O PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU MASCULINO

Começou hoje na Europa, em Berlim, na Alemanha, o Pré-Olímpico Continental. É a última chance de classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano. Já na 1ª rodada, um resultado surpreendente. Em um embate entre os dois favoritos do qualificatório europeu masculino, a França bateu a Sérvia por 3×0, com parciais de 25/21, 25/21, 25/22, em jogo válido pelo grupo B. Cercada de problemas de relacionamento e de contusões antes do início da competição, a seleção francesa estava com uma cotação mais baixa, em relação a Sérvia, atual campeã europeia.

Ainda pelo Pré-Olímpico Europeu masculino, pelo grupo A, os alemães, donos da casa, estrearam com vitória sobre a República Checa, pelo placar máximo, 3×0. No outro jogo do grupo, a Eslovênia, atual vice-campeã europeia, também iniciou o qualificatório com triunfo por 3×0, contra a Bélgica. Fato é que, após os três primeiros jogos, o panorama da disputa pela vaga europeia nas Olimpíadas mudou um pouco.

No grupo A, Alemanha e Eslovênia devem conquistar a classificação para as semifinais do torneio. A Bélgica corre por fora. No entanto, no grupo B, a situação da Sérvia ficou delicada. Uma nova derrota no jogo contra a Holanda, amanhã, praticamente elimina os campeões europeus dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Além dos holandeses e sérvios, fazem parte da chave B, o grupo da morte, França e Bulgária. As duas seleções também se enfrentam amanhã. Dificilmente, a vaga europeia para as Olimpíadas não sairá dos participantes do grupo B, apesar da Alemanha jogar em casa e a seleção eslovena ser uma equipe altamente imprevisível.

O BANIMENTO RUSSO DAS OLIMPÍADAS

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Durante a semana que passou, a Rússia foi banida de todas as competições esportivas pela WADA – Agência Mundial Antidoping, por 4 anos, entre elas os Jogos de Tóquio e a Copa do Mundo do Catar. O motivo ainda é consequência do escândalo de doping descoberto em 2015. Além disso, o país também está proibido de sediar eventos esportivos de qualquer natureza nesse período. Para os atletas, a punição foi um pouco mais branda. Desde que provem estarem “limpos”, eles poderão competir nas Olimpíadas de 2020, como independentes, sob bandeira neutra, assim como nos Jogos de Inverno, em 2018.

No caso específico do vôlei, a FIVB ainda não se pronunciou, preferindo esperar a chance de defesa dos russos através de recursos. No entanto, nos bastidores e nas redes, a especulação em torno da situação foi enorme. Ficou claro que, seja qual for a decisão tomada pela FIVB a respeito do tema, a saída para resolver a questão será política. Isso porque, tanto no naipe feminino, quanto no naipe masculino, a Rússia já garantiu classificação, dentro de quadra, para os Jogos de Tóquio no ano que vem. Para complicar o problema, a Rússia foi escolhida como sede do Mundial masculino da modalidade, em 2022.

Entre as propostas para a solução do caso, existem até o momento 4 possibilidades. A primeira, como dito no texto acima, seria a chance dos atletas russos participarem dos Jogos, com bandeira neutra, de forma independente, após processo rigoroso de testes antidoping. A segunda possibilidade, polêmica, com exclusão total da Rússia das Olimpíadas. Nesse caso, sendo substituída pelo segundo colocado do qualificatório olímpico, Coréia do Sul, no feminino, e Irã, no masculino. A terceira, não menos polêmica, com a classificação automática do melhor ranqueado da FIVB no lugar da Rússia. No caso, Holanda na categoria feminina e Canadá na categoria masculina. Por fim, a última possibilidade, uma repescagem olímpica, valendo uma vaga nos Jogos, meses antes do seu início.

Seja qual for a saída encontrada, é evidente que a FIVB será colocada à prova. Seus dirigentes terão de lidar com todo o tipo de lobby para resolver a questão. Dado o aperto no calendário, além do recurso de defesa dos russos, no momento, aguardar é a melhor solução. Em janeiro, nos Pré-Olímpicos de cada continente, mais dez participantes das Olimpíadas, somando a disputa feminina e masculina, serão conhecidos. Esperar essa definição das vagas, para tomar uma atitude quanto a questão russa, não é de todo mal. Impede que algumas seleções sejam beneficiadas em detrimento de outras.

