O RISCO DE DESCENSO DO SESI/SP

Um dos maiores investimentos no voleibol brasileiro nos últimos anos, o Sesi/SP corre sério risco de rebaixamento na temporada atual. Ao contrário de anos anteriores, nesta edição da Superliga Masculina, o Sesi/SP apostou em jovens promessas da modalidade, segundo o próprio clube, em virtude da pandemia do coronavírus. No entanto, até o momento, o campeão da Superliga Masculina 2010/2011, não obtém resultados expressivos.

Sob o comando técnico do campeão olímpico em Barcelona 92 Marcelo Negrão, o Sesi/SP conquistou apenas 4 vitórias em 14 jogos na temporada. Todas elas contra equipes do mesmo nível. Contra os favoritos, o time não ofereceu resistência e foi presa fácil. Caso a Superliga fosse encerrada hoje, o time de Murilo Endres, MVP do Mundial 2010 e dos Jogos de Londres 2012, estaria rebaixado.

Para piorar, o Sesi perdeu um importante jogo, no confronto direto com o Caramuru, contra o rebaixamento, na semana passada, por 3×0. Porém, apesar do risco de descenso, o Sesi/SP ainda tem chances de classificação para os playoffs. Isto porque, 7 equipes estão emboladas na disputa por 4 vagas nas quartas-de-final.

Analisando friamente os objetivos do Sesi/SP na temporada, deixando de lado os números da campanha da equipe, o time da Vila Leopoldina cumpre bem a missão de dar rodagem aos novos valores. Entre os destaques, o jovem oposto Darlan e o não tão jovem assim Alan Patrick, deslocado da saída de rede para a entrada. Os dois são a prova que mesmo com um possível rebaixamento, é necessário dar espaço para caras novas no voleibol brasileiro.

Talvez, faltou ao Sesi/SP, uma estratégia que mesclasse jovens promessas com valores mais experientes. Um provável rebaixamento da equipe na atual edição da Superliga, seria uma perda para a competição. Mesmo com um investimento menor, o Sesi/SP já é uma equipe tradicional do certame. Fará falta. Ainda que consiga escapar do descenso, existe o risco de fim do projeto, o que seria lamentável.

Desempenho individual

Os números não mentem! Darlan do Sesi, irmão do oposto Alan do Cruzeiro, MVP da Copa do Mundo 2019, é uma das revelações da Superliga Masculina 2020/2021. O jovem de 17 anos mantém uma média de 5 pontos marcados por set, aparecendo em 2º lugar nas estatísticas da competição, atrás apenas do oposto Renan do Itapetininga. Nos números totais, Darlan é o maior pontuador da Superliga, até agora, com 260 pontos. Atuando na posição de oposto, a mesma do irmão, provavelmente, Darlan será alvo da cobiça de outros clubes, ao fim da temporada.

O jovem Darlan ao lado de Marcelo Negrão/Divulgação CBV

A ABERTURA DA SUPERLIGA B

Teve início no último sábado, 23 de Janeiro, a décima edição da Superliga B, no naipe masculino. A divisão de acesso da principal competição brasileira da modalidade conta com 8 equipes no total. Na abertura, dois jogos marcaram a rodada inaugural. Em Brasília, no Sesi Taguatinga, o Upis, time da casa, bateu o SMEL Araucária do Paraná, por 3×1, com parciais 27/29, 25/20, 25/21, 25/21. Ainda no Centro-Oeste brasileiro, em Goiânia, no ginásio GSU, o Juiz de Fora Vôlei venceu o Vila Nova de Goiás, pelo placar máximo, com parciais de 25/16, 25/18, 25/18.

O técnico do Upis Marcelo Thiesen analisou a vitória de virada de seu time, em conversa com a assessoria da CBV. “Já imaginava um jogo complicado por ser estreia e ainda temos muito o que melhorar. A vitória foi importante para seguir nosso caminho em busca de mais vitórias para conseguir a melhor classificação possível na 1ª fase”.

Já o oposto Leonam do Juiz de Fora comemorou o prêmio de melhor em quadra na partida contra o Vila Nova. “O sentimento é de gratidão por termos conseguido essa vitória por 3×0. Fiquei muito feliz pelo prêmio, mas é um trabalho em conjunto no qual toda equipe é merecedora. Ainda tem muito o que evoluir e é o início da competição”.

