QUÊNIA CONQUISTA VAGA AFRICANA DAS OLIMPÍADAS

A seleção feminina do Quênia é a oitava seleção classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano, na competição de voleibol. Será a terceira participação da seleção queniana nas Olimpíadas. Anteriormente, o Quênia disputou os Jogos em Sydney 2000 e Atenas 2004, sendo eliminado na 1ª fase, nas duas vezes.

Para conquistar a vaga olímpica, o Quênia venceu os 4 jogos do Pré-Olímpico Africano, disputada em Camarões, durante toda essa semana. No duelo considerado decisivo, na última terça-feira, 7 de Janeiro, contra a favorita seleção camaronesa, dona da casa, o Quênia venceu por 3×2, com parciais de 25/16, 23/25, 25/21, 23/25, 15/11. A confirmação da classificação veio nesta quinta-feira, 9 de Janeiro, após triunfo sobre a Nigéria por 3×0.

AS SEMIFINAIS DO QUALIFICATÓRIO EUROPEU MASCULINO

Foram definidos os confrontos das semifinais do Pré-Olímpico Europeu masculino. Na terça-feira, 7 de Janeiro, pelo grupo A, Eslovênia e Alemanha jogaram por posições na chave. Com uma vitória no tie-break, a seleção eslovena avançou de fase na liderança. Os alemães ficaram em 2º lugar.

Ontem, 8 de Janeiro, em jogo válido do grupo B, a Bulgária garantiu classificação para as semifinais, após vencer a Sérvia por 3×2. Foi a terceira vitória búlgara na competição. Os sérvios, atuais campeões da Europa, foram eliminados precocemente do qualificatório olímpico, ainda na 1ª fase.

A outra vaga do grupo B ficou com a seleção da França. Os franceses precisavam vencer dois sets contra os holandeses para avançar às semifinais. Depois de abrir 2×0 no placar, o comando técnico francês abdicou da partida, colocando em quadra todo o time reserva. Resultado: a Holanda virou o jogo para 3×2.

Com esses resultados, a Eslovênia enfrenta a França, pelas semifinais do qualificatório europeu. Já a Bulgária duela com a Alemanha, dona da casa. Os jogos acontecem nesta quinta-feira, 9 de Janeiro, em Berlim. Os vencedores dos confrontos disputam a decisão da vaga europeia para as Olimpíadas, na sexta, 10 de Janeiro.

O PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU FEMININO

Teve início, hoje, terça-feira, 7 de Janeiro, na Holanda, o Pré-Olímpico Europeu feminino. É a última chance de classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano. Logo na abertura, assim como na versão masculina, um resultado inesperado. A favorita seleção da Turquia foi derrotada pela Alemanha por 3×1, em jogo válido pelo grupo B, surpreendentemente. Nos últimos quatro jogos entre os dois países, a vantagem sempre foi turca. Inclusive no Pré-Olímpico Mundial, em agosto passado, quando a atual vice-campeã europeia bateu a seleção da Alemanha, também por 3×1.

Pelo outro grupo, a seleção polonesa, em voltas com problemas internos entre jogadoras e técnico, estreou com vitória de virada sobre a Bulgária, por 3×1, superando as dificuldades extra-quadra. Ainda pela chave A, as holandesas, jogando em seus domínios, aproveitaram-se do mau desempenho da principal atacante do Azerbaijão, a oposta Polina Rahimova do Sesi/Bauru, para conquistar um triunfo diante da torcida. Foi o único jogo do dia encerrado pelo placar máximo.

Amanhã, na segunda rodada da 1ª fase, em partida do grupo B, a Turquia busca a recuperação na competição contra a Croácia. Um novo revés pode determinar o fim das pretensões turcas de classificação olímpica. Ainda pela mesma chave, a Alemanha enfrenta a Bélgica, que faz a sua estreia no torneio. Um novo triunfo garante a seleção alemã nas semifinais. Pelo grupo A, a Holanda também pode conquistar vaga para as semifinais, se vencer a Bulgária, em seu segundo jogo.

O PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU MASCULINO

Começou hoje na Europa, em Berlim, na Alemanha, o Pré-Olímpico Continental. É a última chance de classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano. Já na 1ª rodada, um resultado surpreendente. Em um embate entre os dois favoritos do qualificatório europeu masculino, a França bateu a Sérvia por 3×0, com parciais de 25/21, 25/21, 25/22, em jogo válido pelo grupo B. Cercada de problemas de relacionamento e de contusões antes do início da competição, a seleção francesa estava com uma cotação mais baixa, em relação a Sérvia, atual campeã europeia.

Ainda pelo Pré-Olímpico Europeu masculino, pelo grupo A, os alemães, donos da casa, estrearam com vitória sobre a República Checa, pelo placar máximo, 3×0. No outro jogo do grupo, a Eslovênia, atual vice-campeã europeia, também iniciou o qualificatório com triunfo por 3×0, contra a Bélgica. Fato é que, após os três primeiros jogos, o panorama da disputa pela vaga europeia nas Olimpíadas mudou um pouco.