Controvérsias a parte, não é a primeira vez que a competição olímpica é desfalcada por motivos externos e políticos. Na década de 80, boicotes políticos foram seguidos em sequência, nos Jogos de 1980, 1984, 1988. Em 1992, a antiga União Soviética disputou as Olimpíadas como C.E.I – Comunidade dos Estados Independentes, em virtude do fim do regime comunista no país e no Leste Europeu. Em alguns casos, países participaram dessas edições específicas dos Jogos, conquistando a vaga nos bastidores. Nesse aspecto, a decisão da FIVB é soberana. No entanto, espera-se que ela seja limpa.

CEV DIVULGA GRUPOS DO PRÉ-OLÍMPICO EUROPEU

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Durante o mês de novembro, a Confederação Europeia de Voleibol anunciou os grupos do Pré-Olímpico Europeu, nos dois naipes. Na categoria feminina, o qualificatório para as Olimpíadas acontece na cidade Apeldoorn, na Holanda, entre os dias 7 e 12 de Janeiro. Já na categoria masculina, a competição pela vaga do continente europeu ocorre em Berlim, na Alemanha, entre os dias 5 e 10 de Janeiro.

A disputa europeia por um lugar nos Jogos de Tóquio em 2020 é a última chance para os países do continente conquistaram a classificação olímpica. Entre as mulheres, participam do qualificatório os seguintes países: Holanda, Turquia, Polônia, Alemanha, Bélgica, Croácia, Bulgária e Azerbaijão. Entre os homens: França, Sérvia, Alemanha, Eslovênia, Holanda, Bélgica, República Checa e Bulgária.

A fórmula da competição foi definida com as oitos seleções divididas em dois grupos, nas duas categorias. Os dois primeiros de cada chave avançam para as semifinais. Os vencedores desses confrontos decidem quem fica com a vaga olímpica em jogo único, na grande final. Nos dois naipes, os oito países foram divididos da seguinte forma:

Feminino

Grupo A – Holanda, Polônia, Bulgária e Azerbaijão

Grupo B – Turquia, Alemanha, Bélgica e Croácia

Masculino

Grupo A – Alemanha, Eslovênia, Bélgica, República Checa

Grupo B – França, Sérvia, Bulgária, Holanda

Os Jogos Olímpicos de Tóquio acontecem em 2020, entre os meses de julho e agosto. Será a segunda vez na história olímpica que a capital japonesa recebe o maior evento esportivo do mundo. A primeira vez foi em 1964. Na modalidade do vôlei sete países já garantiram classificação nos dois naipes. Entre as mulheres, além do país sede, no caso o Japão, disputam as Olimpíadas: China, Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Itália e Rússia. Entre os homens: Brasil, Estados Unidos, Polônia, Rússia, Itália e Argentina.

FIVB DIVULGA SEDES DA REPESCAGEM OLÍMPICA

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No último dia 23 de outubro, a Federação Internacional de Vôlei divulgou as sedes dos Pré-Olímpicos Continentais. A disputa definirá os últimos cinco classificados para os Jogos Olímpicos, em 2020. Cada continente irá distribuir uma vaga para as Olimpíadas. Será a última chance de carimbar o passaporte para Tóquio. Além do país sede, no caso o Japão, já garantiram presença no certame olímpico, nos dois naipes, 6 seleções. No masculino: Brasil, Estados Unidos, Polônia, Rússia, Argentina e Itália. No feminino: Sérvia, China, Estados Unidos, Brasil, Rússia e Itália.

A repescagem olímpica está marcada para janeiro de 2020, bem no comecinho do ano, entre os dias 4 e 12 do mês. No naipe feminino, a competição pela vaga africana acontece em Camarões. Na Europa, a sede será na Holanda. No continente asiático, a disputa ocorre na Tailândia. Na América do Sul, a Colômbia sedia o Pré-Olímpico. Fechando o panorama olímpico da categoria feminina, a cidade de Santo Domingo, na República Dominicana, será o palco na disputa da vaga pela Norceca.

No naipe masculino, no continente europeu, a cidade de Berlim, na Alemanha, será a anfitriã do Pré-Olímpico. Na África, o Egito recebe a disputa. Já na Ásia, a cidade de Jiangmen, na China, sedia a competição. Na América do Sul, o Chile é o palco da repescagem olímpica. Encerrando o panorama olímpico da categoria masculina, a cidade de Vancouver, no Canadá, sedia a competição pela vaga da Norceca.

