OS GRUPOS DO MUNDIAL FEMININO

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O Campeonato Mundial Feminino de Vôlei inicia as competições neste sábado, 29 de setembro. Disputado no Japão, sede das Olimpíadas de 2020, o torneio acontece de quatro em quatro anos e é o principal campeonato de 2018 do calendário anual da FIVB. O Brasil está no grupo D ao lado de Sérvia, República Dominicana, Porto Rico, Cazaquistão e Quênia. A estreia é contra Porto Rico. Veja a seguir, uma análise de cada grupo do Mundial Feminino 2018.

GRUPO A JAPÃO HOLANDA ALEMANHA ARGENTINA CAMARÕES MÉXICO
O Japão é palco para o Campeonato Mundial, mais uma vez. Dentro de casa, a seleção japonesa costuma se fortalecer. Basta lembrar, a surpreendente medalha de bronze no Mundial 2010. O fator casa é a aposta do Japão para parelhar uma disputa com a Holanda, seleção mais forte do grupo, pela liderança da chave. No mesmo grupo, a seleção alemã será páreo duro. Renovada, a Alemanha pode dificultar a vida de japonesas e holandesas. Como os resultados são acumulativos, na disputa pela 3ª vaga no Final Six, os confrontos do grupo A devem ser decisivos. Isso porque, no caminho para a 2ª fase, Japão e Holanda terão pela frente, Brasil e Sérvia.

GRUPO B CHINA ITÁLIA TURQUIA BULGÁRIA CUBA CANADÁ
Atual campeã olímpica e vice-campeã mundial, a seleção chinesa é a grande favorita do grupo B. No entanto, as chinesas não terão vida fácil. Itália e Turquia já provaram ter alto nível técnico para bater de frente com seleção de Lang Ping. Por uma questão de sorte, ou melhor, azar da Bulgária, este grupo poderia ser ainda mais complicado. Com desfalques importantes, a 4ª força do grupo deverá jogar apenas para passar de fase. Sua briga será contra o Canadá. O cruzamento com o outro grupo na 2ª fase, será ainda mais difícil. São 3 vagas para no mínimo 5 postulantes. Quem sair derrotado na chave B, por mais de uma vez, poderá dizer adeus às chances de título.

GRUPO C EUA RÚSSIA CORÉIA DO SUL AZERBAIJÃO TAILÂNDIA TRINIDAD TOBAGO
O grupo C pode ser considerado o grupo da morte. Apesar da superioridade técnica dos Estados Unidos, atual campeão mundial e da Liga das Nações, não dá para descartar a força da Rússia e os destaques individuais de Coréia do Sul e Azerbaijão, capazes de decidirem jogos sozinhas. Nem mesmo a definição de quem vai a 2ª fase é certa. A Tailândia pode muito bem atrapalhar os planos de qualquer uma dessas seleções. No seu currículo, há vitórias até mesmo em cima da Rússia. Dessa forma, a disputa intensa do grupo, terá consequências na 2ª fase, quando este grupo irá cruzar com China, Itália e Turquia. Promessa de grandes jogos.

GRUPO D BRASIL SÉRVIA REP.DOMINICANA PORTO RICO CAZAQUISTÃO QUÊNIA
O duelo pela liderança do grupo D deve se restringir a Brasil e Sérvia. Claro que, dominicanas e porto-riquenhas podem complicar a situação. Porém, não deve ser nada diferente disso. Para brasileiras e sérvias é importante manter o alto nível de competição. Em caso de classificação para o Final Six, as adversárias estarão com um ritmo de jogo maior, dado o equilíbrio de seus grupos. Também é importante não tropeçar, para não ser surpreendido pelas perigosas seleções de Holanda, Japão e Alemanha na 2ª fase.