No grupo A, Alemanha e Eslovênia devem conquistar a classificação para as semifinais do torneio. A Bélgica corre por fora. No entanto, no grupo B, a situação da Sérvia ficou delicada. Uma nova derrota no jogo contra a Holanda, amanhã, praticamente elimina os campeões europeus dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Além dos holandeses e sérvios, fazem parte da chave B, o grupo da morte, França e Bulgária. As duas seleções também se enfrentam amanhã. Dificilmente, a vaga europeia para as Olimpíadas não sairá dos participantes do grupo B, apesar da Alemanha jogar em casa e a seleção eslovena ser uma equipe altamente imprevisível.

RETROSPECTIVA 2019

Em 2019, seja na temporada de clubes ou na temporada internacional, o voleibol teve um ano movimentado. Muitas competições foram disputadas, do Mundial de Clubes ao Pré-Olímpico, passando pela Copa do Mundo, em meio a um calendário apertado. E como é propício, é chegado o momento de rever o que aconteceu de importante nas competições durante o ano.

COPA DO BRASIL

Em janeiro de 2019, o Minas deu início à sua coleção de títulos na temporada no naipe feminino. Pela Copa do Brasil, nas finais disputadas em Gramado, o time comandado pelo italiano Lavarini bateu o Praia na decisão do torneio, por 3×1, conquistando o título pela 1ª vez. Já no masculino, o Cruzeiro venceu a Copa do Brasil, nas finais disputadas em Lages, sendo tetracampeão da competição. Na grande final, o time celeste derrotou a supresa Minas pelo placar de 3×0.

SUL-AMERICANO DE CLUBES

Com sede em Belo Horizonte, disputado na Arena Minas, nas duas categorias, o Sul-Americano foi mais uma competição dominada pelos mineiros, em 2019. No feminino, no formato todos contra todos, o Minas conquistou o bicampeonato consecutivo de maneira impecável. Sem perder sequer uma parcial, o clube da Rua da Bahia sagrou-se campeão depois de bater o rival Praia por 3×0, na última rodada.

No masculino, também disputado na Arena Minas, o Sul-Americano foi emocionante. Depois de estar perdendo por 2×0 para o time argentino Obras de San Juan, o Cruzeiro virou o jogo no tie-break, garantido vaga na decisão do título. Na final, contra a UPCN, também da Argentina, o time comandado pelo argentino Marcelo Mendez foi campeão com um triunfo por 3×1. Foi o sexto título celeste na história da competição.

LIBERTADORES DO VÔLEI

Em 2019, clubes brasileiros e argentinos se engajaram na criação da Libertadores do Vôlei, sob o aval da Confederação Sul-Americana da modalidade. Na primeira edição, com finais na cidade de Taubaté, o Personal Bolívar da Argentina sagrou-se campeão após vencer o Sesc/RJ, na decisão do título, por 3×0.

SUPERLIGA 2018/2019

Em edição comemorativa de 25 anos, a Superliga teve na última temporada como campeões, o Itambé/Minas, no feminino, e o EMS/Funvic/Taubaté, no masculino. Nos playoffs finais, Minas e Taubaté, derrotaram respectivamente, Praia Clube e Sesi/SP. Foi o segundo título do Minas na história da competição feminina. Já o Taubaté conquistou a Superliga Masculina pela 1ª vez.

TORNEIO DE MONTREUX

Em maio, no início da temporada de seleções no naipe feminino, uma renovada seleção polonesa conquistou o Torneio de Montreuax, na Suíça. Na decisão do título, contra o Japão, as polonesas sagraram-se campeãs da competição, pela 1ª vez na história, com uma vitória por 3×1, com parciais de 25/15, 22/25, 25/17, 26/24.

LIGA DAS NAÇÕES

A segunda edição da Liga das Nações terminou com os mesmos campeões da primeira, em 2018. No naipe feminino, o Brasil melhorou seu desempenho chegando na final. Porém, contra as americanas, depois de abrir 2×0, as brasileiras permitiram a virada dos Estados Unidos. Com o resultado, o time comandado pelo técnico Karch Kirally foi bicampeão da competição.

Já no naipe masculino, após uma 1ª fase invicta, o Brasil acabou decepcionando nas finais, repetindo o mesmo desempenho de 2018, encerrando a competição fora do pódio, em 4º lugar. O título ficou com a Rússia. Pelo segundo ano consecutivo, os russos foram campeões batendo os anfitriões da fase final. Em 2019, a vítima foram os americanos. Em 2018, os franceses.

