OS DESTAQUES INDIVIDUAIS DO MUNDIAL FEMININO NAS ESTATÍSTICAS

image

Única invicta no Campeonato Mundial de vôlei, com 9 vitórias, em 9 jogos, a seleção italiana feminina também é destaque nas estatísticas da competição. Em praticamente todos os fundamentos, as atletas da Itália estão posicionadas entre as cinco primeiras colocadas de todo o Mundial. A exceção está na recepção. A jogadora italiana melhor posicionada neste quesito é a líbero De Gennaro, em 7º lugar. Depois dela, a atleta da Itália melhor colocada é a ponteira Lúcia Bosseti na 29ª posição. Nos outros fundamentos, o domínio italiano é geral.

Maior pontuadora do Mundial, até aqui, com 182 pontos, a oposta italiana Paola Egonu é a 5ª melhor sacadora da competição, com 15 pontos de saque. Seu aproveitamento no ataque é de 49%, o que lhe posiciona no 7º lugar geral. Sua companheira de seleção, a ponteira Sylla, é a 2ª colocada em eficiência de ataque, com quase 55% de aproveitamento. Ela está atrás apenas da oposta da Sérvia, Boskovic, uma das melhores jogadoras do mundo. O fenômeno sérvio lidera as estatísticas de ataque, com 57% de bolas confirmadas em pontos.

No bloqueio, a central italiana Danesi é a primeira colocada. Ao todo, ela já marcou 27 pontos no fundamento. Além de 81 rebotes. Outra jogadora da Itália, da mesma posição, a central Chirichella está na 6ª posição com 23 pontos, quatro a menos que a líder. Eliminada do torneio, com uma escola tradicional de bloqueio, a Rússia possui duas jogadoras entre as três melhores, Fetisova e Koroleva, com 30 e 28 pontos cada, respectivamente.

No serviço, o destaque individual é a ponteira do Azerbaijão, Polina Rahimova. Ela lidera com 20 pontos de saque, em 9 jogos na competição. A ponteira mexicana, Bricio, está em 2º lugar no fundamento, com 19 pontos diretos. Na temporada de clubes, há anos, ela é uma das melhores sacadoras da Liga Italiana.

Os dados do levantamento são curiosos. Entre as seis finalistas do Mundial, apenas três seleções possuem levantadoras posicionadas nos dez primeiros lugares. São elas: Itália em 3º com Ofélia Malinov, China em 5º com Ding e Holanda em 8º com Dijkema. A líder no fundamento é a ousada levantadora de Porto Rico, Natália Valentin.

No fundo de quadra, a liderança na defesa também é de Porto Rico. A líbero Venegas, com passagens pelo Brasil, é a 1ª colocada, seguida pela dominicana Castillo, que também jogou a Superliga. Fecha a lista das três melhores defensoras, a líbero do Azerbaijão, Iuliia Karimova. Na recepção, a líbero Kobata do Japão lidera as estatísticas. Em 2º lugar aparece a ponteira alemã Geerties. Em terceiro, a líbero americana Robinson.

No âmbito geral, o maior destaque individual do Mundial 2018, até agora, é a oposta holandesa Slöetjes. Ela é terceira maior pontuadora do torneio, com 174 pontos, atrás da italiana Paola Egonu e da alemã Lippmann. Sua eficiência no ataque é de 52%. De 280 bolas, ela colocou no chão 146. Até a 2ª fase, ela é a terceira melhor atacante de todo o Mundial. No serviço, Slöetjes também é a terceira colocada, com 19 pontos diretos de saque.

SELEÇÃO BRASILEIRA
Eliminado da competição, o Brasil possui nomes, em alguns fundamentos, entre as melhores. A oposta Tandara é 4ª maior pontuadora com 165 pontos. Na eficiência de ataque, Tandara é a 10ª colocada, com 48% de aproveitamento, no arredondamento. No bloqueio, a central Bia aparece em 9º lugar, com 25 pontos e 60 rebotes. O Brasil não tem entre as dez melhores sacadoras nenhuma jogadora. Dani Lins é a 10ª no levantamento. Na recepção, Gabi é a 9ª colocada, com 34%. Na defesa, a líbero Suelen é o 9º lugar com apenas 4 faltas, em 125 ações.