O complemento da 1ª rodada da Superliga B 2021 ocorre apenas no mês de Fevereiro. Dois jogos atrasados encerram a rodada. São eles: no dia 3, o Anápolis Vôlei joga contra o Niterói, às 19h, no ginásio Newton Faria, em Anápolis, e no dia 25, em Natal, no Rio Grande do Norte, no ginásio Aero, o Unimed recebe o Vôlei Futuro, às 16h.

Fonte: CBV

SADA/CRUZEIRO CONQUISTA VAGA NAS SEMIFINAIS DA COPA DO BRASIL

O cubano López ao centro/Divulgação i7/Sada/Cruzeiro

Na última quarta-feira, o Sada/Cruzeiro conquistou a última vaga das semifinais da Copa do Brasil. Em jogo adiado da competição, devido a pandemia do coronavírus, pelas quartas-de-final, o time celeste bateu o América Vôlei. Jogando no ginásio do Riacho, em Contagem, o pentacampeão da Copa do Brasil venceu a partida por 3×0, com parciais de 25/16, 25/19, 25/21. Improvisado na saída de rede, o cubano López do Cruzeiro foi um dos destaques do jogo.

Ao final do confronto, o levantador Cachopa do Cruzeiro falou sobre a partida com a assessoria da CBV. “Acho que a diferença nas duas primeiras parciais foi a menor quantidade de erros. A gente sacou bem e errou pouco. Na terceira parcial não conseguimos manter o mesmo nível e jogo ficou mais equilibrado. Hoje o López jogou fora da posição que está acostumado, estava solto para atacar e no 3º set deu uma segurada nosso ataque”.

Com o resultado, foram definidos os confrontos das semifinais da Copa do Brasil 2021. O Cruzeiro enfrenta o Fiat/Minas, enquanto o Taubaté joga contra o Vôlei Renata/Campinas. Os dois jogos acontecem no mês de Fevereiro, no dia 11, no Centro de Desenvolvimento do Vôlei (CDV), em Saquarema, com transmissão do SPORTV 2. A final ocorre no dia seguinte, no mesmo local, também com transmissão do SPORTV 2.

Fonte: CBV

OS CLASSIFICADOS DA COPA DO BRASIL FEMININA

Foram definidos três semifinalistas da Copa do Brasil feminina de vôlei 2021. Itambé/Minas, Sesi/Bauru e Dentil/Praia Clube conquistaram a classificação em partidas disputadas ontem. Com os resultados, um dos confrontos da próxima fase da competição está definido. Itambé/Minas e Sesi/Bauru enfrentam-se em uma das semifinais. Já o Praia Clube, espera o vencedor do duelo entre Osasco e Curitiba, adiado para o dia 2 de Fevereiro, em virtude da pandemia do coronavírus.

Para avançar de fase, jogando em casa, o Itambé/Minas bateu o Pinheiros, com uma vitória por 3×0, com parciais de 25/14, 27/25, 25/16. A central Lara do Minas, substituta de Carol Gattaz, sendo um dos destaques do jogo, com 12 pontos, conversou com assessoria da CBV. “Acredito que o nosso time está preparado para disputar várias competições. Eu estou muito feliz pela oportunidade e substituir Carol Gattaz é uma tarefa bem difícil. Porém, treino forte e sempre que o técnico Nicola precisar, eu estarei pronta”.

Já o Sesi/Bauru, conseguiu uma vitória fora de casa, no confronto mais equilibrado dessa fase, contra o Sesc/Flamengo de Bernardinho. Jogando no Rio de Janeiro, na Gávea, o Bauru de Rubinho, ex-assistente técnico de Bernardinho, na seleção masculina brasileira de vôlei, venceu o jogo por 3×1, com parciais de 26/24, 25/23, 16/25, 25/22. Foi o segundo revés do Flamengo para o Bauru na temporada. Anteriormente, o time paulista bateu o rubro-negro pela Superliga.

A oposta do Bauru Polina Rahimova no ataque/Marcelo Cortes/Divulgação Flamengo

Encerrando o rol de classificados, o Praia Clube derrotou o São Paulo/Barueri de José Roberto Guimarães, em um confronto da Copa do Brasil feminina 2021, entre treinador e assistente técnico da seleção brasileira feminina de vôlei. Jogando em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o Praia saiu de quadra com uma vitória por 3×1, com parciais de 25/15, 25/27, 25/14, 25/18.

A central Carol comentou com a assessoria da CBV, sobre a classificação de sua equipe. “Estudamos bastante o time delas durante a semana e acredito que o nosso saque funcionou bem na partida de hoje. O Barueri é uma equipe que vem fazendo bons jogos. Sabíamos da responsabilidade e agora temos que nos preparar para a fase final”.

