VNL 2022 – atualização e novidades sobre a competição

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou hoje a sede das finais da Liga das Nações masculina 2022. A competição está prevista para começar no dia 7 de Junho, entre os homens. A cidade de Bologna na Itália foi escolhida para receber as finais do torneio masculino, entre os dias 20 e 24 de Julho. Pela primeira vez na história do VNL, a fase final será disputada com oito seleções, em fases eliminatórias, com quartas-de-final, semifinais e final. O Brasil receberá duas etapas da fase classificatória, na cidade de Brasília, nos dois naipes, durante o mês de Junho.

SUBSTITUIÇÃO

Outra novidade da VNL 2022, confirmada pela FIVB, foi a substituição da Rússia pela China no torneio masculino, em virtude da guerra na Ucrânia. Será o retorno da China para Liga das Nações masculina, após ausência em 2021, devido a pandemia de COVID-19. Sobre esse anúncio da FIVB, durante o mês de Março, especulações nas redes sociais davam com certa a entrada da Tunísia no lugar da Rússia, algo que não se concretizou.

A seleção chinesa em foco/Divulgação FIVB/Volleyball World

PLAYOFFS – Minas empata série final contra o Cruzeiro

Pela Superliga Masculina 2021/2022, o Fiat/Minas empatou a série decisiva contra o Cruzeiro. Jogando em Uberlândia, no ginásio Sabiazinho, o Minas bateu o Cruzeiro no tie-break, com parciais de 21/25, 25/22, 25/22, 21/25, 18/16. Com o resultado, o Minas forçou a realização da terceira partida da série, na qual será conhecido o campeão da temporada.

O jogo do título da Superliga Masculina 2021/2022 acontece no próximo domingo, 8 de Maio, no mesmo local da segunda partida, às 10h da manhã. O confronto terá transmissão da TV Globo, SPORTV 2 e do Canal Vôlei Brasil. Caso seja o campeão, o Minas quebrará um jejum de 15 anos sem o título da competição. Já o Cruzeiro será heptacampeão do torneio, se vencer o duelo decisivo.

NÚMEROS

O oposto Vissoto foi o maior pontuador do 2º jogo das finais, com 31 pontos. Segundo estatísticas oficiais, ele teve 71% de aproveitamento no ataque. Por essa atuação, Vissoto foi eleito o melhor jogador em quadra. Ao final do confronto, ele recebeu o troféu Viva Vôlei. Pelo Cruzeiro, o oposto Wallace do Cruzeiro marcou 23 pontos.

FIAT/MINAS William (0), Vissoto (31), Honorato (9), Leozinho (9), Pinta (9), Kelvi (8), Maique (L). Entraram: Everaldo (1), Sanchez (6), Arthur Bento (4). Técnico: Nery Tambeiro

SADA/CRUZEIRO Cachopa (2), Wallace (23), López (22), Rodriguinho (13), Isac (11), Otávio(10), Lukinha (L). Entraram: Rech (0), Pingo (0). Técnico: Filipe Ferraz

*Errata Mais cedo, o blog divulgou números prévios do jogo 2 das finais, que foram atualizados por números consolidados.

O oposto Vissoto do Minas foi o grande destaque da partida/Eliezer Esportes/Divulgação CBV

PÓS-JOGO

Ao final do segundo jogo da série, o oposto Vissoto do Minas comentou sobre a vitória em entrevista para a imprensa. “Eu ainda estou vivendo o meu sonho. É muito gratificante eu ainda estar colaborando com a equipe aos 39 anos. A idade é só um número. O importante é a cabeça, a determinação e o trabalho. Fico feliz em ajudar o time, todos tiveram uma participação excelente hoje. Agora é hora de esperar a adrenalina baixar e ver o que precisamos melhorar para conseguir ganhar um time da qualidade do Sada Cruzeiro. Queremos muito este título e hoje demos um passo importante. Semana que vem tem tudo de novo”.

