CAMPEONATO PAULISTA FEMININO 2020

Começa hoje o Campeonato Paulista feminino de vôlei 2020. Serão três jogos na rodada de abertura. Logo mais, às 19h, em Bauru, o Sesi Vôlei Bauru enfrenta o Pinheiros, no ginásio Panela de Pressão. Às 19h30, em Barueri, será a vez do São Paulo/Barueri, atual campeão paulista, entrar em quadra contra o Valinhos. Um pouco mais tarde, às 20h, em Osasco, no ginásio José Liberatti, com transmissão da plataforma de streaming TVNSports, Osasco/São Cristóvão Saúde e São Caetano fecham a 1ª rodada da competição.

Ao contrário do que foi divulgado anteriormente pela FPV, essa edição do Campeonato Paulista 2020 será disputada em turno único, ou seja, todos contra todos, entre seis equipes. Os quatro primeiros avançarão para as semifinais do torneio, em dois jogos, com golden set. Os vencedores desses confrontos irão decidir o título paulista 2020, também em dois jogos, com golden set.

Para a estreia da noite de hoje, a oposta da seleção brasileira, Tandara, uma das principais apostas do Osasco para a temporada, não esconde a expectativa para o jogo com o São Caetano, após quase seis meses de paralisação devido a pandemia do coronavírus. “Não vejo a hora de voltar a jogar. Estamos treinando bastante e nos dedicando para formar uma base física, técnica e tática para essa nova temporada. Temos um grupo forte para a disputa do Campeonato Paulista e depois a Superliga. Estamos confiantes”.

Para mais informações sobre o Campeonato Paulista Feminino 2020, acesse o site da Federação Paulista no link abaixo.

http://www.fpv.com.br/fpv2018/

FIVB CANCELA MUNDIAL DE CLUBES

Na última quinta-feira, 17 de Setembro, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou o cancelamento do Mundial de Clubes 2020. A alegação para a medida dada pelo Conselho de Administração da entidade foram as incertezas geradas pela pandemia do coronavírus, em relação a viagens e presença dos torcedores. O Mundial de Clubes era a única competição do calendário oficial do vôlei de quadra da FIVB que ainda não havia sido cancelada em 2020.

Até o fim de outubro, a federação pretende lançar o edital para a escolha da sede do Mundial de Clubes do próximo ano. Para 2020, China no feminino e Itália no masculino, seriam as sedes do torneio, antes do cancelamento. Itambé/Minas entre as mulheres, Sada/Cruzeiro entre os homens, eram os representantes sul-americanos na competição. As duas equipes conquistaram a classificação após vencerem a última edição Campeonato Sul-Americano, em fevereiro.

FMV DIVULGA TABELA DO CAMPEONATO MINEIRO

Na última terça-feira, 15 de Setembro, a Federação Mineira de Voleibol (FMV) divulgou a tabela do Campeonato Mineiro masculino de vôlei 2020. A competição será disputada entre os dias 7 e 17 de Outubro. Quatro times da elite da Superliga estão confirmados. São eles: Sada/Cruzeiro, Minas Tênis Clube, Montes Claros/América Vôlei e Uberlândia/Gabarito/Azulim. Na 1ª fase, todos jogam contra todos, em turno único, para definir posições. Nas semifinais, o 1º colocado enfrenta o 4º colocado, o 2º colocado enfrenta o 3º colocado. Os vencedores desses confrontos duelam pelo título na grande final da competição. No link abaixo, você acessa a tabela completa do Campeonato Mineiro 2020.

http://www.fmvolei.org.br/site/upload/editor/20200915183130_642044.pdf

Fonte: FMV

O AMISTOSO ENTRE MINAS E SESI/BAURU

No último sábado, em Belo Horizonte, na Arena Minas, Itambé/Minas e Sesi/Bauru realizaram amistoso com vistas a temporada nacional 2020/2021. Foi a retomada da modalidade no naipe feminino no Brasil, após paralisação de mais de cinco meses, em virtude da pandemia do coronavírus. Como determina o figurino, o jogo atendeu ao “novo normal” da modalidade, com arquibancadas vazias, sem troca de lado entre os times ao final de cada parcial. O único porém nesse quesito foi a confraternização natural das jogadoras no fim do jogo, com troca de abraços e aperto de mãos. Será que era esse o protocolo?

