CBV DIVULGA TABELA DA SUPERLIGA 2021/2022

O Centro de Desenvolvimento do Vôlei (CDV) foi palco da decisão da temporada passada da Superliga/Divulgação CBV

Na última sexta-feira, 15 de Outubro, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou a tabela da Superliga 2021/2022. No masculino, a abertura da competição acontece no próximo sábado, 23 de Outubro, com três jogos da primeira rodada. Já no feminino, o primeiro jogo do torneio acontece na quinta-feira, 28 de Outubro, no confronto entre Brasília Vôlei e Maringá, no ginásio do Sesi Taguatinga, em Brasília.

Nos dois naipes, as fases eliminatórias serão disputadas em série melhor de três. As finais da Superliga Masculina estão previstas para os dias 23 de Abril, 30 de Abril e 7 de Maio. Já as finais da Superliga Feminina, estão programadas para os dias 22 de Abril, 29 de Abril e 6 de Maio. Nos links abaixo, você acessa a tabela completa da Superliga 2021/2022 nas duas categorias.

Participam da Superliga Masculina 2021/2022, os seguintes times: Apan/Blumenau, Fiat Minas/Gerdau, Montes Claros/América Vôlei, Sada/Cruzeiro, Sesi/SP, Azulim/Gabarito/Uberlândia, Vedacit/Vôlei Guarulhos, Vôlei Renata/Campinas, Farma Conde/São José, Funvic/Natal, Goiás Vôlei e Brasília Vôlei. Participam da Superliga Feminina 2021/2022, os seguintes times: Itambé/Minas, Dentil/Praia Clube, Osasco, Sesc/Flamengo, Sesi/Bauru, Barueri, Fluminense, Pinheiros, Brasília Vôlei, Unilife Maringá, Curitiba Vôlei e Valinhos.

https://superliga.cbv.com.br/arquivos/tabela-superliga-feminina-2021-2022.pdf

https://superliga.cbv.com.br/arquivos/tabela-superliga-masculina-2021-2022.pdf

Fonte: CBV

O CENÁRIO DA PRÓXIMA TEMPORADA DA SUPERLIGA FEMININA

No fim de 2020, uma notícia publicada pelo blog Olhar Olímpico do UOL, anunciou a diminuição dos investimentos do Sesi/Bauru no voleibol feminino. De acordo com a informação, na próxima temporada, o Sesi/Bauru disputará a Superliga Feminina com prioridade para jovens promessas da modalidade. Diante do quadro de debilidade econômica, derivado do coronavírus, não chega a ser uma novidade o anúncio do Sesi/Bauru. No ano passado, o alvo de cortes de investimento foi a equipe masculina.

Para se ter uma ideia da gravidade dessa notícia para o nível de competitividade da Superliga Feminina é bom ter como exemplo a versão masculina atual da competição. Nela, após perda de investimento, o Sesi/SP briga para não ser rebaixado. Caso isso se aplique a próxima temporada do principal campeonato feminino do país, o quadro de forças atual da Superliga sofrerá alterações.

Na contramão do Sesi/Bauru aparece o São Paulo/Barueri de José Roberto Guimarães. Durante o mês de fevereiro, deste ano, o tricampeão olímpico finalmente anunciou um novo patrocinador para a sua equipe. A parceria com o clube de futebol pode ter facilitado o acesso ao novo patrocinador via lei de incentivo. O projeto vinha sendo bancado com recursos próprios do treinador. Dependendo do tamanho do investimento, o São Paulo/Barueri poderá sonhar com o título da Superliga, figurando entre os favoritos da competição.

Em situação delicada está a parceria entre o Sesc de Bernardinho e o Flamengo. No fim do ano passado, também foi notícia na mídia, um mal-estar entre os parceiros. O motivo: quebra de acordo. Recursos obtidos com a TIM, de patrocínio para o voleibol, no valor de R$ 4 milhões, segundo a mídia, não foram repassados ao time de Bernardinho. Como retaliação, Bernardinho mandou alguns jogos de sua equipe, na atual temporada da Superliga Feminina, em Saquarema.

Após o ocorrido, ao que parece, a situação arrefeceu. Pelo menos, publicamente. Não se sabe ao certo quais serão as consequências do acontecido. Estaria a fusão entre os dois times em xeque? Depois dos cortes nos times do Sesi e do time masculino do Sesc, seria a equipe feminina de Bernardinho a bola da vez? Fato é que, até o momento quem saiu no lucro com essa história foi o Flamengo, que virou o jogo em relação ao seu rival Fluminense na Superliga Feminina. Se na temporada passada o rubro-negro lutava para não cair, quem corre esse risco de descenso hoje é o tricolor carioca.

Seleção brasileira

Não dá para não citar a seleção brasileira feminina para fechar essa equação. Caso haja o cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, José Roberto Guimarães poderá mudar de planos, estendendo a sua permanência como técnico do Brasil até o Mundial da Holanda e Polônia em 2022. Fatalmente, isso deve atrapalhar os planos de sucessão do técnico pela CBV. No auge da pandemia, em meados de 2020, o retorno de Bernardinho ao comando da seleção feminina foi ventilado na imprensa. Seria esse o fim do time do Sesc? O Flamengo manterá sua equipe de vôlei feminino caso perca o parceiro?