A ORIGEM DA INTERFERÊNCIA DA TECNOLOGIA NO VÔLEI

O uso de tecnologia como auxílio para resolver marcações controversas no tênis existe há quase duas décadas. No vôlei, o recurso foi introduzido há menos de dez anos. O blog não encontrou a data correta do registro da utilização da tecnologia de forma oficial. Porém, em 2009, na final da Liga Mundial entre Brasil e Sérvia, a tecnologia reverteu uma decisão da arbitragem na quarta parcial da decisão do título.

Para compreender o contexto do jogo, e a polêmica em torno do uso da tecnologia, é necessário contar um pouco sobre as expectativas da partida. Há 12 anos atrás, Brasil e Sérvia decidiam o título da Liga Mundial, pela terceira vez na história. Nas outras vezes, em que isso ocorreu, o Brasil saiu vencedor em 2003, em Madri, na Espanha, e em 2005, em Belgrado, dentro da Sérvia. Em 2009, a final na cidade de Belgrado, se repetiu, pela 2ª vez na capital da Sérvia.

Os sérvios estavam com os brasileiros entalados na garganta. Nas duas vezes em que perderam as finais para o Brasil, as derrotas ocorreram de forma icônica. Em 2003, o título foi decidido em um tie-break dramático. A parcial normalmente de tiro curto, no total de 15 pontos, foi encerrada apenas, com o placar marcando 31/29, a favor do Brasil. Já em 2005, em plena casa dos sérvios, o Brasil dominou o jogo final, de maneira indiscutível, com uma incrível e histórica performance no bloqueio.

Além disso, o Brasil já havia conquistado a Liga Mundial por sete vezes. O país iniciava um processo de renovação, após a aposentadoria de algumas peças importantes da geração inesquecível anterior. No entanto, para os brasileiros, aquela final tinha um caráter especial. No caso de uma oitava conquista da Liga Mundial, o Brasil empataria com a Itália no número de títulos da competição.

No dia da final de 2009, o clima no ginásio era de guerra. Realmente, os sérvios não queriam perder a chance de vencer a Liga Mundial pela 1ª vez, pela terceira vez para o Brasil. Segundo relatos dos jogadores brasileiros na época, a quadra do jogo virou um campo de batalha. Quando o placar apontava 2×1 para o Brasil, com 21×21 no placar, no 4º set, o juiz holandês Loderus, não viu o toque da bola no corpo do oposto Miljkovic, após uma ação de ataque. Deu-se a polêmica.

Com uso da tecnologia de vídeo, a mesa do jogo apontou que a marcação do árbitro estava equivocada. O ponto foi dado ao Brasil. Foi o bastante para acender o barril de pólvora no ginásio. Mesmo com a marcação, o Brasil perdeu a quarta parcial, por 25/23. O jogo foi para o tie-break. O Brasil venceu o jogo com 15/12 na quinta parcial, após um ataque certeiro de Giba. Sendo esse, o primeiro registro de utilização da tecnologia para definir marcações da arbitragem, em partidas de seleções do voleibol internacional.

Um líbero foi eleito MVP, pela 1ª vez. No caso, Serginho do Brasil. A Sérvia foi conquistar o seu primeiro título de Liga Mundial em 2016, às vésperas da Rio 2016, contra o Brasil, porém não conseguiu classificação para os Jogos. No link abaixo, você acessa os momentos decisivos da final da Liga Mundial 2009, entre brasileiros e sérvios.

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