Fonte: CBV

COPA DO BRASIL FEMININA 2021

Começa hoje a Copa do Brasil feminina 2021. Os oito primeiros colocados do turno da Superliga feminina 2020/2021 enfrentam-se no sistema de mata-mata, em jogos únicos, com 1ºx8º, 2ºx7º, 3ºx6º, 4ºx5º. As finais da competição serão disputadas no Centro de Desenvolvimento do Vôlei (CDV), em Saquarema, em Fevereiro, nos dias 5 e 6. Em virtude da pandemia do coronavírus, a partida entre Osasco e Curitiba, vice-líder e 7º colocado do turno da Superliga feminina 2020/2021, respectivamente, foi adiada para o dia 2 de Fevereiro.

Quartas-de-final

Hoje, três jogos marcam o início das quartas-de-final da Copa do Brasil feminina 2021. Às 19h, em Belo Horizonte, o líder do turno da Superliga, Itambé/Minas, enfrenta o Pinheiros, 8º colocado. Também no mesmo horário, na capital fluminense, no duelo mais equilibrado dessa fase, o Sesc/Flamengo, 4º colocado do turno, joga contra o Sesi/Bauru, 5º colocado, no ginásio Hélio Maurício, na Gávea. Um pouco mais tarde, às 19h30, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o Praia Clube, 3º colocado do turno, decide a vaga nas semifinais contra o São Paulo/Barueri, 6º colocado. Todos os jogos terão transmissão do Canal Vôlei Brasil.

Em conversa com a assessoria da CBV, a levantadora Claudinha do Praia, destacou o serviço como ponto forte contra o adversário. “Esperamos uma partida difícil. O São Paulo/Barueri vem apresentando muito evolução e vem de uma vitória contra o Osasco na Superliga. Estamos preparadas para tudo, jogar bem taticamente é muito importante, nosso saque será um ponto importantíssimo para tentar tirar um pouco da velocidade do jogo delas. O fundamental é pensar na evolução da nossa equipe a cada partida”.

Já a levantadora Jacke do São Paulo comentou sobre o momento de sua equipe. “Ficamos felizes com a vitória contra Osasco, mas passou, foi um jogo muito importante para nós, porém agora trabalhamos para continuar crescendo e melhorando. Jogaremos contra o Dentil/Praia Clube pela Copa Brasil e, apesar de ser um campeonato diferente, é a continuação do mesmo trabalho que fazemos. Estamos concentradas para manter a regularidade que tivemos nos últimos jogos para seguir taticamente o que é estabelecido, pois sabemos que que será um jogo muito importante para nós”.

O time do Sesc, atual campeão da Copa do Brasil/Divulgação CBV

Fonte: CBV

OS CLASSIFICADOS DA COPA DO BRASIL MASCULINA

Foram definidos três semifinalistas da Copa do Brasil masculina de vôlei 2021. Fiat/Minas, Vôlei Renata/Campinas e EMS/Funvic/Taubaté conquistaram a classificação em partidas disputadas durante a semana. Um dos confrontos da próxima fase também já está definido. Vôlei Renata/Campinas e EMS/Funvic/Taubaté enfrentam-se em uma das semifinais. Já o Fiat/Minas, espera o vencedor do duelo entre Cruzeiro e América.

Para avançar de fase, jogando em casa, o Fiat/Minas passou pelo Uberlândia/Gabarito, com um triunfo por 3×1, com parciais de 25/18, 25/15, 22/25, 25/22. O central Matheus, comemorou o resultado, em conversa com a assessoria da CBV. “A equipe está de parabéns por ter superado o Uberlândia. Nós pecamos um pouco no saque, temos que dar o nosso máximo o tempo todo para não deixar o adversário crescer. Temos sempre que estar no nosso ritmo para conseguir o resultado, como fizemos hoje. Agora é esperar para saber o nosso adversário para estudar bem o time e ir para cima”.

Já o Vôlei Renata, conseguiu uma virada espetacular para conquistar a classificação. Mesmo com uma atuação individual exuberante do oposto Renan, do time adversário, o Itapetininga, o Vôlei Renata/Campinas reverteu uma desvantagem de 2×0 no placar, para vencer no tie-break, dentro de casa, com parciais de 22/25, 18/25, 25/22, 27/25, 15/12.

