BRASIL SUPERA SÉRVIA

 

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Divulgação FIVB

O Brasil encerrou sua participação na primeira semana de Liga das Nações, com vitória sobre a Sérvia, por 3×1, com parciais de 23/25, 25/22, 25/14, 25/21. A seleção brasileira quebrou a invencibilidade das sérvias, que ainda não haviam perdido sequer um set na competição. As brasileiras ocupam a 6ª colocação na classificação geral e estariam hoje na fase final, graças a posição da China, que recebe as finais. Os cinco primeiros passam de fase. Na próxima semana, o Brasil embarca para a Europa onde enfrenta na Turquia, na cidade de Ankara, nos dias 22, 23 e 24 de maio, às turcas, a Argentina e a República Dominicana, respectivamente.

RESUMO
Apostando em uma estratégia de saque agressivo, as seleções de Brasil e Sérvia encontraram dificuldades para rodar a rede com suas principais atacantes. Duas das melhores jogadoras da Sérvia saíram durante o jogo para dar lugar as reservas. Tandara enfrentou uma forte marcação de bloqueio. A oposta teve baixo aproveitamento. Sua eficiência ficou em menos de 30%. Jogando com inteligência, Roberta desafogou a rede com a central Bia e Amanda ficou livre para se destacar explorando o bloqueio da Sérvia. O Brasil ainda teve uma performance superior a Sérvia nesse fundamento. Foram 21 pontos contra 18.

O JOGO
José Roberto Guimarães manteve a formação que saiu vitoriosa no jogo contra o Japão. A Sérvia substituiu a central Veljkovic por Popovic. A partida começou com um ace de Roberta, dando a tônica do jogo. A oposta Tandara estava extremamente marcada, desde o início. A principal atacante Sérvia, Boskovic, só foi acionada, pouco antes da primeira parada técnica. Um ataque dela atingiu 96 km/h. Um ace de Stevanovic colocou a Sérvia na frente do placar 11×8. O Brasil pediu tempo. As brasileiras voltaram mais concentradas e passaram a frente do marcador. Foi a vez do técnico sérvio parar o jogo. A partida voltou a ficar parelha. Tandara apareceu para o jogo, com um ataque de 106 km/h. Depois de um pedido de desafio, a Sérvia abriu uma margem mínima de diferença, 21×19. O Brasil inverteu 5×1. Monique desencalhou a rede e voltou ao banco de reservas. A Sérvia mantinha a frente, mas usando inteligência, Tandara e Amanda exploraram o bloqueio sérvio e empataram para o Brasil, 22×22. O time brasileiro não conseguiu manter a eficiência no ataque. Tandara atacou uma bola para fora e outra foi amortecida, propiciando o ponto de contra-ataque sérvio, que finalizou o set, 25×23.

O Brasil começou o 2º set com Drussyla no lugar de Gabi. O Brasil se aproveitou da desconcentração Sérvia para abrir 5×2 no placar. A Sérvia retomou o jogo fugindo do bloqueio brasileiro com duas largadas, uma de Boskovic, outra de Mihajlovic. Tandara não conseguia passar uma bola lisa do bloqueio e Amanda era eficiente explorando a mão de fora das sérvias. Uma sequência de erros de saques das duas seleções demonstrava como as estratégias dos times estavam alinhadas. O Brasil iria para a segunda parada técnica com vantagem de dois pontos, 16×14. No retorno, as brasileiras abriram vantagem, com um ponto de bloqueio, 18×15. A Sérvia pediu tempo. Na sequência, conseguiu empatar. Amanda voltou a se destacar com um ponto de bloqueio em Boskovic e outro de ataque, 21×18. O Brasil administrou a vantagem até o fim do set e fechou a parcial em erro de saque sérvio, 25/22.

O técnico sérvio fez uma aposta arriscada e sacou Mihajlovic do jogo para colocar em seu lugar a jovem Milenkovic. A substituição parecia dar resultado. A Sérvia começava o set com 3×1 no placar. O Brasil foi buscar e Tandara fez o seu segundo ace na partida. A Sérvia devolveu na mesma moeda, 5×3. Numa sequência de dois erros de ataque o Brasil passou à frente. Foi o suficiente para saída de Blagojevic para entrada de Busa. Sem a referência de Mihajlovic no ataque, a levantadora sérvia enchia Boskovic de bolas. O Brasil tinha o controle do jogo nas mãos. O técnico sérvio inverteu a rede. O time parecia desistir do jogo. O Brasil abriu 5 pontos de diferença. A Sérvia estava perdida em quadra. O Brasil tinha 10 pontos na frente do placar, 22×12. A Sérvia tinha dificuldade na virada de bola e estava totalmente fora do set. Em um ataque para fora, o Brasil fechou em 25/14.

