O DESEMPENHO PROMISSOR DE ROSAMARIA NA ITÁLIA

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Rosamaria no ataque/Divulgação Fipav

Ao fim da última temporada no Brasil, quando defendeu o Praia Clube, a ponteira Rosamaria resolveu dar uma guinada. A atleta pediu dispensa da seleção brasileira e fechou contrato para competir na Liga Italiana pelo Perugia no ano seguinte. Além disso, Rosamaria tomou as rédeas de sua carreira. Contra uma recomendação do técnico José Roberto Guimarães para jogar na ponta, ela voltou para a sua posição de origem na saída de rede. Aos 25 anos, a atleta revelada pelo projeto de Nova Trento, em Santa Catarina, demonstra estar empenhada em recuperar o seu prestígio.

A julgar pela sua performance na Liga Italiana, a escolha foi mais do que acertada. Apesar de seu time ocupar a lanterna do campeonato, individualmente, Rosamaria é um dos maiores destaques da competição. Para se ter uma ideia do seu desempenho, Rosamaria está a frente na pontuação total de uma das maiores jogadoras da atualidade, a oposta italiana Paola Egonu. Ao todo, em oito partidas, Rosamaria anotou 168 pontos contra 143 de Egonu.

A média de pontos por jogos de Rosamaria é altíssima, de 31 pontos. Com esses números, ela fica atrás somente de Camilla Mingardi que possui média de 33 pontos por jogo. No âmbito geral, após nove rodadas, Rosamaria é a 2ª maior pontuadora da Liga Italiana com 168 pontos, atrás justamente de Mingardi, com 206 pontos. Na eficiência de ataque, ela também está bem colocada em relação as outras jogadoras de sua posição, com 41% de aproveitamento. Um bom número. A liderança é de Egonu com 55% de eficiência.

Após o fracasso na transição de posição, com esse desempenho, tranquilamente, Rosamaria poderia voltar a ser convocada para a seleção. O problema na atual conjuntura é a concorrência. No momento, disputam posição com ela Tandara, Lorenne, Sheilla e Bruna Honório. O pedido de dispensa da seleção em 2019 pode pesar e ser decisivo. Com essa performance no Italiano, mesmo que fique de fora das próximas convocações do Brasil, Rosamaria está construindo uma carreira internacional, valorizando seu passe. É quase certo que ao fim da temporada, ela receba melhores propostas dos clubes italianos.

O JOGO DA RODADA – Fora de casa, Fiat/Minas vence pela 1ª vez na Superliga Masculina

Pela Superliga Masculina 2019/2020, o Fiat/Minas conquistou a primeira vitória na competição, em partida válida pela 3ª rodada. Jogando fora de casa, contra o Vôlei Renata, em Campinas, no ginásio do Taquaral, o tradicional clube mineiro derrotou o adversário pelo placar de 3×1, com parciais de 31/29, 22/25, 25/21, 25/21. O oposto Felipe Roque do Minas foi o destaque individual do confronto. Ele anotou 22 pontos. Já o central Matheus Bispo foi eleito o melhor do jogo, em votação popular no site da CBV. Ao final do duelo, ele recebeu o troféu Viva Vôlei.

Com o resultado, o Minas assumiu a 6ª posição na tabela com 3 pontos, mesmo com um jogo a menos, em relação aos outros competidores. Com o revés, o Campinas caiu para a 8ª posição, com os mesmos 3 pontos do Minas, porém com três partidas. Na próxima rodada, o Minas viaja até Blumenau para enfrentar o time da casa, pela 4ª rodada, no sábado, 23 de Novembro, a partir das 20h. Já o Vôlei Renata joga contra o Sesc/RJ, na capital carioca, também no sábado, 23 de Novembro, com transmissão do SPORTV 2, às 21h30.

Outros resultados

Maringá 0x3 Sesc/RJ 22/25, 18/25, 19/25

Ponta Grossa 1×3 Apan/Blumenau 15/25, 25/23, 14/25, 19/25

Vôlei Ribeirão 0x3 Taubaté 21/25, 17/25, 19/25

Itapetininga 2×3 Sada/Cruzeiro 25/19, 20/25, 19/25, 25/16, 13/15

O JOGO DA RODADA – Sesc/RJ conquista terceira vitória consecutiva na Superliga

Pela temporada 2019/2020 da Superliga Feminina, em jogo válido pela 3ª rodada, o Sesc/RJ conquistou a terceira vitória consecutiva na competição. Diante do Barueri/São Paulo, fora de casa, o time comandado pelo técnico Bernardinho venceu pelo placar 3×0, com parciais de 26/24, 25/23, 25/22. A oposta Tandara foi a maior pontuadora do jogo com 19 pontos. Ela ainda foi eleita a melhor em quadra, recebendo o troféu Viva Vôlei.

