A PRÉVIA OLÍMPICA

Foram definidos os 12 países participantes da modalidade voleibol nos Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano, nos dois naipes. No começo de Janeiro de 2020, 5 vagas olímpicas estiveram em disputa ao redor do globo em Pré-Olímpicos Continentais. Na categoria feminina conquistaram a classificação para às Olimpíadas as seleções da Turquia, Coréia do Sul, República Dominicana, Argentina e Quênia. No masculino: França, Canadá, Irã, Venezuela e Tunísia.

Com isso, elas se juntaram aos outros 7 países já garantidos na competição, nas duas categorias. São eles, no feminino: Japão, China, Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Rússia, Itália. No masculino: Japão, Brasil, Estados Unidos, Polônia, Itália, Rússia, Argentina. Dada a forma como é dividida a disposição dos grupos nos Jogos Olímpicos, de acordo com ranking da FIVB, já é possível traçar um quadro prévio de como será o torneio de voleibol para nossas seleções.

A começar pelos homens, o Brasil como líder do ranking, caiu no grupo da morte. Ao seu lado, na mesma chave, a B, estão pela ordem de classificação: Estados Unidos, Rússia, Argentina, França e Tunísia. Ficaram no grupo A seguindo o ranking: Japão, Polônia, Itália, Canadá, Irã e Venezuela. A julgar por esse desenho, a seleção brasileira masculina não terá vida fácil na 1ª fase. Apesar disso, olhando para o retrospecto do torneio masculino de voleibol das Olimpíadas, cair em uma chave difícil auxilia no ganho de ritmo e facilita o cruzamento da fase seguinte.

Já entre as mulheres ocorreu o inverso. Nossa seleção, 4ª colocada no ranking internacional, caiu no grupo de menor competitividade dos Jogos. No entanto, as brasileiras poderão ter um parâmetro de suas chances, no confronto contra a atual campeã mundial, Sérvia, na 1ª fase. O Brasil está na chave A ao lado de Japão, Sérvia, Coréia do Sul, República Dominicana e Quênia. No grupo da morte, o B, ficaram: China, Estados Unidos, Rússia, Itália, Turquia e Argentina. Diante desse quadro, já se espera um cruzamento de vida ou morte para o Brasil na fase seguinte.

Porém, tudo isso não é definitivo. Existe margem para o tapetão. A punição para a delegação russa pela WADA por doping deve alterar a disputa. Dependendo da posição da FIVB, que ainda não se manifestou a respeito, a Rússia pode ser eliminada dos Jogos de Tóquio. Uma das soluções colocadas à mesa é a possibilidade dos atletas russos considerados limpos competirem sob bandeira neutra. O Comitê Olímpico Russo já recorreu da sentença da WADA. O silêncio da FIVB sobre a questão é perturbador. Resta aguardar o desfecho do caso.

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