O experiente oposto Vissoto destacou a força de seu time, que não contou com o ponteiro Vaccari e o técnico Horácio Dileo, testados positivos para o coronavírus. Ele conversou com a assessoria da CBV sobre essa superação. “Hoje foi trabalho de equipe. Hoje superamos as ausências. O time se abraçou, lutou, passou por dificuldades, mas essa é uma característica do nosso time, lutar até o final”.

O oposto Vissoto em ação de ataque/Divulgação Vôlei Renata/Pedro Teixeira

Encerrando o rol de classificados na semana, o EMS/Funvic/Taubaté bateu o Apan/Blumenau, por 3×0, com parciais de 25/15, 25/23, 25/21. Após o jogo, o ponteiro João Rafael do Taubaté falou com a assessoria da CBV sobre a classificação. “Foi um bom jogo. Na primeira parcial jogamos muito, o sistema defensivo funcionou bem. Na segunda parcial, eles encostaram um pouco mais e foi mais apertado. O terceiro também. Mas, no momento decisivo, conseguimos crescer, mostrar nosso jogo e finalizar em 3×0”.

Sada/Cruzeiro e Finais

Em reunião virtual entre a CBV e os representantes dos clubes participantes da Copa do Brasil 2021, na última quarta-feira, 13 de Janeiro, ficou decidido que as finais da competição serão disputadas no Centro de Desenvolvimento do Vôlei (CDV), em Saquarema. As datas das finais foram alteradas. Ao invés da próxima semana, a definição do título acontecerá no mês de fevereiro, nos dias 11 e 12.

Também ficou decidido, que o América Vôlei será o substituto do Guarulhos, impossibilitado de competir devido ao coronavírus. Com isso, o time mineiro terá pela frente o clássico estadual contra o Cruzeiro. O jogo está marcado para a próxima quarta-feira, dia 20 de Janeiro, em Contagem, no ginásio do Riacho. O confronto define o adversário do Fiat/Minas nas semifinais da competição.

Fonte: CBV

CBV DIVULGA TABELA DA SUPERLIGA B FEMININA

Na última segunda-feira, 11 de Janeiro, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgou a tabela da 1ª fase da Superliga B feminina 2021. Em sua oitava edição, a competição serve de acesso à elite da Superliga, dessa vez em formato diferente em virtude da pandemia do coronavírus.

Com oito equipes, a disputa será realizada no modelo de Grand Prix, em duas etapas. A tabela divulgada na segunda pertence à primeira etapa. Divididos em dois grupos, com quatro times, com confrontos entre si. Os dois melhores de cada grupo avançam para as semifinais, com a final no dia seguinte.

A sede da primeira etapa do Grand Prix será o ginásio Chico Neto, no Paraná, na cidade de Maringá. A competição acontece no mês de fevereiro, entre os dias 22 e 26. A classificação final da primeira etapa definirá a composição dos grupos da etapa final com sede e datas a serem definidas posteriormente pela CBV.

No grupo A da primeira etapa estão o Sesc/Flamengo sub-21, Bradesco Esportes, Bluvôlei e Minas Náutico. No grupo B estão o Valinhos, Itajaí Vôlei, Franca e Amavôlei Maringá, time da casa. O campeão e o vice da Superliga B feminina 2021 garantem o acesso à Superliga Feminina 2021/2022. Os times classificados nos dois últimos lugares disputam a Superliga C 2021.

No link abaixo, você acessa a tabela completa da primeira etapa da Superliga B feminina.

https://superligab.cbv.com.br/tabela-de-jogos-feminino

Fonte: CBV

COPA DO BRASIL MASCULINA 2021

Começa amanhã a Copa do Brasil Masculina 2021. Os oito primeiros colocados do turno da Superliga Masculina 2020/2021 enfrentam-se no sistema de mata-mata, em jogos únicos, com 1ºx8º, 2ºx7º, 3ºx6º, 4ºx5º. As finais da competição serão disputadas em sede específica, a ser divulgada pela CBV, com transmissão do SPORTV 2. Em virtude da pandemia do coronavírus, o Vôlei Guarulhos, 8º colocado do turno, foi desclassificado. Para o seu lugar, a CBV convidou o América Vôlei, 9º colocado, que não aceitou, segundo o site Webvolei, por questões de logística. Com isso, o Sada/Cruzeiro, líder do turno, garantiu vaga nas semifinais, sem entrar em quadra, de acordo com o Jornal O Tempo.

