de 25/19, 25/17, 25/19. Tainara do Praia foi a maior pontuadora do jogo, com 20 pontos. Ela ainda recebeu o troféu Viva Vôlei de melhor em quadra. Pelo São Caetano, a ponteira Mariana Blum marcou 8 pontos.

Ainda na terça-feira, 7 de novembro, o jogo mais equilibrado da 1ª rodada. Pinheiros e Sesi/Bauru se enfrentaram na capital paulista, no ginásio do Pinheiros. Em partida decidida apenas no tie-break, o Pinheiros fez valer o mando de quadra, com uma vitória por 3×2, com parciais de 27/25, 20/25, 21/25, 25/19, 16/14. A jovem ponteira Karen foi o destaque individual do jogo, em grande atuação. Com 27 pontos, ela foi a grande responsável pelo triunfo do Pinheiros sobre o Sesi/Bauru. No entanto, a maior pontuadora do confronto, foi a oposta do Sesi/Bauru, Edinara, com 28 pontos. Ao final do jogo, Karen foi premiada com o troféu Viva Vôlei de melhor jogadora em quadra.

A equipe do Pinheiros comemorando a vitória/Fábio Andrade/ECP

Na quinta-feira, 9 de novembro, mais dois jogos da primeira rodada da Superliga/Feminina 2023/2024 aconteceram. Na preliminar, Brasília e Osasco jogaram na capital federal. O time comandado pelo italiano, Ângelo Verseci, até segurou um pouco o time do Osasco, atual campeão paulista. Mas no fim das parciais, o Osasco soube controlar os nervos e fechar a partida em 3×0, com parciais de 25/21, 25/22, 25/20. A oposta do Osasco, Lorenne, foi a maior pontuadora do duelo, com 14 pontos. Pelo Brasília, Lanna anotou 13 pontos.

Ainda na quinta-feira, 9 de novembro, no jogo de fundo, Minas e Bluvôlei jogaram em Belo Horizonte, na Arena Uni-BH. O time de Santa Catarina assustou o Minas, vencendo a primeira parcial, por 25/12. Nas parciais seguintes, o Minas virou o jogo para 3×1, com 25/17, 25/23, 25/20. Formado com jogadoras experientes, o Bluvôlei deixou uma ótima impressão em BH. Talvez seja uma das surpresas da temporada. Já o Minas parece precisar de tempo para entrosar a nova levantadora com suas atacantes.

A equipe do Minas em quadra contra o Bluvôlei/Hedgard Moraes/MTC

Fechando a primeira rodada, em Barueri, o time do interior paulista recebeu o Fluminense para o seu primeiro jogo na Superliga Feminina 2023/2024. Em grande atuação da sérvia Uzelac, o Fluminense conseguiu reagir nos momentos decisivos das parciais. Faltou maturidade para o Barueri. O placar final do confronto ficou em 3×0, a favor do Fluminense, com parciais de 25/23, 25/23, 25/19. Depois do grande desempenho, Uzelac ficou com o troféu Viva Vôlei de melhor jogadora em quadra.

*Sesc/Flamengo e Unilife Maringá não jogaram na primeira rodada da Superliga Feminina 23/24. A partida entre as duas equipes está marcada para o dia 04/12, no ginásio da Tijuca, no Rio de Janeiro.

RODADA ANTECIPADA

Além do jogo antecipado da 3ª rodada, entre Bluvôlei e São Caetano, no dia 4 de novembro, mais uma partida foi antecipada nessa semana da Superliga Feminina. N sexta-feira, 10 de novembro, Sesi/Bauru e Praia jogaram pela 7ª rodada da competição. Com muitos erros, a estratégia do Praia em rodar o elenco não deu certo contra o Sesi/Bauru. O time de Dani Lins se recuperou da derrota na estreia para o Pinheiros, vencendo o atual campeão da Superliga Feminina, por 3×0, com parciais de 25/23, 25/19, 25/16.