PAN DE LIMA

Representada por uma seleção de novos, o Brasil foi muito mal no Pan de Lima. Apesar do sucesso da delegação brasileira, com a melhor campanha em mais de 50 anos, o vôlei decepcionou. No feminino, sequer subiu ao pódio, ficando em 4º lugar. Isso sem falar, nas derrotas humilhantes para Argentina e Colômbia. No masculino, apesar do bronze, o resultado ficou aquém das expectativas. No geral, o ouro ficou com Argentina no masculino, e República Dominicana no feminino.

PRÉ-OLÍMPICO

No começo de Agosto, seis vagas, em cada categoria, foram disputadas para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O Brasil conquistou a classificação nos dois naipes. Apesar disso, nossas seleções sofreram. No feminino, jogando em casa, as brasileiras passaram sufoco para derrotar o Azerbaijão e a República Dominicana apenas no tie-break.

No masculino, na Bulgária, os brasileiros estiveram muito perto de perder a primeira chance para a conquista da vaga olímpica. Os búlgaros chegaram a abrir 2×0 no placar, mas o Brasil se superou, com uma grande atuação de Leal, vencendo o jogo de virada por 3×2, garantido a classificação olímpica.

CAMPEONATO SUL-AMERICANO

Depois do susto no Pan, a equipe feminina do Brasil se recuperou no Campeonato Sul-americano jogando com o time completo. Com uma campanha irretocável, as brasileiras sagraram-se campeãs pela 21ª vez, com uma vitória sobre a Colômbia por 3×0. No masculino, os brasileiros mantiveram a hegemonia sul-americana com mais um título continental. Na decisão, contra os argentinos, o Brasil sagrou-se campeão depois de estar perdendo por 2×0, com parciais de 24/26, 22/25, 31/29, 25/20, 15/13.

COPA DO MUNDO

Em Setembro, aconteceu a disputa da Copa do Mundo. Esvaziada pelo Pré-Olímpico, pela 1ªvez, a competição não distribuiu classificação para as Olimpíadas. No feminino, com uma atuação de alto nível, a China foi campeã da competição pela 5ª vez. O Brasil encerrou a disputa na 4ª posição, com uma campanha irregular, com derrotas para Coréia do Sul e Holanda. No masculino, o Brasil foi tricampeão invicto da Copa, com atuação destacada do oposto Alan. Polônia em 2º lugar e Estados Unidos em 3º lugar, completaram o pódio.

Divulgação FIVB

CAMPEONATOS ESTADUAIS

Terminado o calendário de seleções, as atenções no Brasil se voltaram para os campeonatos estaduais. No masculino, Taubaté, Sesc/RJ e Cruzeiro foram campeões em seus estados. No feminino, levantaram o troféu, nos seus estados, São Paulo/Barueri, Sesc/RJ e Praia Clube.

SUPERCOPA 2019

Na abertura da temporada nacional de clubes 2019/2020, os campeões do ano passado entraram em quadra para dar início ao certame, em Uberlândia. No feminino, o Praia, vice das principais competições, enfrentou o Minas, campeão de tudo, conquistando o bicampeonato da Supercopa, em jogo único, por 3×0. No masculino, o Taubaté, campeão da Superliga, disputou com o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil, o título da Supercopa. De virada, por 3×1, com parciais de 21/25, 25/21, 25/16, 25/18, o Taubaté foi campeão da competição de maneira inédita.

MUNDIAL DE CLUBES

Em dezembro, na China, foi disputado o mais equilibrado Mundial de Clubes feminino da história. Para o Brasil, o resultado final ficou a desejar. Com atuações abaixo das expectativas, Minas e Praia jogaram apenas pelo 5º lugar, depois de uma péssima 1ª fase. O título ficou com o Conegliano da Itália, após uma final eletrizante contra o Eczacibasi da Turquia. Na versão masculina, o Cruzeiro jogando em casa, na cidade de Betim, no ginásio Divino Braga, não conseguiu superar o favoritismo do Civitanova da Itália de Bruninho e Leal, perdendo a decisão, por 3×1, com parciais de 25/23, 19/25, 31/29, 25/21.

ENTREVISTA COM LIRA RIBAS, A ARTISTA DO VÔLEI

Acervo Pessoal/Flávio Charchar

Filha do músico Markus Ribas e da ex-jogadora de vôlei Fátima, Lira Ribas herdou da família o talento natural para as artes e o esporte. Na adolescência iniciou a prática do voleibol. Nos anos 90, foi campeã mundial infanto-juvenil com a seleção brasileira, ao lado de nomes como Érika Coimbra, Fofinha e Fernandinha. Foi o primeiro título mundial do Brasil na categoria. Lira ainda foi eleita melhor bloqueadora da competição. No adulto, já como profissional, atuou ao lado de Fofão, Pirv, entre outras, defendendo a camisa do Minas. Teve passagens por vários times no Brasil. Na Europa, jogou pelo Panathinaikos da Grécia, em 2006. No retorno ao país, se apaixonou pelo teatro e mudou de carreira. Virou atriz. Foi premiada no Festival de Brasília, em 2016, por sua atuação em “Estado Itinerante”. O curta ainda foi premiado como o melhor da categoria no festival. Lira fundou o bloco de Carnaval dos artistas de Belo Horizonte, o Corte Devassa. Ela também colabora com outro bloco, o Magnólia, inspirado no Carnaval de New Orleans. Atualmente, ela reside em São Paulo e se divide entre a capital paulista e BH. Sua última apresentação no teatro ocorreu no FAN – Festival Arte Negra de Belo Horizonte, em 2019, com a peça Orange Lady.

