RESUMO DA COPA – dia 20

Pela Copa do Mundo de vôlei masculino 2019, em jogos válidos da nona rodada da competição, seis partidas foram realizadas no domingo, 13 de Outubro, em Hiroshima, no Japão. Em duelo direto pelo título, o Brasil bateu a Polônia. Com o resultado, a seleção brasileira manteve a invencibilidade, ficando a uma vitória da medalha de ouro. Estados Unidos e Japão seguem na disputa pelo bronze empatados com os poloneses, no número de vitórias.

Rodada 9

Na abertura da rodada, em Hiroshima, a Argentina venceu a Rússia. Foi a terceiro triunfo argentino na competição. O placar final do jogo ficou em 3×1, com parciais de 25/23, 25/23, 21/25, 25/16, a favor da Argentina. Ramos e Voronkov lideraram a pontuação do jogo com 16 pontos cada.

Na sequência de jogos, na quadra principal, italianos e canadenses fizeram um duelo decidido apenas no tie-break. No fim, melhor para o Canadá, de virada, com parciais de 19/25, 25/17, 15/25, 25/23, 18/16. Mesmo com o revés, o oposto Nelli da Itália foi o destaque individual do confronto com 23 pontos.

Após a vitória dos argentinos sobre os russos, os Estados Unidos enfrentaram a Austrália. Com tranquilidade, os americanos derrotaram os australianos, pelo placar máximo, com parciais de 25/14, 25/13, 25/16. O oposto Anderson anotou 13 pontos, sendo 9 de ataque, 3 de bloqueio e 1 no serviço.

O time americano comemora ponto/Divulgação FIVB

Em seguida, na mesma quadra, ocorreu o clássico africano entre Tunísia e Egito. Com um triunfo por 3×1, 25/23, 14/25, 25/17, 25/18, os tunisianos conquistaram a primeira vitória na Copa do Mundo 2019. Mais uma vez, em uma partida da competição, o tunisiano Nagga foi o maior pontuador, com 25 pontos.

Fechando o dia, na arena principal de Hiroshima, o Japão seguiu com sua boa campanha. Contra o Irã, os japoneses venceram pela sétima vez na Copa. Dessa vez, por 3×1, com parciais de 25/16, 26/28, 25/13, 25/21. O oposto Nishida saiu de quadra com 23 acertos, sendo o destaque na pontuação do jogo.

EM DUELO EQUILIBRADO, BRASIL VENCE O IRÃ

A seleção brasileira masculina de vôlei derrotou o Irã, em jogo válido pela quinta rodada da Copa do Mundo 2019, disputada no Japão. Em jogo parelho, os brasileiros venceram os iranianos pelo placar de 3×1, de virada, com parciais de 25/27, 25/21, 27/25, 25/22. Mesmo com o revés, o jovem oposto Yali do Irã foi o maior pontuador do confronto. Ele anotou 25 pontos. Pelo Brasil, Leal e Alan marcaram 16 pontos cada.

Com o resultado, a seleção brasileira manteve a liderança invicta na competição, com 15 pontos, 5 vitórias em 5 jogos. Na próxima rodada, os brasileiros enfrentam os argentinos, na madrugada de quarta-feira, 9 de Outubro, a partir das 2h, com transmissão do SPORTV 2, na cidade de Hiroshima.

Após o duelo com o Irã, o central Lucão, um dos destaques do Brasil na partida, conversou com a assessoria da CBV sobre a vitória. “Tem uma palavra que usamos desde 2015 que é resiliência. Esse campeonato é muito cansativo. Viemos de partidas pesadas, como a da Rússia ontem, e o Irã jogou muito bem, com baixo nível de erro. Nós não conseguimos sacar tão bem hoje, talvez por estarmos mais cansados e eles conseguiram ter uma virada de bola muito forte. Agora temos dois dias para recuperar as energias porque sabemos que em Hiroshima vai ser pesado também”.

RESUMO

Brasileiros e iranianos fizeram um duelo extremamente parelho e disputado ponto a ponto. Com exceção da segunda parcial, todo o confronto foi marcado pelo equilíbrio em quase todos os fundamentos. Mesmo assim, os brasileiros quase permitiram a reação do Irã no set, encerrado em 25/21.

