O JOGO DA RODADA – Fora de casa, Osasco quebra invencibilidade do Praia

Pela Superliga Feminina 2020/2021, em jogo atrasado da 8ª rodada, o Osasco/Audax derrotou o Praia Clube, em confronto direto pela liderança da competição. Jogando no domínio adversário, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o atual campeão paulista venceu a partida no tie-break, com parciais de 25/21, 26/28, 25/21, 16/25, 17/15. A ponteira Tainara do Osasco foi a maior pontuadora do duelo com 22 pontos. A bicampeã olímpica Jaqueline também do Osasco, foi eleita a melhor do jogo, em votação popular pela internet.

Ao final da partida, ela conversou com a assessoria da CBV sobre a vitória. “Quero dedicar está vitória ao nosso grupo. Viemos para este jogo com 11 jogadoras, tivemos algumas baixas por lesões e a Tandara que testou positivo para COVID-19. Apesar de todos esses problemas conseguimos nos superar. Foi por meio desta dificuldade que conseguimos tirar o nosso melhor e alcançar o resultado positivo”.

Com o resultado, o Osasco/Audax quebrou a invencibilidade de 7 jogos do Praia Clube na temporada. Já a equipe de Uberlândia, caiu para a 3ª posição na tabela de classificação. Na próxima rodada, o Osasco enfrenta o São Caetano, fora de casa, no ginásio Lauro Gomes, no sábado, 19 de Dezembro, às 19h, com transmissão do SPORTV 2, enquanto o Praia, recebe o Minas, na sexta-feira, 18 de Dezembro, às 21h30, também com transmissão do SPORTV 2.

Martinez em ação de ataque/Praia Clube/Divulgação

AS CHIQUITITAS DE JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES

Projeto idealizado pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, o São Paulo/Barueri já é um exemplo na gestão de jovens promessas do voleibol brasileiro. Em dois anos de existência, a equipe paulista lançou vários talentos no mercado. Tal feito, pode ser comparado ao trabalho realizado pelo Club Itália, time da Série A italiana, guardadas às devidas proporções.

Em 2020, o Barueri serviu de base para o Sesc/RJ de Bernardinho, campeão da última Copa do Brasil. Estiveram no Rio, nomes como a líbero Natinha, a ponteira Amanda e a central Milka. Todas elas fizeram parte do time base de José Roberto Guimarães na temporada 2018/2019 da Superliga. Capitaneadas por Dani Lins e Thaísa, Barueri deu trabalho, quase eliminando o Osasco nas quartas-de-final.

Mesmo com a perda de investimento, José Roberto Guimarães conseguiu manter a qualidade do seu trabalho. Na temporada seguinte, com o apoio do São Paulo, investiu na oposta Lorenne, na levantadura Juma, no lançamento de mais um líbero de alto nível, a ótima Nyeme, e em outros nomes da base da seleção brasileira juvenil. Os resultados não demoraram a aparecer. A equipe foi campeã paulista em 2019 contra o favorito Osasco.

Na atual temporada, mais uma vez, José Roberto Guimarães teve o trabalho reconhecido pelos adversários. Seus principais destaques na temporada anterior reforçam os rivais. A ponteira Tainara defende o Osasco. Já a oposta Lorenne e a levantadora Juma, vestem a camisa do Sesc/Flamengo. Sem conseguir repetir o título paulista de 2019, o São Paulo mantém o nível do seu jogo.

A equipe ocupa o 6º lugar na tabela, atrás dos favoritos ao título. Esteve muito perto de vencer o Sesi/Bauru, perdendo o jogo no tie-break. Contra o Praia, foi a primeira equipe a endurecer a partida com o líder da competição. O placar final do duelo ficou em 3×1. Dentro de quadra, o time é vibrante, deixando os torcedores do clube de futebol empolgados, ao ponto deles apelidarem o time de “chiquititas”.

Individualmente, os destaques do São Paulo/Barueri são as duas jovens opostas, Kissy e Lorrayna. O desempenho irregular das duas jogadoras, natural pela idade, obrigam José Roberto Guimarães a praticar um revezamento das duas atletas. A performance instável das opostas acaba atingindo também as levantadoras. Em quase todos os jogos do Barueri, até o momento na Superliga, há trocas simples por posição, ou inversões de 5×1.

