JAQUELINE ANUNCIA APOSENTADORIA DA SELEÇÃO

A bicampeã olímpica Jaqueline anunciou aposentadoria da seleção feminina de vôlei, há duas semanas. Ela foi convocada pelo técnico José Roberto Guimarães para a temporada 2018 na função de líbero. Pouco aproveitada, Jaqueline jogou a fase final da Liga das Nações como ponteira, em virtude de contusões de outras jogadoras.

Ao longo da carreira na seleção, a pernambucana revelada pelo Osasco demonstrou versatilidade. No começo, devido a dificuldade de renovação do Brasil foi aproveitada como oposta, com sucesso. Porém, após cirurgia para tratar lesão, Jaqueline perdeu potência de ataque e foi deslocada para a ponta.

Com a chegada de José Roberto Guimarães à seleção brasileira e a temporada de clubes no Rexona, sob o comando do técnico Bernardinho, Jaqueline evoluiu no fundamento passe. No entanto, pega no exame anti-doping, depois de usar creme com substâncias proibidas, ela perdeu a titularidade na seleção.

Um ano depois, mesmo com o retorno, Jaqueline assistiu do banco de reservas, a primeira medalha de ouro olímpica do Brasil, no vôlei feminino, em Pequim, no ano de 2008.

Com o passar dos anos, Jaqueline reconquistou a condição de titular na seleção, sendo um dos destaques individuais da final olímpica de Londres 2012. Ela saiu de quadra como a maior pontuadora do jogo com 18 pontos, em uma das suas partidas mais memoráveis com a camisa do Brasil.

Na temporada 2018 do Brasil, Jaqueline gerou expectativa ao ser convocada para a posição de líbero. Tal fato deveu-se ao desempenho da jogadora na recepção. Ela foi apontada por Bernadinho como referência internacional no fundamento. Sua aposentadoria da seleção, frustra todos aqueles que apostavam nela como substituta da vitoriosa líbero Fabi.

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Jaqueline em Londres 2012/Divulgação FIVB

RICARDINHO SE DESPEDE DAS QUADRAS

O ex-levantador da seleção brasileira de vôlei, campeão olímpico em Atenas e bicampeão mundial, Ricardinho, anunciou a aposentadoria das quadras, na semana passada, aos 42 anos. Durante sua passagem pela seleção, ele destacou-se pela combinação de ousadia com velocidade, imprimindo um novo padrão de jogo ao vôlei masculino. Ultimamente, ele dividia-se entre a gerência do clube Maringá e atuação nas quadras defendendo sua equipe.

TRAJETÓRIA NA SELEÇÃO
O começo na seleção não foi fácil. No período de transição dos Jogos Olímpicos de Atlanta e na renovação do time, sob o comando técnico de Radamés Lattari, Ricardinho foi contestado e incompreendido. Apenas com a chegada de Bernardinho à seleção, ele conseguiu firmar-se e atingir o potencial do seu jogo. Foram vários os títulos no período. Entre as principais conquistas, a medalha de ouro em Atenas, o pentacampeonato consecutivo da Liga Mundial, o bicampeonato mundial, em 2002 e 2006, a Copa do Mundo e o título de melhor jogador da Liga Mundial 2007.

No entanto, nem tudo eram flores. Às vésperas do Pan do Rio, em 2007, Ricardinho envolveu-se em uma polêmica com a comissão técnica brasileira e foi cortado da seleção. Segundo consta, ele reivindicava da confederação, melhores instalações para os jogadores e questionava a divisão de prêmios entre o grupo. Ricardinho afastou-se da seleção e dos jogadores. Lançou um biografia onde retratava o episódio. Em 2012, reconciliou-se com o grupo, especialmente com o técnico Bernardinho, foi reconvocado e conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres.