RENAN DEFINE TIME PARA O MUNDIAL

O técnico da seleção masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, definiu os 14 jogadores que irão disputar o Campeonato Mundial, neste mês de setembro, na Itália e na Bulgária. Os últimos dois cortes ocorreram na semana passada. Ficaram de fora da lista, o oposto Alan e o ponta Rodriguinho.

Renan optou por contar com dois líberos. Dessa forma, o líbero Maique do Minas Tênis viaja com o Brasil para o Mundial. Fazem parte da lista final os seguintes atletas: os levantadores Bruninho e William, os opostos Evandro e Wallace, os ponteiros Lipe, Lucas Lóh, Douglas Souza e Kadu, os centrais Lucão, Éder, Isac e Maurício Souza e os líberos Thales e Maique.

AMISTOSOS
Na reta final de preparação para o Campeonato Mundial, o Brasil realiza amistosos contra a Alemanha, no país do adversário. São dois jogos nas cidades de Leipzig e Dresden, respectivamente. No primeiro jogo, ontem, o Brasil venceu os alemães por 3×0, com parciais de 25/23, 26/24, 27/25. Por se tratar de um amistoso, houve um acordo para jogar no mínimo 4 sets. O Brasil venceu novamente, o 4º set, dessa vez por 25/23. O ponteiro Lipe foi poupado. O central Isac foi o maior pontuador da partida com 16 pontos. O próximo jogo entre as duas seleções acontece, neste domingo.

CAMPEONATO MUNDIAL
O Campeonato Mundial de Voleibol é a principal competição do esporte no calendário de 2018. O torneio masculino acontece na Itália e na Bulgária, entre os dias 9 e 30 de setembro. O Brasil está no grupo B ao lado de França, Holanda, China, Egito e Canadá. A estreia será contra o Egito, no dia 12 de setembro, quarta-feira, às 14h30.

Deutschland - Brasilien
Brasileiros comemoram ponto contra os alemães/DVV Sebastian Wells

POLÔNIA FORA DO MUNDIAL MAIS UMA VEZ

Adversária do Brasil na tarde de hoje, no Torneio de Montreux, a Polônia não conseguiu classificação para o Campeonato Mundial Feminino, pelo segundo ciclo consecutivo. A última participação das polonesas aconteceu no Mundial de 2010 quando terminou na 9ª colocação. A julgar por sua torcida fanática, a ausência da Polônia no Campeonato Mundial é inadmissível.

O voleibol é o 1º esporte do país. Mesmo que a seleção feminina não figure com tanta frequência, entre os primeiros colocados, a Polônia tem tradição, sendo um importante mercado para o voleibol. Talvez, falte para a Polônia, um empenho maior de investimentos de sua federação na modalidade feminina.

HISTÓRICO
A Polônia já foi medalhista de bronze olímpica. Nos últimos anos, ensaiou um retorno ao seu posto de outrora. Foi bicampeã europeia em 2003 e 2005, e participou dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Algumas de suas principais jogadoras na época, tornaram-se estrelas do vôlei mundial como: Glinka e Skowronska. A última, atualmente, defende o time de Barueri na Superliga.

FUTURO
Nem tudo está perdido para a Polônia. O torcedor polonês poderá voltar a sorrir em breve. Apesar de estar fora do Mundial, a atual seleção tem potencial. Na última Liga das Nações, a Polônia demonstrou ter material humano. O time dirigido pelo técnico Nawrocki Jacek é alto e possui jogadoras de bom nível técnico. Entre os destaques, a jovem ponta/oposta Smarzek de 22 anos.

SELEÇÃO FEMININA DISPUTA TORNEIO DE MONTREUX

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A seleção brasileira feminina de vôlei disputa a partir de amanhã, na Suíça, o Torneio de Montreux. A tradicional competição de abertura da temporada das seleções femininas mudou suas datas em virtude do aperto no calendário internacional. O Brasil está no grupo B ao lado de Rússia, Polônia e Camarões. No grupo A estão China, Itália, Turquia e Suíça.

A estreia brasileira será contra as russas, às 13h45. Na rodada seguinte, o Brasil enfrenta a Polônia, na quarta-feira, às 16h15, encerrando sua participação na 1ª fase contra Camarões, na sexta-feira, também às 16h15. Os dois primeiros de cada grupo avançam para as semi-finais no sábado. A grande final acontece no domingo. Todos os jogos do Brasil serão transmitidos pelo canal a cabo ESPNextra.