SUPERLIGA MASCULINA 2023/2024

Começou neste final da semana, a temporada 2023/2024 da Superliga Masculina. Em jogo antecipado da sexta rodada, o Minas bateu o Joinville, ontem, por 3×0. Anteriormente, na quinta-feira passada, 9 de novembro, o São José dos Campos abriu a temporada nacional de clubes, com a conquista inédita da Supercopa 2023, em vitória sobre o Cruzeiro, por 3×2. Em sua trigésima edição, a Superliga Masculina 2023/2024 terá os seguintes participantes: Cruzeiro, Minas, Vôlei Renata, Sesi/Bauru, São José dos Campos, Vôlei Guarulhos, Suzano, América, Araguari Vôlei, Joinville, Apan/Blumenau, Monte Carmelo. As doze equipes jogam entre si, em turno e returno, na primeira fase da competição. As oito melhores avançam para fase eliminatória do torneio, em série melhor de três, com quartas de final e semifinais. A decisão do título acontece em jogo único.

O São José dos Campos venceu a Supercopa 2023/Divulgação/CBV

FAVORITISMO

Atual campeão da Superliga Masculina, o Sada/Cruzeiro é o principal favorito ao título da temporada 2023/2024. O time mineiro manteve a base da equipe campeã na última temporada. Apesar do favoritismo cruzeirense, a trigésima edição da Superliga Masculina promete ser uma das mais equilibradas dos últimos tempos. Oito equipes estão em condições iguais de desafiar o Cruzeiro na grande final da competição. São elas: Vôlei Renata, Sesi/Bauru, São José dos Campos, Vôlei Guarulhos, Suzano, Joinville e Apan/Blumenau. A briga será intensa. Não dá para cravar quem estará na grande decisão do torneio em maio de 2024. Até mesmo o supercampeão Cruzeiro corre risco. Vai ser difícil ganhar dinheiro com apostas. Para recordar, a última a vez que o Sada/Cruzeiro ficou de fora das finais da Superliga Masculina, foi durante a pandemia, na temporada 2020/2021. Naquela ocasião, Minas e Taubaté disputaram o título em Saquarema, devido às restrições da COVID-19.

COADJUVANTES

Além de exigir um nível de competitividade maior, a Superliga Masculina 2023/2024 conta com alguns coadjuvantes que complicarão a vida dos favoritos. Coincidência ou não, essas três equipes são mineiras. América, Monte Carmelo e Araguari devem dar trabalho na competição, principalmente, como mandantes. No entanto, a briga delas na competição, dada intensa disputa na temporada 2023/2024, será para não cair. Se alguma dessas equipes conseguir classificação para os playoffs, terminarão a temporada com a sensação de dever cumprido.

SÃO JOSÉ CONQUISTA TÍTULO INÉDITO DA SUPERCOPA

O São José dos Campos conquistou a Supercopa masculina de vôlei 2023. Na abertura da temporada nacional de clubes, na Arena Hall, em Belo Horizonte, o São José dos Campos bateu o Cruzeiro, atual campeão da Superliga, na decisão do título da Supercopa. Em jogo muito disputado, o placar final do confronto ficou em 3×2, a favor do São José, com parciais de 26/24, 23/25, 25/20, 20/25, 15/12. O ponteiro Ademar do São José foi eleito o melhor jogador da final da Supercopa 2023. Ele recebeu o troféu Viva Vôlei após a decisão do torneio. Com a vitória, o São José dos Campos abriu a temporada com uma conquista inédita. Já o Cruzeiro perdeu a chance de ser hexacampeão da competição.

O São José dos Campos no pódio da Supercopa 2023/Agenciai7/Sada/Cruzeiro

SESC/FLAMENGO CONQUISTA CAMPEONATO CARIOCA 2023

O Sesc/Flamengo conquistou o Campeonato Carioca feminino de vôlei 2023. Foi o décimo nono título estadual do Flamengo na história da competição. Na decisão, contra o Fluminense, o time de Bernardinho foi campeão carioca com uma vitória por 3×0, com parciais de 25/22, 25/23, 25/20. A oposta Sabrina foi a maior pontuadora do Flamengo na final, com 13 pontos. Com a conquista, o Flamengo venceu o Campeonato Carioca 2023 de forma invicta, com 5 vitórias pelo placar de 3×0, sendo três delas sobre o rival Fluminense.