Abaixo você confere quais as seleções entram em quadra no Pré-Olímpico Continental e as datas das competições.

Feminino

África – de 4 a 9 de janeiro – Argélia, Botsuana, Camarões, Congo, Egito, Gana, Quênia e Nigéria

Europa – de 5 a 12 de janeiro – Azerbaijão, Bélgica, Bulgária, Croácia, Alemanha, Holanda, Polônia e Turquia

Ásia – de 7 a 12 de janeiro – Austrália, Indonésia, Iran, Taiwan, Cazaquistão, Coréia do Sul e Tailândia

América do Sul – 7 a 9 de janeiro – Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela

Norceca – 9 a 12 de janeiro – Canadá, República Dominicana, México e Porto Rico

Masculino

Europa – de 5 a 10 de janeiro – Bélgica, Bulgária, República Checa, França, Alemanha, Holanda, Eslovênia e Sérvia

África – de 6 a 12 de janeiro – Argélia, Botsuana, Camarões, Egito, Gana, Níger, Tunísia

Ásia – de 7 a 12 de janeiro – Austrália, China, Taiwan, Índia, Iran, Cazaquistão, Coréia do Sul, Catar

América do Sul – 9 a 11 de janeiro – Chile, Colômbia, Peru e Venezuela

Norceca – 9 a 12 de janeiro – Canadá, Cuba, México e Porto Rico

O SUBSTITUTO DE JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES

Poucos dias antes da competição feminina do torneio de voleibol dos Jogos Pan-Americanos, o técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães, anunciou que deixará o cargo após as Olimpíadas de Tóquio. Na sequência, em novas declarações dadas à imprensa, José Roberto Guimarães indicou o seu assistente técnico na seleção, Paulo Coco, para o seu lugar.

Evidente que a decisão do substituto caberá a Confederação Brasileira de Vôlei. Porém, o peso da indicação de José Roberto Guimarães, certamente, será levado em conta. Isso não quer dizer, que não exista outros nomes em condições de assumir o comando da seleção feminina. Também não dá para deixar de ressaltar, que caso Paulo Coco seja o escolhido, o legado de José Roberto Guimarães será preservado.

No entanto, uma provável escolha da CBV por Paulo Coco, poderia ser considerada problemática. As dificuldades de renovação do Brasil nesse ciclo, sob a gerência dessa comissão técnica, é apontada por muitos, como um dos motivos dos fracassos recentes da seleção feminina. Dar continuidade há algo que não vem dando certo é temeroso.

Por mais que Paulo Coco seja experiente e entenda do riscado, a seleção feminina precisa respirar novos ares. O Brasil necessita de uma guinada capaz de acolher os jovens talentos da nova geração, com outros métodos de trabalho. Talvez não haja no mercado brasileiro nome à altura para o tamanho do desafio. Um técnico estrangeiro não faria mal ao vôlei feminino do Brasil, no momento.

Além disso, a decisão da CBV sobre o substituto de José Roberto Guimarães deveria engajar os fãs. Calejados com os últimos resultados ruins e com polêmicas sobre convocações, torcedores afastaram-se da seleção feminina. Ou seja, o vôlei perdeu público. É preciso resgatar a empatia do público com a seleção. Não será com uma escolha tão conservadora, que a CBV, irá reconquistar o prestígio de outrora.

AS SELEÇÕES CLASSIFICADAS PARA TÓQUIO

Encerrada a competição por 6 vagas olímpicas, na semana passada, foram definidas as seleções classificadas para os Jogos Olímpicos de Tóquio. O Brasil garantiu presença nas Olimpíadas de 2020 nos dois naipes. No feminino, jogando em Uberlândia, as brasileiras sofreram para derrotar Azerbaijão e Rep. Dominicana, mas conseguiram alcançar o objetivo da qualificação olímpica. No masculino, também de forma dramática, a seleção masculina conquistou a classificação para os Jogos, batendo a Bulgária, após reverter desvantagem de 2×0 no placar, dentro do domínio adversário.

Juntamente do Brasil, no naipe masculino, 5 seleções também garantiram presença nas Olimpíadas de Tóquio, no ano que vem, além do Japão, país sede. São elas: Estados Unidos, Itália, Polônia, Rússia e Argentina. Para tanto, assim como a seleção brasileira, cada seleção venceu o seu respectivo grupo no Pré-Olímpico Mundial. Em Roterdã, na Holanda, os donos da casa desafiaram o favoritismo americano. Depois de passar com dificuldades pela Coréia do Sul e bater a Bélgica, os holandeses não foram páreo para os americanos.