Seu pai Markus Ribas foi um grande artista da cena musical brasileira. Sua mãe Fátima, atleta de vôlei. Como foi na sua adolescência a influência de seus pais na direção de sua carreira profissional?

Então, meus pais eles sempre foram muito abertos e tranquilos em relação as nossas escolhas, a minha e da minha irmã. Nunca teve nenhuma pressão sobre o que a gente deveria escolher como profissão. Mas exatamente pela forma que a gente era criada, educada, em casa, a gente vivia a música, vivia as artes, vivia o esporte… Desde novinha, meu pai, apesar de ser artista profissional, ele também era muito envolvido com o esporte, então desde muito criança, tanto eu, quanto minha irmã, a gente fazia natação, vôlei, dança, éramos muito envolvidas com música. Então na minha adolescência, pelo fato de ter começado a jogar vôlei com 9 anos, eu já estava muito encaminhada dentro dessa profissionalização do esporte. Claro, sempre envolvida com artes, mas como hobby, de interesse pessoal mais do que profissional.

Como atleta de vôlei, você foi campeã mundial na base com o Brasil nos anos 90. Quais recordações você tem desses momentos? Que jogadoras estiveram com você na conquista desse título?

Esse título que a gente teve na década de 90, foi muito importante, porque o Brasil nunca tinha sido campeão da categoria de base infanto-juvenil. Então foi a primeira vez que a gente levou esse título. Era o primeiro grande campeonato internacional que eu participava, isso foi muito importante para minha formação tanto quanto atleta, quanto pessoa, até na minha questão profissional, isso me acompanha até hoje, na forma como eu levo meu trabalho nas artes, sendo bem influenciado pela forma que eu também aprendi no esporte. Foi um momento muito especial, pelo fato também de viajar, foi na Tailândia, estávamos com 16 anos, todo mundo novinha, era muito interessante. Primeiro eram 15 mulheres, depois passou para 12, para gente viajar, mas foi mais de um ano de preparação para estar naquele campeonato . Então, era muito especial esse momento. Tudo muito novo, porque éramos muito jovens. Nós fomos campeãs, eu levei o prêmio de melhor bloqueadora do campeonato. Eu lembro quem estava comigo: Érika Coimbra, Lirinha no levantamento, Luciana Adorno, Fofinha, Andressa, Kelly Fraga, Dani Vieira, Fernandinha, Kátia, Thaís, nossa eu vou acabar esquecendo de alguém… Enfim, um grupo muito especial que me trouxe grandes referências, muito alegrias, muitas lembranças que eu trago até hoje.

Como jogadora você atuou como oposta e central. Na sua opinião você era melhor em qual posição? Você tinha preferência? Por que?

Eu na verdade joguei como ponteira e central. Oposta era mesmo como um coringa quando precisava entrar. Sem dúvida alguma, preferia jogar como central. Sempre gostei muito de bloquear, era a função que eu mais gostava! Acho que a central da equipe tem uma importância grande, com essa coisa do bloqueio, essa inteligência, essa previsão da levantadora, sempre gostei muito, muito, muito! Tanto é que tentaram me colocar várias vezes de ponteira definitiva, mas eu sempre reclamava, sempre queria jogar de central. Eu tinha muita força no braço, saltava muito, então muitas vezes queriam me colocar de ponteira, mas gostar mesmo, eu gostava de ser meio.

Na passagem para a carreira adulta você fez parte da equipe do MRV/Minas que chegou pela primeira vez a final da Superliga, na temporada 99/00. Como foi fazer parte dessa história? O que faltou para a conquista do título?

Você sabe que a minha memória me atrapalha. Tem horas que eu esqueço muita coisa assim do vôlei que eu tenho que conferir. Eu não lembro se fomos para final, eu acho que nós fomos para a semifinal. Não lembro. Nossa, eu não lembro. Não vou saber te responder. Na verdade eu não estou lembrando que a gente foi para a final. Esse time era do William?

Eu acho que era do William na época que jogava no Pio XII. A final foi contra o Rexona. Acho que você fez parte dessa equipe que foi vice-campeã. O ginásio do Minas estava em reforma, você lembra?