 

JOSÉ ROBERTO DEFINE ELENCO PARA O MUNDIAL

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O técnico José Roberto Guimarães/Divulgação CBV

O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, definiu nessa sexta-feira, em Hamamatsu, no Japão, as 14 jogadoras que irão defender o Brasil no Mundial. José Roberto havia optado em levar para a competição 15 atletas. O propósito era fazer o último corte na data limite imposta pela FIVB. O treinador utilizou-se dessa estratégia nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Coincidentemente, devido a lesões, a ponteira Natália era dúvida nos dois momentos, em 2012, e agora no Mundial 2018.

Como da outra vez, Natália foi confirmada para a disputa da competição. A indefinição deu-se pelo fato de Natália não estar plenamente recuperada de contusão, às vésperas do campeonato, segundo fontes da imprensa. Em seu lugar,a opção de José Roberto era a ponteira Amanda ou ainda a diminuição de opções no banco, em outras posições. Ele já havia cortado a oposta Monique e a ponta/oposta Fernanda Thomé.

A lista das 14 convocadas pelo Brasil para a disputa do Mundial é composta por: as levantadoras Dani Lins e Roberta, as centrais Bia, Adenízia, Thaísa e Carol, a oposta Tandara, as ponteiras Fernanda Garay, Gabi, Drussyla, Natália e Rosamaria e as líberos Suelen e Gabiru.

Definido o time, o Brasil estreia no Mundial 2018, contra Porto Rico, na madrugada de sexta para sábado, dia 29 de setembro, a partir de 1h40, com transmissão do SPORTV 2. Além de Porto Rico, as brasileiras enfrentam na 1ª fase, as seleções da República Dominicana, Sérvia, Casaquistão e Quênia.

DE VIRADA, BRASIL VENCE RÚSSIA NO TIE-BREAK

A seleção brasileira masculina iniciou a 3ª fase do Campeonato Mundial Masculino de Vôlei com uma grande virada sobre a Rússia. O Brasil chegou a ter um placar adverso de 2×0. Brilhou a estrela do técnico Renan Dal Zotto, que fez as mudanças certas, em uma situação limite. No fim, vitória brasileira por 3×2, com parciais de 20/25, 21/25, 25/22, 25/23, 15/12.

Na próxima rodada do Grupo I, a Rússia enfrenta os Estados Unidos. Em caso de triunfo americano, o Brasil garante vaga para as semi-finais do Campeonato Mundial. Ainda assim, em caso de vitória russa, o Brasil poderá confirmar sua passagem para a próxima fase, em seu próximo jogo válido pelo Mundial, na sexta-feira, contra os Estados Unidos.

RESUMO
Diante dos russos, o Brasil viu prevalecer nas duas primeiras parciais da partida, o bloqueio adversário. Mesmo com dificuldades na virada de bola, os brasileiros conseguiram equilibrar a disputa, devido ao excessivo número de erros da Rússia.

O técnico brasileiro Renan Dal Zotto fez uma troca simples de levantadores e mudou o jogo. Bruninho deu lugar a William e o Brasil deslanchou. Em grande exibição, William comandou o time e deixou o bloqueio russo perdido. A passagem do líbero Maique pelo fundo de quadra recordou os tempos áureos de Serginho. Sem diminuir o número de erros, a Rússia foi incapaz de impedir a virada brasileira.

BRASIL Bruninho (1), Wallace (22), Lucão (12), Maurício Souza (1), Lipe (15), Douglas Souza (13), Thales (0). Entraram: William (2), Evandro (3), Isac (0), Kadu (0), Lucas Lóh (0), Maique (0). Técnico: Renan Dal Zotto

RÚSSIA Butko (2), Mikhaylov (19), Muserskiy (17), Kurkaev (8), Kliuka (11), Volkov (23), Verbov (0). Entraram: Grankin (0), Poletaev (0), Berezhko (0). Técnico: Sergei Shliapnikov

OUTROS RESULTADOS
Grupo J Itália 0x3 Sérvia 15/25, 20/25, 18/25

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O líbero Maique em espetacular ação de defesa/Divulgação FIVB

O FINAL SIX DO MUNDIAL MASCULINO

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O Brasil não deu sorte na definição dos grupos da 3ª fase do Campeonato Mundial Masculino de Vôlei. Em sorteio realizado na segunda-feira, os brasileiros tiveram como resultado a pior combinação possível. O Brasil caiu no grupo da morte ao lado de Estados Unidos e Rússia. Na outra chave estão: Itália, Polônia e Sérvia.