O Brasil manteve o ritmo de jogo do set anterior. Drussyla se destacava no fundo de quadra e as atacantes brasileiras confirmavam os contra-ataques. A oposta Bjelica substituta de Boskovic, colocava a Sérvia no páreo novamente. Uma defesa excepcional de Drussyla ganhava a torcida em Barueri. O Brasil sacramentou este ponto, no contra-ataque de Amanda, 10×6. O bloqueio sérvio finalmente encontrava o tempo de bola do ataque de Amanda. José Roberto parou o jogo. Em seguida, a reação sérvia foi obstruída por um erro de saque. Tandara levou o Brasil ao 14º ponto, em seu terceiro ponto de saque na partida. O bloqueio brasileiro intimidava o ataque sérvio. A performance brasileira na defesa propiciava vários contra-ataques, 22×17. A Sérvia pediu tempo e voltou melhor. Brasil parou em jogo. Amanda confirmou o ponto na virada de bola, 23×20. Monique entrou para sacar. A Sérvia salvou um match point. Amanda fechou o jogo, em um ataque pela entrada de rede, 25×21.

BRASIL
Roberta, Tandara, Gabi, Amanda, Bia, Adenízia e Suelen. Entraram: Macris, Monique, Drussyla, Rosamaria.

SÉRVIA
Antoniejvic, Boskovic, Mihajlovic, Blagojevic, Stevanovic, Mina Popovic, Silvija Popovic. Entraram: Mirkovic, Bjelica, Busa, Milenkovic.

OUTROS RESULTADOS

Em Barueri, Brasil
Japão 3×1 Alemanha

Em Ningbo, China
Bélgica 3×2 República Dominicana
China 0x3 Coréia do Sul

Em Ekaterinburg, Rússia
Tailândia 3×0 Argentina
Rússia 0x3 Holanda

Em Lincoln, Estados Unidos
Turquia 3×0 Polônia
Estados Unidos 3×0 Itália

BRASIL VENCE JAPÃO DE VIRADA

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou seu primeiro triunfo na Ligas das Nações contra o Japão. A vitória por 3×1, aconteceu de virada, com parciais de 22/25, 25/18, 25/23, 25/11. A oposta Tandara foi a maior pontuadora da partida com 25 pontos. Nesta quinta-feira, o Brasil enfrenta a atual vice-campeã olímpica, Sérvia, a partir das 15h, em Barueri, com transmissão do SPORTV e TV Globo. A seleção europeia está invicta, lidera a competição ao lado da China, e ainda não cedeu sets aos adversários.

RESUMO
Ao contrário do jogo anterior, o Brasil demonstrou um sistema defensivo efetivo. A relação saque-bloqueio-defesa foi crucial nos momentos decisivos. A seleção japonesa e a sua tradicional resistência na defesa não foi capaz de neutralizar a oposta Tandara. O bloqueio brasileiro se impôs. Foram 20 pontos no total.

O JOGO
O Brasil entrou em quadra com uma formação diferente do jogo contra a Alemanha. A central Carol deu lugar a Adenízia e Amanda foi titular na ponta. A partida se iniciou com uma disputa de rally. Com paciência, o Brasil dominava o Japão, porém não conseguiria sustentar a vantagem. Conhecido pela excelência na defesa, o Japão amortecia bolas no bloqueio, quando não pontuava. Foram três ao todo. Algo raro. O Brasil tentou parar o jogo e fazer a inversão na rede, mas não tinha jeito. Após um ataque de Tandara para fora, o Japão fechou o set em 25×22.

No 2º set, Gabi foi poupada pelo segundo jogo consecutivo. Drussyla entrou em seu lugar. Ela começou marcando um ponto de saque. O Japão cometia erros em sequência. O sistema defensivo brasileiro subia de produção substancialmente e parava o ataque japonês. Um ataque de Tandara atingiu 104 km/h. O Brasil administrava a vantagem aferida no começo do set. A ponteira Koga era destaque do Japão, mas não era páreo para Tandara. O Brasil fechou a parcial em 25×18.

