O JOGO DA RODADA – Sesc/RJ conquista segunda vitória na Superliga Masculina

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O Sesc/RJ conquistou a segunda vitória na Superliga Masculina, em jogo válido pela 2ª rodada. Diante de seus torcedores, no Ginásio da Tijuca, o time de Giovane Gávio bateu o Caramuru/Ponta Grossa por 3×0, com parciais de 25/20, 25/19, 25/23. O oposto Wallace foi eleito o melhor em quadra, em sua estreia com a camisa do Sesc/RJ. Ele ainda foi o maior pontuador do confronto com 14 pontos. Pelo time de Caramuru, o oposto Leozão foi o destaque individual. Ele anotou 12 pontos. Na próxima rodada da Superliga Masculina, o Sesc/RJ enfrenta o Corinthians, em Guarulhos, e o Caramuru recebe o Sesi/SP, em Ponta Grossa.

RESUMO
Sesc e Caramuru iniciaram a partida com muita eficiência na virada de bola. O jogo seguiu muito equilibrado até o 17º ponto em todos os fundamentos, até que, o time de Ponta Grossa cedeu muitos pontos em erros e não conseguiu sustentar seu ataque. A equipe carioca aproveitou-se de um sólido sistema defensivo, confirmando os pontos em contra-ataques, enquanto o Caramuru desperdiçou as poucas oportunidades criadas pelo seu sistema defensivo. Resultado: 25/20 para o Sesc/RJ.

A segunda parcial começou no ritmo do 1º set. Em um determinado momento, o Caramuru cometeu erros em seqüência no ataque e o time carioca abriu 5 pontos de vantagem no placar. O técnico Fábio Sampaio fez uma troca simples de levantadores. Índio entrou no lugar de Gustavo. Deu certo. O Caramuru reequilibrou a virada de bola e conseguiu empatar a parcial. Numa passagem de Wallace, o Sesc/RJ retomou a margem no placar. A equipe carioca ganhava quase todos os rallys. Com três pontos de frente, o time de Giovane Gávio administrou a vantagem e fechou o 2º set, em 25/19.

No 3º set, o jogo seguiu o seu ritmo. O equilíbrio na virada de bola colocava o jogo em condições iguais. A parcial seguiu empatada até o 16º ponto, quando Caramuru abriu 2 pontos de frente. Novamente, nos momentos decisivos Caramuru cedeu pontos em erros e a equipe carioca empatou o set. A parcial seguiu igual até o 22º ponto. O time de Giovane Gávio tinha a vantagem de receber o saque e tomou um ace. Na sequência, Caramuru errou o saque. O técnico Fábio Sampaio parou o jogo. Caramuru não confirmou a virada de bola e, em um ponto de bloqueio de Maurício Souza, o Sesc/RJ fechou a partida em 3×0.

SESC/RJ Thiaguinho (1), Wallace (14), Aracajú (7), Mauricio Souza (7), Djalma (12), Japa (7), Tiago Brendle (0). Entraram: Everaldo (0), P.V (1), Rammé (0). Técnico: Giovane Gávio

CARAMURU Gustavo (0), Leozão (12), Matheus (5), Pedrão (4), Jonatas (11), Perón (8), Gian (0). Entraram: Índio (1), Thales (1), Bruno (0). Técnico: Fábio Sampaio

OUTROS RESULTADOS
Funvic/Taubaté 3×0 Corinthians 25/22, 25/15, 25/19
Sesi/SP 3×0 Copel Telecom Maringá 25/21, 25/19, 25/18
Itapetininga 2×3 São Judas Vôlei 23/25, 25/23, 18/25, 27/25, 10/15
Sada/Cruzeiro 3×0 Vôlei Ribeirão 25/20, 29/27, 25/17
Fiat/Minas 3×1 Vôlei Renata 17/25, 26/24, 25/23, 25/21

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Na estreia de Wallace, vitória do Sesc/Erbs Jr/Divulgação CBV

