A DESPEDIDA DE SHEILLA DAS QUADRAS

Acabou! Sheilla Castro, uma das maiores jogadores da história do voleibol brasileiro encerrou a carreira. Despediu-se das quadras na última edição da Liga profissional americana. A bicampeã olímpica agora planeja seguir no esporte como treinadora. O primeiro passo já foi dado. Sheilla integra a comissão técnica do Minas Tênis Clube, uma das potências olímpicas do Brasil.

INÍCIO

Foi no mesmo Minas Tênis Clube que a mineira de Belo Horizonte começou a carreira profissional. Poderia ter seguido os passos da também mineira Érika Coimbra. Ambas reveladas pelo Mackenzie, clube de Belo Horizonte, a oposto Sheila e a ponteira Érika receberam convites do técnico Bernardinho para defender o Rexona. Em 1997, Érika aceitou o convite de Bernardinho, já Sheilla, 4 anos mais tarde, preferiu o Minas.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Desde cedo, Sheilla defendeu a camisa da seleção brasileira. Após uma debandada de jogadoras experientes, em 2002, aos 19 anos, Sheilla se viu como oposta titular do Brasil. Dois anos mais tarde, com a volta dessas jogadoras, Sheilla perdeu espaço na seleção. Ficou de fora dos Jogos Olímpicos de Atenas. Com a ascensão de Mari na posição de oposto, muitos não acreditavam no seu sucesso na seleção.

CARREIRA INTERNACIONAL

Desprestigiada no Brasil, Sheilla deixou o Minas para jogar no voleibol italiano, após os Jogos Olímpicos de Atenas. Sob olhares de grandes estrelas internacionais da modalidade, Sheilla amadureceu, sendo novamente convocada para defender o Brasil pelo técnico José Roberto Guimarães. Além disso, a empreitada internacional não parou. Com a camisa do Pesaro da Itália, ao lado da agora ponteira Mari, sob o comando de José Roberto Guimarães, foi campeã italiana.

PEQUIM 2008

Como dito acima, Sheilla e sua amiga Mari jogavam na mesma posição. A temporada de clubes na Itália serviu para treinar Mari na recepção, como ponteira, em um esquenta dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Em uma decisão corajosa, José Roberto Guimarães efetivou Mari como ponteira. As duas amigas juntas em quadra, cada uma em sua posição, foram campeãs olímpicas em Pequim, em uma campanha impecável.

MATCH POINTS

Quem acreditava que Sheilla já havia alcançado a glória, com a conquista do ouro em Pequim, não imaginava o que estava por vir. Já sem a amiga Mari na seleção, cortada às vésperas dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Sheilla viveu o grande momento da carreira defendendo o Brasil. Após uma 1ª fase complicada, o Brasil tinha pela frente nas quartas-de-final, seu principal carrasco, a Rússia. Em um jogo histórico, Sheilla salvou vários match points no tie-break, o Brasil eliminou as russas, abrindo o caminho para o bicampeonato olímpico.

CARACTERÍSTICAS

Como oposto, Sheilla sempre foi uma jogadora habilidosa. Com estatura de 1,85m, Sheilla não era muita alta para os padrões internacionais da modalidade, mas compensava com muita técnica. Suas bolas na saída de rede eram rápidas. Seu ataque potente e certeiro. Sheilla também tinha um excelente serviço. Quantas vezes assistimos um jogo do Brasil, com boas passagens de Sheilla no saque? Seja aonde for, Sheilla Castro deixará saudades na torcida brasileira.

Sheilla Castro no serviço/Divulgação FIVB

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