O Japão trocou a sua formação titular com a entrada da experiente central Shimamura, no começo do 3º set. Um rally, vencido pelo Japão, em um ataque de Koga, durou 35 segundos, o mais longo da partida. A seleção japonesa mantinha uma frente no placar 7×4. Numa passagem no saque de Tandara, o Brasil se recuperou no set. O Japão pediu tempo. O jogo seguiu parelho até o vigésimo primeiro ponto, quando o Brasil abriu uma vantagem de 3 pontos. A equipe brasileira encaminhava para fechar a parcial, mas o Japão não se rendeu  e salvou dois set points. Em seguida, Roberta em uma distribuição surpreendente, levantou para Adenízia fechar o set em 25×23.

O Brasil começou o 4º set imprimindo o seu ritmo. O Japão cometia erros em excesso, fora do seu padrão de jogo. A seleção brasileira subia incontáveis bolas na defesa e intimidava as japonesas. A pressão era grande e o Brasil tinha quase dez pontos na frente. A técnica japonesa pediu dois tempos, quase em sequência. Nada dava certo para o Japão. O jogo ainda foi paralisado em 5 minutos devido a um erro da mesa. O Brasil manteve a concentração, para fechar o jogo, 25×11.

BRASIL
Roberta, Tandara, Gabi, Amanda, Adenízia, Bia, Suelen. Entraram: Macris, Monique, Drussyla e Jaqueline.

JAPÃO
Tashiro, Koga, Ishii, Okumura, Kanami e Aika. Entraram: Tominaga, Shimamura, Horikawa, Takahashi.

OUTROS RESULTADOS

Em Barueri, Brasil
Sérvia 3×0 Alemanha

Em Ningbo, China
China 3×0 Bélgica
Coréia do Sul 3×2 República Dominicana

Em Ekaterinburg, Rússia
Holanda 3×1 Argentina
Rússia 3×1 Tailândia

Em Lincoln, Estados Unidos
Estados Unidos 2×3 Turquia
Polônia 3×2 Itália

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Gaspar Nóbrega/CBV

BRASIL PERDE PARA ALEMANHA

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Divulgação FIVB

A seleção brasileira feminina de vôlei estreou com derrota para a Alemanha, na Liga das Nações. A vitória alemã por 3×1, foi de virada, com parciais de 15/25, 25/22, 25/18, 25/20. O Brasil não perdia para Alemanha, desde 2002, há quase 16 anos, quando disputou o bronze do Grand Prix e saiu derrotado. A ponteira Brinker foi a maior pontuadora da Alemanha com 20 pontos. Pelo Brasil, Tandara marcou 16. O próximo jogo da seleção brasileira é contra o Japão, amanhã, às 15h, com transmissão do SPORTV e TV Globo. Em seguida, no mesmo ginásio, a Alemanha enfrenta a Sérvia.

RESUMO

O Brasil começou melhor a partida, mas não conseguiu manter o seu ritmo de saque. A Alemanha foi superior neste fundamento e o sistema defensivo brasileiro não funcionou. O técnico José Roberto foi infeliz em suas substituições.

O JOGO

O jogo começou com bastante erros de ambos os lados. O Brasil entrou em quadra com a formação titular composta pelo time base do SESC/RJ, campeão da Superliga retrasada. Numa passagem de saque da levantadora Roberta, a equipe brasileira abriu vantagem. O técnico alemão inverteu o 5×1, mas não foi o suficiente para diminuir a agressividade do saque brasileiro. Aproveitando os contra-ataques e o excesso de erros das alemãs, o Brasil fechou o 1º set em 25×15.

No segundo set, a ponteira Gabi foi poupada, e em seu lugar, entrou Amanda. A Alemanha voltou melhor com o aumento do aproveitamento, de sua principal atacante, a oposta Lippmann. O Brasil consseguiu parelhar com as alemãs em contra-ataques de Drussyla. Numa sequência de saques da central Gründing, o time alemão abriu vantagem. O Brasil conseguiu igualar, após seu sistema defensivo ser efetivo. O empate persistiu. Em uma nova passagem da central Gründing, a Alemanha voltou a ficar na frente. O Brasil inverteu o 5×1 e conquistou a dianteira do placar, pela primeira vez no set. Após um pedido de desafio, a Alemanha voltou a ficar na frente. Em seguida, abriu vantagem em contra-ataque e José Roberto parou o jogo. O Brasil desfez a inversão do 5×1 e as alemãs fecharam o 2º set, em 25/22, em uma bola china, atacada pela central Schölzel.