Outro ponto fundamental desta boa equipe de José Roberto Guimarães é o sistema defensivo. Como em todas as equipes dele, o fundo de quadra funciona incessantemente, dificultando a virada de bola adversária. O aproveitamento das centrais no bloqueio, além do desempenho das ponteiras e da líbero Nyeme, propiciam o volume de jogo necessário para confirmar os pontos. Pelo andar dos acontecimentos, Barueri promete dar trabalho nos playoffs.

O time do São Paulo/Barueri/Divulgação SFC

A SURPREENDENTE CAMPANHA DO UBERLÂNDIA/GABARITO

Novidade da temporada 2020/2021 da Superliga Masculina, o time do Uberlândia/Gabarito, até o momento, é uma das grandes surpresas da competição. Repleto de caras desconhecidas do grande público, com investimento menor que a maioria dos seus adversários, a equipe do Triângulo Mineiro ocupa a 5ª posição na tabela, com 12 pontos, atrás apenas dos favoritos Taubaté, Cruzeiro, Campinas e Minas.

Sob o comando técnico de Manoel Honorato, pai do ponteiro Honorato, do Fiat/Minas, o Uberlândia/Gabarito venceu 50% dos seus 8 jogos na 27ª edição da Superliga Masculina. Entre esses resultados, vitórias consistentes contra equipes consideradas superiores tecnicamente, antes do início da competição, como: Apan/Blumenau e Sesi/SP. Tais resultados, levaram o Uberlândia a sonhar com uma vaga nos playoffs.

Diante dos favoritos, o Uberlândia que havia assustado o Cruzeiro nas semifinais do Campeonato Mineiro 2020, não foi páreo. Apesar disso, na estreia da Superliga, dentro de casa, contra o Taubaté, a equipe fez uma boa apresentação. O placar final do jogo ficou em 3×1. Contra o Campinas, o time não conseguiu repetir o mesmo nível de jogo, perdendo por 3×0. Obviamente, com o nível de jogo apresentado pelo Uberlândia, os adversários estudaram o time do Triângulo com mais afinco.

Um dos motivos para o sucesso da equipe de Manoel Honorato é o seu sistema tático. A equipe oscila durante os jogos entre o sistema 4×2 ou 5×1, de acordo com seu desempenho e dos adversários. Ao optar por jogar com três atacantes na rede, o Uberlândia/Gabarito surpreende por utilizar um sistema de jogo em desuso no vôlei de alto nível masculino há muito tempo.

Uma das possíveis explicações para a opção pelo sistema 4×2 pelo técnico Manoel Honorato é que, o projeto do Uberlândia/Gabarito nasceu na cidade do Triângulo Mineiro com foco nas categorias de base, mais conhecido como Academia do Vôlei. É comum nessa fase de desenvolvimento do jogo, a utilização de sistemas alternativos, pois o importante nesse momento é o aprimoramento físico e técnico dos atletas de base. Certo é que, seja qual for o esquema, o Uberlândia/Gabarito brigará por vagas nos playoffs.

O técnico Honorato, ao centro, com os filhos/Divulgação Academia do Vôlei

O JOGO DA RODADA – Em partida de recuperação, Itambé/Minas derrota São José dos Pinhais

Pela 8ª rodada da temporada 2020/2021 da Superliga Feminina, o Itambé/Minas conquistou a sexta vitória na competição. Jogando fora de casa, no Paraná, em São José dos Pinhais, no ginásio Ney Braga, o Minas venceu o time da casa, por 3×0, com parciais de 25/23, 25/20, 25/20. A ponteira Pri Daroit foi eleita a melhor em quadra, com 30% dos votos, em votação popular na internet. Ao final do jogo, ela destacou a recuperação da equipe depois da derrota para o Osasco, pela 6ª rodada, em entrevista ao SPORTV.

Com o resultado, o Itambé/Minas assumiu a terceira posição na tabela com 18 pontos, em 7 jogos, 6 vitórias e uma derrota. Já o São José dos Pinhais saiu do grupo dos oito classificados para os playoffs do torneio. Na próxima rodada, na sexta-feira, 11 de Dezembro, o Minas recebe o Sesc/Flamengo na Arena, a partir das 21h30, com transmissão do SPORTV 2. Já o São José dos Pinhais viaja até Curitiba, também na sexta-feira, 11 de Dezembro, para o clássico paranaense, contra o Curitiba Vôlei, no ginásio do Colégio Positivo, às 17h da tarde, com transmissão do Canal Vôlei Brasil.

