A 2ª RODADA DOS PLAYOFFS DA SUPERLIGA FEMININA

Nesta quinta-feira, 18 de Março, foi encerrada a 2ª rodada dos playoffs da Superliga Feminina 2020/2021. Osasco, Minas e Praia Clube garantiram presença nas semifinais da competição. Resta a definição do confronto entre Bauru e Flamengo. A terceira partida da série decisiva está marcada para amanhã, 19 de Março, às 19h, com transmissão do SPORTV 2. Quem vencer estará classificado para as semifinais contra o Minas. O outro confronto definido é entre Praia e Osasco.

2ª Rodada dos Playoffs

No domingo, 14 de Março, em virtude da pandemia, Osasco e Curitiba abriram a 2ª rodada das quartas-de-final da Superliga Feminina. O jogo previsto para a capital paranaense teve o mando invertido. Jogando no ginásio José Liberatti, em Osasco, o Curitiba não resistiu, sendo superado por 3×1, com parciais 25/21, 16/25, 25/18, 25/19, a favor de Osasco. Com o resultado, o Curitiba foi eliminado e o Osasco garantiu classificação para as semifinais.

O time de Osasco, em comemoração de ponto/Divulgação CBV

Na segunda-feira, 15 de Março, no Rio de Janeiro, foi a vez de Flamengo e Bauru entrarem em quadra para a segunda partida da série melhor de três. Como no primeiro jogo, o time visitante se deu melhor. Jogando fora de casa, o Bauru empatou a série em 1×1, com uma vitória por 3×0, com parciais de 25/20, 25/20, 25/22. A oposta Polina Rahimova foi a maior pontuadora do confronto com 20 pontos.

Ontem, 17 de Março, em mais um jogo com o mando invertido devido a pandemia do coronavírus, o Minas garantiu a classificação para as semifinais, sem sustos. Contando com o retorno da oposta americana Danielle Cuttino, recuperada de lesão, o Minas bateu o Brasília, pelo placar máximo, com parciais de 25/13, 25/17, 25/16. A outra americana do Minas, a ponteira Megan Easy, medalha de prata nos Jogos de Londres 2012, foi eleita a melhor em quadra, em votação popular pela internet.

A ponteira americana Megan no ataque/Orlando Bento/MTC

Encerrando a rodada, hoje, 18 de Março, o Praia avançou de fase com a segunda vitória na série contra o São Paulo/Barueri. Com domínio total da partida, o time de Uberlândia venceu a equipe dirigida por José Roberto Guimarães, por 3×0, com parciais de 25/16, 25/13, 25/21. A oposta dominicana Martínez teve grande atuação individual. Ela anotou 17 pontos.

Ao final da partida, a levantadora Claudinha do Praia falou sobre a estratégia de jogo da sua equipe durante o confronto, em conversa com a imprensa. “A gente sempre diz que o saque faz diferença, e hoje conseguimos ser muito agressivas neste fundamento. Elas formam um time que defende muito, e sacando bem conseguimos tirar velocidade das ações delas. Nossa marcação de bloqueio e defesa nos trouxe mais possibilidades de pontuar. Agora a gente precisa já virar a chave, pensando na semifinal, manter o foco no nosso trabalho e subir um degrau de cada vez”.

Fonte: CBV

A 1ª RODADA DOS PLAYOFFS DA SUPERLIGA FEMININA

Na última quinta-feira, 11 de Março, teve início a fase final da Superliga Feminina 2020/2021. Os oito primeiros colocados da fase regular, enfrentam-se no sistema de mata-mata com: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º, 4º x 5º. Em virtude da pandemia do coronavírus, alguns confrontos terão o mando de quadra invertido, na segunda partida. Também em função da pandemia, a CBV estuda realizar as finais da competição na “bolha” de Saquarema.

PLAYOFFS

Abrindo as quartas-de-final da competição, Sesi Bauru e Sesc/Flamengo jogaram no ginásio Panela de Pressão, em Bauru. Surpreendentemente, o time de Bernardinho saiu na frente na série melhor de três jogos, fora de casa, com uma vitória por 3×1, com parciais de 25/18, 25/22, 26/28, 25/21. Com o resultado, o Flamengo está a uma vitória da próxima fase.