O Brasil sacou melhor que os iranianos, durante a partida, mesmo com rendimento abaixo dos jogos anteriores. Além disso, com Leal pouco inspirado e Alan bem marcado, o levantador Bruninho usou do velho entrosamento com Lucão para desafogar a rede.

Em um jogo tenso e nervoso, ficou claro a inexperiência da seleção escalada pelo Irã. Eles sentiram a pressão de decidir nos momentos cruciais da partida. Nesses lances, os iranianos cometeram erros típicos de times juvenis. A maior experiência dos brasileiros pesou e fez a diferença.

IRÃ Karimi (3), Yali (25), Esfandiar (13), Fayazi (10), Shafiei (13), Gholami (7), Hazrat (L). Entraram: Moazzen (0). Técnico: Igor Kolakovic

BRASIL Bruninho (3), Alan (16), Leal (16), Lucarelli (12), Lucão (14), Maurício Souza (4), Thales (L). Entraram: Cachopa (0), Filipe Roque (1), Maurício Borges (0), Douglas Souza (0), Flávio (5). Técnico: Renan Dal Zotto

Lucão no ataque/Divulgação FIVB

RESUMO DA COPA – dia 15

Aconteceu ontem, 4 de Outubro, no Japão, a quarta rodada da Copa do Mundo masculina de vôlei 2019. O Brasil manteve a liderança invicta. Os Estados Unidos estão na 2ª posição, em recuperação na competição, depois de perder na estreia para a Argentina. A Polônia vem em seguida, na 3ª posição, também com uma derrota, justamente, para os americanos.

Rodada 4

Na abertura da rodada, em Nagano, o confronto entre Egito e Canadá abriu o dia de jogos na Copa. Egípcios e canadenses fizeram uma partida disputada, decidida apenas no tie-break. Depois de fazer 2×0 no placar, com um duplo 27/25, a seleção canadense permitiu o empate do Egito. No set desempate, o Canadá venceu o jogo com 15/9, conquistando a primeira vitória na competição. O ponteiro canadense Hoag foi o maior pontuador do duelo com 20 acertos.

O canadense Hoag/Divulgação FIVB

Já em Fukuoka, a Polônia se recuperou do revés para os americanos, com uma vitória sobre a Argentina, de virada. O cubano naturalizado polonês Leon liderou sua equipe no triunfo por 3×1, com parciais de 27/29, 25/17, 25/18, 26/24. Ele marcou 20 pontos, sendo 17 de ataque, 1 de bloqueio e 2 no serviço.

Na sequência de jogos, ainda em Fukuoka, a Itália conquistou o segundo resultado positivo na Copa. Contra a Tunísia, os italianos venceram pelo placar máximo, com parciais de 25/19, 25/21, 25/18. Mais uma vez, o oposto da Itália, Gabriele Nelli foi o destaque individual de sua seleção. Ele anotou 21 pontos, em apenas 3 sets, sendo 19 no ataque.

O oposto Nelli no ataque/Divulgação FIVB

Em Nagano, após o triunfo brasileiro sobre a Rússia, Irã e Austrália entraram em quadra, repetindo a última final do Campeonato Asiático. Como na final do continental, o Irã venceu a Austrália. Dessa vez, por 3×1, com parciais de 25/22, 18/25, 25/18, 27/25. Mesmo com a derrota, o australiano Williams saiu do jogo como destaque na pontuação. Ele marcou 19 pontos.

A seleção iraniana comemora ponto/Divulgação FIVB

Encerrando o dia, o anfitrião Japão enfrentou os Estados Unidos, atuais campeões da Copa do Mundo. Sem dificuldades, os americanos bateram os japoneses, por 3×0, com parciais de 25/19, 25/19, 25/21. O central Holt dos Estados Unidos anotou a maior pontuação do jogo, com 12 no total, sendo 5 apenas no bloqueio.