Amanhã, quarta-feira, o Final Six do Campeonato Mundial terá início, em Turim, com dois jogos. Ao meio-dia, o Brasil enfrenta os russos, pelo grupo I. Logo depois, pelo grupo J, os italianos jogam contra a Sérvia. Os dois jogos serão transmitidos pelo canal a cabo, SPORTV 2.

AS CHANCES BRASILEIRAS
Mesmo enfrentando dois adversários de peso, o Brasil tem chances de avançar às semi-finais. Se conseguir passar de fase, os brasileiros terão um caminho teoricamente mais fácil rumo à final. Sem desmerecer o outro grupo, caso a seleção brasileira conquiste a classificação, os prováveis confrontos de semi-finais irão exigir um nível de jogo inferior ao enfrentado contra russos e americanos. Claro que não dá para subestimar os oponentes. A Itália joga em casa com apoio da torcida, a seleção polonesa é a atual campeã mundial e a Sérvia faz até aqui, uma excelente competição.

Sobre russos e americanos é bom ter cautela. Apesar de ter realizado uma campanha irregular até a 3ª fase, não dá para descartar do páreo, a seleção russa. Eles foram campeões da Liga das Nações, em 2018, e são considerados favoritos ao título da competição. Até mesmo nesse Campeonato Mundial, a má campanha pode justificar-se pela consistência de seus adversários. Russos e americanos caíram no mesmo grupo, na 1ª fase, e ainda tiveram pela frente, a Sérvia.

Já os Estados Unidos, são os únicos invictos do Campeonato Mundial. Foram 8 vitórias em 8 jogos. Depois de um começo titubeante, os americanos ganharam confiança após bater a Rússia, por 3×1. Devidamente testados, os Estados Unidos são oponentes de alto nível técnico. Mesmo com um elenco menos diversificado em comparação com o da Rússia, os Estados Unidos apresentaram no Mundial um jogo muito consistente. São o time a ser batido.

CAMPEONATO MUNDIAL NA TV
Amanhã 26/09 12:00 Grupo I Brasil X Rússia SPORTV 2
Amanhã 26/09 16:15 Grupo J Itália X Sérvia SPORTV 2
Quinta 27/09 12:00 Grupo I EUA X Rússia SPORTV 2
Quinta 27/09 15:30 Grupo J Polônia X Sérvia SPORTV 2
Sexta 28/09 12:00 Grupo I Brasil X EUA SPORTV 2
Sexta 28/09 16:15 Grupo J Itália X Polônia SPORTV 2

SELEÇÃO BRASILEIRA CLASSIFICADA PARA O FINAL SIX

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Pelo Campeonato Mundial Masculino de Vôlei, o Brasil conquistou sua classificação para o final six, a ser disputado em Turim, na Itália, a partir da próxima quarta-feira, após vitória sobre a Eslovênia, no último sábado. Também estão classificadas para a 3ª fase do Mundial, as seleções da Itália, Estados Unidos, Polônia, Rússia e Sérvia. Nesta segunda-feira pela manhã, haverá um sorteio para definir os confrontos.

As seis seleções serão divididas em dois grupos com 3 países. Como primeiro lugar dos grupos E e F, Itália e Brasil não podem cair na mesma chave. Assim como, americanos e poloneses também não podem se enfrentar, já que foram primeiros colocados no grupos G e H, respectivamente. O mesmo procedimento impede que os dois melhores segundos colocados na 2ª fase, no caso Rússia e Sérvia, caiam no mesmo grupo.