A levantadora Juma do Flamengo foi eleita a melhor em quadra, em votação popular pela internet. Ao final da partida, ela conversou com a assessoria da CBV sobre o desempenho de sua equipe. “Essa vitória representa a força do nosso time. Nós precisávamos de uma vitória como essa porque estávamos oscilando muito na competição. O playoff das quartas de final é um novo campeonato e fica tudo zerado. Esse troféu é para o time porque jogamos muito bem. Treinamos muito para esse jogo e esse foi o primeiro degrau. Agora é descansar para o próximo jogo”.

Na sexta, 12 de Março, foi a vez de Osasco e Curitiba entrarem em quadra, pelas quartas-de-final da Superliga Feminina. Jogando em seus domínios, no ginásio José Liberatti, o Osasco venceu o primeiro jogo da série contra o Curitiba, no tie-break, depois de abrir 2×0, com parciais 28/26, 25/18, 23/25, 24/26 e 15/13. A ponteira Tainara do Osasco foi a maior pontuadora do confronto, com 20 pontos. Ela ainda recebeu o troféu Viva Vôlei, por ser eleita a melhor em quadra, em votação pela internet.

O time do Osasco em comemoração de ponto/Divulgação Osasco

No sábado, o Itambé/Minas, líder da fase regular, jogou contra o Brasília, na Arena Minas, em Belo Horizonte. Ainda sem a recuperação completa da oposta norte-americana Danielle Cuttino, o time entrou em quadra com a jovem oposta Camila Mesquita, em seu lugar, o Minas derrotou o Brasília por 3×0, com parciais de 25/19, 28/26, 25/16. A libero Leia do Minas foi escolhida a melhor do jogo pelos internautas, recebendo o troféu Viva Vôlei ao final da partida.

A ponteira Pri Daroit no ataque/Divulgação MTC

Encerrando a 1ª rodada dos playoffs da Superliga Feminina, na manhã de Domingo, 14 de Março, o Praia superou o São Paulo/Barueri, fora de casa, por 3×2, com parciais 25/19, 17/25, 25/14, 23/25 e 16/14. Eleita a melhor em quadra pelo público da internet, a ponteira Fernanda Garay foi a maior pontuadora do jogo, com 22 pontos.

Ao final do confronto, ela falou sobre a dificuldade encontrada na partida, em conversa com a assessoria da CBV. “Foi um jogo duríssimo e não esperávamos nada diferente. Sabemos da qualidade do time de Barueri e elas vêm arriscando, são jogadoras de qualidade e sabíamos que ia ser um jogo difícil. Nessa fase, sabemos que só tem jogo duro e o importante é a vitória. É claro que temos que estudar bastante, analisar, mas o importante nesse momento é sair na frente. Não significa muita coisa e vamos para a segunda partida”.

Fonte: CBV

OS PLAYOFFS DA SUPERLIGA FEMININA

Começa na próxima quinta-feira, 11 de Março, a fase quartas-de-final da Superliga Feminina 2020/2021. Os confrontos foram definidos, após o fim da última rodada da fase regular, na semana passada. Líder da fase regular, o Minas enfrenta o Brasília, 8º colocado. Osasco, 2º colocado, terá pela frente, o Curitiba, 7º colocado. Com uma vitória por 3×0 sobre o Sesc/Flamengo, na última rodada, o Praia ficou na 3ª posição geral. Com o resultado, encara o São Paulo/Barueri, 6º colocado. Finalizando os confrontos da próxima fase, o Sesi/Bauru, 4º colocado, joga contra o Sesc/Flamengo, 5º colocado, por um lugar nas semifinais da competição. Confira abaixo alguns detalhes dos duelos de quartas-de-final da Superliga Feminina 2020/2021.