RESUMO DA COPA – dia 10

Restando uma rodada, a China conquistou a Copa do Mundo feminina de vôlei 2019, de forma antecipada, com uma vitória sobre a Sérvia. Também foi conhecido as outras duas seleções do pódio, sem ordem de definição. No caso, Estados Unidos e Rússia. Depois dos resultados da última rodada, essas posições serão determinadas. A seleção brasileira perdeu a chance de bronze, após ser derrotada pela Coréia do Sul, por 3×1. Abaixo, o resumo da rodada 10.

Rodada 10

Na Arena principal de Osaka, Holanda e República Dominicana entraram em quadra. As dominicanas abriram 2×0 no placar e quase permitiram a virada holandesa. No fim, vitória da República Dominicana no tie-break, com parciais de 25/23, 25/22, 25/27, 18/25, 15/4. A oposta da Holanda Sloetjes foi o destaque individual do confronto na pontuação. Ela anotou 29 pontos. Pelo lado dominicano, Martínez marcou 26 pontos.

A oposta holandesa Sloetjes/Divulgação FIVB

Na sequência de jogos, na outra quadra, depois da vitória da Coréia contra o Brasil, os Estados Unidos derrotaram Camarões, por 3×0, com parciais de 25/19, 25/15, 25/5, em pouco mais de uma hora. O técnico americano Karch Kirally poupou suas principais jogadoras. A oposta americana Lowe foi a maior pontuadora do jogo, com 17 pontos.

Lowe, maior pontuadora do jogo/Divulgação FIVB

No complemento da rodada, na Arena Edion, em Osaka, a Rússia venceu o Quênia, a outra seleção africana da Copa, por 3×0, com parciais de 25/16, 25/21, 25/22. A oposta russa Goncharova somou 25 pontos, sendo 21 de ataque e 4 de bloqueio, em apenas 3 sets.

A seleção russa comemora ponto/Divulgação FIVB

Finalizando o dia de jogos, na Arena Osaka, quadra principal, o Japão conquistou a quinta vitória na Copa do Mundo. Contra a Argentina, as japonesas sofreram no 1º set, mas venceram por 26/24. Nas parciais seguintes, o domínio foi japonês com 25/15, 25/14. A ponteira do Japão Koga foi a maior pontuadora do duelo, com 17 pontos.

RESUMO DA COPA – dia 9

Pela Copa do Mundo de vôlei feminino 2019, em Osaka, no Japão, em jogos válidos pela nona rodada da competição, 6 partidas foram disputadas, na madrugada de sexta-feira, 27 de Setembro. Na abertura do dia, jogando com uma equipe mesclada, a Coréia do Sul derrotou o Quênia, por 3×0, com parciais de 25/15, 25/16, 25/21. A queniana Kiprono foi a maior pontuadora do confronto, com 10 pontos.

A seleção coreana comemora ponto/Divulgação FIVB

Na sequência dos jogos da rodada, dominicanas e argentinas se enfrentaram na quadra principal de Osaka. Melhor para a Republica Dominica, por 3×0, com parciais de 25/16, 25/23, 27/25. Foi a quarta vitória dominicana na competição. Brayelin Martínez foi o destaque individual da partida. Em apenas 3 sets, ela marcou incríveis 26 pontos.

A oposta Martínez no ataque/Divulgação FIVB

Ainda no mesmo ginásio de Osaka, após a vitória brasileira contra Camarões, na outra quadra, a China ficou muito perto do título da Copa do Mundo 2019. Jogando contra a Holanda, as chinesas tiveram uma excelente desempenho no bloqueio. Foram 14 pontos no fundamento contra apenas 4 das holandesas. A performance no bloqueio foi a principal responsável pela vitória contra a Holanda, por 3×1, com parciais 25/19, 25/16, 21/25, 25/19. Mesmo assim, a oposta holandesa Sloetjes anotou 24 pontos, sendo a maior pontuação do jogo.

Encerrando o dia de jogos, na Arena Edion, em Osaka, um confronto de interesse para o Brasil, entre russas e americanas. Na briga por um lugar no pódio, para as brasileiras, uma vitória dos Estados Unidos era fundamental. Foi o que aconteceu. Em jogo muito disputado, vitória americana, por 3×2, com parciais 24/26, 25/22, 25/22, 17/25, 15/8. A ponteira dos Estados Unidos Robinson saiu de quadra com 27 pontos, sendo o destaque absoluto do jogo na pontuação. Pela Rússia, Goncharova marcou 22 pontos.