Fonte: CBV

ITAMBÉ/MINAS É TETRACAMPEÃO DA SUPERLIGA FEMININA

O time do Itambé/Minas, tetracampeão da Superliga Feminina/Inovafoto/Wander Roberto/CBV

O Itambé/Minas conquistou a Superliga Feminina 2021/2022. Foi o quarto título do time de Belo Horizonte na história da competição. Anteriormente, o Minas foi campeão da Superliga Feminina em 2001/2002, 2018/2019, 2020/2021. Na atual temporada, jogando em Brasília, no ginásio Nilson Nelson, pelo segundo jogo da série melhor de três, o Minas bateu o Praia Clube, novamente, sagrando-se campeão. O placar final do confronto ficou em 3×1, com parciais de 26/24, 18/25, 25/15, 25/17, a favor do Minas.

A jovem oposta Kisy do Minas foi a maior pontuadora da final, com 22 pontos. Ela ainda foi eleita a melhor jogadora da decisão, em votação popular pela internet, com 40% dos votos, recebendo o troféu Viva Vôlei. Pelo Praia, a oposta dominicana Martínez marcou 19 pontos. A levantadora Macris do Minas foi eleita MVP da competição. Após o jogo, ela comentou sobre a conquista em entrevista para imprensa.

“Foi uma final muito especial. Tivemos uma trajetória muito dura. Resistimos a muitas pancadas ao longo de toda a Superliga para construir algo maior, que é esse título. Chegamos nessa final mais fortes e com uma identidade construída. Foi essencial evoluirmos como pessoas e hoje somos um grupo mais forte. O voleibol não é só sobre resultado, mas também sobre o crescimento pessoal de cada uma dentro da equipe. Estou muito orgulhosa do nosso grupo”.

A levantadora Macris do Minas, MVP da temporada/Inovafoto/Wander Roberto/CBV

A DECISÃO

No segundo jogo das finais, o Praia começou melhor em todos os fundamentos, em relação à partida anterior. Com pressão no serviço e rendimento maior na virada bola, o Praia teve três chances para fechar a primeira parcial, mas tomou a virada do Minas. Na segunda parcial, Tainara entrou no lugar de Buijs, no time do Praia. Com dificuldades na distribuição, a levantadora Macris do Minas trabalhava sem o passe na mão. O Praia aproveitou-se da situação, empatando o jogo.

Nas parciais seguintes, o Praia perdeu a confiança na virada de bola e diminuiu a agressividade no serviço. A levantadora Macris recolocou o seu time no jogo. Thaísa finalmente apareceu. Além disso, as passagens no serviço de Macris e Pri Daroit do Minas foram decisivas para o resultado final do jogo. O volume de jogo apresentado pelo Minas aniquilou qualquer chance de reação do Praia. A oposta Kisy foi bola de segurança de Macris.

ITAMBÉ/MINAS Macris (4), Kisy (22), Neri Ozsoy (14), Pri Daroit (14), Thaísa (20), Carol Gattaz (4) e Léia (L). Entraram: Pri Souza, Pri Heldes, Júlia Kudiess. Técnico: Nicola Negro.

DENTIL/PRAIA CLUBE Claudinha (1), Brayelin Martinez (19), Anne Buijs (0), Kasiely (15), Jineiry Martinez (9), Carol (5) e Suelen (L). Entraram: Jú Perdigão (L), Lyara, Tainara (7), Ariane, Vanessa Janke. Técnico: Paulo Coco.

A jovem Kisy do Minas foi a maior pontuadora da final/Wander Roberto/Inovafoto/CBV

SELEÇÃO DA SUPERLIGA FEMININA 2021/2022
Levantadora – Macris (Itambé/Minas)
Oposta – Nia Reed (Sesi Vôlei Bauru)
Ponteiras – Peña (Sesc RJ Flamengo) e Neriman Ozsoy (Itambé/Minas)
Centrais – Thaisa (Itambé/Minas) e Carol (Dentil/Praia Clube)
Líbero – Camila Brait (Osasco São Cristóvão Saúde)
Treinador – Nicola Negro (Itambé/Minas)

A seleção da temporada da Superliga Feminina 2021/2022/Wander Roberto/Inovafoto/CBV