O BALANÇO DO MUNDIAL FEMININO

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A seleção brasileira feminina de vôlei terminou sua participação no Campeonato Mundial 2018 com a pior classificação dos últimos dezesseis anos. Também foi a primeira vez nos últimos dezesseis anos que as brasileiras ficaram de fora das semifinais. Se olharmos o resultado final com atenção veremos que a posição final é uma das piores desde que o vôlei feminino se inseriu no cenário internacional. Em 2002, data da última má campanha brasileira em Mundiais, o Brasil foi representado por um time de jovens, quase juvenis, devido ao atrito entre o técnico Marco Aurélio Motta e jogadoras mais experientes.

Levando em conta essa informação, a participação brasileira em Mundiais é a pior desde 1990, há 28 anos atrás, quando o Brasil lutava para superar o domínio peruano na América do Sul. Diversos fatores explicam o resultado ruim do Brasil no Mundial 2018. A começar pelo fraco processo de renovação da seleção feminina, a falta de apoio à base, algo que não ocorria tempos atrás, a queda na estatura média das principais atletas, em comparação com outras jogadoras do passado, o excesso de lesões, a ausência de padrão tático definido, em virtude das contusões e o tempo escasso para recuperação plena das atletas.

Não poderia deixar de ser citado também o abalo emocional da seleção brasileira, algo típico do vôlei feminino. Em mais de uma vez na competição, as brasileiras tiveram vantagens consideráveis no placar e não conseguiram confirmar os resultados. Foi assim contra Alemanha, Japão e Holanda. Até mesmo contra adversários tecnicamente inferiores, como o México, o Brasil enfrentou uma incrível resistência que ao final fez falta na pontuação, na fracassada tentativa de avançar da 2ª para a 3ª fase.

O multicampeão e experiente técnico José Roberto Guimarães foi extremamente criticado pela torcida por não apresentar soluções para a seleção sair dessas situações. A principal queixa foi a utilização de atletas sem estar em sua melhor forma física, a falta de opções para mudanças e a ausência de engajamento na renovação da seleção brasileira. Não é de se estranhar o pedido de sua cabeça por parte da torcida, com a sugestão de troca por Bernardinho. Algo descartado pela CBV, que confirmou o técnico até os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Sobre a carência de talentos para a renovação na base, isso parece mais suposição e especulação do que, algo concreto de fato. Jogadoras com potencial, como a jovem ponteira Júlia Bergmann, de 1,90m de altura, estão indo embora do país simplesmente por falta de espaço. Outras de biotipo físico adequado para o voleibol, como a central Jéssica Lima, de 2,02m de altura, não são trabalhadas e lapidadas para o voleibol de alto nível. Não dá para compreender qual a dificuldade do Brasil em utilizar suas revelações, na passagem das categorias de base para a carreira profissional, como outras potências do esporte, como a China.

CENÁRIO INTERNACIONAL
Com o Brasil de fora das principais seleções do Mundial, é bom analisar o cenário internacional. Das quatro seleções semifinalistas dos Jogos Olímpicos do Rio, três terminaram entre as quatro primeiras do Mundial 2018. São elas: Sérvia, China e Holanda. A exceção foi a seleção italiana. Em um vitorioso processo de renovação, a Itália esteve muito perto de ser bicampeã mundial. Terminou em 2º lugar, perdendo a final para a Sérvia.

A única seleção semifinalista da Rio 2016, ausente entre as quatro primeiras colocadas do Mundial 2018, foi os Estados Unidos. Talvez, depois do Brasil, as americanas tenham sido a maior decepção da competição ao lado da Turquia. Ambas foram finalistas da primeira edição da Liga das Nações e não repetiram o bom desempenho no Mundial 2018.