Finalizando a rodada, na quadra principal de Osaka, o Japão virou o jogo para a cima da Sérvia. Após sair perdendo por 2×0 no placar, as japonesas reagiram contra o times B da atual campeã mundial e vice-olímpica. No fim, vitória do Japão no tie-break, com parciais de 21/25, 21/25, 25/20, 25/20, 15/6. A central Popovic da Sérvia foi a maior pontuadora do duelo com 24 pontos, sendo 17 de ataque, 5 de bloqueio e 2 de saque.

A central Popovic em destaque/Divulgação FIVB

SELEÇÃO MASCULINA VENCE O MEMORIAL WAGNER

A seleção brasileira principal masculina de vôlei foi campeã do Memorial Wagner, tradicional competição disputada anualmente na Polônia. O Brasil utilizou o torneio como preparatório para o Pré-Olímpico Mundial. Jogando em Cracóvia, os brasileiros venceram os três jogos realizados no campeonato. Contra a Finlândia, vitória por 3×0, com parciais de 25/15, 25/12, 25/16. Diante dos poloneses, donos da casa, novo triunfo, dessa vez, por 3×1, com parciais de 25/20, 21/25, 29/27, 25/22. Finalizando a campanha do título, o Brasil venceu a Sérvia por 3×0, com parciais de 25/22, 25/20, 25/14.

O ponteiro Leal foi eleito o MVP do Memorial Wagner. Maurício Borges foi escolhido a melhor recepção. O oposto Wallace ficou com o prêmio de melhor saque. Os três jogadores brasileiros fizeram parte da seleção do torneio. Na próxima semana, o Brasil viaja para a Bulgária, onde enfrenta Porto Rico, Egito e Bulgária, por uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020, entre os dias 9 e 11 de Agosto.

PELA 1ª VEZ, POLÔNIA VENCE O TORNEIO DE MONTREUX

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No final de semana, a seleção polonesa feminina de vôlei sagrou-se campeã do Torneio de Montreux. Foi o primeiro título polonês na história da competição. Na decisão, contra o Japão, a Polônia bateu a seleção nipônica, por 3×1, com parciais de 25/15, 22/25, 25/17, 26/24. Pelo 3º lugar, a Itália venceu a Tailândia por 3×0 e ficou com o bronze. A jovem oposta polonesa Smarzek foi eleita MVP, melhor jogadora do torneio.

O tradicional Torneio de Montreux, em 2019, voltou a abrir a temporada de seleções no naipe feminino. Disputado na Suíça, em virtude do aperto do calendário, algumas das principais seleções como Rússia, Brasil e Estados Unidos não participaram da competição na edição desse ano. Outras, enviaram um time alternativo como Itália e China. Em 2018, o torneio aconteceu em setembro, pela 1ª vez, como preparatório para o Campeonato Mundial.

O DESEMPENHO DE TIFFANY ABREU

Há cerca de um ano e meio, o voleibol nacional se viu em meio a uma grande controvérsia. Na temporada 2017/2018 da Superliga Feminina, o Bauru inscreveu para a disputa da competição, a primeira atleta transgênero do esporte no Brasil: Tiffany Abreu. Sua participação no torneio, dividiu opiniões. A polêmica se espalhou pelas redes. A principal argumentação contrária era sobre uma suposta vantagem física da jogadora em relação as outras atletas. Entre os pontos a favor, a inclusão social através do esporte.

Seu desempenho em quadra, na primeira temporada, foi espetacular. Eliminada nas quartas-de-final, ela marcou 308 pontos, em apenas 14 jogos, com 5,4 pontos de média por set, atuando na função de oposta. Tal performance, cogitou a sua convocação para a seleção brasileira. Porém, isso não ocorreu, porque a Federação Internacional (FIVB) em carta às federações nacionais, pediu tempo para avaliar e analisar a situação dos atletas transgêneros e suas implicações éticas.

