NA ABERTURA DO MUNDIAL, FUNVIC BATE UPCN

A equipe do Funvic/Natal comemora a vitória depois do jogo/Divulgação FIVB

Foi dada a largada para o Mundial de Clubes masculino de vôlei 2021. Na abertura da competição, Funvic/Natal e UPCN entraram em quadra, em jogo válido pelo grupo A. Após um começo muito irregular, com muitos erros, o Funvic/Natal conseguiu uma vitória sobre o UPCN da Argentina, depois de estar perdendo por 2×0. O placar final do confronto ficou em 3×2, a favor do Funvic, com parciais de 21/25, 22/25, 25/20, 25/21, 15/12. O oposto Gabriel do Funvic foi o maior pontuador do jogo, com 22 pontos. Pelo UPCN, Melgarejo marcou 16 pontos. Na próxima rodada do grupo, o Funvic folga. Já o UPCN, terá pela frente o Civitanova, atual campeão mundial.

Gabriel foi o destaque individual do jogo/Divulgação FIVB

O MUNDIAL DE CLUBES 2021

O ponteiro brasileiro Lucarelli é um dos destaques do Civitanova/Divulgação FIVB

Começa amanhã, no Brasil, o Campeonato Mundial de Clubes 2021. Após dois anos, desde a última edição, a competição está de volta. A versão masculina será disputada em Betim, Minas Gerais, entre seis equipes, dos dias 7 a 11 de Dezembro. Já a feminina, acontece na Turquia, em Ancara, também com seis equipes, entre os dias 15 e 19 de Dezembro.

O formato de disputa é o mesmo nos dois naipes. As seis equipes estão divididas em dois grupos com três times cada. Avançam de fase, os dois melhores de cada chave. Depois, nas semifinais, acontecem os cruzamentos dos grupos. Os vencedores das semifinais disputam a decisão do título e os perdedores disputam o 3º lugar.

Participam do Mundial feminino de clubes 2021 as seguintes equipes: Itambé/Minas (BRA), Praia Clube (BRA), Conegliano (ITA), Fenerbahce (TUR) Vakifbank (TUR), Alta Voley (CAZ). No masculino disputam o Mundial de clubes 2021 os seguintes times: Sada/Cruzeiro (BRA), Funvic/Natal (BRA), Trentino (ITA), Civitanova (ITA), UPCN (ARG), Fooland Sirjan (IRA).

COMPETIÇÃO

A julgar pelo atual desempenho na temporada, as chances de título das equipes brasileiras não são muito grandes. Entre as mulheres, o Praia apresenta a melhor performance até o momento, no entanto, caiu em um grupo difícil. Se avançar de fase, será uma vitória. Já o Minas, em um grupo mais fácil, tem mais chances de subir ao pódio.

O ginásio em Ancara, onde será disputada a competição feminina

Na disputa masculina, o cenário não é tão diferente. Os times italianos são favoritos para disputar a final. O Cruzeiro aparece como a equipe que pode estragar a festa deles. Jogando em casa, com apoio da torcida, terá pela frente uma semifinal duríssima. Já o Funvic/Natal briga com o UPCN da Argentina para conseguir disputar o pódio da competição.

O Sada/Cruzeiro busca o quarto título mundial

O JOGO DA RODADA – Fiat/Minas vence o clássico mineiro na Superliga

O Fiat/Minas lidera a Superliga Masculina 2021/2022/Divulgação Minas/Orlando Bento

O Fiat/Minas venceu mais uma na Superliga Masculina. Dessa vez, o triunfo foi contra o Cruzeiro. Foi a oitava vitória consecutiva do Minas na competição. O time minas-tenista ainda não perdeu na temporada 2021/2022. Já o Cruzeiro foi derrotado pela segunda vez no torneio. Anteriormente, a equipe celeste foi superada pelo Sesi/SP. Com o resultado, o Minas manteve a liderança isolada da Superliga Masculina, com 24 pontos.

CLÁSSICO MINEIRO

No clássico mineiro, válido pela 8ª rodada da Superliga Masculina 2021/2022, o Minas bateu o Cruzeiro, dentro de casa, de virada. O placar final do jogo ficou em 3×1, a favor do Minas, com parciais de 22/25, 25/18, 25/19, 25/23. O oposto Vissoto do Minas e o oposto Wallace do Cruzeiro, foram os maiores pontuadores do confronto, com 21 pontos cada. Já o troféu de melhor jogador da partida, foi dado pelos internautas, ao ponteiro Leozinho do Minas, com 26% dos votos.