DESTAQUES INDIVIDUAIS
Uma das principais responsáveis pelo título da Sérvia ficou de fora da seleção do campeonato. Afastada de sua seleção desde o fim das Olimpíadas do Rio, a levantadora Maja Ognjenovic teve um retorno triunfal. É inaceitável a sua ausência da seleção do Mundial 2018. Com o seu retorno, a Sérvia ganhou consistência na distribuição e se deu ao luxo de poupar na final, em alguns momentos, a melhor jogadora do mundo, eleita MVP do Mundial, o fenômeno sérvio Boskovic. Ao seu lado, outra ausência na seleção do campeonato, a ponteira Mihajlovic também foi uma das melhores jogadoras da grande final.

Outro destaque do Mundial 2018, a oposta italiana Paola Egonu quebrou uma marca histórica na semifinal contra as chinesas. Ela anotou 45 pontos e recebeu inacreditáveis 88 bolas nesse jogo. Caso sua seleção tivesse vencido o Mundial 2018, com toda certeza seria eleita a melhor jogadora da competição.

A 1ª RODADA DA SUPERLIGA MASCULINA

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Teve início na quarta-feira da semana passada, a 25ª Superliga Masculina. No jogo de abertura, em partida adiantada da 6ª rodada, o atual pentacampeão da competição, Sada/Cruzeiro, foi surpreendido em Campinas, pelo Vôlei Renata, e saiu derrotado por incontestáveis 3×0. Pesou contra o time mineiro a péssima recepção e a falta de entrosamento da equipe com o jovem levantador Cachopa. Será preciso tempo ao técnico argentino multicampeão Marcelo Mendez para ajustar o time e contar com todos os reforços em plena forma física.

Na sexta-feira, foi iniciada a 1ª rodada da Superliga Masculina de fato. O Sada/Cruzeiro se recuperou da péssima estreia contra o Vôlei Renata e venceu o Itapetininga, fora de casa, por 3×0. No entanto, chamou a atenção a proximidade do adversário nas parciais. No 3º set, o Itapetininga teve 4 chances para fechar a parcial e não conseguiu impedir a vitória cruzeirense.

Ainda na sexta, em jogo transmitido pelo SPORTV, o São Francisco Saúde/Vôlei Ribeirão, estreante na primeira divisão da Superliga, jogando em casa, deu enorme trabalho ao Sesi/SP, campeão da Supercopa. A disputa foi decidida apenas no tie-break. O time da casa chegou a liderar o placar por 2×0. O técnico Rubinho do Sesi/SP resolveu poupar seus principais jogadores, em virtude do aperto no calendário, e quase saiu de quadra derrotado.

No sábado, no jogo mais importante da rodada, entre Corinthians e Fiat/Minas, em São Paulo, os mineiros venceram na estreia por 3×1 mesmo sem contar com o seu técnico, que comandava a seleção brasileira masculina sub-21 no Campeonato Sul-americano da categoria. O ponteiro Davy Silva foi o maior pontuador do confronto com 18 pontos.

Em Campinas, o Vôlei Renata confirmou a boa fase e derrotou o São Judas Vôlei por 3×0, com parciais de 25/15, 25/21, 25/22. Foi a segunda vitória consecutiva da equipe campineira na competição. Com o resultado, o Vôlei Renata lidera a Superliga com 6 pontos.

Já em Maringá, o Sesc/RJ estreou na competição com vitória. O time do técnico Giovane Gávio bateu o Copel Telecom Maringá por 3×1, com parciais de 25/21, 25/21, 20/25, 25/14. À noite, no complemento da rodada, o EMS Funvic Taubaté venceu o Caramuru, em Ponta Grossa, por 3×0. O central Lucão foi eleito o melhor jogador da partida e recebeu o troféu Viva Vôlei. Ele ainda foi o maior pontuador do jogo com 14 pontos.

PRÓXIMA RODADA
Na próxima rodada da Superliga Masculina, o Taubaté recebe o Corinthians, na quinta-feira, 1º de novembro, no ginásio do Abaeté, a partir das 20h. O jogo terá transmissão do canal Vôlei Brasil da CBV no YouTube. Também na quinta, o Sesi/SP enfrenta o Copel Telecom Maringá, em seu ginásio, na Vila Leopoldina, São Paulo.

