AS SELEÇÕES CLASSIFICADAS PARA TÓQUIO

Encerrada a competição por 6 vagas olímpicas, na semana passada, foram definidas as seleções classificadas para os Jogos Olímpicos de Tóquio. O Brasil garantiu presença nas Olimpíadas de 2020 nos dois naipes. No feminino, jogando em Uberlândia, as brasileiras sofreram para derrotar Azerbaijão e Rep. Dominicana, mas conseguiram alcançar o objetivo da qualificação olímpica. No masculino, também de forma dramática, a seleção masculina conquistou a classificação para os Jogos, batendo a Bulgária, após reverter desvantagem de 2×0 no placar, dentro do domínio adversário.

Juntamente do Brasil, no naipe masculino, 5 seleções também garantiram presença nas Olimpíadas de Tóquio, no ano que vem, além do Japão, país sede. São elas: Estados Unidos, Itália, Polônia, Rússia e Argentina. Para tanto, assim como a seleção brasileira, cada seleção venceu o seu respectivo grupo no Pré-Olímpico Mundial. Em Roterdã, na Holanda, os donos da casa desafiaram o favoritismo americano. Depois de passar com dificuldades pela Coréia do Sul e bater a Bélgica, os holandeses não foram páreo para os americanos.

Em Bari, na Itália, a Austrália ameaçou quebrar a polarização do grupo C, entre italianos e sérvios. Os australianos deram muito trabalho para essas seleções, especialmente, para a Itália. A seleção italiana bateu a Austrália apenas no tie-break. No jogo decisivo da chave, a Itália venceu a Sérvia por 3×0, e carimbou o passaporte para os Jogos Olímpicos.

No grupo D, o grupo da morte, a Polônia venceu a França, dentro de casa, e qualificou-se para as Olimpíadas. As duas seleções são favoritas ao pódio dos Jogos, em 2020. Para os franceses, restou como o consolo da derrota, o complicado Pré-Olímpico Continental da Europa, em janeiro. Apenas uma vaga estará em jogo nessa disputa.

Jogando em casa, a seleção russa foi a única seleção qualificada para Tóquio, sem ceder uma parcial sequer. Foram três vitórias, nos três jogos, pelo placar máximo, contra México, Cuba e Irã. De novidade no grupo E, apenas o ressurgimento dos cubanos. Eles estiveram perto de derrotar o Irã, uma das sensações da VNL 2019. Além disso, Cuba promete reforçar-se para o Pré-Olímpico Continental, em janeiro.

Encerrando o rol de classificados no naipe masculino está a seleção da Argentina. Em território chinês, os argentinos triunfaram contra o seu principal concorrente do grupo, o Canadá, logo no primeiro jogo. Depois, vitórias sobre Finlândia e China selaram o passaporte argentino para Tóquio. Detalhe: a seleção da Argentina foi a única seleção a derrubar um cabeça de chave, do Pré-Olímpico, no caso o Canadá.

FEMININO

Na categoria feminina, ao lado do Brasil, também conquistaram a qualificação para os Jogos 5 seleções, além do Japão, país sede. São elas: Sérvia, China, Estados Unidos, Rússia e Itália. Líder do ranking internacional, a Sérvia colocou em risco sua classificação ao poupar jogadoras e abdicar do direito de sediar o Pré-Olímpico. Jogando na Polônia, a Sérvia quase foi surpreendida pela jovem e promissora equipe polonesa. No fim, vitória por 3×1, com parciais de 21/25, 25/23, 25/16, 25/23.

Pelo grupo B, o grupo da morte, as chinesas bateram República Checa, Alemanha e Turquia, dentro de casa. No jogo decisivo, contra a Turquia, as chinesas não tomaram conhecimento do adversário, com um triunfo incontestável por 3×0, com parciais de 25/18, 25/12, 25/18. A ponteira chinesa Zhu foi o destaque individual do duelo, com 20 acertos.

Nos Estados Unidos, a seleção americana sofreu um susto. No segundo jogo, contra a Bulgária, as americanas estiveram atrás do placar em quase toda a partida. No entanto, conseguiram ganhar o jogo, de virada, no tie-break. Com o resultado, mais as vitórias sobre Argentina e Cazaquistão, conquistaram a vaga olímpica.

Pelo grupo E, na Rússia, a seleção russa também quase deixa escapar a classificação. No duelo derradeiro, contra a Coréia do Sul, a Rússia chegou a estar perdendo de 2×0. A oposta Goncharova foi a grande responsável pela virada. Porém, a ponteira coreana Kim, MVP dos Jogos de Londres, em 2012, saiu de quadra como a maior pontuadora do confronto. Ela anotou 25 pontos.

Finalizando as seleções classificadas, pelo grupo F, em Catania, na Itália, a seleção italiana foi a única a não ceder parcial para seus oponentes. Foram três vitórias pelo placar máximo, contra Camarões, Bélgica e Holanda. No jogo chave, contra as holandesas, a oposta Paola Egonu da Itália teve um desempenho fenomenal. Ela anotou 25 pontos, em apenas 3 sets. Com o resultado, a Itália foi a única seleção a desbancar uma seleção cabeça de chave, no caso a Holanda, no naipe feminino.

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