O ponteiro Leozinho com o troféu Viva Vôlei/Orlando Bento/Divulgação Minas

PRÓXIMA RODADA

Na próxima rodada da competição, o Minas enfrenta o Goiás, no domínio adversário, no sábado, 11 de Dezembro, às 21h, com transmissão do SPORTV 2. Já o Cruzeiro, volta suas atenções para o Mundial de Clubes, que será disputado em Betim, na próxima semana, entre os dias 7 e 11 de Dezembro, também com transmissão do SPORTV 2.

FIVB DIVULGA TABELA DO MUNDIAL MASCULINO DE CLUBES

O Sada/Cruzeiro está em busca do tetracampeonato mundial/Divulgação FIVB

Na semana passada, a FIVB divulgou a tabela e os grupos do Mundial de Clubes masculino 2021. A competição será disputada entre os dias 7 e 11 de Dezembro, no Brasil, em Betim, Minas Gerais. O Brasil terá dois representantes no torneio: o Sada/Cruzeiro e o Funvic/Natal. Além das duas equipes brasileiras, participam do Mundial de Clubes masculino 2021 os seguintes times: Trentino (ITA), Civitanova (ITA), UPCN (ARG), Fooland Sirjan (IRÃ).

As seis equipes foram divididas em dois grupos com 3 times cada. O Sada/Cruzeiro ficou no grupo B, ao lado do Trentino e do Fooland Sirjan. Já o Funvic/Natal caiu no grupo A, ao lado do Civitanova, atual campeão mundial, e do UPCN da Argentina. A estreia do Cruzeiro está prevista para o dia 7 de Dezembro, contra o Sirjan. Já o Funvic, também estreia no dia 7, contra o UPCN. Confira a tabela completa da competição abaixo.

Grupo A

07/12 18:00 Funvic x UPCN

08/12 17:00 Civitanova x UPCN

09/12 17:00 Civitanova x Funvic

Grupo B

07/12 21:30 Sirjan x Cruzeiro

08/12 20:30 Sirjan x Trentino

09/12 20:30 Cruzeiro x Trentino

Semifinais

10/12 17:00 Semifinal 1

10/12 20:30 Semifinal 2

Finais

11/12 17:00 Disputa de 3 lugar

11/12 20:30 Final

*Todos os jogos serão transmitidos pelo SPORTV 2

AS ESTATÍSTICAS DA SUPERLIGA FEMININA

Após sete rodadas da Superliga Feminina 2021/2022, de acordo com dados estatísticos da CBV, é possível apontar alguns destaques individuais da competição. Nesse momento da disputa, a oposta norte-americana Nia Reed do Sesi/Bauru lidera na pontuação, com 150 pontos. Na vice-liderança, com apenas dois pontos a menos, a oposta Tifanny do Osasco, com 148 pontos. Fechando o top 3 na pontuação, a oposta dominicana Martínez do Praia Clube, com 134 pontos.

Já na média de pontos por set, o top 3 não está diferente do que na pontuação total. A liderança também pertence a norte-americana Reed do Sesi/Bauru, com média de 5,77 pontos. Na 2ª posição, também está a oposta Tifanny do Osasco, com 5,69 pontos de média. Na 3ª posição, também está colocada a oposta dominicana Martínez, com 4,96 pontos de média.

A oposta norte-americana Reed é um dos destaques individuais da Superliga Feminina/Divulgação SESI/Bauru

No aproveitamento de ataque, os destaques nos números ficam por conta das centrais. Em 1º lugar, a central Lorena do Barueri, com 63% de eficiência. No 2º lugar, a central Carol do Praia, com 59% de eficiência. Em 3º lugar, a central Milka do Flamengo, com 58% de eficiência. É bom ressaltar que algumas jogadoras possuem menos jogos do que outras, por isso algumas distorções nos números de aproveitamento.

No bloqueio, a central Lays do Fluminense lidera na pontuação do fundamento. Ao todo, ele já marcou 35 pontos diretos de bloqueio. Na vice-liderança, a central Thaísa do Minas, com 31 pontos diretos no bloqueio. Fechando o ranking de bloqueadoras, a central Carol do Praia, com 29 pontos de bloqueio na competição, até o momento.

