OS SEMIFINALISTAS DA LIGA DAS NAÇÕES FEMININA

Os Estados Unidos venceram a Sérvia, ontem, por 3×0, e garantiram vaga nas semi-finais da Liga das Nações Feminina. Com o resultado, a seleção americana ficou em 1º lugar do grupo B. O adversário das americanas na semi-final será a China, sede das finais. A definição dos duelos aconteceu após jogo do grupo A, entre brasileiras e chinesas, que valia a liderança da chave. O Brasil derrotou a China, com um categórico 3×0. Agora, as brasileiras enfrentam nas semi-finais, a seleção da Turquia, que conseguiu classificação depois da vitória das americanas contra a Sérvia. Os confrontos serão neste sábado e terão transmissão do SPORTV. A grande final ocorre no domingo, a partir das 8h da manhã.

AGENDA VNL
Hoje 30/06/2018
04:00 Semi-final 1 Brasil x Turquia
08:45 Semi-final 2 Estados Unidos x China
Domingo 01/07/2018
04:00 Disputa 3º lugar
08:00 Final

BRASIL ELIMINA HOLANDA

O Brasil estreou na fase final da VNL Feminina, com uma vitória convincente, por 3×0, contra a Holanda, com parciais de 25/16, 25/17, 25/23. As brasileiras foram superiores em todos os fundamentos. A instabilidade na recepção apareceu quando as holandesas forçaram o saque com eficiência, no 3º set. A Holanda fez um jogo abaixo do seu potencial. O técnico Jamie Morrison tentou mexer no time, mas utilizou as peças erradas, nos momentos errados. Entre os destaques individuais da partida, a oposta brasileira Tandara foi a maior pontuadora, com 17 pontos. Com o resultado, o Brasil garantiu vaga nas semi-finais e disputa com a China, o 1º lugar do grupo. A Holanda está eliminada.

RESUMO
Holandesas e brasileiras fizeram um jogo, ponto a ponto, até a primeira parada técnica. Em seguida, a rede holandesa encalhou. O Brasil deu um show no aproveitamento dos contra-ataques e era superior em todos os fundamentos. O saque da Holanda não surtia efeito e as brasileiras confirmavam os ataques na virada de bola. O sistema defensivo do Brasil beirava a perfeição. O técnico americano da Holanda, Morrison, sacou sua levantadora titular e colocou na partida sua terceira opção para a posição. Não deu certo. O domínio brasileiro era total. Quando finalmente o saque holandês entrou, o jogo ficou equilibrado. A Holanda teve a bola para empatar no 24º ponto, no match point brasileiro, mas errou o contra-ataque, e o Brasil fechou a partida em 3×0.

BRASIL
Roberta (3), Tandara (17), Adenízia (9), Bia (10), Gabi (14), Amanda (7), Suelen (0). Entraram: Jaqueline (0), Macris (0), Monique (0), Carol (1). Técnico: José Roberto Guimarães

HOLANDA
Dijkema (1), Sloetjes (15), Belien (8), Lohuis (2), Buijs (3), Balkestein (0), Knip (0). Entraram: Daalderop (5), Bongaerts (0), Jasper (0), Plak (5), Koolhaas (1). Técnico: Jamie Morrison

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A ponteira Gabi executando saque/Divulgação FIVB

 

TURQUIA VENCE SÉRVIA E EMBOLA GRUPO B

A seleção turca feminina de vôlei executou um bom jogo coletivo, surpreendeu e venceu a Sérvia por 3×2, com parciais de 20/25, 25/21, 25/18, 19/25, 16/14. A Sérvia sentiu a ausência da ponteira Mihajlovic, contundida, e sobrecarregou a oposta Boskovic no ataque. Ela marcou 31 pontos, porém com aproveitamento abaixo de 40%, fora do seu padrão habitual de eficiência. Já a Turquia, teve uma excelente distribuição da levantadora Ozbay e um ótimo rendimento na defesa. Com o resultado, o Grupo B está embolado. Para garantir presença nas semi-finais, a Sérvia precisa vencer os Estados Unidos, nessa sexta, por 3×0 ou 3×1. Para Turquia, interessa uma vitória americana, por qualquer placar, ou uma vitória da Sérvia, sem necessitar do tie-break, caso contrário, irá ocorrer um empate triplo no grupo e será preciso fazer contas.