Em quadra

Ainda em Minas Gerais, na capital, na Arena Minas, Fiat/Minas e Uberlândia/Gabarito, 4º e 5º colocado, respectivamente, iniciam a disputa da competição, amanhã, às 19h. Também amanhã, às 19h30, o Vôlei Renata, 3º colocado, enfrenta o Vôlei Itapetininga, 6º colocado, no ginásio do Taquaral, em Campinas, com transmissão do Canal Vôlei Brasil, segundo a assessoria de imprensa da CBV. Na sexta-feira, 15 de Janeiro, é a vez do EMS/Taubaté, 2º colocado, receber em seus domínios, no ginásio do Abaeté, no Vale do Paraíba, o 7º colocado, Apan/Blumenau, às 19h.

Em conversa com a assessoria da CBV, o técnico do Minas Nery Tambeiro comentou sobre a expectativa do confronto com o Uberlândia, dentro de casa. Ele lamentou o desfalque do ponteiro argentino Lazo. “Vamos enfrentar um adversário que já conhecemos bem, pois jogamos contra eles no Mineiro e pela 1ª fase da Superliga. O que muda para esse jogo é a nossa equipe, é ausência do Lazo, ele se machucou antes da nossa última partida. Estamos buscando a nossa melhor formação para a equipe se apresentar da melhor forma possível. Ainda temos que crescer, mas nossa expectativa é sempre positiva”.

Já o técnico do Uberlândia, Manoel Honorato, pediu motivação para sua equipe. “É sempre difícil jogar contra o Minas Tênis porque eles têm uma linha de passe muito boa. A expectativa é tentar focar a cabeça dos nossos jogadores para essa competição. Vamos fazer um único treino amanhã pela manhã e esperamos fazer uma boa partida”.

O Sada/Cruzeiro pentacampeão da Copa do Brasil/Divulgação CBV

Fonte: CBV

O 1º TURNO DA SUPERLIGA FEMININA

Com poucos dias do início do ano de 2021, com a vitória do Sesc/Flamengo sobre o Fluminense por 3×0, ontem, 8 de Janeiro, praticamente, foi encerrado o 1º turno da 27ª edição da Superliga Feminina. Resta apenas a realização do jogo entre Fluminense contra São José dos Pinhais, pela 11ª rodada do turno, para definir posições. As duas equipes estão com 6 pontos cada, com duas vitórias em 10 jogos. Uma vitória por 3×0 ou 3×1 nesse confronto de ambas equipes, pode tirar o Brasília da 9ª colocação, com 8 pontos. No entanto, os confrontos da Copa do Brasil já estão definidos.

Esse suspense em torno do último classificado para a Copa do Brasil 2021 virou o ano, em virtude da pandemia do coronavírus. Aliás, essa foi uma das marcas da competição no 1º turno, ao contrário do naipe masculino. No feminino, praticamente todas as equipes tiveram casos do vírus, provocando o adiamento dos jogos, além do revezamento de jogadoras pelas comissões técnicas dos times. Enquanto no masculino isso aconteceu por opção técnica para poupar os atletas, no feminino o revezamento foi utilizado como forma de driblar o vírus. Em alguns casos, ficou evidente nas partidas, a falta de ritmo das equipes por causa da pandemia.

Mas sem dúvida alguma, um dos destaques da competição, até o momento, é o desempenho do Osasco. Um dos principais motivos para o sucesso do time comandado pelo técnico Luizomar de Moura no turno, é o rendimento da equipe no bloqueio. As centrais de Osasco não estão deixando passar nada! Em algumas partidas, o time conseguiu a marca de 24 pontos no fundamento, ou seja, quase um set inteiro de pontos no bloqueio. Destaque para a jovem central Mayany. Será uma grande surpresa se ela ficar de fora da lista de convocação de José Roberto Guimarães para defender a seleção na temporada.

Outra desempenho individual que pode explicar a boa campanha de Osasco é a atuação da levantadora Roberta. Mais experiente, ela está distribuindo o jogo de Osasco de forma equânime. O que é um feito para um time que conta com a melhor atacante do voleibol brasileiro, que recebe muitas bolas durante as partidas, a oposta Tandara. Não fosse o tropeço dentro de casa para o Brasília, por 3×2, Osasco teria encerrado o 1º turno na liderança e invicto. Certamente, esse resultado poderá fazer falta no fim da fase de classificação, quando forem definidos os confrontos nos playoffs.