Fonte: FIVB

BRASIL É ELIMINADO DO MUNDIAL FEMININO

image

O Brasil não conseguiu vencer o Japão pelo placar máximo, ou seja, 3×0, e foi eliminado do Campeonato Mundial feminino de vôlei. Em jogo válido pela última rodada da 2ª fase, do grupo E, as brasileiras venceram as japonesas, por 3×2, de virada, com parciais de 23/25, 16/25, 28/26, 25/21, 15/11, no entanto, a vitória foi insuficiente. Com o resultado, a seleção brasileira encerrou sua participação na competição fora do grupo semifinalista, pela primeira vez, em 16 anos. A colocação final, 7º lugar, é a pior posição também em 16 anos.

No grupo E, ao lado do Japão, estão classificadas para a 3ª fase, Sérvia e Holanda. No grupo F, com a vitória chinesa em cima da Rússia por 3×1, os Estados Unidos ficaram com a última vaga do grupo, mesmo perdendo para a Itália, única invicta na competição e classificada para a 3ª fase. Completa o trio do grupo F, garantido no Final Six, a seleção da China.

SORTEIO
Definidas as seleções classificadas para o Final Six, logo em seguida, a FIVB realizou um sorteio para definir os grupos e os confrontos na 3ª fase. A seleção italiana, líder do grupo F, não poderia estar no mesmo grupo que a seleção holandesa, líder do grupo E. Dessa forma, a Itália foi sorteada para o grupo G e a Holanda para o grupo H.

O processo de definição dos grupos também se repetiu, no sorteio, para definir a posição das outras quatro seleções. Segundos e terceiros colocados na 2ª fase, nos grupos E e F, não poderiam cair na mesma chave. Sérvia e Japão se juntaram a Itália no grupo G. China e Estados Unidos foram para o grupo H com a Holanda.

TABELA FINAL SIX
Grupo H 14/10 04:10 China X EUA
Grupo G 14/10 07:20 Japão X Sérvia
Grupo H 15/10 04:10 Holanda X EUA
Grupo G 15/10 07:20 Itália X Japão
Grupo G 16/10 04:10 Itália X Sérvia
Grupo H 16/10 07:20 Holanda X China

ÚLTIMOS RESULTADOS
Grupo E México 1×3 Porto Rico 17/25, 19/25, 25/18, 19/25
Grupo E Alemanha 0x3 Rep. Dominicana 12/25, 19/25, 17/25
Grupo E Holanda 3×0 Sérvia 25/16, 25/12, 25/20
Grupo F Bulgária 3×0 Azerbaijão 25/19, 25/20, 25/20
Grupo F Turquia 3×1 Tailândia 22/25, 25/20, 25/22, 25/20
Grupo F Itália 3×1 EUA 25/16, 25/23, 20/25, 25/16
Grupo F China 3×1 Rússia 25/22, 21/25, 25/23, 25/15

image
O choro de Gabi/Divulgação FIVB

EM JOGO DECISIVO, BRASIL VENCE HOLANDA EM 5 SETS

image

A seleção brasileira feminina de vôlei sobreviveu no Campeonato Mundial com um vitória sobre a Holanda no tie-break. Em jogo válido pela penúltima rodada do Grupo E, o Brasil bateu as holandesas por 3×2, de virada, com parciais de 21/25, 25/18, 25/27, 25/19, 15/7. Com o resultado, as brasileiras mantiveram as chances de classificação para o Final Six. Para chegar a 3ª fase do Mundial, a seleção brasileira precisa vencer as japonesas, donas da casa, por 3×0. Qualquer resultado diferente desse placar elimina o Brasil. O jogo com o Japão, é amanhã, logo cedo, a partir das 7h20 da manhã, com transmissão do SPORTV 2.

ESTATÍSTICAS
Contra a Holanda, a oposta Tandara, mais uma vez no Mundial 2018, foi o destaque individual brasileiro, com 28 pontos. Seu aproveitamento de ataque, no entanto, ficou abaixo de 50%. De 50 tentativas, ela confirmou 22 ataques. Pelo lado holandês, a oposta Slöetjes marcou 25 pontos, sendo 24 no ataque e 1 de saque. A exemplo de Tandara, a oposta holandesa também recebeu muitas bolas no ataque e teve aproveitamento parecido de quase 50%.