Pois é, eu fiz parte sim da equipe com o William, mas não vou saber responder. Porque esses times do MRV era times bons de fato, mas não vou saber responder porque não ganhou. Não sei. Eu lembro da época, lembro do Pio XII, lembro do time, lembro de tudo, mas eu não to lembrando sobre isso assim, sobre porque nós não ganhamos. Tem muito tempo! Minha vida já mudou tanto depois daquilo, que eu fico tentando lembrar as coisas que aconteceram em relação ao vôlei, assim esses detalhes, mas não vou saber te responder.

Naquela época ao seu lado estiveram atletas de renome nacional e internacional como Fofão, Pirv, Ângela Moraes, entre outras. Como foi atuar junto com elas?

Eu aprendi muito com elas! Muito! Eram grandes jogadoras, eu era fãs de todas, me dava super bem com todas elas, tentava aproveitar ao máximo da experiência delas para me aperfeiçoar. A Pirv era uma gracinha de pessoa, muito habilidosa, de uma inteligência enorme, então era muito bom de vê-la jogando. A Ângela Moraes era incrível! Eu me inspirava muito nela porque ela era uma meio de rede não tão alta, mas saltava muito, incrível! Uma das atletas de meio que mais eu vi jogar. Muito boa! E a Fofão é indescritível! Uma das maiores jogadoras do Brasil! Inteligentíssima, super generosa, de uma humildade incrível, ela foi a maior jogadora do Brasil, pelo fato de ser completa. Tanto pelas questões de jogo, como atleta, de habilidade, quanto de pessoa, de uma humilde incrível, ajudava muito nós que éramos mais novas. Era realmente uma equipe muito forte!

Fale um pouco sobre sua passagem pelo vôlei europeu na Grécia, em 2006.

O time da Grécia, na verdade, eu estava indo para a Espanha, jogar em Burgos. Teve um problema com um empresário que eu estava na época que, não foi bacana comigo e nem com o time. Deu um problema e acabou que eu fiquei sem poder ir. Eu tinha tido outros convites, mas por ter fechado com o Burgos, acabou que eu deixei para lá. Quando eu tive que voltar, tinha o time do Panathinaikos para eu ir. Foi uma experiência também maravilhosa morar na Grécia. Fui muito bem recebida. Acho que a Grécia, dentro dos times europeus, não é dos times mais fortes, mas tinha um campeonato muito bom, muito interessante de participar, com muitas estrangeiras, fiz grandes amizades. O país foi incrível, fui super bem recebida, gostei muito do país, das pessoas, da comida, da cultura, mas foi o último time que eu joguei. Depois dali, eu tive a certeza que eu estava querendo parar de jogar mesmo. E logo após, eu comecei a fazer teatro, quando voltei para o Brasil de férias, e não voltei mais a jogar. Porém, foi uma passagem muito importante para mim, em ter feito essa viagem.

Acervo Pessoal/Flávio Charchar

Em que momento você decidiu seguir o caminho da arte?

Eu sempre tive esse envolvimento com artes, pelo fato da minha família ter muitos artistas, então, desde criança eu estava envolvida, mas de uma forma muito pessoal. Em casa, tocava violão no meio da galera do vôlei, mas quando eu voltei da Grécia, eu tive que fazer uma cirurgia, tinha que ficar seis meses sem treinar. Nesse período, eu fui fazer um curso de teatro. Me apaixonei completamente. Tive certeza de ter encontrado algo que eu queria para o resto da minha vida. Conversei com meu empresário na época, que era outro, conversei com a minha família e decidi parar de jogar, entrar para artes, em 2007. De lá para cá, eu não parei mais.

Fale um pouco sobre o seu período de formação como atriz e a participação no Festival Cenas Curtas do Galpão Cine Horto.

Eu comecei a fazer um curso de teatro na PUC, que era o curso de teatro PUC Minas, um curso técnico, eu fiz três anos. Depois, eu entrei para o Palácio das Artes, no curso profissional, e na UFMG no curso de bacharelado das Artes Cênicas, me formando nos dois. Foi bem importante esses cursos, na verdade, criaram uma amplitude para dentro da minha pesquisa nas artes cênicas, tive grandes mestres, professores, fiz algumas oficinas, mas esses três cursos foram o que me embasaram como artista. Sobre a minha participação no Galpão, é uma escola também. O Festival Cenas Curtas do Galpão é um lugar de pesquisa muito importante para o artista, porque se experimenta muita coisa, muitos espetáculos surgiram do Cenas Curtas, muitos grupos surgiram do Cenas Curtas, por causa desse lugar que ele tem, essa abertura para a pesquisa. Sempre fui muito feliz nas minhas participações. Desde que mudei para São Paulo, eu não tenho participado, por questões de tempo, mas é incrível, é um festival que eu gosto muito, é muito legal.