A CAMPANHA DO TÍTULO

Fase regular

22 jogos, 18 vitórias e 4 derrotas, 55 pontos, 2º lugar

Playoffs

26/03 Minas 3×1 Barueri

29/03 Barueri 2×3 Minas

Semifinais

08/04 Minas 3×1 Sesi/Bauru

13/04 Sesi/Bauru 1×3 Minas

Finais

22/04 Praia 1×3 Minas

29/04 Minas 3×1 Praia

A DESPEDIDA DE SHEILLA DAS QUADRAS

Acabou! Sheilla Castro, uma das maiores jogadores da história do voleibol brasileiro encerrou a carreira. Despediu-se das quadras na última edição da Liga profissional americana. A bicampeã olímpica agora planeja seguir no esporte como treinadora. O primeiro passo já foi dado. Sheilla integra a comissão técnica do Minas Tênis Clube, uma das potências olímpicas do Brasil.

INÍCIO

Foi no mesmo Minas Tênis Clube que a mineira de Belo Horizonte começou a carreira profissional. Poderia ter seguido os passos da também mineira Érika Coimbra. Ambas reveladas pelo Mackenzie, clube de Belo Horizonte, a oposto Sheila e a ponteira Érika receberam convites do técnico Bernardinho para defender o Rexona. Em 1997, Érika aceitou o convite de Bernardinho, já Sheilla, 4 anos mais tarde, preferiu o Minas.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Desde cedo, Sheilla defendeu a camisa da seleção brasileira. Após uma debandada de jogadoras experientes, em 2002, aos 19 anos, Sheilla se viu como oposta titular do Brasil. Dois anos mais tarde, com a volta dessas jogadoras, Sheilla perdeu espaço na seleção. Ficou de fora dos Jogos Olímpicos de Atenas. Com a ascensão de Mari na posição de oposto, muitos não acreditavam no seu sucesso na seleção.

CARREIRA INTERNACIONAL

Desprestigiada no Brasil, Sheilla deixou o Minas para jogar no voleibol italiano, após os Jogos Olímpicos de Atenas. Sob olhares de grandes estrelas internacionais da modalidade, Sheilla amadureceu, sendo novamente convocada para defender o Brasil pelo técnico José Roberto Guimarães. Além disso, a empreitada internacional não parou. Com a camisa do Pesaro da Itália, ao lado da agora ponteira Mari, sob o comando de José Roberto Guimarães, foi campeã italiana.

PEQUIM 2008

Como dito acima, Sheilla e sua amiga Mari jogavam na mesma posição. A temporada de clubes na Itália serviu para treinar Mari na recepção, como ponteira, em um esquenta dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Em uma decisão corajosa, José Roberto Guimarães efetivou Mari como ponteira. As duas amigas juntas em quadra, cada uma em sua posição, foram campeãs olímpicas em Pequim, em uma campanha impecável.

MATCH POINTS

Quem acreditava que Sheilla já havia alcançado a glória, com a conquista do ouro em Pequim, não imaginava o que estava por vir. Já sem a amiga Mari na seleção, cortada às vésperas dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Sheilla viveu o grande momento da carreira defendendo o Brasil. Após uma 1ª fase complicada, o Brasil tinha pela frente nas quartas-de-final, seu principal carrasco, a Rússia. Em um jogo histórico, Sheilla salvou vários match points no tie-break, o Brasil eliminou as russas, abrindo o caminho para o bicampeonato olímpico.

CARACTERÍSTICAS

Como oposto, Sheilla sempre foi uma jogadora habilidosa. Com estatura de 1,85m, Sheilla não era muita alta para os padrões internacionais da modalidade, mas compensava com muita técnica. Suas bolas na saída de rede eram rápidas. Seu ataque potente e certeiro. Sheilla também tinha um excelente serviço. Quantas vezes assistimos um jogo do Brasil, com boas passagens de Sheilla no saque? Seja aonde for, Sheilla Castro deixará saudades na torcida brasileira.