Em Bari, na Itália, a Austrália ameaçou quebrar a polarização do grupo C, entre italianos e sérvios. Os australianos deram muito trabalho para essas seleções, especialmente, para a Itália. A seleção italiana bateu a Austrália apenas no tie-break. No jogo decisivo da chave, a Itália venceu a Sérvia por 3×0, e carimbou o passaporte para os Jogos Olímpicos.

No grupo D, o grupo da morte, a Polônia venceu a França, dentro de casa, e qualificou-se para as Olimpíadas. As duas seleções são favoritas ao pódio dos Jogos, em 2020. Para os franceses, restou como o consolo da derrota, o complicado Pré-Olímpico Continental da Europa, em janeiro. Apenas uma vaga estará em jogo nessa disputa.

Jogando em casa, a seleção russa foi a única seleção qualificada para Tóquio, sem ceder uma parcial sequer. Foram três vitórias, nos três jogos, pelo placar máximo, contra México, Cuba e Irã. De novidade no grupo E, apenas o ressurgimento dos cubanos. Eles estiveram perto de derrotar o Irã, uma das sensações da VNL 2019. Além disso, Cuba promete reforçar-se para o Pré-Olímpico Continental, em janeiro.

Encerrando o rol de classificados no naipe masculino está a seleção da Argentina. Em território chinês, os argentinos triunfaram contra o seu principal concorrente do grupo, o Canadá, logo no primeiro jogo. Depois, vitórias sobre Finlândia e China selaram o passaporte argentino para Tóquio. Detalhe: a seleção da Argentina foi a única seleção a derrubar um cabeça de chave, do Pré-Olímpico, no caso o Canadá.

FEMININO

Na categoria feminina, ao lado do Brasil, também conquistaram a qualificação para os Jogos 5 seleções, além do Japão, país sede. São elas: Sérvia, China, Estados Unidos, Rússia e Itália. Líder do ranking internacional, a Sérvia colocou em risco sua classificação ao poupar jogadoras e abdicar do direito de sediar o Pré-Olímpico. Jogando na Polônia, a Sérvia quase foi surpreendida pela jovem e promissora equipe polonesa. No fim, vitória por 3×1, com parciais de 21/25, 25/23, 25/16, 25/23.

Pelo grupo B, o grupo da morte, as chinesas bateram República Checa, Alemanha e Turquia, dentro de casa. No jogo decisivo, contra a Turquia, as chinesas não tomaram conhecimento do adversário, com um triunfo incontestável por 3×0, com parciais de 25/18, 25/12, 25/18. A ponteira chinesa Zhu foi o destaque individual do duelo, com 20 acertos.

Nos Estados Unidos, a seleção americana sofreu um susto. No segundo jogo, contra a Bulgária, as americanas estiveram atrás do placar em quase toda a partida. No entanto, conseguiram ganhar o jogo, de virada, no tie-break. Com o resultado, mais as vitórias sobre Argentina e Cazaquistão, conquistaram a vaga olímpica.

Pelo grupo E, na Rússia, a seleção russa também quase deixa escapar a classificação. No duelo derradeiro, contra a Coréia do Sul, a Rússia chegou a estar perdendo de 2×0. A oposta Goncharova foi a grande responsável pela virada. Porém, a ponteira coreana Kim, MVP dos Jogos de Londres, em 2012, saiu de quadra como a maior pontuadora do confronto. Ela anotou 25 pontos.

Finalizando as seleções classificadas, pelo grupo F, em Catania, na Itália, a seleção italiana foi a única a não ceder parcial para seus oponentes. Foram três vitórias pelo placar máximo, contra Camarões, Bélgica e Holanda. No jogo chave, contra as holandesas, a oposta Paola Egonu da Itália teve um desempenho fenomenal. Ela anotou 25 pontos, em apenas 3 sets. Com o resultado, a Itália foi a única seleção a desbancar uma seleção cabeça de chave, no caso a Holanda, no naipe feminino.

