A MAIOR SURPRESA DA HISTÓRIA DO GRAND PRIX

A Holanda conquistou o Grand Prix 2007/Divulgação FIVB/China Daily

Há 15 anos atrás, o mundo do voleibol feminino foi surpreendido! Quem havia ficado assustado com a conquista italiana do Mundial 2002, não esperava por outra competição fora do script tão cedo. Para espanto geral, sob o comando da oposta Manon Flier, a Holanda venceu o Grand Prix 2007. Até então, em uma competição dominada pelo Brasil, nunca uma seleção considerada do segundo escalão havia conquistado o Grand Prix. Para se ter uma ideia do ineditismo deste resultado, até os dias de hoje, após a vitória da Holanda em 2007, Brasil e Estados Unidos se revezam no lugar mais alto do pódio desse torneio. Claro, se considerarmos a Liga das Nações como substituta natural dessa competição.

ANTECEDENTES

A Holanda sempre foi uma seleção que deu trabalho para as potências da modalidade. Entretanto, nunca havia conquistado um título mundial no naipe feminino. Seu melhor resultado, havia sido a vitória no Europeu de 1995, dentro de casa. Naquele ano de 2007, a seleção holandesa vinha de uma boa campanha no Mundial 2006. Apesar do 8º lugar, fez um jogo duro contra o Brasil na 1ª fase, além de bater a China, campeã olímpica em 2004, por 3×2, na 2ª fase.

1ª FASE DO GRAND PRIX 2007

Na 1ª fase do Grand Prix 2007, as holandesas começaram muito mal na competição. Na primeira semana, em Verona na Itália, foram presas fáceis para italianas e brasileiras, com duas derrotas por 3×0. Na segunda semana, novo revés para o Brasil, por 3×0, além de uma vitória suada sobre o Japão, em Tóquio, por 3×2. Quem viu os jogos da Holanda contra o Brasil na 1ª fase, jamais poderia imaginar que a Holanda ganharia a competição, duas semanas depois. Nesse link você pode acessar a partida da segunda semana entre Brasil x Holanda, em Tóquio.

Na sequência do torneio, a Holanda encaixou o seu time, com uma mudança de levantadoras. A jovem Kim Staelens assumiu a posição no lugar da veterana Riette Fledderus. A mudança deu tão certo, que a seleção do técnico Avital Selinger, vice-campeão olímpico como jogador, conquistou 5 vitórias consecutivas, desbancando Estados Unidos e Cuba da fase final.

FINAIS

As finais do Grand Prix 2007 foram disputadas em Ningbo, na China. A Holanda iniciou a fase final, em grande estilo, com uma vitória sobre as chinesas, por 3×2. Foi um recado para as outras seleções! No segundo dos jogos das finais, mesmo contra a Itália liderada pela cubana Aguero, a Holanda devolveu a derrota de Verona na 1ª fase, com um triunfo por 3×1.

O caminho para o título ficou aberto após o terceiro jogo das finais. Diante do Brasil, a Holanda bateu o atual tricampeão consecutivo do Grand Prix (2004, 2005, 2006), no tie-break. Foi a primeira vitória da Holanda contra o Brasil na história, em jogos oficiais! Com os resultados daquela rodada, as holandesas lideravam a fase final com três vitórias, seguidas de perto pela China, com duas vitórias.

A confirmação da arrancada histórica holandesa no Grand Prix, veio contra Polônia e Rússia. Primeiro, no jogo teoricamente mais tranquilo das finais, a Holanda bateu a Polônia, por 3×0, pela 4ª rodada. Já o jogo do título contra a atual campeã mundial Rússia (2006) poderia colocar tudo a perder, em caso de derrota. Mas, sem ficar intimidada, a Holanda bateu as gigantes russas por 3×2, com parciais de 21/25, 25/18, 25/13, 20/25, 15/8. No link abaixo, você pode acessar esse jogo histórico para o voleibol feminino holandês.

A MULHER VOADORA

A oposta holandesa Manon Flier

A conquista surpreendente da Holanda não seria possível sem a performance da oposta Manon Flier. Eleita a MVP – melhor jogadora do Grand Prix 2007, Flier subiu o nível de sua seleção. Após o título, a Holanda passou a ser mais respeitada por outros países. Além disso, sempre há um certo receio e expectativa de repetição de uma nova arrancada, como quase ocorreu nos Jogos do Rio 2016.

Particularmente sobre a oposta Manon Flier, ficou uma lembrança sobre a conquista do Grand Prix 2007. Ela ganhou o apelido carinhoso da torcida holandesa e da imprensa de “Mulher Voadora”, em uma alusão ao seu nome. Na pronúncia, o nome de Flier remete ao verbo to fly no infinitivo do inglês, que significa voar. Vem daí, o apelido de “Mulher Voadora”. Quando será que veremos o próximo voo da seleção holandesa?

Manon Flier aposentou-se da sua seleção às vésperas dos Jogos do Rio 2016

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