Sheilla Castro no serviço/Divulgação FIVB

UCRÂNIA SUBSTITUI RÚSSIA NO MUNDIAL MASCULINO

No último dia 15 de Abril, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) confirmou a substituição da Rússia pela Ucrânia no Mundial masculino 2022. O motivo para a troca das seleções foi a guerra na Ucrânia. Como noticiado anteriormente, a Rússia perdeu o direito de sediar o Mundial 2022, após a invasão ao país vizinho. O critério utilizado para a substituição foi o ranking da FIVB. Vigésima terceira colocada, a Ucrânia ficou com a vaga da Rússia por uma coincidência. Recentemente, a FIVB também anunciou que além de Polônia e Eslovênia, o Mundial masculino 2022 terá mais duas sedes. Segundo a imprensa europeia, os países mais cotados são a França e a Itália. Em breve, uma nova tabela da competição também deverá ser divulgada.

A seleção ucraniana disputou o último campeonato europeu/Divulgação CEV

PLAYOFFS – Pelas finais da Superliga, Cruzeiro bate o Minas de virada

O Sada/Cruzeiro venceu o primeiro jogo das finais da Superliga Masculina 2021/2022. Jogando em Betim, no ginásio Divino Braga, o time celeste derrotou o Minas, de virada, no tie-break, com parciais 26/24, 21/25, 15/25, 25/22, 15/11. Com o resultado, ficou a uma vitória do título da temporada. Caso conquiste a Superliga Masculina, com um triunfo na próxima partida, o Cruzeiro será heptacampeão da competição. Anteriormente, o Cruzeiro foi campeão do torneio nas temporadas 2011/2012, 2013/2014, 2014/2015, 2015/2016, 2016/2017, 2017/2018.

O Cruzeiro pode ser heptacampeão da Superliga, na próxima semana/Divulgação/Agência i7

NÚMEROS

O oposto Wallace do Cruzeiro foi o maior pontuador do 1º jogo das finais, com 25 pontos. Pelo Minas, o ponteiro Honorato foi o destaque individual, com 19 pontos. O desempenho das duas equipes no serviço, foi igual, com 5 pontos diretos para cada time. No bloqueio, o Minas foi superior com o dobro de pontos do Cruzeiro. No total, o Minas marcou 12 pontos no fundamento contra 6 do Cruzeiro. O Cruzeiro também errou mais do que o Minas, muito em fruto da agressividade no serviço.

SADA/CRUZEIRO Cachopa (1), Wallace (25), Rodriguinho (15), López (13), Otávio (12), Isac (9), Lukinha (L). Entraram: Rhendrick (0), Oppenkoski (0), Lucas Loh (1), Pingo (0), Rech (0). Técnico: Filipe Ferraz

FIAT/MINAS William (0), Sanchez (18), Honorato (19), Leozinho (12), Kelvi (9), Juninho (8), Maique (L). Entraram: Everaldo (0), Vissoto (5), Arthur Bento (0). Técnico: Nery Tambeiro

TROFÉU VIVA VÔLEI

O oposto Wallace do Cruzeiro foi eleito o melhor jogador em quadra, em votação popular pela internet, com 21% dos votos. Ao final da partida, ele recebeu o troféu Viva Vôlei das mãos do presidente da Sada, Vitório Medioli. Após a premiação, Wallace conversou com a imprensa sobre a vitória do Cruzeiro.

“Eu entro em quadra para ajudar a equipe, independentemente da minha pontuação. E hoje foi um dia em que pude fazer isso. Não é fácil você se manter bem durante toda a partida, mas hoje eu consegui seguir dentro de uma regularidade ao longo de todo o jogo. A torcida foi fundamental nos momentos de dificuldades”.

O oposto Wallace do Cruzeiro foi decisivo, no 1º jogo das finais contra o Minas/Divulgação/Agência i7

SEGUNDO JOGO

O segundo jogo das finais da Superliga Masculina 2021/2022 acontece no próximo domingo, 1º de Maio, às 10h. O local da partida deverá ser confirmado pela CBV na segunda-feira, 25 de Abril. O jogo terá transmissão do SPORTV 2, do Canal Vôlei Brasil e da TV Globo, dentro da programação do Esporte Espetacular. O Minas precisa vencer o confronto para forçar o terceiro jogo da série, caso contrário, o Cruzeiro será o campeão da temporada.