Você dirigiu seu primeiro espetáculo em 2012, além de encenar. Como foi esse processo?

Pois é, eu dirigi o “Peça que nos perdoe”, foi incrível assim também, um dos processos que eu levo para a minha vida, enquanto aprendizado de processo, porque eu acredito muito nos processos de construção teatral. São neles que eu amadureço, que eu cresço. As apresentações artísticas sempre são maravilhosas, mas o processo de criação que é o lugar da artesania. E isso, por eu ser do esporte, acreditar no treinamento, eu acredito muito nos ensaios. Então esse processo foi incrível, nós ficamos muito tempo pesquisando, eu tive um grande parceiro que é o Fernando Barcelos, que esteve comigo em todo o momento, tive outros ótimos parceiros também. Depois entraram outras pessoas, sempre muito positivo. Sempre foi muito positiva a forma como eu trabalhei essa primeira direção. Foi nesse momento que eu descobri que, tanto a atuação, quanto a direção, para mim andam no mesmo lugar da paixão e da vontade. Também tem essa questão que você falou de encenar e dirigir, que é um processo que eu gosto muito, acho que por ter sido jogadora de vôlei de meio de rede, que você tem de estar com esse olhar atento ao que acontece nas suas lateralidades, com olhar mais panorâmico, me fez gostar muito de atuar e dirigir ao mesmo tempo.

Na sequência, você emendou vários trabalhos no teatro e cinema. Poderia falar sobre algum trabalho com caráter especial?

Então, na verdade, todas as peças que fiz no teatro, eu tenho um grande respeito pelo trabalho feito. “Rio Adentro”, “Between”, “Two Ladies”, são espetáculos que eu considero assim de muito esforço, sempre muita seriedade, em uma pesquisa muito bacana. Cenas Curtas também, “Elas também usam black-tie”, “#Mulhernotamil”, sempre muito importante, até em parceria com outros grupos, com o Dente de Leão, com o Espanca. Mas um trabalho também que eu levanto de força assim, no cinema, foi “Estado Itinerante” da Ana Carolina Soares, que a gente ganhou o prêmio de Melhor Curta do Ano pela Ancine, pelo Festival de Brasília. Eu ganhei também como Melhor Atriz, pela importância do trabalho, falando sobre a violência doméstica, de uma forma tão verdadeira. Uma parceria com a Ana e com a Cristal também que faz uma cena linda comigo. Tive participações em outros filmes, bem importantes assim para mim, mas o “Estado Itinerante” acho que ele trouxe essa força de compreender o processo cinematográfico e as minhas possibilidades nessa outra linguagem.

Acervo Pessoal/Márcio Cipriano

Como foi receber o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília pelo curta Estado Itinerante?

Eu fiquei muito feliz. Confesso que eu não esperava, pela potência do festival, eu começando meu primeiro filme no festival, eu confesso que eu não esperava mesmo! Tinha outras pessoas participando e concorrendo, mas eu fiquei muito, muito, feliz! Eu gostei do trabalho que eu fiz, gostei do curta… Eu acho assim que prêmios… Eu já ganhei prêmios no esporte, outros no teatro, cinema… Eu sempre acho que o prêmio é a premiação do momento. Ele não é hipervalorizando o artista em detrimento de outros ou outras que estejam concorrendo. Você não é melhor que alguém que está concorrendo! Naquele momento, o júri selecionou o seu trabalho como representante para aquele prêmio. Tenho total consciência disso. No entanto, sempre é muito bom ter o nosso trabalho valorizado, independente do festival e de quem quer que seja. Então, eu fiquei muito feliz, isso me abriu portas para outros filmes, outros trabalhos no cinema, mas é isso, muito feliz pela premiação.

Todos os anos, no Carnaval de Belo Horizonte, você participa do Bloco Magnólia. Fale um pouco sobre essa sua colaboração.

O Bloco Magnólia surgiu no bairro Caiçara, um grande amigo meu, o Flavinho, estava construindo esse bloco e me chamou para compartilhar com ele. Eu entrei fazendo a porta-estandarte e a direção artística. Eu penso no figurino, na parte estética, plástica do grupo. E é maravilhoso! É um grupo inspirado no Carnaval de New Orleans, uma das cidades mais negras dos Estados Unidos e nós trabalhamos com essa cultura dando uma brasileirada obviamente. É muito bom trabalhar com eles, a produção, os músicos, o corpo de baile… O Magnólia é muito legal porque não é um bloco apenas para ser escutado, ele é para ser visto, dançado, curtido de todas as formas. É um bloco cênico também. Acho que talvez por ser do teatro, eu gosto de levar isso um pouco para os trabalhos que eu faço. Ele sai toda a terça-feira de Carnaval, mas durante o ano, tem um processo de apresentações e festivais, que o Magnólia participa. Eu participo também do Corte Devassa que é um outro bloco que eu criei, que também tem essa pegada cênica. Eu sou muito envolvida com o Carnaval porque isso faz parte da minha família também. Eu sou de Pirapora, minha família é de Pirapora, na cidade tem um Carnaval muito importante, um Carnaval de Rua.