Itambé/Minas x Brasília

O líder da 1ª fase, Itambé/Minas, enfrenta na próxima fase, teoricamente, o rival mais fraco. Porém, Brasília é a grande surpresa da competição. Vindo da divisão de acesso, a equipe da capital federal realizou boa campanha na 1ª fase, conseguindo classificação para os playoffs, com vitórias improváveis contra Osasco e Barueri. Em virtude da pandemia do coronavírus, o Brasília deve perder o mando de quadra no segundo jogo. Além disso, o time está com dificuldades para treinar, segundo informações da imprensa. Outro dado desse confronto é que o favorito Minas não poderá contar com a oposta norte-americana Cuttino, devido a lesão. Tendo em vista que Brasília conta com uma das maiores pontuadoras do torneio, a oposta Ariane, será interessante acompanhar o comportamento da levantadora Macris sem a sua oposta titular.

A oposta norte-americana Cuttino, desfalque do Minas, ao lado técnico Nicola Negro/Divulgação CBV

PLAYOFF QUARTAS-DE-FINAL

13/03 19:00 Minas x Brasília

17/03 19:00 Brasília x Minas

Se necessário 3º JOGO

21/03 19:00 Minas x Brasília

Osasco x Curitiba

No duelo de quartas-de-final contra o Curitiba, o Osasco terá uma baixa relevante. A ponteira bicampeã olímpica Jaqueline desfalca a equipe devido a lesão na panturrilha. Recém incorporado ao time, depois de hospitalização, o técnico Luizomar de Moura poderá encontrar dificuldades na linha de passe, sem Jaqueline. O Curitiba terá uma boa chance de surpreender. Para isso, precisa superar a maior arma adversária, até o momento, na competição: o bloqueio. Caso a levantadora Roberta de Osasco mantenha a estratégia de distribuição do 1º turno, Curitiba terá muitas dificuldades, mesmo sem a presença de Jaqueline.

A bicampeã olímpica Jaqueline, desfalque do Osasco/Divulgação CBV

PLAYOFF QUARTAS-DE-FINAL

12/03 19:00 Osasco x Curitiba

16/03 19:00 Curitiba x Osasco

Se necessário 3º JOGO

20/03 19:00 Osasco x Curitiba

Praia Clube x São Paulo/Barueri

Praia Clube e São Paulo/Barueri realizam o duelo de quartas-de-final entre criador e criatura. O tricampeão olímpico José Roberto Guimarães enfrenta o seu companheiro de jornada, o assistente técnico da seleção, treinador do Praia, Paulo Coco. Os dois comandantes se conhecem muito bem. O estilo técnico é parecido. Porém, nesse confronto, há uma diferença, José Roberto Guimarães possui em suas mãos um elenco jovem, promissor, mas ainda sem a maturidade do elenco do Praia. Maior investimento da temporada, o time de Uberlândia precisa confirmar o favoritismo dentro de quadra contra o azarão Barueri.

O técnico do Praia, Paulo Coco/Divulgação CBV

PLAYOFF QUARTAS-DE-FINAL

14/03 11:00 Barueri x Praia Clube

18/03 19:00 Praia Clube x Barueri

Se necessário 3º JOGO

22/03 19:00 Praia Clube x Barueri

Sesi/Bauru x Sesc/Flamengo

Em mais um duelo entre criador e criatura, Bauru e Flamengo realizam o confronto mais equilibrado dessa fase, teoricamente. Há duas temporadas, contra um Sesc favorito, o Bauru eliminou a equipe carioca da competição. Foi a pior campanha do time de Bernardinho na Superliga, até então. Nesta temporada, o rubro-negro terá a chance de dar o troco em Bauru. Porém, analisando o momento técnico das duas equipes no torneio, o favoritismo fica com o Bauru. Com a temporada em andamento, o Bauru promoveu mudanças no time, com a contratação do técnico e ex-assistente de Bernardinho na seleção masculina, Rubinho, e também da ponteira búlgara Rabadzhieva. A equipe ajustou-se. Já o Flamengo teve dificuldades para firmar-se na 1ª fase da competição. O time oscilou muito. A esperança da equipe nessa fase está no desempenho da jovem e promissora ponta/oposta Ana Cristina.

O técnico Rubinho do Bauru/Divulgação CBV

PLAYOFF QUARTAS-DE-FINAL

11/03 19:00 Bauru x Flamengo

15/03 19:00 Flamengo x Bauru

Se necessário 3º JOGO

19/03 19:00 Bauru x Flamengo

* Todos os jogos serão transmitidos pelo SPORTV 2.

