EUA INICIA FASE FINAL COM VIRADA

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A ponta Bartsch em ação/Divulgação FIVB

A seleção americana feminina de vôlei, melhor campanha na 1ª fase da VNL, passou sufoco hoje na estreia da fase final e quase saiu derrotada. Após estar perdendo por 2×0 para a Turquia, o técnico Kiraly mexeu em metade do time e conseguiu virar o jogo. A vitória no tie-break, com parciais de 17/25, 21/25, 25/21, 25/15, 15/11, teve como destaque individual, a ponteira americana Bartsch, que entrou durante a partida e marcou 20 pontos. Pelo lado turco, Ismailoglu foi a maior pontuadora com 18 pontos. Na próxima rodada do Grupo B, a Turquia precisa vencer a Sérvia para manter suas chances de disputar as semi-finais. Os Estados Unidos descansam, voltam a quadra na sexta-feira e também decidem a vaga para as semi-finais contra a Sérvia.

RESUMO
Com uma estratégia agressiva no saque, a Turquia colocou a linha de passe americana em apuros. Os Estados Unidos tinham uma boa execução de contra-ataques. Aos poucos, o sistema defensivo turco também apareceu. Com muitos erros americanos e falhas de precisão no levantamento, a Turquia dominava a partida. Kiraly modificou metade do seu time. As americanas impuseram sua melhor qualidade técnica e o quadro do jogo se inverteu. A recepção turca quinava, a virada de bola americana era consistente e os Estados Unidos, com um show de eficiência da ponteira Bartsch, venceram o jogo, no tie-break, por 15/11.

ESTADOS UNIDOS
Lloyd (0), Murphy (17), Gibbemeyer (5), Akinradewo (5), Larson (14), Hill (6), Robinson (0). Entraram: Hancock (2), Drews (1), Bartsch (20), Dixon (12). Técnico: Karch Kiraly.

TURQUIA
Osbay (4), Boz (13), Erdem (14), Gunes (9), Ismailoglu (18), Ercan (1), Akoz (0). Entraram: Baladin (8), Alikaya (0), Karakurt (5), Sarioglu (0). Técnico: Giovanni Guidetti.

A FASE FINAL DA LIGA DAS NAÇÕES FEMININA 2018

Começa amanhã, em Nanjing, na China, a fase final da Liga das Nações Feminina. Estão classificadas para as finais, além da China, as seleções dos Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Holanda e Turquia. Pela ordem de posicionamento na fase regular, as seleções foram divididas em dois grupos, tendo como cabeças de chave, as chinesas, por sediarem o evento, e as americanas, como melhor campanha na 1ª fase. Em formato serpentina, foram definidos o restante do posicionamento das seleções, nos dois grupos. Dessa forma, no grupo A estão China, Brasil e Holanda, e no grupo B, Estados Unidos, Sérvia e Turquia. Confira abaixo, um panorama da fase final, seleção por seleção.

CHINA
Atual campeã olímpica e dona da casa, a China recebe pelo segundo ano consecutivo, as finais da principal competição anual da FIVB, a VNL. As chinesas não vencem a competição correspondente, o Grand Prix, desde 2003. São 15 anos de hiato. A iniciativa de trazer as finais para casa, mais uma vez, mostra a importância dada ao torneio pela federação chinesa e o incômodo com o jejum de títulos na competição. Basicamente, a China usou a fase regular para promover testes, rodar o time e escondeu o jogo. Resta saber, qual equipe a experiente técnica Lang Ping irá escalar, como vai estar o entrosamento e ainda a forma como será utilizada a recente revelação do voleibol chinês, a jovem Ying Ying Li, de apenas 18 anos.

ESTADOS UNIDOS
A seleção americana realizou na 1ª fase, a melhor campanha da VNL. Com apenas duas derrotas, em 15 jogos, o técnico Karch Kirally não abriu mão dos testes e promoveu mudanças. A ponta Robinson foi deslocada para a função de líbero. Além disso, ele inovou taticamente, ao recorrer ao passado do voleibol, para utilizar suas opostas canhotas no ataque somente na posição 2, quando estão na rede. Em comparação a evolução do jogo ao longo do tempo, as opostas canhotas dos Estados Unidos são utilizadas nessa posição apenas para atacar, ao contrário de antes, quando a saída de rede possuía somente função de passe.