No sábado, no ginásio Ayrton Senna, o Vôlei Itapetininga joga contra o São Judas Vôlei, às 18h, com transmissão do canal da CBV no YouTube. Já o Cruzeiro enfrenta o Vôlei Ribeirão, no ginásio do Riacho, em Contagem. A noite, com transmissão do SPORTV, o Sesc/RJ duela com o Caramuru Vôlei, no ginásio do Tijuca, Rio de Janeiro, a partir das 21h30.

Na segunda-feira, dia 5 de novembro, no complemento da 2ª rodada, o líder Vôlei Renata enfrenta o Fiat/Minas, fora de casa, a partir das 19h30, com transmissão do globoesporte.com.

A equipe do Vôlei Renata, em comemoração/Wander Roberto-Cimed

 

OS PROGNÓSTICOS PARA A SUPERLIGA MASCULINA

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Começa hoje a temporada 2018/2019 da Superliga Masculina. Na abertura, o Vôlei Renata recebe o atual pentacampeão do torneio, Sada/Cruzeiro. Em sua 25ª edição, a Superliga Masculina voltará a ser decidida em play-off melhor de cinco jogos. Na categoria masculina, são doze participantes. Na fase regular, todos enfrentam todos, em turno e returno. Os oito melhores avançam às quartas-de-final, decidida em melhor de três jogos. Depois, os quatro melhores disputam as semifinais em melhor de cinco jogos, assim como nas finais.

Apesar de certo favoritismo do Sada/Cruzeiro, a temporada 2018/2019 da Superliga Masculina promete ser a mais imprevisível dos últimos tempos. Entre os doze participantes, quatro equipes de fato disputam o título. Fazem parte desse 1º pelotão os seguintes times: Sada/Cruzeiro, Sesi/SP, Sesc/RJ e EMS Funvic/Taubaté. Dificilmente o campeão da Superliga não sairá desse grupo.

No segundo pelotão estão Fiat/Minas, Corinthians e Vôlei Renata. Essas três equipes devem complicar a vida do 1º pelotão, inclusive com chances de avançar às semifinais, porém com pouca chances de título. Já o 3º pelotão, formado por Maringá, São Judas, Vôlei Ribeirão, Itapetininga e Caramuru, deve disputar classificação para as quartas-de-final e lutar contra o rebaixamento.

A TEMPORADA DE CLUBES MASCULINA

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Foi dada a largada para o início da temporada nacional de clubes do vôlei no Brasil. Com o fim dos campeonatos estaduais, na categoria masculina, o foco das equipes agora é a disputa da 25ª Superliga. No último sábado, a temporada masculina foi inaugurada com a decisão do título da Supercopa. O campeão da última Superliga, Cruzeiro, enfrentou o campeão da última Copa do Brasil, Sesi/SP, na Arena Minas Tênis Clube.

A equipe paulista aplicou uma vitória por 3×0 sobre o Sada, com parciais de 25/22, 25/19, 25/22, e sagrou-se campeã da Supercopa pela primeira vez. O placar da partida, surpreendente, quebrou a hegemonia do time mineiro no torneio e deu pistas do nível de competição da próxima Superliga. Será a temporada mais imprevisível dos últimos tempos.

Disputam a Superliga Masculina 2018/2019, os seguintes clubes: Sada/Cruzeiro, Sesi/SP, Sesc/RJ, EMS Funvic/Taubaté, Fiat/Minas, São Judas Voleibol, Vôlei Renata, Corinthians, Caramuru Vôlei, Copel Telecom Maringá, São Francisco Saúde/Ribeirão, Vôlei Itapetininga.

Na próxima quarta-feira, 24 de outubro, a partir das 19h30, a 25ª temporada da Superliga terá começo na versão masculina, com o jogo antecipado da 6ª rodada, em virtude das datas do Mundial de Clubes, entre Vôlei Renata/Campinas e Sada/Cruzeiro, com transmissão do SPORTV 2. No final de semana, acontece a 1ª rodada do torneio. No link abaixo, você acessa a tabela completa da 25ª Superliga.