Com a vaga garantida depois do triunfo contra a Eslovênia, por 3×0, o Brasil cumpriu tabela no domingo diante da Bélgica. O técnico Renan Dal Zotto escalou os reservas para o confronto e deu ritmo de jogo a todo o elenco. Apenas o ponteiro Douglas Souza não foi poupado, a partir do 3º set do jogo. Também foram utilizados, em algumas passagens, na inversão de rede, o levantador Bruninho e o oposto Wallace, maior pontuador do Brasil na competição. Mesmo sem contar com septeto titular, o Brasil venceu os belgas no tie-break, após estar com o placar adverso de 2×0.

Em relação aos seis finalistas do Campeonato Mundial, é bom destacar a ausência da França. Antes de iniciar a disputa, os franceses eram considerados superfavoritos ao lado de Estados Unidos e Rússia. Com o campeonato em andamento, a França não confirmou essa condição, perdendo um jogo considerado fácil para a Holanda e outros decisivos contra Brasil e Sérvia.

Vale ressaltar ainda que, todos os finalistas da Liga das Nações 2018, em Lille, na França, estão entre os finalistas, com exceção da França. No caso, quem disputa o Mundial em seus domínios são os italianos, classificados dentro de quadra, para o final six, no lugar dos franceses.

ÚLTIMOS RESULTADOS
Grupo E Rússia 3×0 Finlândia 25/17, 25/19, 25/22
Grupo E Itália 3×1 Holanda 16/25, 25/20, 27/25, 25/15
Grupo F Eslovênia 2×3 Austrália 25/23, 20/25, 25/19, 22/25, 11/15
Grupo F Bélgica 2×3 Brasil 25/22, 25/23, 19/25, 15/25, 12/15
Grupo G EUA 3×0 Irã 25/23, 26/24, 26/24
Grupo G Bulgária 2×3 Canadá 19/25, 14/25, 25/21, 25/19, 10/15
Grupo H França 3×1 Argentina 25/16, 25/20, 26/28, 25/19
Grupo H Polônia 3×0 Sérvia 25/17, 25/16, 25/14

BRASIL INICIA 2ª FASE NO MUNDIAL COM VITÓRIA

O Brasil iniciou a 2ª fase do Campeonato Mundial Masculino de Vôlei com vitória contra os australianos. O placar do jogo foi 3×0, com parciais de 25/21, 25/22, 25/15. Com o resultado, os brasileiros encaminharam a classificação para a próxima fase. Se vencer Eslovênia ou Bélgica nos próximos jogos, o Brasil garante lugar na 3ª fase, em Turim, como 1º lugar de seu grupo e não irá depender de uma combinação de resultados para passar de fase como um dos dois melhores segundo colocados.

No jogo de hoje, a Austrália ofereceu pouca resistência ao Brasil. Douglas Souza foi o maior pontuador do Brasil com 12 pontos. Mesmo sendo o maior pontuador do confronto com 16 pontos, o oposto australiano Williams teve um rendimento aquém do esperado. Seu aproveitamento de ataque girou abaixo de 40%. Um número ruim, para o principal responsável pela virada de bola australiana.

Na próxima rodada do grupo F, o Brasil enfrenta a perigosa seleção eslovena, vice-campeã europeia em 2015. O jogo acontece amanhã, a partir das 15h30, com transmissão do SPORTV 2. Em seu último jogo, também pelo grupo do Brasil, a Eslovênia derrotou a Bélgica por 3×0. Já a Austrália, derrotada pelos brasileiros, enfrenta a Bélgica. Os australianos já estão eliminados do Mundial. A Bélgica joga suas últimas fichas.

RESUMO
Brasileiros e australianos começaram o jogo com intensas disputas de rallys. O saque do Brasil propiciou vários contra-ataques durante toda a partida. O bloqueio brasileiro induziu o ataque australiano ao erro. O oposto Williams, destaque de sua seleção na competição, foi anulado pelo sistema defensivo da seleção brasileira.