OUTROS RESULTADOS – 8ª rodada do turno

Brasília 1×3 São Paulo/Barueri 25/23, 21/25, 13/25, 18/25

São Caetano 1×3 Fluminense 18/25, 23/25, 25/22, 17/25

Pinheiros 1×3 Curitiba Vôlei 21/25, 18/25, 25/23, 25/27

Pri Daroit melhor em quadra/Divulgação CBV/Inovafoto/Wander Roberto

AS ESTATÍSTICAS DA SUPERLIGA FEMININA

Depois de sete rodadas da temporada 2020/2021 da Superliga Feminina, com base nos dados estatísticos da CBV, é possível apontar alguns dos destaques individuais da competição. Nesse momento da disputa, a oposta dominicana Martínez do Praia lidera na pontuação com 111 pontos. Em 2º lugar, com 13 pontos a menos, está Tandara do Osasco. Fechando o top 3 na pontuação, aparece a central Thaísa do Minas com 83 pontos.

Já na média de pontos por set, a liderança pertence a jovem promessa do Sesc/Flamengo, Ana Cristina, com média de 4,85 pontos. Na 2ª posição, está a oposta dominicana Martínez do Praia, com 4,81 pontos de média. Em 3º lugar, outra estrangeira. No caso, a oposta azeri Polina Rahimova do Sesi/Bauru, com média de pontos de 4,67. É bom ressaltar, que devido a pandemia do coronavirus, algumas equipes estão com jogos atrasados, como o Sesc/Flamengo.

No fundamento ataque, os destaques nos números ficam por conta das centrais. Na 1ª colocação, a central dominicana Jineiry Martínez do Praia, com 63% de eficiência. No 2º lugar, a central Adenízia do Sesi/Bauru com 60% de aproveitamento. Em 3º lugar, a central Thaísa do Minas, com 58%, de 95 ações de ataque, ela colocou no chão 55.

As irmãs Martínez, destaques do Praia/Divulgação FIVB

No bloqueio, a central Thaísa do Minas, mais uma vez aparece bem ranqueada. Nesse fundamento, ela lidera as estatísticas da CBV, com média de 1,25 pontos por set. Na vice-liderança, Mayany do Osasco, com média de 1,17. Em 3º lugar, a central Carol do Praia, com média de 1,15. Nos números totais, as posições se invertem. Em 1º lugar, com 27 pontos de bloqueio, a central Mayany do Osasco. Na vice-liderança, a central Thaísa do Minas com 25 pontos de bloqueio até este momento da Superliga.

A central Thaísa do Minas, número 1 no bloqueio/Orlando Bento/MTC

No serviço, pela segunda temporada consecutiva, a azeri Polina Rahimova do Sesi, lidera com uma média de 0,73 pontos de saque por set. Nos números totais, ela também está em 1º lugar, com 11 pontos diretos no fundamento. Em 2º lugar, tanto na média, quanto nos números totais, aparece a ponta/oposta do Sesc/Flamengo, Ana Cristina, com média de 0,69 e 9 pontos diretos, até o momento.

Encerrando a leitura dos números da CBV, uma análise da recepção. Na liderança dos números, com 81% de aproveitamento, a líbero Nyeme do São Paulo/Barueri. Em 2º lugar, a líbero Camila Brait do Osasco, com 78% de eficiência no passe. Fechando o top 3, com 76% de eficiência, a ponteira Drussyla do Sesc/Flamengo.

O time dos sonhos da Superliga Feminina 2020/2021, até o momento, segundo a CBV, é formado pela levantadora Naiane do Osasco, a oposta Rahimova do Sesi/Bauru, as centrais Mayany e Camila Paracatu do Osasco, as ponteiras Dairot do Minas e Ana Cristina do Sesc/Flamengo, e a líbero Nyeme do São Paulo/Barueri.