No aspecto coletivo, o Brasil sobressaiu-se no fundamento bloqueio. Com 17 pontos contra 5 da Holanda. Ainda assim, o jogo foi decidido no tie-break. O volume de jogo das holandesas foi preponderante para equilibrar as ações. Em um momento adverso do jogo, no 3º set, com diferença no placar de 7 pontos, a Holanda conseguiu reverter a situação e vencer a parcial graças a sua postura na defesa. Algo até então, inesperado, em se tratando de Holanda.

Já o Brasil, nos momentos em que esteve a frente, principalmente nas parciais em que venceu, executou uma excelente estratégia de saque. O desempenho brasileiro no fundamento obrigou o técnico da Holanda a fazer algumas trocas, inclusive no levantamento, para surpreender o bloqueio do Brasil.

BRASIL Roberta (3), Tandara (28), Bia (10), Adenízia (5), Gabi (13), Drussyla (4), Suelen (0). Entraram: Dani Lins (1), Natália (2), Garay (13), Thaísa (0), Carol (4). Técnico: José Roberto Guimarães

HOLANDA Dijkema (0), Slöetjes (25), Belien (9), Lohuis (9), Buijs (4), Balkestein (8), Knip (0). Entraram: Bongaerts (1), Plak (10), Jasper (1), Luttikhuis (0), Schoot (0). Técnico: Jamie Morrison

OUTROS RESULTADOS
Grupo E México 0x3 Rep.Dominicana 13/25, 18/25, 15/25
Grupo E Alemanha 3×1 Porto Rico 25/23, 25/27, 29/27, 25/22
Grupo E Japão 3×1 Sérvia 15/25, 25/23, 25/23, 25/23
Grupo F Turquia 3×1 Azerbaijão 26/24, 25/17, 22/25, 25/21
Grupo F Bulgária 3×2 Tailândia 25/18, 22/25, 18/25, 25/22, 19/17
Grupo F Itália 3×1 Rússia 22/25, 25/20, 25/18, 25/22
Grupo F China 3×0 EUA 25/17, 26/24, 25/18

image
O bloqueio brasileiro na marcação da ponteira Balkestein/Divulgação FIVB

MÉXICO ASSUSTA O BRASIL

image

Pelo Campeonato Mundial de Vôlei Feminino, o Brasil passou um susto com o México, mas venceu a partida de virada, por 3×1, com parciais de 23/25, 25/23, 25/13, 25/19, em jogo válido pelo Grupo E. A linha de recepção brasileira sofreu com o saque mexicano. A oposta brasileira Tandara foi a maior pontuadora do confronto, com 25 pontos. Pelo México, o destaque individual foi a oposta Rangel. Ela anotou 23 pontos. Na próxima rodada, o Brasil enfrenta a Holanda, em jogo decisivo, na madrugada de terça-feira para quarta-feira, a partir de 1h25, com transmissão do SPORTV 2. Já o México joga contra a República Dominicana.

RESUMO
Brasil e México iniciaram o jogo errando muito. O México apostava tudo no saque. O Brasil era disperso. Sem o peso do favoritismo, as mexicanas eram franca-atiradoras. As brasileiras sentiam a pressão pela vitória, dada a sua situação na competição. O Brasil parecia preso e o México, com seu time quase juvenil, era leve. Aproveitando-se da irregularidade brasileira, as mexicanas venceram a primeira parcial, por 25/23.

Com a derrota no 1º set, o jogo ficou difícil para o Brasil. O México ganhou confiança. O técnico brasileiro José Roberto Guimarães confirmou Drussyla em quadra, como na primeira parcial, no lugar de Natália. Aos poucos o sistema defensivo do Brasil pressionou o ataque mexicano. O bloqueio começou a tocar nas bolas e as brasileiras entraram no jogo. No sufoco, o Brasil venceu o set, 25/23.

No 3º set, o Brasil teve o controle quase total das ações. A virada de bola aumentou a eficiência com a melhora da recepção. O México não confirmava os ataques. A distribuição da levantadora Roberta era superior a de Dani Lins, que saiu do jogo para não voltar mais. Resultado: Brasil 25/13.

Na quarta parcial, o Brasil manteve o ritmo de seu jogo. O México já não surpreendia e sentia as suas carências. O Brasil explorava as deficiências mexicanas e mantinha o controle do jogo. Sem fazer muito esforço, o Brasil fechou o confronto, 25/19.