A equipe do Sesc/Flamengo, campeã carioca de 2023/Divulgação/CRF/Paula Reis

SUPERLIGA FEMININA 2023/2024

Começou no último sábado, 4 de novembro, a temporada 2023/2024 da Superliga Feminina, com a vitória do Bluvôlei sobre o São Caetano, por 3×1. Anteriormente, o Minas abriu a temporada nacional de clubes com a conquista da Supercopa, em vitória sobre o Praia, na última sexta-feira, por 3×2. Em sua trigésima edição, a Superliga Feminina 2023/2024 terá os seguintes participantes: Praia Clube, Minas, Osasco, Sesc/Flamengo, Fluminense, Sesi/Bauru, Pinheiros, Barueri, São Caetano, Brasília Vôlei, Bluvôlei e Unilife Maringá. As doze equipes jogam entre si, em turno e returno, na primeira fase da competição. As oito melhores avançam para a fase eliminatória do torneio, em série melhor de três, com quartas de final e semifinais. A decisão do título acontece em jogo único.

O Minas abriu a temporada com a conquista da Supercopa 2023/Divulgação/X/CBV

FAVORITISMO

Praia e Minas largam na frente em relação aos demais times. Atual campeão da Superliga Feminina, o time de Uberlândia reformulou toda sua equipe em relação ao time campeão da temporada passada. Além de novas estrangeiras, o Praia ganhou reforços em praticamente todas as posições. Já o rival Minas, trouxe como novidade para a temporada 2023/2024, a levantadora norte-americana, Jenna Gray. Com a contratação, o Minas busca aproveitar ao máximo o potencial de suas atacantes, com bolas de velocidade. No entanto, para jogar com velocidade é preciso tempo e entrosamento. Portanto, o torcedor do Minas precisará de paciência até que o time alcance o necessário ritmo de jogo.

ANTAGONISTA

Como nas últimas temporadas, o principal candidato a algoz de Minas e Praia, é a equipe de Osasco. Reforçado com a oposta Lorenne, Osasco busca quebrar a polarização mineira. A julgar pelo desempenho dos anos anteriores, o Osasco precisa mudar de postura nos momentos decisivos da competição. A equipe de Osasco nem de perto conseguiu ameaçar os times mineiros nos playoffs da competição. Ao contrário do Sesc/Flamengo, que quase provocou uma zebra nas últimas temporadas com sua performance nas semifinais contra o Praia.

G4

Falando no time de Bernardinho, o Sesc/Flamengo briga de igual para igual, com Sesi/Bauru e Fluminense, por um lugar no G4. O páreo será duríssimo! Mas, no últimos dias, a levantadora Juma do Fluminense anunciou gravidez e desfalcou sua equipe na temporada. Em seu lugar, a levantadora Pri Heldes, contestada no Minas na última temporada, terá grande chance de calar os críticos. Com o reforço da oposta Edinara, o Sesi/Bauru também promete ofuscar o charme da disputa entre as duas equipes cariocas.

G8

A disputa por um lugar nos playoffs da Superliga Feminina 2023/2024, será uma das mais intensas dos últimos anos. Sem José Roberto Guimarães no banco, o Barueri corre o risco de ficar de fora do G8. Após varias temporadas fora dos playoffs, o Pinheiros voltou com tudo no ano passado, prometendo manter o rendimento nesta temporada. Maringá, Brasília, Bluvôlei e São Caetano devem dar trabalho para essas equipes paulistas. Não dá para cravar 100%, qual dessas equipes estará nos playoffs da Superliga Feminina 2023/2024. Façam suas apostas!