Fonte: CBV

PALCO DO MUNDIAL DE 94, IBIRAPUERA PODERÁ SER IMPLODIDO

Palco de competições esportivas internacionais históricas, como o Campeonato Mundial de vôlei feminino, em 1994, o ginásio do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, poderá ser implodido. Projeto do governo Dória, ainda não aprovado, prevê a demolição de todo o equipamento esportivo do local. Em seu lugar, deve ser construído um complexo de entretenimento que inclui um centro de gastronomia, um shopping e uma rede hoteleira. Consta ainda no projeto, a construção de uma Arena esportiva com capacidade para receber 20 mil pessoas.

O principal argumento contra o projeto do governador Dória é a carência de espaços públicos gratuitos disponíveis para a prática de atividade física na capital paulista. Nessa semana, opositores ao projeto do governo de São Paulo, tiveram um pedido de tombamento do complexo do Ibirapuera negado pelo Conselho do Patrimônio Histórico. Para conseguir a aprovação do projeto na Assembleia, Dória conta com o apoio de várias federações esportivas do estado. Entre elas, a FPV, Federação Paulista de Vôlei. As entidades assinaram um documento, a pedido do governo do estado, em que concordam com a demolição do Ibirapuera.

Mundial de 94

No ano de 1994, o ginásio do Ibirapuera foi palco do Campeonato Mundial de vôlei feminino. Naquele ano, as cidades de São Paulo e Belo Horizonte sediaram a competição em conjunto. Recordes sucessivos de público foram quebrados durante o torneio. Pela 1ª vez na história, o Brasil subiu ao pódio do Mundial feminino. A grande final, disputada entre brasileiras e cubanas, aconteceu na capital paulista. Após a derrota do Brasil, por um incontestável 3×0, surgiu a grande rivalidade entre os dois países no vôlei feminino. No link abaixo, você confere a final do Mundial feminino de 1994.

O JOGO DA RODADA – Na reedição da final do Paulista, Taubaté devolve derrota para o Campinas

Pela temporada 2020/2021 da Superliga Masculina, em jogo válido pela 7ª rodada da competição, o EMS/Funvic/Taubaté derrotou o Vôlei Renata/Campinas, na reedição da final do Paulista 2020. Jogando fora de casa, na cidade de Campinas, no ginásio do Taquaral, a equipe do Vale do Paraíba venceu os donos da casa, por 3×1, com parciais de 25/18, 25/22, 22/25, 25/23. O oposto Filipe Roque do Taubaté foi eleito o melhor em quadra, em votação popular pela internet. Ele ainda foi o maior pontuador do confronto com 21 pontos.

Ao final da partida, após receber o troféu Viva Vôlei, Roque falou sobre o desempenho do time com a assessoria da CBV. “Isso é fruto de muito trabalho. Trabalhamos muito para chegar aqui e dar o nosso melhor dentro de quadra. Oscilamos um pouco no terceiro set, mas conseguimos melhorar e fechar o jogo no quarto. Estudamos bastante, o Weber montou uma estratégia para anular os atacantes deles e isso veio a nosso favor”.

Com o resultado, o EMS/Funvic/Taubaté manteve a liderança e invencibilidade na competição, com 21 pontos, 7 vitórias em 7 jogos. Já o Campinas perdeu a vice-liderança no torneio, após conhecer a sua segunda derrota na Superliga 2020/2021. Na próxima rodada, na sexta-feira, 4 de Dezembro, o Taubaté recebe no ginásio do Abaeté o Sesi/SP, às 19h. Já o Campinas, enfrenta o Guarulhos, fora de casa, no domingo 6 de Dezembro, também às 19h, com transmissão do SPORTV 2.

OUTROS RESULTADOS – 7ª rodada do turno

Pacaembu/Ribeirão 0x3 Uberlândia/Gabarito 14/25, 18/25, 18/25

Itapetininga 2×3 América Vôlei 25/18, 25/27, 25/22, 22/25, 9/15

Sesi/SP 0x3 Sada/Cruzeiro 17/25, 17/25, 23/25

Minas 3×0 Guarulhos 25/21, 25/18, 25/18

O oposto Filipe Roque, melhor da partida/Divulgação Vôlei Renata Campinas

AS ESTATÍSTICAS DA SUPERLIGA MASCULINA

Após seis rodadas da temporada 2020/2021 da Superliga Masculina, já é possível realizar um panorama do desempenho individual dos atletas, com base nos dados estatísticos da CBV. Nesse momento da competição, o oposto Renan do Itapetininga lidera no quesito pontuação. Ao todo, ele já marcou 114 pontos, quase 30 pontos de diferença para o 2º colocado, Escobar do Minas, que marcou até agora 85 pontos.