RESUMO
Sérvia e Turquia disputaram cada ponto de maneira acirrada. Foi incontável o números de rallys. No começo do jogo, as sérvias garantiam-se no bloqueio, seja em pontos diretos ou nos contra-ataques. A Turquia equilibrava na defesa. Com o andamento da partida, as turcas conseguiram anular o impacto dos ataques da oposta Boskovic. Pressionada na recepção, a Sérvia tinha dificuldade na virada de bola. As turcas minavam a paciência das atacantes. Em dado momento, após várias substituições, o técnico sérvio ajustou a equipe e o time reencontrou-se, levando a partida para o tie-break. No set desempate, o padrão do jogo voltou a repetir-se e a Turquia impôs uma derrota a vice-campeã olímpica Sérvia, por 16/14.

SÉRVIA
Zivkovic (3), Boskovic (31), Rasic (14), Stevanovic (8), Milenkovic (13), Blagojevic (8), Popovic (0). Entraram: Antonijevic (0), Malesevic (0), Bjelica (0), Busa (3), Veljkovic (0). Técnico: Zoran Térzic

TURQUIA
Osbay (2), Boz (5), Erdem (12), Gunes (11), Baladin (20), Ismailoglu (1), Akoz (0). Entraram: Ercan (11), Alikaya (1), Karakurt (14), Sarioglu (0). Técnico: Giovanni Guidetti

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A levantadora turca Osbay/Divulgação FIVB

CHINA CONFIRMA FAVORITISMO

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Zhu em ataque da linha de três/Divulgação FIVB

Jogando em seus domínios, em Nanjing, a China estreou com vitória na fase final da VNL Feminina. As chinesas derrotaram a Holanda de virada, por 3×1, com parciais de 20/25, 25/21, 25/22, 25/18. A ponteira Ting Zhu atuou de forma espetacular e carregou a China nas costas. Ela anotou 36 pontos, sendo 29 de ataque e aproveitamento de quase 50% no fundamento. Já a Holanda, teve como destaques na partida, a oposta Sloetjes, com 22 pontos, e a ponteira Buijs, com 20 pontos. Amanhã, a Holanda enfrenta o Brasil e precisa da vitória para continuar com chances na competição. A China volta a jogar, na sexta, contra o mesmo Brasil, e em caso de vitória das brasileiras contra as holandesas, entra em quadra classificada para as semi-finais, podendo escolher adversários.

RESUMO
China e Holanda sofreram na recepção em vários momentos da partida. Enquanto as holandesas se viravam nas bolas altas, a China tinha ao seu lado, em noite inspirada, uma das melhores atacantes do mundo, a ponteira Ting Zhu. Com o controle do jogo nas mãos chinesas, o técnico americano da Holanda, Morrison, inverteu a rede, conseguiu virar o placar e venceu o 1º set. As holandesas voltaram confiantes na segunda parcial, mas Morrison retornou com a equipe que iniciou o jogo. Com vantagem no placar, a Holanda relaxou e deixou a China voltar ao controle do jogo e virar a partida. Com erros capitais, em momentos cruciais, as holandesas cederam muitos pontos nas horas decisivas e não conseguiram parar os ataques de Zhu.