A ÚLTIMA RODADA DA SUPERLIGA FEMININA

Nesta sexta-feira, 5 de Março, acontece a última rodada da fase regular da Superliga Feminina 2020/2021. O destaque da 11ª rodada do returno são três jogos decisivos que podem alterar os rumos da competição. Em jogo, a disputa pela 3ª posição na tabela, além da luta contra o rebaixamento. As partidas ocorrem ao longo do dia, em horários diferentes, em virtude da pandemia do coronavírus.

Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o Praia Clube precisa vencer o Sesc/Flamengo, por 3×0 ou 3×1, para garantir a 3ª posição. Em caso de derrota ou vitória por 3×2, o Bauru fica com o 3º lugar. Para isso, Bauru precisa confirmar o favoritismo, dentro de casa, contra o já rebaixado São Caetano. Falando em descenso, São José dos Pinhais e Fluminense travam uma batalha, no interior do Paraná, pela permanência na 1ª divisão da Superliga Feminina. Em qualquer hipótese, quem perder estará rebaixado.

Outra partida importante da rodada, que não altera a classificação, mas antecipa um confronto dos playoffs de quartas-de-final, é o jogo entre Brasília e Minas, em Belo Horizonte, com mando invertido. Sem poder contar com a oposta norte-americana Cuttino, um dos principais reforços da equipe para a temporada, devido a uma lesão, o Minas terá pela frente a oposta Ariane do Brasília, 2ª maior pontuadora da Superliga, até o momento, com 344 pontos.

A oposta Ariane, um dos destaques da atual temporada da Superliga

11ª Rodada do returno – 05/03/2021

11h30 Sesi/Bauru x São Caetano

16h00 São José dos Pinhais x Fluminense

16h30 Praia Clube x Sesc/Flamengo, com transmissão do SPORTV 2

19h00 Brasília x Minas, com transmissão do SPORTV 2

19h00 São Paulo/Barueri x Curitiba Vôlei

20h00 Osasco x Pinheiros

O JOGO DA RODADA – Itambé/Minas conquista 14ª vitória consecutiva

Pela Superliga Feminina 2020/2021, em jogo válido pela 9ª rodada do returno, o Itambé/Minas derrotou o Sesc/Flamengo. Foi a 14ª vitória consecutiva da equipe mineira na competição. Jogando fora de casa, no Rio de Janeiro, no ginásio Hélio Maurício, o Minas bateu o rubro-negro, pelo placar máximo, com parciais de 25/16, 25/21, 25/23. Eleita a melhor em quadra por votação popular pela internet, a central Thaísa do Minas foi a maior pontuadora do confronto com 15 pontos. Ao final da partida, ela recebeu o troféu Viva Vôlei. Pelo Flamengo, a ponteira Ana Cristina foi o destaque na pontuação, com 12 pontos.

Com o resultado, o Itambé/Minas garantiu a liderança na fase regular da Superliga Feminina 2020/2021. Com 19 vitórias em 20 jogos, o Minas não pode ser mais alcançado pelo 2º colocado na tabela, o Osasco. Já o Flamengo corre o risco de perder a 5ª posição para o São Paulo/Barueri. Na próxima rodada, na sexta-feira, 26 de Fevereiro, o Minas enfrenta o Praia no clássico mineiro, na Arena Minas, às 21h30, com transmissão do SPORTV 2. Já o Flamengo recebe o São José dos Pinhais, no Rio, também na sexta-feira, 26 de Fevereiro, a partir das 19h30, com transmissão do Canal Vôlei Brasil.