Renan também lidera as estatísticas na média de pontos por set, com 6 pts. Nesses números, o oposto Franco do Blumenau aparece em 2º lugar, com média de 4,82. Na 3ª posição, está o jovem oposto Darlan do Sesi/SP, com 4,76 de média. Lembrando que tanto Franco, quanto Darlan, possuem jogos a cumprir em virtude da pandemia do coronavírus.

No fundamento ataque, dois centrais estão na frente com maior aproveitamento. São eles: Michel do Campinas e Lucão do Taubaté. O primeiro com 71% de eficiência e o segundo também com 71% de eficiência. A diferença fica nos critérios de desempate. O terceiro colocado é o argentino Conte do Cruzeiro com 67%.

No bloqueio, mais um central do Taubaté aparece entre os destaques. Trata-se de Maurício Souza com média de 1,29 pontos no fundamento por set. Nos números totais, Maurício Souza também lidera com 22 pontos de bloqueio na competição até o momento. Em 2º lugar, está o central Michel do Campinas, com 14 pontos totais. Em 3º, está o central Léo do Sesi/SP, com 13 pontos.

Já na recepção, a disputa pela liderança está entre os dois mais fortes concorrentes para a posição de líbero da seleção brasileira nos Jogos de Tóquio. No caso, o líbero Thales do Taubaté e o líbero Maique do Minas. Com 79% de eficiência no passe, Thales está em 1º, seguido de perto por Maique, com 77% de aproveitamento no fundamento.

Encerrando a leitura dos números da CBV, uma análise do serviço. Nos números totais, o ponteiro Rammé do Guarulhos lidera com 10 pontos no fundamento, seguido de Pinho do Uberlândia com 8 pontos. Em 3º lugar, com 7 pontos, está o levantador Bruninho do Taubaté. Já na média por set, a liderança pertence ao central Riad do Taubaté, com média de 1 ponto. Em 2º está o ponteiro Rammé com 0,53. Fechando o top 3, na média, aparece o ponteiro Álvaro do Cruzeiro com 0,5.

O time dos sonhos da Superliga Masculina 2020/2021, até agora, segundo a CBV, é formado pelo levantador Cachopa do Cruzeiro, o oposto Darlan do Sesi, os centrais Maurício Souza e Riad do Taubaté, os ponteiros Maurício Borges do Taubaté e Rammé do Guarulhos, e o líbero Maique do Minas.

Fonte: CBV

OS TÉCNICOS ARGENTINOS NO BRASIL

O voleibol brasileiro sempre teve as portas abertas para os nossos vizinhos argentinos. Seja dentro de quadra ou fora dela, eles sempre estiveram presentes em nossas competições. Nem por isso, a rivalidade entre os dois países na modalidade deixou de existir. No entanto, o intercâmbio entre os dois países contribuiu para o crescimento da excelência no esporte. O maior exemplo disso é a forte presença de técnicos argentinos na história da Superliga Masculina.

Em se tratando de história da Superliga, no naipe masculino, 5 treinadores argentinos já disputaram o certame. Com menor destaque, Jon Uriarte e Daniel Castellani. O primeiro comandou a Austrália no ciclo de 2000 a 2004, sendo vice-campeão da Superliga com o Minas na temporada 2004/2005. Mais tarde, na última década, ele voltou a ser técnico da seleção australiana masculina.

Já o segundo, Castellani, teve passagem turbulenta pelo Taubaté, na temporada 2018/2019, sendo substituído por Renan Dal Zotto. Após a sua saída, o Taubaté foi campeão da Superliga pela 1ª vez. Em seu currículo, consta o primeiro título europeu masculino da Polônia em 2009. Em comum entre Uriarte e Castellani, está a conquista da medalha de bronze pela Argentina, nos Jogos de Seul em 1988, como jogadores.