CHINA
Ding (3), Gong (10), Yuan (11), Ni Yan (8), Zhu (36), Liu (10), Li Lin (0). Entraram: Diao (0), Chunlei Zeng (0). Técnica: Lang Ping

HOLANDA
Dijkema (0), Sloetjes (22), Belien (12), Lohuis (2), Buijs (20), Balkestein (5), Schoot (0). Entraram: Stoltenborg (2), Plak (4), Daalderop (3), Jasper (0). Técnico: Jamie Morrison

EUA INICIA FASE FINAL COM VIRADA

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A ponta Bartsch em ação/Divulgação FIVB

A seleção americana feminina de vôlei, melhor campanha na 1ª fase da VNL, passou sufoco hoje na estreia da fase final e quase saiu derrotada. Após estar perdendo por 2×0 para a Turquia, o técnico Kiraly mexeu em metade do time e conseguiu virar o jogo. A vitória no tie-break, com parciais de 17/25, 21/25, 25/21, 25/15, 15/11, teve como destaque individual, a ponteira americana Bartsch, que entrou durante a partida e marcou 20 pontos. Pelo lado turco, Ismailoglu foi a maior pontuadora com 18 pontos. Na próxima rodada do Grupo B, a Turquia precisa vencer a Sérvia para manter suas chances de disputar as semi-finais. Os Estados Unidos descansam, voltam a quadra na sexta-feira e também decidem a vaga para as semi-finais contra a Sérvia.

RESUMO
Com uma estratégia agressiva no saque, a Turquia colocou a linha de passe americana em apuros. Os Estados Unidos tinham uma boa execução de contra-ataques. Aos poucos, o sistema defensivo turco também apareceu. Com muitos erros americanos e falhas de precisão no levantamento, a Turquia dominava a partida. Kiraly modificou metade do seu time. As americanas impuseram sua melhor qualidade técnica e o quadro do jogo se inverteu. A recepção turca quinava, a virada de bola americana era consistente e os Estados Unidos, com um show de eficiência da ponteira Bartsch, venceram o jogo, no tie-break, por 15/11.

ESTADOS UNIDOS
Lloyd (0), Murphy (17), Gibbemeyer (5), Akinradewo (5), Larson (14), Hill (6), Robinson (0). Entraram: Hancock (2), Drews (1), Bartsch (20), Dixon (12). Técnico: Karch Kiraly.

TURQUIA
Osbay (4), Boz (13), Erdem (14), Gunes (9), Ismailoglu (18), Ercan (1), Akoz (0). Entraram: Baladin (8), Alikaya (0), Karakurt (5), Sarioglu (0). Técnico: Giovanni Guidetti.

A FASE FINAL DA LIGA DAS NAÇÕES FEMININA 2018

Começa amanhã, em Nanjing, na China, a fase final da Liga das Nações Feminina. Estão classificadas para as finais, além da China, as seleções dos Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Holanda e Turquia. Pela ordem de posicionamento na fase regular, as seleções foram divididas em dois grupos, tendo como cabeças de chave, as chinesas, por sediarem o evento, e as americanas, como melhor campanha na 1ª fase. Em formato serpentina, foram definidos o restante do posicionamento das seleções, nos dois grupos. Dessa forma, no grupo A estão China, Brasil e Holanda, e no grupo B, Estados Unidos, Sérvia e Turquia. Confira abaixo, um panorama da fase final, seleção por seleção.

CHINA
Atual campeã olímpica e dona da casa, a China recebe pelo segundo ano consecutivo, as finais da principal competição anual da FIVB, a VNL. As chinesas não vencem a competição correspondente, o Grand Prix, desde 2003. São 15 anos de hiato. A iniciativa de trazer as finais para casa, mais uma vez, mostra a importância dada ao torneio pela federação chinesa e o incômodo com o jejum de títulos na competição. Basicamente, a China usou a fase regular para promover testes, rodar o time e escondeu o jogo. Resta saber, qual equipe a experiente técnica Lang Ping irá escalar, como vai estar o entrosamento e ainda a forma como será utilizada a recente revelação do voleibol chinês, a jovem Ying Ying Li, de apenas 18 anos.