O Brasil começou o 3º set com erros. A Alemanha sacava melhor. O time brasileiro cometeu uma falha na rotação. Na sequência, a equipe alemã abriu vantagem. José Roberto pediu tempo. Em seguida, a Alemanha abriu seis pontos. O Brasil inverteu o 5×1 e conseguiu diminuir a diferença. O placar marcava 21×18 para as alemãs e o técnico Koslowski parou o jogo. Após o pedido de tempo, a Alemanha confirmou a virada de bola, para posteriormente, colocar a levantadora reserva Kästner para sacar. Numa boa sequência de serviços, ela conseguiu um ace e a Alemanha saiu vitoriosa no 3º set, após um ponto bloqueio de Lippmann, 25/18.

A Alemanha começou na frente no 4º set. Drussyla saiu e deu lugar a Rosamaria. O Brasil conseguiu o empate numa passagem de Carol pelo saque. Os dois times trocavam bolas e o placar marcava 9×9. Em dois erros de recepção brasileira, a Alemanha abriu vantagem de três pontos. As alemãs administravam a vantagem, para na frente conquistar mais dois de frente. José Roberto, mais uma vez, pedia tempo. O Brasil diminuiu a vantagem. As atacantes das duas seleções eram decisivas. Pelo lado brasileiro, um ataque de Tandara alcançava 100km/h. Já a Alemanha, distribuia melhor o seu jogo. Com o passe na mão, a levantadora Hanke escolhia a ponteira Brinker, nos momentos de desafogo, liberando a oposta Lippmann. O placar marcava 22×17. Drussyla entrou novamente e errou o saque. O Brasil salvava um match point, mas Lippmann fechou o jogo para Alemanha, em um ataque pela linha de três, na saída de rede, 25×20.

BRASIL
Roberta (3 pts), Tandara (16 pts), Gabi (2pts), Drussyla (14pts), Carol (8pts), Bia (13pts) e Suelen (0 pt). Entraram: Macris (0pt), Monique (1pt), Amanda (6pts), Rosamaria(1pt).

ALEMANHA
Hanke (0pt), Lippmann (18pts), Brinker (20pts), Geerties (8pts), Gründing (11pts), Schölzel (8pts), Düur(0pt). Entraram: Kästner (1pt), Drewniok (1pt), Poll (0pt).

OUTROS RESULTADOS

Em Barueri, Sp, Brasil
Sérvia 3×0 Japão 25×18 25×17 25×22

Em Ekaterinburg, Rússia
Holanda 3×0 Tailândia 25×20 26×24 25×13
Russia 3×1 Argentina 20×25 25×13 25×13 25×22

Em Ningbo, China
Bélgica 3×0 Coréia do Sul 25×18 25×22 25×21
China 3×0 República Dominicana 25×17 25×15 25×11

Em Lincoln, nos Estados Unidos
Turquia 3×0 Itália 25×21 25×21 25×20
Estados Unidos 3×1 Polônia 28×26 25×22 22×25 25×15

 

 

 

 

 

 

 

 

OS ADVERSÁRIOS DO BRASIL NA LIGA DAS NAÇÕES

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A seleção brasileira feminina de vôlei estreia amanhã na Liga das Nações, contra a equipe da Alemanha, a partir das 15h, em Barueri. O time do Brasil está repleto de novidades em relação ao último ciclo olímpico. A aposta de renovação que colheu frutos em 2017, com o título do Grand Prix e do Sul-americano, deve ser mantida. O técnico José Roberto Guimarães ainda terá o retorno de algumas peças chaves como: Dani Lins e Thaísa. Para o jogo de amanhã, ele não deverá contar com Dani Lins e ter a ausência de Natália Zilio, que se recupera de contusão. A expectativa é saber qual será o time base escalado pelo técnico brasileiro.

Conheça um pouco dos adversários do Brasil na semana 1 da Liga das Nações.

ALEMANHA
Sem conquistar uma vaga para os Jogos Olímpicos desde 2004, o time europeu promoveu uma completa renovação em sua seleção. O principal objetivo é conseguir a vaga para as Olimpíadas de Tóquio. Comandadas pelo ex-jogador de vôlei Felix Koslowski, o time conta com a experiência da ponteira Maren Brinker e um dos destaques da jovem equipe é a oposta Lippmann e a líbero Duur.

