NO TIE-BREAK, BRASIL ELIMINA O JAPÃO

Em partida válida pelas quartas de final, o Brasil suou para eliminar o Japão no Mundial feminino de vôlei 2022. Jogando em Apeldoorn, na Holanda, as brasileiras precisaram do tie-break, para virar o jogo contra as japonesas, em 3×2, com parciais de 18/25, 18/25, 25/22, 27/25, 15/13. A ponteira Gabi do Brasil foi a maior pontuadora do confronto, com 25 pontos. Pelo Japão, Hayashi marcou 21 pontos. Com o resultado, o Brasil devolveu a derrota na 1ª fase do Mundial para o Japão, além de conquistar classificação para semifinais do torneio. Na próxima fase da competição, as brasileiras enfrentam a Itália, nesta quinta-feira, 13 de Outubro, às 15h, valendo vaga na final. A partida terá transmissão do SPORTV 2.

A ponteira Gabi teve 35% de aproveitamento no ataque contra o Japão/Divulgação FIVB

O JOGO

O Brasil começou o jogo errando muito. O Japão sacava melhor e aproveitava os contra-ataques, com muito volume de jogo no fundo de quadra. José Roberto Guimarães tirou a ponteira Pri Daroit da partida e inverteu o 5×1. Deu certo! O Brasil esboçou uma reação, ao encostar no placar. Mas não teve jeito, o Japão retomou a sua melhor performance na parcial, fechando o 1º set, em 25/18.

A segunda parcial iniciou com o Japão no mesmo ritmo. Pela 2ª vez na partida, Rosamaria entrou no lugar de Pri Daroit. O Brasil melhorou, mas o Japão continuava na frente. O bloqueio brasileiro não achava o ataque do Japão. A levantadora japonesa jogava com o passe na mão. Além disso, as brasileiras erravam demasiadamente. José Roberto Guimarães inverteu o 5×1 novamente no jogo. Com vantagem confortável no placar, o Japão fez 2×0, com 25/18.

O Brasil começou a terceira parcial com Lorenne e Roberta no lugar de Tainara e Macris, respectivamente. Pela primeira vez na partida, o Brasil assumiu a liderança no placar. As japonesas cediam pontos em erros. O serviço brasileiro finalmente entrou na partida. A ponteira japonesa Koga entrou no lugar de Inoue. O Japão apostava no saque curto. O Brasil ganhava os rallys. Em um ataque da central Carol Gattaz, o Brasil fechou a parcial, em 25/22.

A quarta parcial iniciou com erros das duas seleções. As japonesas abriram uma vantagem de três pontos no placar. Na sequência, o Brasil conseguiu empatar. O Japão abriu nova frente de três pontos. O Brasil empatou a partida novamente. A parcial era disputada ponto a ponto. Mais uma vez no jogo, o Japão apostava no saque curto. Gabi resolvia os problemas brasileiros no ataque, com 10 pontos no fundamento somente na quarta parcial. A diferença da parcial estava no números de erros do serviço japonês, 4 no total. 27/25 para o Brasil.

No tie-break, o Brasil sacava melhor do que o Japão. Mas, as atacantes japonesas definiam os pontos com mais eficiência que as brasileiras. O Japão acreditava em todas as bolas. Mais uma vez na partida, a parcial era disputada ponto a ponto. Finalmente, o volume de jogo do Brasil apareceu. O saque curto japonês fazia efeito, atrasando o ataque brasileiro. O Brasil abriu três pontos de vantagem. O Japão salvou dois match points do Brasil, mas em um erro de contra-ataque japonês, as brasileiras fecharam o jogo, em 15/13.

🇧🇷 BRASIL Macris (0), Tainara (5), Gabi (25), Pri Daroit (1), Carol (13), Carol Gattaz (14), Natinha (L). Entraram: Rosamaria (13), Roberta (0), Kisy (1), Nyeme (L), Lorenne (12). Técnico: José Roberto Guimarães

🇯🇵 JAPÃO Seki (1), Hayashi (21), Ishikawa (18), Inoue (16), Yamada (19), Shimamura (6), Fukudome (L). Entraram: Miyabe (0), Yoshino (0), Koga (2), Airi (0). Técnico: Manabe

A seleção brasileira encontrou dificuldades para bater o Japão/Divulgação FIVB

PÓS – JOGO

Ao final do confronto, a ponteira Gabi falou sobre a partida, em entrevista para a FIVB. “Ainda não consigo acreditar no que minha equipe fez hoje. Estou tão orgulhosa das meninas! Realmente não saímos da partida por um segundo, embora tenhamos começado um pouco nervosas. Parabéns ao Japão! Eles estão fazendo um trabalho incrível! O que eles fizeram neste torneio foi inacreditável. Mas hoje fomos tão resistentes. Estávamos perdendo por 2 a 0 e depois voltamos para vencer por 3 a 2, acreditando o tempo todo e as meninas vindo do banco e ajudando o tempo todo. E a todos os brasileiros que vêm aqui e nos dão toda essa energia, muito obrigado! Espero ver todos na semifinal aqui novamente, porque realmente faz a diferença.”

Gabi foi a bola de desafogo do Brasil contra o Japão/Divulgação FIVB

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