O BALANÇO DA VNL 2021

Com uma conquista brasileira, foi encerrada no último Domingo, 27 de Junho, a VNL 2021. Do ponto de vista da organização, o evento realizado na bolha de Rimini na Itália, devido à pandemia do coronavírus, foi um sucesso. Para se ter uma ideia do nível de organização da FIVB, durante o torneio, nenhum caso do vírus foi detectado. Quase um milagre! A falta de torcedores, que poderia ser um problema, foi compensada por um show de boa música do DJ residente da “bolha”. A música brasileira esteve muito presente.

Como nem tudo é perfeito, o ponto baixo foi a ausência de comprometimento das seleções com a competição. Mesmo com o aumento das premiações em dinheiro, a FIVB não conseguiu atrair alguns países para o seu principal torneio anual. Às vésperas da Olimpíada, algumas seleções preferiram rodar o seu elenco ou fazer testes com plantéis de segunda linha. No entanto, isso não apaga o valor da conquista brasileira. Foi o primeiro título do Brasil na VNL, contando os dois naipes.

Nas finais, o Brasil deu show em quadra, com vitórias convincentes contra França e Polônia. Durante a fase regular, foram duas derrotas apenas, para Rússia e França. Além disso, a boa notícia, foi a recuperação do nível de jogo do oposto Wallace. Em alto nível, mais maduro, Wallace ganhou experiência na temporada de clubes na Europa e voltou com tudo. Sua performance calou os críticos. O sucesso foi tanto, que ele foi eleito MVP da competição ao lado do polonês Kurek.

Aliás, a FIVB cometeu um grande erro neste quesito. Aparentemente, por questões políticas, Bruninho não foi eleito o melhor levantador da VNL 2021. Bola fora da federação! Além disso, a divisão de prêmios entre o oposto Wallace e o polonês Kurek, nas categorias de oposto e MVP, pareceu improviso. Foi tão inusitado, que no momento de receber a premiação, o polonês Kurek ficou visivelmente constrangido.

Como não poderia faltar, a VNL 2021 também teve suas surpresas. No masculino, a Eslovênia, atual vice-campeã europeia, realizou sua melhor campanha em um torneio da FIVB, ficando em 4º lugar. Com o resultado, subiu no ranking da FIVB. No feminino, a surpresa para muitos, foi o Japão. Sede das Olimpíadas, a seleção japonesa perdeu apenas 5 jogos, em 17 partidas. Perdeu o bronze para a Turquia. Tudo bem que muitas seleções estavam desfalcadas, mas isso não apaga o feito japonês. Olho nelas!

Já a China, rival japonesa, amargou o 5º lugar na competição. Foi a primeira vez, em três edições, que ficou de fora das finais. Ao que parece, faltou planejamento. A seleção chinesa acreditou que poderia entrar na competição quando quisesse. Somente, após 9 rodadas, trouxe a sua delegação principal, com Lang Ping e companhia. Não deu certo. A China não contava com as derrotas de seu time B para Bélgica e Canadá.

Encerrando o balanço, não poderia deixar de citar o domínio norte-americano na Liga das Nações feminina. Em 2021, os Estados Unidos conquistaram o seu terceiro título consecutivo na história da competição. Mais do que isso, para ser ter uma ideia da hegemonia estadunidense no torneio, em toda a sua história, em mais de 50 jogos, daria para contar nos dedos, o número de vezes que os Estados Unidos perdeu! Uma delas para o Brasil, em 2019.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s