Clique para acessar o tabela_masculina_18-19.pdf

 

SÉRVIA É CAMPEàMUNDIAL

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Neste sábado, pela manhã, hora de Brasília, a Sérvia sagrou-se campeã do Mundial feminino 2018, disputado em Yokohama, no Japão. Na final, a seleção sérvia venceu a Itália por 3×2, com parciais de 21/25, 25/14, 23/25, 25/19, 15/12. Foi o primeiro título mundial na história da Sérvia. Completou o pódio do Mundial 2018, no 3º lugar, a seleção da China.

A oposta sérvia Boskovic foi eleita MVP, melhor jogadora da competição. A seleção do Campeonato Mundial feminino, escolhida pela FIVB, foi composta ainda pela levantadora Ofélia Malinov (Itália), a oposta Paola Egonu (Itália), as centrais Rasic (Sérvia) e Yan Ni (China), as ponteiras Sylla (Itália) e Thing Zhu (China) e a líbero De Gennaro (Itália).

GRANDE FINAL
O duelo pelo título mundial feminino foi marcado pelas estratégias de distribuição das levantadoras Ofélia Malinov e Maja Ognjenovic. No começo do jogo, ambas levantadoras não quiseram expor suas principais atacantes ao bloqueio adversário. Dessa forma, com uma certa variação na virada de bola e nos contra-ataques, tanto a levantadora da Sérvia, quanto a levantadora italiana, surpreenderam a todos que esperavam logo de início, um confronto entre as duas principais atacantes do Mundial.

As parciais vencidas pelas italianas foram marcadas por um excelente ritmo de saque que sobrecarregou a linha de passe da Sérvia. Já as vitórias da Sérvia no 2º e 4º set foram contundentes. O domínio se deu pelo volume de jogo no fundo de quadra, pela eficiência do bloqueio, seja em pontos diretos ou em ataques amortecidos e pelas dificuldades da Itália na virada de bola. Em dado momento, a Itália se perdeu e a rede de três encalhou.

No tie-break, brilhou a estrela das atacantes sérvias. Elas foram mais eficientes. Sem pestanejar, a levantadora Ognjenovic colocou bolas nos momentos decisivos, para as atacantes certas confirmarem os pontos, ao contrário da italiana Malinov. Ao tentar fugir da forte marcação do bloqueio sérvio, ela escolheu as opções erradas em momentos cruciais. Ao corrigir a distribuição, sobrecarregou sua principal atacante. Enquanto, Egonu terminou o jogo carregando a Itália nas costas, juntas, as atacantes da Sérvia tiveram melhor aproveitamento no ataque que quase toda a seleção italiana.

A CAMPANHA DO TÍTULO
1ª Fase
Rep.Dominicana 0x3 Sérvia 17/25, 20/25, 22/25
Quênia 0x3 Sérvia 16/25, 9/25, 8/25
Sérvia 3×0 Brasil 25/21, 25/18, 25/19
Cazaquistão 0x3 Sérvia 18/25, 16/25, 13/25
Sérvia 3×0 Porto Rico 25/23, 25/17, 27/25
2ª Fase
México 0x3 Sérvia 19/25, 17/25, 15/25
Alemanha 0x3 Sérvia 14/25, 20/25, 20/25
Japão 3×1 Sérvia 15/25, 25/23, 25/23, 25/23
Holanda 3×0 Sérvia 25/16, 25/12, 25/29
Final Six
Japão 0x3 Sérvia 19/25, 18/25, 23/25
Itália 1×3 Sérvia 21/25, 19/25, 25/23, 23/25
Semifinal
Sérvia 3×1 Holanda 25/22, 26/28, 25/19, 25/23
Final
Sérvia 3×2 Itália 21/25, 25/14, 23/25, 25/19, 15/12

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A seleção sérvia campeã mundial 2018/Divulgação FIVB

CHINA VENCE DISPUTA PELO BRONZE

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A seleção chinesa não deu chances para as holandesas e venceu a disputa pelo 3º lugar do Campeonato Mundial de vôlei feminino 2018. Na decisão pelo bronze, a China atropelou a Holanda por 3×0, com parciais de 25/22, 25/19, 25/14. Mesmo com o 4º lugar, a seleção holandesa alcançou o melhor resultado de sua história, na categoria feminina, em campeonatos mundiais.

