O PRÉ-OLÍMPICO MASCULINO

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Após a definição de seis vagas para os Jogos de Tóquio no naipe feminino, é a vez do masculino. Começa nessa madrugada, devido ao fuso, o Pré-Olímpico Mundial Masculino. Em jogo também estão seis vagas para as Olimpíadas, em 2020. As 24 melhores seleções ranqueadas, exceto o Japão, foram divididas em 6 grupos, com 4 países cada. O campeão de cada grupo garante a vaga olímpica. Neste formato, o processo qualificatório é inédito, em virtude dos japoneses sediarem a próxima Olimpíada. Com isso, a tradicional Copa do Mundo, disputada também no Japão, um ano antes dos Jogos, não irá distribuir vagas olímpicas nesse ciclo.

A seleção brasileira masculina de vôlei está no grupo A do Pré-Olímpico, como cabeça de chave, ao lado de Bulgária, Egito e Porto Rico. O Brasil abdicou do direito de realizar o evento em seu território. Segundo fontes da imprensa, os problemas foram orçamentários. Com isso, a cidade de Varna, na Bulgária, irá receber o evento. O Brasil estreia na competição classificatória olímpica contra Porto Rico, hoje, a partir das 11h, com transmissão do SPORTV 2. Na sequência, enfrenta a seleção do Egito, no sábado, e depois, trava o duelo decisivo do fim de semana, contra a Bulgária, no domingo.

Abaixo, você confere às chances de cada seleção no Pré-Olímpico.

GRUPO A BRASIL BULGÁRIA EGITO PORTO RICO
O Brasil é o franco favorito do grupo. Apesar de jogar fora de casa, os brasileiros acabaram de conquistar um torneio amistoso na Polônia, contra adversários mais fortes do que todas as seleções do seu grupo no Pré-Olímpico. A Bulgária, principal oponente pela vaga olímpica, fez algumas reformulações nos últimos anos no seu time. Porém, o grande destaque da equipe continua sendo o oposto Sokolov. Com ele, em quadra, os búlgaros se tornam uma seleção perigosa. O Brasil teve tempo para corrigir os erros apresentados nas finais da Liga das Nações. Resta saber, quais serão esses ajustes. Normalmente, os búlgaros possuem um saque viagem agressivo. A principal dificuldade do Brasil na Liga das Nações foi receber o serviço flutuante. Como isso será equacionado? Façam suas apostas! Quanto a Egito e Porto Rico, nesse grupo, devem ser coadjuvantes.

GRUPO B EUA BÉLGICA HOLANDA CORÉIA DO SUL
Os americanos, assim como o Brasil, abriram mão de sediar o Pré-Olímpico. A Holanda que no feminino também não exerceu o direito de ser sede, acabou ficando com o presente de receber o evento, no masculino, em Roterdã. Dito isso, é bom apontar o favoritismo dos Estados Unidos no grupo. No entanto, com poucas opções no banco para mudar o panorama dos jogos durante as partidas, os Estados Unidos precisam ficar atentos aos adversários. Nos últimos anos, na antiga Liga Mundial, os belgas jogaram de igual para igual com grandes seleções. Apresentaram um voleibol de alto nível. Além deles, os holandeses dentro de casa, podem dar trabalho para os americanos. A Holanda já foi campeã olímpica no masculino, em Atlanta 96. Portanto, é bom os americanos estarem bem precavidos.

GRUPO C ITÁLIA SÉRVIA AUSTRÁLIA CAMARÕES
O grupo C do Pré-Olímpico é um dos mais imprevisíveis. Jogando em casa, com o apoio da torcida, os italianos esperam garantir a vaga olímpica. Porém, pela frente, a Itália terá a forte seleção da Sérvia. No último mundial, disputado na Itália, a Sérvia derrotou os italianos nas finais, ficando com o 4º lugar, depois de perder o bronze para os Estados Unidos. Historicamente, as duas seleções sempre fizeram jogos equilibrados. Logo, a situação do grupo está indefinida. Além deles, ainda há a perigosa seleção da Austrália. Em confrontos contra italianos e sérvios, a Austrália já apresentou resultados positivos. Não dá para brincar com eles. Sobre Camarões, será um ótimo time para servir de treino para esses confrontos.

GRUPO D POLÔNIA FRANÇA ESLOVÊNIA TUNÍSIA
Se o grupo C do Pré-Olímpico é imprevisível, o grupo D é o da morte. Jogando em casa, com o reforço do ponteiro cubano naturalizado polonês Leal, a Polônia enfrenta a França, uma das seleções mais técnicas e habilidosas do cenário mundial. A seu favor, o restrospecto desfavorável francês em competições importantes. Nos últimos anos, a França não soube lidar com o favoritismo e decepcionou nos Jogos Olímpicos do Rio e no Mundial de 2018. Em um grupo complicado, que ainda tem a boa seleção eslovena, a França terá a sua prova de fogo. Se perder, irá encarar a também difícil repescagem europeia. Tanto franceses, quanto poloneses, não querem correr esse risco. Um dos dois, terá de pagar esse preço, para não ficar de fora dos Jogos.

GRUPO E RÚSSIA IRÃ CUBA MÉXICO
Em um bom processo de renovação, dentro de seu território, a Rússia tem tudo para conquistar a vaga olímpica. Seu principal obstáculo deve ser o Irã. Bem treinados, os iranianos realizaram uma ótima Liga das Nações, vencida pela Rússia. O duelo das duas seleções deverá ser interessante. O fator casa, pode pesar para o Irã. Dificilmente, os russos irão querer perder a chance da classificação para os Jogos, no Pré-Olímpico. Disputar a repescagem europeia, em janeiro de 2020, contra seleções fortes, definitivamente não devem estar nos planos da Rússia. Ao Irã, em caso de derrota, resta o consolo de jogar a repescagem asiática, provavelmente com os australianos e chineses. Cuba e México não estão no páreo do grupo E. Os cubanos prometem se reforçar para a disputa Continental, também em janeiro.

GRUPO F CANADÁ ARGENTINA FINLÂNDIA CHINA
Nesse instante, o Pré-Olímpico Mundial masculino deve ter início na China com uma partida desse grupo. Cabeça de chave, o Canadá não exerceu seu direito de sediar o evento. A responsabilidade ficou com a China. Estar nos Jogos, na categoria masculina, em 2020, no Japão, pode ser uma questão de honra para os chineses. Portanto, receber o Pré-Olímpico, pode ser uma boa aposta da China. Em um grupo de seleções de porte médio tudo pode acontecer. O Canadá evoluiu muito nos últimos anos e já incomoda as grandes seleções. Na Rio 2016, bateu os americanos, por 3×0, e desbancou a França no grupo da morte. Na Liga Mundial 2017 conquistou o bronze inédito. Seu principal adversário deverá ser a Argentina. Sob o comando de Marcelo Mendez, campeoníssimo com o Cruzeiro, os argentinos esperam repetir os feitos de sua seleção no juvenil na categoria principal. A Finlândia corre por fora. Como se vê, nesse grupo, a China pode pelo menos sonhar com a vaga olímpica.

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