Apesar da expectativa, as duas equipes estavam desfalcadas de reforços importantes para a temporada. No caso do Minas, a ponteira americana Megan Hodge não entrou em quadra. Já pelo Bauru, ficaram de fora a oposta azeri Rahimova e a líbero dominicana Castillo. No entanto, o torcedor do Minas deve ter gostado do que assistiu. A outra americana do time, a oposta Cuttino fez uma estreia excelente com a camisa do clube. Ela foi a maior pontuadora do jogo, além de demonstrar entrosamento com a levantadora Macris.

Nos aspectos físicos, ficou claro a falta de ritmo das duas equipes. Porém, o Bauru sofreu mais do que o Minas. Suas atletas ainda estão visivelmente longe da forma ideal. Tecnicamente, o Minas também está a um nível acima do Bauru. Taticamente, a vitória do Minas, até com certa facilidade, por 3×0, ficou marcada pelo bom desempenho no saque e bloqueio. A central Thaísa deu trabalho para as atacantes do Bauru. Além disso, o time do interior paulista teve muitas dificuldades na linha de passe. Mari Casemiro não resolveu os problemas no fundo de quadra. A ponteira Suellen entrou bem no jogo, em seu lugar. Também não deu para entender porque a central Mara ficou no banco a maior parte da partida.

Sobre a transmissão, apesar do esforço do patrocinador do Minas, das belas imagens da Arena, é lamentável as informações imprecisas dadas pela cobertura do jogo. Além disso, a narração do duelo beirou o amadorismo. Nem de longe lembra a Tv Bandeirantes do saudoso Luciano do Valle. Salvou-se apenas os comentários da bicampeã olímpica Sheilla. Para uma próxima vez, fica a expectativa por uma cobertura melhor. O telespectador merece.

A oposta Cuttino, maior pontuadora do amistoso, com 18 pontos/Orlando Bento/Divulgação MTC

CAMPEONATO PAULISTA MASCULINO 2020

Começa hoje o Campeonato Paulista masculino de vôlei 2020. Serão dois jogos na rodada inaugural. Logo mais, às 18h, em Campinas, o Vôlei Renata enfrenta o Vedacit Guarulhos, no Ginásio do Taquaral, na abertura da competição. O jogo será transmitido gratuitamente pela plataforma de streaming TVNSports. Mais tarde, às 21h30, com cobertura do canal SPORTV 2, Sesi/SP e Itapetininga fecham a 1ª rodada da competição.

A expectativa em torno do Paulista 2020 é grande. O torneio marca a retomada das atividades do voleibol no Brasil, após 5 meses de paralisação, em virtude da pandemia do coronavírus. O técnico do Guarulhos promete o melhor desempenho possível apesar do pouco tempo de trabalho.

“Estrearemos no Campeonato Paulista finalizando a quinta semana de trabalho presencial. Não é o tempo ideal, se tratando de um longo período de inatividade dos atletas, porém, a equipe vem se superando dia a dia e está pronta para mostrar e entregar o melhor desempenho possível”.

Já o técnico estreante do Sesi/SP, Marcelo Negrão, campeão olímpico como jogador em Barcelona 92, aposta suas fichas na motivação de seus jovens jogadores. A maioria do elenco é formada por promessas do sub-19.

“Temos garotos que já se destacam nas seleções de base, meninos que possuem um potencial muito bom para despontarem. Estou esperançoso, acredito muito nesses meninos, eles podem não ter ainda a experiência, que em alguns momentos faz a diferença, mas eles vão aprender, adquirir, amadurecer a cada treino, a cada jogo. O importante é dar o primeiro passo, entrar motivado e brigar em todas as bolas”.

Para mais informações sobre o Campeonato Paulista 2020 acesse o site da Federação Paulista no link abaixo: http://www.fpv.com.br/fpv2018/

Fonte: FPV

A MELHOR SELEÇÃO DE TODOS OS TEMPOS

No último dia do mês de Agosto, o GE, portal de esportes do Grupo Globo, divulgou o resultado de uma enquete interativa sobre a melhor seleção brasileira feminina de todos os tempos. Os critérios para escalação do time foram restringidos apenas entre atletas medalhistas olímpicas. Ou seja, disputaram o voto dos internautas somente as seleções olímpicas de Atlanta 1996, Sydney 2000, Pequim 2008 e Londres 2012. Nesses jogos, o Brasil conquistou dois bronzes e dois ouros, respectivamente.

