BRASIL ESTREIA COM VITÓRIA NO SUL-AMERICANO FEMININO

A seleção brasileira feminina de vôlei estreou com vitória no Sul-Americano feminino 2023. Jogando contra o Chile, em Recife, no ginásio Geraldão, o Brasil venceu seu primeiro jogo na competição, por 3×0, com parciais de 25/13, 25/11, 25/21. O técnico José Roberto Guimarães aproveitou a partida para rodar o elenco e dar ritmo de jogo para o time. O Brasil pecou no serviço, com muitos erros no fundamento, porém dominou o jogo. O Chile até ofereceu alguma resistência no fundo de quadra, mas a seleção brasileira teve paciência para furar a defesa do país andino, principalmente nas duas primeiras parciais. Amanhã, o adversário do Brasil será a Argentina, que venceu o Peru na abertura da competição, por 3×1. O confronto está marcado para 18h30 e terá transmissão do SPORTV 2.

A seleção brasileira feminina em quadra pelo Sul-Americano/Divulgação/CBV/Maurício Val

ZÉ ROBERTO REALIZA DOIS CORTES ANTES DO SUL-AMERICANO

O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, definiu sua equipe para disputa do Sul-Americano, em Recife, a partir deste sábado, 19 de agosto. Com dezesseis atletas disponíveis, após o pedido de dispensa de Lorenne, Zé Roberto fez dois cortes para o torneio continental. A central Lorena e a oposta Lorrayna ficaram de fora da competição. O anúncio foi feito pela CBV, na tarde desta sexta-feira, 18 de agosto, em uma rede social. Com os dois cortes, as 14 atletas que disputam o Sul-Americano feminino de vôlei 2023 pelo Brasil são:

Levantadoras: Macris e Roberta

Opostas: Tainara e Kisy

Ponteiras: Gabi, Júlia Bergmann, Pri Daroit e Maiara Basso

Ponta/Oposta: Rosamaria

Centrais: Thaísa, Diana e Carol

Líberos: Natinha e Nyeme

O técnico da seleção brasileira feminina, José Roberto Guimarães/Divulgação CBV

O SUL-AMERICANO FEMININO 2023

No próximo sábado, em Recife, no ginásio Geraldão, começa o Sul-Americano feminino de vôlei 2023. O Brasil é o atual campeão da competição. A seleção brasileira deve utilizar o torneio como preparatório para o Pré-Olímpico. Na estreia, no dia 19 de agosto, as brasileiras terão pela frente o Chile. Também participam do Sul-Americano feminino 2023, as seguintes seleções: Argentina, Peru e Colômbia. O formato da competição prevê que todas as seleções jogam contra todas, em turno único. O país que somar o maior número de vitórias será considerado o campeão. Todos os jogos do Brasil serão transmitidos pelo SPORTV 2.

O Brasil foi campeão do Sul-Americano em 2021/Divulgação

COMPETIÇÃO

O técnico José Roberto Guimarães não contará com a jovem ponteira Ana Cristina. A atleta se recupera de uma lesão do menisco. A previsão para o seu retorno à seleção brasileira é para 2024. O bicampeão olímpico também não terá à disposição, a oposta Lorenne. Ela pediu dispensa da seleção brasileira, no início do mês de agosto. Apesar dos desfalques, o Brasil é o favorito ao título do Sul-Americano 2023. No entanto, é bom ficar atento aos concorrentes.

Na última edição da competição, apesar da conquista do título, o Brasil foi superado pela Colômbia. O time dirigido pelo brasileiro Antônio Rizola está em crescimento. Uma de suas principais jogadoras é a ponteira Amanda Cuneo. Olho nela! Além da Colômbia, quem também pode surpreender no torneio é a Argentina. Recentemente, as argentinas conquistaram a Copa Pan-Americana, desbancando Estados Unidos e República Dominicana. O grande destaque da conquista foi a jovem oposta Bianca Cugno, eleita MVP da competição. Por fim, não podemos esquecer do Peru! Apesar da decadência, a camisa peruana ainda tem peso no continente sul-americano.