BRASIL Dani Lins (0), Tandara (25), Bia (8), Adenízia (10), Gabi (15), Natália (0), Suelen (0). Entraram: Roberta (0), Drussyla (14), Thaísa (1). Técnico: José Roberto Guimarães

MÉXICO Sashiko (2), Rangel (23), Moreno (6), Valle (4), Parra (17), Bricio (9), Lopez (0). Entraram: Valdez (0). Técnico: Naranjo de Jesus

OUTROS RESULTADOS
Grupo E Alemanha 0x3 Sérvia 14/25, 20/25, 20/25
Grupo E Holanda 3×0 Rep. Dominicana 25/19, 25/16, 25/14
Grupo E Japão 3×0 Porto Rico 25/22, 25/14, 25/18
Grupo F Bulgária 1×3 Rússia 21/25, 20/25, 25/23, 19/25
Grupo F Turquia 0x3 EUA 21/25, 17/25, 18/25
Grupo F China 3×0 Azerbaijão 25/17, 25/16, 25/17
Grupo F Itália 3×0 Tailândia 25/15, 25/12, 25/15

image
A levantadora Roberta/Divulgação FIVB

ALEMANHA VIRA PARA CIMA DO BRASIL

image

A seleção brasileira feminina de vôlei iniciou a 2ª fase do Campeonato Mundial com derrota. O Brasil foi surpreendido pela Alemanha. Após estar vencendo por 2×0, as brasileiras permitiram a reação alemã e perderam o jogo de virada no tie-break, com parciais de 14/25, 19/25, 32/30, 25/19, 17/15. Com o resultado, o Brasil se complicou na competição. Com 2 derrotas, em 6 jogos, as brasileiras não podem mais perder.

O Brasil está posicionado na 4ª colocação, com 13 pontos, atrás de Sérvia, Holanda e Japão, respectivamente. Apenas os três primeiros avançam ao Final Six. Restam 3 jogos. Pela frente, o Brasil ainda joga pela ordem com: México, Holanda e Japão. Na próxima rodada, as brasileiras enfrentam as mexicanas, na madrugada de domingo para segunda, a partir de 1h20, com transmissão do SPORTV.

NÚMEROS
A oposta alemã Lippmann teve um excelente desempenho contra o Brasil. Ela foi a maior pontuadora do jogo com 36 pontos, sendo 31 de ataque, 1 de bloqueio e 4 de saque. Seu aproveitamento no ataque foi de quase 51%. Mesmo cedendo 34 pontos em erros, a Alemanha conseguiu bater o Brasil. A eficiência na virada de bola e nos contra-ataques foi o diferencial. Foram 72 pontos no fundamento contra 62 do Brasil.

O Brasil executou um excelente jogo, nas duas primeiras parciais, em seu sistema defensivo. A queda de rendimento no bloqueio nas parciais seguintes, comprometeu a confirmação dos pontos em contra-ataque. A perda de eficiência na virada de bola e o volume de jogo alemão permitiram a virada do jogo. A oposta Tandara foi a maior pontuadora do Brasil com 29 pontos. Seu desempenho de quase 60% no ataque não foi suficiente para impedir a virada alemã.

RESUMO
O Brasil começou o jogo com a levantadora Roberta. O técnico José Roberto Guimarães barrou a campeã olímpica Dani Lins. Nas duas primeiras parciais, o sistema defensivo brasileiro sobressaiu sobre o ataque da alemão. O saque do Brasil era impositivo. A Alemanha errava muito e o Brasil dominava a partida. Com certa facilidade, o Brasil fez 2×0 na partida.

No 3º set, as brasileiras tinham vantagem no placar até metade da parcial. O técnico da Alemanha, inverteu a rede e improvisou uma central na posição de oposta. O bloqueio brasileiro caiu de rendimento. As alemãs aumentaram seu volume de jogo e o Brasil não conseguia mais parar seu ataque. Com muita luta, na margem mínima, as alemãs venceram o set, 32/30.

O set seguinte teve amplo domínio alemão. As brasileiras não se encontravam mais. O técnico brasileiro fez modificações que não deram resultado. Com grande eficiência de Lippmann, as alemãs empataram o jogo e a decisão foi para o tie-break.

