EM JOGAÇO, BRASIL DERROTA FRANÇA

O bloqueio brasileiro foi o destaque do jogo/Divulgação FIVB

Pela última rodada da fase classificatória dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em partida válida pelo grupo B, o Brasil bateu a França. Em partida eletrizante, os brasileiros derrotaram os franceses, por 3×2, com parciais de 25/22, 37/39, 25/17, 21/25, 20/18. Com o resultado, o Brasil garantiu a vice-liderança do grupo B com 10 pontos. O oposto Wallace foi o maior pontuador brasileiro no confronto, com 23 pontos. O ponteiro francês Ngapeth foi o destaque da partida na pontuação com 29 pontos.

Após a partida, o levantador Bruninho comentou sobre o jogo, em entrevista na área de imprensa para o SPORTV. “Estamos numa crescente. Estou otimista e orgulhoso do time que luta o tempo inteiro. Apesar da confiança, o time sabe que ainda existem alguns pontos a serem melhorados e pedem atenção para não deixar com que jogos escapem novamente, o que pode ser fatal em uma fase eliminatória”.

Na próxima fase da competição, o Brasil enfrenta o 2º colocado ou 3º colocado do grupo A. No momento, Itália e Canadá são as seleções colocadas nessa posição. Para saber qual seleção será o adversária do Brasil é preciso esperar o sorteio da FIVB. De qualquer forma, a fase quartas-de-final da Olimpíada 2020 acontece na próxima terça-feira, 3 de Agosto, em Tóquio.

O entrosamento entre Bruninho e Lucão foi outro ponto alto da partida/Divulgação FIVB

O JOGO

O Brasil começou o jogo errando muito no saque. Quando o seu serviço entrou, o bloqueio apareceu. A virada de bola brasileira era eficiente. O volume de jogo das duas seleções era grande. Forçando muito no serviço, sem resultado, a França apostava no saque híbrido. O central Lucão era o destaque do Brasil no jogo. Sem saída, a França apostou na inversão de 5×1. Sem alternativa, com 4 pontos de desvantagem no placar, a França foi para o tudo ou nada no serviço, perdendo a primeira parcial para o Brasil.

A segunda parcial começou com erros de ataque das duas seleções. Aos poucos, a virada de bola da França melhorou. Os franceses venciam os rallys. O Brasil perdeu a sua concentração. Com acerto no serviço, os brasileiros voltaram para o jogo. Os levantadores das duas seleções davam show de distribuição e variação, trocando bolas no ataque. Os franceses eram melhores do que os brasileiros. Douglas Souza entrou no jogo. Os brasileiros conseguiram empatar o set no bloqueio. O Brasil fez uma inversão de 5×1. As duas seleções eram eficientes na virada de bola. A França teve 12 set points. O 2º set durou mais de 50 minutos, com 39/37 para a França.

O Brasil voltou melhor na terceira parcial. Com muito volume jogo, superior ao da França, os brasileiros aproveitavam todos os contra-ataques. A distribuição de Bruninho era perfeita, recolocando Leal no jogo. O entrosamento dele com Lucão foi o destaque na virada de bola. O bloqueio francês estava perdido. O Brasil jogava tão bem, que obrigou o técnico francês a trocar várias de suas peças. No fim, vitória brasileira, por 25/17.

No 4º set, o Brasil manteve o seu ritmo, abrindo 5 pontos de vantagem no placar. A França reagiu com muito volume de jogo. Os brasileiros tiveram alguns apagões, em momentos importantes da parcial. Os franceses sacavam melhor do que o Brasil. Até aquele momento, a diferença da partida estava no número de erros no serviço. Dessa vez, portanto, contra o Brasil. A França conseguiu fechar a parcial em 25/21 e o jogo foi para o tie-break.

No set desempate, novamente, o Brasil abriu vantagem considerável no placar e permitiu a reação da França. O jogo era eletrizante com momentos de suspense nos pedidos de desafio. Mais uma vez, os erros no serviço foram decisivos. As duas seleções tiveram várias chances de match point. No fim, com 20/18, deu Brasil.

🇧🇷BRASIL Bruninho (3), Wallace (23), Leal (20), Lucarelli (21), Lucão (19), Maurício Souza (7), Thales (L). Entraram: Maurício Borges (0), Cachopa (0), Alan (1), Douglas Souza (2). Técnico: Renan Dal Zotto

🇫🇷FRANÇA Toniutti (0), Patry (22), Ngapeth (29), Clevenot (16), Le Goff (9), Chinenyeze (8), Grebennikov (L). Entraram: Brizard (1), Boyer (3), Loauti (1), Bultor (0), Tillie (1). Técnico: Laurent Tillie

O coletivo brasileiro funcionou no ataque/Divulgação FIVB

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