SÉRVIA
A Sérvia ainda sente a ausência da levantadora Maja. O técnico Térzic promoveu revezamento na posição, durante toda a fase regular. De fato, o jogo sérvio não foi comprometido. No entanto, para a Sérvia é fácil jogar sem o passe na mão, porque, a equipe possui duas das melhores atacantes da atualidade. Tanto Boskovic, quanto Mihajlovic, sabem se virar no momento de sufoco. Além disso, a regularidade da linha de passe da Sérvia, pode ser decisiva para as suas pretensões na fase final, pois as centrais da equipe são extremamente eficientes no ataque.

BRASIL
A seleção brasileira sofreu com a inconstância da recepção, durante a 1ª fase. Mesmo quando a eficiência foi alta, o Brasil mostrou dependência da oposta Tandara, no ataque. Com a contusão da ponteira Drussyla, o técnico José Roberto convocou especialmente para a fase final, a experiente Jaqueline, que havia sido deslocada da função. Resta saber, qual das opções será usada pelo técnico brasileiro, já que, a sua disposição também está a ponta Gabi, poupada em vários jogos da 1ª fase. As centrais Adenízia e Bia estão com rendimento acima da média no fundamento bloqueio e podem fazer a diferença.

HOLANDA
As holandesas estão figurando no topo, mais uma vez, entre as principais seleções do mundo. Nos últimos anos, a equipe esteve muito perto de sagrar-se campeã europeia, depois de 20 anos, em 2015 e 2017, sendo vice-campeã, duas vezes. Mesmo com a saída do técnico Guidetti do comando da seleção, o trabalho iniciado para os Jogos Olímpicos do Rio, onde a Holanda disputou medalha, pela primeira vez, foi mantido com renovação, pelo técnico americano Morrison. A expectativa é confirmar a sequência de trabalho com uma conquista, repetindo o feito de 2007, quando a Holanda surpreendeu o mundo e foi campeã do Grand Prix, equivalente a Liga das Nações.

TURQUIA
A Turquia pode ser considerada o azarão da fase final da VNL. Comandada pelo técnico italiano Giovanni Guidetti, a seleção turca está em processo avançado e bem sucedido de renovação. Sem contar com suas principais peças na 1ª fase, Guidetti conseguiu levar a equipe as finais, depois de 6 anos. A julgar pelos investimentos em sua liga doméstica e os títulos conquistados por seus clubes na Europa, a Turquia demonstra capacidade e apetite para figurar entre as grandes seleções por um período prolongado de tempo.

A TABELA DA FASE FINAL DA VNL
Amanhã 27/06/2018
04:00 Grupo B Estados Unidos x Turquia
08:15 Grupo A China x Holanda
Quinta 28/06/2018
04:00 Grupo B Sérvia x Turquia
08:15 Grupo A Brasil x Holanda
Sexta 29/06/2018
04:00 Grupo B Estados Unidos x Sérvia
09:30 Grupo A China x Brasil
Sábado 30/06/2018
04:00 Semi-final 1
08:45 Semi-final 2
Domingo 01/07/2018
04:00 Disputa 3º lugar
08:00 Final

Todos os jogos terão transmissão do SPORTV

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Nanjing Olympic Sports Centre Gymnasium

 

 

BRASIL CLASSIFICADO PARA AS FINAIS DA VNL

A seleção brasileira masculina de vôlei venceu dois jogos, em três disputados, no último final de semana, e garantiu classificação para a fase final da Liga das Nações Masculina. Ao final da fase regular, o Brasil somou 30 pontos, 10 vitórias e 5 derrotas, em 15 jogos, ficando na 5ª colocação geral. Para confirmar a classificação, os brasileiros venceram os australianos, na sexta, por 3×0, com parciais de 25/22, 25/19, 25/19 e a Polônia, adversária direta na luta pela vaga nas finais, por 3×1, com parciais de 25/22, 25/23, 23/25, 25/23. Diante dos argentinos, o Brasil cumpriu tabela, mesclou o time titular e perdeu por 3×0, com parciais de 25/23, 25/22, 25/21.