No tie-break, o Brasil esteve na frente do placar a maior parte do tempo. No fim da parcial, as brasileiras permitiram o empate alemão. O jogo ficou dramático. Alemanha e Brasil salvaram um match point cada. Em um ace de Lippmann, a Alemanha consumou a virada, 17/15.

BRASIL Roberta (4), Tandara (29), Bia (7), Carol (5), Gabi (19), Garay (12), Suelen (0). Entraram: Natália (3), Dani Lins (0), Rosamaria (1), Adenízia (0). Técnico: José Roberto Guimarães

ALEMANHA Hanke (3), Lippmann (36), Gründing (7), Vanjak (9), Fromm (20), Geerties (16), Dürr (0). Entraram: Kästner (1), Drewniok (0), Wezorke (1), Poll (0). Técnico: Félix Koslowski

OUTROS RESULTADOS
Grupo E México 0x3 Sérvia 19/25, 17/25, 15/25
Grupo E Holanda 3×0 Porto Rico 25/16, 25/15, 25/20
Grupo E Japão 3×2 Rep. Dominicana 25/17, 28/26, 22/25, 25/27, 15/11
Grupo F Turquia 0x3 Rússia 15/25, 17/25, 16/25
Grupo F Bulgária 0x3 EUA 16/25, 17/25, 11/25
Grupo F Itália 3×0 Azerbaijão 25/12, 25/19, 25/10
Grupo F China 3×0 Tailândia 28/26, 25/20, 25/23

image
A comemoração alemã/Divulgação FIVB

O BALANÇO DO MUNDIAL MASCULINO

image

A seleção brasileira masculina encerrou sua participação no Mundial de Vôlei, na Itália, no domingo passado, com um surpreendente vice-campeonato. O Brasil superou as expectativas negativas de boa parte da imprensa e dos torcedores. A frustração de perder a grande final, para o mesmo adversário de quatro anos atrás, no caso a Polônia, não apaga a boa campanha brasileira na competição. Mesmo com importantes desfalques, os brasileiros chegaram ao final do campeonato, melhores posicionados do que os três principais favoritos: Estados Unidos, Rússia e França.

O desempenho de alguns atletas brasileiros foi acima do esperado. O ponteiro Douglas Souza foi tão bem na missão de substituir medalhões da seleção brasileira, como Lucarelli, que foi escolhido pela FIVB, para a seleção do Mundial, como um dos melhores ponteiros. Além dele, fez parte da seleção do campeonato escolhida pela FIVB, o central Lucão.

Também é digno de nota, a performance do líbero Maique, nos jogos decisivos. Foi uma grata surpresa. É bom destacar ainda, a contribuição dos levantadores William e Bruninho e os opostos Wallace e Evandro, seja utilizados na inversão de rede, seja no sexteto titular, na campanha brasileira vice-campeã mundial de 2018.

Sobre os adversários, a decepção maior, mais uma vez, ficou por conta da França. Após o fracasso nos Jogos Olímpicos do Rio, quando foram eliminados na 1ª fase, os franceses não confirmaram o favoritismo no Mundial 2018 e não avançaram sequer ao Final Six.

Não muito longe do fracasso francês, ficou a Rússia. Depois de vencer a primeira edição da Liga das Nações, os russos tiveram duas oportunidades para derrotar os americanos, e não foram capazes de vencê-los pelo menos uma vez. Diante do Brasil, sofreram uma virada histórica que, praticamente os eliminou da disputa do título.

Já os americanos, conseguiram um resultado melhor do que em 2014. Com uma vitória por 3×1 sobre a Sérvia, subiram ao pódio do Mundial depois de 24 anos. A julgar pela campanha na competição, o resultado final é frustrante. Até a eliminação para a Polônia, os americanos tinham a condição de favoritos absolutos após as quedas de França e Rússia.

Não poderia deixar de ser citado também, a excelente campanha da Sérvia, o ressurgimento da Holanda, a nova decepção italiana dentro de casa e o incontestável título polonês.

Sobre o futuro, o cenário internacional deve continuar imprevisível. O tricampeonato polonês no Mundial é a prova disso. O equilíbrio entre as principais potências deve ser mantido. Especificamente, para o Brasil, o retorno de Maurício Borges e Lucarelli, e a chegada do cubano naturalizado brasileiro Leal fortalecerá nossa seleção. No entanto, a julgar pelas reações controversas diante do acolhimento do jogador à seleção brasileira, problemas políticos se avizinham.

