LIGA MUNDIAL, GRAND PRIX OU VNL?

Neste mês de maio começa mais uma edição da Liga das Nações, principal competição anual da FIVB. Em sua sexta edição, o torneio de 2024 promete ser histórico. Isso porque, através da disputa de jogos da 1ª fase, serão definidas 5 vagas olímpicas, nos dois naipes, pelo ranking internacional. Essa inovação, importada do vôlei de praia, foi uma maneira encontrada pela FIVB de incrementar sua competição, atraindo atenção de todas seleções. Além disso, o sorteio dos grupos dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, também será afetado pela fase regular da Liga das Nações 2024. Mas antes do surgimento da competição, como era a temporada de seleções no cenário internacional?

SURGIMENTO

Criada em 2018, a Liga das Nações nasceu da necessidade da FIVB em reposicionar sua marca no mercado. Antes dela, até 2017, a principal competição anual da FIVB era a Liga Mundial no naipe masculino e o Grand Prix no naipe feminino. Tecnicamente falando, a FIVB desencadeou um processo de rebranding em suas principais competições, quando criou a Liga das Nações. O desgaste dos formatos anteriores era crescente. As reclamações sobre o calendário também foram um fator determinante. O objetivo era valorizar suas competições. Mas parece que com o passar do tempo o resultado almejado não foi alcançado.

MOTIVAÇÃO

Competições esportivas entre países sempre são fruto de intensa disputa. Apesar do blog não ter a confirmação, uma das motivações para criação da Liga das Nações pode ter sido uma virada de mesa. De acordo com o regulamento da Liga Mundial, em 2017, a seleção masculina da Itália deveria ter sido rebaixada da principal competição anual da FIVB. Os italianos terminaram o torneio em último lugar, com uma campanha vexaminosa de 2 vitórias em 9 jogos. Misteriosamente, os dirigentes da federação tiraram da cartola, a criação de uma nova competição, quando um dos seus principais mercados estava ameaçado. A Itália é um dos países com uma das principais ligas de voleibol de clubes do mundo. O esporte é popular no país. Além disso, até 2017, os italianos eram um dos principais vencedores da Liga Mundial, com 8 títulos, atrás apenas do Brasil. Das duas uma, ou italianos tinham a informação do processo de rebranding da competição anteriormente ou viraram a mesa!

POLÍTICA

Não dá para negar que a mudança foi para melhor. A Liga das Nações em suas duas primeiras edições deu show de organização e divulgação. Porém, a atual administração da FIVB sempre esteve à procura de uma marca. E o momento para essa mudança encontrou o timing perfeito com o rebaixamento da Itália na Liga Mundial 2017. Entretanto, esse movimento brusco da FIVB pareceu coisa de político brasileiro, que quando assume um novo cargo ou direção, quer imediatamente, apagar tudo de bom realizado por administrações anteriores.

APAGAMENTO

Como dito acima, uma das consequências da criação da Liga das Nações, foi o apagamento da história das competições anteriores. Em qualquer discussão sobre a modalidade em rede social, é difícil explicar quem herdou os títulos das competições anteriores, no caso Liga Mundial e Grand Prix. Tudo porque, para FIVB, ou seja para história, são competições distintas. Tanto que para FIVB, a seleção brasileira feminina nunca ganhou a Liga das Nações. Enquanto o masculino venceu em 2021 na bolha de Rimini.

SITUAÇÃO ATUAL

Atualmente, a insatisfação dos atletas com o calendário é pior do que antes da criação da Liga das Nações. Os atletas reclamam das viagens exaustivas, do excesso de jogos, da precariedade das instalações dos ginásios e da hospedagem. A contestação dos artistas do espetáculo foi tão grande, que no ano passado, ao anunciar o calendário do próximo ciclo olímpico, a FIVB atendeu em partes à reivindicação dos atletas, diminuindo o tamanho das competições, mudando o calendário. Mas ao que parece eles continuam insatisfeitos, assim como algumas federações e clubes.