NA ABERTURA DO EUROVOLLEY, ITÁLIA BATE ROMÊNIA

Pelo Campeonato Europeu feminino de vôlei 2023, na abertura da competição, a Itália bateu a Romênia. Em jogo válido pelo grupo B, disputado em Verona, as italianas derrotaram as romenas, em sets diretos, com parciais de 25/19, 25/19, 25/15. Além da abertura do Eurovolley 2023, a partida marcou a estreia de Antropova com a camisa da seleção italiana. Em quadra, a Itália foi muito superior no ataque, apesar de ceder muitos pontos em erros. Foram 15 no total contra 16 da Romênia. O técnico italiano, Davide Mazzanti, optou por não escalar Paola Egonu como titular. Ela entrou na partida, apenas na primeira parcial, em uma inversão de 5×1. Na próxima rodada da chave B, a Itália joga com a Suíça, na próxima sexta-feira, 18 de agosto. Já a Romênia pega a Croácia, na quinta-feira, 17 de agosto.

A seleção italiana após a estreia no Eurovolley/Divulgação CEV

O CAMPEONATO EUROPEU FEMININO 2023

Começa nesta terça-feira, 15 de agosto, o Campeonato Europeu feminino de vôlei 2023. A competição será disputada em quatro sedes distantes na 1ª fase: Itália, Bélgica, Alemanha e Estônia. Serão 24 seleções, divididas em 4 grupos com 6 países cada. No grupo A estão: Bélgica, Eslovênia, Polônia, Sérvia, Ucrânia e Hungria. No grupo B: Itália, Romênia, Bulgária, Croácia, Bósnia e Suíça. No grupo C: Alemanha, Azerbaijão, Turquia, República Tcheca, Suécia e Grécia. No grupo D: Estônia, Finlândia, Holanda, França, Eslováquia e Espanha. As quatro melhores de cada grupo avançam para os playoffs. As finais ocorrem em Bruxelas na Bélgica. Devido à guerra na Ucrânia, a Rússia não participará do torneio. Para o jogo de abertura desta terça-feira, entre a Italia, atual campeã da competição, e a Romênia, em Verona, o torneio promete um grande espetáculo.

A Itália venceu o Europeu em 2021, na Sérvia/Divulgação/CEV

COMPETIÇÃO

Dentro de quadra, 4 seleções despontam como favoritas ao título da competição. Itália, Sérvia, Turquia e Polônia largam na frente em relação aos outros adversários. Em comum, o fato das quatro seleções contarem com opostas de alto calibre. Egonu, Boskovic, Vargas e Stysiak estão no páreo pelo prêmio de melhor jogadora do Campeonato Europeu 2023. Holanda e Alemanha são as seleções que podem estragar a festa das favoritas. Também é bom ficar de olho na França, Bulgária e Suécia, que apresentaram crescimento nos últimos tempos. No link abaixo, você acessa todas as informações do Campeonato Europeu feminino de vôlei 2023.

https://eurovolley.cev.eu/en/2023/women/

O PRIMEIRO OURO OLÍMPICO DO VÔLEI FEMININO

As brasileiras comemorando o inédito ouro olímpico/Divulgação/Twitter

Há 15 anos, na Olimpíada de Pequim, finalmente, o Brasil conquistava o ouro no vôlei feminino. Contra tudo e contra todos, as brasileiras calaram os críticos, apagando uma série de insucessos anteriores. Sob a liderança de Fofão, as brasileiras realizaram uma campanha impecável. Deu tudo certo para o Brasil! Com apenas uma parcial perdida, em 8 jogos, as brasileiras subiram no lugar mais alto do pódio, com a melhor performance da história da modalidade nos Jogos Olímpicos. Mas essa conquista não teria o mesmo sabor, não fosse a superação das brasileiras, depois da decepção dos Jogos de Atenas. Confira a seguir, um pouco dessa história.

A levantadora Fofão, em primeiro plano, uma das grandes personagens da conquista/Divulgação/Twitter

CORTE DE UM ÍDOLO

Após um ano de 2007 difícil, José Roberto Guimarães se viu em uma situação complicada às vésperas da Olimpíada de Pequim. O até então campeão olímpico em Barcelona, no naipe masculino, ficou entre a cruz e a espada para decidir sobre os cortes na delegação brasileira. Fechado com o grupo, reintegrou Mari ao time na posição de ponteira e cortou a levantadora Fernanda Venturini, ídolo do Brasil na modalidade. Obviamente, foi alvo de críticas, mas bancou sua escolha com o argumento de respeito ao ciclo olímpico. Fernanda Venturini não fez parte da seleção durante os quatro anos anteriores da Olimpíada de Pequim. Em seu lugar, Zé Roberto convocou Carol Albuquerque.

PONTEIRA OU OPOSTA?