SELEÇÃO MASCULINA CARIMBA PASSAPORTE PARA TÓQUIO

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A seleção brasileira masculina de vôlei conquistou a vaga olímpica para os Jogos de Tóquio. A classificação foi garantida após vitória sobre a Bulgária, em jogo válido pelo grupo A do Pré-Olímpico Mundial. O Brasil derrotou os búlgaros, de virada, dentro do domínio adversário, no tie-break, com parciais de 23/25, 19/25, 32/30, 25/16, 15/11. O ponteiro cubano naturalizado brasileiro Leal foi o maior pontuador do duelo, com 22 acertos. Pela Bulgária, o oposto Sokolov foi o destaque individual, com 19 pontos. Com o revés, a seleção búlgara disputará o Pré-Olímpico Continental da Europa, em janeiro, em busca da participação no torneio masculino de vôlei das Olimpíadas de 2020.

Depois do jogo, Leal conversou com a assessoria da CBV sobre a conquista da vaga. “Estou muito feliz. Foi um jogo difícil e sabíamos que seria assim. Enfrentamos dificuldades nos dois primeiros sets, mas a força do grupo provou que é possível. Conseguimos nos reerguer ao longo da partida e, juntos, além de trocas importantes feitas pelo Renan, conseguimos mudar o rumo da partida. Nunca joguei uma Olimpíada e hoje consegui realizar a primeira parte do meu sonho. Conseguir essa vaga é o primeiro passo. Agora o pensamento já está totalmente voltado para Tóquio e espero estar lá junto com a seleção brasileira”.

NÚMEROS
O grande destaque da vitória brasileira foi o serviço. Foram 11 pontos diretos no fundamento contra 8 da Bulgária. A agressividade do Brasil no saque serviu como reparador de danos da instabilidade na recepção. A seleção brasileira continuou a apresentar dificuldades no passe, contra a Bulgária, porém soube administrar a situação com paciência. Até o placar parcial de 2×0, os búlgaros não cometiam tanto erros na partida. As incessantes trocas de peças do Brasil recolocaram o time no jogo. Desde então, a Bulgária perdeu a confiança na partida, cedendo muitos pontos em erros para o Brasil.

Nos aspectos individuais, o levantador búlgaro Seganov destacou-se ao adotar uma estratégia inteligente de distribuição. Ele deixou para utilizar seu principal atacante, o oposto Sokolov, apenas nos momentos decisivos. Felizmente para o Brasil, deu errado. O ponteiro brasileiro Lucarelli foi o atacante mais eficiente do jogo. Sua entrada na partida foi crucial. Ele terminou a partida com quase 70% de eficiência no ataque.

BULGÁRIA Seganov (4), Sokolov (19), Skrimov (3), Atanasov (18), Gotsev (11), Yosifov (9), Salparov (L). Entraram: Nikolay Penchev (0), Rozalin Penchev (15), Kadankov (0), Dimitrov (0), Grozdanov (0), Todorov (1). Técnico: Silvano Prandi

BRASIL Bruninho (4), Wallace (20), Leal (22), Maurício Borges (2), Flávio (7), Lucão (1), Thales (L). Entraram: Lucarelli (14), Cachopa (0), Alan (2), Isac (0), Maurício Souza (7), Maique (L). Técnico: Renan Dal Zotto

OUTROS RESULTADOS
Grupo A Egito 3×0 Porto Rico 25/17, 31/29, 25/17
Grupo B Coreia 0x3 Bélgica 25/27, 21/25, 24/26
Grupo B Holanda 1×3 Estados Unidos 18/25, 20/25, 25/17, 21/25
Grupo C Camarões 0x3 Austrália 17/25, 16/25, 18/25
Grupo C Sérvia 0x3 Itália 16/25, 19/25, 19/25
Grupo D Polônia 3×1 Eslovênia 21/25, 25/23, 25/23, 25/21
Grupo D França 3×1 Tunísia 25/21, 20/25, 25/19, 25/22
Grupo E Cuba 3×0 México 25/18, 25/23, 25/22
Grupo E Rússia 3×0 Irã 25/19, 25/23, 25/23
Grupo F Canadá 3×0 Finlândia 25/16, 26/24, 25/20
Grupo F China 2×3 Argentina 25/19, 22/25, 21/25, 25/18, 9/15

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A comemoração brasileira/Divulgação FIVB

BRASIL NÃO TOMA CONHECIMENTO DO EGITO

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Em seu segundo jogo no Pré-Olimpico, a seleção brasileira masculina de vôlei conquistou um novo triunfo. Contra o Egito, jogando na Bulgária, o Brasil não teve dificuldades para vencer a partida pelo placar máximo, com parciais de 25/12, 25/19, 25/14, em jogo válido pelo grupo A. O ponteiro Leal do Brasil foi o maior pontuador do confronto, com 13 acertos. Na próxima rodada da chave, os brasileiros decidem a disputa pela vaga olímpica contra os búlgaros. O duelo derradeiro acontece amanhã, 11 de Agosto, a partir das 14h30, com transmissão do SPORTV 2.