Pra encerrar Lira, quais são as suas expectativas para 2020?

Então, eu estou morando em São Paulo agora, mas eu divido São Paulo com BH, trabalho tanto lá quanto aqui. Como eu disse, para o começo do ano eu estou na produção do Carnaval, por causa dos dois blocos, tanto o Magnólia, quanto a Corte Devassa, que são dois blocos que eu produzo e organizo, há oito anos. Quero me estabelecer com essas conexões tanto em São Paulo quanto aqui. Tentar levar o meu último trabalho que eu fiz para o FAN – Festival de Arte Negra para São Paulo. Eu acho que o trabalho do artista ele sempre, ainda mais o autônomo, a gente sempre acaba um trabalho, começa outro, acaba um trabalho, busca outro, eu acho que é esse constante. Eu acho que para 2020 eu quero me conectar mais com São Paulo, conseguir levar mais os meus trabalhos para apresentar mais, eu tive muito esses dois últimos anos conectados com esses processos, com algumas cenas curtas, mas eu acho que agora eu estou mais a vontade para levar algumas coisas para São Paulo. Acho que 2020 será o ano do trabalho. A princípio no começo do ano envolvida com o Carnaval e depois colocar os projetos de gaveta para fora.

Acervo Pessoal

O BANIMENTO RUSSO DAS OLIMPÍADAS

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Durante a semana que passou, a Rússia foi banida de todas as competições esportivas pela WADA – Agência Mundial Antidoping, por 4 anos, entre elas os Jogos de Tóquio e a Copa do Mundo do Catar. O motivo ainda é consequência do escândalo de doping descoberto em 2015. Além disso, o país também está proibido de sediar eventos esportivos de qualquer natureza nesse período. Para os atletas, a punição foi um pouco mais branda. Desde que provem estarem “limpos”, eles poderão competir nas Olimpíadas de 2020, como independentes, sob bandeira neutra, assim como nos Jogos de Inverno, em 2018.

No caso específico do vôlei, a FIVB ainda não se pronunciou, preferindo esperar a chance de defesa dos russos através de recursos. No entanto, nos bastidores e nas redes, a especulação em torno da situação foi enorme. Ficou claro que, seja qual for a decisão tomada pela FIVB a respeito do tema, a saída para resolver a questão será política. Isso porque, tanto no naipe feminino, quanto no naipe masculino, a Rússia já garantiu classificação, dentro de quadra, para os Jogos de Tóquio no ano que vem. Para complicar o problema, a Rússia foi escolhida como sede do Mundial masculino da modalidade, em 2022.

Entre as propostas para a solução do caso, existem até o momento 4 possibilidades. A primeira, como dito no texto acima, seria a chance dos atletas russos participarem dos Jogos, com bandeira neutra, de forma independente, após processo rigoroso de testes antidoping. A segunda possibilidade, polêmica, com exclusão total da Rússia das Olimpíadas. Nesse caso, sendo substituída pelo segundo colocado do qualificatório olímpico, Coréia do Sul, no feminino, e Irã, no masculino. A terceira, não menos polêmica, com a classificação automática do melhor ranqueado da FIVB no lugar da Rússia. No caso, Holanda na categoria feminina e Canadá na categoria masculina. Por fim, a última possibilidade, uma repescagem olímpica, valendo uma vaga nos Jogos, meses antes do seu início.

Seja qual for a saída encontrada, é evidente que a FIVB será colocada à prova. Seus dirigentes terão de lidar com todo o tipo de lobby para resolver a questão. Dado o aperto no calendário, além do recurso de defesa dos russos, no momento, aguardar é a melhor solução. Em janeiro, nos Pré-Olímpicos de cada continente, mais dez participantes das Olimpíadas, somando a disputa feminina e masculina, serão conhecidos. Esperar essa definição das vagas, para tomar uma atitude quanto a questão russa, não é de todo mal. Impede que algumas seleções sejam beneficiadas em detrimento de outras.

Controvérsias a parte, não é a primeira vez que a competição olímpica é desfalcada por motivos externos e políticos. Na década de 80, boicotes políticos foram seguidos em sequência, nos Jogos de 1980, 1984, 1988. Em 1992, a antiga União Soviética disputou as Olimpíadas como C.E.I – Comunidade dos Estados Independentes, em virtude do fim do regime comunista no país e no Leste Europeu. Em alguns casos, países participaram dessas edições específicas dos Jogos, conquistando a vaga nos bastidores. Nesse aspecto, a decisão da FIVB é soberana. No entanto, espera-se que ela seja limpa.