BRASIL ENCERRA 1ª FASE EM RITMO DE TREINO

image

A seleção feminina de vôlei encerrou a 1ª fase do Campeonato Mundial, com duas vitórias, em sequência, por 3×0, contra o Quênia e o Cazaquistão. Com os resultados, as brasileiras terminaram em 2º lugar do grupo D, com 12 pontos, 4 vitórias, em 5 jogos. Na próxima fase, o Brasil enfrenta os quatros primeiros colocados do grupo A. Pela ordem dos confrontos: Alemanha, México, Holanda e Japão.

Para chegar a 3ª fase, as brasileiras precisam ficar entre as três primeiras colocadas do cruzamento do grupo A com o grupo D. Como os resultados da 1ª fase são carregados para 2ª fase, no momento, o Brasil está no 4º posto, atrás de Sérvia e Holanda, respectivamente, empatado com o Japão, no número de vitórias, terceiro colocado no número de pontos (13×12).

TREINO DE LUXO 

Contra o Quênia e o Cazaquistão, o técnico José Roberto Guimarães utilizou os jogos para rodar o time e dar ritmo de jogo a ponteira Natália, recém-recuperada de contusão. O Brasil não teve dificuldades, porém deve ser ressaltada a fraqueza dos adversários.

É bom avaliar até mesmo o retorno de Natália. Diante de duas seleções tecnicamente inferiores, o rendimento da jogadora foi muito bom. No entanto, sem enfrentar grandes seleções, em jogos decisivos, é difícil apontar o nível de recuperação da jogadora.

A TABELA DO BRASIL NA 2ª FASE

image

SÉRVIA NÃO DEU CHANCES AO BRASIL

image

A seleção brasileira feminina de vôlei perdeu seu terceiro jogo no Campeonato Mundial, em partida válida pelo grupo D. Diante da Sérvia, as brasileiras estiveram praticamente sempre atrás no placar. Com uma atuação individual espetacular da oposta Boskovic, a Sérvia venceu o Brasil por 3×0, com parciais de 25/21, 25/18, 25/19. A oposta Tandara foi a maior pontuadora do Brasil. Ela anotou 9 pontos. Na próxima rodada, as brasileiras enfrentam o Quênia, hoje, com transmissão do SPORTV, a partir das 7h20 da manhã. Já a Sérvia joga com o Cazaquistão.

ESTATÍSTICAS
Contra a Sérvia, o bloqueio do Brasil foi inoperante. Mesmo sendo óbvia, a levantadora da Sérvia, Maja Ognjenovic, deu um baile na marcação brasileira. Destaque do Brasil, nos dois primeiros jogos do Campeonato Mundial, o sistema defensivo ficou devendo.

A grande atuação da oposta sérvia, Boskovic deve ser enfatizada. Ela marcou 24 pontos no jogo, sendo 21 de ataque, 1 de bloqueio e 2 de saque. Seu aproveitamento de ataque foi de quase 70%. Um número assustador, dado que, do outro lado da quadra, estavam jogadoras brasileiras especialistas no bloqueio.

No entanto, não foi apenas a oposta da Sérvia a responsável pelo resultado. Mesmo cedendo 23 pontos em erros, a Sérvia foi superior ao Brasil durante todo o jogo. A eficiência da defesa foi fundamental para colocar as atacantes em condições de confirmar os pontos. A distribuição da levantadora beirou a perfeição. Para se ter uma ideia, foram 56 pontos de ataque da Sérvia contra apenas 30 do Brasil. Em resumo, o time inteiro foi bem.

BRASIL Dani Lins (0), Tandara (9), Bia (7), Adenízia (2), Garay (7), Gabi (8), Suelen (0). Entraram: Roberta (0), Rosamaria (1), Natália (0), Thaísa (1). Técnico: José Roberto Guimarães

SÉRVIA Ognjenovic (4), Boskovic (24), Rasic (12), Veljkovic (8), Mihajlovic (15), Milenkovic (6), Popovic (0). Técnico: Zora Terzic