SESC/FLAMENGO Fabíola (2), Lorenne (10), Ana Cristina (12), Amanda (10), Juciely (2), Valquíria (1), Camila Gomes (L). Entraram: Juma (0), Sabrina (2), Gabirú (0), Milka (1). Técnico: Bernardinho

ITAMBÉ/MINAS Macris (1), Cuttino (10), Pri Daroit (14), Hodge (13), Thaísa (15), Lara (5), Leia (L). Entraram: Pri Heldes (0), Kasiely (0), Camila Mesquita (0). Técnico: Nicola Negro

OUTROS RESULTADOS – 9ª rodada do returno

Brasília 0x3 Osasco 16/25, 17/25, 23/25

Praia Clube 2×3 Sesi/Bauru 25/21, 27/29, 25/20, 25/27, 13/15

São Caetano 0x3 São Paulo/Barueri 17/25, 14/25, 17/25

São José dos Pinhais 0x3 Curitiba 19/25, 20/25, 22/25

Pinheiros 2×3 Fluminense 22/25, 17/25, 25/21, 25/14, 10/15

A ponteira Pri Daroit do Minas no ataque/Divulgação Flamengo

O CENÁRIO DA PRÓXIMA TEMPORADA DA SUPERLIGA FEMININA

No fim de 2020, uma notícia publicada pelo blog Olhar Olímpico do UOL, anunciou a diminuição dos investimentos do Sesi/Bauru no voleibol feminino. De acordo com a informação, na próxima temporada, o Sesi/Bauru disputará a Superliga Feminina com prioridade para jovens promessas da modalidade. Diante do quadro de debilidade econômica, derivado do coronavírus, não chega a ser uma novidade o anúncio do Sesi/Bauru. No ano passado, o alvo de cortes de investimento foi a equipe masculina.

Para se ter uma ideia da gravidade dessa notícia para o nível de competitividade da Superliga Feminina é bom ter como exemplo a versão masculina atual da competição. Nela, após perda de investimento, o Sesi/SP briga para não ser rebaixado. Caso isso se aplique a próxima temporada do principal campeonato feminino do país, o quadro de forças atual da Superliga sofrerá alterações.

Na contramão do Sesi/Bauru aparece o São Paulo/Barueri de José Roberto Guimarães. Durante o mês de fevereiro, deste ano, o tricampeão olímpico finalmente anunciou um novo patrocinador para a sua equipe. A parceria com o clube de futebol pode ter facilitado o acesso ao novo patrocinador via lei de incentivo. O projeto vinha sendo bancado com recursos próprios do treinador. Dependendo do tamanho do investimento, o São Paulo/Barueri poderá sonhar com o título da Superliga, figurando entre os favoritos da competição.

Em situação delicada está a parceria entre o Sesc de Bernardinho e o Flamengo. No fim do ano passado, também foi notícia na mídia, um mal-estar entre os parceiros. O motivo: quebra de acordo. Recursos obtidos com a TIM, de patrocínio para o voleibol, no valor de R$ 4 milhões, segundo a mídia, não foram repassados ao time de Bernardinho. Como retaliação, Bernardinho mandou alguns jogos de sua equipe, na atual temporada da Superliga Feminina, em Saquarema.

Após o ocorrido, ao que parece, a situação arrefeceu. Pelo menos, publicamente. Não se sabe ao certo quais serão as consequências do acontecido. Estaria a fusão entre os dois times em xeque? Depois dos cortes nos times do Sesi e do time masculino do Sesc, seria a equipe feminina de Bernardinho a bola da vez? Fato é que, até o momento quem saiu no lucro com essa história foi o Flamengo, que virou o jogo em relação ao seu rival Fluminense na Superliga Feminina. Se na temporada passada o rubro-negro lutava para não cair, quem corre esse risco de descenso hoje é o tricolor carioca.

Seleção brasileira

Não dá para não citar a seleção brasileira feminina para fechar essa equação. Caso haja o cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, José Roberto Guimarães poderá mudar de planos, estendendo a sua permanência como técnico do Brasil até o Mundial da Holanda e Polônia em 2022. Fatalmente, isso deve atrapalhar os planos de sucessão do técnico pela CBV. No auge da pandemia, em meados de 2020, o retorno de Bernardinho ao comando da seleção feminina foi ventilado na imprensa. Seria esse o fim do time do Sesc? O Flamengo manterá sua equipe de vôlei feminino caso perca o parceiro?