Para jogar a Superliga, Tiffany ganhou uma autorização da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) baseada nos testes hormonais realizados pela atleta, de acordo com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI). Dentro das normas da entidade, Tiffany está apta para disputar qualquer competição, inclusive com a camisa da seleção brasileira. No entanto, sem a definição do posicionamento da FIVB, ela está impedida, por enquanto, de defender o Brasil no cenário internacional.

Recentemente, no começo de 2018, na Austrália, uma jogadora trans foi autorizada a disputar a segunda divisão da liga de futebol feminino do país. Ainda em 2018, em dezembro, também da Austrália, a atleta Hannah Moncey recebeu autorização da Federação Internacional de Handebol (IHF) para disputar o Mundial da modalidade, em novembro deste ano, no Japão. Sua estreia aconteceu em novembro passado, no campeonato asiático. Hannah entrará para a história do handebol como a primeira atleta trans a disputar o Mundial do esporte.

A estreia de Tiffany no vôlei como transgênero iniciou na Itália, poucos anos antes de 2018. Anteriormente, ela foi atleta da modalidade na categoria masculina. O blog esteve na partida do Minas contra o Sesi/Bauru, time da jogadora, pela temporada 2018/2019 da Superliga Feminina. Atuando neste ano, como ponteira, aparentemente, Tiffany não possui vantagens físicas sobre as outras atletas. Apesar disso, ela possui uma explosão física ofensiva superior ao nível feminino, comparável apenas às atletas cubanas. A impressão, às vezes, é que ela poupa seus golpes de ataque. Seu alcance é acima das demais jogadoras.

Em entrevistas dadas à imprensa, a líbero bicampeã olímpica, Fabi, disse não haver anormalidade na força de Tiffany. Ela atuou contra a jogadora, na última Superliga, e comparou o desempenho físico da atleta, a um dos destaques da seleção brasileira feminina, Tandara. As divergências de opiniões entre as jogadoras foram enormes. A grande maioria ficou incomodada e pediu regras mais claras.

Em declarações ao portal UOL, nessa semana, Tiffany afirmou ter hoje uma recepção positiva em relação à torcida e atletas. A opinião do blog é de que seja criada uma nova categoria específica para atletas transgêneros. Sob pena de que, sobre o véu da inclusão esteja mais uma tentativa de corrupção esportiva, já associada ao doping e à manipulação de resultados.

AS REVELAÇÕES DO MACKENZIE ESPORTE CLUBE

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Fundado em 1943, o Mackenzie Esporte Clube é um dos celeiros do voleibol feminino mineiro. Tradicional no estado, o clube sempre rivalizou com o Minas Tênis Clube nas categorias de base. Também já disputou a Superliga Feminina, em algumas temporadas. Apesar de não possuir grande estrutura, o Mackenzie é importante na revelação de novos talentos. Entre as jogadoras reveladas pelo clube estão alguns nomes que despontaram no cenário nacional e internacional.

ÉRIKA COIMBRA
O primeiro grande nome revelado pelo Mackenzie, com passagem de sucesso pela seleção brasileira e clubes, foi a ponteira Érika Coimbra. Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, Érika destacou-se com a camisa do Brasil sob a batuta do técnico Bernardinho. Natural de Belo Horizonte, a jogadora foi alvo de disputas por seu passe, entre o Minas Tênis e Rexona Vôlei, no início da carreira adulta.

Aos 17 anos, Érika foi campeã mundial infanto-juvenil em 1997. Eleita melhor jogadora do Mundial, além de maior pontuadora do torneio e melhor atacante. Tais marcas, chamaram a atenção do então técnico da seleção brasileira feminina, Bernardinho. Com proposta do Minas, a jogadora preferiu recusar a oferta e aceitar o convite do Rexona, do técnico Bernardinho, para integrar sua equipe na temporada 97/98 da Superliga Feminina. Deu-se a polêmica.

O Minas Tênis Clube não digeriu a perda para o Rexona, e durante a disputa da Superliga 97/98, levantou a suspeita da jogadora produzir testosterona, hormônio masculino. Abafada internamente, a controvérsia correu o mundo e antes dos Jogos Olímpicos de Sydney, o Comitê Olímpico Internacional (COI) submeteu Érika a exames, que comprovaram o sexo feminino da jogadora. Anos depois, Érika fez parte da primeira e única equipe campeã do Minas na Superliga, na temporada 2001/2002.