TIRO NO ALVO

A ideia de utilizar o ranking internacional para definir classificação olímpica foi um tiro certeiro da FIVB. Salvou a Liga das Nações do fracasso, depois da pandemia, neste ciclo olímpico. Mas não pode ser considerado algo inovador. Foi importado do voleibol de praia, que define suas vagas olímpicas, desde sempre, pelo ranking internacional, como dito acima no começo do texto. Tanto que para os Jogos de Los Angeles 2028 o sistema foi modificado. Resta saber, como ficará o nível de competição, interesse e organização da Liga das Nações, em suas próximas edições, sem a utilização do ranking internacional para definir classificação olímpica?

A PRIMEIRA MEDALHA OLÍMPICA DO VÔLEI MASCULINO

A seleção brasileira masculina de vôlei no pódio dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984

Em 1984, nos Jogos de Los Angeles, o Brasil subiu ao pódio olímpico do voleibol masculino pela primeira vez. Capitaneados por Bebeto de Freitas, a seleção formada por Renan Dal Zotto, William, Bernard, Xandó, Montanaro, Amauri, Fernandão, Bernardinho, Domingos Maracanã, entre outros, conquistou a medalhada de prata. Graças a eles, a modalidade virou uma verdadeira febre no país à época. Se hoje o voleibol é o segundo esporte no Brasil, deve-se em muito a popularmente conhecida “geração de prata”. Para se ter uma ideia da importância daquela geração, além de talentosos, a maioria deles empreendeu por toda a estrutura do esporte no Brasil. Entre os principais legados, a liderança técnica de Bernardinho nas seleções feminina e masculina, que perduram até os dias de hoje.

LOS ANGELES 1984

Antes dos Jogos Olímpicos de 1984 começar, o Brasil era favorito ao ouro no voleibol masculino. A seleção brasileira era atual vice-campeã mundial e acabava de vencer a URSS no Maracanã lotado em 1983, por 3×1, devolvendo a derrota da final do Mundial de 1982. No entanto, esse favoritismo brasileiro era apontado porque a URSS boicotou os Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, por motivos políticos. Sem um rival à altura, o ouro brasileiro era considerado quase certo, pela crítica.

FASE DE GRUPOS

Na 1ª fase da competição, os brasileiros teriam pela frente Argentina, Tunísia, Coreia do Sul e os Estados Unidos, donos da casa. Em sua estreia, o Brasil passou pela Argentina, por 3×1. Logo em seguida, novo triunfo, sobre a Tunísia, por 3×0. Veio então a supresa! Sob um intenso jogo de velocidade, a seleção brasileira acabou derrotada pela Coreia do Sul, por 3×1. Como apenas duas seleções avançariam de fase na chave, seria necessário vencer os Estados Unidos e fazer contas.

FINAL ANTECIPADA

Após a vitória da Coreia do Sul sobre a Argentina por 3×2, na última rodada da 1ª fase, o Brasil entrava mais do que nunca em quadra precisando ganhar dos Estados Unidos. Os norte-americanos já estavam classificados para semifinais. Jogaram contra os brasileiros, sem responsabilidade, segundo consta, com seu time considerado reserva. Na quadra, em sua melhor atuação na competição, o Brasil superou a pressão da torcida californiana, vencendo os Estados Unidos, por 3×0, com parciais de 15/10, 15/11, 15/2. Nesse link, você assiste ao compacto desse jogo.

SEMIFINAIS

Nas semifinais o Brasil teve pela frente os italianos, que estavam em ascensão no cenário internacional. Já os Estados Unidos enfrentaram o vizinho Canadá. O Brasil chegou a sair perdendo para Itália, mas venceu a semifinal, por 3×1, com parciais de 12/15, 15/3, 15/2, 15/5. Já os norte-americanos passaram sem sustos sobre o Canadá, por 3×0, com parciais de 15/6, 15/10, 15/7.