NÚMEROS
A seleção egípcia teve muitos problemas para superar o bloqueio brasileiro. No total, o Egito marcou apenas 21 pontos de ataque contra 46 Brasil. Além dos problemas na virada de bola, o serviço brasileiro deixou o levantador egípcio em apuros. Apesar disso, os egípcios anotaram mais pontos diretos no saque do que o Brasil. Com Leal e Maurício Borges em quadra na ponta, em raros momentos na partida, o Brasil voltou a apresentar instabilidade na recepção, principalmente com o serviço flutuante. Ao todo, foram 5 pontos de saque do Egito contra 4 do Brasil.

Individualmente, Bruninho foi o destaque do jogo com uma excelente distribuição. Por causa dele, todos os atacantes titulares tiveram alto aproveitamento de ataque. Nenhum deles, terminou partida com eficiência inferior a 50%. Sinal de que a recepção brasileira foi bem, mesmo com alguma instabilidade. Pelo Egito, o ponteiro Shafik foi o maior pontuador, mesmo com o baixo aproveitamento.

BRASIL Bruninho (3), Wallace (11), Flávio (5), Lucão (4), Leal (13), Maurício Borges (12), Thales (L). Entraram: Maurício Souza (4), Alan (3), Douglas Souza (2), Cachopa (0), Maique (L). Técnico: Renan Dal Zotto

EGITO Abdalla (2), Hisham (6), Abouelella (1), Seliman (1), Shafik (9), Afifi (1), Mohamed (L). Entraram: Seoudy (6), Hassan (1), Ibrahim (1), Atia (0), Sayed (0), Omar (2), Mohamed Hassan (L). Técnico: Gido Vermeulen

OUTROS RESULTADOS
Grupo A Porto Rico 0x3 Bulgária 20/25, 22/25, 12/25
Grupo B Bélgica 0x3 Holanda 22/25, 21/25, 20/25
Grupo B Estados Unidos 3×0 Coreia 25/20, 25/21, 25/16
Grupo C Sérvia 3×0 Camarões 25/22, 25/19, 25/13
Grupo C Austrália 2×3 Itália 25/21, 19/25, 26/24, 17/25, 13/15
Grupo D Polônia 3×0 França 25/21, 25/19, 25/20
Grupo D Tunísia 0x3 Eslovênia 23/25, 16/25, 24/26
Grupo E Irã 3×0 México 25/18, 25/21, 27/25
Grupo E Rússia 3×0 Cuba 25/18, 26/24, 27/25
Grupo F Finlândia 1×3 Argentina 17/25, 18/25, 25/21, 24/26
Grupo F China 2×3 Canadá 26/24, 21/25, 17/25, 25/23, 15/17

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O ponteiro Leal, maior pontuador do jogo/Divulgação FIVB

PELO PRÉ-OLÍMPICO, BRASIL VENCE PORTO RICO

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A seleção brasileira masculina de vôlei estreou no Pré-Olímpico Mundial com vitória. Jogando em Varna, na Bulgária, o Brasil derrotou Porto Rico, na manhã de ontem, por 3×0, com parciais de 25/23, 25/19, 25/19, em partida válida pelo grupo A. O ponteiro Lucarelli do Brasil foi o maior pontuador do confronto com 15 pontos. Nesse sábado, o Brasil segue na caminhada pela vaga olímpica para os Jogos de Tóquio, em 2020. O adversário da vez será o Egito. O jogo ocorre a partir das 11h da manhã com transmissão do SPORTV 2.

Após o duelo com Porto Rico, o levantador Bruninho comentou sobre o jogo com assessoria da FIVB. “O primeiro jogo era muito importante para nós. Realmente respeitamos o time de Porto Rico. Não sabíamos muito sobre a equipe deles. Nós jogamos extremamente nervosos e tivemos muitas dificuldades no bloqueio e na defesa. Começamos a sacar a melhor no segundo set e conseguimos dominar as ações até o fim do jogo. No fim a coisa mais importante foi a vitória. Agora é aproveitar o tempo por enquanto e se preparar para o próximo jogo contra o Egito”.