SHEILLA CASTRO
Bicampeã olímpica (Pequim 2008, Londres 2012), com inúmeros outros títulos na carreira, a oposta Sheilla é a principal revelação da história do Mackenzie no voleibol. Aos 13 anos, em 1997, a jogadora ingressou nas categorias de base do clube. Suas atuações pelo juvenil, a levaram as primeiras convocações para a seleção do estado de Minas Gerais. Logo em seguida, iniciou sua trajetória pela seleção brasileira, em 2000, quando foi campeã sul-americana e mundial juvenil.

Na transição para a carreira adulta, Sheilla foi assediada pelo técnico Bernardinho. Ela foi convidada a fazer parte do Rexona, em 2000, até então ainda sediado em Curitiba. Porém, ao contrário do que ocorreu com a transferência de Érika, o Mackenzie entrou na negociação e vetou a proposta. Ao final daquele ano, aos 17 anos, Sheilla acertou seu primeiro contrato profissional com o MRV/Minas, onde atuou por 4 temporadas.

Na temporada 2001/2002 foi campeã da Superliga, pela 1ª vez, na condição de reserva, ao lado de nomes como Fofão, Pirv, Érika e Elisângela. Na seleção brasileira adulta, foi convocada pelo técnico Marco Aurélio Motta, também pela 1ª vez, em 2002, em virtude da deserção de jogadoras mais experientes. Em 2004, iniciou sua carreira internacional de sucesso, pelos clubes, na Itália, defendendo a equipe de Pesaro.

Com a chegada do técnico José Roberto Guimarães à seleção brasileira feminina, após os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, Sheilla conquistou seu espaço no selecionado nacional. Sua trajetória vitoriosa com o Brasil, inicia-se com o brilhante ano de 2005, onde o ganhou todos os títulos possíveis. Em 2006, foi campeã e eleita MVP do Grand Prix, além de vice-campeã mundial. A consagração da carreira, viria com o título olímpico de 2008, mais tarde repetido, em Londres 2012. Com o Brasil, Sheilla não conquistou apenas o título mundial.

GABI GUIMARÃES
Revelação mais recente do Mackenzie, a ponteira Gabi iniciou sua carreira no clube, após ser dispensada pelo Minas por baixa estatura, aos 14 anos, em 2008. Sua chance no Mackenzie foi dada pelo técnico Delicélio Rodrigues. Logo no primeiro ano, Gabi integrou a seleção mineira e foi convocada para a disputa do Campeonato Sul-Americano de 2010, pelo Brasil, em Lima, no Peru. Foi campeã do torneio e eleita melhor jogadora da competição.

Em 2010, começou a sua carreira profissional pelo BMG/Mackenzie, onde foi campeã mineira e disputou a Superliga, pela 1ª vez, encerrando sua participação pelo clube em 9º lugar. Em 2011, disputou o Campeonato Mundial infanto-juvenil, em Ancara, na Turquia, pelo Brasil, onde o desempenho brasileiro foi insuficiente para chegar nas finais. No entanto, Gabi destacou-se individualmente, como a maior pontuadora do Mundial, com 155 pontos.

Sua consagração viria na disputa da temporada 2011/2012, da Superliga Feminina. No playoff de quartas-de-final, no jogo 1, contra o time da Unilever, do técnico Bernardinho, defendendo o Mackenzie, Gabi liderou sua equipe a uma vitória histórica e improvável, no tie-break, contra o super time do Rio, em Belo Horizonte. Tal desempenho, levou Gabi a ser convocada para a seleção de novas, em 2012, onde foi eleita melhor recepção na disputa da Yeltsin Cup e vice-campeã da Copa Pan-Americana.

No retorno da seleção de novas, foi contratada pela Unilever, do técnico Bernardinho, para a disputa da temporada 2012/2013 da Superliga. Sua eficiência e aproveitamento foram tão satisfatórios, que barraram a tarimbada jogadora americana Logan Tom, principal contratação do time para a temporada. A equipe carioca foi octacampeã da competição e Gabi conquistou o primeiro título da Superliga. A convocação para a seleção brasileira adulta, pelo técnico José Roberto Guimarães, tornou-se inevitável.

