O BALANÇO DO MUNDIAL MASCULINO 2022

Chegou ao fim, no último domingo, em Katowice, na Polônia, o Mundial masculino de vôlei 2022. A Itália foi a grande campeã da competição, após um hiato de 24 anos. Foi o quarto título mundial italiano. O Brasil terminou o torneio no pódio, em 3º lugar. Já para os poloneses, ficou um gosto amargo, depois de perder a chance de igualar o feito de brasileiros e italianos, com três títulos mundiais consecutivos. Leia na sequência, um balanço do Mundial masculino 2022.

SELEÇÃO BRASILEIRA

A julgar pelo desempenho na VNL 2022, além dos problemas de lesão, o saldo para os brasileiros no Mundial foi positivo. A conquista do bronze na competição foi relevante, depois da decepção na Olimpíada de Tóquio. O retorno do campeão olímpico Wallace, após lesão do oposto Alan, foi crucial para a conquista da medalha. Já o ponteiro Leal, apesar de uma semifinal abaixo para os seus padrões, foi o melhor jogador brasileiro no Mundial. Embora a medalha de bronze deva ser comemorada, o Brasil precisa avançar no processo de renovação. A Itália, campeã do Mundial 2022, com um trabalho de base estruturado, serve como exemplo.

Os brasileiros terminaram o Mundial 2022 em 3º lugar/Divulgação FIVB

SELEÇÃO DO CAMPEONATO

Falando nos campeões mundiais, ficou estranho para a FIVB, a não inclusão do ponteiro italiano Lavia na seleção do campeonato. Ele foi o melhor jogador da Itália durante toda a competição. Dado o desempenho do levantador Gianelli da Itália na decisão do título, a escolha de Lavia como MVP do Mundial seria questionável. Porém, a sua ausência da seleção do Mundial pegou muito mal para a FIVB.

Não foi somente essa escolha da FIVB considerada pelo blog incongruente, teve mais! Por exemplo, após um desempenho ruim na final, o polonês Kurek foi eleito o melhor oposto do Mundial. E ainda, como explicar a presença do central italiano Galassi na seleção do Mundial, após sair da decisão do título, na segunda parcial, zerado na pontuação?

O ponteiro Leal do Brasil fez parte da seleção do Mundial/Divulgação FIVB

DECEPÇÕES

Como em toda competição de alto nível, sempre existem as decepções. Sem sombra de dúvidas, Canadá e Bulgária disputam palmo a palmo quem foi pior no Mundial 2022. Os búlgaros pouparam seus principais jogadores da VNL 22. Resultado: chegaram no Mundial sem ritmo de jogo. Conseguiram perder para o México.

Já os canadenses, tentaram realizar uma renovação sem planejamento viável durante o Mundial. Resultado: no jogo decisivo na fase de grupos, foram derrotados pela Turquia, uma das surpresas do campeonato.

Também houveram decepções no campo dos favoritos. França e Estados Unidos sequer conseguiram subir no pódio. Os franceses, atuais campeões olímpicos, foram eliminados pelos italianos, nas quartas de final. Já os norte-americanos, foram derrotados pelos poloneses, donos da casa, também nas quartas de final.

CRITÉRIOS DE ARBITRAGEM

Sobre essa eliminação francesa existe uma questão importante! No jogo decisivo com a Itália, uma marcação duvidosa da arbitragem mudou a história da partida. O juiz do confronto considerou dois toques uma bola empurrada pelo jogador francês, durante um rally decisivo da quarta parcial. O problema da marcação foi a falta de critério da arbitragem. O congresso técnico da FIVB deverá de alguma forma resolver essa questão, porque a falta de critério da arbitragem é latente.

PRIVILÉGIO ANFITRIÃO

Como todos sabem, o Mundial 2022 estava previsto para acontecer na Rússia. A guerra na Ucrânia mudou a sede da competição. Na última hora, a FIVB escolheu a Polônia e a Eslovênia para receber o torneio. Poderia ter sido menos óbvia, mas não deveria ter alternativas. Dito isso, fica claro que o formato de disputa do Mundial precisa ser reavaliado. Os anfitriões não podem ter privilégios para além de jogar com torcida a seu favor. Colocar Polônia e Eslovênia, como cabeças de chave na fase eliminatória, independentemente da posição na 1ª fase, foi um absurdo. Dessa vez, passou batido pelas circunstâncias da troca de sede do Mundial, mas em 2026, a pressão por mudanças será grande.

A Polônia recebeu o segundo Mundial de vôlei, em menos de 8 anos, graças à guerra na Ucrânia/Divulgação FIVB

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