NÚMEROS
No jogo em questão, a jovem ponteira Yingying Li foi o destaque individual da partida com 20 pontos. Pelo lado holandês, a oposta Slöetjes anotou 15 pontos. A vitória chinesa foi construída em seu sistema defensivo, com uma boa estratégia de saque e uma ótima performance no bloqueio. Foram 8 pontos diretos no fundamento contra apenas 1 da Holanda. A China também errou menos e realizou 6 pontos no serviço contra 2 das holandesas.

HOLANDA Dijkema (1), Slöetjes (15), Belien (8), Koolhaas (1), Buijs (10), Balkestein (3), Knip (0). Entraram: Jasper (0), Plak (8), Lohuis (0), Schoot (0). Técnico: Jamie Morrison

CHINA Ding (1), Gong (11), Yuan (11), Ni Yan (9), Zhu (10), Yingying Li (20), Wang (0). Entraram: Hu (0). Técnica: Lang Ping

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O bloqueio chinês, fator determinante para a vitória/Divulgação FIVB

EM SEMIFINAL PARELHA, ITÁLIA DERROTA CHINA

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Em um jogo dramático, a seleção italiana feminina de vôlei venceu a China no tie-break, pela semifinal do Campeonato Mundial, e garantiu vaga na grande final da competição. Essa será a segunda final de Mundial disputada pelas italianas. A primeira foi há 16 anos atrás, em 2002, contra os Estados Unidos. Na decisão, a Itália vai em busca do bicampeonato mundial contra a seleção da Sérvia.

No jogo em que conquistou sua classificação para a final do Mundial 2018, a Itália derrotou as chinesas, atuais campeãs olímpicas, por 3×2, com parciais de 25/18, 21/25, 25/16, 29/31, 17/15. Com o resultado, a China irá disputar o 3º lugar contra a Holanda, na manhã de hoje, às 5h20 da manhã, com transmissão do SPORTV e do canal da FIVB na internet. Já a Itália duela com a Sérvia pelo título mundial, a partir das 7h20 da manhã, também com transmissão do SPORTV e do canal da FIVB na internet.

NÚMEROS
A oposta italiana Paola Egonu foi a grande responsável pela classificação da Itália para a final do Mundial 2018. Com uma atuação exuberante, ela marcou 45 pontos, sendo 39 de ataque, 1 de bloqueio e 5 de saque, uma marca histórica! Durante a partida, ela recebeu 88 bolas no ataque, um número absurdo que desafia os limites físicos de uma atleta. Seu aproveitamento no fundamento foi de aproximadamente 45%. Mas, não foi apenas o desempenho de Egonu o motivo para a vitória italiana.

Explorando a flutuação da linha de passe chinesa, a Itália conseguiu neutralizar a principal atacante chinesa, a ponteira Thing Zhu, melhor jogadora dos Jogos Olímpicos do Rio. Sua eficiência no ataque foi parecida com a de Paola Egonu. Porém, faltou a China outras opções de ataque. Para se ter uma ideia, a ponteira italiana Sylla terminou o jogo com quase o mesmo número de pontos do que a ponteira chinesa, maior pontuadora de sua seleção no jogo.

Mesmo variando com as centrais, a levantadora chinesa Ding não conseguiu superar o poderio do ataque italiano. As mudanças incessantes da técnica chinesa Lang Ping não funcionaram. As chinesas até conseguiram equilibrar o jogo no bloqueio, em alguns momentos. Mas ao final, a diferença foi abissal para a Itália no ataque, 80×60.