DECISÃO DO OURO

Após grande atuação na 1ª fase contra os Estados Unidos, os brasileiros entraram em quadra para decisão do ouro, cercados de grandes expectativas, mas o que se viu em quadra foi uma grande decepção! O Brasil teve um desempenho abaixo da crítica, enquanto os norte-americanos mostraram o seu verdadeiro nível de jogo, escondido na partida da 1ª fase.

A decepção foi tão grande, que todo um trabalho de anos foi colocado em xeque. Segundo consta, um dos motivos para má atuação, foi o desentendimento entre a CBV, jogadores e seus patrocinadores. Os três não conseguiram entrar em acordo sobre a utilização do material esportivo dos atletas. Nada comprovado até hoje, tudo conversa de bastidores.

Mas a verdade é que os norte-americanos mereceram a vitória. Liderados pelo técnico Doug Beal, introduziram no esporte o uso de estatísticas, além da definição de função de cada jogador em quadra. Ao Brasil, restou um grande legado, que colheu frutos no futuro, como avalia-se atualmente. Além disso, a “geração de prata” deixou como inovação na modalidade a técnica do saque viagem, introduzida no esporte pelos brasileiros, para minimizar a baixa estatura, além da variação de jogadas e velocidade imprimidas pelo levantador William.

No link abaixo, você assiste a decisão da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, que virou um clássico mundial, entre Brasil e Estados Unidos.

O BALANÇO DA SUPERLIGA 2023/2024

Teve fim a temporada da Superliga 23/24, em sua trigésima edição. Sesi/Bauru no naipe masculino e Minas no naipe feminino foram os grandes campeões da temporada. O time de Belo Horizonte recuperou o título da competição feminina, após perder o campeonato para o Praia na temporada passada. Já no masculino, o Sesi/Bauru quebrou um jejum de 13 anos ao vencer a Superliga Masculina 23/24. Foi o primeiro título do Sesi na competição, defendendo a cidade de Bauru, o segundo na história da Superliga.

CONSAGRAÇÃO

Depois de ajudar o Brasil na classificação olímpica, o oposto Darlan alcançou a consagração na temporada Superliga Masculina 23/24. Com mais de 600 pontos e atuações espetaculares nos playoffs, Darlan foi o grande líder da conquista do Sesi/Bauru. Difícil não imaginar o que ele pode fazer em Paris nas mãos de Bernardinho. Bola de segurança do Sesi na temporada, Darlan tem tudo para ser a principal estrela olímpica do Brasil em Paris.

Darlan foi MVP da Superliga Masculina 23/24/Divulgação/CBV/Léo Caldas

TEMPORADA EQUILIBRADA

Além da atuação decisiva de Darlan, a trigésima edição da Superliga Masculina também ganhou outro presente. Sem sombra de dúvida, foi uma das temporadas mais equilibradas da história. Para se ter uma ideia, pela primeira vez, todos os playoffs das quartas de final precisaram do jogo 3 para conhecer os semifinalistas da competição. O leitor pode pensar que o equilíbrio foi por baixo, mas não! Foram jogos emocionantes, em alto nível, com direito a eliminação do supercampeão Cruzeiro.

FIM DA HEGEMONIA

Falando nisso, com a eliminação de Cruzeiro, Minas e Araguari nas quartas de final, o estado de Minas Gerais perdeu uma hegemonia na competição que durava mais 20 anos. Pela primeira vez desde a temporada 2002/2003, uma equipe do estado não alcançava a fase semifinal. Sinal de que talvez, mudanças precisam ser feitas.

INVASÃO ESTRANGEIRA

Sobre mudanças, pelo menos em sua trigésima edição, a Superliga Feminina sofreu uma invasão estrangeira. Com o aumento no limite de contratação de estrangeiros na competição, de dois atletas para três, a competição teve um acréscimo de jogadores de fora, principalmente, na versão feminina. Entre os destaques, a ponteira do Fluminense, Uzelac, a ponteira do Praia, Kuznetsova, a levantadora do Flamengo, Brie King, e a ponteira do Minas, Pena.