JAPÃO
Sede dos próximos Jogos Olímpicos e do Campeonato Mundial, o Japão fez uma ousada troca técnica para este ciclo. Saiu do comando da equipe, o experiente ex-jogador Manabe, um dos responsáveis pela histórica medalha de bronze nos Jogos de Londres 2012, e em seu lugar entrou, a primeira mulher a dirigir a seleção japonesa, a ex-levantadora Kumi Nakada. A base da equipe foi mantida com a mescla da chegada de novas jogadoras.

SÉRVIA
Atual vice-campeã olímpica, a Sérvia disputa a Liga das Nações com a força máxima. A equipe esteve perto de chegar as finais do Grand Prix por algumas vezes. Os destaques do time continuam sendo duas das melhores atacantes do mundo, Boskovic e Mihajlovic. Com a saída da experiente levantadora Maja Ognjenovic, o desafio do técnico Zoran Terzic é encontrar uma substituta que tenha entrosamento e precisão para colocar em jogo, as poderosas atacantes sérvias.

 

 

 

A CONVOCAÇÃO DE RENAN DAL ZOTTO

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DIVULGAÇÃO FIVB

Passado o fim da Superliga, Renan Dal Zotto, técnico da seleção brasileira de vôlei, finalizou o anúncio de convocados para as competições que o Brasil disputa em 2018. Todos eles dos times finalistas da temporada 2017/2018, Sada/Cruzeiro e Sesi/Sp. Foram chamados: o levantador William, o central Lucão, o oposto Alan, os ponteiros Douglas Souza e Lipe e o líbero Murilo, do Sesi/Sp, e o oposto Evandro, o central Isac e o ponteiro Rodriguinho, do Sada/Cruzeiro. Eles se juntam aos atletas já convocados, que treinam no Centro de Treinamento da CBV, em Saquarema, há pouco mais de duas semanas. São eles: os levantadores Bruninho e Thiaguinho, os opostos Wallace e Renan, os centrais Maurício Souza, Otávio e Éder, os ponteiros Maurício Borges e Lucas Lóh e o líbero Thales. Destaca-se na lista, a ausência do ponta Lucarelli, que se recupera de uma contusão e tem previsão de retorno para o Campeonato Mundial, em setembro, na Itália e Bulgária.

Controvérsias
Após o anúncio final da lista de convocados, o líbero Murilo, recém adaptado a posição, foi alvo de polêmicas acerca da sua convocação para a seleção brasileira. Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, o líbero Serginho, do Cruzeiro, um dos maiores vencedores da Superliga, questionou os critérios adotados pelo técnico Renan para convocar o jogador. Segundo ele, o seu desempenho em quadra, como líbero, é superior ao de Murilo. Ele ainda ressaltou que existem outros jogadores da posição, no Brasil, superiores ao Murilo, eleito melhor jogador do mundo em 2010 e 2012, na função de ponteiro.

A LIGA DAS NAÇÕES

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A Federação Internacional de Vôlei inicia na semana que vem a sua mais nova competição anual, a Liga das Nações. A estreia acontece na categoria feminina e nas semanas seguintes do mês de maio, também na masculina. A expectativa da FIVB é transformar suas ligas anuais, no caso, a antiga Liga Mundial e o Grand Prix, em um produto mais atraente para o grande público. Para alcançar êxito na mudança, segundo fontes da imprensa, os dirigentes da federação contam com a colaboração de especialistas ligados às grandes ligas esportivas americanas.

Essa não é a primeira vez que ocorrem modificações no formato das ligas de seleções de vôlei. Assim que assumiu seu mandato na federação internacional, o brasileiro Ary Graça, provocou uma reorganização das ligas, criando divisões entre as seleções, com acesso e descenso, atendendo a uma demanda das federações nacionais.

FORMATO
A nova reformulação das ligas foi cercada de polêmicas. Primeiro foi ventilado, sem confirmação, que a FIVB resolveu mudar a Liga Mundial devido ao rebaixamento da seleção italiana em 2017, na Liga Mundial. Depois, foi a vez das seleções que ascenderam em suas divisões em 2017, questionar os critérios de classificação adotados pela Liga das Nações.

De acordo com o regulamento da Liga das Nações, tanto no masculino como no feminino, foram divididos, na mesma disputa, dois grupos distintos de seleções, as obrigatórias e as desafiantes. Dessa forma, apenas as seleções desafiantes correm o risco de não disputar as próximas edições da competição. Nesse caso, a Eslovénia, campeã do grupo de acesso em 2017, ficou de fora.