A central Lays do Fluminense/Divulgação Fluminense

Já na recepção, Ana Caroline do Brasília, com poucos jogos, lidera na eficiência, com 83%. Na 2ª posição, a líbero vice-campeã olímpica Camila Brait do Osasco, com 82% de eficiência. Na 3ª posição, a ponteira Maira do Flamengo, com 79% de eficiência na recepção.

Encerrando a leitura dos números da CBV, uma análise do serviço. Nos números totais, a ponteira Carla do Osasco lidera com 14 pontos diretos no saque. Em 2º lugar, a oposta Arianne do Brasília, com 12 pontos diretos no serviço. Fechando o rol das três melhores sacadoras, a levantadora Claudinha do Praia com 11 pontos diretos no serviço.

A equipe de Osasco divide com o Praia, a base da seleção da Superliga, até o momento/Divulgação FPV

TIME DOS SONHOS

O time dos sonhos da Superliga Feminina 2021/2022, até o momento, segundo a CBV, é formado pela levantadora Claudinha do Praia, a oposta Martínez do Praia, as centrais Thaísa do Minas e Lays do Fluminense, a ponteira Carla e a ponta/oposta Tifanny do Osasco, e a líbero Camila Brait do Osasco.

Fonte: CBV

AS ESTATÍSTICAS DA SUPERLIGA MASCULINA

Após seis rodadas da Superliga Masculina 2021/2022, com base nos dados da CBV, já é possível realizar um panorama do desempenho individual dos atletas. Nesse momento da competição, o oposto Franco do Vôlei Guarulhos lidera na pontuação. Em 6 jogos, ele já marcou 114 pontos. Na 2ª posição, aparece o oposto Darlan do Sesi/SP, com 106 pontos. Fechando o pódio, o oposto Vissoto do Minas, com 102 pontos.

Franco também lidera na média de pontos por set, com 6,71 de média. Na vice-liderança deste quesito, está o oposto Gabriel Santos do Funvic/Natal com 5,89 de média de pontos por set. Em 3º lugar, fechando as estatísticas de pontuação na média de pontos, está o oposto Evandro Guerra do Campinas, com 4,67 de média de pontos por set.

O oposto Franco do Vôlei Guarulhos, um dos destaque individuais da Superliga Masculina/Divulgação

No fundamento ataque, o central Lucão do Campinas lidera com 61% de eficiência. Em 2º lugar, o central Thales Falcão do Farma Conde/São José dos Campos com 59% de aproveitamento no ataque. Em 3º lugar, o cubano López do Cruzeiro, com 58% de eficiência. Em 144 ações de ataque, ele colocou 84 bolas no chão.

O central Lucão do Campinas lidera as estatísticas da Superliga no ataque e no serviço/Divulgação

No bloqueio, o central Ialisson do Apan/Blumenau lidera na pontuação do fundamento. Ao todo, ele já pontuou 27 vezes no bloqueio. Em 2º lugar, o central Matheus Bispo do Fiat/Minas aparece com 19 pontos de bloqueio. Fechando o rol dos três primeiros colocados, o campeão olímpico Éder do Sesi/SP, também com 19 pontos diretos no fundamento.

Já na recepção, o ponteiro Honorato do Minas lidera nas estatísticas da Superliga, com 75% de eficiência. Na vice-liderança, o líbero do Uberlândia/Gabarito, Diego Santos, com 74% de aproveitamento na recepção. Em 3º lugar no fundamento, mais um líbero aparece ranqueado. No caso, Thiago Brendle do Apan/Blumenau, com 71% de eficiência.

O ponteiro Honorato do Minas está em 1º lugar no aproveitamento de recepção/Divulgação CBV

Encerrando a leitura dos números da CBV, uma análise do fundamento serviço. Nos números totais, o central Lucão do Campinas lidera com 13 pontos diretos no saque. Na vice-liderança, o central Bruno Rubbo do Brasília Vôlei com 10 pontos diretos no fundamento. Fechando o rol dos três primeiros colocados no serviço, o oposto Darlan do Sesi/SP também com 10 pontos no serviço.

TIME DOS SONHOS

O time dos sonhos da Superliga Masculina 2021/2022, até agora, segundo a CBV, é formado pelo levantador Resley do Cruzeiro, o oposto Franco do Vôlei Guarulhos, os ponteiros López do Cruzeiro e Leozinho do Minas, os centrais Ialisson do Apan/Blumenau e Matheus Bispo do Minas, e o líbero Lucas Silva do Goiás Vôlei.

