RETROSPECTIVA 2019

Em 2019, seja na temporada de clubes ou na temporada internacional, o voleibol teve um ano movimentado. Muitas competições foram disputadas, do Mundial de Clubes ao Pré-Olímpico, passando pela Copa do Mundo, em meio a um calendário apertado. E como é propício, é chegado o momento de rever o que aconteceu de importante nas competições durante o ano.

COPA DO BRASIL

Em janeiro de 2019, o Minas deu início à sua coleção de títulos na temporada no naipe feminino. Pela Copa do Brasil, nas finais disputadas em Gramado, o time comandado pelo italiano Lavarini bateu o Praia na decisão do torneio, por 3×1, conquistando o título pela 1ª vez. Já no masculino, o Cruzeiro venceu a Copa do Brasil, nas finais disputadas em Lages, sendo tetracampeão da competição. Na grande final, o time celeste derrotou a supresa Minas pelo placar de 3×0.

SUL-AMERICANO DE CLUBES

Com sede em Belo Horizonte, disputado na Arena Minas, nas duas categorias, o Sul-Americano foi mais uma competição dominada pelos mineiros, em 2019. No feminino, no formato todos contra todos, o Minas conquistou o bicampeonato consecutivo de maneira impecável. Sem perder sequer uma parcial, o clube da Rua da Bahia sagrou-se campeão depois de bater o rival Praia por 3×0, na última rodada.

No masculino, também disputado na Arena Minas, o Sul-Americano foi emocionante. Depois de estar perdendo por 2×0 para o time argentino Obras de San Juan, o Cruzeiro virou o jogo no tie-break, garantido vaga na decisão do título. Na final, contra a UPCN, também da Argentina, o time comandado pelo argentino Marcelo Mendez foi campeão com um triunfo por 3×1. Foi o sexto título celeste na história da competição.

LIBERTADORES DO VÔLEI

Em 2019, clubes brasileiros e argentinos se engajaram na criação da Libertadores do Vôlei, sob o aval da Confederação Sul-Americana da modalidade. Na primeira edição, com finais na cidade de Taubaté, o Personal Bolívar da Argentina sagrou-se campeão após vencer o Sesc/RJ, na decisão do título, por 3×0.

SUPERLIGA 2018/2019

Em edição comemorativa de 25 anos, a Superliga teve na última temporada como campeões, o Itambé/Minas, no feminino, e o EMS/Funvic/Taubaté, no masculino. Nos playoffs finais, Minas e Taubaté, derrotaram respectivamente, Praia Clube e Sesi/SP. Foi o segundo título do Minas na história da competição feminina. Já o Taubaté conquistou a Superliga Masculina pela 1ª vez.

TORNEIO DE MONTREUX

Em maio, no início da temporada de seleções no naipe feminino, uma renovada seleção polonesa conquistou o Torneio de Montreuax, na Suíça. Na decisão do título, contra o Japão, as polonesas sagraram-se campeãs da competição, pela 1ª vez na história, com uma vitória por 3×1, com parciais de 25/15, 22/25, 25/17, 26/24.

LIGA DAS NAÇÕES

A segunda edição da Liga das Nações terminou com os mesmos campeões da primeira, em 2018. No naipe feminino, o Brasil melhorou seu desempenho chegando na final. Porém, contra as americanas, depois de abrir 2×0, as brasileiras permitiram a virada dos Estados Unidos. Com o resultado, o time comandado pelo técnico Karch Kirally foi bicampeão da competição.

Já no naipe masculino, após uma 1ª fase invicta, o Brasil acabou decepcionando nas finais, repetindo o mesmo desempenho de 2018, encerrando a competição fora do pódio, em 4º lugar. O título ficou com a Rússia. Pelo segundo ano consecutivo, os russos foram campeões batendo os anfitriões da fase final. Em 2019, a vítima foram os americanos. Em 2018, os franceses.