O RISCO DE DESCENSO DO FLUMINENSE

Um dos clubes mais tradicionais do voleibol brasileiro, no naipe feminino, na primeira metade da década de 1980, o Fluminense corre sério risco de rebaixamento na atual temporada da Superliga Feminina. Cinco anos depois do retorno à elite da modalidade, o tricolor carioca realiza a sua pior campanha na história da competição. Figurando sempre entre os 8 classificados para os playoffs, desde o seu retorno, na temporada 2016/2017, atualmente, o Fluminense ocupa o penúltimo lugar na tabela. O time ainda não venceu em 2021. Em 18 jogos, conquistou apenas 2 vitórias.

Sem patrocínios, o bicampeão brasileiro, em 1976 e 1981, foi a equipe mais prejudicada pela pandemia na pré-temporada do vôlei feminino, antes do começo da Superliga. Várias peças importantes do time nas temporadas anteriores deixaram o clube como: Paula Borgo, Thaisinha, Letícia Hage, entre outras. As peças de reposição chegaram com a temporada em andamento. Para complicar o quadro, o Fluminense ainda foi uma das equipes mais afetadas por um surto de coronavírus no elenco, no fim de 2020.

Sob o comando de Hylmer Dias, há cinco temporadas, o tricolor carioca não evoluiu tecnicamente na Superliga Feminina 2020/2021. Jogadoras de bom nível técnico, contratadas na última hora, rendem abaixo do esperado. Hylmer não conseguiu dar consistência e padrão de jogo para o time. Dentro de quadra, o Fluminense parece um “catadão” de jogadoras perdidas. Infelizmente, Hylmer não conseguiu sequer montar uma equipe competitiva para o nível da Superliga Feminina. Resultado: na última segunda, 15 de Fevereiro, o Fluminense anunciou a sua demissão. Em seu lugar, entra o seu assistente, Guilherme Schmitz, presente como treinador no banco, nas vitórias do time na competição contra São Caetano e Pinheiros.

Fato é que, a situação do Fluminense na conjuntura atual da Superliga é muito complicada. Para escapar de um provável rebaixamento, o tricolor precisa vencer três dos seus próximos quatro jogos. Entre eles, principalmente, o confronto direto contra São José dos Pinhais na última rodada da competição. Caso o Fluminense repita a campanha do 1º turno o rebaixamento será fato consumado. Ao que parece, a aposta na mescla de jovens jogadoras com outras mais experientes, deu errado pelo lado do clube das Laranjeiras.

Campeã olímpica

Um dos reforços do Fluminense, a campeã olímpica pelo Brasil, em Pequim 2008, Mari, ainda não conseguiu retribuir as expectativas da torcida com relação a sua contratação. Mari demorou para ganhar ritmo de jogo e ainda sofreu com algumas contusões. Contratada com a Superliga em andamento, Mari também demorou para estrear na competição. Com o time em má fase, ela é uma das esperanças do Fluminense na luta contra o rebaixamento.

Até o momento, Mari marcou 43 pontos na Superliga Feminina com a camisa tricolor. Em 17 sets disputados na competição, Mari possui média de 2,53 pontos por parcial. Com esses números, ela ocupa a posição quadragésima nas estatísticas gerais de média por pontos. Na pontuação geral, atuando como ponta ou oposta, jogando apenas o returno da Superliga, Mari ocupa a 79ª colocação geral. Sua eficiência é de pouco mais de 30%. Em 118 bolas recebidas, Mari colocou 36 no chão. Com esses números, ela ocupa a 66ª posição no ranking de aproveitamento de ataque da competição.

Fonte: CBV

A campeã olímpica Mari Steinbrecher/Divulgação Fluminense/Maílson Santana

O 1º TURNO DA SUPERLIGA FEMININA

Com poucos dias do início do ano de 2021, com a vitória do Sesc/Flamengo sobre o Fluminense por 3×0, ontem, 8 de Janeiro, praticamente, foi encerrado o 1º turno da 27ª edição da Superliga Feminina. Resta apenas a realização do jogo entre Fluminense contra São José dos Pinhais, pela 11ª rodada do turno, para definir posições. As duas equipes estão com 6 pontos cada, com duas vitórias em 10 jogos. Uma vitória por 3×0 ou 3×1 nesse confronto de ambas equipes, pode tirar o Brasília da 9ª colocação, com 8 pontos. No entanto, os confrontos da Copa do Brasil já estão definidos.

