O FIM DO DOMÍNIO DA NESTLÉ NA SUPERLIGA FEMININA

Durante as três primeiras temporadas da Superliga Feminina, a competição tinha um dono: a Nestlé. Sob o nome fantasia de Leite Moça e mais tarde Leites Nestlé, a equipe sediada em Sorocaba, interior de São Paulo, foi bicampeã nacional, sendo uma delas invicta, na temporada 95/96.

Nem mesmo o ranking de atletas foi capaz de quebrar essa hegemonia. Várias atletas de seleção passaram pelo time como: Fernanda Venturini, Ana Moser, Ana Paula, entre outras. Porém, após a terceira conquista de título em abril de 1997, as coisas começaram a mudar.

MUDANÇA DE SEDE

Primeiramente, a Nestlé trocou a sede do projeto em 1996. Saiu de Sorocaba para Jundiaí, ambas no interior de São Paulo. Além disso, para a temporada 1997/1998, a Nestlé perdeu a sua grande estrela e líder: a levantadora Fernanda Venturini. Até então, ter a levantadora no comando do time era meio caminho andando para a conquista do título. Seduzida pelo novo projeto do marido Bernardinho, a medalhista de bronze em Atlanta disse adeus para a Nestlé.

A levantadora Fernanda Venturini trocou o Nestlé pelo Rexona na temporada 1997/1998

UM NOVO RIVAL

Dito isso, finalmente, a Superliga Feminina havia encontrado um rival à altura da Nestlé: o Rexona de Bernardinho. Tudo começou durante os Jogos de Atlanta em 1996. Após a grande campanha brasileira na Olimpíada, com a conquista da primeira medalha olímpica do vôlei feminino, Bernardinho conseguiu um grande patrocinador: a multinacional anglo-holandesa Unilever. Sediada em Curitiba, a equipe denominada Rexona era um investimento de longo prazo.

Para a temporada 1997/1998, sob a liderança de Fernanda Venturini e Bernardinho, várias jovens atletas encabeçavam o projeto como Érika Coimbra, Raquel Pelucci, Valeskinha. Além disso, a equipe contava com os reforços das holandesas Erna Brinkmann e Cintha Boersman. Como dito acima, a princípio, o objetivo não era a conquista do título logo de cara. Porém, ele veio!

A equipe do Rexona no Jardim Botânico de Curitiba

TEMPORADA 1997/1998

Em uma temporada experimental, onde as regras do jogo estavam em transição para o que conhecemos hoje, o Rexona encerrou a fase regular na liderança da competição, com duas derrotas, em 22 jogos. As duas derrotas foram justamente para a Nestlé. Nas fases eliminatórias, o Rexona superou o Estrela do Oeste de Divinópolis e o MRV/Minas de Pirv. Já o Nestlé passou por BCN/Osasco e Mappin/Pinheiros.

O técnico Bernardinho durante jogo da Superliga Feminina 1997/1998

FINAIS

No primeiro jogo das finais, parecia que o Leites Nestlé conseguiria manter a hegemonia na competição. Com grande performance de Virna, venceu a partida por um acachapante 3×0. No entanto, a série melhor de cinco jogos sofreria uma virada em Curitiba nos jogos 2 e 3. Bernardinho modificou sua equipe utilizando as jovens reservas Raquel e Valeskinha.

Com duas vitórias por 3×2, o Rexona chegaria ao jogo 4 em condições de conquista do seu primeiro título de Superliga Feminina. Dito e feito. Em mais um triunfo por 3×2, dessa vez em Jundiaí, o Rexona conquistou o seu primeiro título. No link abaixo você confere a íntegra do jogo 4 das finais da Superliga Feminina 1997/1998.

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