O técnico José Roberto Guimarães deve utilizar a competição para ajustar o time antes do Mundial. O Brasil deve contar com o retorno de Natália, Fernanda Garay e da líbero Suellen, mas terá as ausências da oposta Tandara e da central Bia, ambas com problemas no ombro direito.

Viajam com o Brasil para o Torneio de Montreux as seguintes atletas: as levantadoras Dani Lins e Roberta, a oposta Monique, as pontas Gabi, Amanda, Rosamaria, Drussyla, Fernanda Garay e Natália, as centrais Thaísa, Adenízia e Carol e as líberos Gabiru e Suellen.

BRASIL DEFENDE LIDERANÇA NO RANKING INTERNACIONAL

A seleção brasileira masculina de vôlei é líder do ranking da FIVB há quase 17 anos. A trajetória de títulos da era “Bernardinho” iniciou a arrancada do Brasil, rumo ao 1º lugar. O feito não é pequeno. Pode-se afirmar que o ranking não é importante. Porém, há controvérsias. A critério de organização de suas competições, a FIVB baseia o chaveamento e a disposição das seleções em seus torneios, através do ranking internacional.

Logo, quanto melhor o desempenho de uma seleção, nas competições da FIVB, melhor o seu posicionamento. Claro que, nem tudo é perfeito. Existem distorções no sistema. No caso dos Jogos Olímpicos, como a disputa é restrita, apenas quem participa pontua de forma relevante. Muitas seleções de bom nível técnico ficam de fora. Outras não muito boas, competem devido à distribuição equânime das vagas.

1ºLUGAR
Com o retrospecto vitorioso da seleção brasileira masculina, mesmo no jejum de grandes títulos no período 2011-2015, o Brasil manteve o 1° lugar no ranking internacional. Isso porque, quase sempre subimos ao pódio. Foram raras às vezes em que não figuramos entre os três primeiros colocados. De fato, no último ciclo olímpico, houve uma alternância no rol de vencedores, o que contribuiu para a manutenção da liderança brasileira.

Após a criação da Liga das Nações, substituta direta da Liga Mundial, a FIVB ainda não realizou uma atualização no ranking internacional. A última mudança ocorreu em meados de 2017. Com a aproximação dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o ranking deve ser alterado depois do Campeonato Mundial. Para o Brasil continuar à frente, ele precisa vencer a competição, repetir o vice-campeonato de 2014, torcer para seus adversários diretos não conquistarem o título ou ficarem posicionados atrás de nossa seleção.

Abaixo o ranking internacional, em sua última atualização.

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SELEÇÃO B MASCULINA ENTRA EM AÇÃO NO MÉXICO

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A seleção brasileira masculina de vôlei enviou uma equipe B para a disputa da Copa Pan-Americana Masculina, em Vera Cruz, no México. Composta por jovens atletas, a maioria base do Minas Tênis Clube, a seleção B é comandada pelo bicampeão olímpico Giovane Gávio, com o auxílio do técnico Nery Tambeiro, também do Minas Tênis Clube.

Na estreia de hoje contra a República Dominicana, o Brasil venceu por 3×0, com parciais de 25/21, 25/19 e 25/14. O oposto Alan e o ponta Leozinho foram os maiores pontuadores da partida, com 14 pontos cada. Na próxima rodada, os brasileiros encaram os colombianos, amanhã, às 15h. No dia seguinte, quinta-feira, 30 de agosto, enfrenta o Canadá, às 19h, encerrando sua participação na 1ª fase.

A partir desse ano, a Copa Pan-Americana tornou-se classificatória para o Pan-Americano. Ao todo, são 5 vagas, para os cinco primeiros colocados. Caso o Brasil conquiste a liderança do seu grupo na 1ª fase, com três vitórias, em três jogos, ele praticamente encaminha sua vaga para os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em 2019.

HOLANDA NÃO FOI PÁREO PARA O BRASIL

Ao longo da semana que passou, a seleção brasileira masculina de vôlei realizou amistosos contra a Holanda. Foram três jogos, com três vitórias e apenas um set perdido. Muito questionou-se a escolha do adversário. A imprensa especializada afirmou que os holandeses não eram um oponente forte o suficiente para testar o Brasil. Segundo a própria CBV, a escolha deu-se porque a Holanda teria um estilo de jogo parecido com as seleções que o Brasil irá enfrentar na 1ª fase do Mundial. Fato é, que a Holanda ofereceu pouca resistência ao Brasil nos amistosos.