Fonte: CBV

O JOGO DA RODADA – Sesi/SP quebra série de vitórias do Cruzeiro

O ponteiro Lucas Loh tenta superar o bloqueio do Sesi/Divulgação/Agência i7

O Sesi/SP quebrou uma série de 14 vitórias consecutivas do Sada/Cruzeiro na temporada. Jogando no domínio adversário, em Contagem, no ginásio do Riacho, pela Superliga Masculina, o Sesi/SP conquistou a sexta vitória consecutiva na competição. Com o resultado, manteve a invencibilidade, assumindo a 2ª posição na tabela, com 17 pontos.

DUELO DE INVICTOS

No jogo válido pela 6ª rodada do turno da Superliga Masculina, o Sesi/SP superou o Cruzeiro, com grande atuação no bloqueio. Foram 16 pontos diretos no fundamento do Sesi/SP, contra apenas 7 do Cruzeiro. O placar final do jogo ficou em 3×1, a favor do Sesi/SP, com parciais de 26/24, 28/30, 25/20, 25/14.

TROFÉU VIVA VÔLEI

Para completar a partida quase perfeita, o oposto Darlan do Sesi teve grande performance individual. Ele marcou 27 pontos, sendo eleito o melhor jogador em quadra, em votação popular pela internet. Ele foi premiado com o troféu Viva Vôlei.

PRÓXIMA RODADA

Na próxima rodada da competição, o Sesi/SP enfrenta o Fiat/Minas, em São Paulo, no sábado, 27 de Novembro, às 21h, em confronto direto pela liderança, com transmissão do SPORTV 2. Já o Cruzeiro, recebe o Goiás, em casa, no ginásio do Riacho, também no sábado, 27 de Novembro, mais cedo, às 18h45, com transmissão do SPORTV 2.

OUTROS RESULTADOS – 6ª rodada do turno

Apan/Blumenau 3×0 Montes Claros/América

Uberlândia/Gabarito 0x3 Funvic/Natal

Vôlei Guarulhos 0x3 Vôlei Renata/Campinas

Fiat/Minas 3×1 Brasília Vôlei

Farma Conde/São José 3×1 Goiás

O JOGO DA RODADA – Praia mantém invencibilidade na Superliga Feminina

O Praia Clube manteve a invencibilidade na Superliga Feminina 2021/2022. Jogando contra o Minas, em Belo Horizonte, o Praia venceu o sexto jogo consecutivo na competição. Também foi a quarta vitória do time de Uberlândia sobre o Minas na temporada. Anteriormente, o Praia bateu o Minas no Campeonato Mineiro, na Supercopa e no Sul-Americano.

Na partida válida pela 5ª rodada do turno da Superliga Feminina, o Praia abriu 2×0 com extrema facilidade. O Minas reagiu após mudanças promovidas pelo técnico Nicola Negro. Porém, no fim, prevaleceu o restrospecto dos confrontos na temporada. O placar final ficou em 3×2, para o Praia, com parciais de 25/16, 25/11, 20/25, 23/25, 15/8.

A oposta dominicana Martínez do Praia foi a maior pontuadora do jogo, com 24 pontos. Pelo Minas, a ponteira turca Ozsoy marcou 20 pontos. A levantadora Claudinha do Praia foi eleita melhor jogadora em quadra, por votação popular pela internet, com quase 20% dos votos.

Na próxima rodada da competição, o Praia enfrenta o Unilife Maringá, em Uberlândia, na próxima terça-feira, 23 de Novembro, às 19h, com transmissão do SPORTV 2. Já o Minas viaja para Curitiba, onde joga contra o time da casa, também na próxima terça-feira, mais cedo, às 16h30, com transmissão do SPORTV 2.

A oposta Kissy entrou bem na partida, ajudando na recuperação do Minas/Divulgação CBV/Inovafoto

O COMEÇO TITUBEANTE DO SESC/FLAMENGO

Acostumado a vitórias e títulos, o Sesc/Flamengo começou a Superliga Feminina 2021/2022 com instabilidade. Em cinco jogos, o rubro-negro venceu apenas 2 partidas. Com uma tabela complicada, o Flamengo enfrentou 3 dos maiores favoritos ao título da temporada, com direito a duas derrotas de virada, contra Bauru e Minas. Porém, isso não justifica a má campanha até o momento.