Como dito acima, Mari voltou para seleção brasileira na posição de ponteira. Originalmente, Mari jogava como oposta. Mas nesta posição, o Brasil tinha Sheilla voando. Zé Roberto, muito perspicaz, deslocou Mari de posição. Aproveitou algumas temporadas na Itália, para treinar o passe de Mari. Além disso, escondeu como nunca o jogo dos adversários. Mari só foi assumir a posição titular de ponteira da seleção brasileira no Grand Prix 2008. Aliás, foi eleita MVP dessa competição, justamente pelo seu rendimento na posição de ponteira.

O DONO DA BOLA

Falando em passe, uma novidade dos Jogos de Pequim 2008, foi a troca da bola do jogo durante a Olimpíada. A mudança pegou muita gente de surpresa. A Rússia, uma das favoritas ao ouro, teve muitas dificuldades de adaptação. Até hoje, as russas possuem problemas crônicos na recepção, após essa troca de bolas. Outras seleções, com tradição em um jogo mais técnico, foram privilegiadas, como Japão e Estados Unidos. Talvez, esse tenha sido um pulo do gato também para o Brasil.

1ª FASE IMPECÁVEL

Mesmo caindo no grupo da morte, o Brasil sobrou na 1ª fase. As brasileiras simplesmente massacraram nada mais, nada menos, que Itália, Rússia e Sérvia. O confronto com as russas foi emblemático. Em quadra, as brasileiras não demonstraram nenhum vestígio das derrotas para a Rússia nos Jogos de Atenas 2004 e no Campeonato Mundial 2006. Como dito acima, o Brasil foi impecável, com cinco vitórias, por 3×0, um recorde dos Jogos Olímpicos.

PLAYOFFS

No mata-mata, um novo teste para o Brasil, dessa vez, contra asiáticas. Primeiro, o Japão. Novo triunfo, por 3×0, sem sustos. Depois, o grande desafio, a China, atual campeã olímpica e sede dos Jogos de Pequim. Para muitos, esse foi o confronto mais difícil para o Brasil na Olimpíada. Sob pressão da torcida chinesa, as brasileiras foram minando o adversário aos poucos, fechando mais um jogo, em 3×0. Inacreditável! O Brasil chegava na sua primeira final olímpica, sem perder um set sequer.

DECISÃO DO OURO

As brasileiras após a conquista do ouro/Divulgação/Twitter

Muitos esperavam Itália ou Cuba na decisão do ouro com o Brasil. Mas o surpreendente EUA, dirigido por Lang Ping, foi o adversário brasileiro na final. Um confronto que com o passar dos anos, virou um clássico do voleibol internacional, com grande rivalidade por sinal. Pois bem, em 2008, apesar de conseguir tirar uma parcial do Brasil, os Estados Unidos não foram páreos. Vitória brasileira por 3×1, após uma ataque para fora, da maior pontuadora dos Jogos de Pequim 2008, Logan Tom. As brasileiras alcançavam o Olimpo, pela primeira vez, sendo Paula Pequeno, MVP dos Jogos, e José Roberto Guimarães, o primeiro técnico da modalidade campeão olímpico nos dois naipes. No link abaixo, você assiste na íntegra, a final dos Jogos de Pequim 2008, entre Brasil e Estados Unidos.

A SÉRIE DE AMISTOSOS ENTRE POLÔNIA E TURQUIA

Durante a semana que passou, Polônia e Turquia fizeram uma série de amistosos como preparação para o Campeonato Europeu feminino de vôlei 2023. As três partidas também serviram para inauguração de uma nova arena na Polônia. As duas seleções entraram em quadra, com que há de melhor em seus plantéis, inclusive com o retorno da levantadora polonesa Wolosz, que não disputou a Liga das Nações. A Polônia também contou com o retorno de Smarzek, que jogou a última temporada da Superliga Feminina pelo Osasco. É bom frisar que Polônia e Turquia, favoritas ao título do Europeu 2023, já fizeram uma final da competição, há 20 anos, com vitória da Polônia.

AMISTOSOS

No primeiro jogo da série de amistosos, a Polônia, terceira colocada da última VNL, venceu a Turquia, campeã da competição, por 3×1, com parciais de 25/20, 25/23, 25/16, 20/25. As turcas jogaram com o time considerado titular e mesmo assim foram superadas. Lukasik e Vargas foram as maiores pontuadores do confronto, com 16 pontos.

No segundo jogo, a Turquia deu o troco na Polônia. Em partida equilibrada, as turcas derrotaram a Polônia, no tie-break, 24/26, 25/23, 25/22, 22/25, 15/10. A Turquia não contou com Gunes nesse jogo, mas teve o retorno da ponteira Senoglu. Já a oposta Smarzek da Polônia esteve em quadra, durante alguns minutos. Foi nesse confronto que uma nova arena foi inaugurada, na Polônia, na cidade de Mielec.