BRASIL Bruninho (1), Wallace (12), Isac (13), Flavio (4), Lucarelli (15), Maurício Borges (4), Thales (L). Entraram: Cachopa (1), Alan (2), Maurício Souza (3), Douglas Souza (6), Maique (L). Técnico: Renan Dal Zotto

PORTO RICO Iglesias (0), Torres (10), Nieves (3), Rodriguez (7), Guzman (11), Sánchez (3), Del Valle (L). Entraram: Vargas (4), Colon (1) Negron (0). Técnico: Oswald Antonetti

OUTROS RESULTADOS
Grupo A Egito 1×3 Bulgária 11/25, 31/33, 25/19, 19/25
Grupo B Holanda 3×2 Coréia 23/25, 25/27, 26/24, 25/20, 15/12
Grupo B Bélgica 1×3 Estados Unidos 20/25, 19/25, 25/17, 18/25
Grupo C Austrália 1×3 Sérvia 28/26, 19/25, 19/25, 30/32
Grupo C Itália 3×0 Camarões 25/18, 25/18, 25/16
Grupo D Polônia 3×0 Tunísia 25/15, 25/19, 25/19
Grupo D França 3×0 Eslovênia 26/24, 25/20, 25/23
Grupo E Irã 3×2 Cuba 23/25, 26/28, 25/17, 25/16, 15/10
Grupo E Rússia 3×0 México 25/15, 25/11, 25/17
Grupo F China 3×1 Finlândia 25/22, 21/25, 25/22, 25/23
Grupo F Canadá 1×3 Argentina 23/25, 25/22, 25/27, 23/25

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O levantador Bruninho no serviço/Divulgação FIVB

O PRÉ-OLÍMPICO MASCULINO

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Após a definição de seis vagas para os Jogos de Tóquio no naipe feminino, é a vez do masculino. Começa nessa madrugada, devido ao fuso, o Pré-Olímpico Mundial Masculino. Em jogo também estão seis vagas para as Olimpíadas, em 2020. As 24 melhores seleções ranqueadas, exceto o Japão, foram divididas em 6 grupos, com 4 países cada. O campeão de cada grupo garante a vaga olímpica. Neste formato, o processo qualificatório é inédito, em virtude dos japoneses sediarem a próxima Olimpíada. Com isso, a tradicional Copa do Mundo, disputada também no Japão, um ano antes dos Jogos, não irá distribuir vagas olímpicas nesse ciclo.

A seleção brasileira masculina de vôlei está no grupo A do Pré-Olímpico, como cabeça de chave, ao lado de Bulgária, Egito e Porto Rico. O Brasil abdicou do direito de realizar o evento em seu território. Segundo fontes da imprensa, os problemas foram orçamentários. Com isso, a cidade de Varna, na Bulgária, irá receber o evento. O Brasil estreia na competição classificatória olímpica contra Porto Rico, hoje, a partir das 11h, com transmissão do SPORTV 2. Na sequência, enfrenta a seleção do Egito, no sábado, e depois, trava o duelo decisivo do fim de semana, contra a Bulgária, no domingo.

Abaixo, você confere às chances de cada seleção no Pré-Olímpico.

GRUPO A BRASIL BULGÁRIA EGITO PORTO RICO
O Brasil é o franco favorito do grupo. Apesar de jogar fora de casa, os brasileiros acabaram de conquistar um torneio amistoso na Polônia, contra adversários mais fortes do que todas as seleções do seu grupo no Pré-Olímpico. A Bulgária, principal oponente pela vaga olímpica, fez algumas reformulações nos últimos anos no seu time. Porém, o grande destaque da equipe continua sendo o oposto Sokolov. Com ele, em quadra, os búlgaros se tornam uma seleção perigosa. O Brasil teve tempo para corrigir os erros apresentados nas finais da Liga das Nações. Resta saber, quais serão esses ajustes. Normalmente, os búlgaros possuem um saque viagem agressivo. A principal dificuldade do Brasil na Liga das Nações foi receber o serviço flutuante. Como isso será equacionado? Façam suas apostas! Quanto a Egito e Porto Rico, nesse grupo, devem ser coadjuvantes.