Não restou outra saída para Austrália a não ser forçar o jogo no serviço. Em dado momento, a Austrália conseguiu equilibrar o jogo e ameaçar o Brasil, mas a virada de bola comprometeu toda a estratégia. Foram apenas 29 pontos de ataque contra 43 do Brasil.

Destaque brasileiro na partida, Bruninho realizou uma excelente distribuição, que privilegiou o jogo na maior distância, para fugir da marcação de bloqueio da Austrália pelo meio de rede.

BRASIL Bruninho (2), Wallace (12), Lucão (6), Isac (4), Douglas Souza (12), Lipe (11), Thales (0). Entraram: William (0), Evandro (1), Éder (0), Lucas Lóh (0), Kadú (0). Técnico: Renan Dal Zotto

AUSTRÁLIA Peacock (1), Williams (16), Graham (3), Mote (5), Sanderson (6), Staples (4), Perry (0). Entraram: Smith (3), Dosanjh (0). Técnico: Mark Lebedew

OUTROS RESULTADOS
Grupo E Holanda 0x3 Rússia 17/25, 16/25, 21/25
Grupo E Itália 3×0 Finlândia 25/20, 25/18, 25/16
Grupo F Bélgica 0x3 Eslovênia 26/28, 26/28, 19/25
Grupo G EUA 3×1 Canadá 25/17, 25/14, 21/25, 25/17
Grupo G Bulgária 3×0 Irã 25/19, 28/26, 26/24
Grupo H Sérvia 3×2 França 22/25, 26/24, 25/20, 18/25, 18/16
Grupo H Polônia 2×3 Argentina 25/16, 19/25, 23/25, 25/23, 14/16

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O ponteiro Douglas Souza, maior pontuador do Brasil no jogo/Divulgação FIVB

BRASIL TERMINA 1ª FASE NA LIDERANÇA DO GRUPO B

A seleção brasileira masculina de vôlei encerrou sua participação na 1ª fase do Campeonato Mundial, com 4 vitórias em 5 jogos. Em seu quinto jogo na competição, o Brasil venceu os chineses por 3×0, com parciais de 25/21, 25/22, 25/17. Com a vitória da França sobre o Canadá por 3×1, o Brasil assumiu a 1ª colocação do grupo B. Com apenas uma derrota para a Holanda na 1ª fase, os brasileiros seguem para a cidade de Bolonha, na Itália, onde enfrentam na 2ª fase do Campeonato Mundial as seguintes seleções: Bélgica, Eslovênia e Austrália. A ordem dos confrontos ainda não foi divulgada pela FIVB.

Na 2ª fase, os dezesseis classificados são divididos em 4 grupos com 4 seleções. Avançam para a 3ª fase, os primeiros de cada grupo e dois melhores segundo colocados no geral. Como os resultados são acumulativos, o Brasil carrega para a 2ª fase a campanha da primeira. Dessa forma, os brasileiros estão posicionados em 1º lugar do seu grupo, com 11 pontos, seguidos de perto pela Bélgica com 10 pontos, Eslovênia com 9 pontos e Austrália com 7 pontos.

CHINESES
Diante da China, o Brasil continuou com dificuldades no bloqueio. Foram apenas 4 pontos contra 9 do adversário. Os brasileiros diminuíram a quantidade de erros em relação ao jogo anterior com o Canadá e compensaram a ineficiência do bloqueio na defesa. O oposto Wallace foi o maior pontuador do jogo com 21 pontos. Ele teve um aproveitamento de mais de 70% no ataque. No geral, a virada de bola e os contra-ataques brasileiros foram a diferença na partida. Mérito da distribuição de jogo do levantador Bruninho e da recepção do Brasil.