Os questionamentos acerca das Liga das Nações não se atentam apenas ao formato e aos critérios de classificação. Com o calendário apertado, a competição terá partidas durante a semana, em horários proibitivos, para citar apenas o caso do Brasil, o que diminuem as chances de sucesso.

Para explicar tal controvérsia, a FIVB diz atender aos seus patrocinadores. A intenção, segundo eles, é fugir da coincidência de datas com a Copa do Mundo de futebol. Para compensar, as fases finais irão acontecer na China, país onde o vôlei é altamente popular, no feminino, e em Lille, na França, no masculino, em um estádio de futebol, repetindo a bem sucedida experiência da fase final da Liga Mundial 2017, em Curitiba.

 

BALANÇO FINAL SUPERLIGA 2017/2018

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No último domingo, 5 de maio, a equipe do Sada/Cruzeiro sagrou-se hexacampeã da Superliga Masculina. Foi a quinta vitória consecutiva do time no torneio. O título consagrou o ponteiro cubano naturalizado brasileiro Leal para a história do voleibol do Brasil. A final decidida em dois jogos contra o Sesi/Sp marcou a despedida dele da equipe de Minas Gerais. Eleito MVP, melhor jogador da competição, na próxima temporada Leal irá jogar na Itália. A expectativa agora é sobre a sua presença na seleção brasileira a partir do ano de 2019. Sem dúvida alguma, Leal irá fazer falta para o Sada/Cruzeiro. Nesses anos de coleção de títulos, ele foi uma das peças chaves do bem montado time mineiro, pelo técnico argentino, Marcelo Mendez.

A temporada 2017/2018

Mesmo perdendo importantes jogadores como o levantador William, o oposto Wallace, nos últimos anos, o Sada/Cruzeiro conseguiu manter a sua hegemonia no voleibol brasileiro na temporada 2017/2018. A campanha não foi perfeita, mas o time cresceu na reta final como de costume. O planejamento para o Mundial de Clubes 2017 pode ter afetado o rendimento da equipe. Os adversários, reforçados, apresentaram uma inédita resistência até então, destacando-se a semifinal decidida apenas no quinto jogo contra o EMS/Funvic/Taubaté e a decisão do título, levada ao tie break, nos dois jogos, pela equipe do Sesi/Sp. Somado todo campeonato foram cinco derrotas. As perspectivas de um equilíbrio maior na temporada 2018/2019 são ainda maiores. A hegemonia do Sada/Cruzeiro está em xeque. Resta saber, como o time irá repor suas peças com a queda do ranking de atletas da CBV na categoria masculina.

No naipe feminino, o Praia Clube de Uberlândia conquistou pela primeira vez o inédito título. Com uma campanha irrepreensível na fase regular da disputa, conquistou o direito de decidir em casa nos playoffs. Essa vantagem acabou pesando no confronto contra o time do Nestlé/Osasco na semi-final. Na grande final, em dois jogos, a equipe soube administrar a primeira derrota no jogo 1 contra o Sesc/Rj, para vencer no segundo e no set de ouro. Ao contrário de anos anteriores, o favoritismo era todo da equipe de Uberlândia. O time carioca, comandado pelo vitorioso técnico Bernardinho, enfrentou uma série de contusões durante a temporada. A equipe foi engrenar apenas nos confrontos semifinais contra o Camponesa/Minas. No fim, o planejamento do Praia Clube bateu as intempéries que se abateram sobre o time do Sesc/Rj.

SEJAM BEM-VINDOS!

Por Carlos Eduardo Rodrigues

As grandes conquistas do voleibol brasileiro nos últimos vinte anos não foram suficientes para aumentar a cobertura do esporte pela grande mídia. No Brasil, as redes de televisão destinam pouco espaço ao esporte. Nem mesmo a nível mundial, a cobertura é correspondida como gostaríamos. Nós os fãs, torcedores e jornalistas, graças ao avanço tecnológico, possuímos hoje ferramentas que não existiam antes. Através delas, no caso a Internet, conseguimos expandir o alcance do esporte. Seja por meio da FIVB, Federação Internacional de Voleibol, seja na enorme audiência dos Jogos Olímpicos, em escala mundial, conseguimos furar esse bloqueio pela rede. É com imenso prazer, que através dessa ferramenta do WordPress, em formato de blog, entre tantos outros bem-sucedidos, inauguro mais um espaço na Internet dedicado ao voleibol. Declaro aberto!