CARÊNCIA

O aumento no intercâmbio sempre é bom para a Superliga, mas após o fim da temporada, ficou claro a carência de jogadores em algumas posições. No masculino, com excesso de opostos cubanos. No feminino, na carência de ponteiras brasileiras nos grandes times. Para se ter uma ideia, ao final da competição feminina, a seleção do campeonato era formada apenas por estrangeiras na posição de ponteira.

FINAL EM JOGO ÚNICO

Para encerrar, desde a temporada passada, a Superliga voltou a ser decidida em jogo único. Tudo para atender demandas da televisão e também melhorar o desempenho de nossas seleções em jogos decisivos. Afinal, a disputa da medalha de ouro em Mundiais ou Jogos Olímpicos é feita em jogo único. No entanto, ao escolher as sedes, a CBV poderia caprichar mais! Deixar os torcedores das equipes finalistas longe da decisão, não me parece uma boa ideia. Nas redes sociais, a reclamação foi geral. Fica a dica para próxima edição da competição.

O ginásio Geraldão em Recife foi sede das finais da Superliga 23/24/Divulgação/Prefeitura de Recife

SESI/BAURU CONQUISTA SUPERLIGA MASCULINA 23/24

O Sesi venceu a Superliga Masculina defendendo a cidade de Bauru, pela primeira vez /Divulgação/CBV/Léo Caldas

O Sesi/Bauru conquistou o titulo da Superliga Masculina 23/24. Foi o segundo título do projeto na história da competição. Anteriormente, o Sesi ganhou a Superliga Masculina representando a cidade de São Paulo na temporada 2010/2011. Nesta temporada, jogando em Recife, no estado de Pernambuco, o Sesi/Bauru ganhou a Superliga Masculina vencendo o Vôlei Renata/Campinas na decisão do título. O placar final do confronto ficou em 3×0, a favor do Sesi/Bauru, com parciais de 25/16, 25/23, 25/20. O oposto Darlan do Sesi/Bauru foi o maior pontuador da finalíssima com 22 pontos. O levantador Thiaguinho também do Sesi/Bauru foi eleito o melhor jogador da decisão, ficando com o troféu Viva Vôlei de melhor em quadra. Com a conquista, o Sesi ganhou a sua segunda final de Superliga Masculina após seis oportunidades disputadas.

SELEÇÃO DA SUPERLIGA MASCULINA 23/24

MVP – Darlan do Sesi/Bauru

Levantador – Thiaguinho do Sesi/Bauru

Oposto – Darlan do Sesi/Bauru

Ponteiro – Adriano do Vôlei Renata

Ponteiro – Lukas Bergmann do Sesi/Bauru

Central – Juninho do Vôlei Renata

Central – Judson do Suzano

Líbero – Pureza do Sesi/Bauru

Revelação – Lukas Bergmann do Sesi/Bauru

Técnico – Anderson Rodrigues do Sesi/Bauru

A seleção da Superliga Masculina 23/24/Divulgação/CBV/Léo Caldas

A CAMPANHA DO TÍTULO

Fase regular

22 jogos, 14 vitórias e 8 derrotas, 50 pontos, 3º lugar geral

Playoffs

1/4 Sesi 2×3 Araguari

5/4 Araguari 2×3 Sesi

9/4 Sesi 3×1 Araguari

Semifinais

13/4 Sesi 3×2 Joinville

18/4 Joinville 3×2 Sesi

22/4 Sesi 3×0 Joinville

Final

28/4 Vôlei Renata 0x3 Sesi

O Sesi/Bauru impôs seu jogo ao Vôlei Renata, conquistando o título da Superliga Masculina 23/24, sem dar chances ao adversário/Divulgação/CBV/Léo Caldas