Em 2013, fez parte da equipe campeã do Grand Prix, em Sapporo, no Japão, e do Sul-Americano, no Peru. Pelo Rio, foi pentacampeã da Superliga. Foi medalha de bronze no Mundial, na Itália, e campeã do Grand Prix, em 2014. Disputou os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, onde o Brasil terminou na 5ª colocação. Em 2018, jogou o Mundial como titular do Brasil. Nos últimos anos, sofreu com algumas contusões. Atualmente, joga pelo Minas Tênis Clube após encerrar sua passagem de seis anos pelo Rio. No fim de 2018, foi vice-campeã mundial de clubes com a camisa de sua nova equipe, repetindo o feito de 2013 e 2017, com o Rio.

O CALENDÁRIO 2019

O ano mal começou e a temporada do vôlei já esquentou. Na passagem de 2018 para 2019, o levantador da seleção brasileira, campeão olímpico da Rio 2016, Bruninho, fez um post em sua conta no Instagram, questionando o calendário apertado da FIVB e o excesso de competições durante o ano. Entre as reclamações e argumentos contra a situação atual, está o desgaste físico dos atletas e o comprometimento do espetáculo apresentado ao público.

Realmente, nos últimos tempos, com o crescimento das ligas profissionais em vários países, o vôlei de clubes retomou um certo protagonismo do passado que, havia sido deixado de lado. Como financiadores do espetáculo, os clubes, assim como tempos atrás no futebol da Europa, passaram a exercer e exigir cada vez mais das federações nacionais. Novas competições foram criadas, outras foram retomadas e o calendário ficou inchado.

Para atender aos seus patrocinadores e dos clubes, a FIVB acabou esquecendo-se da qualidade do jogo. O que se vê agora, com o protesto público de Bruninho, é apenas o indício do estopim de um conflito, que tende a aumentar nos próximos anos. Para vender direitos de televisão de torneios esportivos e atender ao mercado, cada vez maior e mais sedento, a FIVB não tomou providências nessa seara.

Diante desse quadro, não resta outra atitude aos protagonistas do espetáculo, no caso os atletas, em cobrar medidas da FIVB, seja publicamente, como fez Bruninho, seja nos bastidores. Para este ciclo, o caso já é perdido. Porém, nada impede que a situação seja revista após a Olimpíada de Tóquio, em 2020.

2019
No ano de 2019, a temporada de seleções inicia-se com a disputa da Liga das Nações, entre os meses de maio e julho, nas categorias feminina e masculina. O Brasil é sede de três etapas da competição, na fase regular. No feminino, no mês de maio. No masculino, em duas etapas, no mês de junho. A fases finais ocorrem em julho.

Em agosto, será a vez dos Pré-Olímpicos entrarem em quadra. Paralelamente, entre a Liga das Nações e os Pré-Olímpicos, o Brasil terá pela frente os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, entre julho e agosto.

Nos meses seguintes, acontece a Copa do Mundo, a principal competição do ano, nos ciclos passados, esvaziada pela modificação no critério de classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A versão feminina ocorre em setembro. A versão masculina em outubro.

CLUBES
Como dito acima, o calendário de clubes no Brasil e no mundo, cada vez mais ocupa espaço. Logo em janeiro, com a disputa concomitante da Superliga, começa a Copa do Brasil 2019. Em fevereiro, ocorre o Sul-Americano, em Belo Horizonte, no Ginásio do Minas Tênis Clube, nos dois naipes. Em março, inicia-se os playoffs da 25ª edição da Superliga. Com as finais previstas para o começo de maio.

Como se não bastasse, os clubes brasileiros, na categoria masculina, criaram uma nova competição embrionária: a Libertadores do Vôlei. Com previsão de adentrar o calendário da Superliga nos próximos anos.

Durante a temporada de seleções, em 2019, ocorrem os campeonatos estaduais, no 2º semestre. Depois do fim da Copa do Mundo de seleções, em outubro, uma nova edição da Superliga é aberta, com a disputa da Supercopa, e a temporada regular da competição 2019/2020.