Contra o Minas, ficou claro a dificuldade do time na virada de bola. A equipe mineira fez quase uma parcial inteira de pontos no bloqueio, graças ao desempenho de Thaísa. Muitos apontam o fundo de quadra como o problema do Flamengo, mas não é só isso. A equipe tem uma média de altura baixa comparada aos rivais.

Além disso, a levantadora Juma, que fez uma boa temporada na última edição da Superliga Feminina, não está bem. Para complicar o trabalho de Bernardinho, o Flamengo tem poucas opções no banco para quase todas as posições. Um exemplo disto, foi a contusão da oposta Monique, principal reforço do time para a temporada.

Sem ela, a esforçada oposta Sabrina jogou como titular nos cincos primeiros jogos do Flamengo. Instável, o seu desempenho representa bem a campanha do time até o momento na Superliga Feminina. Não dá para uma equipe do tamanho do Flamengo, ter um elenco tão limitado para a disputa da competição.

Uma coisa é certa, para a parceria de Bernardinho com o Flamengo vingar no voleibol será necessário investimento e reforços. Como a comissão técnica é competente, não dá para descartar uma recuperação na competição. Ainda mais para quem está acostumado a promover milagres.

A oposta Sabrina do Flamengo durante treinamento/Divulgação Flamengo/Marcelo Cortes

A LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE

Criada em 2006, a Lei de Incentivo ao Esporte foi formulada nos moldes do incentivo nas artes no Brasil, através da Lei Rouanet. Funciona como renúncia fiscal de impostos. No entanto, após 15 anos de promulgação, atualmente, é possível notar algumas distorções no seu funcionamento, principalmente, na modalidade de interesse do blog: o voleibol.

PROJETOS X CLUBE SOCIAL

Até o período anterior ao da Lei de Incentivo ao Esporte, os projetos de patrocínio de equipes de voleibol dominavam o cenário. Tais projetos englobavam toda a estrutura da equipe, incluindo o investimento na base e no social. Com a chegada da Lei, ficou mais atraente para as empresas realizarem patrocínios pontuais, via dedução fiscal, nos clubes sociais, como no caso do Minas Tênis e Praia Clube.

CONSEQUÊNCIAS

As consequências para a modalidade, no caso da Superliga, foi uma inversão de forças competitivas. Na prática, a Lei alterou o panorama da competição por decreto. Ao invés de torcemos para equipes patrocinadas por multinacionais, como no exemplo da Nestlé e Unilever, passamos a torcer para clubes de futebol.

É óbvio que o objetivo inicial da Lei era o fomento do esporte, mas para as empresas ficou mais fácil, barato e interessante se associar ao clubes esportivos. Fora isso, ainda há relação da Lei com o Estado. No caso, prefeituras e estados, gerando mais distorções. Além disso, a Lei restringiu o acesso aos seus recursos.

DISTORÇÕES

Um exemplo claro de algumas distorções da Lei de Incentivo ao Esporte foi o Campeonato Sul-Americano feminino 2018. Naquele ano, o Minas foi sede da competição, sendo campeão dentro de casa, contra o Sesc de Bernardinho. O time carioca era o atual campeão nacional, tendo a vaga na competição garantida como campeão da Superliga da temporada anterior.

Mas onde está a distorção? O Minas sediou o evento através da Lei de Incentivo ao Esporte. Ou seja, recursos públicos foram utilizados, por meio de dedução fiscal, para o Minas garantir classificação em uma competição na qual ele não poderia participar. Tal fato se repetiu nos últimos anos, em outros casos, mais recentemente, no Sul-Americano 2021, no caso do Brasília Vôlei, sede da competição, no mês passado.

FUTEBOL

Um exemplo de como a Lei dificultou a montagem de projetos no formato anterior, é a proliferação de clubes de futebol na Superliga. Um dos casos mais evidentes, é a parceria de Bernardinho com o Flamengo. De acordo com informações ventiladas na imprensa, a pandemia e a facilidade de acesso aos recursos da Lei de Incentivo, foram fundamentais para selar o acordo.

FUTURO

Assim como houveram questionamos sobre a Lei Rouanet, nas últimas eleições no Brasil, está claro que a Lei de Incentivo ao Esporte também necessita de aprimoramentos. Caso contrário, continuaremos a acompanhar distorções esportivas e favorecimentos no esporte olímpico, dentro e fora das quadras.