Além do Brasil, estão classificados para as finais, em Lille, na França, os franceses, donos da casa, Rússia, Estados Unidos, Sérvia e Polônia. Disputada em um estádio de futebol, a fase final irá acontecer entre os dias 4 e 8 de julho. As seis seleções estão divididas em dois grupos, de acordo com o posicionamento na fase regular. França e Rússia são cabeças de chave. A França por sediar as finais e a Rússia como melhor campanha, tirando os franceses, 1º lugar na fase regular. Dessa forma, no grupo A, estão França, Sérvia e Brasil, e no grupo B, Rússia, Estados Unidos e Polônia.

A TABELA DA FASE FINAL VNL
04/07/2018
13:00 Grupo B Rússia x Polônia
15:45 Grupo A França x Brasil
05/07/2018
13:00 Grupo B Estados Unidos x Polônia
15:45 Grupo A Sérvia x Brasil
06/07/2018
13:00 Grupo B Rússia x Estados Unidos
15:45 Grupo A França x Sérvia
07/07/2018
09:00 Semi-final 1
11:30 Semi-final 2
08/07/2018
12:00 Disputa do 3º lugar
15:45 Final

A CAMPANHA BRASILEIRA NA 1ª FASE
25/05/2018 Sérvia 0x3 Brasil 22/25, 22/25, 24/26
26/05/2018 Itália 3×2 Brasil 18/25, 25/19, 25/21, 24/26, 15/8
27/05/2018 Brasil 3×0 Alemanha 26/24, 25/23, 26/24
01/06/2018 Brasil 3×0 Coréia do Sul 25/21, 25/19, 25/19
02/06/2018 Brasil 3×0 Japão 26/24, 25/19, 25/20
03/06/2018 Brasil 3×2 EUA 21/25, 20/25, 25/19, 25/20, 20/18
08/06/2018 Rússia 1×3 Brasil 21/25, 20/25, 27/25, 18/25
09/06/2018 Irã 2×3 Brasil 17/25, 25/23, 19/25, 25/21, 13/15
10/06/2018 China 0x3 Brasil 20/25, 19/25, 25/27
15/06/2018 Canadá 3×0 Brasil 25/22, 34/32, 25/23
16/06/2018 França 3×0 Brasil 25/19, 25/23, 25/23
17/06/2018 Bulgária 3×2 Brasil 25/22, 19/25, 25/15, 18/25, 15/12
22/06/2018 Austrália 0x3 Brasil 22/25, 19/25, 19/25
23/06/2018 Brasil 3×1 Polônia 25/22, 25/23, 23/25, 25/23
24/06/2018 Brasil 0x3 Argentina 23/25, 22/25, 21/25

O RISCO DE ELIMINAÇÃO

A seleção brasileira masculina de vôlei entra em quadra, logo mais, às 8h10m, na Austrália, contra os donos de casa, pela Liga das Nações, sem poder tropeçar. O Brasil precisa de duas vitórias, por 3×0 ou 3×1, nos próximos três jogos, para garantir sem sustos, a classificação para as finais na França. Além dos australianos, nessa última semana de fase regular, os brasileiros enfrentam poloneses e argentinos.

A maior ameaça para a classificação do Brasil é a Sérvia. Com 8 vitórias e 4 derrotas, 20 pontos, em 12 jogos, os sérvios estão na 6ª posição geral. Os brasileiros possuem campanha idêntica, 8 vitórias e 4 derrotas, em 12 jogos, mas levam vantagem na pontuação. São 24 pontos no total, 4º lugar geral. No entanto, a Sérvia enfrenta nesse final de semana, adversários teoricamente mais fracos, como Japão e China. A única seleção capaz de desafiar os sérvios na semana é o Canadá, que também possui chances de classificação. Em caso de três vitórias da Sérvia, nos três jogos, o jogo entre Brasil e Polônia passa a ser decisivo, pois dependendo dos outros resultados, das outras sedes, talvez seja necessário vencer os três jogos. Detalhe: o Brasil joga com a Polônia, no sábado, portanto sem saber do resultado necessário para garantir classificação já que, seu último jogo é contra Argentina.