AS FINAIS DA SUPERLIGA MASCULINA

Começam hoje as finais da Superliga Masculina 2021/2022. Minas e Cruzeiro disputam o título da temporada. Pela primeira vez na história da competição, duas equipes mineiras estão nas finais do torneio. O Minas está em busca do seu quinto título de Superliga. Há 15 anos não vence a competição. Já o Cruzeiro, em sua nona final, pode ser heptacampeão da Superliga Masculina. A decisão acontece em série melhor de três. Ao contrário do naipe feminino, como líder da fase regular, o Minas possui a vantagem do mando de quadra. Confira abaixo, alguns detalhes da disputa do título da temporada da Superliga Masculina 2021/2022.

Fiat/Minas x Sada/Cruzeiro

Historicamente, o Minas sempre teve dificuldades para enfrentar o Cruzeiro. Mesmo em boa fase, o Minas não foi páreo para o Cruzeiro no último Sul-Americano. Apesar disso, o Minas tem condições de conquistar o título da temporada. Mesmo com o oposto Vissoto em recuperação de lesão, o Minas mostrou que possui elenco, nas semifinais contra o Vôlei Guarulhos. Utilizando o cubano Sanchez na posição, ele foi eleito o melhor jogador em quadra, nos dois jogos das semifinais. Agora nas finais, o Minas terá no maestro William, o caminho para a vitória. Seu desempenho contra o Vôlei Guarulhos, na armação das jogadas, foi crucial para a escolha de Sanchez como melhor jogador.

O levantador William, peça-chave do time do Minas/Orlando Bento/Divulgação/MTC

Atualmente no vôlei masculino, forçar o jogo no serviço, é fundamental para vencer. Sendo esta uma das principais características do Cruzeiro, não será novidade para ninguém, que o saque deve ser a principal estratégia do time celeste, para não deixar William jogar. Além disso, o volume de jogo cruzeirense no fundo de quadra, pode fazer a diferença nas finais. Contra um ataque de força, nas semifinais, diante do Sesi/SP, o Cruzeiro minou o poder ofensivo adversário, no jogo 2. Fora isso, individualmente, o Cruzeiro possui mais jogadores com capacidade de decisão, como Wallace e López, do que o rival Minas.

O oposto Wallace do Cruzeiro, um dos destaques individuais da equipe/Divulgação/Agência i7/Sada/Cruzeiro

FINAIS

23/04 21:30 Cruzeiro x Minas

01/05 10:00 Minas x Cruzeiro

Se necessário

08/05 10:00 Minas x Cruzeiro

* Todos os jogos serão transmitidos pelo SPORTV 2. O jogo 2 e 3 terão também transmissão da TV Globo.

PLAYOFFS – Minas vence o primeiro jogo das finais da Superliga Feminina

O Itambé/Minas venceu o primeiro jogo das finais da Superliga Feminina 2021/2022. Jogando em Brasília, no ginásio Nilson Nelson, a equipe minas-tenista derrotou o Praia Clube, por 3×1, com parciais de 25/18, 25/22, 22/25, 25/22. Com o resultado, ficou a uma vitória do título da Superliga. Além disso, pela primeira vez na temporada, venceu o time de Uberlândia. Anteriormente, o Minas havia perdido para o Praia nos últimos cinco jogos, sendo dois pela fase regular da atual temporada da Superliga.

O segundo jogo das finais entre Praia e Minas acontece na próxima sexta-feira, 29 de Abril, às 21h, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. A partida será transmitida pelo SPORTV 2. O Praia precisa vencer para forçar o terceiro jogo da série, caso contrário, o Minas será o campeão da temporada 2021/2022.

1º JOGO

No primeiro jogo das finais da Superliga Feminina 2021/2022, o Praia cometeu muitos erros. Forçando no serviço, o time de Uberlândia não conseguiu quebrar a recepção do Minas. Além disso, teve muitas dificuldades na virada de bola, cometendo ainda mais erros no ataque. Com 2×0 no placar contra, o técnico Paulo Coco resolveu ir para o tudo ou nada, escalando Tainara na ponta juntamente com Anne Buijs. Deu certo, o Praia conseguiu vencer a terceira parcial. Mas, explorando as deficiências no passe do Praia, com força no bloqueio, o Minas fechou o jogo em 3×1.