A FINAL DA SUPERLIGA MASCULINA 23/24

Neste domingo, 28 de abril, acontece a final da Superliga Masculina 2023/2024, em Recife, Pernambuco. Sesi/Bauru e Vôlei Renata/Campinas disputam o título da temporada. O Sesi/Bauru está em busca de seu segundo título de Superliga. Como Sesi/SP ganhou em 2010/2011. Já o Vôlei Renata está em uma decisão da competição, pela segunda vez na história. Sobre outro projeto, a cidade de Campinas já foi campeã da Superliga Masculina na temporada 1995/1996. Como na temporada anterior, a final do torneio acontece em jogo único, em campo neutro. Confira abaixo, alguns detalhes da decisão do título da Superliga Masculina 2023/2024.

Sesi x Vôlei Renata

A final da temporada da Superliga Masculina promete um duelo entre Brasil x Argentina. Em quadra, o maior pontuador da Superliga 23/24, o oposto Darlan, encara o oposto argentino do Vôlei Renata, Bruno Lima, maior pontuador da última edição dos Jogos Olímpicos. Com mais de 600 pontos na competição, Darlan alcançou recordes sucessivos de pontos nos playoffs do torneio. Já Bruno Lima foi um dos líderes de uma impressionante recuperação na Superliga do Vôlei Renata, após uma 1ª fase irregular. Para se ter uma ideia do tamanho do feito, o Vôlei Renata eliminou o supercampeão Sada/Cruzeiro da competição nas quartas de final. Dito isso, para além da disputa óbvia entre os dois maiores pontuadores da temporada, a estratégia de distribuição dos levantadores das duas equipes será decisiva, em mais um duelo entre Brasil e Argentina. Portanto, o título da temporada está mais do que nunca nas mãos de Gonzalez do Vôlei Renata ou Thiaguinho do Sesi/Bauru.

FINAL DA SUPERLIGA MASCULINA 23/24

28/4 10:00 Sesi/Bauru x Vôlei Renata/Campinas

Sesi e Vôlei Renata se enfrentaram na estreia da Superliga Masculina 23/24, em Campinas, com vitória do Vôlei Renata por 3×0/Divulgação/Vôlei Renata/Pedro Teixeira

A LISTA LONGA DA SELEÇÃO MASCULINA

Na última terça-feira, 23 de abril, a CBV divulgou a lista longa de jogadores inscritos pelo técnico Bernardinho para Liga das Nações masculina 2024. Conforme expectativa de muitos, o nome do oposto Wallace consta na lista longa para VNL 2024, mesmo o jogador tendo recusado o convite de Bernardinho, para voltar a defender o Brasil nas quadras. Além dele, outro nome presente na lista, campeão olímpico nos Jogos do Rio 2016, é do ponteiro Maurício Borges. Ao todo, são 30 atletas inscritos para disputa da Liga das Nações, o que não significa necessariamente que eles serão convocados para competição ou Jogos Olímpicos de Paris. Veja a lista longa completa da seleção brasileira masculina abaixo.

LEVANTADORES

Bruninho

Cachopa

Matheus Brasília

Rhendrick

Thiaguinho

OPOSTOS

Alan

Abouba

Darlan

Felipe Roque

Chizoba

Wallace

PONTEIROS

Adriano

Arthur Bento

Birigüi

Honorato

Daniel Muniz

Leal

Lucarelli

Lukas Bergmann

Paulo

Maurício Borges

CENTRAIS

Flávio

Isac

Judson

Lucão

Matheus Pinta

Otávio

LÍBEROS

Alê

Maique

Thales

O ponteiro Maurício Borges, finalista da Superliga Masculina 23/24, consta na lista longa da seleção brasileira para VNL 24/Divulgação/FIVB