ESTADOS UNIDOS
A seleção americana realizou na 1ª fase, a melhor campanha da VNL. Com apenas duas derrotas, em 15 jogos, o técnico Karch Kirally não abriu mão dos testes e promoveu mudanças. A ponta Robinson foi deslocada para a função de líbero. Além disso, ele inovou taticamente, ao recorrer ao passado do voleibol, para utilizar suas opostas canhotas no ataque somente na posição 2, quando estão na rede. Em comparação a evolução do jogo ao longo do tempo, as opostas canhotas dos Estados Unidos são utilizadas nessa posição apenas para atacar, ao contrário de antes, quando a saída de rede possuía somente função de passe.

SÉRVIA
A Sérvia ainda sente a ausência da levantadora Maja. O técnico Térzic promoveu revezamento na posição, durante toda a fase regular. De fato, o jogo sérvio não foi comprometido. No entanto, para a Sérvia é fácil jogar sem o passe na mão, porque, a equipe possui duas das melhores atacantes da atualidade. Tanto Boskovic, quanto Mihajlovic, sabem se virar no momento de sufoco. Além disso, a regularidade da linha de passe da Sérvia, pode ser decisiva para as suas pretensões na fase final, pois as centrais da equipe são extremamente eficientes no ataque.

BRASIL
A seleção brasileira sofreu com a inconstância da recepção, durante a 1ª fase. Mesmo quando a eficiência foi alta, o Brasil mostrou dependência da oposta Tandara, no ataque. Com a contusão da ponteira Drussyla, o técnico José Roberto convocou especialmente para a fase final, a experiente Jaqueline, que havia sido deslocada da função. Resta saber, qual das opções será usada pelo técnico brasileiro, já que, a sua disposição também está a ponta Gabi, poupada em vários jogos da 1ª fase. As centrais Adenízia e Bia estão com rendimento acima da média no fundamento bloqueio e podem fazer a diferença.

HOLANDA
As holandesas estão figurando no topo, mais uma vez, entre as principais seleções do mundo. Nos últimos anos, a equipe esteve muito perto de sagrar-se campeã europeia, depois de 20 anos, em 2015 e 2017, sendo vice-campeã, duas vezes. Mesmo com a saída do técnico Guidetti do comando da seleção, o trabalho iniciado para os Jogos Olímpicos do Rio, onde a Holanda disputou medalha, pela primeira vez, foi mantido com renovação, pelo técnico americano Morrison. A expectativa é confirmar a sequência de trabalho com uma conquista, repetindo o feito de 2007, quando a Holanda surpreendeu o mundo e foi campeã do Grand Prix, equivalente a Liga das Nações.

TURQUIA
A Turquia pode ser considerada o azarão da fase final da VNL. Comandada pelo técnico italiano Giovanni Guidetti, a seleção turca está em processo avançado e bem sucedido de renovação. Sem contar com suas principais peças na 1ª fase, Guidetti conseguiu levar a equipe as finais, depois de 6 anos. A julgar pelos investimentos em sua liga doméstica e os títulos conquistados por seus clubes na Europa, a Turquia demonstra capacidade e apetite para figurar entre as grandes seleções por um período prolongado de tempo.

A TABELA DA FASE FINAL DA VNL
Amanhã 27/06/2018
04:00 Grupo B Estados Unidos x Turquia
08:15 Grupo A China x Holanda
Quinta 28/06/2018
04:00 Grupo B Sérvia x Turquia
08:15 Grupo A Brasil x Holanda
Sexta 29/06/2018
04:00 Grupo B Estados Unidos x Sérvia
09:30 Grupo A China x Brasil
Sábado 30/06/2018
04:00 Semi-final 1
08:45 Semi-final 2
Domingo 01/07/2018
04:00 Disputa 3º lugar
08:00 Final

Todos os jogos terão transmissão do SPORTV

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Nanjing Olympic Sports Centre Gymnasium