GRUPO B EUA BÉLGICA HOLANDA CORÉIA DO SUL
Os americanos, assim como o Brasil, abriram mão de sediar o Pré-Olímpico. A Holanda que no feminino também não exerceu o direito de ser sede, acabou ficando com o presente de receber o evento, no masculino, em Roterdã. Dito isso, é bom apontar o favoritismo dos Estados Unidos no grupo. No entanto, com poucas opções no banco para mudar o panorama dos jogos durante as partidas, os Estados Unidos precisam ficar atentos aos adversários. Nos últimos anos, na antiga Liga Mundial, os belgas jogaram de igual para igual com grandes seleções. Apresentaram um voleibol de alto nível. Além deles, os holandeses dentro de casa, podem dar trabalho para os americanos. A Holanda já foi campeã olímpica no masculino, em Atlanta 96. Portanto, é bom os americanos estarem bem precavidos.

GRUPO C ITÁLIA SÉRVIA AUSTRÁLIA CAMARÕES
O grupo C do Pré-Olímpico é um dos mais imprevisíveis. Jogando em casa, com o apoio da torcida, os italianos esperam garantir a vaga olímpica. Porém, pela frente, a Itália terá a forte seleção da Sérvia. No último mundial, disputado na Itália, a Sérvia derrotou os italianos nas finais, ficando com o 4º lugar, depois de perder o bronze para os Estados Unidos. Historicamente, as duas seleções sempre fizeram jogos equilibrados. Logo, a situação do grupo está indefinida. Além deles, ainda há a perigosa seleção da Austrália. Em confrontos contra italianos e sérvios, a Austrália já apresentou resultados positivos. Não dá para brincar com eles. Sobre Camarões, será um ótimo time para servir de treino para esses confrontos.

GRUPO D POLÔNIA FRANÇA ESLOVÊNIA TUNÍSIA
Se o grupo C do Pré-Olímpico é imprevisível, o grupo D é o da morte. Jogando em casa, com o reforço do ponteiro cubano naturalizado polonês Leal, a Polônia enfrenta a França, uma das seleções mais técnicas e habilidosas do cenário mundial. A seu favor, o restrospecto desfavorável francês em competições importantes. Nos últimos anos, a França não soube lidar com o favoritismo e decepcionou nos Jogos Olímpicos do Rio e no Mundial de 2018. Em um grupo complicado, que ainda tem a boa seleção eslovena, a França terá a sua prova de fogo. Se perder, irá encarar a também difícil repescagem europeia. Tanto franceses, quanto poloneses, não querem correr esse risco. Um dos dois, terá de pagar esse preço, para não ficar de fora dos Jogos.

GRUPO E RÚSSIA IRÃ CUBA MÉXICO
Em um bom processo de renovação, dentro de seu território, a Rússia tem tudo para conquistar a vaga olímpica. Seu principal obstáculo deve ser o Irã. Bem treinados, os iranianos realizaram uma ótima Liga das Nações, vencida pela Rússia. O duelo das duas seleções deverá ser interessante. O fator casa, pode pesar para o Irã. Dificilmente, os russos irão querer perder a chance da classificação para os Jogos, no Pré-Olímpico. Disputar a repescagem europeia, em janeiro de 2020, contra seleções fortes, definitivamente não devem estar nos planos da Rússia. Ao Irã, em caso de derrota, resta o consolo de jogar a repescagem asiática, provavelmente com os australianos e chineses. Cuba e México não estão no páreo do grupo E. Os cubanos prometem se reforçar para a disputa Continental, também em janeiro.

GRUPO F CANADÁ ARGENTINA FINLÂNDIA CHINA
Nesse instante, o Pré-Olímpico Mundial masculino deve ter início na China com uma partida desse grupo. Cabeça de chave, o Canadá não exerceu seu direito de sediar o evento. A responsabilidade ficou com a China. Estar nos Jogos, na categoria masculina, em 2020, no Japão, pode ser uma questão de honra para os chineses. Portanto, receber o Pré-Olímpico, pode ser uma boa aposta da China. Em um grupo de seleções de porte médio tudo pode acontecer. O Canadá evoluiu muito nos últimos anos e já incomoda as grandes seleções. Na Rio 2016, bateu os americanos, por 3×0, e desbancou a França no grupo da morte. Na Liga Mundial 2017 conquistou o bronze inédito. Seu principal adversário deverá ser a Argentina. Sob o comando de Marcelo Mendez, campeoníssimo com o Cruzeiro, os argentinos esperam repetir os feitos de sua seleção no juvenil na categoria principal. A Finlândia corre por fora. Como se vê, nesse grupo, a China pode pelo menos sonhar com a vaga olímpica.