OUTROS RESULTADOS
Grupo A Japão 3×2 Argentina 26/24, 20/25, 30/32, 25/20, 15/13
Grupo A Itália 3×1 Eslovênia 23/25, 25/19, 25/13, 25/18
Grupo B Canadá 1×3 França 22/25, 21/25, 25/22, 17/25
Grupo C EUA 3×0 Tunísia 25/12, 25/18, 25/13
Grupo C Sérvia 3×2 Rússia 25/21, 24/26, 25/17, 22/25, 15/12
Grupo D Finlândia 2×3 Irã 19/25, 25/22, 25/23, 23/25, 12/15
Grupo D Bulgária 1×3 Polônia 14/25, 25/23, 22/25, 23/25

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O levantador Bruninho/Divulgação FIVB

BRASIL SE RECUPERA NO MUNDIAL

A seleção brasileira masculina de vôlei se recuperou da derrota para a Holanda e venceu os canadenses, por 3×1, com parciais de 25/22, 19/25, 25/23, 25/18, em sua quarta partida no Campeonato Mundial. Com o resultado, o Brasil garantiu vaga para a próxima fase. Como os resultados são acumulativos, o posicionamento no grupo é importante e ainda está indefinido. Por isso, a vitória no próximo jogo é crucial. O Brasil enfrenta os chineses, no encerramento da 1ª fase. A partida acontece às 11h, com transmissão do SPORTV 2.

Contra o Canadá, o oposto Wallace do Brasil foi o maior pontuador do jogo, com 24 pontos. No entanto, o ponteiro Douglas Souza foi o atacante brasileiro mais eficiente do confronto, com 50% de aproveitamento. O ponteiro canadense Perrin foi um dos destaque de sua seleção com 18 pontos. O oposto Evans do Canadá foi a maior eficiência de todo o duelo, no ataque, com mais de 60% de aproveitamento. No geral, canadenses e brasileiros cometeram erros acima média, muitos deles erros não forçados.

RESUMO
Brasileiros e canadenses iniciaram o jogo trocando bolas até a primeira parada técnica. A linha de passe canadense era eficiente e o saque brasileiro não surtia efeito. Numa passagem de Wallace pelo serviço, o Brasil conseguiu desgarrar no placar e manter a diferença até o fim.

Na segunda parcial, os brasileiros voltaram desconcentrados. O Canadá jogava melhor. Um princípio de confusão na rede, entre o ponteiro Lipe e o levantador canadense, tirou o Brasil do set. Com muitos erros não forçados, o Brasil cedia pontos fáceis e os canadenses empataram o jogo, 25/19.

O 3º set foi o mais equilibrado do confronto. O Brasil retomou seu jogo, mas o bloqueio canadense equilibrava as ações e o placar. A defesa canadense dificultava a virada de bola e os contra-ataques. Era preciso ter paciência. Aos poucos, os brasileiros impuseram seu jogo no saque, mesmo com um bloqueio ineficiente. Resultado, 25/23 para o Brasil.

No 4º set, os brasileiros melhoraram seu sistema defensivo e minaram o ataque canadense, que cometia erros forçados pelo posicionamento do bloqueio e defesa do Brasil. Mesmo com um bom volume de jogo, o Canadá não conseguia equilibrar a parcial, em virtude da confirmação em pontos dos contra-ataques do Brasil.

BRASIL Bruninho (1), Wallace (24), Lucão (8), Maurício Souza (7), Lipe (6), Douglas Souza (18), Thales (0). Entraram: Isac (1), William (0), Evandro (0), Éder (0). Técnico: Renan Dal Zotto

CANADÁ Blankenau (1), Vernon-Evans (16), Vigrass (11), Vandoorn (5), Perrin (18), Hoag (11), Marshall (0). Entraram: Derocco (0), Maar (1), Sclater (1), Berkel (0). Técnico: Stéphane Antiga