OUTROS RESULTADOS
Grupo A Alemanha 3×0 Argentina 25/21, 34/32, 25/18
Grupo A Holanda 3×0 Camarões 25/16, 26/24, 25/18
Grupo A México 0x3 Japão 15/25, 15/25, 15/25
Grupo B Itália 3×0 Cuba 25/11, 25/18, 25/20
Grupo B Bulgária 0x3 Turquia 17/25, 23/25, 12/25
Grupo B China 3×0 Canadá 25/21, 25/21, 25/13
Grupo C Rússia 3×0 Azerbaijão 25/21, 25/21, 25/22
Grupo C Trinidad Tobago 1×3 Tailândia 17/25, 17/25, 25/23, 11/25
Grupo C EUA 3×1 Coréia do Sul 19/25, 25/21, 25/21, 25/18
Grupo D Rep. Dominicana 3×0 Cazaquistão 25/22, 25/15, 25/19
Grupo D Porto Rico 3×0 Quênia 25/20, 25/22, 25/15

image
A oposta Boskovic em execução de ataque/Divulgação FIVB

POLÔNIA É TRICAMPEàMUNDIAL

image

No último domingo, a seleção polonesa de vôlei sagrou-se campeã do Campeonato Mundial Masculino, disputado em Turim, na Itália. Na decisão, a Polônia venceu o Brasil por 3×0, com parciais de 28/26, 25/20, 25/23 e tornou-se tricampeã mundial (1974, 2014, 2018). O oposto polonês Kurek foi a maior pontuador da final, com 24 pontos. Ele também foi eleito MVP, melhor jogador do campeonato.

A seleção do Campeonato Mundial Masculino, escolhida pela FIVB, foi composta ainda pelo levantador Christenson (EUA), o oposto Anderson (EUA), os centrais Lucão (Brasil) e Nowakoswski (Polônia), os ponteiros Douglas Souza (Brasil) e Kubiak (Polônia) e o líbero Bartosz (Polônia).

GRANDE FINAL
No jogo do título, o desempenho do bloqueio polonês foi decisivo. Foram 10 pontos contra 4 do Brasil. Mesmo com o número elevado de erros de saque, a Polônia também foi superior nesse fundamento, com 4 pontos diretos contra 2 do Brasil. Além disso, a principal diferença na grande final, entre poloneses e brasileiros, foi o número de contra-ataques confirmados em pontos, propiciados pelo sistema defensivo das duas seleções.

Com um bloqueio inexistente, o Brasil quase não criou chances de contra-atacar. Dada a agressividade da Polônia no serviço, os brasileiros saíram de quadra com mais pontos de ataque do que a Polônia, em virtude da eficiência da virada de bola. Vale destacar ainda, o desempenho do oposto polonês Kurek. Ele carregou a Polônia no ataque, com quase 70% de eficiência no fundamento.

BRASIL
O Brasil fez uma partida abaixo do esperado na grande final. A fraqueza no bloqueio comprometeu o sistema defensivo. Algo já esperado, dado o restrospecto na competição. Apenas contra as favoritas seleções russa e francesa, o desempenho no fundamento teve um nível excelente.

No entanto, o Brasil foi além das expectativas e o vice-campeonato é bem-vindo. Claro que é frustrante chegar na decisão e perder. Ainda mais, pela segunda vez consecutiva, para o mesmo adversário de 4 anos atrás. Porém, diante dos problemas de contusão e dos desfalques do Brasil, o resultado final pode ser considerado satisfatório.

A CAMPANHA DO TÍTULO
1ª FASE
Cuba 1×3 Polônia 18/25, 19/25, 25/21, 14/25
Porto Rico 0x3 Polônia 14/25, 12/25, 15/25
Polônia 3×1 Finlândia 25/20, 26/28, 25/16, 25/15
Irã 0x3 Polônia 21/25, 20/25, 22/25
Bulgária 1×3 Polônia 14/25, 25/23, 22/25, 23/25
2ª FASE
Polônia 2×3 Argentina 25/16, 19/25, 23/25, 25/23, 14/16
Polônia 1×3 França 15/25, 18/25, 25/23, 18/25
Polônia 3×0 Sérvia 25/17, 25/16, 25/14
FINAL SIX
Polônia 3×0 Sérvia 28/26, 28/26, 25/22
Itália 3×2 Polônia 14/25, 25/21, 18/25, 25/17, 15/11
SEMI-FINAL
Polônia 3×2 EUA 25/22, 20/25, 23/25, 25/20, 15/11
FINAL
Brasil 0x3 Polônia 26/28, 20/25, 23/25

image
O oposto Kurek e o central Nowakowski em comemoração do título/Divulgação FIVB

 

SELEÇÃO FEMININA BATE DOMINICANAS NO MUNDIAL

image

A seleção feminina de vôlei venceu seu segundo compromisso no Campeonato Mundial de Vôlei. Jogando contra a República Dominicana, em jogo válido pela segunda rodada do grupo D, as brasileiras derrotaram as dominicanas por 3×0, com parciais de 25/15, 25/20, 25/22.