Fechando a série de amistosos, a Polônia voltou a vencer a Turquia, no terceiro confronto, dessa vez, por 3×1, com parciais de 22/25, 25/19, 25/20, 25/22. O trio de extremidades da Polônia foi o destaque da segunda vitória na série de amistosos com a Turquia. Pela Turquia, Karakurt jogou de oposta pela primeira vez nos amistosos, mas teve baixo aproveitamento. Já a central Gunes finalmente foi utilizada pelo técnico da Turquia, Danielle Santarelli, sendo a maior pontuadora do confronto, com 21 pontos.

A seleção polonesa venceu a série de amistosos com a Turquia, por 2×1/Divulgação/Twitter

O PROCESSO DE NATURALIZAÇÃO NO VOLEIBOL

Nas últimas semanas, após a conquista da VNL 23 pela Turquia, o processo de naturalização no voleibol foi tema de debates nas redes sociais. Tudo porque, entre as atletas campeãs da Turquia há uma jogadora naturalizada, a cubana Vargas. Mas ela não é qualquer jogadora! Para se ter uma ideia, ela foi eleita MVP da Liga das Nações 2023. Vargas seguiu todos os trâmites da FIVB para poder jogar pela Turquia. Porém, a proliferação do recurso de naturalização, levou ao endurecimento das regras pela FIVB.

Atualmente, para poder vestir a camisa de uma seleção que não seja a sua, é necessário uma quarentena de dois anos sem atuar pela sua federação. A partir de setembro deste ano, as regras irão mudar. Para jogar por outra seleção, que não seja o seus país de nascimento, o atleta deverá morar no país desejado para naturalização por 3 anos, além de nunca ter defendido outra seleção. A medida visa coibir os abusos dos últimos tempos.

Recentemente, Rússia e Itália entraram em uma grande polêmica, arbitrada pela FIVB, em torno da atleta Antropova. Ela nasceu na Islândia, mas era federada pela Rússia. No entanto, desde 2018, ainda menor de idade, Antropova foi inscrita pela FIPAV – Federação Italiana de Vôlei. O caso foi parar na Corte Arbrital do Esporte, com ganho de causa para Antropova. A atleta está liberada para defender a Itália e já faz parte do grupo italiano para o Europeu 2023 e o Pré-Olímpico.

A dimensão do caso Antropova mostra como o tema é espinhoso. Durante anos, foi utilizado como método por seleções com problemas de renovação. Há também o componente político. No caso específico de Cuba, essa era uma alternativa para os atletas da ilha seguirem uma carreira internacional no voleibol de seleções. Até então, ninguém estava reclamando. Mas depois do título da Turquia na Liga das Nações 2023, o tema virou prioridade.

A reclamação até procede. Mas Vargas cumpriu as regras. E no caso do Brasil, temos como exemplo a presença de Leal na seleção masculina. Ou seja, a naturalização só é ruim quando favorece outro país. Para encerrar, é bizarro ler nas redes reclamações dos europeus sobre a presença de Júlia Bergmann na seleção brasileira feminina, com argumentos de que ela não é brasileira. Parece dor de cotovelo!

A cubana naturalizada turca, Vargas, foi o grande destaque individual da VNL 23/Volleyball World/FIVB

LORENNE PEDE DISPENSA DA SELEÇÃO BRASILEIRA

A oposta Lorenne pediu dispensa da seleção brasileira feminina de vôlei. Ela estava na lista de 17 jogadoras convocadas para os treinamentos visando o Sul-Americano. Em nota divulgada ontem, 31 de julho, pela CBV, o motivo do pedido de dispensa foi pessoal. Sem dar muitos detalhes, a nota da CBV acabou gerando especulações. Nas redes, fãs defenderam a jogadora alegando falta de espaço na seleção. Outros, lembraram da importância de Lorenne na campanha do vice-campeonato do Mundial 2022. Recentemente, Lorenne se casou. A cerimônia contou com a presença de várias atletas da seleção brasileira feminina. Ou seja, aparentemente, o problema não é de relacionamento. De qualquer maneira, o grupo do Brasil para o Sul-Americano segue agora com 16 jogadoras. Serão necessários dois cortes para fechar a equipe que disputa a competição, no Recife, a partir de 19 de agosto.

Lorenne teve ótimas passagens pela seleção brasileira, no Pré-Olímpico 2019 e no Mundial 2022/Divulgação CBV