A LISTA LONGA DA SELEÇÃO FEMININA

Durante as finais da Superliga Feminina 23/24, a CBV divulgou a lista longa de jogadoras inscritas na Liga das Nações feminina 2024. Não necessariamente, os nomes na lista significam que essas jogadoras foram convocadas para competição ou Jogos Olímpicos. Para se ter uma ideia, na lista longa da VNL há atletas campeãs olímpicas em Londres 2012, que não frequentam mais convocações da seleção brasileira, como a levantadora Dani Lins. Ao todo, são 30 atletas inscritas para disputa da Liga das Nações 2024. O simples fato de estar na lista, gerou a expectativa da presença da líbero Camila Brait nos Jogos de Paris, mas a própria já recusou o convite, em uma declaração para imprensa na final da Superliga Feminina. Veja a lista longa completa da seleção brasileira feminina abaixo.

LEVANTADORAS

Macris

Roberta

Dani Lins

Claudinha

Giovana

OPOSTAS

Kisy

Tainara

Lorenne

Lorrayna

Sabrina

PONTEIRAS

Ana Cristina

Gabi

Júlia Bergmann

Maiara Basso

Pri Daroit

Rosamaria

Natália

Maira

Helena

CENTRAIS

Thaísa

Carol

Carol Gattaz

Júlia Kudiess

Diana

Adenízia

Luzia

LÍBEROS

Natinha

Nyeme

Laís

Camila Brait

A líbero Camila Brait conquistou a medalha de prata nos Jogos de Tóquio/Divulgação/FIVB

PLAYOFFS – Sesi/Bauru é finalista da Superliga Masculina 23/24

O Sesi/Bauru é finalista da Superliga Masculina 23/24. O time dirigido pelo campeão olímpico, Anderson Rodrigues, venceu o terceiro jogo da série melhor de três contra o Joinville. Jogando em casa, o Sesi bateu o Joinville por 3×0, com parciais de 25/17, 25/20, 25/20. A linha de recepção do Joinville sofreu com o serviço do Sesi/Bauru. O levantador Thiaguinho do Sesi foi um dos destaques individuais da partida com show de distribuição. O jovem ponteiro Lukas Bergmann também se destacou, sendo o maior pontuador do jogo 3 das semifinais, com 16 pontos. Ele ainda foi eleito melhor jogador em quadra, recebendo o troféu Viva Vôlei. Com a vitória, o Sesi volta a disputar uma final de Superliga Masculina, após 5 anos. Na grande decisão da competição, no ginásio Geraldão, em Recife, Pernambucano, o Sesi terá o Vôlei Renata pela frente. A final da Superliga Masculina 23/24 acontece no próximo domingo, 28 de abril, às 10h, com transmissão da TV Globo e do SPORTV 2.

O Sesi/Bauru é finalista da Superliga Masculina pela sexta vez na história da competição/Divulgação/Sesi/Bauru

A 2ª RODADA DAS SEMIFINAIS DA SUPERLIGA MASCULINA 23/24

Na última quinta-feira, 18 de abril, aconteceu a 2ª rodada das semifinais da Superliga Masculina 2023/2024. Jogando em casa, o Vôlei Renata fechou a série com o Vôlei Guarulhos, garantindo vaga na final. No outro confronto, também em casa, o Joinville empatou a série com o Sesi/Bauru. Um terceiro jogo será necessário para decidir o adversário na final da temporada com o Vôlei Renata. Essa partida decisiva entre Joinville e Sesi/Bauru acontece hoje, 22 de abril, em Bauru, às 18h30, com transmissão do SPORTV 2. Confira abaixo, alguns detalhes da 2ª rodada das semifinais da Superliga Masculina 23/24.