Ao final da partida, Tandara comentou sobre a sua estreia na Superliga com a assessoria da CBV. “Fiquei feliz por ter jogado bem na minha estreia na Superliga. Tive alguns erros que não posso cometer, mas sei que vou melhorar. Parabéns ao time que ajudou muito e ainda temos outros desafios pela frente”.

Na próxima rodada da Superliga, o Sesc/RJ enfrenta o Flamengo, na sexta-feira, 22 de Novembro, no Ginásio do Tijuca, no Rio de Janeiro, às 21h30, com transmissão do SPORTV 2. Já o Barueri viaja até Bauru para jogar contra o Sesi, no Ginásio Panela de Pressão, no próximo sábado, 23 de Novembro, às 19h, com transmissão da TV Cultura.

BARUERI/SÃO PAULO Juma (6), Lorenne (14), Tainara (10), Maira (6), Lays (9), Mayany (5), Nyeme (L). Entraram: Jackie (0), Kissy (6), Dani Terra (0). Técnico: José Roberto Guimarães

SESC/RJ Fabíola (5), Tandara (19), Amanda (6), Drussyla (8), Juciely (14), Milka (5), Natinha (L). Técnico: Bernardinho

Outros Resultados

São Caetano 0x3 Minas 11/25, 14/25, 17/25

Valinhos 1×3 Flamengo 25/22, 10/25, 11/25, 18/25

Pinheiros 1×3 Praia Clube 15/25, 27/25, 22/25, 24/26

Curitiba 0x3 Osasco 19/25, 23/25, 14/25

Tandara em ação de ataque/Divulgação CBV/Renato Vereda

CEV DIVULGA GRUPOS DO PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU

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Durante o mês de novembro, a Confederação Europeia de Voleibol anunciou os grupos do Pré-Olímpico Europeu, nos dois naipes. Na categoria feminina, o qualificatório para as Olimpíadas acontece na cidade Apeldoorn, na Holanda, entre os dias 7 e 12 de Janeiro. Já na categoria masculina, a competição pela vaga do continente europeu ocorre em Berlim, na Alemanha, entre os dias 5 e 10 de Janeiro.

A disputa europeia por um lugar nos Jogos de Tóquio em 2020 é a última chance para os países do continente conquistaram a classificação olímpica. Entre as mulheres, participam do qualificatório os seguintes países: Holanda, Turquia, Polônia, Alemanha, Bélgica, Croácia, Bulgária e Azerbaijão. Entre os homens: França, Sérvia, Alemanha, Eslovênia, Holanda, Bélgica, República Checa e Bulgária.

A fórmula da competição foi definida com as oitos seleções divididas em dois grupos, nas duas categorias. Os dois primeiros de cada chave avançam para as semifinais. Os vencedores desses confrontos decidem quem fica com a vaga olímpica em jogo único, na grande final. Nos dois naipes, os oito países foram divididos da seguinte forma:

Feminino

Grupo A – Holanda, Polônia, Bulgária e Azerbaijão

Grupo B – Turquia, Alemanha, Bélgica e Croácia

Masculino

Grupo A – Alemanha, Eslovênia, Bélgica, República Checa

Grupo B – França, Sérvia, Bulgária, Holanda

Os Jogos Olímpicos de Tóquio acontecem em 2020, entre os meses de julho e agosto. Será a segunda vez na história olímpica que a capital japonesa recebe o maior evento esportivo do mundo. A primeira vez foi em 1964. Na modalidade do vôlei sete países já garantiram classificação nos dois naipes. Entre as mulheres, além do país sede, no caso o Japão, disputam as Olimpíadas: China, Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Itália e Rússia. Entre os homens: Brasil, Estados Unidos, Polônia, Rússia, Itália e Argentina.

A 1ª RODADA DA SUPERLIGA 2019/2020

Foi encerrada a 1ª rodada da Superliga. Iniciada no final de semana passado, na versão masculina, a rodada teve um complemento na última quarta-feira, 13 de Novembro. Já a versão feminina, teve uma estreia completa com os doze times em quadra, na terça-feira, 12 de Novembro. Confira abaixo um panorama detalhado da abertura da temporada 2019/2020.