PAN DE LIMA

Representada por uma seleção de novos, o Brasil foi muito mal no Pan de Lima. Apesar do sucesso da delegação brasileira, com a melhor campanha em mais de 50 anos, o vôlei decepcionou. No feminino, sequer subiu ao pódio, ficando em 4º lugar. Isso sem falar, nas derrotas humilhantes para Argentina e Colômbia. No masculino, apesar do bronze, o resultado ficou aquém das expectativas. No geral, o ouro ficou com Argentina no masculino, e República Dominicana no feminino.

PRÉ-OLÍMPICO

No começo de Agosto, seis vagas, em cada categoria, foram disputadas para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O Brasil conquistou a classificação nos dois naipes. Apesar disso, nossas seleções sofreram. No feminino, jogando em casa, as brasileiras passaram sufoco para derrotar o Azerbaijão e a República Dominicana apenas no tie-break.

No masculino, na Bulgária, os brasileiros estiveram muito perto de perder a primeira chance para a conquista da vaga olímpica. Os búlgaros chegaram a abrir 2×0 no placar, mas o Brasil se superou, com uma grande atuação de Leal, vencendo o jogo de virada por 3×2, garantido a classificação olímpica.

CAMPEONATO SUL-AMERICANO

Depois do susto no Pan, a equipe feminina do Brasil se recuperou no Campeonato Sul-americano jogando com o time completo. Com uma campanha irretocável, as brasileiras sagraram-se campeãs pela 21ª vez, com uma vitória sobre a Colômbia por 3×0. No masculino, os brasileiros mantiveram a hegemonia sul-americana com mais um título continental. Na decisão, contra os argentinos, o Brasil sagrou-se campeão depois de estar perdendo por 2×0, com parciais de 24/26, 22/25, 31/29, 25/20, 15/13.

COPA DO MUNDO

Em Setembro, aconteceu a disputa da Copa do Mundo. Esvaziada pelo Pré-Olímpico, pela 1ªvez, a competição não distribuiu classificação para as Olimpíadas. No feminino, com uma atuação de alto nível, a China foi campeã da competição pela 5ª vez. O Brasil encerrou a disputa na 4ª posição, com uma campanha irregular, com derrotas para Coréia do Sul e Holanda. No masculino, o Brasil foi tricampeão invicto da Copa, com atuação destacada do oposto Alan. Polônia em 2º lugar e Estados Unidos em 3º lugar, completaram o pódio.

Divulgação FIVB

CAMPEONATOS ESTADUAIS

Terminado o calendário de seleções, as atenções no Brasil se voltaram para os campeonatos estaduais. No masculino, Taubaté, Sesc/RJ e Cruzeiro foram campeões em seus estados. No feminino, levantaram o troféu, nos seus estados, São Paulo/Barueri, Sesc/RJ e Praia Clube.

SUPERCOPA 2019

Na abertura da temporada nacional de clubes 2019/2020, os campeões do ano passado entraram em quadra para dar início ao certame, em Uberlândia. No feminino, o Praia, vice das principais competições, enfrentou o Minas, campeão de tudo, conquistando o bicampeonato da Supercopa, em jogo único, por 3×0. No masculino, o Taubaté, campeão da Superliga, disputou com o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil, o título da Supercopa. De virada, por 3×1, com parciais de 21/25, 25/21, 25/16, 25/18, o Taubaté foi campeão da competição de maneira inédita.

MUNDIAL DE CLUBES

Em dezembro, na China, foi disputado o mais equilibrado Mundial de Clubes feminino da história. Para o Brasil, o resultado final ficou a desejar. Com atuações abaixo das expectativas, Minas e Praia jogaram apenas pelo 5º lugar, depois de uma péssima 1ª fase. O título ficou com o Conegliano da Itália, após uma final eletrizante contra o Eczacibasi da Turquia. Na versão masculina, o Cruzeiro jogando em casa, na cidade de Betim, no ginásio Divino Braga, não conseguiu superar o favoritismo do Civitanova da Itália de Bruninho e Leal, perdendo a decisão, por 3×1, com parciais de 25/23, 19/25, 31/29, 25/21.

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