Durante os três jogos, o Brasil teve domínio quase total das ações. Mesmo com as substituições previstas no planejamento do técnico Renan Dal Zotto, a seleção brasileira não foi ameaçada. Apenas no 2º jogo esteve atrás no placar, fruto da desconcentração típica de jogos fáceis. Nessa partida, os brasileiros mostraram capacidade para reverter a situação adversa e fechar o jogo em 3×1.

Sua melhor apresentação aconteceu no 3º jogo. Com uma atuação impecável de Douglas Souza, os brasileiros impuseram seu jogo, sem chances aos holandeses. A performance do Brasil nessa partida, deu esperanças aos torcedores, de uma boa campanha no Campeonato Mundial, apesar dos desfalques importantes, mesmo que isso não signifique a conquista do título.

Em relação às ausências dos ponteiros Lucarelli e Maurício Borges, o técnico Renan Dal Zotto parece ter encontrado a reposição correta. Nos três amistosos, ele utilizou o ponta Kadu, revelado pelo Sada/Cruzeiro, como titular. O jovem jogador rendeu acima do esperado. Ele esteve afastado das quadras devido à doping e mostrou-se uma excelente alternativa para a entrada de rede brasileira.

Sobre os aspectos coletivos, é bom ressaltar o sistema defensivo do Brasil. Com um saque agressivo e um bloqueio bem postado, os brasileiros quase sempre confirmaram os pontos em contra-ataque, com destaque individual para o central Lucão no fundamento saque. Ele parece retomar a confiança no fundamento, do início de carreira, no Florianópolis.

No contexto geral dos amistosos, dada a fragilidade holandesa, não é certo apontar que o Brasil esteja pronto para o Mundial. Há poucos dias da competição, os brasileiros devem enfrentar uma nova série de jogos, dessa vez contra a Alemanha, vice-campeã europeia e adversária com maior relevância na atualidade do que a Holanda. Resta saber, como estará tecnicamente o Brasil no Mundial. Espera-se um rendimento superior ao que foi apresentado na fase final da Liga das Nações.

BRASIL NÃO CONSEGUE VENCER OS ESTADOS UNIDOS

A seleção brasileira feminina de vôlei realizou uma série de amistosos com os Estados Unidos durante essa semana. Ao todo, foram 4 jogos, com 4 derrotas para as americanas. Basicamente, o Brasil apresentou falta de ritmo de jogo e repetiu as falhas da fase final da Liga das Nações.

Um dos maiores problemas brasileiros foi a recepção. Além disso, as atacantes demonstraram dificuldade em confirmar os pontos nos contra-ataques. Entre os aspectos positivos, boas sequências no saque e um aproveitamento de bloqueio na média.

Em termos individuais, o retorno da levantadora campeã olímpica Dani Lins foi comprometido pelo mau desempenho da linha de passe brasileira. Com a oposta Tandara pouco inspirada, o Brasil também teve problemas na virada de bola em algumas passagens. Será difícil para o Brasil se livrar da dependência da jogadora, sem o passe na mão, mesmo com a volta de Natália e Fernanda Garay.

Uma boa notícia foi a recuperação do aproveitamento de ataque da ponta Rosamaria. Ela foi um dos destaques brasileiros na série de amistosos contra as americanas. Saiu do banco de reservas no 1º jogo, para ser uma das maiores pontuadoras dos jogos com os EUA. Mesmo com dificuldades na recepção, ela se tornou uma opção viável para o técnico brasileiro no lugar de Amanda.

Há 40 dias do Mundial, a série de amistosos com os Estados Unidos não solucionou os problemas do técnico José Roberto Guimarães. O Brasil está sem padrão de jogo, com jogadoras recém-recuperadas de contusão, com falta de ritmo, além da indefinição dos cortes na equipe que irá representar o país no Japão. Sem dúvida nenhuma, a preparação está sendo prejudicada pelo excesso de atletas lesionadas, mas nada justifica o mau rendimento contra o time B dos Estados Unidos.