Masculino

No sábado passado, o Maringá Vôlei recebeu o Vôlei Renata/Campinas no primeiro jogo da temporada. O atual vice-campeão paulista acabou surpreendido pelos donos da casa. No ano passado, o Maringá já havia realizado uma boa campanha. No fim duelo, melhor para o time paranaense, pelo placar de 3×1, com parciais de 25/18, 27/25, 19/25, 26/24. Mesmo com o revés, o oposto Renan do Campinas foi o maior pontuador do confronto com 30 pontos.

Na sequência da rodada, ainda no sábado, o Itapetininga enfrentou o Fiat/Minas, em seus domínios. Sem dar chance ao tradicional time mineiro, o Vôlei Um Itapetininga aplicou um 3×0, com parciais de 25/15, 36/34, 25/21. O oposto Gabriel do Itapetininga foi o destaque individual da partida com 18 pontos. O ponteiro Pedro recebeu o troféu Viva Vôlei como melhor jogador do confronto.

No mesmo dia, na Cava do Bosque, em Ribeirão Preto, o Sada/Cruzeiro tomou um susto na primeira parcial contra o Pacaembú/Vôlei Ribeirão, mas virou o jogo com autoridade, conquistando a primeira vitória na Superliga, por 3×1, com parciais de 28/30, 25/21, 25/16, 25/14. O ponteiro Baesso do Ribeirão foi o maior pontuador da partida com 16 pontos. Já o troféu Viva Vôlei ficou com o oposto Luan do Cruzeiro que entrou no decorrer da partida.

No domingo, em Montes Claros, foi a vez do Sesc/RJ estrear contra o América. Mesmo jogando diante da torcida, a equipe mineira não conseguiu fazer frente ao time dirigido pelo técnico Giovane Gávio. Com muita tranquilidade, até mesmo utilizando o banco de reservas, o Sesc/RJ venceu pelo placar de 3×0, com parciais de 25/14, 25/19, 26/24. O ponteiro Maurício Borges foi eleito o melhor em quadra, recebendo o troféu Viva Vôlei.

Durante a semana, o Taubaté, atual campeão da Superliga, estreou contra o Apan/Blumenau, no ginásio do Abaeté, em Taubaté. Sem tomar conhecimento do adversário, os comandados de Renan Dal Zotto atropelaram a equipe catarinense, pelo placar máximo, com parciais de 25/12, 25/14, 25/18. O central Maurício Souza ganhou o troféu Viva Vôlei de melhor do jogo.

Feminino

Pela Superliga Feminina, o São Paulo/Barueri recebeu o Fluminense na abertura da competição. Depois de um 1º set disputado, o time dirigido pelo técnico José Roberto Guimarães bateu a equipe carioca por 3×0, com parciais de 27/25, 25/20, 25/18. Mesmo com a derrota, a oposta Paulo Borgo do Fluminense foi a maior pontuadora da partida com 18 pontos. A oposta Lorenne do São Paulo recebeu o troféu Viva Vôlei de melhor em quadra.

Na sequência da rodada, o Osasco enfrentou o São Caetano no José Liberatti, na grande São Paulo. Com uma grande atuação da oposta cubana Casanova, ela marcou 16 pontos, o Osasco venceu a partida pelo placar máximo, com parciais de 25/17, 25/19, 25/17. A ponteira Jaqueline do Osasco foi eleita a melhor do jogo, recebendo o troféu Viva Vôlei.

Já em Curitiba, com o desfalque da oposta Tandara, o Sesc/RJ estreou contra o time da casa. Após uma primeira parcial equilibrada, o time comandado pelo técnico Bernardinho derrotou o Curitiba por 3×0, com parciais de 27/25, 25/16, 25/19. A oposta Renatinha, reserva de Tandara, foi o destaque individual do jogo. Ela marcou 14 pontos, recebendo o troféu Viva Vôlei de melhor em quadra.

No interior paulista, o Valinhos jogou contra o Praia Clube. Sem sustos, o time de Uberlândia venceu o jogo pelo placar máximo, com parciais de 25/16, 25/21, 25/16. A ponteira Pri Dairot do Praia teve grande atuação, marcando 17 pontos. Ela ainda foi eleita a melhor do jogo, recebendo o troféu Viva Vôlei.