Além de Brasil, Sérvia, Polônia e Canadá correndo por fora, está a Itália. Os italianos recebem em Modena, os três primeiros colocados na tabela de classificação. Pela ordem, França, Estados Unidos e Rússia. Para sonhar com a vaga nas finais, a Itália precisa ganhar os três jogos e torcer por uma combinação de resultados, nas sedes da Austrália, onde jogam brasileiros e poloneses, e da China, onde jogam sérvios e canadenses.

Já EUA e Rússia estão próximos das finais. Apesar da sequência pesada de jogos na semana, os americanos precisam de uma vitória, em três jogos, para se garantir e ainda contam com a possibilidade de classificação, mesmo com 3 derrotas. Os russos, também classificam-se com uma vitória nos três jogos, por 3×0 ou 3×1, ou com uma vitória por 3×2, com uma derrota por 3×2.

A fase final da VNL será disputada em Lille, na França, em um estádio de futebol, entre os dias 4 e 8 de julho. Os cinco primeiros colocados da fase regular garantem vaga nas finais. A França já está garantida por ser a sede da fase final.

VNL NA TV
Hoje 22/06/2018
08:10 Austrália x Brasil SPORTV 2
12:30 Estados Unidos x França SPORTV 2
15:30 Itália x Rússia SPORTV 2
Sábado 23/06/2018
07:10 Brasil x Polônia SPORTV 2
12:30 Estados Unidos x Rússia SPORTV 2
15:30 Itália X França SPORTV 2
23:10 Brasil x Argentina SPORTV 2
Domingo 24/06/2018
12:30 França x Rússia SPORTV 3
15:30 Itália x Estados Unidos SPORTV 2

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O estádio em Lille na França, palco das finais da VNL

BRASIL PERDE TRÊS VEZES NA BULGÁRIA

A seleção brasileira masculina de vôlei teve a sua pior semana na Liga das Nações. Jogando na Bulgária, o Brasil foi derrotado por Canadá, França e Bulgária, respectivamente. Os brasileiros demonstraram grande apatia nas derrotas para Canadá e França. Na partida contra os búlgaros, o Brasil evoluiu na parte emocional, mas não foi o suficiente para impedir novo revés. O técnico Renan Dal Zotto não contou com o ponteiro Lipe e o central Maurício Souza, ambos lesionados. Sem opções de jogadores experientes na ponta, o Brasil viu a sua linha de passe sofrer. Em busca de reforço na posição, Renan Dal Zotto convocou o ponteiro Lucas Lóh para os próximos três jogos do Brasil, pela última semana da fase de classificação da Liga das Nações.

A semana brasileira na VNL

CANADÁ 3×0 BRASIL 25/22 34/32 25/23
Brasileiros e canadenses fizeram uma partida equilibrada, disputada ponto a ponto, no 1º set. No momento decisivo, o Canadá dificultou a linha de passe do Brasil alternando potência no serviço com saques flutuantes. A estratégia deu resultado e o Canadá fechou o set em 25/22. O Brasil voltou melhor para o jogo no 2º set abrindo seis pontos de vantagem. Aos poucos, os canadenses reencontraram seu melhor jogo e igualaram o set. Novamente, no momento chave, o Canadá mostrou convicção nos contra-ataques para fazer 2×0 no placar, 34/32. O 3º set foi uma repetição dos anteriores. Abatido, o Brasil permitiu que o Canadá tivesse o controle do jogo e fechasse a partida, 25/23.

