A 1ª SEMANA DA VNL FEMININA 2022

Teve fim a primeira semana de competições da Liga das Nações feminina de vôlei 2022. Após 4 jogos para cada seleção, o Japão lidera o torneio de forma invicta. O Brasil aparece entre os sete primeiros classificados com 3 vitórias e uma derrota. A seleção brasileira feminina foi superada no último jogo pelos Estados Unidos, por 3×0. Dividem a mesma posição com o Brasil, com campanha idêntica, as seleções da China, Estados Unidos, Turquia, Tailândia, Sérvia e Polônia. Confira abaixo alguns destaques da primeira semana da VNL feminina 22.

BLOQUEIO BRASILEIRO

Apesar de um rendimento médio na partida contra os Estados Unidos, com 8 pontos no total, o bloqueio brasileiro foi o grande responsável pelas três vitórias na competição. A central Carol, vice-campeã olímpica em Tóquio, foi o destaque no fundamento. Ela lidera de longe as estatísticas de bloqueio da VNL 22, com 24 pontos diretos no fundamento. A central Diana também aparece entre as trinta primeiras colocadas, com 6 pontos de bloqueio, em somente 2 jogos.

SELEÇÕES ASIÁTICAS

Eliminadas na 1ª fase dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Japão e China voltaram com tudo. Liderando a competição, com 4 vitórias em 4 jogos, o Japão apresentou ao mundo duas novas levantadoras velozes, que podem fazer o torcedor mais fanático esquecer Takeshita. A bola de ataque japonesa sempre foi rápida, mas nesses primeiros quatro jogos da VNL, ficou claro o que pretende o técnico Manabe, no seu retorno ao comando técnico do Japão.

A levantadora japonesa Seki/Volleyball World/Divulgação FIVB

Quem viu os jogos do Japão, percebeu que o levantamento nipônico praticamente não possui parábola, quão rápido é o seu ataque. Além disso, outro destaque japonês até o momento é a líbero Kojima. Ela fez defesas inacreditáveis nos confrontos contra Estados Unidos, República Dominicana, Alemanha e Coreia do Sul. Para completar, o bloqueio japonês, deu o ar da graça. Tradicionalmente seu pior fundamento, o bloqueio do Japão também foi muito bem nessa primeira semana, com destaque para a central Shimamura.

O bloqueio japonês trabalhou bem na primeira semana de VNL/Volleyball World/Divulgação FIVB

Outras duas seleções asiáticas também foram bem na primeira semana de VNL. São elas: Tailândia e China. As chinesas parecem querer apagar a má impressão deixada nos Jogos de Tóquio. Com novo técnico, com força no ataque da oposta Gong, a China agora conta com uma madura e decisiva ponteira: a jovem Yang Yang Li. Apesar disso, a China foi superada no confronto com a Tailândia, sua única derrota na competição.

Falando nas tailandesas, é sempre bom destacar o empenho dessa seleção. Em busca da sonhada vaga olímpica, a Tailândia joga as suas fichas no ranking. Sabe que dificilmente conseguirá a classificação olímpica no Pré-Olímpico 2023. Seu principal adversário para esse objetivo é o Japão. Essa consciência pode explicar a excelente campanha até agora na VNL, com vitórias sobre Bulgária, Sérvia e China.

COMEÇO RUIM

No quesito decepção, até o momento, duas seleções se destacam: Holanda e República Dominicana. Com equipes mistas, poupando suas principais atletas, as duas seleções parecem mais preocupadas com o Mundial 2022. Tanto holandesas, quanto dominicanas, perderam todos os seus 4 jogos na primeira semana de VNL. Para quem viu os jogos dessas seleções, o caso dominicano parece mais grave. Já a Holanda, ainda possui margem para recuperação. Mas é bom todas duas seleções acordarem o mais rápido possível, se ainda querem estar nas finais da competição.

SURPRESA

Como dito acima, sobre o fator ranking, uma das surpresas da competição é o Canadá. Com duas vitórias por 3×0, sobre República Dominicana e Coreia do Sul, as canadenses sabem assim como a Tailândia, que sua chance de estar nos Jogos de Paris é pelo ranking. Não fosse a modificação do processo qualificatório, pela FIVB e pelo COI, eu diria que o Canadá teria grandes chances de disputar os Jogos de Paris 2024, desbancando a República Dominicana. Mas, com a modificação, o Canadá é grande favorito para estar nos Jogos de Los Angeles, em 2028.

O Canadá é sério candidato a retornar aos Jogos Olímpicos. A última participação foi em Atlanta 1996/Volleyball World/Divulgação FIVB

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