Os outros três treinadores com passagens por equipes brasileiras masculinas na Superliga disputam a atual edição da competição. São eles: Horácio Dileo, Marcelo Mendez, Javier Weber. Cada um deles, com currículos de fazer inveja a Bernardinho, José Roberto Guimarães e Bebeto de Freitas.

Marcelo Mendez (Divulgação FIVB)

Campeão de tudo com o Cruzeiro, a frente do projeto do Sada há mais de dez anos, atual treinador da seleção masculina da Argentina, Marcelo Mendez representa como ninguém o sucesso do intercâmbio técnico da Superliga, seja fora ou dentro de quadra. Seu legado para o vôlei brasileiro é tão importante, que ele foi cogitado a treinar a seleção nacional após a saída de Bernardinho.

Javier Weber/Divulgação FIVB

Único estrangeiro a ser campeão como treinador e jogador da Superliga Masculina, Javier Weber é um grande conhecido da modalidade no Brasil. Responsável pelo desenvolvimento de jovens talentos em seu país, ele despontou como técnico após conquistar a Superliga Masculina pela Unisul na temporada 2003/2004. Entre suas conquistas está o bronze em Seul como atleta, além da hegemonia nacional no vôlei argentino com o Bolívar, como treinador. Também esteve presente nos Jogos Olímpicos como treinador de seu país em 2008 e 2012.

Horácio Dileo/Divulgação Vôlei Renata

Atual campeão paulista pelo Campinas, Horácio Dileo já é uma figura constante na Superliga. No Brasil, desde 2016, Dileo alcançou a marca de mais de 130 jogos como técnico do Campinas. Profundo conhecedor de vôlei, seu trabalho foi reconhecido por ninguém menos que Marcelo Mendez, outro técnico argentino da Superliga. Atualmente, além de dirigir o Campinas, Dileo é assistente de Marcelo Mendez na seleção masculina da Argentina. Juntos, no ano passado, eles conquistaram o ouro no Pan de Lima.

O JOGO DA RODADA – Sesc/Flamengo conquista terceira vitória consecutiva

Pela Superliga Feminina 2020/2021, em jogo válido pela 3ª rodada da competição, o Sesc/Flamengo conquistou a terceira vitória consecutiva no torneio. Jogando fora de casa, na capital paulista, no ginásio Henrique Villaboin, o rubro-negro carioca venceu o Pinheiros, por 3×0, com parciais de 25/10, 25/14, 27/25. Após a partida, a levantadora Juma do Flamengo recebeu o troféu Viva Vôlei. Ela foi eleita a melhor em quadra, em votação popular pela internet, com 51% dos votos.

Em conversa com a assessoria de imprensa da CBV, Juma comentou sobre o desempenho do time contra o Pinheiros. “Não esperávamos uma vantagem tão grande. Conseguimos impor nosso ritmo desde o início, com um bom saque. Elas acabaram acionando muito pouco as centrais, o que ajudou bastante. Fico feliz com o reconhecimento e o troféu, mas não foi uma boa atuação só minha. Foi uma vitória do conjunto”.

Com o resultado, o Sesc/Flamengo manteve a invencibilidade na competição. Já o Pinheiros sofreu o terceiro revés, em 3 jogos. Na próxima rodada, na sexta-feira, 20 de Novembro, a equipe paulista joga contra o Praia Clube, às 19h30, em Uberlândia. O Sesc/Flamengo recebe o Curitiba Vôlei, no Rio, no ginásio Hélio Maurício, no sábado, 21 de Novembro, às 19h, com transmissão do SPORTV 2.

OUTROS RESULTADOS – 3ª rodada

Fluminense 1×3 Sesi/Bauru 16/25, 25/17, 21/25, 16/25

Curitiba Vôlei 1×3 Itambé/Minas 25/22, 15/25, 14/25, 21/25

São Caetano 0x3 Praia Clube 9/25, 10/25, 10/25

São Paulo/Barueri 0x3 Osasco/Audax 22/25, 20/25, 21/25

Brasília Vôlei 1×3 São José dos Pinhais 25/17, 20/25, 24/26, 17/25

A jovem Ana Cristina do Flamengo no ataque, ela marcou 12 pontos no jogo/Divulgação ECP