FRANÇA 3×0 BRASIL 25/19 25/23 25/23
O Brasil repetiu a apatia do jogo anterior contra o Canadá diante dos franceses. A França exerceu grande pressão sobre a recepção brasileira. Mesmo com o excessivo número de erros, os franceses dominaram o jogo do começo ao fim. Sem confiança, o Brasil até equilibrou o jogo em alguns momentos, mas a França decidiu a partida como quis, quando quis. O Brasil saiu de quadra derrotado por um categórico 3×0.

BULGÁRIA 3×2 BRASIL 25/22 19/25 25/15 18/25 15/12
Os brasileiros facilitaram o trabalho do levantador búlgaro Seganov. Com o passe na mão, ele dificultou a leitura de bloqueio do Brasil. Sonolentos, mais uma vez, os brasileiros perderam o set no momento decisivo, 25/22 para a Bulgária. No 2º set, o Brasil finalmente reagiu e venceu por 25/19. Na sequência, os brasileiros fizeram um 3º set abaixo da crítica, sendo presa fácil para os búlgaros, 25/15. O Brasil retomou a concentração no jogo, fez seu melhor set na semana e fechou a parcial em 25/18. No tie-break, a Bulgária foi mais eficiente nos contra-ataques e fechou a partida, 15/12.

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DIVILGAÇÃO FIVB

 

BRASIL ENCARA FRANCESES EM SÓFIA, NA BULGÁRIA

Após a derrota para o Canadá por 3×0, com parciais de 25/22, 34/32, 25/23, a seleção brasileira masculina de vôlei enfrenta a França, hoje, a partir das 9h30, pela Liga das Nações Masculina, com transmissão do SPORTV 2. Ontem, os franceses venceram os búlgaros, dentro da casa do adversário, por 3×0. O técnico francês Tillie não colocou em quadra, o ponteiro Ngapeth, um dos melhores jogadores do mundo. Com os resultados, a França, já classificada por sediar as finais, assumiu a 1ª posição da tabela, com 8 vitórias e 2 derrotas, 25 pontos. O Brasil perdeu a liderança e está em terceiro, com 8 vitórias e 2 derrotas, 23 pontos. Contra o Canadá, os brasileiros jogaram desfalcados do ponteiro Lipe e do central Maurício Souza. Os dois jogadores estão fora da competição, por contusão. Além da França, ainda pela VNL, os brasileiros enfrentam a Bulgária, no domingo, às 12h30, também com transmissão do SPORTV 2.

Na semana passada, nos jogos em Ufa, na Rússia, o Brasil fez a sua melhor apresentação na Liga das Nações, contra os russos, diante da torcida adversária, vencendo por 3×1, com parciais de 25/21, 25/20, 25/27, 25/18. O levantador Bruno, em uma excelente exibição, foi um dos melhores da partida. Entre os fundamentos, o Brasil destacou-se no saque. Foram 11 pontos. No entanto, os brasileiros oscilaram nas partidas seguintes. Na partida com o Irã, desconcentrado, o Brasil permitiu que os iranianos levassem o jogo para o tie-break, mas venceu. No duelo com a China, a seleção brasileira recuperou-se, venceu por 3×0, mas jogou apenas para o gasto.

VNL MASCULINA NA TV
Hoje
09:30 Brasil x França SPORTV 2
21:30 Estados Unidos x Polônia SPORTV 3
Amanhã
12:30 Bulgária x Brasil SPORTV 2
19:30 Estados Unidos x Irã SPORTV 2

S.O.S ESPORTE BRASILEIRO

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Atletas e ex-atletas do voleibol brasileiro mobilizaram durante essa semana, nas redes sociais, uma campanha contra a medida provisória 841 que instaura o Sistema de Segurança Pública. A medida assinada pelo presidente Michel Temer prevê cortes no orçamento de várias pastas, entre elas o Ministério do Esporte. A previsão de cortes atinge o esporte escolar, esporte universitário, Comitê Olímpico, Comitê Paraolímpico, Ministério do Esporte e pode chegar as cifras de R$ 500 milhões. Em nota, a Comissão de Atletas da CBV demonstrou preocupação com a medida. Eles defenderam a importância do esporte na formação da cidadania e no combate à violência.