OUTROS RESULTADOS
Grupo A Bélgica 3×0 Rep.Dominicana 25/18, 25/13, 25/17
Grupo A Argentina 3×2 Eslovênia 25/18, 22/25, 27/29, 25/17, 15/13
Grupo B Egito 1×3 Holanda 18/25, 21/25, 25/23, 16/25
Grupo C Rússia 3×0 Camarões 25/16, 30/28, 25/15
Grupo C Austrália 3×1 Tunísia 16/25, 25/17, 25/19, 25/16
Grupo D Cuba 3×1 Porto Rico 25/15, 22/25, 25/21, 25/17
Grupo D Irã 0x3 Polônia 21/25, 20/25, 22/25

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O ponteiro Lipe em disputa de bola de xeque na rede/Divulgação FIVB

HOLANDA SURPREENDE BRASIL

O Brasil foi surpreendido pela seleção holandesa e saiu derrotado, de virada, por 3×1, com parciais de 21/25, 25/20, 25/20, 25/21, em seu terceiro jogo no Campeonato Mundial Masculino de Vôlei. O Brasil não perdia para os holandeses, em Mundiais, há 52 anos.

O técnico holandês Guido Vermeulen ousou ao escalar um time diferente daquele que enfrentou o Brasil, em uma série de amistosos antes do Mundial. O ponteiro Lipe inicialmente foi poupado pelo técnico Renan Dal Zotto. No decorrer do confronto, com as dificuldades encontradas pelos brasileiros, ele foi utilizado.

O Brasil fez um jogo abaixo do esperado. A Holanda realizou uma partida taticamente perfeita. O oposto holandês Ter Maat foi o maior pontuador da disputa, com 16 pontos. Entre os brasileiros, Douglas Souza e Lucão marcaram 13 pontos cada. O próximo jogo da seleção brasileira é na segunda-feira, a partir das 14h30, com transmissão do canal a cabo SPORTV 2, contra o Canadá.

RESUMO
Os holandeses começaram o jogo com uma formação diferente da conhecida pelo Brasil. Os brasileiros iniciaram a disputa com um bom volume de jogo. A Holanda apostava tudo no saque e cometia muitos erros no fundamento. O Brasil confirmava os contra-ataques e abria uma frente de 4 pontos no placar. A virada de bola das duas seleções era efetiva. Com uma boa margem, conquistada no início do set, o Brasil fechou a primeira parcial em 25/21.

No 2º set, a estratégia holandesa no saque fez efeito. O Brasil tinha dificuldades para confirmar os pontos. A linha de recepção holandesa era eficiente. Os brasileiros não achavam os atacantes da Holanda no bloqueio. Com uma boa diferença no placar, a Holanda administrou a maior parte das ações. Jogo empatado, 25/20 para a Holanda.

No 3º set, o técnico brasileiro Renan Dal Zotto foi obrigado a colocar o ponteiro Lipe no jogo. Ele estava sendo poupado. A Holanda era aplicada taticamente e estava a frente no marcador. O Brasil reagiu, mas os holandeses sempre retomaram a dianteira duas vezes, com 3 pontos de vantagem. Renan inverteu a rede. Não teve jeito, os brasileiros perderam a paciência no ataque e a Holanda virou o jogo, 25/20.

Na quarta parcial, a Holanda aumentou a pressão no jogo, com um ótimo desempenho em todos os fundamentos. O Brasil era surpreendido e não tinha capacidade de reação. O técnico Renan tentou mexer nas peças, mas os holandeses confirmaram o excelente nível de jogo e fecharam o confronto em 3×1.

BRASIL Bruninho (1), Wallace (10), Isac (3), Lucão (13), Douglas Souza (13), Kadú (2), Thales (0). Entraram: William (0), Evandro (6), Éder (0), Maurício Souza (6), Lucas Lóh (5), Lipe (2). Técnico: Renan Dal Zotto

HOLANDA Van Haarlem (1), Ter Maat (16), Parkinson (13), Smit (8), Ter Horst (15), Van Garderen (11), Sparidans (0). Entraram: Keemink (0), Adbel-Aziz (2), Rauwerdink (3). Técnico: Guido Vermeulen

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A festa holandesa após a vitória/Divulgação FIVB