CHINA Ding (1), Gong (8), Yuan (16), Ni Yan (17), Zhu (26), Zhang (1), Wang (0). Entraram: Yingying Li (8), Hu (2), Di Yao (0), Zeng Chunlei (0). Técnica: Lang Ping

ITÁLIA Malinov (1), Egonu (45), Danesi (12), Chirichella (8), Sylla (23), Bosetti (9) De Gennaro (0). Entraram: Cambi (0). Técnico: Davide Mazzanti

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A oposta italiana Egonu no ataque/Divulgação FIVB

SÉRVIA É FINALISTA DO MUNDIAL PELA 1ª VEZ

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A seleção feminina da Sérvia é finalista do Mundial pela 1ª vez. O resultado foi garantido após vitória sobre a Holanda, em jogo válido pela semifinal da competição. As sérvias venceram as holandesas por 3×1, com parciais de 25/22, 26/28, 25/19, 25/23. A oposta sérvia Boskovic foi o destaque individual da partida. Ela marcou 29 pontos. Pelo lado adversário, a oposta holandesa Slöetjes foi a maior pontuadora de sua seleção. Ela anotou 23 pontos.

Na grande final do Mundial 2018, a Sérvia vai em busca do título inédito contra a seleção italiana. O jogo acontece na manhã de sábado, hora de Brasília, a partir das 7h20, com transmissão do SPORTV e do canal da FIVB na internet. Já a Holanda enfrenta a China na disputa do 3º lugar. O jogo também será transmitido pelo SPORTV e o canal da FIVB na internet, a partir das 5h20 desse sábado.

RESUMO
Sérvia e Holanda iniciaram a semifinal do Mundial colocando pressão na linha de passe adversária. Surpreendentemente, as holandesas rendiam acima do esperado no fundamento. A virada de bola das duas seleções era efetiva. A diferença na primeira parcial foi o excessivo número de erros de saque da Holanda. Foram 6 pontos cedidos em erros no fundamento. 25/22 para a Sérvia.

No 2º set, a tônica do jogo prosseguiu. A virada de bola das duas seleções era eficiente, porém o maior aproveitamento da Sérvia no ataque se dava pela excelente distribuição da levantadora Ognjenovic. No fim da parcial, o saque holandês entrou e foi fundamental para a vitória no set. Foram 4 pontos diretos no serviço contra nenhum da Sérvia. 28/26 para a Holanda.

A Holanda voltou confiante para a terceira parcial. A Sérvia desconcentrada. Com muita consistência no sistema defensivo e pontos em sequência, no contra-ataque, a Holanda chegou a abrir 5 pontos de frente. No entanto, a reação da Sérvia foi avassaladora. Com um bom volume de jogo e vários pontos diretos no bloqueio, a Sérvia reverteu a margem holandesa no placar e provocou uma inédita queda na virada de bola adversária. Resultado: 25/19 para Sérvia.

Na quarta parcial, a Sérvia manteve a consistência de seu jogo e foi para a primeira parada técnica com uma vantagem confortável no placar. Mais uma vez, em uma boa passagem pelo serviço, a Holanda empatou a parcial, com uma excelente postura defensiva. O jogo ganhou contornos dramáticos. As holandesas foram para o tudo ou nada. A Sérvia parecia esgotada. Vários rallys foram disputados em sequência. Na margem mínima, a Sérvia fechou o jogo em 3×1, 25/23.

SÉRVIA Ognjenovic (5), Boskovic (29), Rasic (12), Veljkovic (7), Mihajlovic (23), Busa (5), Popovic (0). Entraram: Malesevic (0). Técnico: Zoran Terzić

HOLANDA Dijkema (2), Slöetjes (23), Belien (5), Lohuis (3), Balkestein (8), Buijs (15), Knip (0). Entraram: Bongaerts (0), Plak (0), Jasper (1), Koolhaas (7). Técnico: Jamie Morrison

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A oposta Boskovic, maior pontuadora da semifinal, com 29 pontos/ Divulgação FIVB