ESPORTE É CIDADANIA
Não é novidade no país a existência de uma monocultura esportiva. São nesses momentos de escassez de recursos que é bom recordar o perdão de dívidas milionárias dos clubes de futebol com a Receita Federal. Isso para não falar do apoio indiscriminado de empresas estatais aos históricos devedores. Podem argumentar que o esporte de alto rendimento também recebe apoio de empresas estatais. Porém, o déficit de cultura esportiva no Brasil, desde a base ao apoio profissional, não deixa outra saída ao Estado que não seja a política atual. Sendo assim, retirar recursos das atividades que afastam a sociedade da violência indica a falta de visão do governo.

TURQUIA, HOLANDA OU ITÁLIA?

A Liga das Nações Feminina encerra a fase classificatória para as finais na China, nessa semana. As chinesas por sediarem as finais já estão garantidas. Os Estados Unidos, líderes da competição, com 34 pontos, conquistaram uma das cinco vagas, na última semana. Sérvia e Brasil estão encaminhados. Dificilmente não irão vencer os jogos que precisam, para estar nas finais. Restam duas vagas. Turquia, Holanda e Itália são as seleções com chances reais. A seleção turca está melhor posicionada, com 28 pontos, 9 vitórias e 3 derrotas, em 12 jogos. As holandesas possuem campanha idêntica, 9 vitórias e 3 derrotas, mas levam desvantagem no critérios de desempate, somando 26 pontos. Já a Itália é a única seleção que pode ameaçar a classificação de Turquia e Holanda. Com 21 pontos, 7 vitórias e 5 derrotas, as italianas estão na 6ª posição na tabela. Para conseguir classificação, a Itália precisa vencer os próximos três jogos e torcer por no mínimo, dois tropeços de turcas ou holandesas. Joga a favor das italianas, o fato de sediar a próxima etapa em casa, na cidade de Eboli, além de enfrentar duas seleções eliminadas, Bélgica e Tailândia. O jogo decisivo para elas, será contra o Brasil, na quinta-feira, 14 de junho. Holanda e Turquia terão o confronto direto no primeiro jogo da sede em Sttugart, na Alemanha. As duas seleções precisam de duas vitórias, em três jogos, para garantir presença nas finais, sem depender de resultados. Em caso de derrota no confronto direto, será necessário vencer chinesas e alemãs ou torcer por derrota da Itália contra o Brasil. Dessa forma, olho em Brasil, China e Alemanha, pois devem ser o fiel da balança.

AGENDA
12/06/2018 12:30 Holanda x Turquia
12/06/2018 15:00 Itália x Tailândia
13/06/2018 12:30 China x Holanda
13/06/2018 15:30 Alemanha x Turquia
13/06/2018 15:00 Itália x Bélgica
14/06/2018 12:30 Turquia x China
14/06/2018 15:30 Alemanha x Holanda
14/06/2018 15:00 Itália x Brasil

EUA GARANTE VAGA PARA FASE FINAL

A seleção americana de vôlei feminino garantiu vaga para a fase final da Liga das Nações. Com três vitórias, nos últimos três jogos, contra russas, brasileiras e chinesas, os Estados Unidos alcançaram 34 pontos, 11 vitórias, em 12 jogos. A única derrota na competição, aconteceu contra a Turquia, na primeira semana, em Lincoln, por 3×2. No total, os Estados Unidos obtiveram 9 vitórias por 3×0. Além da derrota para as turcas, no tie-break, apenas Brasil e Polônia conseguiram vencer um set das americanas. Na grande maioria dos jogos, os adversários sempre precisaram correr atrás da seleção americana no placar. Entre as seleções apontadas como favoritas, resta aos Estados Unidos enfrentar a Sérvia, 3ª colocada na tabela, com 28 pontos. Com a vaga garantida para as finais, o técnico americano Kiraly pode mesclar a equipe e utilizar a partida para promover testes.

