OS JOGOS OLÍMPICOS DE TÓQUIO

Dentro de mais ou menos uma semana começam os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Após ser adiado no ano passado, devido à pandemia do coronavírus, o maior evento esportivo do mundo está confirmado pelo COI. Sem público, com muitas regras restritivas, até mesmo no cerimonial das medalhas. Tudo para preservar a saúde dos atletas e conter os danos da pandemia. Segundo o COI, 85% dos atletas dos Jogos foram vacinados.

Falando especificamente das modalidades, no caso do blog, o vôlei de quadra, no naipe feminino, as esperanças do Brasil são menores do que no naipe masculino. Após o vice-campeonato na Liga das Nações 2021, a seleção brasileira feminina chega com alguma moral ao Jogos, depois da boa campanha na competição, porém ainda abaixo das favoritas ao pódio olímpico: China, Sérvia, Itália e EUA. Outras seleções correm por fora, ao lado do Brasil. São elas: Japão, Turquia, Rússia, Coreia do Sul.

Apesar de não ficar entre os três primeiros colocados da VNL 2021, China, Itália e Sérvia não perderam a condição de favoritismo ao pódio em Tóquio, já que não priorizaram a competição. No caso chinês, é bom salientar que desde o começo da pandemia em 2020, as chinesas estão treinando exclusivamente para a Olimpíada, com alguma exceção para a temporada de clubes passada. Portanto, não está descartado, a China levar a medalha de ouro, atropelando todos os adversários, com o pé nas costas, assim como o Brasil em Pequim 2008.

Já a situação italiana é diferente. Na história das Olimpíadas, no naipe feminino, a Itália nunca subiu ao pódio. Mesmo quando foi campeã mundial, em 2002, a Itália não conseguiu uma medalha naquele ciclo, em Atenas 2004, sendo eliminada nas quartas-de-final. As italianas nunca passaram dessa fase dos Jogos. Atual vice-campeã mundial em 2018, esta é a grande chance da Itália conquistar uma medalha olímpica no naipe feminino, quem sabe até o ouro.

No entanto, a tarefa não será nada fácil. Pra começar, a Itália caiu no grupo da morte nos Jogos de Tóquio. As italianas estão na chave B, ao lado da China, atual campeã olímpica, Estados Unidos, atual tricampeão da VNL. Completam o grupo: o Time Russo (Rússia) sempre candidato a medalha nas Olimpíadas, a Turquia, maior investidora do vôlei de clubes na atualidade, e a Argentina. Como se vê, não será nada tranquilo o caminho italiano nos Jogos de Tóquio.

Masculino

Em comparação com o feminino, o Brasil tem mais chances de medalha nos Jogos de Tóquio, no voleibol, no naipe masculino. Após a conquista do primeiro título da VNL, em 2021, os brasileiros chegam com força na Olimpíada. Antes da pandemia, o Brasil já demonstrava o seu favoritismo na conquista da Copa do Mundo 2019, mesmo sem o oposto Wallace.

É verdade que o reforço do ponteiro cubano naturalizado brasileiro Leal, no último ciclo, foi preponderante para consolidar o favoritismo do Brasil. Porém, não podemos esquecer da campanha do Mundial 2018, em que o Brasil foi vice-campeão, sem Lucarelli e Leal, mostrando a força do seu elenco. Apesar disso, os brasileiros não estão sozinhos na luta pelo ouro em Tóquio. Também dividem o favoritismo ao pódio olímpico com: Polônia, Time Russo (Rússia), França, Estados Unidos e Itália.

O caminho do Brasil em Tóquio será difícil. Os brasileiros caíram no grupo da morte. Estão na chave B, ao lado da França, Time Russo, Estados Unidos, Argentina e Tunísia. Para a seleção brasileira, é importante avançar de fase na liderança do grupo B, para evitar um cruzamento mais complicado, nas quartas-de-final, fugindo de Itália ou Polônia.

Falando nos poloneses, atuais bicampeões mundiais, desde a conquista da medalha de ouro, em Montreal 1976, a Polônia não consegue passar das quartas-de-final dos Jogos Olímpicos. Nas últimas quatro edições, foram quatro eliminações, nesta fase, para Brasil, em Atenas 2004, Itália, em Pequim 2008, Rússia, em Londres 2012, e Estados Unidos, na Rio 2016.

Quebrar essa sina não será fácil. Desde Atenas, apenas em Londres, os quatro primeiros dos Jogos, no voleibol masculino, não foram Brasil, Itália, EUA e Rússia. Na única vez em que o G4 das Olimpíadas não foi esse, isso ocorreu porque houve um confronto nas quartas-de-final, entre eles. No caso, a Itália eliminou os Estados Unidos, por 3×0, nas quartas-de-final.

O blog aposta que as chances de se repetir um confronto entre favoritos nas quartas-de-final do voleibol, no naipe masculino, em Tóquio, são altas. Portanto, será muito importante avançar de fase em 1º lugar dos respectivos grupos, para não ficar a mercê do sorteio de confrontos no mata-mata da disputa. No entanto, isso não quer dizer que a Polônia conseguirá quebrar essa sina, já que poderá ter pela frente os seus fantasmas de sempre.

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