O destaque da seleção brasileira na partida foi a eficiência no bloqueio. Ao todo, foram 14 pontos no fundamento, uma média de quase 5 pontos por set. A ponteira Gabi foi a maior pontuadora do jogo, com 15 pontos, sendo 14 de ataque e 1 de saque. Pela República Dominicana, a oposta Gonzalez anotou 10 pontos.

Na próxima rodada do grupo D, o Brasil faz um confronto decisivo contra a Sérvia. O jogo é logo mais, a partir das 7h20 da manhã, com transmissão do SPORTV.

RESUMO
O Brasil começou o jogo cometendo erros infantis. As dominicanas chegaram a abrir 4 pontos de vantagem. Aos poucos, as brasileiras entraram no jogo explorando a deficiência das dominicanas na recepção. O sistema defensivo do Brasil era preponderante. As brasileiras confirmavam os contra-ataques e a República Dominicana estava completamente desorientada com o volume de jogo brasileiro. Sem dificuldade, o Brasil venceu o 1º set, 25/15.

Na segunda parcial, a linha de recepção dominicana ficou mais estável. No entanto, com pouca inteligência, faltava paciência no ataque. O Brasil não deixava as dominicanas jogarem. O técnico da República Dominicana, Marcos Kwiek trocou metade do time. Não teve jeito, as brasileiras eram superiores, apesar da melhora substancial da República Dominicana, 25/20.

No 3º set, o técnico da República Dominicana inverteu a rede, pela terceira vez no jogo, com uma terceira opção. A estratégia deu certo e o ataque dominicano ganhou consistência, com uma maior variação da levantadora Marte. As dominicanas chegaram a abrir 3 pontos de frente.

O bloqueio do Brasil perdeu rendimento. O técnico brasileiro José Roberto Guimarães colocou a central Adenízia no jogo. Deu certo. Adenízia fez 3 pontos de bloqueio e recolocou o Brasil no páreo. A República Dominicana não confirmou a virada de bola e o Brasil teve o match point, 25/22.

BRASIL Dani Lins (0), Tandara (14), Bia (5), Carol (3), Gabi (15), Garay (11), Suelen (0). Entraram: Roberta (0), Rosamaria (5), Natália (0), Adenízia (3). Técnico: José Roberto Guimarães.

REP. DOMINICANA Marte (1), Gonzalez (10), Valdez (4), Jineiry Martinez (1), De La Cruz (6), Brayelin Martinez (7), Castillo (0). Entraram: Rivera (3), Eve (6), Dominguez (0), Mambru (0), Peña (9). Técnico: Marcos Kwiek

OUTROS RESULTADOS
Grupo A Camarões 0x3 Alemanha 14/25, 10/25, 16/25
Grupo A Argentina 0x3 México 20/25, 23/25, 23/25
Grupo A Japão 2×3 Holanda 25/27, 25/16, 26/28, 25/19, 13/15
Grupo B Canadá 0x3 Itália 15/25, 15/25, 18/25
Grupo B Cuba 0x3 Bulgária 10/25, 20/25, 14/25
Grupo B Turquia 0x3 China 18/25, 23/25, 23/25
Grupo C EUA 3×0 Trinidad Tobago 25/11, 25/11, 25/11
Grupo C Azerbaijão 3×1 Coréia do Sul 25/18, 25/18, 23/25, 25/18
Grupo C Tailândia 2×3 Rússia 25/21, 25/17, 13/25, 21/25, 9/15
Grupo D Cazaquistão 0x3 Porto Rico 21/25, 15/25, 22/25
Grupo D Quênia 0x3 Sérvia 16/25, 9/25, 8/25

image
O bloqueio brasileiro, responsável por 14 pontos no jogo/Divulgação FIVB