Segundo o próprio GE, foram mais de 13 mil times votados e todas as jogadoras receberam votos. Ainda de acordo com o GE, o fator que mais pesou na escolha do internauta foi a conquista da medalha de ouro em Pequim e Londres. Quatro bicampeãs olímpicas ficaram entre as mais votadas. A disputa mais apertada aconteceu na posição de ponteira. A mais votada foi a única sem medalha de ouro no time.

A melhor seleção de todos os tempos

Com 14.341 escalações, a líbero Fabi foi a atleta mais votada para a melhor seleção de todos os tempos. Em seguida, a central Fabiana com 10.975 escalações e a também central Thaísa com 10.715 escalações. Em 4º lugar, a oposta Sheilla com 10.346. Na 5ª posição, como levantadora ideal da melhor seleção de todos os tempos, ficou Fofão com 8.336 escalações. Considerada uma das melhores jogadoras de todos os tempos, a levantadora Fernanda Venturinni perdeu a disputa para Fofão com 4.629 escalações. Fechando o time, nas pontas, em 6º e 7º lugar, a ponteira Ana Moser com 6.471 escalações e a ponteira Jaqueline com 6.273 escalações.

Em entrevista ao GE, a medalhista de bronze em Atlanta 1996, Ana Moser, afirmou ser muito bom lembrarem dela. Segundo a jogadora, faz muito tempo desde quando ela se aposentou (20 anos) e muita gente não viu Ana Moser em quadra, com a camisa da seleção brasileira. Para ela é um orgulho ser escolhida. Já a ponteira Jaqueline, também em entrevista ao GE, disse ter ficado emocionada e feliz com esse reconhecimento. A bicampeã olímpica fez questão de enaltecer todas as atletas que defenderam o Brasil. Ela ainda agradeceu a todos os internautas participantes da votação. Para conferir a votação completa da página do vôlei do GE clique no link abaixo.

https://interativos.globoesporte.globo.com/volei/voce-escala/vc-escala-monte-a-selecao-feminina-de-volei-da-historia

OS CORTES ÀS VÉSPERAS DAS OLIMPÍADAS

Já virou drama. A cada ciclo olímpico a história costuma se repetir. Seja em função de lesão, pelo tamanho da delegação ou por questão técnica, os cortes nas seleções às vésperas dos Jogos Olímpicos são sempre uma dor de cabeça para os treinadores. Muitas vezes polêmicos, invariavelmente eles acabam mexendo com o humor da torcida.

Nas últimas Olimpíadas, no caso específico da seleção brasileira, os cortes entre as mulheres têm dado mais o que falar do que entre os homens. Por exemplo, na Rio 2016, o técnico José Roberto Guimarães preteriu a líbero Camila Brait pela segunda vez consecutiva em um ciclo olímpico. Em seu lugar, foi convocada a líbero Leia. Em Londres 2012, Brait era reserva da bicampeã olímpica Fabi. Ainda na Rio 2016, a oposta Tandara foi outro corte controverso. A seleção ficou sem uma opção viável no banco para o lugar de Sheilla, que estava na reserva de seu clube na Europa.

Entre os homens, Bernardinho cortou o ponteiro Murilo da Rio 2016. MVP no Mundial 2010 e nos Jogos de Londres 2012, Murilo teve uma lesão na panturrilha esquerda que o tirou das Olimpíadas. Além disso, ao longo dos anos, o bicampeão mundial sofria com dores crônicas no ombro. Atualmente, ele joga na posição de líbero. Ainda na Rio 2016, com problemas de contusão do central Maurício Souza, segundo consta, Bernardinho procurou o central Sidão para o seu lugar, mas ouviu um não como resposta.

Algumas tomadas de decisões dos treinadores no momento dos cortes podem ser decisivas. O caso brasileiro em Londres 2012 pode ser utilizado como exemplo. A seleção brasileira masculina sofreu com problemas físicos na final de Londres contra a Rússia, porém antes da disputa, Bernardinho foi pressionado a fazer uma escolha de Sofia. A dúvida pairava sobre a convocação da grande estrela do voleibol brasileiro Giba ou do então jovem ponteiro promissor Lucarelli. Bernardinho optou por Giba. Se a decisão fosse outra, será que o resultado final seria diferente?

Já no feminino, em Londres 2012, o corte realizado por José Roberto Guimarães causou uma comoção entre a torcida e o próprio time. Nesse caso, não há parâmetro para questionar se o treinador acertou ou não. O Brasil foi bicampeão olímpico. Além do previsível corte da líbero Camila Brait, já em Londres, José Roberto Guimarães anunciou em pleno saguão do aeroporto de Guarulhos, após a disputa do Grand Prix, para toda a equipe, o corte da levantadora Fabíola e da central Juciely. Ainda naquele ciclo, o técnico da seleção brasileira já havia causado com outro corte, o da ponteira Mari, por questões “técnicas”.