Esse suspense em torno do último classificado para a Copa do Brasil 2021 virou o ano, em virtude da pandemia do coronavírus. Aliás, essa foi uma das marcas da competição no 1º turno, ao contrário do naipe masculino. No feminino, praticamente todas as equipes tiveram casos do vírus, provocando o adiamento dos jogos, além do revezamento de jogadoras pelas comissões técnicas dos times. Enquanto no masculino isso aconteceu por opção técnica para poupar os atletas, no feminino o revezamento foi utilizado como forma de driblar o vírus. Em alguns casos, ficou evidente nas partidas, a falta de ritmo das equipes por causa da pandemia.

Mas sem dúvida alguma, um dos destaques da competição, até o momento, é o desempenho do Osasco. Um dos principais motivos para o sucesso do time comandado pelo técnico Luizomar de Moura no turno, é o rendimento da equipe no bloqueio. As centrais de Osasco não estão deixando passar nada! Em algumas partidas, o time conseguiu a marca de 24 pontos no fundamento, ou seja, quase um set inteiro de pontos no bloqueio. Destaque para a jovem central Mayany. Será uma grande surpresa se ela ficar de fora da lista de convocação de José Roberto Guimarães para defender a seleção na temporada.

Outra desempenho individual que pode explicar a boa campanha de Osasco é a atuação da levantadora Roberta. Mais experiente, ela está distribuindo o jogo de Osasco de forma equânime. O que é um feito para um time que conta com a melhor atacante do voleibol brasileiro, que recebe muitas bolas durante as partidas, a oposta Tandara. Não fosse o tropeço dentro de casa para o Brasília, por 3×2, Osasco teria encerrado o 1º turno na liderança e invicto. Certamente, esse resultado poderá fazer falta no fim da fase de classificação, quando forem definidos os confrontos nos playoffs.

Falando nisso, a briga pela última vaga na fase eliminatória da Superliga Feminina promete esquentar. Quatro times disputam a 8ª colocação da competição no returno. No momento, Pinheiros leva vantagem, com 10 pontos, em 8º lugar. Há duas temporadas o time não disputa os playoffs. A classificação seria uma questão de honra. Porém, Brasília, Fluminense e Pinhais estão logo atrás. Os confrontos diretos entre essas equipes no returno devem decidir quem fica com a vaga. Caso fique de fora dos playoffs, será a pior campanha do Fluminense na Superliga desde o retorno para a elite do voleibol feminino brasileiro, na temporada 2016/2017.

COPA DO BRASIL 2021

Encerrado o 1º turno, foram definidos os confrontos da Copa do Brasil 2021. A competição reúne os oito primeiros colocados do turno da Superliga 2020/2021, em partida única eliminatória. Assim, o 1º enfrenta o 8º, 2ºx7º, 3ºx6º, 4ºx5º. As datas dos confrontos serão divulgados na próxima segunda pela CBV. As finais serão disputadas em uma sede específica. Abaixo você confere os duelos de quartas-de-final da Copa do Brasil 2021.

Itambé/Minas (1º) x (8º) Pinheiros

Osasco/Audax (2º) x (7º) Curitiba Vôlei

Praia Clube (3º) x (6º) São Paulo/Barueri

Sesc/Flamengo (4º) x (5º) Sesi/Bauru

O JOGO DA RODADA – Fora de casa, Osasco quebra invencibilidade do Praia

Pela Superliga Feminina 2020/2021, em jogo atrasado da 8ª rodada, o Osasco/Audax derrotou o Praia Clube, em confronto direto pela liderança da competição. Jogando no domínio adversário, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o atual campeão paulista venceu a partida no tie-break, com parciais de 25/21, 26/28, 25/21, 16/25, 17/15. A ponteira Tainara do Osasco foi a maior pontuadora do duelo com 22 pontos. A bicampeã olímpica Jaqueline também do Osasco, foi eleita a melhor do jogo, em votação popular pela internet.