Semifinais

Joinville e Sesi/Bauru se enfrentaram em Santa Catarina, pelo segundo jogo da série melhor de três, válido pelas semifinais da Superliga Masculina 23/24. O Joinville precisava vencer para forçar o terceiro jogo da série em Bauru. No começo do duelo, a tarefa parecia complicada. Mesmo com o alto número de erros do Sesi, o Joinville não conseguiu vencer a primeira parcial, graças à eficiência do adversário nos contra-ataques. Nas parciais seguintes, aproveitando a queda na concentração do Sesi, o Joinville conseguiu levar o confronto para o tie-break. Liderado por Honorato, em um set desempate disputado ponto o ponto, o Joinville venceu o jogo 2 da série, por 3×2, com parciais de 19/25, 25/21, 16/25, 25/22, 21/19. Mesmo em jornada ruim, o oposto Darlan do Sesi foi o maior pontuador do segundo jogo das semifinais, com 39 pontos. Honorato do Joinville ficou com o troféu Viva Vôlei de melhor jogador em quadra.

O ponteiro Honorato com o troféu Viva Vôlei/Divulgação/CBV

Fechando a 2º rodada das semifinais da Superliga Masculina 23/24, o Vôlei Renata recebeu o Vôlei Guarulhos, em Campinas, no ginásio Taquaral. Com autoridade, dominou o jogo do começo ao fim, com grande atuação do ponteiro Adriano. O Vôlei Guarulhos cometeu muitos erros, principalmente no serviço. Mesmo com o revés de sua equipe, o oposto Franco do Vôlei Guarulhos foi o maior pontuador do confronto, com 19 pontos. No fim, vitória do Vôlei Renata e classificação para final garantida, por 3×0, com parciais de 25/21, 25/22, 32/30. O ponteiro campeão olímpico na Rio 2016, Maurício Borges, foi eleito melhor jogador em quadra, ficando com o troféu Viva Vôlei.

O Vôlei Renata volta a disputar uma final de Superliga após 8 anos/Divulgação/Vôlei Renata/Pedro Teixeira

MINAS É PENTACAMPEÃO DA SUPERLIGA FEMININA

A central Thaísa do Minas com a taça da Superliga Feminina/Divulgação/CBV/Léo Caldas

O Minas conquistou a Superliga Feminina 2023/2024. Foi o quinto título do Minas na história da competição. Anteriormente, o Minas foi campeão da Superliga Feminina em 2001/2002, 2018/2019, 2020/2021, 2021/2022. Nesta edição, jogando em Recife, Pernambuco, pela decisão do título da temporada, o Minas bateu o Praia. Foi a quarta vez que o Minas venceu a competição tendo o Praia como adversário. O placar final do confronto ficou em 3×1, a favor do Minas, com parciais de 25/23, 21/25, 25/16, 25/21. A ponteira dominicana Pena do Minas foi a maior pontuadora da decisão com 23 pontos. Ela ainda foi eleita melhor jogadora da finalíssima. Com a conquista, o Minas levou seu terceiro título na temporada. Antes, havia vencido a Supercopa e o Sul-Americano.

A dominicana Pena, em foco, foi a bola de segurança do Minas na decisão da Superliga Feminina 23/24/Divulgação/CBV/Léo Caldas

SELEÇÃO DA SUPERLIGA FEMININA 23/24

MVP – Kisy do Minas

Levantadora – Brie King do Flamengo

Oposta – Kisy do Minas

Ponteira – Roni do Flamengo

Ponteira – Kuznetsova do Praia

Central – Thaísa do Minas

Central – Adenízia do Praia

Líbero – Camila Brait do Osasco

Revelação – Júlia Kudiess do Minas

Técnico – Nicola Negro do Minas

A seleção da Superliga Feminina 23/24/Divulgação/CBV/Léo Caldas

A CAMPANHA DO TÍTULO

Fase regular

22 jogos, 15 vitórias e 7 derrotas, 48 pontos, 3º lugar geral

Playoffs

26/3 Minas 3×0 Fluminense

29/3 Fluminense 0x3 Minas

Semifinais

8/4 Osasco 1×3 Minas

12/4 Minas 3×1 Osasco

Final

21/4 Minas 3×1 Praia

O Minas ganhou a Superliga Feminina 23/24, sem perder de ninguém nos playoffs/Divulgação/CBV/Léo Caldas