Ciclos repetidos

A polêmica em torno do corte de grandes nomes da história do esporte em detrimento de jovens atletas é recorrente. Em Sydney 2000, após uma sofrida classificação olímpica, o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Radamés Lattari foi praticamente obrigado a acatar recomendação da confederação brasileira em convocar alguns dos campeões olímpicos em Barcelona 1992, ao invés de outros jogadores.

No feminino, em Atenas 2004, o problema foi outro. Em um período conturbado de nossa seleção, com briga de jogadoras com técnico, além de troca do comando no meio do caminho, José Roberto Guimarães possuía a sua disposição quatro opostas de bom nível técnico. Duas delas, com possibilidade de jogar na posição de ponteira. No momento de corte, ele optou por levar três dessas jogadoras. A oposta canhota Leila, ídolo da torcida, ficou de fora, segundo consta, pela baixa estatura. Além dela, jovens atletas que defenderam o Brasil no ciclo, também foram preteridas.

Já em 2008, a polêmica se deu pela ausência de dois dos maiores levantadores da história do voleibol brasileiro. No caso masculino, a controvérsia começou antes, no Pan de 2007. O levantador Ricardinho deixou a seleção por problemas internos, dias antes do começo da competição. A pressão por seu retorno persistiu até Londres, quando o mesmo se acertou com a comissão técnica, sendo convocado como reserva de Bruninho, no lugar do preterido da vez, o levantador Marlom.

No caso feminino, quem ficou de fora foi a levantadora Fernanda Venturini. Fora da seleção durante todo aquele ciclo, a jogadora foi alvo de corte do técnico José Roberto Guimarães. A justificativa dada pelo treinador foi justamente a ausência de convocação da atleta no período anterior aos Jogos de Pequim 2008.

Nem sempre os cortes na seleção são fruto de questões técnicas ou tamanho da delegação. Em Atlanta 1996, o então técnico da seleção masculina, José Roberto Guimarães, foi obrigado a cortar o ponteiro Carlão, às vésperas dos Jogos, devido a uma contusão na panturrilha direita. Em seu lugar, foi convidado o ponteiro Kid.

Deu-se um imbróglio. A Federação Internacional considerou encerrado o prazo para a inscrição de novos jogadores. O Brasil iniciou a disputa dos Jogos com 11 atletas até que seu recurso fosse aceito pelo Comitê Olímpico. Carlão ainda manteve esperanças de disputar os Jogos até o último momento, mesmo contundido. Resultado: o Brasil teve dificuldades de avançar na 1ª fase, sendo eliminado pela Iugoslávia, nas quartas-de-final, por 3×2.

Por fim, desde os primórdios do nosso vôlei, os cortes na modalidade as vésperas das Olimpíadas sempre chamam a atenção da mídia e dos torcedores. Exemplos não faltam, seja por qual motivo for. Ultimamente, com as redes sociais e o engajamento da torcida, a convocação da seleção brasileira, seja feminina ou masculina, tornou-se um grande “evento”, com garantia de público e muita pipoca.

FPV DIVULGA RETORNO DO PAULISTA

A Federação Paulista de Vôlei divulgou as datas do retorno das atividades da modalidade no estado. Segundo a FPV, o voleibol paulista retorna no mês de Setembro. O Campeonato Estadual 2020, principal do país, está confirmado. No naipe masculino, a disputa começa no dia 12 do próximo mês. No total, cinco times disputam o torneio. São eles: EMS/Funvic/Taubaté, Vôlei Renata/Campinas, Sesi/SP, Vôlei Um Itapetininga e Vôlei Guarulhos. O formato do campeonato terá uma fase classificatória, em turno único, ou seja, todos contra todos, com semifinais e finais, em dois jogos e golden set.

Já no naipe feminino, a competição se inicia no dia 26 de Setembro. Ao todo, seis equipes disputam o torneio. São elas: São Paulo/Barueri, Osasco Audax/São Cristóvão, Sesi/Bauru, Pinheiros, São Caetano e Valinhos. O formato do campeonato será distinto da categoria masculina. Quatro triangulares com sedes definidas serão realizados para classificar quatro times para a próxima fase. Semifinais e finais em duas partidas, com golden set. De acordo com o Webvolei, site dedicado exclusivamente ao vôlei, o canal por assinatura SPORTV irá transmitir a competição tanto no feminino, quanto no masculino.

