O CENÁRIO DA PRÓXIMA TEMPORADA DA SUPERLIGA FEMININA

No fim de 2020, uma notícia publicada pelo blog Olhar Olímpico do UOL, anunciou a diminuição dos investimentos do Sesi/Bauru no voleibol feminino. De acordo com a informação, na próxima temporada, o Sesi/Bauru disputará a Superliga Feminina com prioridade para jovens promessas da modalidade. Diante do quadro de debilidade econômica, derivado do coronavírus, não chega a ser uma novidade o anúncio do Sesi/Bauru. No ano passado, o alvo de cortes de investimento foi a equipe masculina.

Para se ter uma ideia da gravidade dessa notícia para o nível de competitividade da Superliga Feminina é bom ter como exemplo a versão masculina atual da competição. Nela, após perda de investimento, o Sesi/SP briga para não ser rebaixado. Caso isso se aplique a próxima temporada do principal campeonato feminino do país, o quadro de forças atual da Superliga sofrerá alterações.

Na contramão do Sesi/Bauru aparece o São Paulo/Barueri de José Roberto Guimarães. Durante o mês de fevereiro, deste ano, o tricampeão olímpico finalmente anunciou um novo patrocinador para a sua equipe. A parceria com o clube de futebol pode ter facilitado o acesso ao novo patrocinador via lei de incentivo. O projeto vinha sendo bancado com recursos próprios do treinador. Dependendo do tamanho do investimento, o São Paulo/Barueri poderá sonhar com o título da Superliga, figurando entre os favoritos da competição.

Em situação delicada está a parceria entre o Sesc de Bernardinho e o Flamengo. No fim do ano passado, também foi notícia na mídia, um mal-estar entre os parceiros. O motivo: quebra de acordo. Recursos obtidos com a TIM, de patrocínio para o voleibol, no valor de R$ 4 milhões, segundo a mídia, não foram repassados ao time de Bernardinho. Como retaliação, Bernardinho mandou alguns jogos de sua equipe, na atual temporada da Superliga Feminina, em Saquarema.

Após o ocorrido, ao que parece, a situação arrefeceu. Pelo menos, publicamente. Não se sabe ao certo quais serão as consequências do acontecido. Estaria a fusão entre os dois times em xeque? Depois dos cortes nos times do Sesi e do time masculino do Sesc, seria a equipe feminina de Bernardinho a bola da vez? Fato é que, até o momento quem saiu no lucro com essa história foi o Flamengo, que virou o jogo em relação ao seu rival Fluminense na Superliga Feminina. Se na temporada passada o rubro-negro lutava para não cair, quem corre esse risco de descenso hoje é o tricolor carioca.

Seleção brasileira

Não dá para não citar a seleção brasileira feminina para fechar essa equação. Caso haja o cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, José Roberto Guimarães poderá mudar de planos, estendendo a sua permanência como técnico do Brasil até o Mundial da Holanda e Polônia em 2022. Fatalmente, isso deve atrapalhar os planos de sucessão do técnico pela CBV. No auge da pandemia, em meados de 2020, o retorno de Bernardinho ao comando da seleção feminina foi ventilado na imprensa. Seria esse o fim do time do Sesc? O Flamengo manterá sua equipe de vôlei feminino caso perca o parceiro?