No ginásio do Tijuca, no Rio de Janeiro, o Itambé/Minas, atual campeão da Superliga enfrentou o Flamengo em seu retorno à competição. Apesar do placar de 3×0, a equipe rubro-negra colocou o Minas em dificuldades. No fim, com parciais de 25/22, 25/21, 32/30, melhor para o time minas-tenista. A ponteira norte-americana Deja Mcclendon marcou 15 pontos, sendo eleita a melhor em quadra.

Encerrando a rodada, em São Paulo, o jogo mais equilibrado do dia, entre Pinheiros e Sesi/Bauru. Depois de abrir 2×0 no placar, com 25/22, 26/24, o Pinheiros permitiu o empate do Bauru, com 25/23, 25/17. No tie-break, o time da capital paulista levou a melhor sobre o Sesi, com 15/10. A oposta Edinara do Pinheiros, que sofreu uma torção durante a partida, teve atuação destacada sendo eleita a melhor em quadra.

A TEMPORADA 2019/2020 DA SUPERLIGA

Teve início, nesse final de semana, a temporada 2019/2020 da Superliga, no naipe masculino. Na abertura, o Vôlei Ribeirão recebeu o Sada/Cruzeiro, no último sábado. Nessa edição, a Superliga será decidida em play-off melhor de três jogos, nas duas categorias. Em ambas, são doze participantes no total. Na fase regular, todos enfrentam todos, em turno e returno. Os oito melhores avançam às quartas-de-final, também decidida em melhor de três jogos, assim como nas semifinais e nas finais.

Em relação ao ano passado, o cenário de competição não se modificou. Taubaté, Sesi, Cruzeiro e Sesc formam o pelotão de favoritos ao título da temporada. Dificilmente o campeão não sairá desse grupo. Com alguma condição de surpreender está o Vôlei Renata/Campinas. Em menor escala, o Fiat/Minas também pode, em alguma circunstância, estragar a festa dos quatro favoritos. Aos demais, resta a disputa por uma vaga nos play-offs. Nesse grupo, estão: Maringá, Vôlei Ribeirão, América, Blumenau, Caramuru e Itapetininga.

A nota triste do começo de Superliga Masculina, fica por conta da desistência do Botafogo em participar da competição, por problemas financeiros. A ausência do alvinegro carioca é uma péssima notícia para o certame. Sem a sua participação, a Superliga perde em mídia e nível técnico. Além disso, a falta de clareza da CBV na solução da situação é um duro golpe a credibilidade da competição.

Feminino

A disputa da versão feminina da Superliga começa na próxima terça-feira, 12 de novembro. Ao contrário da edição passada, quando o número recorde de estrangeiras trouxe mais equilíbrio para a disputa, nessa temporada, um número menor de concorrentes disputa o título, de fato. Nada muito diferente dos últimos anos. Ao invés de 6 favoritos, 5 times possuem chances de ser campeão. São eles: Praia Clube, Osasco, Minas, Sesi/Bauru e Sesc/RJ. Corre por fora, com alguma condição de surpreender, o Barueri/São Paulo.

Os outros seis participantes da competição brigam por vaga nos play-offs e também contra o rebaixamento. São eles: Fluminense, Flamengo, Pinheiros, Curitiba Vôlei, São Caetano e Valinhos. Entre eles, não dá para cravar quais serão os classificados para o mata-mata e quais serão rebaixados. Além disso, apesar do favoritismo das equipes maiores, esses times possuem condições de aprontar contra os adversários mais fortes, em alguns jogos. Dadas as circunstâncias, a Superliga Feminina promete um maior equilíbrio do que a sua versão masculina.

PELO CAMPEONATO PAULISTA, BARUERI/SÃO PAULO É CAMPEÃO INÉDITO

O Barueri/São Paulo é o campeão paulista feminino 2019. O time dirigido pelo técnico José Roberto Guimarães conquistou o inédito título estadual, após reverter uma desvantagem de 2×0 no placar contra o Osasco, na segunda partida da decisão. Jogando fora de seus domínios, no Ginásio José Liberatti, diante do dono da casa, o Barueri virou o jogo para 3×2, com parciais de 22/25, 20/25, 26/24, 25/22, 15/11. A oposta Lorenne foi a maior pontuadora da final com 28 pontos. Pelo Osasco, a cubana Casanova marcou 24 pontos. Completou o pódio da competição, na 3ª posição, o Sesi/Bauru, depois de realizar a melhor campanha na 1ª fase.