PRÊMIO BRASIL OLÍMPICO 2019

Aconteceu, hoje, no Rio de Janeiro, o Prêmio Brasil Olímpico 2019. Em sua 21ª edição, a premiação consagrou os melhores atletas do ano no Brasil, em cada modalidade. No caso específico do vôlei de quadra, o levantador Bruninho do Civitanova da Itália foi escolhido o melhor atleta do esporte em 2019. Infelizmente, ele não compareceu a premiação, devido aos seus compromissos pessoais, com o seu clube na Europa.

Além de vencer como o melhor atleta do ano no voleibol brasileiro em 2019, Bruninho concorreu em outra categoria. Pelo segundo ano consecutivo, o campeão olímpico na Rio 2016, foi indicado ao prêmio “Atleta da Galera”, com outros dez atletas de outras modalidades. O tenista de mesa Hugo Calderano levou o prêmio, em votação exclusiva realizada pelo COB na internet.

Também representou o vôlei de quadra, no Prêmio Brasil Olímpico 2019, o técnico da seleção brasileira masculina Renan Dal Zotto. Ele foi eleito o melhor técnico de esportes coletivos, pelo segundo ano consecutivo. Em 2018, Renan também ganhou o prêmio. Pelo feito, recebeu do COB, o troféu Bebeto de Freitas. O nome do troféu é uma homenagem do Comitê Brasileiro ao ex-treinador de vôlei, falecido em 2018.

CIVITANOVA CONQUISTA INÉDITO TÍTULO MUNDIAL

Pelo Campeonato Mundial de Clubes masculino 2019, disputado em Betim, Minas Gerais, o Civitanova da Itália sagrou-se campeão, no último domingo, 8 de Dezembro. Foi o primeiro título do clube italiano na competição. Anteriormente, o Civitanova havia sido vice-campeão nas edições de 2017 e 2018. Na história do campeonato, essa foi a nona conquista de um clube italiano no Mundial.

Em 2019, na decisão, o Civitanova bateu o Cruzeiro, dentro do domínio adversário, por 3×1, com parciais de 25/23, 19/25, 31/29, 25/21. Mesmo com o revés, o ponteiro argentino Conte do Cruzeiro foi o maior pontuador da final com 21 pontos. Pelo Civitanova, os ponteiros Leal e Juantorena anotaram 20 pontos cada. Completou o pódio da competição, o Kazan da Rússia após bater o Al Rayan do Catar, por 3×0.

SELEÇÃO DO MUNDIAL DE CLUBES 2019

Um fato curioso chamou a atenção na premiação individual do Mundial masculino. Anunciado como MVP da competição, o levantador Bruninho se recusou a receber o prêmio de melhor jogador e entregou o título ao ponteiro Leal do seu time. Já a seleção do campeonato foi formada pelo próprio levantador Bruninho do Civitanova, o oposto Evandro do Cruzeiro, os centrais Volvich do Kazan e Simon do Civitanova, os ponteiros Juantorena do Civitanova e Conte do Cruzeiro, e o líbero Balaso do Civitanova.

CONEGLIANO É CAMPEÃO MUNDIAL 2019

No último domingo, 8 de Dezembro, o Conegliano da Itália conquistou o ouro no Mundial de clubes de vôlei feminino, pela 1ª vez em sua história. Foi o segundo título de um clube italiano na competição. Anteriormente, em 1992, o Olímpia Teodora foi campeão mundial, em Jesi, na Itália. A vitória do Conegliano no Mundial 2019 também marca o fim do predomínio turco no campeonato. Há cinco anos, um clube de fora da Turquia não ficava com o título mundial. A último vez foi em 2014 com o Dínamo Kazan da Rússia.

Em 2019, na decisão, o Conegliano bateu o Eczacibasi da Turquia de virada, por 3×1, com parciais de 22/25, 25/14, 25/19, 25/21. Foi a segunda vitória do Conegliano sobre o Eczacibasi na competição. Na abertura do torneio, o time italiano havia vencido o rival turco por 3×1. A oposta italiana Paola Egonu foi o destaque individual do confronto. Ela marcou 33 pontos, sendo 29 de ataque, um de bloqueio e 3 no serviço. Egonu ainda foi eleita MVP do campeonato. Completou o pódio, na 3ª posição, o outro clube turco do campeonato. Na disputa do bronze, o Vakifbank derrotou o Novara da Itália pelo placar de 3×0, com parciais de 26/24, 25/23, 25/21.

SELEÇÃO DO MUNDIAL DE CLUBES 2019

A seleção do Mundial de Clubes 2019 foi composta pela levantadora polonesa Wolosz do Conegliano, a oposta sueca Haak do Vakifbank, a ponteira americana Hill do Conegliano e a ponteira coreana Kim do Eczacibasi, a central turca Gunes do Vakifbank e a central holandesa De Kruijf do Conegliano, e a líbero turca Akoz do Eczacibasi.