Falando nisso, a briga pela última vaga na fase eliminatória da Superliga Feminina promete esquentar. Quatro times disputam a 8ª colocação da competição no returno. No momento, Pinheiros leva vantagem, com 10 pontos, em 8º lugar. Há duas temporadas o time não disputa os playoffs. A classificação seria uma questão de honra. Porém, Brasília, Fluminense e Pinhais estão logo atrás. Os confrontos diretos entre essas equipes no returno devem decidir quem fica com a vaga. Caso fique de fora dos playoffs, será a pior campanha do Fluminense na Superliga desde o retorno para a elite do voleibol feminino brasileiro, na temporada 2016/2017.

COPA DO BRASIL 2021

Encerrado o 1º turno, foram definidos os confrontos da Copa do Brasil 2021. A competição reúne os oito primeiros colocados do turno da Superliga 2020/2021, em partida única eliminatória. Assim, o 1º enfrenta o 8º, 2ºx7º, 3ºx6º, 4ºx5º. As datas dos confrontos serão divulgados na próxima segunda pela CBV. As finais serão disputadas em uma sede específica. Abaixo você confere os duelos de quartas-de-final da Copa do Brasil 2021.

Itambé/Minas (1º) x (8º) Pinheiros

Osasco/Audax (2º) x (7º) Curitiba Vôlei

Praia Clube (3º) x (6º) São Paulo/Barueri

Sesc/Flamengo (4º) x (5º) Sesi/Bauru

A EXPERIÊNCIA MALSUCEDIDA DOS 21 PONTOS

Há quase 8 anos, mais precisamente na temporada 2013/2014 da Superliga, tanto no masculino, quanto no feminino, a maior competição de voleibol do Brasil foi palco de uma polêmica experiência. Para atender a demanda da televisão e dos seus patrocinadores, a CBV decidiu diminuir a pontuação para fechar os sets. Para ganhar uma parcial seriam necessários 21 pontos e não mais 25 pontos. O objetivo seria reduzir a duração das partidas, de modo que coubessem na grade de programação das emissoras detentoras dos direitos de transmissão.

Deu tudo errado. A começar pelo principal objetivo. Ao contrário do que se esperava, os jogos não tiveram diminuídos os tempos de duração. Em alguns casos, chegaram até mesmo a extrapolar o tempo médio de duração dos confrontos. Outro ponto falho da experiência, já apontado pelos atletas no lançamento daquela edição da Superliga, foi o impacto causado na capacidade de reação dos times durante as parciais. Apesar de manter a média de duração dos jogos, era quase impossível reverter uma situação adversa, caso o oponente disparasse no placar.

Para completar o quadro de fracasso geral, ao invés de terem as suas marcas com mais exposição, os patrocinadores tiveram que aceitar um pequeno espaço na grade de programação da detentora dos direitos de transmissão, que previa apenas a exibição dos duelos decisivos das semifinais e das finais em jogo único, nos dois naipes.

25 pontos

Não foi a primeira vez que a Superliga serviu de laboratório de experiências. Na temporada 97/98, quando a FIVB se empenhava em medidas duras para tentar diminuir o tempo de duração dos jogos, para atrair mais patrocinadores e o interesse da televisão pelo mundo, a Superliga lançou uma novidade também um pouco estranha. Os jogos eram disputados por tempo. Assim que estourassem o relógio determinado, os pontos que eram disputados com vantagem, passavam a ser disputados de forma direta, como um tie-break, até fechar a parcial em 15 pontos.

Obviamente, não foi para a frente. Porém, esse experimento serviu para inspirar a regra atual. Desde 99, em nível internacional, a nova regra dos 25 pontos estabelece a disputa ponto a ponto sem a vantagem. O tie-break permaneceu com 15 pontos diretos. No Brasil, o pioneiro da nova regra foi o Campeonato Paulista 1998. Tal fato aconteceu porque o estadual foi disputado antes da Superliga 98/99, primeira edição da competição com a regra dos 25 pontos.

Nos últimos anos, também pressionada pela televisão e patrocinadores, a FIVB também testou novas regras para tentar diminuir o tempo de duração dos jogos. Nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, os tempos técnicos foram abolidos. No Mundial de base sub-23 2017, os sets foram jogados em 15 pontos diretos, com vitória para a equipe que vencesse 4 parciais. Portanto, as partidas tinham até 7 sets de 15 pontos. No entanto, a proposta não avançou.

No link abaixo, você confere a final do Campeonato Paulista feminino de 1998, entre Leites Nestlé e BCN/Osasco, disputada pela 1ª vez na regra dos 25 pontos.