Ao final da partida, ela conversou com a assessoria da CBV sobre a vitória. “Quero dedicar está vitória ao nosso grupo. Viemos para este jogo com 11 jogadoras, tivemos algumas baixas por lesões e a Tandara que testou positivo para COVID-19. Apesar de todos esses problemas conseguimos nos superar. Foi por meio desta dificuldade que conseguimos tirar o nosso melhor e alcançar o resultado positivo”.

Com o resultado, o Osasco/Audax quebrou a invencibilidade de 7 jogos do Praia Clube na temporada. Já a equipe de Uberlândia, caiu para a 3ª posição na tabela de classificação. Na próxima rodada, o Osasco enfrenta o São Caetano, fora de casa, no ginásio Lauro Gomes, no sábado, 19 de Dezembro, às 19h, com transmissão do SPORTV 2, enquanto o Praia, recebe o Minas, na sexta-feira, 18 de Dezembro, às 21h30, também com transmissão do SPORTV 2.

Martinez em ação de ataque/Praia Clube/Divulgação

AS CHIQUITITAS DE JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES

Projeto idealizado pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, o São Paulo/Barueri já é um exemplo na gestão de jovens promessas do voleibol brasileiro. Em dois anos de existência, a equipe paulista lançou vários talentos no mercado. Tal feito, pode ser comparado ao trabalho realizado pelo Club Itália, time da Série A italiana, guardadas às devidas proporções.

Em 2020, o Barueri serviu de base para o Sesc/RJ de Bernardinho, campeão da última Copa do Brasil. Estiveram no Rio, nomes como a líbero Natinha, a ponteira Amanda e a central Milka. Todas elas fizeram parte do time base de José Roberto Guimarães na temporada 2018/2019 da Superliga. Capitaneadas por Dani Lins e Thaísa, Barueri deu trabalho, quase eliminando o Osasco nas quartas-de-final.

Mesmo com a perda de investimento, José Roberto Guimarães conseguiu manter a qualidade do seu trabalho. Na temporada seguinte, com o apoio do São Paulo, investiu na oposta Lorenne, na levantadura Juma, no lançamento de mais um líbero de alto nível, a ótima Nyeme, e em outros nomes da base da seleção brasileira juvenil. Os resultados não demoraram a aparecer. A equipe foi campeã paulista em 2019 contra o favorito Osasco.

Na atual temporada, mais uma vez, José Roberto Guimarães teve o trabalho reconhecido pelos adversários. Seus principais destaques na temporada anterior reforçam os rivais. A ponteira Tainara defende o Osasco. Já a oposta Lorenne e a levantadora Juma, vestem a camisa do Sesc/Flamengo. Sem conseguir repetir o título paulista de 2019, o São Paulo mantém o nível do seu jogo.

A equipe ocupa o 6º lugar na tabela, atrás dos favoritos ao título. Esteve muito perto de vencer o Sesi/Bauru, perdendo o jogo no tie-break. Contra o Praia, foi a primeira equipe a endurecer a partida com o líder da competição. O placar final do duelo ficou em 3×1. Dentro de quadra, o time é vibrante, deixando os torcedores do clube de futebol empolgados, ao ponto deles apelidarem o time de “chiquititas”.

Individualmente, os destaques do São Paulo/Barueri são as duas jovens opostas, Kissy e Lorrayna. O desempenho irregular das duas jogadoras, natural pela idade, obrigam José Roberto Guimarães a praticar um revezamento das duas atletas. A performance instável das opostas acaba atingindo também as levantadoras. Em quase todos os jogos do Barueri, até o momento na Superliga, há trocas simples por posição, ou inversões de 5×1.

Outro ponto fundamental desta boa equipe de José Roberto Guimarães é o sistema defensivo. Como em todas as equipes dele, o fundo de quadra funciona incessantemente, dificultando a virada de bola adversária. O aproveitamento das centrais no bloqueio, além do desempenho das ponteiras e da líbero Nyeme, propiciam o volume de jogo necessário para confirmar os pontos. Pelo andar dos acontecimentos, Barueri promete dar trabalho nos playoffs.

O time do São Paulo/Barueri/Divulgação SFC