A CAMPANHA
15/05/2018 EUA 3×1 Polônia 28/26, 25/22, 22/25, 25/15
16/05/2018 EUA 2×3 Turquia 26/28, 19/25, 25/20, 26/24, 14/16
17/05/2018 EUA 3×0 Itália 25/21, 25/18, 25/21
22/05/2018 Japão 0x3 EUA 20/25, 16/25, 23/25
23/05/2018 Holanda 0x3 EUA 19/25, 21/25, 23/25
24/05/2018 Bélgica 0x3 EUA 11/25, 18/25, 17/25
29/05/2018 Alemanha 0x3 EUA 18/25, 17/25, 17/25
30/05/2018 República Dominicana 0x3 EUA 20/25, 23/25, 21/25
31/05/2018 Tailândia 0x3 EUA 10/25, 22/25, 16/25
05/06/2018 Rússia 0x3 EUA 14/25, 18/25, 18/25
06/06/2018 EUA 3×1 Brasil 25/23, 26/28, 25/21, 25/18
07/06/2018 China 0x3 EUA 20/25, 22/25, 20/25

EM SEMANA IRREGULAR, BRASIL FICA PRÓXIMO DA CLASSIFICAÇÃO

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DIVULGAÇÃO FIVB

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou nessa semana, na China, pela Liga das Nações Feminina, duas vitórias, em 3 jogos. Os resultados positivos foram alcançados contra China e Rússia, em jogos bastantes disputados, decididos apenas no tie-break. A derrota foi diante das americanas por 3×1, com parciais de 25/23, 26/28, 25/21, 25/18. O destaque negativo foi a irregularidade da recepção brasileira. Sem o passe na mão da levantadora, a oposta Tandara foi sobrecarregada. Deixando clara, a dependência do Brasil em relação à performance da jogadora no ataque.

RETA FINAL
Após a 4ª semana de competição, a Liga das Nações Feminina entra na reta final da primeira fase. O Brasil está em 2º lugar na tabela de classificação, com 28 pontos, 10 vitórias e 2 derrotas. Na próxima semana, a seleção feminina viaja até Eboli, na Itália, onde encerra sua participação na primeira fase contra Tailândia, Bélgica e Itália. As brasileiras precisam de uma vitória para garantir vaga para fase final. As cinco primeiras seleções estarão classificadas para as finais na China, em Nanjing.

Confira abaixo como foram os jogos do Brasil nessa semana.

CHINA
Jogando diante de sua torcida, as chinesas executaram uma excelente performance no saque, o que desestabilizou a recepção brasileira. Dessa forma, a China venceu o 1º set por 25/19. As brasileiras equilibraram o jogo com seu sistema defensivo. Com alto aproveitamento de bloqueio, o Brasil virou a partida, com parciais de 25/23 e 27/25. A China retomou sua estratégia de saque e fechou o 4º set, com extrema facilidade, 25/10. No tie-break, o equilíbrio foi restabelecido e o jogo foi decidido em um pedido de desafio do técnico José Roberto, 16/14, vitória brasileira.

ESTADOS UNIDOS
Brasileiras e americanas fizeram um jogo de muitos erros. Somadas, as duas seleções cederam 51 pontos, em erros. A diferença da partida esteve no aproveitamento do ataque. A oposta Tandara foi neutralizada e o técnico José Roberto a retirou do jogo. Apesar do equilíbrio nos números de bloqueio, a levantadora Roberta perdeu a referência no ataque e o Brasil teve muitas dificuldades na virada de bola. EUA dominou a partida nos momentos cruciais e fechou o jogo por 3×1.

RÚSSIA
Brasil e Rússia repetiram o excessivo número de erros do jogo anterior, entre brasileiras e americanas. A linha de passe do Brasil sofreu com o saque russo. As brasileiras pareciam desinteressadas. A Rússia aproveitou o bom momento e fechou o 1º set, por 25/15. O Brasil dominou as parciais seguintes, com eficiência no bloqueio e virou o jogo. A Rússia não desistiu e as brasileiras permitiram o empate, 25/19. No tie-break, as duas seleções demonstraram irregularidade. Após ter a chance de fechar a partida, a Rússia sucumbiu ao bloqueio brasileiro, 17/15.