A equipe do Minas comemorando a vitória/Nadine Oliver/Inovafoto/Divulgação CBV

NÚMEROS

A ponteira turca Ozsoy do Minas foi a maior pontuadora do primeiro jogo das finais, com 19 pontos. Pelo Praia, Martínez esteve abaixo no aproveitamento, mas ainda assim anotou 16 pontos. Ozsoy foi eleita a melhor jogadora da partida, com 30% dos votos, em votação popular pela internet. Ao final da partida, ela recebeu o troféu Viva Vôlei.

Após receber o troféu, Ozsoy falou sobre a vitória, em entrevista para a imprensa. “Estou muito feliz de ter ganho o prêmio de melhor em quadra, mas esse não é o meu objetivo. Quero a vitória para o meu time e isso é o mais importante. Hoje foi o primeiro jogo das finais e apresentamos um voleibol muito bom. Acredito que todos que assistiram essa partida ficaram muito felizes. Esse é o momento de apresentarmos o nosso melhor voleibol”.

Ozsoy com o troféu Viva Vôlei/Nadine Oliver/Inovafoto/Divulgação CBV

PRAIA Claudinha (2), Martínez (16), Buijs (13), Kasiely (3), Carol (8), Jineiry (7), Suelen (L). Entraram: Lyara (0), Jú Perdigão (L), Tainara (12), Vanessa Janke (0). Técnico: Paulo Coco

MINAS Macris (3), Kisy (15), Ozsoy (19), Pri Daroit (13), Thaísa (11), Carol Gattaz (8), Leia (L). Entraram: Pri Heldes (0), Júlia Kudiess (0). Técnico: Nicola Negro

Fonte: CBV

AS FINAIS DA SUPERLIGA FEMININA

Começam hoje as finais da Superliga Feminina 2021/2022. Praia e Minas disputam o título da temporada, pela terceira vez consecutiva. O Praia está em busca do seu segundo título da competição. Já o Minas, atual campeão, se vencer novamente, será tetracampeão da Superliga Feminina. A decisão acontece em série melhor de três, em campo neutro. A cidade de Brasília, capital federal, foi a escolhida para receber as finais do torneio pela CBV. Confira abaixo, alguns detalhes da disputa do título da temporada da Superliga Feminina 2021/2022.

Dentil/Praia Clube x Itambé/Minas

Líder da fase regular, o Praia ainda não perdeu na temporada para o Minas. Foram 5 vitórias, em 5 jogos, pelo Campeonato Mineiro, Supercopa, Sul-Americano 2021 e turno e returno da Superliga Feminina. É óbvio que na decisão do título, as coisas são diferentes, mas não dá pra negar que o restrospecto é muito favorável. O susto nas semifinais contra o Flamengo serve de alerta. Sem uma grande atuação da oposta dominicana Martínez, o Praia poderá sofrer nas finais. Mesmo que Tainara entre em seu lugar, em caso de necessidade, a atuação da oposta do Praia é a chave para a conquista do título, dado que o adversário está desfalcado de sua oposta titular.

A oposta dominicana Martínez do Praia, fator de desequilíbrio da equipe de Uberlândia/Inovafoto/CBV/Divulgação

Finalista da Superliga Feminina, pela terceira vez consecutiva, o Minas se reconstruiu ao longo da temporada. A equipe de Belo Horizonte sofreu diversos desafios durante a fase regular da competição. De surto de COVID, ao aparecimento de problemas de contusões no elenco. Como já não bastasse tudo isso, o Minas perdeu a oposta norte-americana Cuttino, às vésperas das finais, também por lesão. A jovem Kisy terá de assumir o rojão. Pode ser a grande chance de sua carreira. Dependendo da estratégia de distribuição da levantadora Macris, caso o Minas conquiste o título, Kisy sairá consagrada das finais.

A jovem oposta Kisy com a experiente central Thaísa/Orlando Bento/Divulgação/MTC

FINAIS

22/04 21:00 Praia x Minas

29/04 21:00 Minas x Praia

Se necessário

03/05 21:30 Praia x Minas

* Todos os jogos serão transmitidos pelo SPORTV 2.