Em 2019, Taubaté e Barueri foram os campeões estaduais. No masculino, o Taubaté conquistou o hexacampeonato estadual, depois de bater o Vôlei Renata nas finais. No feminino, o Barueri derrotou o Osasco, sagrando-se campeão do torneio pela 1ª vez em sua história.

A PRIMEIRA MEDALHA OLÍMPICA DO VÔLEI FEMININO

Antes de tornar-se bicampeã olímpica, a seleção brasileira feminina de vôlei brigou heroicamente por um lugar no pódio da modalidade. Com Bernardinho como treinador, foram anos de muito suor, com três títulos do Grand Prix (1994, 1996, 1998), um vice-campeonato mundial (1994), além do ouro no Pan de Winnipeg (1999) e, finalmente, dois bronzes olímpicos, em Atlanta 1996 e Sydney 2000. Obviamente, a primeira vez a gente nunca esquece.

A história da primeira medalha olímpica do vôlei feminino começa na década de 1980, com a elogiada participação nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, sob o comando do saudoso técnico Ênio Figueiredo, com as percursoras da modalidade no país: Vera Mossa, Jaqueline e Isabel Salgado. O salto na performance brasileira veio com o título mundial juvenil de 1987. Dirigidas por Marco Aurélio Motta, várias atletas foram reveladas como Ana Moser e Fernanda Venturini. A base do futuro estava montada.

Após um melancólico 6º lugar nos Jogos de Seul em 1988, as brasileiras estavam prontas para subir ao pódio pela 1ª vez nas Olimpíadas, 4 anos mais tarde, em Barcelona. Depois de superar o Peru no Pré-Olímpico de São Paulo, em 1991, garantindo participação nos Jogos, o Brasil chegou nas semifinais do torneio olímpico como azarão, sendo derrotado pela Equipe Unificada. Na disputa do bronze, novo revés, dessa vez para os Estados Unidos. O sonho da medalha olímpica bateu na trave.

Atlanta 1996

Durante o ciclo de preparação para Atlanta, com a chegada de Bernardinho ao comando da seleção feminina, o Brasil finalmente começou a vencer e incomodar os principais adversários da modalidade como Cuba e Rússia. Com a base principal do time madura, o primeiro feito do Brasil foi o vice-campeonato mundial em 1994, conquistado dentro do país.

Dois anos mais tarde, foi a vez da conquista da primeira medalha olímpica em Atlanta. Na 1ª fase da competição, o Brasil assombrou o mundo, com 5 vitórias em 5 jogos. Entre elas, triunfos históricos, para os anais olímpicos, contra Cuba e Rússia, por 3×0. As brasileiras estiveram perto de igualar a marca italiana de avançar na 1ª fase, sem perder uma parcial sequer. Porém, acabaram encerrando a fase preliminar, vencendo a Alemanha, por 3×1.

Na fase eliminatória seguinte, mais uma vitória incontestável, dessa vez contra a Coreia do Sul, por 3×0, com parciais de 15/4, 15/2, 15/10. Por um acidente de percurso, nas semifinais do vôlei feminino em Atlanta, o Brasil cruzou com Cuba. O aguardado confronto era esperado para a grande final da competição, mas uma derrota das cubanas para a Rússia na 1ª fase, por 3×1, selou o destino das duas seleções.

Em um duelo épico, tenso, marcado por provocações e nervosismo, decidido apenas no tie-break, a seleção brasileira feminina sucumbiu ao poder ofensivo cubano. Encerrada a partida, um fato lastimável para a história dos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 aconteceu. Cubanas e brasileiras quase saíram no tapa após o jogo, ainda dentro de quadra. Nos vestiários, mais confusão, debelada apenas na delegacia, após boletim de ocorrência.

Emocionalmente abaladas, as brasileiras foram para o confronto com a Rússia pelo inédito bronze. Com a força do banco de reservas, o Brasil conseguiu superar o trauma da derrota para Cuba, com uma nova vitória sobre as russas no torneio olímpico, dessa vez, por 3×2. A ponteira Filó fechou o ponto final da partida, vencida no tie-break, por 15/13. Cuba ficou com o ouro. China com a prata. No link abaixo, você confere os pontos decisivos da partida em que o vôlei feminino brasileiro conquistou sua primeira medalha olímpica.

Fonte: Olympedia